segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Romeu e Julieta no Teatro São Pedro de São Paulo



Ópera Romeu e Julieta, de Charles Gounod, é montada no Theatro São Pedro nos dias 10 a 14/8

A célebre história do jovem casal apaixonado separado por famílias rivais toma o palco do Theatro São Pedro de quarta a sexta (10 a 12/8), às 20h, e sábado e domingo (13 e 14/8), às 17h. Baseada na peça homônima de William Shakespeare, a ópera de Charles Gounod, com libreto de Jules Barbier e Michel Carré, é executada pela Orquestra do Theatro, vencedora do Prêmio Carlos Gomes em 2011 na categoria Orquestra Sinfônica. A regência é do maestro Luís Gustavo Petri. A montagem é uma realização do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com produção da APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte. Os ingressos custam R$ 30 (inteiro) e R$ 15 (meia-entrada).
“Estamos construindo um espetáculo leve, jovem, com aspectos lúdicos. Quatro anjos palhaços, que representam um destino irônico, conduzem a tragédia”, afirma o diretor cênico Vinícius Torres Machado, que estreia no universo da ópera. O cenário e o figurino são assinados por Eliseu Weide.
O tenor Fernando Portari, que acaba de dar vida a Romeu no La Scala de Milão, reveza-se com o jovem Atalla Ayan, elogiado pela crítica após se apresentar no recital do Metropolitan Opera, em Nova York, em julho. As sopranos Rosana Lamosa e Laryssa Avarazi interpretam Julieta e os barítonos Leonardo Neiva e Amadeu Tasca fazem Mercucio.
“Essa é uma das grandes óperas românticas francesas, bastante expressiva. O som é sutil, com textura sonora e dimensão mais trágica do que dramática. Todas as sensações são descritas pela música, é impressionante”, afirma o maestro Luís Gustavo Petri.
Luís Gustavo Petri - Um dos maiores nomes da regência no Brasil, criou e é o regente titular da Sinfônica de Santos desde 1994. Já esteve à frente de orquestras como a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e Filarmônica de Manaus. No Teatro Municipal do Rio de Janeiro regeu a estreia nacional da versão de concerto de Candide de Bernstein (2000/2001), bem como a estreia, também no Rio de Janeiro, do musical Magdalena, de Villa-Lobos (2010). Regeu a OSB na estreia da trilha original do Encouraçado Potemkim (2005). Com Cleber Papa,  criou a Ópera Cantada e Contada. Foi o diretor musical dos sucessos My Fair Lady, West Side Story, Victor ou Victoria, Cabaret, com Beth Goulart, Lago 21 e Cidades Invisíveis. Recebeu vários prêmios por seus trabalhos como compositor e diretor musical, entre eles os prêmios Shell, APETESP e APCA.
Vinícius Torres Machado - Bacharel, mestre e doutorando em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo com pesquisa em Máscara Teatral. Trabalhou como ator com Antonio Januzelli, Tiche Viana, Beth Lopes, Esio Magalhães e Marcio Douglas. Estudou teoria teatral com Luiz Fernando Ramos, Silvia Fernandes e Antonio Araújo. Com a Cia Troada,  escreveu e dirigiu os espetáculos A  Porta, A Metamorfose, A  Sombra das nuvens e Espera. Hoje, trabalha na Escola Superior de Artes Célia Helena e na Escola Livre de Teatro de Santo André.
Romeu e Julieta, Charles Gounod
Realização:
Governo de São Paulo – Secretaria de Estado da Cultura
Produção e direção artística: APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte
Regência: Luís Gustavo Petri
Direção Cênica: Vinicius Machado Torres
Elenco: Dias 10, 12 e 14/8 - Fernando Portari (Romeu), Rosana Lamosa (Julieta), Leonardo Neiva (Mercucio), Alzeny Nelo (Estefano), Fernanda Nagashima (Gertrude), Fábio Siniscarchio (Theobaldo), Pedro Vaccari (Benvolio), Daniel Germano (Páris), André Angenendt (Gregório), Ademir Costa (Capuletto), Saulo Javan (Frei Lorenzo), Misael dos Santos (Duque de Verona)
Dias 11 e 13/8 - Atalla Ayan (Romeu), Laryssa Avarazi (Julieta), Amadeu Tasca (Mercucio), Alzeny Nelo (Estefano), Fernanda Nagashima (Gertrude), Fábio Siniscarchio (Theobaldo), Pedro Vaccari (Benvolio), Daniel Germano (Páris), André Angenendt (Gregório), Ademir Costa (Capuletto), Saulo Javan (Frei Lorenzo), Misael dos Santos (Duque de Verona)
Data: quarta, quinta e sexta-feira  (10, 11, 12/8), às 20h | sábado e domingo (13 e 14/8), às 17h
Local: Theatro São Pedro - R. Barra Funda, 171 - Barra Funda
Número de Lugares: 636
Ingressos das óperas: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas na bilheteria do Theatro e no Ingresso rápido:
www.ingressorapido.com.br
Telefone para Informações: (11) 3667-0499 begin_of_the_skype_highlighting              (11) 3667-0499      end_of_the_skype_highlighting
 

Minas lança a Estação da Cultra


O governador de Minas Gerais lançou, no ultimo dia 04, o projeto arquitetônico do Estação da Cultura Presidente Itamar Franco, que vai abrigar em um mesmo espaço uma sala para concertos sinfônicos, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, a Rádio Inconfidência e a Rede Minas de Televisão.

sábado, 6 de agosto de 2011

Matérias neste final de semana.

Caros amigos,

Excepcionalmente, para compensar o ocorrido nesta semana, publicaremos matérias neste final de semana.
Esperamos continuar colaborando com assuntos de interesse para nosso público.
Abaixo publicações deste sábado.
Grato por estar com gente.

