sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Prefeitura de SP promete internet sem fio em todas as escolas municipais (SP)

Professores também receberão tablets e laptops para uso em sala de aula
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo começa a tirar do papel, em ano eleitoral, um projeto de tecnologia nas escolas municipais, com internet sem fio nas unidades, projetores, tablets para os professores, laptops para uso em salas e jogos educativos que possibilitam interação entre alunos e até os pais. A Prefeitura já investiu R$ 52,7 milhões no projeto e o valor deve aumentar.
A partir de março, os 45 Centros de Educação Unificada (CEU) terão internet wireless. O cronograma prevê que, até abril, metade das escolas de ensino fundamental (250) tenham a ferramenta e o restante, até o meio do ano. Somente a rede sem fio custou R$ 39,5 milhões e inclui a compra, instalação e manutenção dos equipamentos em toda a rede por 36 meses.
O acesso à internet é o primeiro passo do projeto da Secretaria Municipal de Educação - nos CEUs, por exemplo, a internet livre poderá ser usada pela comunidade. Ainda no primeiro semestre, professores receberão tablets para atividades como chamadas de presença, acompanhamento de aulas e coordenação dos exercícios online.
Na primeira fase serão 8 mil tablets distribuídos para as escolas - a licitação dos equipamentos foi concluída e cada aparelho Galaxy 10,1 foi comprado por R$ 1,1 mil, incluindo manutenção por dois anos. O valor está abaixo do oferecido pelo mercado.
Outro equipamento já comprado são os projetores - dois por escola. Os 3 mil aparelhos foram adquiridos por R$ 4,4 milhões.
 ‘Facebook escolar.’ Uma das grandes novidades, segundo a secretaria, é a adoção de jogos educativos, criados pela própria Prefeitura. “As crianças vão aprender com jogos de português e matemática, na sala ou em casa pela internet. Eles terão senhas, criarão seus próprios avatares e farão os exercícios, em grupo ou individual, propostos pelos professores”, diz o secretário de Educação, Alexandre Schneider. “É uma rede entre alunos, pais e professores. Estamos querendo criar o ‘Facebook escolar’.”
Ao longo de 2011 e mais ativamente nos últimos quatro meses, a secretaria desenvolveu cem jogos nas duas disciplinas. O sistema, voltado para alunos dos 4.º, 5.º e 6.º anos do ensino fundamental (antigas 3.ª, 4.ª e 5.ª séries), trabalha de forma conjunta o conteúdo curricular e a cidade de São Paulo.
Os alunos poderão acessar de casa, ou de telecentros, os exercícios e trocar mensagens com colegas, tendo a coordenação dos professores. “O mais importante é que não estamos colocando a tecnologia por colocar. Ela está dentro de um processo em que o conteúdo é o mais importante”, defende Alexandre Schneider.
A Prefeitura planeja levar laptops para todas as escolas - em quantidade suficiente para os alunos de duas salas por cada escola. Os computadores ficarão em carrinhos e seu uso será revezado entre os estudantes - a licitação para essa compra não está pronta. A secretaria ainda desenvolve o treinamento dos professores para o uso das ferramentas.
Uso eleitoral. Schneider negou que a implementação do projeto tenha relação com o ano eleitoral. “Os professores sabem que existe um caminho. Não dá para a gestão parar por que tem eleição. Se fosse ação eleitoral, teríamos comprado o equipamento em 2008, quando (o prefeito Gilberto) Kassab era candidato”, diz. Kassab já afirmou que o próprio secretário seria “um grande prefeito”.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

SOS Unirio e Instituto Villa Lobos (RJ)

Unirio – Universidade do Rio de Janeiro e IVL Instituto Villa Lobos, um total descaso do governo promove a ruína das edificações onde funcionam estas instituições. Professores, alunos e colaboradores pedem socorro a população.
Assista o vídeo no link abaixo
Responsável pela Denúncia:
Mirna Rubim
Professora Adjunta de Canto na UNIRIO/RJ,
Doutora em "Voice Performance" pela Universidade de Michigan (UMICH)
Presidente do Estúdio VOCE - Voz Corpo Equilíbrio
www.estudiovoce.com.br
www.mirnarubim.com
Fixo  (5521) 22554986
Celular Vivo (5521) 87511787
Nextel (5521) 77031264   ID  120*19825

Museu Nacional de Belas Artes – 75 anos (RJ)

Instituição completa 75 anos no dia 13 de janeiro e nessa data a entrada será gratuita
O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, completa na próxima sexta-feira, 13, 75 anos de criação. Nesta data,  além de oferecer entrada gratuita aos visitantes, o museu dará um brinde exclusivo na entrada para quem comprovar, por meio de documento, que faz aniversário no mesmo dia.
Localizada no Rio de Janeiro, a instituição conta com um acervo de cerca de 70 mil itens, distribuídos em um espaço de 13 mil m², incluindo pinturas, esculturas e arte sobre papel, além de outras coleções, dentre elas, arte decorativa, arte popular brasileira e estrangeira, arte africana e arte indígena.
Criado pela lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, o MNBA  foi inaugurado em 19 de agosto do ano seguinte com a presença do então presidente Getúlio Vargas. O museu  se volta para a aquisição, conservação, pesquisa e divulgação de obras de arte que evidenciem a evolução da produção artística brasileira e estrangeira.
Desde sua criação, a instituição instalou-se no edifício da Escola Nacional de Belas Artes, na Avenida Rio Branco, nº 199, no centro do Rio.  O autor do projeto foi o arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Rios, que tomou como modelo o Museu do Louvre, em Paris, mas durante a construção, o desenho seria alterado, possivelmente por Rodolfo Bernardelli, então diretor da escola, e mais tarde Archimedes Memoria acrescentou outras mudanças. O resultado foi uma construção eclética, com fachadas em diferentes estilos. A fachada principal é inspirada na Renascença francesa, com frontões, colunatas e relevos em terracota, representando as grandes civilizações da antiguidade.

Acervo
O Museu Nacional de Belas Artes é a instituição do Brasil que possui a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX. Através de suas galerias e corredores, o visitante pode ter um panorama completa da história das artes plásticas no Brasil desde seu início, até a contemporaneidade.
O acervo do museu teve origem na pequena coleção de quadros trazidos ao Brasil por Joachim Lebreton (1760-1819), chefe da Missão Artística Francesa, que chegou ao país em1816. Aessas obras foram acrescentadas outras pertencentes à coleção de Dom João VI, a fim de formar a Pinacoteca da Academia Imperial de Belas Artes.
Belas Artes, subsidiados pelo Governo, em seus estudos na Europa, enviarem obrigatoriamente certo número de trabalhos para o Brasil, contribuíram para o enriquecimento da coleção.
Além desses, ficaram no museu as obras premiadas nas Exposições Gerais de Belas Artes, promovidas pela Academia Imperial, e no Salão Nacional de Belas Artes, realizado pela Escola. Não menos significativo foi o mecenato realizado por ilustres personagens, como os Barões de São Joaquim, Luís Resende, Guilherme Guinle, entre muitos outros que doaram coleções completas de artistas notáveis.
O MNBA/Ibram/MinC conta com seção de conservação e restauro, setor de educação, biblioteca/mediateca Araújo Porto Alegre, além de espaços para exposições

Solicitação de pauta abertas para o Teatro Municipal de São José do Rio Preto (SP)

