sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sinfônica de Campinas, Karl Martin na regência. Obras de Mozart e Haydn (SP)

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (SP)
Karl Martin, Regente
Luiza Kurtz, Soprano
Gilzane Castellan, Contralto
André Vidal, Tenor
Carlos Marcos, Baixo
Collegium Vocale Campinas
03 | SÁB | 20h:00
04 | DOM | 11h:00
Concerto Oficial
Programa:
WOLFGANG AMADEUS MOZART
La clemenza di Tito, KV621, Abertura
Exultate jubilate, KV 165
JOSEPH HAYDN
Missa Teressa, HOB XXII:2

Conjunto Sacra Vox realiza concerto de música sacra – (RJ)

Conjunto Sacra Vox re­a­liza concerto de música sacra
dmvi@​reitoria.​ufrj.​brEste endereço de e-mail está prote­gido contra spam­bots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
No dia 7 de de­zembro será realizado o concerto "Música Sacra Através dos Tempos" pelo conjunto Sacra Vox da UFRJ. A apresentação, que acontecerá na Igreja Nossa Senhora do Carmo, fará um retrato da música sacra no Brasil e na Europa, envolvendo grandes nomes da área como Villa-Lobos, Messiaen e Poulenc.
O conjunto Sacra Vox, que é dirigido pela professora Valéria Matos, foi fundado em 1998 e já lançou dois CDs, Mú­sica Coral Sacra Contemporânea Brasileira, de 2006, e Música Sacra Bra­si­leira nos Sé­culos XVIII e XIX, de 2009. O grupo tem realizado vá­rias apresentações em cen­tros culturais do Rio e em outros es­tados.
O "Música Sacra Através dos Tempos" co­me­çará às 18h e a entrada é franca. A pre­pa­ração vocal é por Fe­lipe Habib e a di­reção mu­sical é da diretora Va­léria. A Igreja Nossa Senhora do Carmo fica na Rua 1º de Março, no Centro.

I Festival Internacional de Trambone – Piracicaba – SP


Participação de Jacques Mauger (França) e Donizeti Fonseca.
De 14 a 18 de Dezembro  - Concertos, master classes e aulas.
Local, informações e inscrições: Escola de Música Maestro Ernst Mahle – tel.: 19 – 3422-2464 – www.wmpem.org.br

18º Encontro de Músicos em Engenheiro Coelho – SP


Engenheiro Coelho – SP


De 17 a 21 de janeiro.

Atividades: palestras, cursos, oficinas, ensaios, concertos, lançamentos.
Para professores de musica, cantores, instrumentistas, regentes, estudantes e apreciadores de música.
Local: Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo)
Informações e inscrições: www.unasp-ec.edu.br/musicos 
Tel: 19 – 3858-9046

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

OSRJ na série música de primeira (RJ)

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Missa de Franz Schubert – (SP)

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dia 03/12 às 19h00
Igreja da Consolação
Rua da Consolação, 585
Missa em Lá bemol maior, de Franz Schubert
Regência de Emiliano Patarra

III Festival de Corais da Mooca - (SP)


Realização e Organização: Amo a Mooca - Associação dos Moradores e Amigos da Mooca
Data: 2/12/2011 - sexta-feira
Horário: 20h
Local: Paróquia São Rafael
Endereço: Largo São Rafael, s/n - Mooca - São Paulo - SP
Informações: (11) 3493-2886 ou 2698-6012
Este ano o Festival de Corais conta com o apoio do Projeto Minha Praça Minha Luz, em sua II Edição, que em parceria com a Amo a Mooca presenteará os moradores do bairro com uma iluminação especial nas árvores na frente da Paróquia São Rafael que levará mais luz, amor e esperança neste Natal a todos os moradores da Mooca.
As imagens do III Festival de Corais da Mooca após o evento serão publicadas nos sites: www.moocafestival.com.br e www.minhapracaminhaluz.com.br  e em redes sociais.
Todos estão convidados a prestigiarem o evento.

Família Bach em “Concertos UFRJ” (RJ)

 Imagem: Famíla Bach, Toby Edward
Caso extraordinário, mas não único, na história das artes, a família Bach produziu em seu seio durante séculos grande quantidade músicos de talento.

