terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Voz Ativa Madrigal 2011 / 2012

Voz Ativa Madrigal e Danseurs Performeurs

A exemplo do que vem acontecendo todo final e/ou início de ano, estamos hoje com a missão de transmitir aos nossos colegas, amigos e pessoas que acompanham nosso trabalho uma pequena exposição do de importante aconteceu em 2011 e como esse ano foi realizado dentro das atividades do VAM.
Este foi um ano absolutamente atípico, no início, mais precisamente no mês de abril, nosso regente, Ricardo Barbosa, foi diagnosticado com câncer no reto. O estado em que se apresentou a doença determinou que a cirurgia teria que ser feita imediatamente, o que aconteceu e, dado às complicações apresentadas em sua recuperação, seu estado de saúde não permitiu que ele voltasse a assumir suas atividades durante praticamente todo o ano. Este fato fez com que nossa preparadora vocal Regiane Martinez, assumisse, além de suas atividades, a regência em certos concertos, mas também outras regentes foram convidados e, atendendo nossa solicitação, estiveram à frente do grupo. Exemplo foi a estreia da obra de Amaral Vieira, encomendada pela Paulistur intitulada “Missa Paschalis” para coral e orquestra que foi apresentada na Catedral da Sé, São Paulo, sob a batuta de Naomi Munakata.
Neste ano o Voz Ativa, por intermédio de sua parceria com a Faro Produções de Eventos, participou de Circuito Cultural Paulista, que também contou com a parceria do SESI São Paulo. Foram mais de doze concertos no decorrer do ano, concertos que aconteceram em diversas cidades do interior e grande São Paulo.
A atuação do grupo nos dois principais ofícios da Opus Dei e a participação do VAM nos principais ofícios da Comunidade Luterana Igreja da Paz, completou respectivamente 6 e 10 anos consecutivos, o que confirma a confiança em nosso trabalho e nosso compromisso em atender nossos contratantes com um trabalho de nível.
A participação do grupo em diversas unidades do SESC também marcou o ano. Destacamos o concerto dedicado aos 200 anos do nascimento de Franz Liszt, encomendado pelo SESC do Carmo e apresentado na Igreja da Boa Morte.
A participação do grupo na Virada Cultural Paulista, foi marcada pela insuficiência de espaço em atender o público interessado em assistir o Voz Ativa e o grupo Andino Palimpsesto interpretar a “Misa Criolla” de Ariel Ramirez, várias pessoas não conseguiram lugar.
O espetáculo Multimídia “Natureza”, apresentado no Sesc Pinheiros chamou a atenção da mídia não só por sua proposta, mas também pela apresentação performática do grupo de bailarinos da Danseurs Performeurs e das elogiadas intervenções dos cantores do Voz Ativa. A orquestra Filarmônica de São Paulo, sob a batuta do maestro Rodrigo Vitta, que também assinava a direção artística do show, norteou com competência o espetáculo que contou com a participação da soprano Tais Bandeira, Composições de Flavio Romano, imagens da natureza de Mônaco e do Brasil produzidas por Antoine Loudot (artista residente em Mônaco), iluminação de Silvestre Jr e figurinos de Úrsula Felix conferem ao espetáculo ineditismo. O espetáculo foi fruto do intercambio entre o Brasil e o Principado de Mônaco. Uma bela estruturação que, infelizmente, proporcionou apenas um espetáculo, fato lamentado por muitos.
Em 2011 acrescentamos mais 01 título a nossa discografia, trata-se do cd intitulado “Cantarei ao meu Senhor” produzido pela Paulus editora. As músicas de autoria da Ir. Miriam tiveram a interpretação exclusiva do VAM.
Fizeram parte da agenda do grupo oficinas e workshops, relacionados à música. Tais trabalhos contavam, por vezes, com a participação dos cantores e em outras ocasiões eram ministrados pelo maestro Ricardo Barbosa e pela Preparadora Vocal Regiane Martinez.
Durante o ano a média de apresentação contratadas do grupo foi de 3,5 por mês. Importante salientar que não foram consideradas as apresentações de caráter filantrópico ou outras não renumeradas.
Para o ano que se inicia, novas parcerias estão sendo negociadas e certamente renderão bons frutos.
A Komedi Produções, empresa sediada em Campinas e com escritório no Alphaville, propõe uma parceria não só voltada para apresentações e concertos, mas também, e principalmente, focada em disponibilização de conhecimentos relativos à música. Neste sentido, oficinas estão sendo formatadas a fim de atender a esta demanda.
Já a Artemosfera é uma empresa especializada na produção de DVDs, Cds e outras mídias. Um audacioso projeto foi apresentado ao VAM. O projeto tem como principal objetivo a popularização da música erudita e profundos estudos estão sendo realizados, não só no campo artístico, mas também com foco em canais que promovam aproximação entre a produção artística erudita e a população em geral.
É pretensão de o grupo retomar o Projeto Dominus – Composições Brasileiras dos séculos XX e XXI, cujo registro fonográfico foi indicado para o Prêmio Tim de música erudita e seu lançamento fez parte das comemorações dos 10 anos do Voz Ativa Madrigal. No entanto, dado as intensas atividades do grupo logo após o lançamento do cd, afastamento prematuro do projeto foi promovido, fazendo com que este não recebesse o tratamento merecido. Com esta análise a liderança do VAM optou por retomar o projeto e reparar tais fatos.
Outros projetos estão sendo negociados, como é o caso da parceira com a APAA (Associação Paulista Amigos da Arte), projeto que prevê a democratização dos espaços administrados pela Associação promovendo locais de aprendizado e convivência artística.
Ainda em janeiro o grupo abrirá inscrições para testes para cantores interessados em participar de nossos trabalhos em 2012, as inscrições e testes serão anunciados oportunamente.
O ano de 2012 certamente será melhor do que 2011. Esta certeza nos faz caminhar com firmes e seguras passadas para o futuro, que nos acena com muitas realizações e alegrias, alegrias que certamente compartilharemos com você, que dá sentido e significância ao nosso trabalho.
Obrigado por sua companhia.
Ricardo Barbosa
Regente  

A Secretaria de Cultura de São Paulo cria Sistema Paulista de Música.

A similaridade do nome do novo projeto da Secretaria de Cultura de São Paulo com o El Sisteja Venezuelano, que descobriu talentos como o maestro Gustavo Dudamel, não parede se mera coincidência. Para o ambicioso objetivo do sistema Paulista de Música, que acaba de ser criado em São Paulo, a integração dos diferentes equipamentos culturais ligados à música, já mantidos pelo estado, é a chave para uma nova era na formação musical do Brasil.
Pelo projeto, diretrizes abrangentes conduzirão a atuação das diferentesa escolas e orquestras de maneira que o Projeto Guri (grande base do sistema) deve ser ampliado epara quatrocentos municípios do interior e passará a ter, além da missão social, um objetivo de iniciação e de ”peneira” que irá preparar os alunos para o Conservatório de Tatuí, Emesp Tom Jobim e, em segundo momento, para a Academia da Osesp, além de formar instrumentistas e cantores para as orquestras, os coros e bandas jovens a essas instituições.
O passo seguinte do sistema é a integração dos grupos jovens com as orquestras profissionais mantidas pelo estado, incluindo a Osesp, a Jazz Sinfônica, a Banda Sinfônica e o Coro da Osesp,e a realização de uma programação coordenada que amplie o alcance e a popularidade das apresentação para o público paulista.
Para a coordenadora da Unidade de Formação Cultural da Secretaria, Ana Paulo Souza Leite, essa política de gestão integrada aprimora resultados e otimiza recursos aplicados em músicas, com o intuito de ampliar os horizontes profissionais dos jovens que começam a ter o primeiro contato com música pelo Projeto Guri.
Para os alunos, há a esperança animadora de ter um certificado de conclusão dos cursos de nosso programa educacional além da chance de ser apoiado por bolsas de estudo do projeto e de ser descobertos nos programas de valorização dos jovens talentos que se destacarem-no “El Sistema” paulista.

