terça-feira, 10 de janeiro de 2012

PM na USP, Cracolândia e as saudades da ditadura.


 Um estudante foi agredido por um policial militar, nesta segunda (9), no campus do Butantã da Universidade de São Paulo. O rapaz não quis mostrar a documentação estudantil e o policial chegou a sacar seu revólver, o que não deveria ser a abordagem padrão de um funcionário público treinado para lidar com pessoas e situações-limite. Enquanto isso, na Cracolândia, surgem denúncias de tortura contra dependentes químicos, medicados com balas de borracha e tratados contra o vício com bombas de efeito moral.
Mais do que um país sem memória e sem Justiça, temos diante de nós um Brasil conivente com a violência como principal instrumento de ação policial. E uma coisa está diretamente relacionada a outra. Durante os anos de chumbo, o regime dos verde-oliva cometeram crimes contra a humanidade que a esvaziada Comissão da Verdade, criada pelo governo Dilma, deve agora remexer para reestabelecer o que realmente ocorreu naquele tempo. Vai ter algum efeito, mas não conseguirá ir a fundo, como deveria. E não foi organizada para punir e sim para resgatar os fatos. Punições que seriam didáticas para o país não ocorrerão.
Não estou esquecendo que existe uma Lei da Anistia, que está em vigor, e que o Supremo Tribunal Federal (infelizmente) decidiu por mantê-la quando questionado pela Corte Interamericana dos Direitos Humanos. A discussão aqui não é legal, ou seja, não é um debate sobre a mudança da lei e sim sobre a percepção coletiva sobre a impunidade da violência estatal, servindo a si mesmo e a grupos sociais controlados por ele.
Ao contrário de outros países, como a Argentina, o Brasil não conseguiu tratar suas feridas para que cicatrizassem. Apenas as tapou com a cordialidade que nos é peculiar, o bom e velho, deixa-pra-lá, em nome de um suposto equilíbrio e da governabilidade. Dessa forma, o Estado não deixou claro aos seus quadros que usar da violência, torturar e matar não são coisas aceitáveis. E com a anuência da Justiça que, através do seu silêncio, manteve aqueles crimes impunes. E, ei, para o pessoal que só aciona o seu Tico-e-Teco bissextamente: estou falando de violência de quem deve zelar pela integridade da população.
Enquanto não acertarmos as contas com o nosso passado, não teremos capacidade de entender qual foi a herança deixada por ele – na qual estamos afundados até o pescoço e nos define. Foram-se as garrafas, ficaram-se os rótulos. A ditadura se foi, sua influência permanece. Não somos um país que respeita os direitos humanos e não há perspectivas para que isso passe a acontecer pois, acima de tudo, falta entendimento e, consequentemente, apoio, da própria população.
O impacto desse não-apoio se faz sentir no dia-a-dia dos distritos policiais, nas salas de interrogatórios, nas periferias das grandes cidades, nos grotões da zona rural, com o Estado aterrorizando parte da população (normalmente mais pobre) com a anuência da outra parte (quase sempre mais rica). A ponto de ser banalizada em filmes como Tropa de Elite, em que parte de nós torceu para os mocinhos que usavam o mesmo tipo de método dos bandidos no afã de arrancar a “verdade”.
A justificativa é a mesma usada nos anos de chumbo brasileiros ou nas prisões no Iraque e em Guantánamo, em Cuba: estamos em guerra. Guerra contra a violência, guerra contra as drogas, guerra contra inimigos externos. Ninguém explicou, contudo que essa guerra é contra os valores que nos fazem humanos e que, a cada batalha, vamos deixando um pouco para trás.
Não é de estranhar, portanto, que boa parte da sociedade que agora apóia ações truculentas da polícia militar na USP ou na Cracolândia também tenha se calado diante do processo de defenestração pública de propostas do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, levado a cabo por setores descontentes em universalizar direitos.
Não querem discutir (atenção, discutir, não empurrar goela abaixo) propostas para garantir direitos pela mesma razão que não se importam se algum inocente foi tratado de forma injusta pelo Estado. São seguidores da doutrina: “se você apanhou da polícia é porque alguma culpa tem”. E se não se importam com inocentes, imagine então com quem é culpado. Para eles, é pena de morte e depois derrubar e salgar o terreno onde a pessoa nasceu, além de esterilizar a mãe para que não gere outro meliante.
Enfim, a verdade é que não queremos olhar para o retrovisor não por ele mostrar o que está lá atrás, mas por nos revelar qual a nossa cara hoje. E muitos de nós não suportarão isso. Melhor é prender ou mandar para longe aqueles que, através de suas críticas ou de sua existência, nos fazem lembrar disso.
Leonardo Sakamoto
É jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Projeto Guri – inscrições abertas para professores

O governo do Estado de São Paulo abre processo seletivo para professores do Guri, programa de iniciação musical. Sob regime CLT, as vagas disponíveis estão distribuídas nos 48 polos, para o ensino de flauta transversal, clarinete, saxofone, trompete, trompa, trombone, eufônio/tuba, violino/viola, violoncelo, contrabaixo acústico cavaquinho, percussão/bateria, teoria/iniciação musical, coral/iniciação musical, conjunto de madeira (aulas coletivas de flauta transversal, clarinete e saxofone) e conjunto de metais (aulas coletivas de trompete, trompa, trombone, eufônio e tuba) Inscrições até 18 de janeiro às 18hs. Normas do processo seletivo e fichas de inscrição: www.gurisantamarcelina.org.br