“Música para o Bem” Projeto tem início em Santa Bárbara d’Oeste

 Aulas serão realizadas na Estação Cultural, ministradas pelo Maestro Paulo Bellan
 Projeto é patrocinado pelas Indústrias Romi e tem apoio do Ministério da Cultura
Cerca de 30 crianças da rede pública de ensino de Santa Bárbara D´Oeste terão oportunidade de aprender música sem nenhum custo no projeto musical “Música para o Bem”. A realização é da 3S Projetos e Editora Komedi, com apoio do Ministério da Cultura e patrocínio das Indústrias Romi. As aulas iniciarão na próxima segunda, 8, e durarão até dezembro.  A Estação Cultural será utilizada como palco para aprendizado e apresentações.
O projeto “Música para o Bem” está em sua segunda edição e Santa Bárbara d’Oeste o recebe pela primeira vez. O trabalho consiste em aulas de iniciação musical para jovens de 10 a 13 anos, utilizando a flauta doce no aprendizado. Cada participante receberá um instrumento para realizar as aulas. Destacando a importância de ações como esta, a superintendente da Fundação Romi, Márcia Ameriot,  lembra que  aprender a tocar um instrumento  é muito importante para desenvolver o raciocínio e a percepção das crianças, além de aproximá-las da arte. “Vejo esse projeto como uma oportunidade para o crescimento da auto-estima e da educação musical dos jovens participantes. Um projeto importante e que merece destaque por seus objetivos”, afirma Márcia.
As aulas serão ministradas pelo Maestro Paulo César Bellan, formado em Regência, Composição e Contraponto pela Faculdade Souza Lima de São Paulo e responsável pelo coral da Fundação Romi. Segundo ele, os alunos trabalharão em conjunto as partes teóricas e práticas da formação musical. “Trabalhando dessa forma, o aluno não perde o interesse”, afirma Bellan.
As aulas acontecerão de segunda e quinta, das 9h30 às 11h00. O repertório a ser desenvolvido envolve temas como família, ecologia, folclore brasileiro e músicas natalinas. Ao final do projeto, a população terá oportunidade de conhecer os jovens flautistas em cinco apresentações abertas ao público. 

Obra de Villa-Lobos abre temporada do Municipal de SP

É com tom lúdico que se inicia a temporada lírica do Theatro Municipal de São Paulo. Para marcar a ocasião, a escolha recaiu sobre uma ópera pouco conhecida do compositor Heitor Villa-Lobos: “A Menina das Nuvens”. Depois de estrear em 1960 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a obra nunca mais foi remontada, até ser resgatada em 2009.

Com cenários que se movimentam intensamente, a concepção estreou naquele ano no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e foi a última das quatro óperas escritas pelo compositor brasileiro. Agora chega a São Paulo, utilizando a nova tecnologia do palco recém-reformado do Theatro Municipal.

Elaborada a partir de uma fábula de Lúcia Benedetti, a encenação, que tem cinco récitas entre os dias 7 e 14, traz a história de uma menina que o Vento Variável, personagem vivido pelo barítono Homero Velho, levou para morar com ele nas alturas. Criada nas nuvens pelo Tempo, interpretado pelo também barítono Lício Bruno, a jovem decide retornar ao planeta Terra em busca de suas origens. No papel-título, está a soprano Gabriella Pace, vencedora do XIII Prêmio Carlos Gomes de Ópera e Música Erudita no ano passado por essa interpretação. Com coreografia de Tíndaro Silvano, a produção também foi reconhecida pela premiação em outras quatro categorias: Melhor Espetáculo, Cenário (Rosa Magalhães), Iluminação (Pedro Pederneiras) e Regência (Roberto Duarte).

Sobre a personagem que interpreta nos palcos, Gabriella diz se tratar de “uma menina muito viva, ativa, esperta. No início da ópera é mais brincalhona, mas, ao descobrir sua verdadeira origem, passa por um rápido amadurecimento.”

Para a solista, antes de Villa-Lobos, o Brasil mantinha uma imagem muito europeia nas óperas escritas por aqui. “Com ele, partimos para um estilo de composição próprio, incluindo nossos ritmos, nossa brasilidade. Acho que ele é revolucionário, pois mudou nossa música erudita.”

Embora tenha uma temática aparentemente infantojuvenil, a obra, em três atos, é indicada para todas as idades, pois a direção cênica, assinada por William Pereira, evidencia, sobretudo, a composição musical.

Serviço:
Theatro Municipal de São Paulo. Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro. Tel. 3397-0300 (PABX). Dias 7 e 14, 17h. Dias 9 e 11, 21h. Dia 13, 20h. R$ 15 a R$ 70
Ópera infantil “A Menina das Nuvens” é realizada pela primeira vez na cidade de São Paulo

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

o típico e o atípico: Sinfonia Utópica


ORQUESTRA METROPOLITANA E ORQUESTRA MUNDANA
APRESENTAM
 No Auditório IBIRAPUERA - 05/08/2011 - `as 21 horas
Direção Musical, arranjos, composições e regência maestro Rodrigo Vitta
Direção Musical, composições Carlinhos Antunes
Produção Executiva Amália de Vincenzo
Compositor Convidado: Flavio Romano

Pelo sucesso de critica e público no último concerto no SESC Pinheiros, acontece no auditório Ibirapuera Típico e o atípico: Sinfonia Utopia”  um espetáculo de música, original, que une a Orquestra Metropolitana, dirigida pelo maestro Rodrigo Vitta, clássica com seus tradicionais instrumentos como: violino, viola, violoncelo e contrabaixo, e a Orquestra Mundana dirigida por Carlinhos Antunes, que trafega pelo mundo popular e utiliza uma gama de instrumentos musicais diferentes e de várias partes do mundo,  como a kora n’goni (harpa africana), o saz turco (tipo de alaúde), o cuatro venezuelano, a rabeca, o cavaquinho, o tiple colombiano, formando um só corpo para uma linda noite de espetáculo que irá surpreender o público presente.

Esta fusão será regida pelo maestro Rodrigo Vitta que dividirá arranjos e composições com o multi-instrumentista e Diretor da Orquestra Mundana, Carlinhos Antunes. Teremos também, nesta linda noite, a execução de três obras do compositor convidado Flavio Romano, “Sinfonia Nordestina”, “Cantico Árabe” e “Solo Sagrado”.

Não podemos deixar de dizer que teremos também a participação especial de Renato Martins – Percussão, Celso Durão (Moçambique) - timbila, balafón e voz e Ursula Correa e Deborah Nefussi (baile flamenco).

Trata-se de um projeto ousado, criativo e com desafio de escrita musical, uma vez que é cuidadosamente produzido para que a fusão dos núcleos artísticos não se apresentem de forma destacada, ou seja, duas orquestras, dois mundos, duas sonoridades, dois diretores e sim um único corpo em uma nova proposta.