A ORQUESTRA SINFÔNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO E A TRUCULÊNCIA DO AUTORITARISMO.

Maestrina Lígia Amadio a frente da OSUSP

O ano de 2012 começou com uma ingrata surpresa, caiu-me a cara no chão quando soube da triste notícia . A Revista Concerto publicou e o Jornal do Brasil confirmou. A temporada de 2012 não contará com a batuta de Ligia Amadio a frente da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo.  Após duas temporadas completas , programas que abrangeram um repertório complexo e rico, sempre lembrando dos compositores nacionais .Qual o prêmio que a maestrina recebe? Uma medalha de Honra ao Mérito, não caros amigos, a não renovação de seu contrato.
   Uma questão perturba minha mente, lembrei da data de sua nomeação. A maestrina foi eleita pelos membros da orquestra, por voto direto após uma lista tríplice. Imaginei que os músicos não a desejassem mais e a tivessem defenestrado. Pergunto a algumas fontes, colegas que conhecem a fundo a orquestra e descubro uma verdade aterradora. Os músicos da OSUSP não elegem mais o regente . “Democraticamente” mudaram o estatuto, no calar da madrugada uma virada de mesa. Todo o poder cabe a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária chefiada pela Socióloga Maria Arminda do Nascimento Arruda juntamente com o diretor da OSUSP professor Edson Leite. A Universidade de São Paulo sempre teve princípios democráticos em seu lema, essa mudança me lembra a truculência da ditadura militar.
   O novo formato escolhido para a OSUSP em 2012 não é utilizado em lugar algum. Convidar um regente a cada concerto é fazer leilão. Toda grande orquestra possui um regente titular, convidam-se alguns regentes para a orquestra ganhar experiência. Um titular é imprescindível na unidade e na sonoridade. O futuro com esse formato é incerto, cada um metendo sua colher, vai azedar o bolo.
   Ligia Amadio fez um grande trabalho com a OSUSP. Deu sonoridade, corpo, estilo em um repertório complexo. Muitos em seu lugar poderiam optar pelo arroz com feijão , fazer repertórios fáceis. Ligia Amadio não teve mede de correr riscos, colocou sua orquestra para tocar Mahler, Rachmaninoff, Sibelius, Prokofiev, Brahms , Liszt entre outros. Compositores nacionais de todos os estilos participaram de seus programas. Exigiu tudo dos músicos, trouxe grandes solistas, lotou a Sala São Paulo. Trabalho impecável recompensado com uma demissão.
  O público se importa com sua saída cara maestrina, os músicos se importam com sua saída , a música se importa,  eu me importo. Perde  a cidade de São Paulo e ganha  o autoritarismo.
Ali Hassan Ayache

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Processo de seleção para novos cantores do Coral Jovem do Estado com inscrições abertas

A partir de hoje, 16 de janeiro de 2012,  estarão abertas as inscrições para o Processo Seletivo para ingresso no Coral Jovem do Estado.
Leia aqui o Edital de convocação.

Ministério da Cultura paga ao Ecad por download de músicas

Funarte destina dinheiro a escritório; legitimidade de cobrança é questionada
O pagamento é irregular, já que o tema ainda é controverso. Muitos juristas consideram que a música na internet não configura execução. O Brasil está em pleno debate no momento, com uma nova Lei de Direitos Autorais em vias de ir ao Congresso. A própria Recording Industry Association of America (RIAA), entidade do disco norte-americana, não vê a música na internet como execução, mas sim uma entrega (delivery) do arquivo de conteúdo (portanto, uma distribuição). Considera-se que a cobrança do Ecad, nessa circunstância, seria abusiva.
"Como ainda não temos no Brasil dispositivo de lei específico que regulamente esta situação, a entidade se aproveita desta lacuna", analisa o advogado Nehemias Gueiros Jr., especialista em direito autoral e direito da internet. Antonio Grassi, presidente da Funarte, disse que o programa Estúdio F é da Radiobrás e o contrato é de 2006, anterior à sua gestão. Os pagamentos, informa, estão sendo feitos a cada ano. "O processo que gerou o pagamento ao Ecad em 2011 tramitou em todos os setores competentes da Funarte, inclusive a Procuradoria Jurídica Federal. O pagamento foi efetivado com base na legislação vigente", diz nota do órgão.
A controvérsia é mundial. Em outubro, a Suprema Corte dos Estados Unidos julgou um processo que já se tornou referência para o tema. Movido pela Broadcast Music Inc. (BMI, que também cobrava royalties por downloads digitais), a ação foi julgada em primeira instância e depois confirmada na Suprema Corte. Na sentença, a corte americana declarou que o download é uma mera distribuição (delivery) de conteúdo e não configura uma execução pública, pois em nenhum momento da operação de baixa do arquivo há qualquer intervenção de terceiros entre o servidor da empresa distribuidora e o usuário.
Outro problema é que, como a Funarte paga pela execução de música brasileira (o programa Estúdio F toca João Gilberto, Mário Reis, Almir Sater, Flora Purim), como é que esse direito será distribuído aos autores? "Este é outro problema eterno oriundo do Ecad, a distribuição dos direitos. O órgão, que hoje é um misto de empresa privada com entidade pública, não está sujeito a nenhuma auditoria nem oferece sua prestação de contas detalhada em público. Com uma receita anual superior aos R$ 300 milhões, pode-se entender a grita dos músicos e artistas com a precária e por vezes malversada liquidação dos royalties", diz Gueiros.
Os interesses que orbitam em torno dos direitos autorais no Brasil são enormes e não envolvem apenas os direitos conexos de execução pública. As vendas de CDs e DVDs, cada vez mais afetadas pelos downloads, estão em vias de ganhar uma emenda constitucional liberando impostos sobre produtos de artistas nacionais. E há os direitos cinematográficos, literários, fotográficos, de arte plástica, além de alguns pontos obsoletos, já que a lei em vigor (Lei 9.610/98) foi promulgada na era pré-internet.
A maior parte dos militantes do mundo digital considera que a lei requer um upgrade, tanto em relação à internet quanto ao Ecad, especialmente na questão da prestação de contas. O questionamento do órgão levou à abertura de uma CPI, em pleno funcionamento.
"Não tenho conhecimento de outra entidade pública que esteja pagando ao Ecad por downloads digitais", diz Gueiros. Ele é de opinião que a Funarte - ou qualquer outra pessoa jurídica de direito público -, na ausência ainda de legislação específica sobre o assunto, "em vez de ceder imediatamente aos caprichos do Ecad e pagar", deveria ter consignado o pagamento judicialmente - e contestasse o mérito da cobrança.