Disputa por Portinari aquece debate sobre direitos na arte




RIO - No fim do ano passado, um oficial de Justiça, representando João Candido Portinari, filho do pintor brasileiro morto em 1962, foi a um leilão de arte promovido pelo escritório Soraia Cals e pelo leiloeiro Evandro Carneiro num edifício na Avenida Atlântica, em Copacabana. Carregava uma liminar que obrigava o leiloeiro a depositar em juízo 5% da cifra obtida nas possíveis vendas das quatro obras de Portinari em negociação naquela noite — entre elas, a pintura "São Francisco misericordioso" (1941), avaliada em R$ 4 milhões.
Do percentual pleiteado pela família de Portinari seria extraído o chamado direito de sequência, que garante ao artista ou a seu herdeiro uma fatia sobre a valorização da obra a cada revenda.Foi a primeira vez no país que se usou uma liminar para garantir o pagamento desse direito — uma questão que paira sobre a comercialização de obras de arte no Brasil e que, agora, é alvo de revisão (e intensa discussão) por conta do novo projeto de lei de direito autoral enviado pelo Ministério da Cultura (MinC) à Casa Civil no fim de 2011.
— Mandei cartas e e-mails sobre o direito de sequência e esperei uma resposta até o segundo dia do leilão. Como não obtive retorno, fui à última instância — conta ao GLOBO Maria Edina Portinari, mulher de João Candido e advogada da família para questões de direito autoral. — Reconheço que é uma forma de garantir na marra esse direito, dificilmente pago.
A marchand Soraia Cals, que realiza leilões públicos no Rio há mais de 20 anos, nega má-fé. Diz que recebeu um e-mail um dia antes do leilão informando que o direito de sequência de Portinari seria "devidamente exercido" e afirma que não teve tempo de se pronunciar.
— A liminar veio logo em seguida — diz. — Mas ninguém nunca pagou essa porcentagem. A primeira pessoa que está cobrando é ela (Maria Portinari). Essa lei não é simpática ao mercado, toma parte do patrimônio do colecionador e vira uma espécie de pensão vitalícia para o artista ou para seu herdeiro. Baseia-se numa lei do século XIX que protegia artistas e familiares que viviam na miséria, enquanto colecionadores e marchands ficavam ricos com suas obras. Não é o caso contemporâneo.
 ‘Artistas não se interessam’
Segundo Soraia, existe dificuldade de se obterem dados precisos para calcular a valorização de uma obra e, por isso, a praxe no mercado nacional é o não pagamento. De qualquer forma, atendendo à liminar, ela depositou em juízo R$ 450 por conta da venda do desenho "Estudo para rabino" (1955), arrematado na ocasião por R$ 9 mil.
O leiloeiro Evandro Carneiro, réu com Soraia na ação, estima que se trate do único caso de pagamento do direito de sequência no país.
— A lei sempre se mostrou inoperante. Os principais interessados seriam os artistas, e eles nunca se interessaram, só seus herdeiros. É uma lei anacrônica e assistencialista — critica.
O não pagamento parece ser mesmo praxe no mercado. Nomes como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes, duas das mais valorizadas artistas brasileiras, contam não ter recebido percentual algum por suas revendas. Varejão viu seu trabalho "Parede com incisões a la Fontana II" ser leiloado por US$ 1,7 milhão, valor mais alto pago por uma obra de um artista brasileiro vivo. Em entrevista ao GLOBO, em agosto passado, a artista disse que o assunto não lhe "pertencia":
— Por que não falam com o colecionador que ganhou uma fortuna com a obra? Para ele deve ser um assunto interessante, gostaria de saber o que ele vai fazer com o dinheiro. Ganhei US$ 17 mil quando a vendi em 2002 — afirmou, na ocasião.
Desde 1998, a lei 9.610 estabelece regras para o exercício do direito autoral no Brasil. Em seu artigo 38, ela prevê que o autor tem o direito de receber "no mínimo 5% sobre o aumento do preço eventualmente verificável em cada revenda da obra". É uma herança do "droit de suite" francês e, na década de 1970, no Brasil, chegava a estabelecer o percentual de 20% para artistas e herdeiros. Mesmo agora, com a porcentagem em 5%, o problema, segundo marchands e colecionadores, é que os artistas não emitiam recibos de suas vendas, o que impossibilita o cálculo da valorização.
— Existe uma preguiça na Justiça e no mercado brasileiros de apurar os números de vendas anteriores. Os resultados dos leilões são registrados oficialmente. Basta um esforcinho para localizá-los. No caso de vendas particulares, o problema é outro: por indicação de advogados da área tributária, colecionadores costumam declarar suas obras de arte em lotes. No imposto de renda não aparece o valor delas separadamente, impedindo o cálculo da mais-valia — diz Maria Portinari.

Jones Bergamin, que desde 1985 é diretor de uma das principais casas de leilões do país, a Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, rebate:
— Quem está requerendo o percentual deve saber informar qual é o valor original da obra. Por que querem mudar (a lei)? Porque, como está, não conseguem provar por quanto venderam para poder cobrar sobre a mais-valia.
As discussões em torno do assunto devem tomar o Congresso nos próximos meses, quando os parlamentares votarão a nova lei de direito autoral. O texto propõe que o direito de sequência seja uma porcentagem de 3% a 5% sobre o valor absoluto de uma revenda — e não mais sobre a valorização da obra.