O sobrenome Bach está hoje, quase invariavelmente, associado a Johann Sebastian (1685-1750), um dos pilares da tradição musical ocidental. No entanto, a família Bach ofereceu ao mundo outros compositores importantes que, embora não tenham alcançado o patamar do mestre de Leipizig, produziram obras significativas. A edição Concertos UFRJ desta semana reprisa o prograna dedicado a este clã notável – exemplo jamais superado de talentos musicais concentrados em uma única família.
A extraordinária dinastia musical da família Bach começou com o trisavô de Johann Sebastian, Veit Bach (c 1550 - 1619), e se extinguiu em meados do séc. XVII com seu neto Wilhelm Friedrich Ernst Bach (1759 – 1845). Durante esse período, mais de 70 dos seus membros, segundo o Dicionário Grove de Música, seguiram carreira musical.
Originário de uma região da atual Hungria, Veit Bach, moleiro e músico amador, migrou para a Turíngia, Alemanha Central, por volta de 1545, em decorrência da expulsão dos protestantes. Aí viverá a família Bach, até que os filhos de Johann Sebastian busquem horizontes mais amplos.
Das gerações anteriores a Johann Sebastian, o programa destaca os seus tios-avôs e compositores Johannes Hans Bach (1604-1673) e Heinrich Bach (1615-1692).  Heinrich teve vários filhos músicos, sendo o mais proeminente Johann Christoph Bach (1642-1703), organista e cravista da corte, em Eisenach, e primo em segundo grau de J. S. Bach, segundo o qual teria sido “talentoso tanto na invenção de belas ideias quanto na expressão e palavras" e composto em “um estilo galant, cantábile, com uma textura incomumente rica”.
Da extensa prole de J. S. Bach, quatro filhos se tornaram compositores. Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784), o primogênito, demonstrou desde cedo grande talento, embora não tenha conseguido desenvolver uma carreia estável, o que resultou numa vida errante de músico e educador, não raro marcada por adversidades financeiras. Seu estilo oscilou entre o velho e o novo, com características que, não raro, antecipam a tensão emocional do romantismo, ao lado de elementos barrocos “arcaicos”, intimamente relacionado à estética da escola de organistas do norte da Alemanha do final século XVII. Apesar dessa ambivalência estética deixou boa quantidade de peças de excelente qualidade e foi muito apreciado há seu tempo pela notável capacidade de improvisação.
Ao contrário do seu irmão mais velho, o disciplinado Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788) viveu 28 anos como músico de Frederico II, o Grande, e, em 1768, sucedeu a Telemann como diretor musical da corte de Hamburgo. Em vida desfrutou de fama e prestígio. Menos influenciado pela música de seu pai do que seu irmão mais velho e fortemente marcado pelo espírito do movimento pré-romântico Sturm und Drang, produziu partituras cheias de mudanças bruscas de temperamento e notas dissonantes, tornando-se o principal representante do estilo Empfindsamkeit (“sentimentalidade”), que exerceu influência decisiva sobre compositores de gerações posteriores como Haydn e Mozart.
Johan Christian Bach (1735-1782) foi o mais novo dos filhos de Johann Sebastian, tendo estudado com o pai e, posteriormente com seu meio-irmão Carl Philipp Emanuel e com seu primo Johann Elias. Em 1754, foi à Itália, aperfeiçoar-se na arte do contraponto com o padre Giovanni Battista Martini e, de 1760 a 1762, trabalhou como organista na catedral de Milão.  Em 1762 transfere-se para Londres, onde alcançou enorme sucesso e ficou conhecido como “o Bach inglês”. Sua música é altamente melódica e estruturada de forma brilhante, destoando da do seu pai e da dos irmãos mais velhos. Ele compôs segundo a estética galant, que incorpora frases balanceadas, com destaque para a melodia e para o acompanhamento, sem muita ênfase na complexidade contrapontística.
O último filho de Johann Sebastian a tornar-se compositor, Johann Christoph Friedrich Bach (1732-1985), estudou com o pai e com seu primo Johann Elias. Em 1750 foi nomeado, pelo Conde Wilhelm de Schaumburg-Lippe, cravista de Bückeburg e em 1759, spalla. Devido à predileção do nobre pela música italiana, se viu obrigado a adaptar-se, ainda assim retendo traços do estilo do pai. Lamentavelmente, uma parte significativa de sua produção foi perdida na Segunda Guerra Mundial.
Apresentado por André Cardoso, diretor da EM e regente titular da Orquestra Sinfônica da UFRJ, a série Concertos UFRJ é resultado de uma parceria da Escola de Música (EM) com a Roquette Pinto e vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94,1 FM. As edições anteriores do programa podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast (áudio sob demanda) da Roquette Pinto (FM 94,1).
Contatos através do endereço eletrônico:  concertosufrj@musica.ufrj.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Coral Jovem do Estado de São Paulo - Concerto especial de encerramento de temporada. (SP)

CORAL JOVEM DO ESTADO DE SÃO PAULO
ORQUESTRA DE CÂMARA ENGENHO BARROCO
NAOMI MUNAKATA - regente
FERNANDO TOMIMURA - regente
Benjamin BRITTEN
- A Boy was born
Tomás Luis de VICTORIA
- O magnum mysterium
Peter PHILIPS
- Ascendit Deus
Henry PURCELL
- Singt, o singt dem Herrn
Johann Sebastian BACH
- Cantata. BWV 190: Singet dem Herrn ein neues Lied
Damiano COZZELLA - adaptação
- Away in a manger
Caldas e Cavalcanti / arr: Cyro PEREIRA
- Noite azul
TOMZE
- Natal
arm. Michele MANGANO
- Pinheirinhos de natal
Dia: 04 de Dezembro às 12h
Local: Igreja São Luiz
Endereço: Av. Paulista, 2378
Entrada gratuita.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mostras em Paris traçam o percurso da arte moderna