Solicitação de pauta para apresentações no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto vai até dia 20/01
"Entidades e instituições interessadas em reservar o espaço neste primeiro semestre devem fazer a reserva até o dia 20 deste mês."
No período de 3 a 20 de janeiro de 2012, o Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto estará recebendo os pedidos de pauta para o 1º semestre. Os pedidos podem ser entregues pessoalmente no Teatro Municipal, via Correio ou enviado para o e-mail teatromunicipal@ig.com.br e devem estar acompanhados pelo projeto do espetáculo a ser apresentado.
A data solicitada será confirmada após a análise dos projetos por uma comissão composta por três profissionais da área artística, nomeados pela Secretaria de Cultura de São José do Rio Preto.
A temporada de espetáculos tem início no dia 3 de março.
Serviço:
Reserva de pauta para apresentações no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto
Data: de 03 a 20 de janeiro de 2012
Horário de atendimento da administração: de 2ª a 6ª feira, das 9h às 17h.
Local: Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto
Av. Brigadeiro Faria Lima, 5381
Bairro Chácara Municipal
São José do Rio Preto/SP
15090-000
E-mail: teatromunicipal@ig.com.br
Informações: (17) 3226-2626


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Isaac ALBÉNIZ

Camprodón, Espanha – 28 de maio de 1860
Cambo-les-Bains, França – 18 de maio de 1909

Um talento inato: Issac Albéniz deu seu primeiro recital em Barcelona, aos quatro anos de idade. Levado par estudar em Paris aos 10, mas, desatento, é recusado pelo professor. Foge de casa aos doze, embarca num navio como clandestino para a América do Sul e, durante um ano passa por Buenos Aires, Montevidéu, Rio de Janeiro, Cuba, Porto Rico, Nova York, São Francisco. Retorna para a Espanha em 1873. Estuda piano no Conservatório de Bruxelas, onde se destaca pelo mau comportamento e pelas inúmeras faltas, o que lhe impede de terminar o curso com um primeiro prêmio! Percorre a Europa Central aperfeiçoa-se com Franz Liszt.
A vida de Albéniz é um turbilhão impossível de ser resumido. Além de seu prodigioso talento com intérprete. Foram significativos os encontros com Felipe Pedrell, que animava  um projeto de música nacional e o levou a se inspirar nas tradições sonoras da Espanha, e seus vínculos com a França, originados a partir de contatos próximos cdom Fauré, Chausson, d’Indy, Dukas, Debussy e Ravel.
Sua grande obra-prima é a Suíte Ibérica. Claude Rostand resume seu espírito: “Primeiro, uma riqueza abundante, uma densidade, que conferem uma grande dificuldade de execução à obra. E isso não provém tanto do virtuose que Albéniz era, mas de sua generosidade que o conduzia, como notou Debussy, a ‘jogar música pelas janelas’. Por isso, não se pode considerar essas composições como páginas de virtuosidade transcendente, à maneira errada de tantos intérpretes, mas como quadros, paissagens, dos quais é preciso reproduzir todas as cores em suas menores pinceladas, independente de toda rotina adquirida.”

Programa de Concerto Osesp – set / out 2008. p. 82

Frevo: um século de cultura genuinamente brasileira


Considerada um dos grandes pólos culturais do Brasil, a região Nordeste, mais especificamente a capital pernambucana Recife, tem todas as honras e méritos de declarar a paternidade do frevo para si. Uma das maiores expressões do povo brasileiro, o estilo – música e dança – completou no dia nove de fevereiro seu centésimo aniversário.

Entre os inúmeros presentes que a data proporcionou (e proporcionará), o mais importante surgiu exatamente no dia dos cem anos da gênese do ritmo: O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional) declarou o frevo como patrimônio imaterial – "as práticas, as forma de ver e pensar o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos), as danças, as músicas, as lendas e contos, a história, as brincadeiras e modos de fazer, junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados", segundo explicação do instituto.

O frevo acaba por reunir em si só uma série de antíteses: de musicalidade forte e destacada, geralmente liderada pelo som soberano dos metais e das batidas rápidas e sincopadas, vem acompanhado pelos passos tradicionais de sua dança, que, mesmo contando com a destreza dos movimentos, são de leveza e suavidade impar.

A origem do vocábulo, por sua vez, está estritamente ligada aos resultados que o frevo gerava na multidão do Recife. A associação de termos é de uma lógica sem igual: a palavra “ferver”, pronunciada na linguagem simples e popular, acabou sendo transformada em “frever” no uso cotidiano de parte dos pernambucanos.

Do verbo para o substantivo, o termo acabou sendo enunciado pela primeira vez em 9 de fevereiro de 1907, no extinto Jornal Pequeno, em nota citando um ensaio do clube Empalhadores do Feitosa, do bairro do Hipódromo, no Recife, que contava com uma das músicas do repertório carregando o título “O Frevo”. A data, a mais utilizada no R.G. do estilo, é uma descoberta do pesquisador Evandro Rabello.

Todavia, o dia de nascimento ‘oficial’ ainda gera controvérsias. Há quem defenda que o frevo foi chamado assim pela primeira vez apenas em 12 de fevereiro de 1908, pelo cronista Paula Judeu (Oswaldo da Silva Almeida) no mesmo Jornal Pequeno. Independente da data, um fato: o frevo já era dançado pelos pernambucanos à exaustão – literalmente.

A primeira composição a levar o nome do gênero foi “Frevo Pernambucano”, de Luperce Miranda e Oswaldo Santiago, lançada no final dos anos 1930 por Francisco Alves. Outros grandes clássicos do frevo que surgiram ainda em suas primeiras décadas foram “Vamo se Acaba”, de Nelson Ferreira, e “Mulata”, dos irmãos João Vitor e Raul Valença, que acabou ganhando repercussão nacional após algumas modificações de Lamartine Babo, autor da marchinha “Teu Cabelo Não Nega”.

Com o tempo, novas influências foram assimiladas pela musicalidade, chegando a tamanho ponto de diversidade que levou o estilo a ser subdividido em três: Frevo de Rua - puramente instrumental -, Frevo-canção - constituído por uma introdução forte de frevo, seguida de canção, concluindo novamente com frevo – e Frevo de Bloco - tocado por orquestra de pau e corda e cantado.

Se uma canção deve ser elevada ao posto de hino, essa é “Vassourinha”. Quando o frevo de autoria de Matias da Rocha e Joana Batista Ramos é tocado, algo é certo: a dança vai começar - dança esta que teve seus passos originados da capoeira. A história conta que os lutadores/ jogadores ficavam à frente das bandas marciais, dançando e defendendo os músicos das multidões. A sombrinha, comumente associada à dança, foi a escolha lógica para substituir os guarda-chuvas usados pelos pasistas para dar equilíbrio aos movimentos. A criatividade é tanta que, hoje em dia, mais de 120 estão catalogados.

Para comemorar o centenário, a prefeitura do Recife promoveu um evento que reuniu em cima dos palcos grandes nomes da música brasileira, como Maria Rita, Vanessa da Mata e Ney Matogrosso, além do ministro da Cultura, Gilberto Gil. Os mesmos artistas participaram da gravação de um álbum duplo recheado com composições das três subdivisões do frevo. O lançamento ficará a cargo da gravadora Biscoito Fino.

Outra boa pedida para festejar a data são os dois volumes da série “9 de Frevereiro”, do pernambucano Antonio Nóbrega. Acompanhado de integrantes da SpokFrevo Orquestra, os discos vêm recheado com frevos-canção e frevos instrumentais de grandes nomes dos primórdios do gênero, indo desde os hoje quase esquecidos Irmãos Valença até os imortais Capiba e Nelson Ferreira.