Comemorações em 2012 marcam o centenário do nascimento de Jorge Amado


O ano de 2012 será iluminado pela prosa solar e saudável de Jorge Amado. O motivo é a comemoração do centenário de nascimento do escritor baiano, que ocorre no dia 10 de agosto - ele morreu em 2001, quatro dias antes de seu aniversário. Uma ampla programação, que vai de exposição a tema de escola de samba, está prevista para celebrar o autor de Gabriela Cravo e Canela, aquele que, no entender da escritora Ana Maria Machado, foi capaz de trazer para a ficção contribuições positivas da sociedade, como o interculturalismo, a miscigenação, o hibridismo cultural.
A nova presidenta da Academia Brasileira de Letras, aliás, pretende transformar a sede da centenária entidade em palco para a literatura do autor baiano. "Queremos fazer uma revisão crítica da obra de Jorge Amado e abrir possibilidades para que outros também façam isso no Brasil e no exterior. Vamos ver como ele é recebido hoje", comentou.
Outro grande evento vai acontecer no Museu da Língua Portuguesa. Lá, em março, será aberta a exposição Jorge, Amado e Universal, que reunirá manuscritos, fotos e objetos do escritor. "Queremos apresentar um panorama de Jorge Amado, ou seja, oferecer elementos que ajudarão o visitante a compor uma imagem desse autor", conta Ana Helena Curti, coordenadora de curadoria, que contará ainda com Ilana Goldstein, consultora de conteúdo do projeto, e William Nacked, diretor coordenador. Todos terão o apoio da Fundação Casa de Jorge Amado, de Salvador, fiel mantenedora do acervo do romancista.
A exposição será interativa, ou seja, os visitantes vão dispor de sons e imagens - muitas delas acessadas pelo tato - que apresentarão aspectos da obra do autor de Dona Flor e Seus Dois Maridos. Para isso, é a figura do próprio escritor que conduzirá o público pelos corredores do Museu da Língua Portuguesa. O espaço físico será criado por uma dupla de craques, Daniela Thomas e Felipe Tassara. "O objetivo é mostrar que Jorge continua atemporal, seja em seus escritos, seja em suas atuações políticas e sociais."
A reedição da obra pela Companhia das Letras permite comprovar isso. Autora de um livro em que analisa a escrita amadiana (Romântico, Sedutor e Anarquista - Como e Por Que Ler Jorge Amado, lançado pela Objetiva), Ana Maria Machado defende a importância para a literatura nacional do romancista baiano, que fez a fusão amorosa entre o erudito e o popular, que erotizou a narrativa, que trouxe à tona questões sobre o não sectarismo, a miscigenação, a luta contra o preconceito e contra a pseudo erudição europeia.
Uma mistura tão heterogênea que explica o interesse da escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense, que prepara seu próximo desfile inspirado nos personagens de Amado. Ainda na mesma linha popular, também justifica a decisão da TV Globo em novamente adaptar Gabriela no formato de novela, agora com Juliana Paes como a sedutora morena, com estreia prevista para agosto. Já na outra vertente, Jorge Amado vai inspirar debates comandados por intelectuais. Em todas as searas, ele continua irresistível.
Festejos:
Janeiro
Instalação de totem informativo em Salvador e outras cidades baianas
Fevereiro
O escritor será tema da escola de samba Imperatriz Leopoldinense; e O País do Carnaval será tema de camarote do circuito Barra-Ondina
Março
Abertura da exposição Jorge, Amado e Universal, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo; Lançamento de Navegação de Cabotagem, edição especial ilustrada (Companhia das Letras)
Maio
Lançamento de obra infantojuvenil, selecionada por Heloísa Prieto (Companhia das Letras)
Agosto
Estreia nova versão de Gabriela Cravo e Canela, na TV Globo; Jorge, Amado e Universal chega ao Museu de Arte da Bahia; Lançamento de Os Velhos Marinheiros, em edição comemorativa (Companhia das Letras); Lançamento de Jorge & Zélia, correspondência organizada por João Jorge (Companhia das Letras); Curso sobre obra de Jorge Amado, em Salvador
Setembro
Lançamento do livro A Comida Baiana de Jorge Amado, com palestra da autora Paloma Amado, em Salvador
Dezembro
Lançamento em caixa de Capitães da Areia, com DVD
Segundo semestre/2012
Estreiam as peças O Sumiço da Santa, direção de Fernando Guerreiro, e Novos Capitães, direção geral de Cecília Amado, Salvador; Musical Gabriela, Cravo e Canela, direção de João Falcão, no Rio

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Processo Seletivo para a Banda Sinfônica Jovem do Estado.


A partir de 9 de janeiro de 2012 estarão abertas as inscrições para o Processo Seletivo para ingresso na Banda Sinfônica Jovem do Estado. 
Lei aqui o Edital de Convocação

Processo Seletivo para integrar a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo


A partir de 9 de janeiro de 2012 estarão abertas as inscrições para o segundo Processo Seletivo para ingresso na Orquestra Jovem do Estado.
Clique aqui para ler o Edital.  