Do norueguês Edvard Munch, precursor do expressionismo, aos expoentes alemães dessa escola, passando pelos pós-impressionistas e cubistas, a temporada parisiense de exposições cobre os principais movimentos da vanguarda europeia do fim do século 19 a meados do 20. Curiosamente, os curadores dessas mostras não tiveram a intenção de traçar um mapa cronológico da história da arte moderna. É apenas uma coincidência feliz, em especial para o turista que viaja a Paris nesta época do ano: ele pode começar seu percurso pela retrospectiva de Munch no Centre Pompidou (Beaubourg), passar pela exposição Cézanne et Paris no Museu de Luxemburgo, visitar a coleção de Gertrud Stein no Grand Palais - onde estão alguns dos melhores quadros de Cézanne, Picasso e Matisse -, concluindo o itinerário na Pinacothèque de Paris, que expõe os expressionistas dos movimentos Die Brücke e Der Blaue Reiter. São quatro entre oito mostras fundamentais que ocupam Paris até os primeiros meses do próximo ano.
As outras, embora não digam respeito ao período anteriormente citado, são igualmente fascinantes. O Museu Jacquemart André abriga uma concorrida exposição com pinturas de Fra Angelico (1395-1455), expoente da fase inicial do Renascimento italiano, todas de uma modernidade chocante (retire as figuras de cena e você terá telas de Brice Marden diante dos olhos). Na Pinacothèque de Paris, além de uma ousada mostra que confronta peças de Giacometti com a antiga escultura etrusca, há também uma exposição da coleção Kramer, que tem obras raras dos mestres holandeses antigos, entre eles Rembrandt, Frans Hals e Pieter de Hooch. Finalmente, no Jeu de Paume, a retrospectiva da fotógrafa norte-americana Diane Arbus (1923-1971) reúne duas centenas de imagens icônicas de sua breve - mas marcante - carreira.
Há uma correspondência curiosa entre o simbolismo de Munch - na realidade, um pré-expressionista - e as perturbadoras fotos de Diane Arbus. Ambos tentaram, cada um a seu modo, captar a complexidade de seus contemporâneos, atormentados eles mesmos pelo pesadelo da modernidade - o da angústia, da depressão e solidão. Predomina em Munch uma composição teatral, até mesmo porque sua obra dialoga com a dramaturgia de Ibsen (para quem desenhou cenários), como se vê na tela Sur la Table d?Opération (1902-1903), em que o pintor se retrata sobre uma mesa de cirurgia, observado por dezenas de curiosos. Foi nesse mesmo ano, em Berlim, que Munch feriu-se num acidente com um revólver e começou a fotografar, aproveitando as deformações de sua Kodak de amador para acentuar o aspecto cênico desses retratos que tanta semelhança têm com os das frágeis criaturas fotografadas por Arbus (andróginos, artistas da noite, pessoas com perturbação mental). Tanto em Munch como em Arbus, no entanto, importa menos o cenário do que a presença física desses seres que a sociedade expurgou.
Numa outra direção moveu-se Picasso. A coleção Gertrud Stein comprova sua adesão voluntária ao mundo dos ricos que, de alguma forma, tinham certo poder sobre artistas que, como ele, buscavam a legitimação crítica desses expatriados americanos que, ao visitar o Salão de Outono, em 1905, descobriram a pintura de seu contemporâneo Matisse (com La Femme au Chapeau). Ele, Picasso e Cézanne formam o trio dos favoritos dos irmãos Stein. São, de fato, os principais autores dessa extraordinária coleção, formada na época em que Paris era a capital das artes e da vanguarda europeia, atraindo não só milionários como grandes escritores americanos (Hemingway e cia.).
O projeto ambicioso de reunir na mesma cidade onde foram comprados todos os quadros da família Stein exigiu anos de negociação. Hoje espalhadas pelos principais museus do mundo (inclusive o Masp, dono de um Toulouse-Lautrec emprestado para a mostra, Au Salon: le divan, 1893-1894), as obras da coleção constituem uma aula da evolução da pintura moderna, do pós-impressionista Gauguin (que Leo, o irmão da escritora Gertrud Stein, adorava) ao cubismo inicial de Picasso (fase que ele detestava). Esses nomes revelam igualmente o papel fundamental que tiveram mecenas esclarecidos no advento de movimentos importantes além do cubismo. A família Stein, que inicialmente se impressionou com as cores de fauvistas (Matisse e companhia), apoiaram os surrealistas de primeira hora (como André Masson e Man Ray).
Faltaram os expressionistas, mas isso se explica pela situação política. Com o avanço do nazi-fascismo na Europa, Gertrud Stein fechou o apartamento parisiense e só voltaria com o fim a guerra, em 1945. Quem quiser conhecer as obras-primas desse período deve visitar a exposição Expressionismus & Expressionismi. A França da vanguarda cubista passou à margem desse movimento de grupos como o Die Brücke (A Ponte) ou Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), o que faz da mostra passagem obrigatória para entender o que veio depois de Matisse, Picasso e Cézanne.
A exposição dos expressionistas alemães, com 150 obras de artistas como Kandinski, Emil Nolde, Ernst Kirchner, Max Pechstein, Auguste Macke e Erich Heckel, serve sobretudo para mostrar que não havia uma convergência de linguagens entre eles. Enquanto Macke é contemplativo e sinuoso, Kirchner opta por temas fortes (seus personagens são angustiados, como ele). Os artistas do Die Brücke (Erich Heckel, por exemplo), abusam das formas angulosas e cores saturadas, agressivas, para traduzir a aspereza da condição humana, enquanto os representantes do Der Blaue Reiter (Macke, Gabriele Münter) usam linhas curvas e cores etéreas. Em ambos os casos, porém, o resultado é um só: excepcional.
O Estado de S. Paulo.

Bolsa de estudos para Inglaterra

O programa Chevening oferece bolsas de pós-graduação ou mestrado em universidades do Reino Unido, com despesas pagas pelo Ministério das Relações Exteriores Britânico (FCO).
Brasileiros, e que residam no Brasil, com planos de fazer mestrado em tempo integral com duração máxima de 12 meses, no ano letivo 2012/2013, poderão ter seus estudos custeados pelo Programa.
As áreas de prioridade para concessão da bolsa Chevening são:
Mudança Climática, Desenvolvimento Sustentável e Energia;
Resolução de Conflitos e Segurança
Finanças e Economia;
Relações Internacionais, Direitos Humanos  e Desenvolvimento
Política e Administração Esportiva;
Áreas do Direito relacionadas aos setores mencionados acima
As inscrições estão abertas de 01 de Novembro de 2011 à 03 de Fevereiro de 2012.