Fundação Cultural oferece 5 mil vagas em cursos gratuitos, em São José dos Campos (SP)

Fundação Cultural oferece 5 mil vagas em cursos gratuitos, em São José dos Campos (SP)
Interessados devem se inscrever no site da fundação ou pessoalmente em qualquer um dos 11 espaços culturais 
A Fundação Cultural Cassiano Ricardo prorrogou até o dia 30 o prazo para as inscrições do projeto Arte nos Bairros. São mais de 5 mil vagas, para 25 cursos gratuitos nas áreas de música, teatro, canto, dança, artesanato, audiovisual e artes plásticas.
Os interessados devem se inscrever no site da fundação ou pessoalmente em qualquer um dos 11 espaços culturais onde são oferecidos os cursos de terça a sexta-feira, das 8h às 17h. O candidato deve levar CPF e documento de identidade originais. Não é necessário ter experiência ou conhecimento artístico anterior para frequentar as aulas.
As vagas são limitadas. Para preenchê-las, será feito um sorteio eletrônico em 1º de fevereiro, às 14h, na sede da instituição (Avenida Olivo Gomes 100, Santana). O evento será aberto ao público e poderá ser acompanhado pelos interessados.
Os sorteados devem comparecer de 2 a 10 de fevereiro ao espaço cultural da vaga contemplada para a matrícula, que será feita conforme a classificação e o número de vagas do curso escolhido. A previsão é que os cursos tenham início no dia 13 do próximo mês.
Haverá uma lista de espera para quem não foi contemplado no sorteio, além de uma relação de vagas remanescentes, que podem ser consultadas a partir de 11 de fevereiro no espaço cultural em que foi feita a inscrição.
O projeto Arte nos Bairros possibilita o acesso ao aprendizado e exercício da arte por meio de oficinas gratuitas e uma programação mensal de atividades, como palestras, exposições e apresentações realizadas nos espaços culturais. O principal objetivo é levar cultura a todas as regiões de São José dos Campos.
Os cursos oferecidos são de dança (clássica, jazz, sapateado, contemporânea e danças de salão e de rua), música (acordeom, teclado, violão, canto coral, flauta doce e viola caipira), teatro (para crianças a partir de 7 anos e adultos), artes plásticas (desenho artístico e pintura), capoeira, fotografia digital, história em quadrinhos, literatura (contação de histórias e criação literária) e luteria (construção de viola), mosaico e tecelagem (tear de prego e de mesa).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

As 10 cidades que todo fanático da música (pop) deve conhecer

Algumas cidades se destacam por ser particularmente musicais e, por isso, atraem fanáticos por música do mundo inteiro. Outras são cidades que mereceriam a visita de qualquer jeito, e ficam ainda melhores quando acompanhadas por música ao vivo, shows, e divertidas baladas. O Terra selecionou dez cidades para curtir ao ritmo de música.
Nova Orleans, Estados Unidos
Maior cidade da Louisana, no sul dos Estados Unidos, Nova Orleans é conhecida por ser a capital mundial do jazz. Não é preciso ir muito longe para encontrar bandas de jazz ao vivo, seja em bares ou com artistas de rua na Bourbon Street. Anualmente, entre o final de abril e o começo de maio, Nova Orleans recebe o Jazz Fest, maior festival de jazz do mundo. Muitos turistas visitam a cidade também durante o Mardi Gras, um dos mais famosos carnavais do planeta.
Salvador, Bahia
Com artistas como Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre muitos outros, a Bahia teve um papel muito importante na história da MPB. As diversas influências culturais fazem de Salvador um ponto de encontro de muitos estilos musicais, que podem ser apreciados em shows ao vivo todo ao longo do ano. O Museu da Música Brasileira mostra a história da música nesta cidade que é um dos pilares da música do País. E, durante o Carnaval, as ruas são tomadas por samba e axé e a diversão corre solta.
Paris, França
A beleza e o charme de Paris ficam ainda mais agradáveis quando acompanhados da música de um violino ou de um saxofone tocados por um artista de rua à beira do rio Sena. A capital francesa tem uma cena musical muito rica e variada, com shows de artistas do mundo inteiro durante todo o ano. Há de tudo: dos maiores artistas pop e rock americanos a artistas africanos e DJs, música clássica, étnica, jazz... A cada noite de 21 de junho, para comemorar a chegada do verão, a cidade recebe a "Fête de La Musique", a festa da música, com músicos se apresentando em ruas e praças.
Memphis, Tennessee
A cidade de Memphis, no estado americano de Tennessee, foi imortalizada pelo "Rei" Elvis Presley, que viveu nela grande parte de sua vida até sua morte, em 1977. Graceland, mansão de Elvis, virou um ponto de peregrinação para fãs do mundo inteiro. Memphis foi uma cidade importante para o rock, mas também para a soul e o rythm and blues, como provam o Stax Museum (Museu da soul americana) e a Sun Records, gravadora onde artistas como Elvis e Johnny Cash deram seus primeiros passos.
Rio de Janeiro
Causaria controvérsia dizer que o Rio de Janeiro é a capital do samba - afinal, este gênero não pertence a uma cidade e sim ao País inteiro. Mas é inegável que a capital carioca respira samba. Durante todo o ano, samba e choro fazem parte do dia a dia dos cariocas em shows, bares, e casas dedicadas. E se o ano inteiro a região de Arcos da Lapa atrai fanáticos dos mais diversos estilos, o ápice é atingido durante o Carnaval, evento que atrai milhares de turistas do mundo inteiro loucos para dançar no sambódromo ou atrás de blocos nos carnavais de rua.
Nova York, Estados Unidos
A Grande Maçã vive numa variada trilha sonora: quando não há shows de artistas ou DJs famosos tocando em algumas de suas numerosas discotecas, artistas de rua tomam as calçadas das principais ruas turísticas e do Central Park. Este último recebe o palco principal do Summer Stage, festival de música realizado durante os meses do verão americano, com artistas do mundo inteiro tocando no parque e em palcos espalhados pela cidade.
São Paulo
São Paulo, a "terra da garoa", foi imortalizada em inúmeras músicas, inspirando artistas paulistanos e do Brasil inteiro com sua imensidão e seu agito constante. Semelhante tamanho e mistura de culturas, só poderia dar uma cidade com aspecto musical tão grande quanto. Samba, rock, sertanejo, música eletrônica, e muito mais, indo do mais pop ao mais alternativo, é tudo o que pode ser encontrado nas diferentes baladas, bares, botecos e casas de show da cidade.
Viena, Áustria
Bastariam eles: Mozart e Beethoven. Mas são muitos dos maiores músicos clássicos da história que já viveram ou tocaram em Viena. Merecidamente considerada capital da música clássica, a oferta é grande: a temporada de concertos dura de setembro a junho, e há nove festivais por ano e performances especiais. Nada melhor do que ver um concerto em grande estilo na Filarmônica da cidade, no Wiener Konzerthaus.
Buenos Aires, Argentina
Buenos Aires faz pensar em tango, o gênero musical típico do país dos hermanos. Aulas, espetáculos, e bares e restaurantes com shows de música e dança ao vivo são algumas das opções para curtir e aprender mais sobre esta música romântica e glamorosa. Mas a capital argentina não vive só de tango: rock, músicas tropicais, reggae e muita música eletrônica em suas numerosas baladas também fazem parte da cena musical portenha.
Ibiza, Espanha
A bela ilha espanhola de Ibiza, no Mediterrâneo, atrai jovens do mundo inteiro em busca de suas praias e de suas baladas inigualáveis durante os meses de verão da Europa. As festas são agitadas ao ritmo de muita música eletrônica, com todos os estilos imagináveis, e todos os melhores DJs do mundo que balançam as pistas de baladas míticas como Pachá e Amnésia.
Andrés Bruzzone/Terra

Música no Museu (RJ)

