quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cursos Livres da EMESP Tom Jobim - Gratuitos.

Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil
Professor responsável: Daniel Cornejo
Número mínimo de alunos: 15
Número máximo de alunos: 30
Idade mínima: 10 anos
Duração: 3 horas
Temática do curso: Prática de Orquestra 
Ementa: Prática de repertório orquestral para crianças e jovens
Atividades a serem desenvolvidas: Ensaios e apresentações
Horário:  Quinta-feira das 8h30 às 11h30
Local: Unidade Luz
Pré-requisito: Estar fazendo aulas de instrumento
Seleção: audições classificatórias
Inscrições: até dia 30 de agosto (terça-feira) até às 18h
Seleção: dia 1 de setembro
Início do curso: dia 8 de setembro
Término: dezembro
Para se inscrever acesse: http://www.emesp.org.br/pt/inscricao/132/129/4/Inscricoes/ 
Prática de Banda Sinfônica
Professor responsável: Marcos Sadao 
Número mínimo de alunos: 20
Número máximo de alunos: 40
Idade mínima: 13 anos
Duração: 3 horas

Temática do curso: Repertório original ou transcrições para formação de sopros  
Ementa: Estudo da linguagem e repertório de Banda Sinfônica aplicada aos instrumentos que caracterizam essa formação
Atividades a serem desenvolvidas: estudos de conjunto,  articulação, afinação, equilibrio sonoro, fraseados
Horário:  Terça-feira das 16h30 às 19h30
Local: Unidade Luz 
Pré-requisito: Aluno da EMESP - cursar o 2º, 3º ou 4º Ciclo
Aluno de fora: ter conhecimento básico do instrumento e fazer uma entrevista
Inscrições: até dia 26 de agosto (sexta-feira) até às 18h
Entrevista: dia 30 (terça-feira), às 16h30
Início do curso: dia 6 de setembro
Término: dezembro
Para se inscrever acesse: http://www.emesp.org.br/pt/inscricao/132/129/4/Inscricoes/
Coral Infanto-Juvenil
Professor responsável: Regina Hiromi Kinjo
Número mínimo de alunos: 20
Número máximo de alunos: 50
Faixa etária: 13 a 20 anos
Duração: 2 horas
Temática do curso: Coral com finalidades Pedagógicas e Artísticas que represente a Escola.                        
Ementa: Promover o estudo e realização do repertório coral, abrangendo diversos estilos musicas. Desenvolver conhecimento sobre: noções básicas de técnica vocal, respiração, emissão, articulação e impostação vocal. Classificação vocal, conscientização do uso da voz como instrumento musical.
Atividades a serem desenvolvidas: Vocalizes diversos, trabalho de afinação e sonoridade do grupo, realização de repertório específico para essa formação coral (faixa etária); análise, estudo e realização de obras diversas.
Horário:  Quarta-feira das 17h30 às 19h30
Local: Unidade Luz
Pré-requisito: Ter vontade de cantar em grupo
Seleção: Teste de classificação vocal, afinação e breve entrevista.
Inscrições: até dia 23 de agosto (terça-feira) até às 18h
 
Início do curso: dia 31 de agosto
Término: dezembro
Para se inscrever: http://www.emesp.org.br/pt/inscricao/132/129/4/Inscricoes/
Iniciação à Viola Caipira
Professor responsável: João Paulo Amaral
Número mínimo de alunos: 4
Faixa etária: a partir de 10 anos
Duração: 2 horas
Temática do curso: Curso consiste na iniciação do aprendizado à viola caipira (afinação cebolão) e de seu repertório básico, abordando seus principais ritmos como a toada, o cururu, o cateretê, a guarânia, entre outros.
Ementa: Habilita o participante na execução dos acordes básicos e primeiros solos e ponteados através do conhecimento elementar das escalas duetadas. Alunos de violão/guitarra interessados também poderão freqüentar.
Horário:  Segunda-feira das 16h30 às 18h30
Local: Unidade Luz 
Pré-requisito: O participante deve trazer seu próprio instrumento e não é necessário possuir formação musical
Seleção: Primeiros inscritos
Inscrições: até dia 19 de agosto (sexta-feira) até às 17h
Início do curso: dia 22 de agosto
Término: dezembro
Orquestra de Viola Caipira
Professor responsável: João Paulo Amaral
Número mínimo de alunos: 8
Faixa etária: a partir de 10 anos
Duração: 2 horas
Temática do Curso
Curso dirigido a iniciantes e iniciados na viola caipira (afinação cebolão). Consiste no ensino dos fundamentos da viola (ritmos tradicionais, solos e ponteios) por meio da prática de repertório arranjado para grupo de violas.
Ementa: Curso dirigido a iniciantes e iniciados na viola caipira (afinação cebolão). Consiste no ensino dos fundamentos da viola (ritmos tradicionais, solos e ponteios) por meio da prática de repertório arranjado para grupo de violas. Alunos de violão/guitarra interessados também poderão freqüentar. 
Horário: Terça-feira das 9h30 às 11h30
Local: Unidade Luz
Pré-requisito: O participante deve trazer seu próprio instrumento e não é necessário possuir formação musical
Seleção: Primeiros inscritos
Inscrições: até dia 19 de agosto (sexta-feira) até às 17h
Início do curso: dia 30 de agosto
Término: dezembro