Músicas nas escolas

Que tal estudar gramática ao som de um solo de guitarra? Ou aprender os complexos cálculos matemáticos tendo como ferramenta partituras de músicas infantis? Pode parecer estranho, mas são situações possíveis, já que o ensino de música se tornará obrigatório nas escolas.
Era previsto que a lei 11.769, de 2008, deveria entrar em vigor no mês passado. Mas, segundo o Ministério da Educação (MEC), a lei vale somente a partir do próximo ano letivo. Segundo o texto, a música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo na educação básica, dispensando assim uma disciplina específica.
De acordo com o assessor especial  da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (Sec), Nildon Pitombo, as escolas estão seguindo a recomendação da Lei, trabalhando  música na disciplina de artes. Além desta, a Lei 12.287 de 2010 regulamenta que o ensino de artes deve levar em conta as expressões regionais, visando promover o desenvolvimento cultural dos estudantes.
Nas escolas da rede estadual de ensino, segundo informações do órgão, todas as escolas já estão trabalhando o conteúdo de música em suas disciplinas. No final do ano letivo, a SEC realiza o Festival Anual da Canção Infantil (Face), evento em que as produções musicais dos alunos são apresentadas. Cerca de um milhão de alunos estão produzindo trabalhos para a 4ª edição do Face, que ocorrerá no final deste ano. Os estudantes da rede produzem canções relativas ao contexto onde estão inseridos.
A disciplina de música foi inserida na grade curricular das escolas na década de 30. Porém, na década de 70, a disciplina que antes era obrigatória tornou-se Educação Artística, sem especificar o ensino de música

Projeto ensina balé para deficientes visuais em SP

Depois de perder a visão aos 9 anos de idade, Geyza Pereira nunca pensou que fosse poder realizar o sonho de ser bailarina.
Hoje, aos 25 anos, ela é dançarina profissional e professora de balé clássico da Associação de Ballet e Artes para Cegos Fernanda Bianchini.
Para ela, a realização do sonho começou ao conhecer a professora Fernanda Bianchini, fundadora da escola.
Bianchini começou a ensinar dança para cegos em 1995 e desenvolveu uma técnica que permite que as crianças toquem suas pernas e braços para aprender os movimentos.
Como Geyza Pereira, a maioria das primeira alunas de Bianchini já passou dos vinte anos.
Hoje uma nova geração estuda com elas.
Nos seus 16 anos de existência, a escola, que se sustenta com patrocínios e doações, já formou 300 dançarinas.
Fernanda Bianchini também fundou uma companhia de dança com suas melhores alunas e sonha em vê-las atuando no exterior.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Concerto de gala da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional homenageia Gustav Mahler.(DF)


A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), sob a regência do maestro Claudio Cohen, realizará grande concerto de gala nesta terça (29 de novembro) às 20 horas, na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro.
No programa, “Adagio em Memória Gustav Mahler”, de Edgard Felipe, e “Sinfonia N º1”, de Gustav Mahler.
O espetáculo será em homenagem ao centenário de morte do compositor austríaco Gustav Mahler.
A entrada é franca e obedecerá a ordem de chegada do público.
Programa:
Adagio in Memorian of Gustav Mahler – Edgard Felipe
Sinfonia Nº 1 – Gustav Mahler
Regente: Claudio Cohen
Gustav Mahler – Gustav Mahler foi um regente austríaco e compositor. Atualmente, Mahler costuma ser visto como um dos maiores compositores, lembrado por ligar a música do século XIX com o período moderno, e por suas grandes sinfonias e ciclo de canções sinfônicas, como, por exemplo, Das Lied von der Erde (A Canção da Terra).
É considerado também um exímio orquestrador, por usar combinações de instrumentos e timbres que pudessem expressar suas intenções de forma extremamente criativa, original e profunda. Suas obras (principalmente as sinfonias) são geralmente extensas e com orquestração variada e numerosa.

Mahler procura romper os limites da tonalidade, posto que em muitas de suas obras há longos trechos que parecem não estar em tom algum. Outra característica marcante das obras de Mahler é um certo caráter sombrio, algumas vezes ligado ao funesto.
Adagio em Memória de Gustav Mahler - Composta por ocasião do centenário de morte do grande mestre da música Gustav Mahler. Permeada por gestos românticos evocando o caráter nostálgico muito presente nas sinfonias 9 e 10 de Mahler. Apesar de ser constituída sobre uma forma romântica, o Adagio possui  elementos mais ousados presentes na música do século XX, como a politonalidade. “Para mim não importa qual linguagem ou quais técnicas você usa para compor, e sim como tudo isso se relaciona de maneira convincente dentro da obra, com outras obras da história e com o mundo em que você vive. É claro que para que isso aconteça é básico que o compositor domine linguagens anteriores e tenha um grande conhecimento dos pilares de cada período da música.” diz Edgard e complementa sobre o Adagio: “Compor esta peça foi uma grande satisfação tanto como meio de expressão como um exercício estilístico acerca de costumes harmônicos e contraponstísticos do romantismo.  É pouca coisa para lembrar o grande gênio da musica que foi Mahler – se não meu compositor favorito, um dos -  mas não passsarei o ano de seu centenario com a consciência pesada por não ter escrito nada para homenageá-lo. Sua música é referência de orquestração, contraponto, harmonia, forma, desenvolvimento temático, além de ser uma grande síntese de seus predecessores.”
Serviço:
Concerto de gala da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional
Data: 29 de novembro de 2011 (terça) às 20 horas
Local: Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro
Entrada franca mediante ordem de chegada.