Temporada 2012 do projeto terá início no dia 13 de janeiro com camerata de violões
Em comemoração aos seus 15 anos, o projeto Música no Museu, mantendo a tradição de realizar concertos em pleno Verão, iniciará, neste mês, a temporada 2012 com a Camerata de Violões do Conservatório Brasileiro de Música, sob a direção musical de Paulo Pedrassoli, no dia 13, no Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro. O Música no Museu conta com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91).
Com o objetivo de ampliar os horizontes musicais do projeto, a nova série traz algumas novidades. Além da música erudita, o Música no Museu vai proporcionar ao público a oportunidade de ter mais contato com outras vertentes culturais, e para isso terá dois finais de semana do mês de janeiro dedicados aos blues e seus derivados.
O Blues é um estilo que está na base de grande parte da música pop moderna, podendo ser muito simples e direto, com o som de voz e violão ou muito sofisticado e orquestrado como a música de George Gershwin (rock, soul, reggae, jazz, são derivados diretos do blues), além de seu toque estar presente em outros gêneros.
O Blues nasceu acústico, mas iniciou o processo de eletrificação da música e se diversificou em vários estilos (jazz, gospel, ragtime, boogie woogie e outros) e também deu origem a outros gêneros derivados como o rythm blues (Ray Charles etc), o rock’n roll (Elvis Presley etc), o soul-funk ( James Brown etc), o rock dos anos 60-70 (Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin etc), o Reggae e, mais recentemente, o Rap e o Hip Hop.A partir dos anos 60, o blues espalhou suas raízes pelo mundo afora.
No dia 14 de janeiro, às 12h30, a apresentação será no Museu do Exército, com a participação de Jamband Express. No programa, Blues, Rock, Soul, Reggae e Jazz. O dia 15 está reservdo ao Museu de Arte Moderna, onde haverá apresentação do Jazztopia.  Um dos destaques será o violonista húngaro Sándor Mester,  considerado o mais ativo guitarrista clássico de seu país de origem. Ele se apresentará no dia 21, no Parque das Ruínas, às 11h30.
Em fevereiro, o Música no Museu mescla os clássicos do Carnaval, resgatando as marchinhas, sambas, sambas enredos e demais sucessos dos carnavais passados nas vozes de coros de expressão.

Prefeitura de SP promete internet sem fio em todas as escolas municipais (SP)

Professores também receberão tablets e laptops para uso em sala de aula
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo começa a tirar do papel, em ano eleitoral, um projeto de tecnologia nas escolas municipais, com internet sem fio nas unidades, projetores, tablets para os professores, laptops para uso em salas e jogos educativos que possibilitam interação entre alunos e até os pais. A Prefeitura já investiu R$ 52,7 milhões no projeto e o valor deve aumentar.
A partir de março, os 45 Centros de Educação Unificada (CEU) terão internet wireless. O cronograma prevê que, até abril, metade das escolas de ensino fundamental (250) tenham a ferramenta e o restante, até o meio do ano. Somente a rede sem fio custou R$ 39,5 milhões e inclui a compra, instalação e manutenção dos equipamentos em toda a rede por 36 meses.
O acesso à internet é o primeiro passo do projeto da Secretaria Municipal de Educação - nos CEUs, por exemplo, a internet livre poderá ser usada pela comunidade. Ainda no primeiro semestre, professores receberão tablets para atividades como chamadas de presença, acompanhamento de aulas e coordenação dos exercícios online.
Na primeira fase serão 8 mil tablets distribuídos para as escolas - a licitação dos equipamentos foi concluída e cada aparelho Galaxy 10,1 foi comprado por R$ 1,1 mil, incluindo manutenção por dois anos. O valor está abaixo do oferecido pelo mercado.
Outro equipamento já comprado são os projetores - dois por escola. Os 3 mil aparelhos foram adquiridos por R$ 4,4 milhões.
 ‘Facebook escolar.’ Uma das grandes novidades, segundo a secretaria, é a adoção de jogos educativos, criados pela própria Prefeitura. “As crianças vão aprender com jogos de português e matemática, na sala ou em casa pela internet. Eles terão senhas, criarão seus próprios avatares e farão os exercícios, em grupo ou individual, propostos pelos professores”, diz o secretário de Educação, Alexandre Schneider. “É uma rede entre alunos, pais e professores. Estamos querendo criar o ‘Facebook escolar’.”
Ao longo de 2011 e mais ativamente nos últimos quatro meses, a secretaria desenvolveu cem jogos nas duas disciplinas. O sistema, voltado para alunos dos 4.º, 5.º e 6.º anos do ensino fundamental (antigas 3.ª, 4.ª e 5.ª séries), trabalha de forma conjunta o conteúdo curricular e a cidade de São Paulo.
Os alunos poderão acessar de casa, ou de telecentros, os exercícios e trocar mensagens com colegas, tendo a coordenação dos professores. “O mais importante é que não estamos colocando a tecnologia por colocar. Ela está dentro de um processo em que o conteúdo é o mais importante”, defende Alexandre Schneider.
A Prefeitura planeja levar laptops para todas as escolas - em quantidade suficiente para os alunos de duas salas por cada escola. Os computadores ficarão em carrinhos e seu uso será revezado entre os estudantes - a licitação para essa compra não está pronta. A secretaria ainda desenvolve o treinamento dos professores para o uso das ferramentas.
Uso eleitoral. Schneider negou que a implementação do projeto tenha relação com o ano eleitoral. “Os professores sabem que existe um caminho. Não dá para a gestão parar por que tem eleição. Se fosse ação eleitoral, teríamos comprado o equipamento em 2008, quando (o prefeito Gilberto) Kassab era candidato”, diz. Kassab já afirmou que o próprio secretário seria “um grande prefeito”.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

SOS Unirio e Instituto Villa Lobos (RJ)

Unirio – Universidade do Rio de Janeiro e IVL Instituto Villa Lobos, um total descaso do governo promove a ruína das edificações onde funcionam estas instituições. Professores, alunos e colaboradores pedem socorro a população.
Assista o vídeo no link abaixo
Responsável pela Denúncia:
Mirna Rubim
Professora Adjunta de Canto na UNIRIO/RJ,
Doutora em "Voice Performance" pela Universidade de Michigan (UMICH)
Presidente do Estúdio VOCE - Voz Corpo Equilíbrio
www.estudiovoce.com.br
www.mirnarubim.com
Fixo  (5521) 22554986
Celular Vivo (5521) 87511787
Nextel (5521) 77031264   ID  120*19825

Museu Nacional de Belas Artes – 75 anos (RJ)

Instituição completa 75 anos no dia 13 de janeiro e nessa data a entrada será gratuita
O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, completa na próxima sexta-feira, 13, 75 anos de criação. Nesta data,  além de oferecer entrada gratuita aos visitantes, o museu dará um brinde exclusivo na entrada para quem comprovar, por meio de documento, que faz aniversário no mesmo dia.
Localizada no Rio de Janeiro, a instituição conta com um acervo de cerca de 70 mil itens, distribuídos em um espaço de 13 mil m², incluindo pinturas, esculturas e arte sobre papel, além de outras coleções, dentre elas, arte decorativa, arte popular brasileira e estrangeira, arte africana e arte indígena.
Criado pela lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, o MNBA  foi inaugurado em 19 de agosto do ano seguinte com a presença do então presidente Getúlio Vargas. O museu  se volta para a aquisição, conservação, pesquisa e divulgação de obras de arte que evidenciem a evolução da produção artística brasileira e estrangeira.
Desde sua criação, a instituição instalou-se no edifício da Escola Nacional de Belas Artes, na Avenida Rio Branco, nº 199, no centro do Rio.  O autor do projeto foi o arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Rios, que tomou como modelo o Museu do Louvre, em Paris, mas durante a construção, o desenho seria alterado, possivelmente por Rodolfo Bernardelli, então diretor da escola, e mais tarde Archimedes Memoria acrescentou outras mudanças. O resultado foi uma construção eclética, com fachadas em diferentes estilos. A fachada principal é inspirada na Renascença francesa, com frontões, colunatas e relevos em terracota, representando as grandes civilizações da antiguidade.