Contudo, a recomendação para quem quer experimentar um pouquinho do gosto do estilo não poderia ser outra: apenas uma viagem para o carnaval pernambucano, seja ela para Recife ou Olinda, irá proporcionar a você a verdadeira experiência do ato de frevar – dando, de quebra, a oportunidade de dizer, em alto e bom som, nas terras sagradas do ritmo genuinamente brasileiro: parabéns, frevo!
Gustavo Silva

Obras de Tom Jobim e Villa-Lobos abrem Festival de Cartagena

Tom Jobim

Composições do polonês Frédéric Chopin e dos brasileiros Tom Jobim e Heitor Villa-Lobos abriram 6º Festival Internacional de Música da cidade colombiana de Cartagena.
Interpretadas pela Orquestra Sinfônica de São Paulo, a obra Banzaglia, de Jobim, o Concerto para piano n.º 1 em mi menor, Op. 11, de Chopin, e as Bachianas Brasileiras No.4, de Villa-Lobos, se misturaram no Teatro Adolfo Mejía.
Esta seleção de músicas representou o espírito desta edição, que procura unir a obra de clássicos europeus aos "sons das Américas". "Temos algumas obras de compositores europeus, mas estamos centrados nas Américas, então cada concerto tem uma obra que foi escrita por algum compositor desde o Canadá até o Chile", disse à Agência Efe o diretor artístico do festival, o pianista Stephen Prutsman.
O festival, que irá até 14 de janeiro de 2012, oferecerá 33 concertos com uma seleção excelente de música para todos os gostos, com a expectativa de lotar as coloniais praças e capelas da turística Cartagena das Índias.
O festival ainda enfeitará as noites mágicas do balneário com diversas apresentações, entre elas a de Brasil Mágica, a cargo do grupo Maracatu Nação Pernambuco.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A cada livro, o Brasil inteiro vira a página.

Quem aprende a gostar de ler sabe escrever a própria história.
O Itaú realiza uma série de programas e parcerias para tornar o Estatuto da Criança e do Adolescente uma realidade para todos. E investe cada vez mais na qualidade da educação.
A Coleção Itaú de Livros Infantis foi criada pela Fundação Itaú Social para ajudar a despertar desde cedo o prazer pela leitura. Ela foi feita para você que também acredita que a educação é o melhor caminho para a transformação do Brasil.
A educação muda o Brasil.
E o Itaú participa dessa mudança com você.
Clique aqui e peça sua coleção gratuitamente:
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Você receberá em casa

São Roque e Boituva recebem inscrições para cursos de artes

Tanto São Roque como Boituva vão oferecer cursos gratuitos de artes. Na primeira, o setor de cultura da prefeitura abre no próximo dia 16 mais de mil vagas, em 22 cursos na Brasital. Já em Boituva, os interessados podem a partir de hoje se inscrever; neste caso estão à disposição 34 cursos. Em ambos os casos, as modalidades são gratuitas e têm vagas limitadas.
Em São Roque, ao todo serão mais de 250 vagas para as aulas com instrumentos musicais: teclado, violão, bateria e instrumentos de banda (flauta, saxofone, trombone, trompete, percussão e outros). Somente o curso de violão exige que os alunos tenham o instrumento. Ainda na área de musicalização, ficam abertas mais 100 vagas para aulas de canto e musicalização infantil. Para aulas de artesanato existem mais 250 vagas, divididas entre as modalidades eva, patchwork, marchetaria e mosaico, além de 100 lugares para o curso de artes plásticas. circo, dança, ballet também possuem mais de 300 vagas disponíveis.
Diferente dos outros anos, em São Roque este ano haverá seleção para os grupos de ballet avançado, Coral Gerações e Cia de Eros de Teatro. Há ainda 15 vagas para Deficientes Visuais interessados em participar do Grupo de Teatro Bengalas no Asfalto/Targetvel. Alguns cursos têm limitações de horário e idade. Os interessados devem se inscrever com documento e comprovante de residência na Divisão de Cultura, que fica no Centro Educacional e Cultural Brasital das 8h às 16h30. As aulas começam na semana do dia 6 de fevereiro. Será dada prioridade para moradores de São Roque. Mais informações, para mais informações: www.saoroque.sp.gov.br.
Em Boituva, os interessados têm até o próximo dia 20 para se inscrever num dos núcleos de artes da cidade, no Centro, Jd. Oreana, Novo Mundo, De Lorenzi ou Jd. São Paulo. das 8h às 11h ou das 13h às 16h. Os cursos oferecidos são: acordeon, artes cênicas, babyclass, ballet, ballet moderno, bateria, bombardino, canto, capoeira, clarinete, dança de salão, flauta transversal, gaita, guitarra, jazz, musicalização, percussão, piano, pintura em madeira, pintura em tecido, pintura em tela, sapateado, saxofone, street dance, teclado, trabalhos em linhas, trombone, trompete, viola caipira, viola clássica, violão, violino, violoncelo, trompa.
É preciso apresentar duas fotos 3x4 cm, RG, certidão de nascimento e pagar uma taxa de R$ 15. Aqueles que estudarem em qualquer escola pública municipal têm taxa reduzida para R$ 5 e devem levar ainda declaração escolar. As aulas têm início no começo de fevereiro. Contato: (15) 3263-2316.

PM na USP, Cracolândia e as saudades da ditadura.


 Um estudante foi agredido por um policial militar, nesta segunda (9), no campus do Butantã da Universidade de São Paulo. O rapaz não quis mostrar a documentação estudantil e o policial chegou a sacar seu revólver, o que não deveria ser a abordagem padrão de um funcionário público treinado para lidar com pessoas e situações-limite. Enquanto isso, na Cracolândia, surgem denúncias de tortura contra dependentes químicos, medicados com balas de borracha e tratados contra o vício com bombas de efeito moral.
Mais do que um país sem memória e sem Justiça, temos diante de nós um Brasil conivente com a violência como principal instrumento de ação policial. E uma coisa está diretamente relacionada a outra. Durante os anos de chumbo, o regime dos verde-oliva cometeram crimes contra a humanidade que a esvaziada Comissão da Verdade, criada pelo governo Dilma, deve agora remexer para reestabelecer o que realmente ocorreu naquele tempo. Vai ter algum efeito, mas não conseguirá ir a fundo, como deveria. E não foi organizada para punir e sim para resgatar os fatos. Punições que seriam didáticas para o país não ocorrerão.
Não estou esquecendo que existe uma Lei da Anistia, que está em vigor, e que o Supremo Tribunal Federal (infelizmente) decidiu por mantê-la quando questionado pela Corte Interamericana dos Direitos Humanos. A discussão aqui não é legal, ou seja, não é um debate sobre a mudança da lei e sim sobre a percepção coletiva sobre a impunidade da violência estatal, servindo a si mesmo e a grupos sociais controlados por ele.
Ao contrário de outros países, como a Argentina, o Brasil não conseguiu tratar suas feridas para que cicatrizassem. Apenas as tapou com a cordialidade que nos é peculiar, o bom e velho, deixa-pra-lá, em nome de um suposto equilíbrio e da governabilidade. Dessa forma, o Estado não deixou claro aos seus quadros que usar da violência, torturar e matar não são coisas aceitáveis. E com a anuência da Justiça que, através do seu silêncio, manteve aqueles crimes impunes. E, ei, para o pessoal que só aciona o seu Tico-e-Teco bissextamente: estou falando de violência de quem deve zelar pela integridade da população.
Enquanto não acertarmos as contas com o nosso passado, não teremos capacidade de entender qual foi a herança deixada por ele – na qual estamos afundados até o pescoço e nos define. Foram-se as garrafas, ficaram-se os rótulos. A ditadura se foi, sua influência permanece. Não somos um país que respeita os direitos humanos e não há perspectivas para que isso passe a acontecer pois, acima de tudo, falta entendimento e, consequentemente, apoio, da própria população.
O impacto desse não-apoio se faz sentir no dia-a-dia dos distritos policiais, nas salas de interrogatórios, nas periferias das grandes cidades, nos grotões da zona rural, com o Estado aterrorizando parte da população (normalmente mais pobre) com a anuência da outra parte (quase sempre mais rica). A ponto de ser banalizada em filmes como Tropa de Elite, em que parte de nós torceu para os mocinhos que usavam o mesmo tipo de método dos bandidos no afã de arrancar a “verdade”.
A justificativa é a mesma usada nos anos de chumbo brasileiros ou nas prisões no Iraque e em Guantánamo, em Cuba: estamos em guerra. Guerra contra a violência, guerra contra as drogas, guerra contra inimigos externos. Ninguém explicou, contudo que essa guerra é contra os valores que nos fazem humanos e que, a cada batalha, vamos deixando um pouco para trás.
Não é de estranhar, portanto, que boa parte da sociedade que agora apóia ações truculentas da polícia militar na USP ou na Cracolândia também tenha se calado diante do processo de defenestração pública de propostas do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, levado a cabo por setores descontentes em universalizar direitos.
Não querem discutir (atenção, discutir, não empurrar goela abaixo) propostas para garantir direitos pela mesma razão que não se importam se algum inocente foi tratado de forma injusta pelo Estado. São seguidores da doutrina: “se você apanhou da polícia é porque alguma culpa tem”. E se não se importam com inocentes, imagine então com quem é culpado. Para eles, é pena de morte e depois derrubar e salgar o terreno onde a pessoa nasceu, além de esterilizar a mãe para que não gere outro meliante.
Enfim, a verdade é que não queremos olhar para o retrovisor não por ele mostrar o que está lá atrás, mas por nos revelar qual a nossa cara hoje. E muitos de nós não suportarão isso. Melhor é prender ou mandar para longe aqueles que, através de suas críticas ou de sua existência, nos fazem lembrar disso.
Leonardo Sakamoto
É jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Projeto Guri – inscrições abertas para professores