No Repertório teremos a criada Sinfonia Utópica composta em quatro movimentos :

1º movimento - Quixeramobim e Bombaim

- Paisagens Brasileiras nº 3
- Caatinga- Rodrigo Vitta
- Nandu`s e Quixeramobim- Mynta-adap. Carlinhos Antunes
- Sinfonia Nordestina – Flavio Romano

2º movimento - Terra Sonâmbula

- Africanita-
Carlinhos Antunes
- Baião de cinco - Gabriel Levy

3º movimento - Femina
- Dois Corações-Carlinhos Antunes
- Beatriz -
E. Lobo- C Buarque
- Joana Francesa- C Buarque
- Solo Sagrado – Flavio Romano
- Cantico Arabe – Flávio Romano

4º movimento - Zingaro

-Suite para Orquestra de Cordas - 4º movimento- Leoš Janáček
- Sombras da Romãzeira -
Carlinhos Antunes
- Bulgar  com introdução - adap.Carlinhos Antunes


Serviço:

AUDITÓRIO IBIRAPUERA
Dia 05/08/2011 às 21 horas
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 2 – Parque do IBIRAPUERA
Tel.: 11 3629.1075
Ingressos à venda no local
R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)

IX° ENCONTRO DE MÚSICA ANTIGA DE RECIFE/OLINDA - PROGRAMAÇÃO

Programação de concertos durante o
IX Encontro de Música Antiga de Recife / Olinda
4 a 10 de agosto de 2011
Local : Convento de São Francisco (Olinda - PE)

4 de agosto (quinta-feira) às 19:30 hs
Abertura : concerto dos professores do IX Encontro :
Marília Vargas (soprano), Rodrigo Del Pozo (tenor),
Xavier Julien-Laferrière (violino barroco), Rosangela de Lima (flauta doce
e flauta transversa barroca), Homero de Magalhães Filho (flauta doce),
Raquel Aranha (violino barroco e dança barroca), Mário Orlando (viola da
gamba) e Edmundo Hora (cravo)

5 de agosto (sexta-feira) às 19:30 hs
Grupo Trio-Sonata

6 de agosto (sábado) às 19:30 hs
Ensemble Encore e In’Operante (Ensemble Vocal)
Regente : José Renato Accioly

7 de agosto (domingo) às 17:00 hs
Orquestra de Música Barroca de Recife

8 de agosto (segunda-feira) às 19:30 hs
Grupo Allegretto

9 de agosto (terça-feira) às 19:30 hs
Audição de alunos do curso

10 de agosto (quarta-feira) às 19:30 hs
Encerramento - concerto de professores e alunos

Circuito Cultural Paulista é retomado em agosto


Circuito Cultural Paulista apresenta espetáculos gratuitos de circo, dança, teatro e música em 70 cidades
O Circuito Cultural Paulista, programa realizado pela Secretaria de Estado da Cultura em parceria com as prefeituras dos municípios envolvidos, retoma sua programação no dia 4 de agosto, após uma pausa em julho. Nesta edição, são 70 as cidades participantes, do interior e litoral de São Paulo, que recebem apresentações de espetáculos de circo, teatro, dança e música até o mês de novembro. Todas as apresentações têm entrada franca.
 “A proposta do Circuito Cultural Paulista é a formação de público e o acesso à diversidade artística pela população de inúmeras cidades do Estado. Uma forma de levar cultura de qualidade e de forma acessível para todo o Estado”, afirma Andrea Matarazzo, Secretário de Estado da Cultura. Este ano, o programa chegou à sua quinta edição, que totalizará oito meses de atividades culturais gratuitas e cerca de 700 atrações

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fora do Ar.


Caros leitores,

Por motivos alheios a nossa vontade, não publicamos nos primeiros dias dessa semana.
Voltamos a nossa atividade normal e pedimos desculpas pelo ocorrido.

Obrigado por estar com a gente

Musical "The Lion King" chega ao Brasil no próximo ano.

Pois é, parece que o Brasil tornou-se mesmo a Broadway Tropical. Mais uma grande estreia vem por aí. The Lion King que é hoje um dos musicais mais vendidos na Broadway e aclamado pela crítica desembarca no Rio de Janeiro no próximo ano.

Nenhuma informação sobre elenco, teatro de estreia e audições foi divulgada. Assim que recebermos algo relacionado, postaremos aqui!

O Musical que já passou por Londres, Tóquio, Hamburgo, Seoul, Paris, Shangai e Las Vegas ainda não tem data de estreia, apenas é uma previsão para o 1º Semestre de 2012.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

APAA ABRE PROCESSO SELETIVO PARA VAGA DE TROMPISTA NA BANDA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

A APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte abre processo seletivo para 1 (uma) vaga de trompista na Banda Sinfônica do Estado de São Paulo.

O processo seletivo constará de duas fases:
1ª fase - análise de currículo e gravações
2ª fase - audição presencial

As inscrições para a primeira fase serão realizadas no período de 27/07/2011 até às 23h59 do dia 05 de agosto de 2011, exclusivamente através do site da APAA.

A lista com os selecionados para a segunda fase será disponibilizada neste site no dia 09 de agosto de 2011.

Para ver o regulamento e participar deste Processo Seletivo acesse:

http://www.apaacultural.org.br/processos_seletivos_interna.php?id_processo=49

Roberto Minczuk deixa a direção artística da Orquestra Sinfônica Brasileira

Nova direção artística será exercida de forma compartilhada pelo ex-diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Fernando Bicudo, e pelo produtor e compositor Pablo Castellar.

O maestro Roberto Minczuk pediu demissão da direção artística da OSB. A decisão, anunciada em 19 de julho, veio alguns dias após o anuncio da criação de um comitê artístico que deveria assessorá-lo. Roberto Minczuk que segue com regente titular da orquestra sofreu grande desgaste em decorrência da crise que assola a OSB desde o primeiro semestre, por conta de um processo de profissionalização imposto pela Fundação OSB. Descontentes, mais de trinta músicos boicotaram uma avaliação de desempenho e acabaram demitidos gerando grande repercussão e protestos. A temporada foi suspensa e, após audições internacionais, novos membros foram contratados, A série OSB está prevista para estrear neste mês de agosto, om um Festival Beethoven e concerto na Sala São Paulo.
A direção artística da OSB passa a se exercida pelo ex-diretor do TMRJ, Fernando Bicudo, e pelo produtor e compositor Pablo Castellar, de forma compartilhada. De acordo com a nota da assessoria de imprensa da orquestra, ““ ambos já estavam em negociação com a Fundação para montar um modelo de curadoria musical e foram convidados pelo presidente de FOSB, Eleazar de Carvalho Filho, para assumir a função. "A partir de Agora, Bicudo e Castellar serão os responsáveis pela elaboração da temporada da orquestra e pela relação entre músicos e o Conselho Curador da Fosb”.

Revista Concerto – Agosto 2011

IX Festival de Música Sacra de Campinas terá a presença do Vox Anima

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(Para melhor visualização, clique sobre o banner)

Coro Vox Anima se apresentará no dia 13.08.2011.

Local: Catedral Metropolitana de Campinas, Praça José Bonifácio, s/n, Centro.