Acervo
O Museu Nacional de Belas Artes é a instituição do Brasil que possui a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX. Através de suas galerias e corredores, o visitante pode ter um panorama completa da história das artes plásticas no Brasil desde seu início, até a contemporaneidade.
O acervo do museu teve origem na pequena coleção de quadros trazidos ao Brasil por Joachim Lebreton (1760-1819), chefe da Missão Artística Francesa, que chegou ao país em1816. Aessas obras foram acrescentadas outras pertencentes à coleção de Dom João VI, a fim de formar a Pinacoteca da Academia Imperial de Belas Artes.
Belas Artes, subsidiados pelo Governo, em seus estudos na Europa, enviarem obrigatoriamente certo número de trabalhos para o Brasil, contribuíram para o enriquecimento da coleção.
Além desses, ficaram no museu as obras premiadas nas Exposições Gerais de Belas Artes, promovidas pela Academia Imperial, e no Salão Nacional de Belas Artes, realizado pela Escola. Não menos significativo foi o mecenato realizado por ilustres personagens, como os Barões de São Joaquim, Luís Resende, Guilherme Guinle, entre muitos outros que doaram coleções completas de artistas notáveis.
O MNBA/Ibram/MinC conta com seção de conservação e restauro, setor de educação, biblioteca/mediateca Araújo Porto Alegre, além de espaços para exposições

Solicitação de pauta abertas para o Teatro Municipal de São José do Rio Preto (SP)

Solicitação de pauta para apresentações no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto vai até dia 20/01
"Entidades e instituições interessadas em reservar o espaço neste primeiro semestre devem fazer a reserva até o dia 20 deste mês."
No período de 3 a 20 de janeiro de 2012, o Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto estará recebendo os pedidos de pauta para o 1º semestre. Os pedidos podem ser entregues pessoalmente no Teatro Municipal, via Correio ou enviado para o e-mail teatromunicipal@ig.com.br e devem estar acompanhados pelo projeto do espetáculo a ser apresentado.
A data solicitada será confirmada após a análise dos projetos por uma comissão composta por três profissionais da área artística, nomeados pela Secretaria de Cultura de São José do Rio Preto.
A temporada de espetáculos tem início no dia 3 de março.
Serviço:
Reserva de pauta para apresentações no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto
Data: de 03 a 20 de janeiro de 2012
Horário de atendimento da administração: de 2ª a 6ª feira, das 9h às 17h.
Local: Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto
Av. Brigadeiro Faria Lima, 5381
Bairro Chácara Municipal
São José do Rio Preto/SP
15090-000
E-mail: teatromunicipal@ig.com.br
Informações: (17) 3226-2626


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Isaac ALBÉNIZ

Camprodón, Espanha – 28 de maio de 1860
Cambo-les-Bains, França – 18 de maio de 1909

Um talento inato: Issac Albéniz deu seu primeiro recital em Barcelona, aos quatro anos de idade. Levado par estudar em Paris aos 10, mas, desatento, é recusado pelo professor. Foge de casa aos doze, embarca num navio como clandestino para a América do Sul e, durante um ano passa por Buenos Aires, Montevidéu, Rio de Janeiro, Cuba, Porto Rico, Nova York, São Francisco. Retorna para a Espanha em 1873. Estuda piano no Conservatório de Bruxelas, onde se destaca pelo mau comportamento e pelas inúmeras faltas, o que lhe impede de terminar o curso com um primeiro prêmio! Percorre a Europa Central aperfeiçoa-se com Franz Liszt.
A vida de Albéniz é um turbilhão impossível de ser resumido. Além de seu prodigioso talento com intérprete. Foram significativos os encontros com Felipe Pedrell, que animava  um projeto de música nacional e o levou a se inspirar nas tradições sonoras da Espanha, e seus vínculos com a França, originados a partir de contatos próximos cdom Fauré, Chausson, d’Indy, Dukas, Debussy e Ravel.
Sua grande obra-prima é a Suíte Ibérica. Claude Rostand resume seu espírito: “Primeiro, uma riqueza abundante, uma densidade, que conferem uma grande dificuldade de execução à obra. E isso não provém tanto do virtuose que Albéniz era, mas de sua generosidade que o conduzia, como notou Debussy, a ‘jogar música pelas janelas’. Por isso, não se pode considerar essas composições como páginas de virtuosidade transcendente, à maneira errada de tantos intérpretes, mas como quadros, paissagens, dos quais é preciso reproduzir todas as cores em suas menores pinceladas, independente de toda rotina adquirida.”

Programa de Concerto Osesp – set / out 2008. p. 82

Frevo: um século de cultura genuinamente brasileira


Considerada um dos grandes pólos culturais do Brasil, a região Nordeste, mais especificamente a capital pernambucana Recife, tem todas as honras e méritos de declarar a paternidade do frevo para si. Uma das maiores expressões do povo brasileiro, o estilo – música e dança – completou no dia nove de fevereiro seu centésimo aniversário.

Entre os inúmeros presentes que a data proporcionou (e proporcionará), o mais importante surgiu exatamente no dia dos cem anos da gênese do ritmo: O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional) declarou o frevo como patrimônio imaterial – "as práticas, as forma de ver e pensar o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos), as danças, as músicas, as lendas e contos, a história, as brincadeiras e modos de fazer, junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados", segundo explicação do instituto.

O frevo acaba por reunir em si só uma série de antíteses: de musicalidade forte e destacada, geralmente liderada pelo som soberano dos metais e das batidas rápidas e sincopadas, vem acompanhado pelos passos tradicionais de sua dança, que, mesmo contando com a destreza dos movimentos, são de leveza e suavidade impar.

A origem do vocábulo, por sua vez, está estritamente ligada aos resultados que o frevo gerava na multidão do Recife. A associação de termos é de uma lógica sem igual: a palavra “ferver”, pronunciada na linguagem simples e popular, acabou sendo transformada em “frever” no uso cotidiano de parte dos pernambucanos.

Do verbo para o substantivo, o termo acabou sendo enunciado pela primeira vez em 9 de fevereiro de 1907, no extinto Jornal Pequeno, em nota citando um ensaio do clube Empalhadores do Feitosa, do bairro do Hipódromo, no Recife, que contava com uma das músicas do repertório carregando o título “O Frevo”. A data, a mais utilizada no R.G. do estilo, é uma descoberta do pesquisador Evandro Rabello.

Todavia, o dia de nascimento ‘oficial’ ainda gera controvérsias. Há quem defenda que o frevo foi chamado assim pela primeira vez apenas em 12 de fevereiro de 1908, pelo cronista Paula Judeu (Oswaldo da Silva Almeida) no mesmo Jornal Pequeno. Independente da data, um fato: o frevo já era dançado pelos pernambucanos à exaustão – literalmente.