O governo do Estado de São Paulo abre processo seletivo para professores do Guri, programa de iniciação musical. Sob regime CLT, as vagas disponíveis estão distribuídas nos 48 polos, para o ensino de flauta transversal, clarinete, saxofone, trompete, trompa, trombone, eufônio/tuba, violino/viola, violoncelo, contrabaixo acústico cavaquinho, percussão/bateria, teoria/iniciação musical, coral/iniciação musical, conjunto de madeira (aulas coletivas de flauta transversal, clarinete e saxofone) e conjunto de metais (aulas coletivas de trompete, trompa, trombone, eufônio e tuba) Inscrições até 18 de janeiro às 18hs. Normas do processo seletivo e fichas de inscrição: www.gurisantamarcelina.org.br

Disputa por Portinari aquece debate sobre direitos na arte




RIO - No fim do ano passado, um oficial de Justiça, representando João Candido Portinari, filho do pintor brasileiro morto em 1962, foi a um leilão de arte promovido pelo escritório Soraia Cals e pelo leiloeiro Evandro Carneiro num edifício na Avenida Atlântica, em Copacabana. Carregava uma liminar que obrigava o leiloeiro a depositar em juízo 5% da cifra obtida nas possíveis vendas das quatro obras de Portinari em negociação naquela noite — entre elas, a pintura "São Francisco misericordioso" (1941), avaliada em R$ 4 milhões.
Do percentual pleiteado pela família de Portinari seria extraído o chamado direito de sequência, que garante ao artista ou a seu herdeiro uma fatia sobre a valorização da obra a cada revenda.Foi a primeira vez no país que se usou uma liminar para garantir o pagamento desse direito — uma questão que paira sobre a comercialização de obras de arte no Brasil e que, agora, é alvo de revisão (e intensa discussão) por conta do novo projeto de lei de direito autoral enviado pelo Ministério da Cultura (MinC) à Casa Civil no fim de 2011.
— Mandei cartas e e-mails sobre o direito de sequência e esperei uma resposta até o segundo dia do leilão. Como não obtive retorno, fui à última instância — conta ao GLOBO Maria Edina Portinari, mulher de João Candido e advogada da família para questões de direito autoral. — Reconheço que é uma forma de garantir na marra esse direito, dificilmente pago.
A marchand Soraia Cals, que realiza leilões públicos no Rio há mais de 20 anos, nega má-fé. Diz que recebeu um e-mail um dia antes do leilão informando que o direito de sequência de Portinari seria "devidamente exercido" e afirma que não teve tempo de se pronunciar.
— A liminar veio logo em seguida — diz. — Mas ninguém nunca pagou essa porcentagem. A primeira pessoa que está cobrando é ela (Maria Portinari). Essa lei não é simpática ao mercado, toma parte do patrimônio do colecionador e vira uma espécie de pensão vitalícia para o artista ou para seu herdeiro. Baseia-se numa lei do século XIX que protegia artistas e familiares que viviam na miséria, enquanto colecionadores e marchands ficavam ricos com suas obras. Não é o caso contemporâneo.
 ‘Artistas não se interessam’
Segundo Soraia, existe dificuldade de se obterem dados precisos para calcular a valorização de uma obra e, por isso, a praxe no mercado nacional é o não pagamento. De qualquer forma, atendendo à liminar, ela depositou em juízo R$ 450 por conta da venda do desenho "Estudo para rabino" (1955), arrematado na ocasião por R$ 9 mil.
O leiloeiro Evandro Carneiro, réu com Soraia na ação, estima que se trate do único caso de pagamento do direito de sequência no país.
— A lei sempre se mostrou inoperante. Os principais interessados seriam os artistas, e eles nunca se interessaram, só seus herdeiros. É uma lei anacrônica e assistencialista — critica.
O não pagamento parece ser mesmo praxe no mercado. Nomes como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes, duas das mais valorizadas artistas brasileiras, contam não ter recebido percentual algum por suas revendas. Varejão viu seu trabalho "Parede com incisões a la Fontana II" ser leiloado por US$ 1,7 milhão, valor mais alto pago por uma obra de um artista brasileiro vivo. Em entrevista ao GLOBO, em agosto passado, a artista disse que o assunto não lhe "pertencia":
— Por que não falam com o colecionador que ganhou uma fortuna com a obra? Para ele deve ser um assunto interessante, gostaria de saber o que ele vai fazer com o dinheiro. Ganhei US$ 17 mil quando a vendi em 2002 — afirmou, na ocasião.
Desde 1998, a lei 9.610 estabelece regras para o exercício do direito autoral no Brasil. Em seu artigo 38, ela prevê que o autor tem o direito de receber "no mínimo 5% sobre o aumento do preço eventualmente verificável em cada revenda da obra". É uma herança do "droit de suite" francês e, na década de 1970, no Brasil, chegava a estabelecer o percentual de 20% para artistas e herdeiros. Mesmo agora, com a porcentagem em 5%, o problema, segundo marchands e colecionadores, é que os artistas não emitiam recibos de suas vendas, o que impossibilita o cálculo da valorização.
— Existe uma preguiça na Justiça e no mercado brasileiros de apurar os números de vendas anteriores. Os resultados dos leilões são registrados oficialmente. Basta um esforcinho para localizá-los. No caso de vendas particulares, o problema é outro: por indicação de advogados da área tributária, colecionadores costumam declarar suas obras de arte em lotes. No imposto de renda não aparece o valor delas separadamente, impedindo o cálculo da mais-valia — diz Maria Portinari.