Exposição Zoom latino-americano reúne coleção de 40 obras de artistas de 11 países (PR)

Mostra será aberta no Palácio das Artes, com direito a pinturas de Fernando Botero e Frida Khalo
As imagens estranhas da mexicana Frida Khalo (1907-1954) e os gordinhos do colombiano Fernando Botero são mesmo tudo de bom. Mas não dá para reduzir a arte feita na América Latina só ao trabalho da dupla. São muitos países, todos com história antiga e conturbada, que, com regularidade, tiveram na arte uma tentativa de autocompreensão e formulação de seus dramas e alegrias. Caminho criado por autores expressivos e, especialmente, muito singulares no modo como se movem entre as grandes tradições da arte europeia e o desejo de algo próprio, original e, por que não dizer, latino-americano. Outros clássicos respeitados, mas longe de serem bem conhecidos, são a atração da mostra Zoom latino-americano, em cartaz na Grande Galeria do Palácio das Artes até 15 de janeiro.
É mostra dedicada à pintura, com trabalhos de 40 artistas de 11 países (Brasil, México, Argentina, Colômbia, Cuba, Chile, Equador, Nicarágua, Guatemala, Uruguai e Venezuela) vindos da coleção do grupo Fomento Econômico Mexicano (Fensa), conglomerado empresarial mexicano. “É pequeno grande tour, convite para se realizar aprazível viagem pela geografia artística do continente”, afirma Rosa Maria Rodrígues Garza, curadora da mostra com Juan Darío Restrepo. “Criamos passeio que levará as pessoas a desfrutarem e conhecerem, por meio de consistente núcleo de obras, grandes mestres do século 20, propostas da pintura do pós-guerra e artistas do século 21”, garante. “A mostra é ótima oportunidade para observar a heterogeneidades das práticas artísticas no continente”, avisa a curadora.
Trata-se de pluralidade de propostas estéticas que vem dos desafios postos aos artistas por distintos contextos culturais, geográficos, sociais e políticos. Se países latino-americanos parecem semelhantes, devido à língua e à cultura europeia, observa a curadora, também se alimentam de fontes distintas das espanholas e portuguesas. O exemplo pode ser a imigração africana e a influência dela nos países sul-americanos, que “muda de maneira contundente o perfil cultural dos países em relação aos outros”, como o México, inserido em legado pré-colombiano. Mais: o realizado em cada país, explica, continua “se enriquecendo exponencialmente”, à medida que se aceleram dinâmicas de interação trazidas por mundo globalizado.
O interesse pela arte latino-americana, como conta Rodríguez Garza, tem crescido nos últimos 30 anos. “Antes, o que existia era o interesse por obras modernas, com referências históricas. Hoje, colecionadores – não só latino-americanos, mas também europeus e norte-americanos – se voltam para obras dos anos 1960 e 70 e para artistas com carreira em desenvolvimento a partir dos anos 1980, ainda que eles necessitem de maior projeção internacional”, analisa. A globalização, para a curadora, não apaga “um significativo sentido de identidade cultural”, traço da arte atual e não só dos latino-americanos. “A arte, por ser fiel reflexo da época em que vive o artista, é uma maneira de observar as culturas e as realidades”, defende, vendo nas expressões artísticas as melhores evidências da capacidade de comunicação e de criação de laços entre seres humanos, além de fonte de desenvolvimento da sociedade.
Influência construtiva
Está na exposição Zoom latino-americano obra de um artista fascinante: o uruguaio Joaquín Torres-Garcia (1874-1949). É pintura com traços diretos, geometrização que dá aos objetos e coisas do mundo a dimensão de símbolos básicos de todas as culturas do mundo. O trabalho mostra o que o artista chamava de “universalismo construtivo”, sistema estético-filosófico concebido por ele, que articulando elementos da arte pré-colombiana e do modernismo, propõe uma arte universal e autenticamente latino-americana.
Na origem do conceito criado e defendido por Torres-Garcia esteve trajetória do artista, que estudou arte na Espanha e passou por Nova York, Itália e Paris. Na última, no fim dos anos 1920, conheceu e discutiu com Mondrian (1872-1944) e Theo van Doesburg (1872-1944), dois fundadores da abstração geométrica. A partir dos anos 1930, Torres-Garcia não só pratica como teoriza o universalismo construtivo. Atitude radicalizada com a volta ao Uruguai em 1934, quando cria a Associação Arte Construtiva, abre ateliê de ensino coletivo e faz mais de 500 palestras sobre o assunto.
O universalismo construtivo de Torres-Garcia influenciou artistas de todo o mundo. Foi fundamental, por exemplo, para os mineiros Marcos Coelho Benjamim e Fernando Lucchesi, que viram trabalhos do uruguaio em 1978, em mostra dedicada a ele no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. “Foi empatia imediata, parecia que tinha feito o trabalho dele. Adorei a simplicidade e poesia das peças”, recorda Lucchesi. Buscou então, informações sobre o artista e faz obras com geometria bem despojada. “Continuo perseguindo Torres-Garcia”, brinca. “Ele é sempre uma inspiração, é grande artista”, enfatiza.
Todos os artistas
David Alfaro Siqueiros (1896-1974); Manuel Álvarez Bravo (1902-2002); José Bedia (1959); Cundo Bermúdez (1914-2008); Antonio Berni (1905-1981); Jacobo Borges (1931); Fernando Botero (1932); Claudio Bravo (1936-2011 ); Iberê Camargo (1914-1994); Santiago Cárdenas (1937); Leonora Carrington (1917-2011); Leda Catunda (1961); José Luis Cuevas (1934); Eugenio Dittborn (1943); Pedro Fígari (1861-1938); Oswaldo Guayasamín (1919-1999); José Gurvich (1927-1974); Graciela Iturbide (1942); Frida Kahlo (1907-1954); Wifredo Lam (1902-1982); Roberto Matta (1911-2002); Carlos Mérida (1891-1984); Armando Morales (1927); Juan O’Gorman (1905-1982); José Clemente Orozco (1883-1949); Damián Ortega (1967); César Paternoso (1931); Marta María Pérez Bravo (1959); Eduardo Ramírez Villamizar (1923-2004); Diego Rivera (1886-1957); Armando Reverón (1889-1954); Vicente Rojo (1932); Bestabeé Romero (1963); Mira Schendel (1919-1988); Antonio Seguí (1934); Jesús Rafael Soto (1923-2005); Rufino Tamayo (1899-1991); Luis Tomasello (1915); Joaquín Torres-García (1874 -1949); Remedios Varo (1908-1963).
Zoom latino-americano
Grande Galeria do Palácio das Artes, Av. Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400 begin_of_the_skype_highlighting              (31) 3236-7400      end_of_the_skype_highlighting. De terça-feira a sábado, das 9h30 às 21h; domingo, das 16h às 21h. Entrada franca


Pianista russo Evgeny Brakhman toca de graça dia 29, no Rio.