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Master class com Filarmônica de Câmara de Bremen

Dia 25 de agosto, às 11h, os integrantes da Filarmônica de Câmara de Bremen ministram master classes de trompa, trompete, violino e violoncelo na Unidade Luz da EMESP. A atividade é uma parceria da EMESP Tom Jobim com o Cultura Artística. Veja os músicos que irão realizar as master classes.
Roffmann Sharon - violino
Berger  Saar - trompa
Dicken Chris - trompete
Schrader Stephan - violoncelo
Os interessados em participar como alunos ativos ou ouvintes deverão preencher uma ficha de incrição (clique aqui ) e enviar para o email: workshop.masterclass@emesp.org.br. A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas.
Filarmônica de Câmara de Bremen
Fundada em 1980 e dirigida desde 2004 pelo regente estoniano Paavo Järvi, a Filarmônica de Câmara de Bremen apresenta em todas as temporadas três séries de assinatura, concertos especiais, três séries de música de câmara, além de um festival ao ar livre, o “Sommer in Lesmona”. O conjunto também é participa do Festival de Música de Bremen desde 1998. Teve diretores-artísticos e regentes convidados como Mario Venzago, Heinrich Schiff, Jiří Belohlávek, Thomas Hengelbrock e Daniel Harding. Em 2007, a Filarmônica de Câmara de Bremen transferiu-se para novas salas de ensaio na Gesamtschule Bremen-Ost (Escola Inclusiva do Leste de Bremen), onde músicos e estudantes trabalham lado a lado. Neste “laboratório do futuro” são desenvolvidos novos projetos e programas em cooperação com a escola, que geram um impacto não só na vizinhança como em toda a cidade de Bremen. A orquestra e a escola receberam o Prêmio Zukunfts (Prêmio Futuro) 2007 de Melhor Inovação Social. É, desde 2005, a orquestra residente do Beethovenfest de

O Último Romântico.

Maestrina Lígia Amadio

Estava tomando um café na Sala São Paulo no dia 20/08/2011, a Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo apresentaria naquela noite um programa exótico.  Ao meu lado sentam duas senhoras. Perguntei a elas se conheciam ou gostavam de Rachamaninoff ou Marcos Padilha. Levei um susto, elas nem sequer sabiam o que constava no programa. Estavam lá para tricotar conversa , exibir as novas bolsas e acompanhar os maridos diletantes de música clássica. Assim é a vida, todos são diferentes.
    No primeiro tempo tivemos uma obra do conterrâneo Marcos Padilha, Sinfonia Concertante "Das Vozes Esquecidas" para fagote, Oboé , cordas e percussão, opus 20. Um aperitivo diferente. Segundo o compositor é um manifesto contra toda e qualquer forma de exclusão . “A peça faz referências aos soldados convocados para uma guerra injusta, aos excluídos pela opção sexual, pela situação política e, ironicamente inclui o compositor de música erudita, que de certa forma é mais um excluído no Brasil”. Exclusão é tema recorrente e está na moda. Tantas exclusões geraram uma música lenta, tensa e enigmática. Abusa da percussão, as intervenções dos solistas são curtas e incisivas. Música sem melodia, sem um grande tema central. Os aplausos do público foram calorosos, ninguém se levantou, nem a presença do compositor fez a galera ficar de pé e aplaudir. Fato raro entre o público brasileiro.
   O prato principal era a Sinfionia número 2 de Sergei Rachmaninoff. Considerado o último grande compositor romântico russo, grande parte de sua obra foi composta antes da revolução russa, 1917. Sua carreira de compositor começou bem, a ópera Aleko teve boa recepção do público , até Tchaikovsky elogiou. Quando tentou a sinfonia a coisa desandou. Sua sinfonia número um gerou críticas ferozes, dizem as más línguas que o regente Glazunov tomou umas vodcas a mais no dia da apresentação e deu tudo errado.
  Anos depois voltou a composição, grande parte da obra é dedicada ao piano. Rachmaninoff teve coragem de compor mais duas sinfonias. A segunda apresentada pela OSUSP é a mais conhecida do grande público. Quatro grandes e longos movimentos. O primeiro com tema trágico e melodias fluentes. A OSUSP começou delicada com suas cordas precisas. O segundo movimento é um Allegro Molto, apesar do tema angustiante a orquestra conseguiu , na execução, o brilho ideal dessa peça. O Adagio do terceiro movimento tem uma intimidade nas cordas, mais uma vez a orquestra da maestrina Ligia Amadio teve uma boa performance. O quarto movimento , com seu final explosivo encerrou com grandiosidade a apresentação. Um desequilíbrio, tende pro lado dos metais, sempre eles tem mais força na apresentação da OSUSP, muitas vezes encobrindo as madeiras e as cordas.
   O público aplaudiu de pé. As senhoras que estavam tirando uma pestana , acordaram, se empolgaram com o final majestoso e soltaram a mão. A OSUSP esta se destacando por apresentar programas de compositores brasileiros e outros que são pouco apresentados por estas bandas. Grande orquestra nas mãos de uma grande maestrina. Bravo OSUSP.  
Ali Hassan Ayache