Jones Bergamin, que desde 1985 é diretor de uma das principais casas de leilões do país, a Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, rebate:
— Quem está requerendo o percentual deve saber informar qual é o valor original da obra. Por que querem mudar (a lei)? Porque, como está, não conseguem provar por quanto venderam para poder cobrar sobre a mais-valia.
As discussões em torno do assunto devem tomar o Congresso nos próximos meses, quando os parlamentares votarão a nova lei de direito autoral. O texto propõe que o direito de sequência seja uma porcentagem de 3% a 5% sobre o valor absoluto de uma revenda — e não mais sobre a valorização da obra.

Comemorações em 2012 marcam o centenário do nascimento de Jorge Amado


O ano de 2012 será iluminado pela prosa solar e saudável de Jorge Amado. O motivo é a comemoração do centenário de nascimento do escritor baiano, que ocorre no dia 10 de agosto - ele morreu em 2001, quatro dias antes de seu aniversário. Uma ampla programação, que vai de exposição a tema de escola de samba, está prevista para celebrar o autor de Gabriela Cravo e Canela, aquele que, no entender da escritora Ana Maria Machado, foi capaz de trazer para a ficção contribuições positivas da sociedade, como o interculturalismo, a miscigenação, o hibridismo cultural.
A nova presidenta da Academia Brasileira de Letras, aliás, pretende transformar a sede da centenária entidade em palco para a literatura do autor baiano. "Queremos fazer uma revisão crítica da obra de Jorge Amado e abrir possibilidades para que outros também façam isso no Brasil e no exterior. Vamos ver como ele é recebido hoje", comentou.
Outro grande evento vai acontecer no Museu da Língua Portuguesa. Lá, em março, será aberta a exposição Jorge, Amado e Universal, que reunirá manuscritos, fotos e objetos do escritor. "Queremos apresentar um panorama de Jorge Amado, ou seja, oferecer elementos que ajudarão o visitante a compor uma imagem desse autor", conta Ana Helena Curti, coordenadora de curadoria, que contará ainda com Ilana Goldstein, consultora de conteúdo do projeto, e William Nacked, diretor coordenador. Todos terão o apoio da Fundação Casa de Jorge Amado, de Salvador, fiel mantenedora do acervo do romancista.
A exposição será interativa, ou seja, os visitantes vão dispor de sons e imagens - muitas delas acessadas pelo tato - que apresentarão aspectos da obra do autor de Dona Flor e Seus Dois Maridos. Para isso, é a figura do próprio escritor que conduzirá o público pelos corredores do Museu da Língua Portuguesa. O espaço físico será criado por uma dupla de craques, Daniela Thomas e Felipe Tassara. "O objetivo é mostrar que Jorge continua atemporal, seja em seus escritos, seja em suas atuações políticas e sociais."
A reedição da obra pela Companhia das Letras permite comprovar isso. Autora de um livro em que analisa a escrita amadiana (Romântico, Sedutor e Anarquista - Como e Por Que Ler Jorge Amado, lançado pela Objetiva), Ana Maria Machado defende a importância para a literatura nacional do romancista baiano, que fez a fusão amorosa entre o erudito e o popular, que erotizou a narrativa, que trouxe à tona questões sobre o não sectarismo, a miscigenação, a luta contra o preconceito e contra a pseudo erudição europeia.
Uma mistura tão heterogênea que explica o interesse da escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense, que prepara seu próximo desfile inspirado nos personagens de Amado. Ainda na mesma linha popular, também justifica a decisão da TV Globo em novamente adaptar Gabriela no formato de novela, agora com Juliana Paes como a sedutora morena, com estreia prevista para agosto. Já na outra vertente, Jorge Amado vai inspirar debates comandados por intelectuais. Em todas as searas, ele continua irresistível.
Festejos:
Janeiro
Instalação de totem informativo em Salvador e outras cidades baianas
Fevereiro
O escritor será tema da escola de samba Imperatriz Leopoldinense; e O País do Carnaval será tema de camarote do circuito Barra-Ondina
Março
Abertura da exposição Jorge, Amado e Universal, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo; Lançamento de Navegação de Cabotagem, edição especial ilustrada (Companhia das Letras)
Maio
Lançamento de obra infantojuvenil, selecionada por Heloísa Prieto (Companhia das Letras)
Agosto
Estreia nova versão de Gabriela Cravo e Canela, na TV Globo; Jorge, Amado e Universal chega ao Museu de Arte da Bahia; Lançamento de Os Velhos Marinheiros, em edição comemorativa (Companhia das Letras); Lançamento de Jorge & Zélia, correspondência organizada por João Jorge (Companhia das Letras); Curso sobre obra de Jorge Amado, em Salvador
Setembro
Lançamento do livro A Comida Baiana de Jorge Amado, com palestra da autora Paloma Amado, em Salvador
Dezembro
Lançamento em caixa de Capitães da Areia, com DVD
Segundo semestre/2012
Estreiam as peças O Sumiço da Santa, direção de Fernando Guerreiro, e Novos Capitães, direção geral de Cecília Amado, Salvador; Musical Gabriela, Cravo e Canela, direção de João Falcão, no Rio

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Processo Seletivo para a Banda Sinfônica Jovem do Estado.


A partir de 9 de janeiro de 2012 estarão abertas as inscrições para o Processo Seletivo para ingresso na Banda Sinfônica Jovem do Estado. 
Lei aqui o Edital de Convocação

Processo Seletivo para integrar a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo


A partir de 9 de janeiro de 2012 estarão abertas as inscrições para o segundo Processo Seletivo para ingresso na Orquestra Jovem do Estado.
Clique aqui para ler o Edital.  