Conservatório de Tatuí divulga agenda artística do ano de 2012

Entre os destaques do próximo ano estão a 25ª edição do Fetesp e o Concurso Nacional de Luteria, que terá como objeto da competição a viola de arame
O Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos anunciaram 18 grandes eventos confirmados na agenda artística do Conservatório de Tatuí para o ano de 2012.  Entre apresentações, concertos, encontros e festivais a programação vai contemplar uma grande diversidade de estilos.
De acordo com o diretor executivo do Conservatório de Tatuí, Henrique Autran Dourado, a extensa programação terá desde festivais com participações internacionais até concertos de enfoque mais pedagógico.Oferecendo um vasto número de atrações para o público. 
Entre os destaques da programação, o Festival Estudantil de Teatro comemora 25 anos. “Isso representa um marco histórico em um dos setores mais importantes, já que o Conservatório foi criado para o ensino de Música e também Artes Cênicas”, afirmou Dourado.
Outros destaques ainda reforçam a lista para 2012. “O concurso de luteria terá como objeto da competição a viola de arame, popularmente conhecida como viola caipira. O concurso acontecerá simultaneamente ao IV Torneio Estadual de Cururu, já que os dois assuntos se ligam devido à viola”, disse o diretor do Conservatório de Tatuí.
Para o primeiro semestre do ano, estão previstos a I Semana de Música de Câmara, no período de 16 a 22 de abril; III Encontro Internacional de Madeiras de Orquestra, de 16 a 19 de maio; XVIII Festival Brasileiro de Trombonistas, realizado entre os dias 5 e 7 de junho; IV Encontro Internacional de Metais, de 7 a 10 de junho e II Semana de Música de Câmara e Prática de Conjunto, entre 18 a 24 de junho.
Já para segundo semestre, a agenda do Conservatório de Tatuí ficará ainda mais cheia com os 11 eventos produzidos pela instituição. São eles: 19º Festival de MPB – Certame da Canção, de 29 de junho a 1º de julho; Coreto Paulista – VII Curso de Férias, de 14 a 21 de julho; Rio International Cello Encounter em Tatuí, nos dias de 6 a 10 de agosto; III Encontro Internacional de Corais, realizado nos dias de 5 a 8 de setembro; III Semana de Música de Câmara e Prática de Conjunto, de 24 a 30 de setembro.
O último trimestre está reservado para o 25º Festival Estudantil do Estado de São Paulo (Fetesp), entre 6 a 14 de outubro; V Encontro Internacional de Saxofonistas, de 17 a 20 de outubro; IV Encontro Internacional de Violonistas, de 31 de outubro a 3 de novembro; 19º Festival de MPB – IV Torneio Estadual de Cururu em conjunto com o IV Concurso Nacional de Luteria “Enzo Bertelli” – Modalidade Viola Caipira, nos dia 9, 10 e 11 de novembro; 52º Semana de Música e IV Prêmio Incentivo de Música de Câmara, entre 17 a 25 de novembro e a Mostra de Artes Cênicas, realizada no dia 30 de novembro a 2 de dezembro.
Além dos encontros, o Conservatório de Tatuí e o Governo do Estado de São Paulo, com apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e patrocínio da Mercedes-Benz, Hamburg Süd e Allianz, promove o projeto “Música Orquestral Alemã”, que também tem o apoio da Prefeitura de Ourinhos e a promoção do Instituto Goethe.
A segunda etapa do projeto terá 13 concertos e será realizada em março de 2012. As apresentações contam com diferentes programas, mostrando ao público o desenvolvimento da música alemã ao longo de 250 anos. Além da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, a formação do grupo conta com a participação de músicos monitores da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e com alunos da instituição tatuiana, selecionados em testes no final do mês de novembro.
Destaques
Teatro - O Festival Estudantil de Teatro do Estado de São Paulo e o um dos eventos mais antigos do Conservatório de Tatuí. Nasceu como “Festival Estudantil de Teatro Amador” no ano de 1977. Ao longo de sua história, ele passou de municipal a estadual tendo ainda diferentes denominações até que em 15 de fevereiro de 1982 foi oficializado pelo Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado da Cultura, pelo Decreto nº 18434. Assim, ele passou a integrar o calendário de eventos culturais do Estado de São Paulo.
O mais longevo evento realizado no Conservatório de Tatuí também teve suas características alteradas ao longo dos anos, mas sempre mantendo um grande sucesso de público e participantes. Atualmente, ele reúne diversos grupos teatrais do Estado de São Paulo.
Música - O Concurso Nacional de Luteria “Enzo Bertelli” foi criado no ano de 2008 e é pioneiro no país. Realizado bianualmente, o concurso visa a premiar talentos da fabricação de instrumentos de diferentes modalidades e divulgar a arte de luteria. Os instrumentos que resultam em premiação são integrados ao acervo de instrumentos do Conservatório de Tatuí.
Enzo Bertelli, italiano de renome internacional, tem trabalho catalogado no Dicionário Universal dos Luiteres e na Enciclopédia da Tchecoslováquia – espécies de Bíblias da profissão muito rara e que exige precisão e dedicação. Fundou, em agosto de 1980, o curso de luteria no Conservatório de Tatuí.
Assessoria de Imprensa Conservatório de Tatuí

Corrupção faz Brasil perder o equivalente a uma Bolívia


Cálculo feito a partir de informações de órgãos públicos de controle mostra que R$ 40 bilhões foram perdidos com a corrupção no período --média de R$ 6 bilhões por ano, dinheiro que deixou de ser aplicado na provisão de serviços públicos.
Com esse volume de recursos seria possível elevar em 23% o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família --hoje quase 13 milhões. Ou ainda reduzir à metade o número de casas sem saneamento --no total, cerca de 25 milhões de moradias.
O montante apurado faz com que escândalos políticos de grande repercussão pareçam pequenos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CoralUsp, inscrições abertas para novos cantores.

Com ou sem experiência a partir e 09 de janeiro.
 Informações e  inscrições :

Mostra Cine MPB - (SP)


Música na telona eu acho o máximo e é bem por isso que aviso aqui que começa hoje em São Paulo o Mostra Cine MPB, que vai fazer uma retrospectiva em documentário de vida e obra de artistas brasileiros.
São 17 filmes (do punk aos Novos Baianos) premiados em festivais do país em cartaz a partir de hoje, estendendo-se até dia 15/1, pela bagatela de $ 4.
A programação completa é essa:
4/1
16h30: O milagre de Santa Luzia.
18h30: Samba Riachão.
20h30: Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje.
5/1
16h30: Daquele instante em diante. Sessão gratuita.
18h30: Elza.
20h30: Simonal – Ninguém sabe o duro que dei .
6/1
15h: Jards Macalé – Um morcego na porta principal.
16h30: Gretchen – Filmes.
18h30: Filhos de João – O admirável mundo baiano.
20h30: Fabricando Tom Zé.
7/1
15h: Jards Macalé – Um morcego na porta principal.
16h30: Titãs, A vida até parece uma festa.
18h30: Botinada! A origem do punk no Brasil.
20h30: Loki – Arnaldo Baptista.
8/1
15h: Fala Tu.
17h: Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje.
19h: Vinicius.
11/1
16h30: Fala Tu.
18h30: O milagre de Santa Luzia.
20h30: Cartola.
12/1
15h: Vinicius.
17h: Simonal – Ninguém sabe o duro que dei.
19h: Debate com os críticos Pedro Alexandre Sanches e José Flávio Júnior com mediação de Francisco Cesar Filho (curador da mostra).
20h30: Botinada! A origem do punk no Brasil.
13/1
15h: Elza.
16h40: Gretchen – Filme estrada.
18h30: Titãs, a vida até parece uma festa.
20h30: Rock Brasília – Era de ouro.
14/1
15h: Filhos de João – O admirável mundo novo baiano.
16h30: Daquele instante em diante. Sessão gratuita.
18h30: Samba Riachão.
20h30: Fabricando Tom Zé.
15/1
15h: Cartola.
16h30: Rock Brasília – Era de ouro.
18h30: Loki – Arnaldo Baptista.