A primeira composição a levar o nome do gênero foi “Frevo Pernambucano”, de Luperce Miranda e Oswaldo Santiago, lançada no final dos anos 1930 por Francisco Alves. Outros grandes clássicos do frevo que surgiram ainda em suas primeiras décadas foram “Vamo se Acaba”, de Nelson Ferreira, e “Mulata”, dos irmãos João Vitor e Raul Valença, que acabou ganhando repercussão nacional após algumas modificações de Lamartine Babo, autor da marchinha “Teu Cabelo Não Nega”.

Com o tempo, novas influências foram assimiladas pela musicalidade, chegando a tamanho ponto de diversidade que levou o estilo a ser subdividido em três: Frevo de Rua - puramente instrumental -, Frevo-canção - constituído por uma introdução forte de frevo, seguida de canção, concluindo novamente com frevo – e Frevo de Bloco - tocado por orquestra de pau e corda e cantado.

Se uma canção deve ser elevada ao posto de hino, essa é “Vassourinha”. Quando o frevo de autoria de Matias da Rocha e Joana Batista Ramos é tocado, algo é certo: a dança vai começar - dança esta que teve seus passos originados da capoeira. A história conta que os lutadores/ jogadores ficavam à frente das bandas marciais, dançando e defendendo os músicos das multidões. A sombrinha, comumente associada à dança, foi a escolha lógica para substituir os guarda-chuvas usados pelos pasistas para dar equilíbrio aos movimentos. A criatividade é tanta que, hoje em dia, mais de 120 estão catalogados.

Para comemorar o centenário, a prefeitura do Recife promoveu um evento que reuniu em cima dos palcos grandes nomes da música brasileira, como Maria Rita, Vanessa da Mata e Ney Matogrosso, além do ministro da Cultura, Gilberto Gil. Os mesmos artistas participaram da gravação de um álbum duplo recheado com composições das três subdivisões do frevo. O lançamento ficará a cargo da gravadora Biscoito Fino.

Outra boa pedida para festejar a data são os dois volumes da série “9 de Frevereiro”, do pernambucano Antonio Nóbrega. Acompanhado de integrantes da SpokFrevo Orquestra, os discos vêm recheado com frevos-canção e frevos instrumentais de grandes nomes dos primórdios do gênero, indo desde os hoje quase esquecidos Irmãos Valença até os imortais Capiba e Nelson Ferreira.

Contudo, a recomendação para quem quer experimentar um pouquinho do gosto do estilo não poderia ser outra: apenas uma viagem para o carnaval pernambucano, seja ela para Recife ou Olinda, irá proporcionar a você a verdadeira experiência do ato de frevar – dando, de quebra, a oportunidade de dizer, em alto e bom som, nas terras sagradas do ritmo genuinamente brasileiro: parabéns, frevo!
Gustavo Silva

Obras de Tom Jobim e Villa-Lobos abrem Festival de Cartagena

Tom Jobim

Composições do polonês Frédéric Chopin e dos brasileiros Tom Jobim e Heitor Villa-Lobos abriram 6º Festival Internacional de Música da cidade colombiana de Cartagena.
Interpretadas pela Orquestra Sinfônica de São Paulo, a obra Banzaglia, de Jobim, o Concerto para piano n.º 1 em mi menor, Op. 11, de Chopin, e as Bachianas Brasileiras No.4, de Villa-Lobos, se misturaram no Teatro Adolfo Mejía.
Esta seleção de músicas representou o espírito desta edição, que procura unir a obra de clássicos europeus aos "sons das Américas". "Temos algumas obras de compositores europeus, mas estamos centrados nas Américas, então cada concerto tem uma obra que foi escrita por algum compositor desde o Canadá até o Chile", disse à Agência Efe o diretor artístico do festival, o pianista Stephen Prutsman.
O festival, que irá até 14 de janeiro de 2012, oferecerá 33 concertos com uma seleção excelente de música para todos os gostos, com a expectativa de lotar as coloniais praças e capelas da turística Cartagena das Índias.
O festival ainda enfeitará as noites mágicas do balneário com diversas apresentações, entre elas a de Brasil Mágica, a cargo do grupo Maracatu Nação Pernambuco.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A cada livro, o Brasil inteiro vira a página.

Quem aprende a gostar de ler sabe escrever a própria história.
O Itaú realiza uma série de programas e parcerias para tornar o Estatuto da Criança e do Adolescente uma realidade para todos. E investe cada vez mais na qualidade da educação.
A Coleção Itaú de Livros Infantis foi criada pela Fundação Itaú Social para ajudar a despertar desde cedo o prazer pela leitura. Ela foi feita para você que também acredita que a educação é o melhor caminho para a transformação do Brasil.
A educação muda o Brasil.
E o Itaú participa dessa mudança com você.
Clique aqui e peça sua coleção gratuitamente:
Clique aqui e leia o manifesto:
Você receberá em casa

São Roque e Boituva recebem inscrições para cursos de artes

Tanto São Roque como Boituva vão oferecer cursos gratuitos de artes. Na primeira, o setor de cultura da prefeitura abre no próximo dia 16 mais de mil vagas, em 22 cursos na Brasital. Já em Boituva, os interessados podem a partir de hoje se inscrever; neste caso estão à disposição 34 cursos. Em ambos os casos, as modalidades são gratuitas e têm vagas limitadas.
Em São Roque, ao todo serão mais de 250 vagas para as aulas com instrumentos musicais: teclado, violão, bateria e instrumentos de banda (flauta, saxofone, trombone, trompete, percussão e outros). Somente o curso de violão exige que os alunos tenham o instrumento. Ainda na área de musicalização, ficam abertas mais 100 vagas para aulas de canto e musicalização infantil. Para aulas de artesanato existem mais 250 vagas, divididas entre as modalidades eva, patchwork, marchetaria e mosaico, além de 100 lugares para o curso de artes plásticas. circo, dança, ballet também possuem mais de 300 vagas disponíveis.
Diferente dos outros anos, em São Roque este ano haverá seleção para os grupos de ballet avançado, Coral Gerações e Cia de Eros de Teatro. Há ainda 15 vagas para Deficientes Visuais interessados em participar do Grupo de Teatro Bengalas no Asfalto/Targetvel. Alguns cursos têm limitações de horário e idade. Os interessados devem se inscrever com documento e comprovante de residência na Divisão de Cultura, que fica no Centro Educacional e Cultural Brasital das 8h às 16h30. As aulas começam na semana do dia 6 de fevereiro. Será dada prioridade para moradores de São Roque. Mais informações, para mais informações: www.saoroque.sp.gov.br.
Em Boituva, os interessados têm até o próximo dia 20 para se inscrever num dos núcleos de artes da cidade, no Centro, Jd. Oreana, Novo Mundo, De Lorenzi ou Jd. São Paulo. das 8h às 11h ou das 13h às 16h. Os cursos oferecidos são: acordeon, artes cênicas, babyclass, ballet, ballet moderno, bateria, bombardino, canto, capoeira, clarinete, dança de salão, flauta transversal, gaita, guitarra, jazz, musicalização, percussão, piano, pintura em madeira, pintura em tecido, pintura em tela, sapateado, saxofone, street dance, teclado, trabalhos em linhas, trombone, trompete, viola caipira, viola clássica, violão, violino, violoncelo, trompa.
É preciso apresentar duas fotos 3x4 cm, RG, certidão de nascimento e pagar uma taxa de R$ 15. Aqueles que estudarem em qualquer escola pública municipal têm taxa reduzida para R$ 5 e devem levar ainda declaração escolar. As aulas têm início no começo de fevereiro. Contato: (15) 3263-2316.

PM na USP, Cracolândia e as saudades da ditadura.