Repertório:

* Stabat Mater D. 175 de Schubert (1797-1828)
* Requien in F de Robert Führer (1807-1861)
* Salmo 150 de César Franck (1822-1890)

Presidente da Funarte, Antonio Grassi, divulga carta sobre os protestos de segmentos de artistas

A luta por mais verbas para a cultura é de extrema importância. Deve ser uma luta de todos os artistas, produtores, técnicos, gestores, enfim, de toda a sociedade brasileira. Ao longo da minha vida, seja como artista, seja como homem público, sempre empunhei esta bandeira. Da mesma forma, mantive postura inflexível na defesa da liberdade, da democracia e dos movimentos populares.
É com tal espírito que a manifestação convocada por segmentos artísticos de São Paulo foi encarada por mim e pela Ministra Ana de Hollanda: os portões da Funarte foram mantidos abertos, a força policial não foi convocada e, desde o primeiro momento, nos declaramos dispostos ao diálogo.
Os principais pontos expressos no manifesto, como as PEC’s 150 e 236 e o Prêmio Teatro Brasileiro encontram-se em discussão no Congresso Nacional. É importante que o debate extrapole os limites dos artistas e fazedores de cultura e chegue aos mais amplos setores da sociedade. Protestos legítimos auxiliam neste processo.
Entretanto, quero ressaltar algumas atitudes que não parecem coadunar com o espírito da luta comum dos artistas brasileiros. Cerrar os portões da Funarte – com correntes e cadeados – ofende nossa história de luta pela liberdade. Impedir o acesso de servidores públicos – ou expulsá-los sob ameaça das dependências da Funarte – relembra momentos terríveis de nosso passado não muito distante. Impedir que artistas, escolhidos por processos públicos para ocupar as salas da Funarte, exerçam a sua profissão não é aceitável sob nenhum aspecto. Impedir o andamento de Editais que estão sendo julgados e que favorecerão a própria classe artística é atirar contra o próprio pé. São fatos que, ao invés de atrair simpatizantes para a causa da cultura, dividem e isolam os movimentos.
Reitero a ampla disposição para o diálogo com os movimentos populares, conforme orientação da Presidenta Dilma, da Ministra Ana de Hollanda, e de acordo com a minha própria história de vida. É o único caminho possível para que a Cultura Brasileira seja finalmente colocada no patamar que merece.

Antonio Grassi
Ator e Presidente da Funarte

Artistas decidem permanecer na Funarte por tempo indeterminado

Durante assembleia, manifestantes criticaram a falta de políticas públicas definitivas para a cultura
Manifestantes querem política permanente para o setor (Foto: ©Zanone Fraissat/Folhapress)
São Paulo – Os artistas que desde segunda-feira (25) ocupam a Fundação Nacional de Arte (Funarte), em São Paulo, decidiram permanecer no local por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite desta terça. Durante uma longa reunião, os trabalhadores da cultura, como se denominam os manifestantes, discutiram desde a falta de políticas públicas definitivas para a área até o papel do produtor cultural na sociedade e suas relações com a conjuntura política mundial, passando pelo levante nos países árabes.
Um dos porta-vozes do movimento, Dorberto Carvalho, da Companhia de Teatro Insurgente, afirmou que os manifestantes não têm motivos para conversar com representantes da Funarte ou com a própria ministra da Cultura, Ana de Hollanda, já que não têm pautas tão pontuais e nem estão atrás somente de mais verba para a cultura. Segundo ele, os artistas desejam uma política de governo mais clara e duradoura para a área.
"Queremos garantir políticas de estado para a cultura e não uma política pública que dependa do gestor no comando. Tanto no governo Lula como no da Dilma, só vemos descontinuidade na área da cultura, nunca uma política perene. Nós queremos discutir exatamente uma posição política para área", pontua Dorberto.
Para a professora aposentada da Universidade de São Paulo Iná Camargo Costa, a democratização da cultura depende de se democratizar primeiro a distribuição desta produção cultural. Iná afirma que o monopólio, principalmente dos canais de televisão, segue regras impostas pela ditadura militar na década de 1960.
"Até hoje é o Exército que cuida dos satélites que transmitem esses canais de televisão. Essas regras da época da ditadura impedem que qualquer pessoa produza comunicação no país. Somente os grupos detentores do capital conseguem", acusa.
Por: Jéssica Santos de Souza, Rede Brasil Atual

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Orquestra Sinfônica Brasileira propõe a ex-músicos criação de uma 'mini-OSB'

Documento sugere criação de orquestra paralela, sem regência de Roberto Minczuk
A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) ofereceu aos 33 músicos demitidos há quatro meses sua reintegração, só que numa nova configuração: eles formariam um segundo corpo orquestral, com menos integrantes, que tocaria música de câmara, livre da regência de Roberto Minczuk - contra o qual os instrumentistas haviam se insurgido. A proposta foi feita hoje, numa reunião no Sindicato dos Músicos do Rio que contou com a participação de parte do grupo dispensado. Não foi bem recebida.
Segundo o documento divulgado pela Fundação OSB, elaborado pelos novos diretores artísticos, Fernando Bicudo e Pablo Castellar, os 33 músicos poderão ser reintegrados imediatamente, "através de um novo corpo artístico que será criado pela Fundação, sem a regência do maestro Roberto Minczuk, sem a necessidade de avaliações de desempenho e mantendo o mesmo regimento interno e piso salarial originais". Consideradas vexatórias, as avaliações, semelhantes às audições para ingresso na OSB, detonaram a crise na orquestra, que vem desde o início do ano.
Esse segundo grupo não precisaria se dedicar exclusivamente à OSB, o que é exigido do "principal". "Não estamos falando em OSB do B. Seriam dois corpos artísticos distintos", ressalvou Bicudo. "Não existe orquestra menos importante do que a outra", continuou Castellar. Os dois substituíram há duas semanas o maestro Minczuk na direção artística da OSB. A medida abriu caminho para outras mudanças. "Fomos conversar com espírito de conciliação, com o coração aberto", Bicudo garantiu.
"A reação dos músicos foi péssima, porque eles estão oferecendo retorno à Fundação, e não à orquestra. Como vai ser essa orquestra, como se justifica um segundo corpo orquestral? Não dá para entender", disse a presidente do sindicato, Deborah Cheyne. A FOSB diz que a proposta contempla as reivindicações dos demitidos. "Isso não existe. Essa proposta precisa ser muito trabalhada ainda, precisamos de tempo. A crise só vai acabar quando a gente for readmitido do jeito que a gente quer. As nossas reivindicações não estão contempladas", afirmou o violinista Ubiratan Rodrigues.
Além da criação do novo grupo, o documento tem outros dois pontos: entre os 33 demitidos, a OSB acena com a possibilidade de reincorporar em seus mesmos cargos doze músicos. São instrumentistas cujos postos ainda não foram ocupados (as audições recentes trouxeram 21 novos integrantes, ou seja, ainda há "buracos"); outro ponto é a oferta, para quem não quiser voltar, do pagamento de indenizações pelas demissões (ou seja, a reversão da dispensa por justa causa).
Segundo a FOSB, 59 músicos estão ensaiando normalmente para o início da temporada de 2011, marcada para daqui a 15 dias no palco do Teatro Municipal do Rio. A OSB contará ainda com músicos contratados temporariamente.