Evgeny Brakhman
Recital acontece na Escola de Música da UFRJ
O Festival Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro, que abriu sua programação no último dia 27, segue com sua série de recitais na cidade. O pianista russo Evgeny Brahkman se apresentará nesta terça-feira, dia 29 de novembro, na Escola de Música da UFRJ. O Festival conta com 12 concertos a cargo de grandes vencedores dos maiores concursos internacionais de piano e a presença de Nelson Freire em recital no encerramento da etapa carioca. Todas as apresentações serão gratuitas. Além do Rio, Manaus, Recife, Belém, Aracaju e Fortaleza também estão recebendo o Festival.
Suas recentes premiações nos concursos de Cleveland, de Tiflis e do Rio de Janeiro o conduziram a palcos e orquestras famosos: o Severance Hall em Cleveland, Teatre de la Ville em Paris, o Grand Hall do Conservatório de Tiflis, e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro bem como solista das orquestras de Cleveland, Nacional Russa, Nacional da Georgia e a Sinfônica Brasileira. No ano Schumann e Chopin, Brakhman apresentou o Quinteto de Schumann e o Concerto nº 2 de Chopin com o Quarteto de Cordas da Arena de Verona, em Verona, Itália; um recital dedicado a ambos os compositores em Pádua e um recital Chopin em Zelazowa Wola. Em 2011 fez turnês com os violinistas Graf Mouja e Sergei Ostrovsky na França e em Israel. Na Rússia, Evgeny possui sua própria série de concertos nas cidades de Nizhny Novgorod e Ivanovo, para a qual convida músicos jovens e os já renomados. Seus próximos concertos ali serão com o trompetista Sergei Nakariakov e o violista Daniil Grishin. Ele também se apresenta com regularidade em Moscou, Ekaterinburgo, Kostroma e diversas cidades russas.
O Festival lança a edição 2012 do Concurso Internacional BNDES de Piano. A terceira edição do concurso será realizada de 25 de novembro a 8 de dezembro do ano que vem no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no Teatro do BNDES. O homenageado será Almeida Prado, renomado compositor e pianista brasileiro falecido recentemente.
Programação Completa no Rio:
Domingo, 27/11 - 11h - ABERTURA DO FESTIVAL - THEATRO MUNICIPAL
Recital de DANIIL TRIFONOV, vencedor Concurso Tchaikovsky 2011
Obras de Chopin e Liszt
LANÇAMENTO DO LIVRO "GUIOMAR NOVAES DO BRASIL" de Luciana Medeiros e João Luiz Sampaio com 2 CDs Live GUIOMAR NOVAES & NEW YORK PHILHARMONIC
Terça, 29/11 - 19h - SALÃO LEOPOLDO MIGUEZ DA ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ
Recital de EVGENY BRAKHMAN - 3º Prêmio Concurso BNDES de Piano 2010
Obras de Bach, Rachmaninov, Brahms e Prokofiev
Sexta, 2/12 - 19h - SALÃO LEOPOLDO MIGUEZ DA ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ
Recital de HAOCHEN ZHANG - Vencedor Concurso Van Cliburn 2009
Obras de Scarlatti, Chopin, Beethoven, Ravel e Liszt
Terça, 6/12 - 19h - SALÃO LEOPOLDO MIGUEZ DA ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ
Recital de FABIO MARTINO - Vencedor Concurso BNDES de Piano 2010
Obras de Brahms, Liszt e Scriabin
Sexta, 9/12 - 19h - SALÃO LEOPOLDO MIGUEZ DA ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ
LUKAS GENIUSAS - 2º Prêmio do Concurso Chopin 2010
Obras de Chopin
Sábado, 10/12 - 19h - SALÃO LEOPOLDO MIGUEZ DA ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ
KOTARO FUKUMA - 2º Prêmio Concurso BNDES de Piano 2010
Obras de Bach, Beethoven, Liszt, Ligeti e Liapounov
Domingo, 11/12 - 17h - THEATRO MUNICIPAL - ENCERRAMENTO DO FESTIVAL Recital de NELSON FREIRE
Obras de Schumann, Prokofiev, Granados e Liszt
Programa Evgeny Brakhman:
Bach – Busoni:
Chaconne em ré menor
Sergei Rachmaninov:
Seis prelúdios op. 23 e 32
Johannes Brahms:
Seis peças op. 118
Sergei Prokofiev:
Sonata nº 7 em Si bemol Maior op. 83
Serviço:
Festival Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro
Recital com EVGENY BRAKHMAN
Dia 29 de novembro de 2011, às 19h
Local: Escola de Música da UFRJ
Endereço: Rua do Passeio, n°98, Lapa
Capacidade: 500 lugares
Informações: www.concursopianorio.com
Entrada Gratuita

São Carlos faz homenagem a Pixinguinha e Jorginho do Pandeiro em “Chorando sem Parar” (SP)