Ramon Vargas hoje no Teatro Municipal do Rio de Janeiro

 Tenor mexicano e pianista russa Mzia Bakhtouridze integram a Série Concertos Internacionais da Sala Cecília Meireles

 Um dos mais importantes e requisitados tenores da atualidade, Ramón Vargas se apresentará pela primeira vez no Rio, no próximo dia 23 de agosto, às 20h, no Theatro Municipal, acompanhado da pianista russa Mzia Bakhtouridze. O aguardado espetáculo integra a Série Concertos Internacionais da Sala Cecília Meireles, espaço vinculado à Secretaria de Estado de Cultura. O programa será composto por obras de Liszt, Tchaikovsky, Rachmaninov, Xavier Montsalvatge, Salvador Moreno, Heitor Villa-Lobos, J. Turina. A Temporada 2011 da Sala tem o patrocínio da Petrobras.

Desde 1999, a revista Austrian Festpiele posiciona Ramón Vargas em primeiro lugar entre os melhores tenores do mundo. Para o diretor da Sala Cecília Meireles, João Guilherme Ripper, a voz de Vargas é realmente um fenômeno. “Ele conduz sua voz privilegiada com talento teatral e instigante senso dramático”, completa Ripper.

 Sobre Ramón Vargas:
Nascido na Cidade do México, começou a cantar aos 9 anos no Coro de Meninos da Basílica de Guadalupe. Em 1982, após vencer o Concurso Nacional de Canto “Carlo Morelli”, fez sua estreia em “Lo Speziale”, de Haydn, em Monterrey (México). Tornou-se conhecido em 1983, quando o maestro mexicano Eduardo Mata contratou-o para cantar os papéis de Fenton, no “Falstaff”, de Verdi, e de Don Otavio, no “Don Giovanni”, de Mozart. Atualmente, apresenta-se regularmente - e com grande sucesso - nas principais casas de ópera do mundo, entre elas o Teatro Colón, o London Royal Opera House e o New York Metropolitan Opera House. Além de sua carreira operística, também se dedica a concertos, com um extenso repertório que abrange desde as canções clássicas italianas até os Lieder alemães, além de melodias de compositores franceses, mexicanos e espanhóis dos séculos XIX e XX. Em 1998, ofereceu um memorável recital no Teatro alla Scala e suas interpretações de canções populares mexicanas foram recebidas com entusiasmo em concertos pela Europa e também no México. Foi o ganhador do “Laura-Volpi Award” de Melhor Cantor de Ópera da temporada italiana de 1993, e, em 1995, a crítica daquele país foi unânime em aclamá-lo ganhador do “Gino Tani Award for the Arts”. Em 2000, a British Opera Now apontou Ramón Vargas como “Artista do Ano”.