Serviço:
Mostra Cine MPB no CCBB SP
Rua Álvares Penteado, 112. Sé
a $ 4 e $ 2 (meia entrada) de 4 a 15/1.

15ª Mostra de Cinema de Tiradentes - (MG)

Evento realiza oficinas gratuitas, cujas inscrições poderão ser feitas até o dia 6 de janeiro
Estão abertas, até 6 de janeiro, as inscrições para as oficinas de cultura que serão oferecidas gratuitamente durante a 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, a se realizar entre 20 e 28 do mesmo mês, na cidade mineira. Ao todo, são 12 oficinas destinadas ao público adulto e infanto-juvenil, com 310 vagas disponíveis.
Nesta edição da Mostra Tiradentes, as oficinas contemplam todas as etapas da construção de um filme - da formatação de projetos audiovisuais até a realização de um curta, passando pela produção executiva, direção de fotografia, assistência de direção e direção da obra.
Os interessados devem preencher a ficha de inscrição disponível no site do evento e enviar um breve currículo para análise. Cada pessoa pode concorrer a apenas uma vaga, na oficina que escolher.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (31) 3282-2366.

CCBH oferece sessões gratuitas de cinema em janeiro - (MG)

Em janeiro, o Centro de Cultura Belo Horizonte dá continuidade aos projetos Cinema de Bolso e CINE CCBH, exibindo obras que mostram um pouco da versatilidade e qualidade do cinema brasileiro.
O Cinema de Bolso oferece sessões de filmes nacionais em curta-metragem no intervalo do almoço, todas às quartas-feiras, às 12h30min, no Auditório do CCBH. Este mês, as obras apresentam um rico painel da diversidade urbana no Brasil contemporâneo.
Já o CINE CCBH, exibe longas nacionais sobre temas que variam mensalmente. Em janeiro, o projeto homenageia algumas das grandes atrizes brasileiras. Composta por filmes das décadas de 70, 80 e 90, a Mostra Grandes Atrizes Brasileiras apresenta, de 23 a 27 de janeiro, obras que têm em seu elenco nomes como Fernanda Montenegro, Iara Jamra, Fernanda Torres, Lucélia Santos, Norma Bengel, Giulia Gam, Zezé Motta, entre outras.
Confira a programação:
Cinema de Bolso
DIA 4 – quarta-feira – 12h30min
- Lurdinha, a vendedora de ilusões, de Cesar Cavalcanti
SC, 2007, Doc, Cor, 26 min.
Ilha de Santa Catarina, Florianópolis. Lurdinha, uma mulher de aproximadamente 40 anos, vestida elegantemente, vende bilhetes de loteria no centro da cidade. Uma abordagem poética conduzida pelos relatos do cotidiano de Bernardo Soares, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, sobre a importância de personagens que poderiam ficar no anonimato, mas que se tornam um elo entre a vida privada e coletiva da população urbana.
Dia 11 – quarta-feira – 12h30min
- Porr gentileza, de Dado Amaral
RJ, 2002, Doc, Cor, 14 min.
O filme documenta a experiência do diretor que incorpora seu personagem, o Profeta Gentileza, e sai à rua para interagir com as pessoas. Marcante personagem da cidade do Rio de Janeiro, o Profeta Gentileza atuava no “lado B” da cidade, pregando que “Gentileza gera gentileza”.
- Na corda bamba, de Marcos Buccini
PE, 2006, Ani, Cor, 05 min.
Uma pequena fábula sobre a frieza da vida moderna e a tentativa de manter a alegria.
Dia 18 – quarta-feira – 12h30min
- Paola, de Eduardo Chaves
PB, 2004, Doc, Cor, 18 min.
José Bento dos Santos é um jovem que vive num povoado rural de 1.800 habitantes, com um dos piores Indicadores de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Lá é conhecido como Paola. Nas palavras da agricultora Sonia, sua vizinha, o que Paola tem de diferente dos outros habitantes da cidade é que “ele só conversa coisa de mulher”.
Dia 25 – quarta-feira – 12h30min
- A lente e a janela, de Marcius Barbieri
DF, 2005, Fic, Cor, 12 min.
Uma menina ganha uma câmera de vídeo no Natal e se transforma através da lente e da janela.
- Truques, xaropes e outros artigos de confiança, de Eduardo Goldenstein
RJ, 2003, Fic, Cor, 16 min.
No Largo da Carioca, centro do Rio, o encontro entre um vendedor de bonecos, um mágico e um vendedor de xaropes levanta a questão da confiança entre os homens.
CINE CCBH
Dia 23 - segunda-feira – 19h
Tudo Bem, de Arnaldo Jabor
RJ, 1978, Fic, Cor, 110 min.
Uma família de classe média do Rio de Janeiro decide reformar o apartamento para o noivado da filha, que só pensa em se casar. O pai é funcionário público aposentado e perdeu o interesse pela mãe, que sofre com a rejeição. O filho é um executivo oportunista. Duas empregadas domésticas completam o quadro de moradores, que têm seu cotidiano totalmente alterado com a chegada dos trabalhadores. Em meio às obras, todos os habitantes desse microcosmo de conflitos sociais vão revelando suas particularidades.
Dia 24 - terça-feira – 19h
Fonte da Saudade, de Marco Altberg
RJ, 1986, Fic, Cor, 80 min.
Três mulheres – Bárbara, Guida e Alba (todas interpretadas pela atriz Lucélia Santos) – têm o mesmo passado comum: o pai foi embora para nunca mais voltar. O impacto desse trauma infantil resulta em três possibilidades diferentes de mulher.