Conservatório de Tatuí divulga agenda artística do ano de 2012

Entre os destaques do próximo ano estão a 25ª edição do Fetesp e o Concurso Nacional de Luteria, que terá como objeto da competição a viola de arame
O Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos anunciaram 18 grandes eventos confirmados na agenda artística do Conservatório de Tatuí para o ano de 2012.  Entre apresentações, concertos, encontros e festivais a programação vai contemplar uma grande diversidade de estilos.
De acordo com o diretor executivo do Conservatório de Tatuí, Henrique Autran Dourado, a extensa programação terá desde festivais com participações internacionais até concertos de enfoque mais pedagógico.Oferecendo um vasto número de atrações para o público. 
Entre os destaques da programação, o Festival Estudantil de Teatro comemora 25 anos. “Isso representa um marco histórico em um dos setores mais importantes, já que o Conservatório foi criado para o ensino de Música e também Artes Cênicas”, afirmou Dourado.
Outros destaques ainda reforçam a lista para 2012. “O concurso de luteria terá como objeto da competição a viola de arame, popularmente conhecida como viola caipira. O concurso acontecerá simultaneamente ao IV Torneio Estadual de Cururu, já que os dois assuntos se ligam devido à viola”, disse o diretor do Conservatório de Tatuí.
Para o primeiro semestre do ano, estão previstos a I Semana de Música de Câmara, no período de 16 a 22 de abril; III Encontro Internacional de Madeiras de Orquestra, de 16 a 19 de maio; XVIII Festival Brasileiro de Trombonistas, realizado entre os dias 5 e 7 de junho; IV Encontro Internacional de Metais, de 7 a 10 de junho e II Semana de Música de Câmara e Prática de Conjunto, entre 18 a 24 de junho.
Já para segundo semestre, a agenda do Conservatório de Tatuí ficará ainda mais cheia com os 11 eventos produzidos pela instituição. São eles: 19º Festival de MPB – Certame da Canção, de 29 de junho a 1º de julho; Coreto Paulista – VII Curso de Férias, de 14 a 21 de julho; Rio International Cello Encounter em Tatuí, nos dias de 6 a 10 de agosto; III Encontro Internacional de Corais, realizado nos dias de 5 a 8 de setembro; III Semana de Música de Câmara e Prática de Conjunto, de 24 a 30 de setembro.
O último trimestre está reservado para o 25º Festival Estudantil do Estado de São Paulo (Fetesp), entre 6 a 14 de outubro; V Encontro Internacional de Saxofonistas, de 17 a 20 de outubro; IV Encontro Internacional de Violonistas, de 31 de outubro a 3 de novembro; 19º Festival de MPB – IV Torneio Estadual de Cururu em conjunto com o IV Concurso Nacional de Luteria “Enzo Bertelli” – Modalidade Viola Caipira, nos dia 9, 10 e 11 de novembro; 52º Semana de Música e IV Prêmio Incentivo de Música de Câmara, entre 17 a 25 de novembro e a Mostra de Artes Cênicas, realizada no dia 30 de novembro a 2 de dezembro.
Além dos encontros, o Conservatório de Tatuí e o Governo do Estado de São Paulo, com apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e patrocínio da Mercedes-Benz, Hamburg Süd e Allianz, promove o projeto “Música Orquestral Alemã”, que também tem o apoio da Prefeitura de Ourinhos e a promoção do Instituto Goethe.
A segunda etapa do projeto terá 13 concertos e será realizada em março de 2012. As apresentações contam com diferentes programas, mostrando ao público o desenvolvimento da música alemã ao longo de 250 anos. Além da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, a formação do grupo conta com a participação de músicos monitores da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e com alunos da instituição tatuiana, selecionados em testes no final do mês de novembro.
Destaques
Teatro - O Festival Estudantil de Teatro do Estado de São Paulo e o um dos eventos mais antigos do Conservatório de Tatuí. Nasceu como “Festival Estudantil de Teatro Amador” no ano de 1977. Ao longo de sua história, ele passou de municipal a estadual tendo ainda diferentes denominações até que em 15 de fevereiro de 1982 foi oficializado pelo Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado da Cultura, pelo Decreto nº 18434. Assim, ele passou a integrar o calendário de eventos culturais do Estado de São Paulo.
O mais longevo evento realizado no Conservatório de Tatuí também teve suas características alteradas ao longo dos anos, mas sempre mantendo um grande sucesso de público e participantes. Atualmente, ele reúne diversos grupos teatrais do Estado de São Paulo.
Música - O Concurso Nacional de Luteria “Enzo Bertelli” foi criado no ano de 2008 e é pioneiro no país. Realizado bianualmente, o concurso visa a premiar talentos da fabricação de instrumentos de diferentes modalidades e divulgar a arte de luteria. Os instrumentos que resultam em premiação são integrados ao acervo de instrumentos do Conservatório de Tatuí.
Enzo Bertelli, italiano de renome internacional, tem trabalho catalogado no Dicionário Universal dos Luiteres e na Enciclopédia da Tchecoslováquia – espécies de Bíblias da profissão muito rara e que exige precisão e dedicação. Fundou, em agosto de 1980, o curso de luteria no Conservatório de Tatuí.
Assessoria de Imprensa Conservatório de Tatuí

Corrupção faz Brasil perder o equivalente a uma Bolívia


Cálculo feito a partir de informações de órgãos públicos de controle mostra que R$ 40 bilhões foram perdidos com a corrupção no período --média de R$ 6 bilhões por ano, dinheiro que deixou de ser aplicado na provisão de serviços públicos.
Com esse volume de recursos seria possível elevar em 23% o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família --hoje quase 13 milhões. Ou ainda reduzir à metade o número de casas sem saneamento --no total, cerca de 25 milhões de moradias.
O montante apurado faz com que escândalos políticos de grande repercussão pareçam pequenos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CoralUsp, inscrições abertas para novos cantores.

Com ou sem experiência a partir e 09 de janeiro.
 Informações e  inscrições :

Mostra Cine MPB - (SP)


Música na telona eu acho o máximo e é bem por isso que aviso aqui que começa hoje em São Paulo o Mostra Cine MPB, que vai fazer uma retrospectiva em documentário de vida e obra de artistas brasileiros.
São 17 filmes (do punk aos Novos Baianos) premiados em festivais do país em cartaz a partir de hoje, estendendo-se até dia 15/1, pela bagatela de $ 4.
A programação completa é essa:
4/1
16h30: O milagre de Santa Luzia.
18h30: Samba Riachão.
20h30: Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje.
5/1
16h30: Daquele instante em diante. Sessão gratuita.
18h30: Elza.
20h30: Simonal – Ninguém sabe o duro que dei .
6/1
15h: Jards Macalé – Um morcego na porta principal.
16h30: Gretchen – Filmes.
18h30: Filhos de João – O admirável mundo baiano.
20h30: Fabricando Tom Zé.
7/1
15h: Jards Macalé – Um morcego na porta principal.
16h30: Titãs, A vida até parece uma festa.
18h30: Botinada! A origem do punk no Brasil.
20h30: Loki – Arnaldo Baptista.
8/1
15h: Fala Tu.
17h: Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje.
19h: Vinicius.
11/1
16h30: Fala Tu.
18h30: O milagre de Santa Luzia.
20h30: Cartola.
12/1
15h: Vinicius.
17h: Simonal – Ninguém sabe o duro que dei.
19h: Debate com os críticos Pedro Alexandre Sanches e José Flávio Júnior com mediação de Francisco Cesar Filho (curador da mostra).
20h30: Botinada! A origem do punk no Brasil.
13/1
15h: Elza.
16h40: Gretchen – Filme estrada.
18h30: Titãs, a vida até parece uma festa.
20h30: Rock Brasília – Era de ouro.
14/1
15h: Filhos de João – O admirável mundo novo baiano.
16h30: Daquele instante em diante. Sessão gratuita.
18h30: Samba Riachão.
20h30: Fabricando Tom Zé.
15/1
15h: Cartola.
16h30: Rock Brasília – Era de ouro.
18h30: Loki – Arnaldo Baptista.

Serviço:
Mostra Cine MPB no CCBB SP
Rua Álvares Penteado, 112. Sé
a $ 4 e $ 2 (meia entrada) de 4 a 15/1.

15ª Mostra de Cinema de Tiradentes - (MG)

Evento realiza oficinas gratuitas, cujas inscrições poderão ser feitas até o dia 6 de janeiro
Estão abertas, até 6 de janeiro, as inscrições para as oficinas de cultura que serão oferecidas gratuitamente durante a 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, a se realizar entre 20 e 28 do mesmo mês, na cidade mineira. Ao todo, são 12 oficinas destinadas ao público adulto e infanto-juvenil, com 310 vagas disponíveis.
Nesta edição da Mostra Tiradentes, as oficinas contemplam todas as etapas da construção de um filme - da formatação de projetos audiovisuais até a realização de um curta, passando pela produção executiva, direção de fotografia, assistência de direção e direção da obra.
Os interessados devem preencher a ficha de inscrição disponível no site do evento e enviar um breve currículo para análise. Cada pessoa pode concorrer a apenas uma vaga, na oficina que escolher.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (31) 3282-2366.