 Um estudante foi agredido por um policial militar, nesta segunda (9), no campus do Butantã da Universidade de São Paulo. O rapaz não quis mostrar a documentação estudantil e o policial chegou a sacar seu revólver, o que não deveria ser a abordagem padrão de um funcionário público treinado para lidar com pessoas e situações-limite. Enquanto isso, na Cracolândia, surgem denúncias de tortura contra dependentes químicos, medicados com balas de borracha e tratados contra o vício com bombas de efeito moral.
Mais do que um país sem memória e sem Justiça, temos diante de nós um Brasil conivente com a violência como principal instrumento de ação policial. E uma coisa está diretamente relacionada a outra. Durante os anos de chumbo, o regime dos verde-oliva cometeram crimes contra a humanidade que a esvaziada Comissão da Verdade, criada pelo governo Dilma, deve agora remexer para reestabelecer o que realmente ocorreu naquele tempo. Vai ter algum efeito, mas não conseguirá ir a fundo, como deveria. E não foi organizada para punir e sim para resgatar os fatos. Punições que seriam didáticas para o país não ocorrerão.
Não estou esquecendo que existe uma Lei da Anistia, que está em vigor, e que o Supremo Tribunal Federal (infelizmente) decidiu por mantê-la quando questionado pela Corte Interamericana dos Direitos Humanos. A discussão aqui não é legal, ou seja, não é um debate sobre a mudança da lei e sim sobre a percepção coletiva sobre a impunidade da violência estatal, servindo a si mesmo e a grupos sociais controlados por ele.
Ao contrário de outros países, como a Argentina, o Brasil não conseguiu tratar suas feridas para que cicatrizassem. Apenas as tapou com a cordialidade que nos é peculiar, o bom e velho, deixa-pra-lá, em nome de um suposto equilíbrio e da governabilidade. Dessa forma, o Estado não deixou claro aos seus quadros que usar da violência, torturar e matar não são coisas aceitáveis. E com a anuência da Justiça que, através do seu silêncio, manteve aqueles crimes impunes. E, ei, para o pessoal que só aciona o seu Tico-e-Teco bissextamente: estou falando de violência de quem deve zelar pela integridade da população.
Enquanto não acertarmos as contas com o nosso passado, não teremos capacidade de entender qual foi a herança deixada por ele – na qual estamos afundados até o pescoço e nos define. Foram-se as garrafas, ficaram-se os rótulos. A ditadura se foi, sua influência permanece. Não somos um país que respeita os direitos humanos e não há perspectivas para que isso passe a acontecer pois, acima de tudo, falta entendimento e, consequentemente, apoio, da própria população.
O impacto desse não-apoio se faz sentir no dia-a-dia dos distritos policiais, nas salas de interrogatórios, nas periferias das grandes cidades, nos grotões da zona rural, com o Estado aterrorizando parte da população (normalmente mais pobre) com a anuência da outra parte (quase sempre mais rica). A ponto de ser banalizada em filmes como Tropa de Elite, em que parte de nós torceu para os mocinhos que usavam o mesmo tipo de método dos bandidos no afã de arrancar a “verdade”.
A justificativa é a mesma usada nos anos de chumbo brasileiros ou nas prisões no Iraque e em Guantánamo, em Cuba: estamos em guerra. Guerra contra a violência, guerra contra as drogas, guerra contra inimigos externos. Ninguém explicou, contudo que essa guerra é contra os valores que nos fazem humanos e que, a cada batalha, vamos deixando um pouco para trás.
Não é de estranhar, portanto, que boa parte da sociedade que agora apóia ações truculentas da polícia militar na USP ou na Cracolândia também tenha se calado diante do processo de defenestração pública de propostas do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, levado a cabo por setores descontentes em universalizar direitos.
Não querem discutir (atenção, discutir, não empurrar goela abaixo) propostas para garantir direitos pela mesma razão que não se importam se algum inocente foi tratado de forma injusta pelo Estado. São seguidores da doutrina: “se você apanhou da polícia é porque alguma culpa tem”. E se não se importam com inocentes, imagine então com quem é culpado. Para eles, é pena de morte e depois derrubar e salgar o terreno onde a pessoa nasceu, além de esterilizar a mãe para que não gere outro meliante.
Enfim, a verdade é que não queremos olhar para o retrovisor não por ele mostrar o que está lá atrás, mas por nos revelar qual a nossa cara hoje. E muitos de nós não suportarão isso. Melhor é prender ou mandar para longe aqueles que, através de suas críticas ou de sua existência, nos fazem lembrar disso.
Leonardo Sakamoto
É jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Projeto Guri – inscrições abertas para professores

O governo do Estado de São Paulo abre processo seletivo para professores do Guri, programa de iniciação musical. Sob regime CLT, as vagas disponíveis estão distribuídas nos 48 polos, para o ensino de flauta transversal, clarinete, saxofone, trompete, trompa, trombone, eufônio/tuba, violino/viola, violoncelo, contrabaixo acústico cavaquinho, percussão/bateria, teoria/iniciação musical, coral/iniciação musical, conjunto de madeira (aulas coletivas de flauta transversal, clarinete e saxofone) e conjunto de metais (aulas coletivas de trompete, trompa, trombone, eufônio e tuba) Inscrições até 18 de janeiro às 18hs. Normas do processo seletivo e fichas de inscrição: www.gurisantamarcelina.org.br