Dia 25 - quarta-feira – 19h
Beijo 2348/72, de Walter Rogerio
SP, 1990, Fic, Cor, 87 min.
Um operário e uma operária de uma grande tecelagem de São Paulo são demitidos por justa causa, acusados de terem se beijado no ambiente de trabalho. A moça, casada, se conformou com os acontecimentos. O rapaz, solteiro, apelou à Justiça do Trabalho. O tempo passou, o processo trabalhista engordou, atravessou todas as instâncias até o Tribunal Superior do Trabalho (TST) em Brasília e, anos depois, o operário ganhou a causa, correspondente à irrisória quantia de oitocentos e seis cruzeiros e vinte centavos.

Dia 26 - quinta-feira – 19h
Sábado, de Ugo Giorgetti
SP, 1994, Fic, Cor, 85 min.
Um sábado em um prédio no centro de São Paulo. Um edifício histórico, orgulho do Comendador Argentilli. Feito para abrigar a fina flor da família paulista nos anos 1930, está caindo aos pedaços nos anos 1990. Nada funciona, e todos esperam que alguém tome uma providência. Esperam que alguém conserte o elevador, que o samba acabe, que Jesus ajude, que se possa cair fora o mais rápido possível. Um sábado de pequenos incidentes: a procura de um vitral, o elevador quebrado, um morto, um culto interrompido, um tênis desaparecido, uma farda alemã, a sujeira da escada, outro elevador pronto para a filmagem de um comercial. Surpresa, caos, confusão, indiferença. Enfim, São Paulo, Brasil...

Dia 27 - sexta-feira – 19h
Por trás do pano, de Luiz Villaça
SP, 1999, Fic, Cor, 90 min.
Na São Paulo de hoje, cinco pessoas muito especiais vivem suas histórias por trás do pano. Helena, uma jovem atriz em ascensão, com muito talento e insegurança, é convidada para viver o grande desafio de sua carreira. Ela é casada com Marcos, um artista plástico que brinca o tempo todo com os medos e os jogos de ciúme de sua mulher. A partir do momento em que Helena começa a se relacionar com Sérgio, um diretor e ator famoso, casado com Laís, um arquiteta bonita e ciumenta, as vidas dos dois casais se misturam e eles passam a viver momentos de dúvidas, de humor e descobertas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ações da Ações da Funarte se destacam entre os melhores de 2011Funarte se destacam entre os melhores de 2011

Reabertura do Teatro Dulcina, Bienal de Música e conquista da Triga de Ouro estão entre os destaques
Em um ano de intensa produção, a Fundação Nacional de Artes – Funarte chega ao fim de 2011 com a execução de 100% do orçamento. A instituição, vinculada ao Ministério da Cultura, investiu mais de R$ 100 milhões em projetos nas áreas de teatro, dança, circo, música, artes visuais e artes integradas.
A reabertura de um dos mais tradicionais teatros do Rio de Janeiro, o Dulcina, está entre as ações que alcançaram ampla repercussão e tiveram o reconhecimento não só da classe artística mas também da imprensa especializada. Juntas pela primeira vez no palco, divas do teatro brasileiro como Bibi Ferreira, Nathália Timberg e Marília Pêra celebraram em “Um Brinde a Dulcina” esse momento marcante para a cultura.
A programação especial permitiu ainda levar ao público, a preços populares, peças como “Viver sem tempos mortos”, com Fernanda Montenegro, e “Uma flauta mágica”, adaptação da ópera de Mozart feita pelo inglês Peter Brook .
Outro destaque foi a vinda, pela primeira vez, ao Rio de Janeiro de uma das maiores companhias de teatro do mundo, a francesa Théâtre du Soleil. Com apoio da Funarte, a fundadora e diretora do grupo, Ariane Mnouchkine, e os atores da companhia participaram de oficinas e encontros gratuitos em diferentes cidades do país.
A música erudita também emocionou o público que pôde assistir, no encerramento da 19ª Bienal de Música Brasileira Contemporânea, a um dos mais belos concertos do ano. Sob a regência do maestro Ricardo Rocha, a orquestra e o coro da Cia. Bachiana Brasileira apresentaram, pela primeira vez no Rio de Janeiro, a “Missa de São Nicolau”, obra-prima de Almeida Prado (1943-2010).
A Funarte ampliou ainda mais sua atuação nacional, contemplando todos os Estados da Federação através de editais nos diversos segmentos: música, teatro, dança, circo, artes visuais e integradas. Além disso, programas como o Microprojetos Mais Cultura Amazônia Legal e Rio São Francisco contribuíram para descentralizar a política de fomento e aumentar o número de municípios brasileiros participantes dos projetos da instituição.
O reconhecimento ao talento e ao trabalho do artista brasileiro ultrapassou as fronteiras do país. Na Quadrienal de Praga, o Brasil conquistou a Triga de Ouro, que é o prêmio máximo do maior evento de cenografia do mundo e foi concedido ao país pelo conjunto de sua participação.
O ano de 2011 consolidou também o diálogo com a classe artística, por meio da realização de uma série de encontros. Para o presidente da Funarte, Antonio Grassi, atender às demandas de todos os setores é um desafio permanente. Mas a instituição estará sempre de portas abertas a propostas e ideias inovadoras, que valorizem e ampliem o espaço às diversas manifestações culturais de todo o país.