Trabalhadores da Cultura, é hora de perder a paciência!

Exigimos dinheiro público para arte pública!

O Movimento de Trabalhadores da Cultura, aprofundando e reafirmando as posições defendidas desde 1999, em diversos movimentos como o Arte Contra Bárbarie, torna pública sua indignação e recusa ao tratamento que vem sendo dado à cultura deste país. A arte é um elemento insubstituível para um país por registrar, difundir e refletir o imaginário de seu povo. Cultura é prioridade de Estado, por fundamentar o exercício crítico do ser-humano na construção de uma sociedade mais justa.
A produção artística vive uma situação de estrangulamento que é resultado da mercantilização imposta à cultura e à sociedade brasileiras. O Estado prioriza o capital e os governos municipais, estaduais e federal teimam em privatizar a cultura, a saúde e a educação. É esse discurso que confunde política para a agricultura com dinheiro para o agronegócio; educação pública com transferência de recursos públicos para faculdades privadas; incentivo à cultura com Imposto de Renda doado para o marketing, servindo a propaganda de grandes corporações. Por meio da renúncia fiscal – em leis como a Lei Rouanet – os governos transferiram a administração de dinheiro público destinado à produção cultural, para as mãos das empresas. Dinheiro público, utilizado com critérios de interesses privados. Política que não amplia o acesso aos bens culturais e principalmente não garante a produção continuada de projetos culturais.
Em 2011 a cultura sofreu mais um ataque: um corte de 2/3 de sua verba anual. De 0,2% ou 2,2 bilhões de reais, foi para 0,06% ou 800 milhões de reais do orçamento geral da União em um momento de prosperidade da economia brasileira. Esta regressão implicou na suspensão de todos os editais federais de incentivo à Cultura no país, num processo claro de destruição das poucas conquistas da categoria. Enquanto isso, a renúncia fiscal da Lei Rouanet não sofreu qualquer alteração apesar das inúmeras críticas de toda a sociedade.
Trabalhadores da Cultura é HORA DE PERDER A PACIÊNCIA: Exigimos dinheiro público para arte pública!
Arte pública é aquela financiada por dinheiro público, oferecida gratuitamente, acessível a amplas camadas da população – arte feita para o povo. Arte pública é aquela que oferece condições para que qualquer trabalhador possa escolhê-la como seu ofício e, escolhendo-a, possa viver dela – arte feita pelo povo. Por uma arte pública, tanto nós, trabalhadores da cultura, como toda a população em seu direito ao acesso irrestrito aos bens culturais, exigimos programas – e não programa único – estabelecidos em leis com orçamentos próprios. Exigimos programas que estruturem uma política cultural contínua e independente – como é o caso do Prêmio Teatro Brasileiro, um modelo de lei proposto pela categoria após mais de 10 anos de discussões. Por uma arte pública exigimos Fundos de Cultura, também estabelecidos em lei, com regras e orçamentos próprios a serem obedecidos pelos governos e executados por meio de editais públicos, reelaborados constantemente com a participação da sociedade civil organizada e não dentro dos gabinetes. Por uma arte pública, exigimos a imediata aprovação da PEC 236, que prevê a cultura como direito social, e também imediata aprovação da PEC 150, que garante que o mínimo de 2% (hoje, 40 bilhões de reais) do orçamento geral da União seja destinado à Cultura, para que assim tenhamos verbas que possibilitem o início de um tratamento devido à cultura brasileira.
Por uma arte pública, exigimos a imediata publicação dos editais de incentivo cultural que foram suspensos, e o descontingenciamento imediato da já pequena verba destinada à Cultura. Por uma arte pública, exigimos o fim da política de privatizações e sucateamentos dos equipamentos culturais, o fim das leis de incentivo fiscal, o fim daburocratização dos espaços públicos e das contínuas repressões e proibições que os trabalhadores da cultura têm diariamente sofrido em sua luta pela sobrevivência. Por uma arte pública queremos ter representatividade dentro das comissões dos editais, ter representatividade nas decisões e deliberações sobre a cultura, que estão nas mãos de produtores e dos interesses do mercado.
Por uma arte pública, hoje nos dirigimos a Senhora Presidenta da República, Dilma Rousseff, ao Senhor Ministro da Fazenda e às Senhoras Ministras do Planejamento e Casa Civil, já que o Ministério da Cultura, devido seu baixo orçamento encontra-se moribundo e impotente. Exigimos a criação de uma política pública e não mercantil de cultura, uma política de investimento direto do Estado, que não pode se restringir às ações e oscilações dos governos de plantão. O Movimento de Trabalhadores da Cultura chama toda a população a se unir a nós nesta luta.

Por Brasil de Fato

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Master classes com integrantes da Camerata Bern

No dia 3 de agosto, às 10h, integrantes da Camerata Bern ministram master classes (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) na Unidade Luz. A atividade faz parte do “Projeto Educativo Mozarteum Brasileiro Master classes 2011” e tem o apoio da EMESP. Veja os músicos que irão realizar as master classes.

Michael Bollin - violino (Auditório)
Emanuel Bütler - viola (Sala 402)
Martin Merker - violoncelo (Sala 401)
Käthi Steuri - contrabaixo (Sala 307)

Os interessados em participar como alunos ouvintes deverão inscrever-se previamente pelo telefone (11) 3815-6377 (11) 3815-6377 (Mozarteum Brasileiro), de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas.

Os mistérios de ser artista lírico no Brasil - Artigo (quase) musical


“Gli enigmi sono tre, La morte è una!”