Sobre Mzia Bakhtouridze:
Mzia se graduou no Conservatório de Música de Moscou, iniciando uma intensa atividade como concertista nos mais prestigiados teatros da ex-União Soviética. Atuou posteriormente como docente nesse mesmo conservatório, ensinando música de câmara, ao mesmo tempo que teve uma abundante atividade artística no Teatro Bolshoi, ao lado de importantes regentes como Evghenij Svetlanov, Ghennadij Rozhdestvenskij e Yurij Temirkhanov. Em 1990, mudou-se para Milão, na Itália, para aperfeiçoar-se como pianista acompanhante com o maestro Robert Kettelson. Posteriormente, dedicou-se a estudos de especialização no repertório “liderístico” com Helmut Deustch e David Shaw, e, desde então, estabeleceu sua residência em Milão. Nos últimos anos, trabalhou como mestra interna do Teatro alla Scala de Milão, colaborando com diretores como Riccardo Muti, SerijOsawa, Myng Whun-Chung, Valery Gergiev, Mstislav Rostropovich, Vjekoslav Sutej, Giuseppe Sinipoli, Jeffry Tate e Georges Pretre. Paralelamente, prossegue sua atividade concertística a nível internacional nas mais importantes salas de concerto da Europa e Estados Unidos, ao lado de importantes figuras do canto lírico, como Ramón Vargas, Renato Bruson, Roberto Scandiuzzi, Luca Canonici, Cristina Gallardo Domas, Ildar Abdarsakov, Roberto Frontali, Olga Borotina e Ainhoa Arteta.

Programa:
I
F. LISZT (1811 – 1886)
Die Lorelei, S. 273/2
Tre Soneti di Petrarca, S. 270
P. I. TCHAIKOVSKY (1840 – 1893)
Ária de Lensky (da ópera “Eugeny Oneghin”)
S. RACHMANINOV (1873 – 1943)
Georgian Song , Op.4, nº 4
Spring Waters, Op. 14, nº11

I n t e r v a l o

II
XAVIER MONTSALVATGE (1912 – 2002)
Cinco canciones negras
I - Cuba dentro de un piano
II - Chévere
III - Punto de habanera
IV - Canción de cuna para dormir a un negrito
V - Canto negro
SALVADOR MORENO (1916 – 1999)
Cancion de la barca triste
Nana para un nino que se llama Rafael
Definicion
H. VILLA-LOBOS (1887 – 1959)
Seresta nº 4 - Saudades da minha vida
O anjo da guarda
J. TURINA
Poema en forma de canciones, Op.19

Serviço:
Ramón Vargas, tenor e Mzia Bakhtouridze, piano –
Série Concertos Internacionais - Sala Cecília Meireles
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano s/n° – Centro (Cinelândia) - RJ
Data: 23 de agosto de 2011 (Terça-feira)
Horário: 20h
Ingressos: Plateia: R$ 70 | Balcão Nobre: R$ 70 | Balcão superior: R$ 50,00 | Galeria: R$ 20 | Frisa e Camarote: R$ 420 (6 lugares)
Capacidade: 2.244 lugares
Informações: www.salaceciliameireles.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Capela Ultramarina, música antiga, no Centro Cultural Aúthos Pagano (SP)

A Capela Ultramarina foi criada em 1999 com o objetivo de pesquisar e interpretar a música Ibérica e brasileira do passado, motivado pelas comemorações relativas aos 500 anos do descobrimento do Brasil. Em 2000 o conjunto apresentou-se com o programa “Cantigas e Vilancetes portugueses à época do descobrimento” em diversas cidades brasileiras. Enfatizando o seu caráter de pesquisa musicológica, a Capela Ultramarina apresentou-se em 2001 dentro das programações culturais do XXI simpósio nacional da Associação Nacional de História – ANPUH, realizado na Universidade Federal Fluminense em Niterói, RJ. Em 2004 apresentou o programa “Vilancicos y Ensaladas”, com composições portuguesas e espanholas destinadas à época do Natal. Dirigida por Fábio Vianna Peres, a Capela Ultramarina  é baseada em um núcleo vocal formado por cantores que integram o Coro da OSESP, considerado o melhor do país. A estes unem-se  instrumentistas com ampla experiência e reconhecimento no campo da interpretação histórica da música do passado.