CCBH oferece sessões gratuitas de cinema em janeiro - (MG)

Em janeiro, o Centro de Cultura Belo Horizonte dá continuidade aos projetos Cinema de Bolso e CINE CCBH, exibindo obras que mostram um pouco da versatilidade e qualidade do cinema brasileiro.
O Cinema de Bolso oferece sessões de filmes nacionais em curta-metragem no intervalo do almoço, todas às quartas-feiras, às 12h30min, no Auditório do CCBH. Este mês, as obras apresentam um rico painel da diversidade urbana no Brasil contemporâneo.
Já o CINE CCBH, exibe longas nacionais sobre temas que variam mensalmente. Em janeiro, o projeto homenageia algumas das grandes atrizes brasileiras. Composta por filmes das décadas de 70, 80 e 90, a Mostra Grandes Atrizes Brasileiras apresenta, de 23 a 27 de janeiro, obras que têm em seu elenco nomes como Fernanda Montenegro, Iara Jamra, Fernanda Torres, Lucélia Santos, Norma Bengel, Giulia Gam, Zezé Motta, entre outras.
Confira a programação:
Cinema de Bolso
DIA 4 – quarta-feira – 12h30min
- Lurdinha, a vendedora de ilusões, de Cesar Cavalcanti
SC, 2007, Doc, Cor, 26 min.
Ilha de Santa Catarina, Florianópolis. Lurdinha, uma mulher de aproximadamente 40 anos, vestida elegantemente, vende bilhetes de loteria no centro da cidade. Uma abordagem poética conduzida pelos relatos do cotidiano de Bernardo Soares, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, sobre a importância de personagens que poderiam ficar no anonimato, mas que se tornam um elo entre a vida privada e coletiva da população urbana.
Dia 11 – quarta-feira – 12h30min
- Porr gentileza, de Dado Amaral
RJ, 2002, Doc, Cor, 14 min.
O filme documenta a experiência do diretor que incorpora seu personagem, o Profeta Gentileza, e sai à rua para interagir com as pessoas. Marcante personagem da cidade do Rio de Janeiro, o Profeta Gentileza atuava no “lado B” da cidade, pregando que “Gentileza gera gentileza”.
- Na corda bamba, de Marcos Buccini
PE, 2006, Ani, Cor, 05 min.
Uma pequena fábula sobre a frieza da vida moderna e a tentativa de manter a alegria.
Dia 18 – quarta-feira – 12h30min
- Paola, de Eduardo Chaves
PB, 2004, Doc, Cor, 18 min.
José Bento dos Santos é um jovem que vive num povoado rural de 1.800 habitantes, com um dos piores Indicadores de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Lá é conhecido como Paola. Nas palavras da agricultora Sonia, sua vizinha, o que Paola tem de diferente dos outros habitantes da cidade é que “ele só conversa coisa de mulher”.
Dia 25 – quarta-feira – 12h30min
- A lente e a janela, de Marcius Barbieri
DF, 2005, Fic, Cor, 12 min.
Uma menina ganha uma câmera de vídeo no Natal e se transforma através da lente e da janela.
- Truques, xaropes e outros artigos de confiança, de Eduardo Goldenstein
RJ, 2003, Fic, Cor, 16 min.
No Largo da Carioca, centro do Rio, o encontro entre um vendedor de bonecos, um mágico e um vendedor de xaropes levanta a questão da confiança entre os homens.
CINE CCBH
Dia 23 - segunda-feira – 19h
Tudo Bem, de Arnaldo Jabor
RJ, 1978, Fic, Cor, 110 min.
Uma família de classe média do Rio de Janeiro decide reformar o apartamento para o noivado da filha, que só pensa em se casar. O pai é funcionário público aposentado e perdeu o interesse pela mãe, que sofre com a rejeição. O filho é um executivo oportunista. Duas empregadas domésticas completam o quadro de moradores, que têm seu cotidiano totalmente alterado com a chegada dos trabalhadores. Em meio às obras, todos os habitantes desse microcosmo de conflitos sociais vão revelando suas particularidades.
Dia 24 - terça-feira – 19h
Fonte da Saudade, de Marco Altberg
RJ, 1986, Fic, Cor, 80 min.
Três mulheres – Bárbara, Guida e Alba (todas interpretadas pela atriz Lucélia Santos) – têm o mesmo passado comum: o pai foi embora para nunca mais voltar. O impacto desse trauma infantil resulta em três possibilidades diferentes de mulher.

Dia 25 - quarta-feira – 19h
Beijo 2348/72, de Walter Rogerio
SP, 1990, Fic, Cor, 87 min.
Um operário e uma operária de uma grande tecelagem de São Paulo são demitidos por justa causa, acusados de terem se beijado no ambiente de trabalho. A moça, casada, se conformou com os acontecimentos. O rapaz, solteiro, apelou à Justiça do Trabalho. O tempo passou, o processo trabalhista engordou, atravessou todas as instâncias até o Tribunal Superior do Trabalho (TST) em Brasília e, anos depois, o operário ganhou a causa, correspondente à irrisória quantia de oitocentos e seis cruzeiros e vinte centavos.

Dia 26 - quinta-feira – 19h
Sábado, de Ugo Giorgetti
SP, 1994, Fic, Cor, 85 min.
Um sábado em um prédio no centro de São Paulo. Um edifício histórico, orgulho do Comendador Argentilli. Feito para abrigar a fina flor da família paulista nos anos 1930, está caindo aos pedaços nos anos 1990. Nada funciona, e todos esperam que alguém tome uma providência. Esperam que alguém conserte o elevador, que o samba acabe, que Jesus ajude, que se possa cair fora o mais rápido possível. Um sábado de pequenos incidentes: a procura de um vitral, o elevador quebrado, um morto, um culto interrompido, um tênis desaparecido, uma farda alemã, a sujeira da escada, outro elevador pronto para a filmagem de um comercial. Surpresa, caos, confusão, indiferença. Enfim, São Paulo, Brasil...

Dia 27 - sexta-feira – 19h
Por trás do pano, de Luiz Villaça
SP, 1999, Fic, Cor, 90 min.
Na São Paulo de hoje, cinco pessoas muito especiais vivem suas histórias por trás do pano. Helena, uma jovem atriz em ascensão, com muito talento e insegurança, é convidada para viver o grande desafio de sua carreira. Ela é casada com Marcos, um artista plástico que brinca o tempo todo com os medos e os jogos de ciúme de sua mulher. A partir do momento em que Helena começa a se relacionar com Sérgio, um diretor e ator famoso, casado com Laís, um arquiteta bonita e ciumenta, as vidas dos dois casais se misturam e eles passam a viver momentos de dúvidas, de humor e descobertas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ações da Ações da Funarte se destacam entre os melhores de 2011Funarte se destacam entre os melhores de 2011