Se pararmos pra pensar, e gente pára tudo e diz: “quer saber? Vou entregar currículo em empresa de telemarketing!” Ultimamente percebi que uma grande quantidade de novos cantores líricos está surgindo, uma geração inteira, eu diria. Essas novas vozes, loucas por uma primeira oportunidade, precisam passar por tantos e tantos testes, que até mesmo Calaf, o príncipe semi-celebridade, acharia que o desafio imposto a ele seria mole!
O primeiro enigma que um cantor precisa resolver é: Qual técnica seguir? Como todos os colegas cantores sempre acham que o “meu professor é melhor do que o seu”, uma infinidade de opiniões aparecem. Já presenciei cantores veteranos trocarem de técnica no auge de suas carreiras,influenciados por “milagres” feitos com a voz de fulano de tal...como aprendi com o meu professor(“que é melhor do que o seu!”),a melhor técnica é aquela que tez faz obter o melhor resultado com o menor esforço.Simples.Mas quantos anos se leva pra compreender isso?
Resolvido o primeiro enigma, vem logo o segundo: Por onde começar? Centenas de profissionais são despejados por ano em um mercado que praticamente não existe! Ou alguém aí já abriu os classificados de um jornal e se deparou com um anúncio do tipo: ”Teatro de ópera em expansão admite tenores jovens e entusiasmados, que tenham vontade de crescer. Carteira assinada, férias, vale-transporte, cesta básica, décimo - terceiro. Necessário dó agudo inquebrável. Comparecer nesta segunda, munidos de pianista acompanhador.”
Parece que estudamos tanto para ter uma profissão que não existe... e o que dizer do colega que resolve ser regente?????. Ora, se todos os sonhos líricos dos tenores, sopranos, baixos e contraltos desaparecerem na fumaça, tal qual uma Rainha da noite, restam os grupos de “casamento”, não é? Sem jamais desmerecer ou menosprezar os profissionais desse segmento (eu sou um deles, inclusive), eles oferecem ao menos uma opção para nós, tenores, por exemplo, de sentir por alguns instantes a sensação de estar na pele de Calaf, exclamando sua vitória aos berros, enquanto ali ao lado, um casal de noivos chora emocionado ao abraçar os padrinhos... pois estar no palco,cantando esse papel inteiro,é algo que poucos no mundo tem a oportunidade...
Mas voltando ao colega que sempre tirou 10 em harmonia, contraponto e afins, que decidiu praticar levantamento de batuta, esse sim, tem coragem! Eis uma profissão de alto risco. Tem gente que nem sabe o que é.
Recentemente, recebi um email de uma colega que estava se formando em regência, e que precisava de cantores que topassem cantar “na faixa” um concerto com uma obra coral de Villa-Lobos. Fiquei comovido com sua situação, pois uma jovem regente, recém-formada, após estudar anos, precisava contar com a boa vontade dos colegas para apresentar seu primeiro concerto, e que provavelmente, também não seria remunerada. Mas infelizmente não pude ajudá-la.Tive de trocar Villa-Lobos e seu monumental Choros 10,por outro tipo de choro: o dos noivos,no casamento...que dureza!
Falando em coral, chegamos ao terceiro enigma do cantor: Coro. Essa palavra que desperta ao mesmo tempo,amor e ódio nos cantores.
Eu sempre gostei muito de cantar em coro. Minha base musical foi construída graças a minha participação em diversos coros,cada um com um enfoque diferente.Mas aí,um belo dia,você precisa decidir qual caminho seguir,ou pelo menos,priorizar. É uma pena que aqui no Brasil exista uma coisa (não declarada, óbvio), de que “cantor de coro, será sempre cantor de coro, e solista será sempre solista”... há exceções,sem dúvida,mas que o fato de cantar em coro dificulta muito a vida de quem visa uma carreira como solista,isso é fato! Primeiro, pela própria vontade do cantor, que vê no coro uma pseudo-estabilidade profissional (leia-se financeira, também). Depois,vem aquela falsa sensação,por parte dos contratantes,que “fulano canta no coro,então,não é tão bom assim”...quantas vezes já ouvi isso! Cantores e contratantes: Unam-se! Deixem dessas bobagens! Se esses conceitos e pré-conceitos mútuos acabarem, a música lírica só tem a ganhar.
Às vezes, diante dessas coisas, dá vontade de usar aquela frase lá em cima, proferida por aquela montanha -de -gelo-sino-italiana em forma de soprano, chamada Turandot, mas em uma tradução livre, como: “Os enigmas são três, mas a morte é certa, meu caro!!!”
Ah,mas eu sou brasileiro,e não desisto nunca! A aurora operística de São Paulo está ressurgindo, emoldurada pela reabertura do Teatro Municipal, que soa como música aos ouvidos de uma classe que, apesar de tudo resiste, e se for um pouco mais unida, vencerá!
Eu faço minha parte. Vamos juntos?

“Gli enigmi sono tre, una è La vita!”

Ulisses Montoni é tenor, ator, e escreve sobre música de um ponto de vista pessoal, mas sempre focado na razão e o bom senso.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cia. Brasileira de Ópera prepara temporada 2012 com “Madama Butterfly” e Karabtchevsky

Após a temporada inaugural com O Barbeiro de Sevilha e a posterior saída do maestro John Neschling do grupo, a Companhia Brasileira de Ópera surpreende ao anunciar para 2012 a segunda temporada com a ópera Madama Butterfly, de Puccini, e a presença do maestro Isaac Karabtchevsky.
Segundo José Roberto Walker, diretor da companhia, a nova temporada mantém a itinerância por cidades de todo o país, com o uso de recursos tecnológicos de última geração, com telas e projetores, e o formato versátil da montagem, que pode ser apresentada tanto em grandes teatros quanto em espaços menores. Assim como na temporada anterior, o elenco será misto, com cantores brasileiros e estrangeiros, selecionados por Karabtchevsky, que se revezarão nas diferentes fases de apresentações.
A nova temporada, que vai de maio a novembro de 2012, deve passar por Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Fortaleza, João Pessoa, Recife, Maceió, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Ribeirão Preto e Santos.
Assim como em 2010, além das récitas para o público adulto, a Companhia prepara apresentações para as crianças, mas frente às dificuldades de se adaptar a temática trágica de Madama Butterfly para o público infantil, optou-se por um espetáculo montado especialmente para as crianças, com um ‘passeio’ pela história da ópera de forma lúdica e com muitas árias famosas.
A Companhia Brasileira de Ópera acaba de ganhar o Prêmio Carlos Gomes pela montagem de O Barbeiro de Sevilha, apresentada por todo o país em 2010, dentro de uma proposta louvável de popularização da ópera. No final do ano passado o maestro John Neschling se desligou do grupo e pouco tempo depois se mudou para a Europa.