Em 2012, obras de Caravaggio no Masp

Jerome in meditation

Museu de Arte de São Paulo (Masp) recebe a partir de junho de 2012 uma mostra com obras de Michelangelo Amerighi, o Caravaggio (Caravaggio, 1576 – Porto Ercole, 1610). Ela fará parte das comemorações do ano da Itália no Brasil e tem como curadores Fábio Magalhães  (Brasil) e Rossella Vodret (Itália).
A exposição deve reunir oito obras do artista, mais outras 18 peças de pintores que sofreram influência de Caravaggio. São eles: Jusepe de Ribera, Mattia Preti, Orazio Gentileschi, Giovanni Battista Caracciolo e Simon Vouet.

Oficina Cultural Candido Portinari oferece cursos de férias


Oficina Cultural Candido Portinari vai oferecer, de janeiro a março, atividades de férias gratuitas. São cursos nas áreas de artes plásticas, audiovisual, comunicação, cinema, literatura, música e teatro, entre outras manifestações artísticas.
Na área da comunicação, será realizado, entre os dias 17 e 31 de janeiro, às terças e quintas, pela manhã, a oficina "Organizando um Fanzine", com o fanzineiro e jornalista Angelo Davanço, editor do fanzine A Falecida e do Caderno C, do jornal A Cidade.
A oficina apresentará a história dos fanzines, seus conceitos e técnicas de produção, resultando no lançamento de um zine coletivo, produzido pelos alunos. As inscrições são gratuitas e são oferecidas 20 vagas, para adolescentes e adultos, que serão preenchidas por ordem de chegada.
As inscrições podem ser feitas entre 5 e 13 de janeiro, na sede da Oficina Cultural, que fica na rua Visconde de Inhaúma, 490, 1º andar

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Academia da Osesp com inscrições abertas para 2012

Inscrições abertas até 11 de janeiro para nova turma de alunos. Vagas e bolsa de estudo para alunos de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, clarinete e trompa. Informações e inscrições em www.osesp.art.br/academia/inscrição.

Uma conversa com Ferreira Gullar: mais de 80 anos de poesia, política e arte.

Ferreira Gullar

O Prêmio Jabuti, que mudou de regras esse ano – não há mais 3 finalistas para cada categoria – já tem os vencedores de 2011 para cada uma das 29 categorias. Em Alguma Parte Alguma,  publicado ano passado, por Ferreira Gullar, ganhou o Prêmio na categoria poesia. José Castello ganhou o Prêmio Jabuti de melhor romance com seu livro Ribamar.
Conversamos com Ferreira Gullar, em sua casa, uma ano atrás, pouco antes do aguardado lançamento do livro Em Alguma Parte Alguma, pela José Olympio, quando ele acabava de completar 80 anos. Ele nos recebeu na penumbra de seu apartamento em Copacabana, onde não é poupado dos barulhos externos. Contente com todo esse reconhecimento? com o Prêmio Camões? – pergunto. Feliz, sem dúvida, mas ainda surpreso, espantado com tanto assédio da mídia: “Não aguento mais dar entrevistas! É uma atrás da outra, esta será a última. Acho uma overexposição, eu quero sim, é que leiam a minha poesia”, brada um Gullar, um tanto cansado, mal humorado. Como bem disse na Flip, ele sempre remou contra a maré. Apesar disso, arrebatou a plateia de Paraty, ao narrar com humor, sua trajetória de percalços, onde a produção artística caminhou lado a lado com a política.
Incomodado com o gato que acabara de ganhar de presente de Adriana Calcanhoto – o bichano demanda ração especial e não aceita a que ele comprou no bairro -, aos poucos, o poeta vai se animando: “Ela quis ser gentil, eu contei que meu gato morreu, e a Adriana apareceu com esse filhote aqui, também siamês. Mas ela me arrumou um problema, sabe!”.
Nesse vídeo, ele nos fala da sua estreita relação com a arte e aponta com apreço quadros de artistas amigos que ornam as paredes de uma sala bagunçada de literatura e arte. O poeta já desejou ser pintor e tem se dedicado a fazer colagens de papel; ele nos mostra o boneco de outro livro inédito, de colagens de bichos, Zoologia bizarra, que sairá pela Casa da Palavra.
“Rilke, Elliot, Rimbaud, Mallarmé, Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Camões, Castro Alves, Olavo Bilac, tem poetas que eu leio e releio a obra toda, não me canso… É um mundo muito rico!”, festeja um Gullar, que na infância chegou a pensar que poesia era coisa de gente morta. Claro que as pessoas lêem poesia, senão meus livros não venderiam. O livro Toda Poesia está na décima nona edição, os outros estão em décima quinta, décima quarta… ” exclama.
Entre um livro e outro são sempre muitos anos, o que não quer dizer que o poeta não escreve no meio tempo em que fica sem publicar. “A luta corporal foi uma aventura que nasceu de um ideal poético, impossível de atingir. O resultado é que a linguagem foi levada ao limite, implodiu. Todo livro meu é uma aventura que vai se concretizando a medida que eu faço, refaço, critico, edito”. A poesia concreta é uma experiência ultrapassada; a rigor, nunca me considerei um poeta concreto, como os irmãos Campos.  De lá eu fui para a poesia neoconcreta que veio dar depois no Poema Sujo e nos poemas de hoje”, considera. Na Flip, ele disse que fez Poema Sujo porque as pessoas estavam desaparecendo na ditadura e ele tinha medo de morrer. “Quis deixar algo em meu nome e no daqueles que sumiam, de repente.“ Gravado numa fita, o libelo foi trazido pelo poetinha Vinicius de Morais que o fez circular pelo país. Ícone, virou quase um hino dos anos de chumbo. O novo livro só tem poesias inéditas, mas carrega nos traços os versos dessa trajetória. “Não me sinto com 80 anos!”
Mona Dorf