O ChorandoSemParar, evento que se realiza em São Carlos desde 2004, já se consagrou como "o maior festival de Choro do País".
Neste ano, em sua oitava edição, tem novamente dois homenageados. Pixinguinha, o maior de todos os chorões em todos os tempos, é o homenageado in memoriam. Jorginho do Pandeiro, 70 anos de carreira e um dos mais expressivos representantes do choro carioca, é o convidado-homenageado.
O evento tem uma extensa programção de shows, exposição, oficinas e mesas-redondas, sempre em torno do choro brasileiro. Mas o ponto alto do ChorandoSemParar é mesmo a deliciosa maratona musical que acontece na Praça XV: doze horas de "choro-sem-parar", das 10 horas da manhã às 10 horas da noite.
O elenco de atrações do ChorandoSemParar neste ano, com músicos brasileiros e também músicos estrangeiros devotados ao choro, é verdadeiramente espetacular: além de Jorginho do Pandeiro, estarão no palco da Praça XV no domingo 4 de Dezembro:
Conjunto Época de Ouro, Nó em Pingo D'Água, Raul de Souza com Zimbo Trio, Cristóvão Bastos, Henrique Cazes com Cliff Korman, Nicolas Krassic, John Berman com Choro 'n Jazz, Tibô Delor com Orquestra de Contrabaixos Tropical, Choro Livre com Tiago Tunes, o 'prata da casa' David Saidel com Grupo Sanfonando e ainda, como anfitriã da festa, a Orquestra Experimental da UFSCar.
Participam desta edição quatro músicos estrangeiros apaixonados pelo choro brasileiro:
• o violinista francês Nicolas Krassik (que toca com seu grupo e ministra a oficina O violino na música popular brasileira)
• o pianista americano Cliff Korman (que toca em duo com Henrique Cazes)
  o contrabaixista francês Tibô Delor (Thibault Delor) (que toca com a Orquestra de Contrabaixos Tropical)
• o clarinetista americano John Berman (que toca com o grupo Choro 'n Jazz)
• O Zimbo Trio e o trombonista Raul de Souza apresentam um repertório Pixinguinha especialmente arranjado pelo pianista Amílton Godoy para o com exclusividade para o ChorandoSemParar
Pela primeira vez o ChorandoSemParar recebe músicos do Clube do Choro de Brasília, com o Grupo Choro Livre e o garoto prodígio Tiago Tunes, bandolonista hoje com apenas 14 anos de idade.
A edição é Pixiguinha e o convidado homenageado é Jorginho do Pandeiro, músico que tocou com Pixinguinha e é integrante do Conjunto Época de Ouro (formado em 1964 por Jacob do Bandolim e em atividade há mais de 45 anos)
Sendo esta uma "Edição Pixinguinha", o ChorandoSemParar presta homenagem especial a Tia Ciata − com a exposição "A Casa da Tia Ciata" e a mesa-redonda "A importância de Tia Ciata no cenário cultural brasileiro". Vale lembrar que a casa de Tia Ciata, na rua Visconde de Itaúna 117, no Rio de Janeiro, tinha entre seus frequentadores habituais Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô, Mauro de Almeida e outros bambas. Foi lá que nasceu o samba, em meados dos anos 1910!
O homenageado "Prata da Casa" do ChorandoSemParar 2011 é David Saidel, mestre são-carlense do acordeão, que se apresenta com o grupo Sanfonando
Também patrimônio são-carlense, a Orquestra Experimental da Universidade Federal de São Carlos participa como anfitriã dos músicos convidados. Fundada pelo Departamento de Artes da UFScar há mais de 10 anos, a Orquestra é formada por 80 músicos, entre alunos de graduação e pós-graduação e pessoas da comunidade de São Carlos e região. A pesquisa, ensino e divulgação da música brasileira (folclórica, popular e erudita) para crianças, jovens e adultos dos mais diferentes segmentos sociais e econômicos são os fios condutores do repertório da Orquestra Experimental. Mais do que um grupo, a Orquestra Experimental, como o nome sugere, é um laboratório vivo, um espaço para o estudo da Música. A Orquestra Experimental tem como regentes Ilza Joly, Maria Carolina Joly e Glauber Santiago.
O ChorandoSemParar 2011 recebe dois nomes ilustres:
Marcelo Vianna, músico, neto de Pixinguinha (ele participa na mesa-redonda “O Gênio de Pixinguinha” e também das rodas de choro que acontecem na Praça XV no sábado dia 3)
Gracy Moreira, bisneta de Tia Ciata, presidente da Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata (ela participa da mesa-redonda “A importância de Tia Ciata no cenário cultural brasileiro”)
8º CHORANDOSEMPARAR
Edição Pixinguinha
Menção especial a Tia Ciata
São Carlos, 30/11 a 4/12/2011
Homenageado em memória: PIXINGUINHA
Convidado homenageado: JORGINHO DO PANDEIRO

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Voz Ativa interpreta Músicas Andinas e Misa Criolla de Ariel Ramirez

Verba destinada ao Ministério da Cultura pode cair 16% em 2012, na maior redução da última década