Villa-Lobos versus Tolstoi

A aldeia universal de Villa-Lobos

O conflito entre o regional e o universal foi um dos principais dilemas que se colocou ao artista a partir do século XX. Tendo se caracterizado, desde os primórdios, como o século da universalização, mas herdado as tendência do final do século XIX que revelavam o vigor dos valores regionais na cultura ocidental, esse período criou uma verdadeira angústia estética e ideológica na mente dos autores, sobretudo daqueles vindos de países com rica expressão popular, como é o caso do Brasil. Os “nacionalóides” nos dizeres de Décio Pignatari) adoram a frase de Léon Tolstoi, em que ele afirma que “se quiser ser universal, comece por pintar a sua aldeia”. Ora, se a pessoa não possuir a riqueza de alma do grande escritor romântico (e “anarquista”) russo, facilmente vai conferir a essa frase um sentido provinciano e caipira. Mesmo que em um de seus romances ele tenha tratado do caso de um personagem de aldeia dos cafundós do Cáucaso, o viés crítico como Tolstoi abordou aquela realidade possui uma dimensão da tal maneira universal e humana q, que um leitor desprevenido, ao lê-lo sob o céu azul de Amaralina, vai se identificar com ele como se o fato tivesse ocorrido na esquina de sua casa e não nas longínquas montanhas pedregosas e geladas do Mar Negro.
Tudo isso me veio à mente ao ouvir há pouco a interpretação - por parte de uma jovem virtuose francesa que esteve no Brasil, Fanny Clamigirand – da Sonata-Fantasia nº 1 (Desesperança) para violino e piano de Heitor Villa-Lobos. Essa obra plena de virtuosismos revelava, por parte do autor, um completo domínio artesanal da técnica composicional e dos recursos dos instrumentos, e uma total identidade com a música ocidental que se fazia na época. Ora, essa sonata foi composta no ano de 1912, exatamente no momento em que Villa-Lobos voltava de uma longa viagem pelo interior do Brasil. Tão embrenhado esteve ele em suas pesquisas que sua família chegou a pensar que havia morrido, mandando celebrar uma missa em louvor a sua alma.....
Existe, também uma gravação, “Villa-Lobos por ele mesmo”, na qual em meio a interpretações suas de composições próprias ele faz um longo discurso, uma verdadeira oração de amor ao Brasil, provavelmente fruto dessa sua identificação com nosso valores humanos e artísticos. Sabe-se que Villa ao voltar dessa longa peregrinação , no início da segunda década do século passado, fixou-se no Rio e iniciou com obstinação a elaboração de sua genial criação musical. Seria esse, portanto, o momento de começar a “pintar sua aldeia”. Villa fez exatamente o contrário. Procurou exercitar seus conhecimento no universo impressionistas e expressionistas que então nasciam na Europa. Em vez de começar a compor lundus e maracatus para sala de concertos, escreveu uma música com know-how composicional do fervescente início de uma nova era na história da humanidade, o revolucionário século XX.
Ao trazer para usa obra os valores telúricos que tanto o encantaram – com essa postura e com uma mente tão enriquecida de técnicas expressivas – o resultado teria de ser efetivamente outro e de uma grandeza fora do comum, um legado de dimensões universais. Villa-Lobos o músico brasileiro mais executado em todo o mundo (popular ou erudito), segundo revelam as arrecadações de direitos autorais que nos chegam do exterior.
Transformar em matéria prima cultural em um valor universal é simplesmente usar uma criação popular espontânea e orquestrá-la ou elaborá-la para sala de concertos. Existem expressões musicais populares sem o menos interesse, paupérrimas, e que tem sentido apenas dentro dos limites e do sentimento da aldeia a qual foram geradas, de nada adiantaria, portanto, “pintá-las”. A mente iluminada de Villa é que soube, mais do que fazer uso da expressão popular natural, identificar na nossa criação autêntica os pólos efetivamente criativos e de importância cultural. Isso associado a sua capacidade de “industrializar” idéias, matérias-primas artísticas, fizeram com que sua obra tivesse a dimensão maior que todos nós conhecemos e que o mundo reverencia, não só por “ser brasileira”, mas por ter uma densidade estética que a coloca no mesmo nível dos maiores compositores dos períodos mais ricos e transformadores da história, o século XX.
É por essa razão que quando o “Dante”, o “Michelangelo” o “Homero” do século XX – Igor Stravinsky – veio ao Brasil, ao descer do avião parou no último degrau da escada , fixou o olhar no chão e disse: “que satisfação pisar na terra que nasceu Villa-Lobos”.

Por Júlio Medaglia
Revista Concerto – Nov. 2009 - Atrás da Pauta – pag. 18.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sistema Criativo da Música Brasileira

Criando novos modelos diferenciados de negócios e gestão para a música do Brasil, uma necessidade social.