Morre pianista Roberto Szidon

Roberto Szidon

Um dos mais importantes pianistas brasileiros do século XX, o gaúcho Roberto Szidon, morreu, na Alemanha, em decorrência de um ataque cardíaco. Szidon  desenvolveu uma intensa carreira internacional, tendo realizado inúmeros registros pela Deutsche Grammophon, uma das mais importantes gravadoras de música de concerto do mundo.
Roberto Szidon nasceu em Porto Alegre em 21 de setembro de 1941 e começou os estudos em sua cidade natal, realizando o primeiro concerto aos nove anos. Estudou composição com Karl Faust e foi para os Estados Unidos se aperfeiçoar com Illona Kabos e Claudio Arrau.
Em 1965 recebeu um prêmio no IV Centenário do Rio de Janeiro pela interpretação do Rudepoema de Villa-Lobos. Em 1967 foi para a Alemanha, onde participou de dezenas de gravações.
Como solista, integrou mais de 50 orquestras, incluindo a Orchestre de LaSuisse Romande, na Suíça; a Filarmônica de Londres, na Inglaterra; a Orquestra de Cleveland, nos Estados Unidos; e a Sinfônica de Viena, na Áustria.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ligia Amadio deixa de ser regente titular da Osusp

Lígia Amadio

A orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) anuncia profundas mudanças em seu sistema de gestão artística. Já a partir da temporada 2012, a orquestra não contará mais com a função de regente titular, cargo até então ocupado pela maestrina Ligia Amadio, que também respondia pela direção artística. Segundo o Prof. Dr. Edson Leite, diretor da Osusp, Amadio continuará a trabalhar com a orquestra, mas como convidada, junto com outros regentes, tais com Nicolas Pasquet, Wagner Polistchuk, Ricardo Bolonha e Marcelo Lehninger. Segundo Leite, que agora responde pela criação artística do conjunto, “a Osusp é uma orquestra dinâmica e, neste momento, decidiu-se por aproveitar vários talentos na regência da próxima temporada do grupo, que é suficientemente maduro para desempenhar um trabalho de ótimo nível com os convidados”. E completa: “Em janeiro de 2012 terá início a reforma do Anfiteatro Camargo Guarnieri (sede da Osusp) e, assim, a orquestra se prepara para os voos mais altos, parcerias com universidades estrangeiras, complementação do quadro de instrumentas, uma atuação que privilegia a formação do gosto e uma concepção artística mais madura, fundamentada em seus mais de 36 anos de atividades ininterruptas ligadas a Universidade de São Paulo”.
A Osusp assumiu a estrutura de sinfônica a partir de uma renovadora gestão do maestro Carlos Moreno (2002-08), que colocou entre as principais orquestras do país. A essa seguiu-se a igualmente ambiciosa direção de Ligia Amadio. Espera-se que a nova estrutura não comprometa os objetivos artísticos de qualidade conquistados nos últimos anos.  
Revista Concerto
Janeiro / Fevereiro 2012

Carnaval de Teresina terá Concurso de Músicas Carnavalescas


Em 2012, os músicos e carnavalescos em geral terão uma razão a mais para fazer festa. A partir desta quarta-feira, dia 28, estão abertas as inscrições para o 1º Concurso de Músicas Carnavalescas, promovido pela Prefeitura de Teresina através da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.
O objetivo deste concurso é de estimular e valorizar os talentos musicais, recuperar a tradição dos antigos carnavais, valorizar a música carnavalesca, seus compositores e intérpretes, a brincadeira lúdica e a criação popular, além de promover essa modalidade popular nos salões e nas ruas. As inscrições são gratuitas e realizadas exclusivamente na Fundação Cultural Monsenhor Chaves, de 28 de dezembro de 2011 a 13 de janeiro de 2012, das 8h às 13h, na Rua Félix Pacheco, 1430 – Centro. Telefone: (86) 3215-7820.
Segundo o edital, disponível na seção “Regulamentos” do site da FMC (www.fcmc.pi.gov.br/regulamentos), pode participar do processo qualquer cidadão brasileiro nato ou naturalizado, com idade acima de 18 anos. Serão aceitas somente as inscrições na modalidade “Músicas de Carnaval” (marchinha, marcha rancho, frevo, samba, axé e/ou ritmos afins), com canções inéditas e temática livre. Cada concorrente só poderá inscrever até três músicas, sozinho ou em parceria.
O candidato deverá apresentar suas músicas gravadas em CD, devidamente identificado com o nome da música, acompanhadas de três cópias da letra de cada música inscrita com o nome de todos os compositores. As músicas gravadas para a inscrição devem contar, no mínimo, com um instrumento de harmonia como acompanhamento. Outro detalhe é que as músicas deverão ser inéditas (não gravadas comercialmente, e não terem sido participantes de outros festivais nem divulgadas nos meios de comunicação até a inscrição) e originais (que não contenham plágio, adaptação ou citação poética de outros autores)
No ato da inscrição, o autor da composição autoriza automaticamente a liberação do recolhimento de direitos autorais, de imagem e transmissão de voz pela FMC, em qualquer meio, seja ele impresso ou eletrônico, para todas as finalidades que guardem relação com o 1º Concurso de Músicas Carnavalescas de Teresina.
Dentre as músicas inscritas, serão selecionadas 10 músicas finalistas através do voto de uma Comissão Julgadora, composta por 5 jurados, convocadas pelo presidente da FMC. As dez músicas selecionadas deverão ser apresentadas ao vivo no dia 26 de janeiro, a partir das 19h, no Palácio da Música. Oportunidade em que serão escolhidas as três melhores músicas de carnaval pela Comissão Julgadora. As premiações serão de R$ 2.500 para a música escolhida como primeira colocada; R$ 1.500 para a segunda; e R$ 1.000 para a terceira.
Uma banda base acompanhará todas as músicas selecionadas, cabendo aos compositores, a indicação de intérpretes e até dois músicos para acompanhamento em instrumentos de harmonia. Cabe também aos compositores entregar o arranjo da sua música com partitura à Coordenação do Concurso no ato da inscrição. Caso não o tenha, a banda base fará um arranjo básico para acompanhamento das canções.