Os investimentos federais em cultura no Brasil podem ser reduzidos em 2012, o que representaria a segunda queda consecutiva num setor que sempre foi considerado o patinho feio dos governos, mas que ganhou algum prestígio durante a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. Enviado ao Congresso no fim de agosto, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012 indica uma redução de 16% nas verbas destinadas ao Ministério da Cultura (MinC), a maior queda dos últimos dez anos.
O orçamento da pasta vinha de sete anos seguidos de alta nas duas gestões Lula, mas teve uma redução justamente no primeiro orçamento feito para o governo de Dilma Rousseff, passando de R$ 2,29 bilhões em 2010 para R$ 2,13 bilhões em 2011. Já para o ano que vem, o valor previsto pelo governo para o MinC é ainda menor: R$ 1,79 bilhão. Os responsáveis pelo ministério acreditam que a verba será aumentada no Congresso pelas emendas parlamentares, mas deputados ouvidos pelo GLOBO lembram que a falta de apoio da ministra Ana de Hollanda junto aos movimentos culturais e a baixa execução orçamentária do MinC em 2011 podem dificultar as negociações e prejudicar a Cultura.
O primeiro orçamento do MinC no início da gestão petista, em 2003, foi de R$ 397,4 milhões. Já no último ano do segundo mandato de Lula, chegou a R$ 2,29 bilhões, um valor mais robusto, mas ainda longe da promessa inicial do ex-presidente de que elevaria os investimentos da pasta para 1% do orçamento da União: incluindo gastos com pessoal, custeio e investimentos, em 2003 o percentual do MinC era de 0,08% do total; em 2010, foi de 0,23%.
Os movimentos culturais esperavam que a tendência de alta continuasse no governo Dilma. Sobretudo porque, durante a campanha presidencial de 2010, a então candidata recebeu apoio público de artistas e intelectuais num encontro no Teatro Casa Grande, no Rio. Entre outros, estiveram presentes Chico Buarque, Oscar Niemeyer, Elba Ramalho e Alceu Valença. Mas nem isso evitou a queda.
O MinC, por sua vez, acredita que a rodada de negociações no Congresso para a votação da LOA, em dezembro, aumentará a previsão orçamentária da pasta por meio das emendas parlamentares, como tem ocorrido nos últimos anos. Seu secretário-executivo, Vitor Ortiz, fala na possibilidade de emendas entre R$ 300 milhões e R$ 600 milhões. O problema é combinar com os parlamentares. O assunto é tratado com reservas em Brasília, mas os boatos de que Ana de Hollanda não se manterá no cargo após a primeira reforma ministerial, esperada para janeiro, devem dificultar as conversas com o Congresso. Além disso, Ana foi bastante criticada no primeiro semestre por frear a condução da reforma da Lei do Direito Autoral.
A ministra foi muito maltratada injustamente no início da gestão. Isso a colocou numa situação recuada em relação ao parlamento
.- A ministra foi muito maltratada injustamente no início da gestão. Isso a colocou numa situação recuada em relação ao parlamento - diz o deputado federal Raul Henry (PMDB-PE), integrante da Frente Parlamentar da Cultura. - A postura defensiva da ministra dificulta na briga por mais investimentos. As bancadas querem ajudar, mas ela precisa mudar de atitude, precisa buscar mais articulação. O orçamento é uma guerra, e, se ela não se articular com os movimentos culturais e com os deputados, ela não vai conseguir alterar o valor atual.
Mais um ponto que deve prejudicar a atuação de MinC junto ao Congresso é a taxa de execução do orçamento da pasta. Os números consolidados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal indicam que o MinC empenhou apenas 20,9% de seu orçamento para custeio e investimentos até o fim de setembro. O percentual é o menor da pasta nos últimos cinco anos para o mesmo período, e fica bem abaixo da média do Poder Executivo em 2011, que até setembro estava em 66%.
- A gestão atual do MinC é inábil e não consegue visualizar quais campos podem crescer. Falta solidez política e há incapacidade de gestão - diz Pablo Capilé, do grupo Fora do Eixo, uma rede de coletivos de cultura. - Além disso, a relação com a sociedade civil é ruim. O diálogo é fraco. Vamos entrar em 2012 com o cenário de um MinC fragilizado, de um orçamento menor e com a sociedade civil insatisfeita.
O secretário-executivo do MinC, contudo, espera não apenas que o orçamento cresça no Congresso como atribui a redução no projeto da LOA a um novo modelo de gestão do governo.
- Embora o número que temos agora para 2012 seja inferior ao número deste ano, eu garanto que é um orçamento melhor. Acontece que o orçamento do ano que vem vai passar por uma nova metodologia de gestão do governo federal - argumenta Ortiz. - A gente trabalhava com mais folgas no orçamento, superestimando as receitas federais. Agora vamos trabalhar dentro de um quadro mais realista.
Sobre a execução do MinC em 2011, acontece que a maior parte de nossos investimentos é feita a partir de editais
.Outros ministérios, porém, mesmo com o novo modelo de gestão indicado por Ortiz, tiveram alta na LOA para 2012. O projeto prevê, por exemplo, aumento de 13% na Educação e de 11% na Saúde.
- Todo governo tem prioridades, e é daí que vêm as variações de cada pasta - diz Ortiz. - Sobre a execução do MinC em 2011, acontece que a maior parte de nossos investimentos é feita a partir de editais. Eles estão lançados, mas os empenhos só podem ser feitos depois que houver todo o processo de licitação, o que costuma ocorrer em novembro e dezembro. Em 2010, a execução deve ter sido acelerada por causa das eleições. Hoje estamos num fluxo normal e vamos chegar até dezembro com 90% do orçamento empenhados.
A elaboração do projeto da LOA de 2012 também traz uma novidade para o MinC: R$ 300 milhões, 16% do total, estão reservados para praças esportivas e culturais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
- As praças terão equipamentos de esporte, mas também terão bibliotecas, salas de espetáculo e áreas de oficina. A meta é implantar 800 delas até 2014 - afirma Ortiz. - A gente está preocupado em qualificar a gestão. Ninguém mais reclama que o MinC não paga isso ou aquilo. Não há um edital na rua que não tenha recurso guardado para pagar todo mundo. Isso vai fazer diferença na qualificação do resultado final. Não dá para se ter uma ideia maravilhosa, idealista do que são os investimentos na Cultura e depois o resultado não ser o prometido.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/11/10/verba-destinada-ao-ministerio-da-cultura-pode-cair-16-em-2012-na-maior-reducao-da-ultima-decada-925775525.asp#ixzz1dJLiYAHe

MEC lança Portal do Aluno

O Portal do Aluno é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que funciona como uma rede social para escolas de todo o país. Alunos e professores podem fazer novos amigos, criar comunidades, trocar ideias e saber o que está acontecendo na sua escola. No portal é possível guardar arquivos pessoais, compartilhar conteúdo e participar de fóruns e debates. Além disso, existe um espaço onde o estudante pode dizer algo sobre um recado deixado pelo seu professor e tirar suas dúvidas.

Conheça: www.portaldoaluno.org.br