Mesmo as camadas mais inteligentes dos povos não europeus acostumaram-se a enxergar-se e as suas comunidades como uma infra-humanidade, cujo destino era ocupar uma posição subalterna pelo simples fato de que a sua era inferior à da população europeia. (Darcy Ribeiro)
Quando nos referimos aos países hegemônicos como primeiro mundo, e ao nosso como terceiro mundo estamos apenas reproduzindo a lógica da dominação que, junto com seus espelhinhos, trouxeram conceitos e preconceitos de tal forma introjetados que nem damos conta.
Quando nós mesmos, músicos, dizemos que a classe é desunida e desarticulada e por isso está na lamentável situação em que se encontra, estamos apenas reproduzindo esse discurso que poupa os reais responsáveis por essa situação: o poder público que direciona políticas através de editais e verbas privilegiando o poder econômico, e não o mercado de trabalho para o músico e as entidades de classe, que são omissas ou cooptadas.
Músicos eram considerados vagabundos, malandros, desocupados. Quando ironicamente passam a ser a alma da festa, entram pela porta dos fundos e comem na cozinha, locais dos trabalhos “subalternos”, desvalorizados em relação aos locais “nobres”. Nas casas com música ao vivo, ainda hoje essa situação se mantém porque são roubados pelos proprietários, que não lhes repassam integralmente o couvert artístico. Assim como trabalham de graça nas feiras e festivais de música, quando todos os outros profissionais são pagos, e o que é pior, com dinheiro público.
A baixa auto-estima do artista é fundamental para manter as coisas como estão. E a naturalização dos conceitos também. Como disse o filósofo Antonio Negri: “Todos os elementos de corrupção e exploração nos são impostos pelos regimes de produção linguística e comunicativa: destruí-los com palavras é tão urgente quanto fazê-los com ações.”
Tratar a arte como cadeia produtiva é o primeiro conceito a ser questionado. As análises e modelos da economia que são utilizados para as atividades industriais e comerciais, em geral, não são adequados às artes, por tratar-se de outra natureza de mercadoria e função social.
A arte da música não é um simples elo de uma cadeia produtiva. A arte da música é a razão de ser de todas as atividades do mundo da música. A obra de arte é um produto que não tem valor utilitário, mas valor simbólico, e o simbólico é um dos ingredientes da fórmula humana. É uma necessidade social. A produção da obra de arte não depende só de treinamento e vontade, mas de talento, vocação e dedicação. Para uma atividade diferenciada o modelo deve ser diferenciado.
Esta é uma proposta de modelo para se pensar a atividade musical a partir de sua origem, a criação. Pensando a música como sistema e não como cadeia.
Definições
MÚSICO PROFISSIONAL BRASILEIRO são compositores, letristas, instrumentistas, arranjadores, regentes e cantores nascidos no Brasil ou naturalizados, que recebem remuneração pelo seu trabalho.
SISTEMA CRIATIVO – O Sistema é criado a partir de um núcleo vital sem o qual ele não existe. Como o sistema solar.
NÚCLEO CRIATIVO – composto pelo músico profissional brasileiro. Sem o compositor não há obra. Sem o intérprete não há comunicação da obra
O NÚCLEO CRIATIVO é autopoiese. Poiesis em grego quer dizer poesia, criação, produção. Autopoética= autoprodutor. Todo músico é indiscutivelmente produtor musical porque produz a obra. Esta categoria vem sendo confundida com produtor industrial e comercial, que são de natureza técnica, não personalizada, que o artista pode ou não também ser, caso tenha acesso aos meios de produção e circulação.
Todas as atividades da economia da música derivam do NÚCLEO CRIATIVO. Os detentores dos meios de produção e circulação da obra musical organizados como pessoa jurídica, invertem as relações fazendo crer que são “produtores do artista” quando na verdade todo artista é naturalmente autoprodutor.
Para aquele que se dedica integralmente à produção da obra de arte na sociedade mercantilista, sua produção precisa tornar-se uma mercadoria para que dela advenha seu sustento.
Todo artista é pessoa física e é dessa condição que realiza como autor e/ou intérprete a produção da obra musical. O que ele pode fazer é contratar profissionais ou empresas especializados em indústria e comércio para obter mais ganhos com seu produto.
O Estado brasileiro privilegia a pessoa jurídica nos encargos sociais, obrigando a pessoa física tornar-se jurídica. Para essa realidade é necessária a criação de figura jurídica exclusiva para o NÚCLEO CRIATIVO similar ao MEI: microempreendedor individual.
Com os avanços tecnológicos muita coisa mudou. Antes, o NÚCLEO CRIATIVO precisava de: editor da obra, gravadora, distribuidor, empresário, produtor, divulgador. Hoje, o compositor pode autorizar a gravação e receber seus direitos autorais diretamente, isto é, sem editar a obra. Os intérpretes podem gravar em estúdio caseiro ou alugar estúdio. A venda do fonograma pode ser direta. Os intérpretes podem ser seus próprios empresários, divulgadores e produtores.
O compositor produz a obra. O intérprete instrumentista e/ou vocal produz a comunicação da obra por meio de execução ao vivo e/ou gravação.
Uma forma mais justa e orgânica é possível para o mundo da música. Baseados na recente vertente chamada Economia Criativa, estamos criando novos modelos de negócios e gestão a partir da ótica do NÚCLEO CRIATIVO. E com os valores éticos de solidariedade, cooperação e justiça vamos construindo um novo mundo possível, a CASA do MÚSICO.

OSB cria comitê artístico e dilui poder de Roberto Minczuk

O conselho da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (FOSB) criou um comitê para auxiliar o maestro Roberto Minczuk na direção artística da orquestra. Contrariamente ao divulgado em outros meios, Minczuk seguirá diretor artístico bem como regente titular. A constituição do comitê, contudo, é um sinal de uma diluição do poder do maestro.
O novo comitê artístico terá a tarefa de auxiliar na retomada da temporada bem como na recomposição dos vínculos da OSB junto à comunidade cultural carioca em vista da grave crise atravessada. O comitê será formado por três membros, dois indicados pela FOSB e um indicado pela comissão dos músicos da orquestra. Os escolhidos pela FOSB são Fernando Bicudo (produtor e diretor de teatro e ópera, ex-diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e do Teatro Arthur Azevedo, em São Luís) e Pablo Castellar (produtor e curador). A comissão dos músicos ainda não fez a sua indicação.
Desde o início do ano a Orquestra Sinfônica Brasileira tem enfrentado uma grave crise em decorrência de um processo de profissionalização imposto por sua fundação. Descontentes, mais de 30 músicos boicotaram uma avaliação de desempenho e acabaram demitidos, gerando grande repercussão e protestos. A temporada foi suspensa e, após audições internacionais, novos membros foram contratados. A temporada da OSB deverá ser retomada em agosto com um Festival Beethoven dirigido por Kurt Masur e Roberto Minczuk.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Voz Ativa em recesso.


Caros leitores,

Esta semana o Voz Ativa Madrigal estará em recesso, motivo pelo qual não postaremos matérias em nosso blog.
Retomamos nossas atividades normais a partir da próxima segunda feira.
Agradecemos sua companhia.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cotia ganha Centro Cultural

Centro Cultural Wurth

A cidade de Cotia, na Grande São Paulo, agora conta com belo centro cultural, criado pela empresa alemã Wurth. E o que é melhor: o espaço já conta com vasta programação para julho!
Um dos grandes problemas da metrópole paulista é a concentração cultural – os grandes espaços culturais, com programações de qualidade, estão localizadas no município de São Paulo, e, de modo geral, no centro da cidade.
Hoje, Cotia dá um passo na direção contrária. A Wurth do Brasil, empresa alemã que atua no país há 39 anos, inaugura hoje o Centro Cultural Wurth, que promoverá atividades abertas ao público da região.
O Centro Cultural contará com teatro com capacidade para 241 pessoas, praça multiuso para exposições artísticas, bar, salas de reunião e 41 apartamentos como apoio aos eventos e espetáculos.
Bianca Koch, gerente de Eventos do Centro Cultural Wurth, destaca sua importância para o cenário cultural da região: “Estamos entregando à cidade seu primeiro teatro. Até aqui, os teatros mais próximos estão localizados em Barueri, Osasco e São Paulo.”, destaca.
A Wurth está estabelecendo ainda uma parceria com a Prefeitura Municipal de Cotia, a fim de trazer os alunos da rede pública de ensino para realizar atividades do Centro Cultural. O plano inicial é de receber cerca de 18 mil estudantes do Ensino Fundamental, de 109 escolas públicas diferentes.