Prograna e Fornmação:

Cantigas, romances e tonos humanos
Regiane Martinez, soprano
Ana Ganzert, mezzo soprano e percussão
Fábio Vianna Peres, tenor, guitarra barroca e direção musical

Serviço:
Capela Ultramarina
sábado, 27 de agosto · 16H00
Centro Cultural Aúthos Pagano
Rua Thomé de Souza, 997 - City Lapa
GRATUITO
Informações: (11) 3836 4316 (de segunda a sexta, das 9h às 19h)
http://www.apaacultural.org.br/espetaculo.php?id_esp=1815
http://www.capelaultramarina.com.br/CAPELA_ULTRAMARINA/agenda.html

O PRIMEIRO TEATRO DO BRASIL


Na foto, o Real Theatro São João (1835), mandado construir por D. João VI, por Loeillot.


Neste período de comemorações de centenários de teatros, convém falar do primeiro teatro conhecido do Brasil. Era este o Teatro do Padre Ventura, conhecido por alguns outros nomes, entre os quais se destacava o nome de Casa da Ópera. É conveniente  assinalar que o termo “ópera”, quando aplicado genericamente,  durante muito tempo não significava no Brasil o que passaria a significar já avançado o século XIX. “Ópera” servia como resumo de toda atividade teatral, com ou sem música. A Casa da Ópera do Padre Ventura abrigava  acrobacias, mágicas, lanternas, danças, teatro de prosa, solos instrumentais, trechos de óperas propriamente ditas e muita coisa mais.
Ficava esse teatro no Rio de Janeiro, mais precisamnte no Largo do Capim, junto à Rua do Fogo, onde hoje a Rua Uruguaiana quase se encontra com a Avenida Presidente Vargas, cuja construção foi a causa de demolições e total reurbanização do local. O teatro não deixou traços.
Suas atividades tiveram início antes de 1747, o que é objeto de muita discussão. Seu fundador e proprietário era um dito sacerdote conhecido como Padre Ventura, tocador de “rabeca” (na época violino rudimentar, às vezes com menos cordas), tipo curioso, corcunda e sempre vestido de hábitos eclesiásticos. Foi essa personagem a primeira a montar um teatro em recinto fechado, com palco, lugares para o público e para os músicos. Segundo relatos de quem lá esteve, era um teatro simples mas de alguma beleza.
Narra Varnhagen, em sua preciosa História do Brasil, que o almirante francês Bougainville lá esteve e deixou relato escrito, no qual diz que lá um elenco “de mulatos”, em uma sala “muito bela”, executava e representava trechos dos mestres italianos, com uma orquestra dirigida por um “padre corcunda”.
Pouco se sabe a respeito do que se representava nesse teatro. Sabe-se de peças musicadas de Antonio José, o judeu, e de obras de Metastasio.
De curta, mas profícua duração, o Teatro do Padre Ventura pegou fogo em 1769 e tudo indica que, em 1773, sob a vice-reinança do Marquês do Lavradio, tiveram início as atividades do Teatro de Manuel Luís, depois Teatro Régio,  muito mais desenvolvido e bem aparelhado que o anterior, situado ao lado do Palácio dos Governadores, hoje impropriamente chamado de “Paço Imperial”, cujas atividades perduraram até 1813, ano da inauguração do Teatro São João, depois com vários outros nomes até adotar o nome pelo qual foi mais conhecido: Teatro São Pedro, situado exatamente onde fica hoje o Teatro João Caetano, com as mesmas arcadas na fachada.

Marcus Góes

Congresso na UFU discute música e complexidade

 “Música, complexidade, diversidade e multiplicidade: reflexões e aplicações práticas” é o tema do XXI Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música que acontece na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), de 22 a 26 de agosto. Pesquisadores de diversas universidades brasileiras, americanas e da França estarão reunidos no Campus Santa Mônica para discutir as relações entre estudos de música e complexidade. Serão realizadas conferências, debates, concertos e comunicações orais. As atividades vão acontecer no anfiteatro do bloco 3Q, em todos os auditórios do bloco 5O e nas salas 7 e 11 do bloco 3M.
Foram organizados nove grupos de trabalho divididos nos seguintes temas: Composição, Educação Musical, Etnomusicologia, Música Popular, Música e Interfaces (semiótica, mídia, cinema, cognição e musicoterapia), Teoria e Análise, Musicologia / Estética Musical, Sonologia e Performance. Também faz parte da programação um debate sobre financiamento de pesquisas com representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O evento é coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes do Instituto de Artes da UFU. A programação completa está disponível no endereço eletrônico www.anppom.com.br. Outras informações: (34) 3239-4064 begin_of_the_skype_highlighting              (34) 3239-4064      end_of_the_skype_highlighting.