Reabertura do Teatro Dulcina, Bienal de Música e conquista da Triga de Ouro estão entre os destaques
Em um ano de intensa produção, a Fundação Nacional de Artes – Funarte chega ao fim de 2011 com a execução de 100% do orçamento. A instituição, vinculada ao Ministério da Cultura, investiu mais de R$ 100 milhões em projetos nas áreas de teatro, dança, circo, música, artes visuais e artes integradas.
A reabertura de um dos mais tradicionais teatros do Rio de Janeiro, o Dulcina, está entre as ações que alcançaram ampla repercussão e tiveram o reconhecimento não só da classe artística mas também da imprensa especializada. Juntas pela primeira vez no palco, divas do teatro brasileiro como Bibi Ferreira, Nathália Timberg e Marília Pêra celebraram em “Um Brinde a Dulcina” esse momento marcante para a cultura.
A programação especial permitiu ainda levar ao público, a preços populares, peças como “Viver sem tempos mortos”, com Fernanda Montenegro, e “Uma flauta mágica”, adaptação da ópera de Mozart feita pelo inglês Peter Brook .
Outro destaque foi a vinda, pela primeira vez, ao Rio de Janeiro de uma das maiores companhias de teatro do mundo, a francesa Théâtre du Soleil. Com apoio da Funarte, a fundadora e diretora do grupo, Ariane Mnouchkine, e os atores da companhia participaram de oficinas e encontros gratuitos em diferentes cidades do país.
A música erudita também emocionou o público que pôde assistir, no encerramento da 19ª Bienal de Música Brasileira Contemporânea, a um dos mais belos concertos do ano. Sob a regência do maestro Ricardo Rocha, a orquestra e o coro da Cia. Bachiana Brasileira apresentaram, pela primeira vez no Rio de Janeiro, a “Missa de São Nicolau”, obra-prima de Almeida Prado (1943-2010).
A Funarte ampliou ainda mais sua atuação nacional, contemplando todos os Estados da Federação através de editais nos diversos segmentos: música, teatro, dança, circo, artes visuais e integradas. Além disso, programas como o Microprojetos Mais Cultura Amazônia Legal e Rio São Francisco contribuíram para descentralizar a política de fomento e aumentar o número de municípios brasileiros participantes dos projetos da instituição.
O reconhecimento ao talento e ao trabalho do artista brasileiro ultrapassou as fronteiras do país. Na Quadrienal de Praga, o Brasil conquistou a Triga de Ouro, que é o prêmio máximo do maior evento de cenografia do mundo e foi concedido ao país pelo conjunto de sua participação.
O ano de 2011 consolidou também o diálogo com a classe artística, por meio da realização de uma série de encontros. Para o presidente da Funarte, Antonio Grassi, atender às demandas de todos os setores é um desafio permanente. Mas a instituição estará sempre de portas abertas a propostas e ideias inovadoras, que valorizem e ampliem o espaço às diversas manifestações culturais de todo o país.

Em 2012, obras de Caravaggio no Masp

Jerome in meditation

Museu de Arte de São Paulo (Masp) recebe a partir de junho de 2012 uma mostra com obras de Michelangelo Amerighi, o Caravaggio (Caravaggio, 1576 – Porto Ercole, 1610). Ela fará parte das comemorações do ano da Itália no Brasil e tem como curadores Fábio Magalhães  (Brasil) e Rossella Vodret (Itália).
A exposição deve reunir oito obras do artista, mais outras 18 peças de pintores que sofreram influência de Caravaggio. São eles: Jusepe de Ribera, Mattia Preti, Orazio Gentileschi, Giovanni Battista Caracciolo e Simon Vouet.

Oficina Cultural Candido Portinari oferece cursos de férias


Oficina Cultural Candido Portinari vai oferecer, de janeiro a março, atividades de férias gratuitas. São cursos nas áreas de artes plásticas, audiovisual, comunicação, cinema, literatura, música e teatro, entre outras manifestações artísticas.
Na área da comunicação, será realizado, entre os dias 17 e 31 de janeiro, às terças e quintas, pela manhã, a oficina "Organizando um Fanzine", com o fanzineiro e jornalista Angelo Davanço, editor do fanzine A Falecida e do Caderno C, do jornal A Cidade.
A oficina apresentará a história dos fanzines, seus conceitos e técnicas de produção, resultando no lançamento de um zine coletivo, produzido pelos alunos. As inscrições são gratuitas e são oferecidas 20 vagas, para adolescentes e adultos, que serão preenchidas por ordem de chegada.
As inscrições podem ser feitas entre 5 e 13 de janeiro, na sede da Oficina Cultural, que fica na rua Visconde de Inhaúma, 490, 1º andar

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Academia da Osesp com inscrições abertas para 2012

Inscrições abertas até 11 de janeiro para nova turma de alunos. Vagas e bolsa de estudo para alunos de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, clarinete e trompa. Informações e inscrições em www.osesp.art.br/academia/inscrição.

Uma conversa com Ferreira Gullar: mais de 80 anos de poesia, política e arte.

Ferreira Gullar

O Prêmio Jabuti, que mudou de regras esse ano – não há mais 3 finalistas para cada categoria – já tem os vencedores de 2011 para cada uma das 29 categorias. Em Alguma Parte Alguma,  publicado ano passado, por Ferreira Gullar, ganhou o Prêmio na categoria poesia. José Castello ganhou o Prêmio Jabuti de melhor romance com seu livro Ribamar.
Conversamos com Ferreira Gullar, em sua casa, uma ano atrás, pouco antes do aguardado lançamento do livro Em Alguma Parte Alguma, pela José Olympio, quando ele acabava de completar 80 anos. Ele nos recebeu na penumbra de seu apartamento em Copacabana, onde não é poupado dos barulhos externos. Contente com todo esse reconhecimento? com o Prêmio Camões? – pergunto. Feliz, sem dúvida, mas ainda surpreso, espantado com tanto assédio da mídia: “Não aguento mais dar entrevistas! É uma atrás da outra, esta será a última. Acho uma overexposição, eu quero sim, é que leiam a minha poesia”, brada um Gullar, um tanto cansado, mal humorado. Como bem disse na Flip, ele sempre remou contra a maré. Apesar disso, arrebatou a plateia de Paraty, ao narrar com humor, sua trajetória de percalços, onde a produção artística caminhou lado a lado com a política.
Incomodado com o gato que acabara de ganhar de presente de Adriana Calcanhoto – o bichano demanda ração especial e não aceita a que ele comprou no bairro -, aos poucos, o poeta vai se animando: “Ela quis ser gentil, eu contei que meu gato morreu, e a Adriana apareceu com esse filhote aqui, também siamês. Mas ela me arrumou um problema, sabe!”.
Nesse vídeo, ele nos fala da sua estreita relação com a arte e aponta com apreço quadros de artistas amigos que ornam as paredes de uma sala bagunçada de literatura e arte. O poeta já desejou ser pintor e tem se dedicado a fazer colagens de papel; ele nos mostra o boneco de outro livro inédito, de colagens de bichos, Zoologia bizarra, que sairá pela Casa da Palavra.
“Rilke, Elliot, Rimbaud, Mallarmé, Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Camões, Castro Alves, Olavo Bilac, tem poetas que eu leio e releio a obra toda, não me canso… É um mundo muito rico!”, festeja um Gullar, que na infância chegou a pensar que poesia era coisa de gente morta. Claro que as pessoas lêem poesia, senão meus livros não venderiam. O livro Toda Poesia está na décima nona edição, os outros estão em décima quinta, décima quarta… ” exclama.
Entre um livro e outro são sempre muitos anos, o que não quer dizer que o poeta não escreve no meio tempo em que fica sem publicar. “A luta corporal foi uma aventura que nasceu de um ideal poético, impossível de atingir. O resultado é que a linguagem foi levada ao limite, implodiu. Todo livro meu é uma aventura que vai se concretizando a medida que eu faço, refaço, critico, edito”. A poesia concreta é uma experiência ultrapassada; a rigor, nunca me considerei um poeta concreto, como os irmãos Campos.  De lá eu fui para a poesia neoconcreta que veio dar depois no Poema Sujo e nos poemas de hoje”, considera. Na Flip, ele disse que fez Poema Sujo porque as pessoas estavam desaparecendo na ditadura e ele tinha medo de morrer. “Quis deixar algo em meu nome e no daqueles que sumiam, de repente.“ Gravado numa fita, o libelo foi trazido pelo poetinha Vinicius de Morais que o fez circular pelo país. Ícone, virou quase um hino dos anos de chumbo. O novo livro só tem poesias inéditas, mas carrega nos traços os versos dessa trajetória. “Não me sinto com 80 anos!”
Mona Dorf