Disputa por Portinari aquece debate sobre direitos na arte




RIO - No fim do ano passado, um oficial de Justiça, representando João Candido Portinari, filho do pintor brasileiro morto em 1962, foi a um leilão de arte promovido pelo escritório Soraia Cals e pelo leiloeiro Evandro Carneiro num edifício na Avenida Atlântica, em Copacabana. Carregava uma liminar que obrigava o leiloeiro a depositar em juízo 5% da cifra obtida nas possíveis vendas das quatro obras de Portinari em negociação naquela noite — entre elas, a pintura "São Francisco misericordioso" (1941), avaliada em R$ 4 milhões.
Do percentual pleiteado pela família de Portinari seria extraído o chamado direito de sequência, que garante ao artista ou a seu herdeiro uma fatia sobre a valorização da obra a cada revenda.Foi a primeira vez no país que se usou uma liminar para garantir o pagamento desse direito — uma questão que paira sobre a comercialização de obras de arte no Brasil e que, agora, é alvo de revisão (e intensa discussão) por conta do novo projeto de lei de direito autoral enviado pelo Ministério da Cultura (MinC) à Casa Civil no fim de 2011.
— Mandei cartas e e-mails sobre o direito de sequência e esperei uma resposta até o segundo dia do leilão. Como não obtive retorno, fui à última instância — conta ao GLOBO Maria Edina Portinari, mulher de João Candido e advogada da família para questões de direito autoral. — Reconheço que é uma forma de garantir na marra esse direito, dificilmente pago.
A marchand Soraia Cals, que realiza leilões públicos no Rio há mais de 20 anos, nega má-fé. Diz que recebeu um e-mail um dia antes do leilão informando que o direito de sequência de Portinari seria "devidamente exercido" e afirma que não teve tempo de se pronunciar.
— A liminar veio logo em seguida — diz. — Mas ninguém nunca pagou essa porcentagem. A primeira pessoa que está cobrando é ela (Maria Portinari). Essa lei não é simpática ao mercado, toma parte do patrimônio do colecionador e vira uma espécie de pensão vitalícia para o artista ou para seu herdeiro. Baseia-se numa lei do século XIX que protegia artistas e familiares que viviam na miséria, enquanto colecionadores e marchands ficavam ricos com suas obras. Não é o caso contemporâneo.
 ‘Artistas não se interessam’
Segundo Soraia, existe dificuldade de se obterem dados precisos para calcular a valorização de uma obra e, por isso, a praxe no mercado nacional é o não pagamento. De qualquer forma, atendendo à liminar, ela depositou em juízo R$ 450 por conta da venda do desenho "Estudo para rabino" (1955), arrematado na ocasião por R$ 9 mil.
O leiloeiro Evandro Carneiro, réu com Soraia na ação, estima que se trate do único caso de pagamento do direito de sequência no país.
— A lei sempre se mostrou inoperante. Os principais interessados seriam os artistas, e eles nunca se interessaram, só seus herdeiros. É uma lei anacrônica e assistencialista — critica.
O não pagamento parece ser mesmo praxe no mercado. Nomes como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes, duas das mais valorizadas artistas brasileiras, contam não ter recebido percentual algum por suas revendas. Varejão viu seu trabalho "Parede com incisões a la Fontana II" ser leiloado por US$ 1,7 milhão, valor mais alto pago por uma obra de um artista brasileiro vivo. Em entrevista ao GLOBO, em agosto passado, a artista disse que o assunto não lhe "pertencia":
— Por que não falam com o colecionador que ganhou uma fortuna com a obra? Para ele deve ser um assunto interessante, gostaria de saber o que ele vai fazer com o dinheiro. Ganhei US$ 17 mil quando a vendi em 2002 — afirmou, na ocasião.
Desde 1998, a lei 9.610 estabelece regras para o exercício do direito autoral no Brasil. Em seu artigo 38, ela prevê que o autor tem o direito de receber "no mínimo 5% sobre o aumento do preço eventualmente verificável em cada revenda da obra". É uma herança do "droit de suite" francês e, na década de 1970, no Brasil, chegava a estabelecer o percentual de 20% para artistas e herdeiros. Mesmo agora, com a porcentagem em 5%, o problema, segundo marchands e colecionadores, é que os artistas não emitiam recibos de suas vendas, o que impossibilita o cálculo da valorização.
— Existe uma preguiça na Justiça e no mercado brasileiros de apurar os números de vendas anteriores. Os resultados dos leilões são registrados oficialmente. Basta um esforcinho para localizá-los. No caso de vendas particulares, o problema é outro: por indicação de advogados da área tributária, colecionadores costumam declarar suas obras de arte em lotes. No imposto de renda não aparece o valor delas separadamente, impedindo o cálculo da mais-valia — diz Maria Portinari.

Jones Bergamin, que desde 1985 é diretor de uma das principais casas de leilões do país, a Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, rebate:
— Quem está requerendo o percentual deve saber informar qual é o valor original da obra. Por que querem mudar (a lei)? Porque, como está, não conseguem provar por quanto venderam para poder cobrar sobre a mais-valia.
As discussões em torno do assunto devem tomar o Congresso nos próximos meses, quando os parlamentares votarão a nova lei de direito autoral. O texto propõe que o direito de sequência seja uma porcentagem de 3% a 5% sobre o valor absoluto de uma revenda — e não mais sobre a valorização da obra.

Comemorações em 2012 marcam o centenário do nascimento de Jorge Amado


O ano de 2012 será iluminado pela prosa solar e saudável de Jorge Amado. O motivo é a comemoração do centenário de nascimento do escritor baiano, que ocorre no dia 10 de agosto - ele morreu em 2001, quatro dias antes de seu aniversário. Uma ampla programação, que vai de exposição a tema de escola de samba, está prevista para celebrar o autor de Gabriela Cravo e Canela, aquele que, no entender da escritora Ana Maria Machado, foi capaz de trazer para a ficção contribuições positivas da sociedade, como o interculturalismo, a miscigenação, o hibridismo cultural.
A nova presidenta da Academia Brasileira de Letras, aliás, pretende transformar a sede da centenária entidade em palco para a literatura do autor baiano. "Queremos fazer uma revisão crítica da obra de Jorge Amado e abrir possibilidades para que outros também façam isso no Brasil e no exterior. Vamos ver como ele é recebido hoje", comentou.
Outro grande evento vai acontecer no Museu da Língua Portuguesa. Lá, em março, será aberta a exposição Jorge, Amado e Universal, que reunirá manuscritos, fotos e objetos do escritor. "Queremos apresentar um panorama de Jorge Amado, ou seja, oferecer elementos que ajudarão o visitante a compor uma imagem desse autor", conta Ana Helena Curti, coordenadora de curadoria, que contará ainda com Ilana Goldstein, consultora de conteúdo do projeto, e William Nacked, diretor coordenador. Todos terão o apoio da Fundação Casa de Jorge Amado, de Salvador, fiel mantenedora do acervo do romancista.
A exposição será interativa, ou seja, os visitantes vão dispor de sons e imagens - muitas delas acessadas pelo tato - que apresentarão aspectos da obra do autor de Dona Flor e Seus Dois Maridos. Para isso, é a figura do próprio escritor que conduzirá o público pelos corredores do Museu da Língua Portuguesa. O espaço físico será criado por uma dupla de craques, Daniela Thomas e Felipe Tassara. "O objetivo é mostrar que Jorge continua atemporal, seja em seus escritos, seja em suas atuações políticas e sociais."
A reedição da obra pela Companhia das Letras permite comprovar isso. Autora de um livro em que analisa a escrita amadiana (Romântico, Sedutor e Anarquista - Como e Por Que Ler Jorge Amado, lançado pela Objetiva), Ana Maria Machado defende a importância para a literatura nacional do romancista baiano, que fez a fusão amorosa entre o erudito e o popular, que erotizou a narrativa, que trouxe à tona questões sobre o não sectarismo, a miscigenação, a luta contra o preconceito e contra a pseudo erudição europeia.
Uma mistura tão heterogênea que explica o interesse da escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense, que prepara seu próximo desfile inspirado nos personagens de Amado. Ainda na mesma linha popular, também justifica a decisão da TV Globo em novamente adaptar Gabriela no formato de novela, agora com Juliana Paes como a sedutora morena, com estreia prevista para agosto. Já na outra vertente, Jorge Amado vai inspirar debates comandados por intelectuais. Em todas as searas, ele continua irresistível.
Festejos:
Janeiro
Instalação de totem informativo em Salvador e outras cidades baianas
Fevereiro
O escritor será tema da escola de samba Imperatriz Leopoldinense; e O País do Carnaval será tema de camarote do circuito Barra-Ondina
Março
Abertura da exposição Jorge, Amado e Universal, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo; Lançamento de Navegação de Cabotagem, edição especial ilustrada (Companhia das Letras)
Maio
Lançamento de obra infantojuvenil, selecionada por Heloísa Prieto (Companhia das Letras)
Agosto
Estreia nova versão de Gabriela Cravo e Canela, na TV Globo; Jorge, Amado e Universal chega ao Museu de Arte da Bahia; Lançamento de Os Velhos Marinheiros, em edição comemorativa (Companhia das Letras); Lançamento de Jorge & Zélia, correspondência organizada por João Jorge (Companhia das Letras); Curso sobre obra de Jorge Amado, em Salvador
Setembro
Lançamento do livro A Comida Baiana de Jorge Amado, com palestra da autora Paloma Amado, em Salvador
Dezembro
Lançamento em caixa de Capitães da Areia, com DVD
Segundo semestre/2012
Estreiam as peças O Sumiço da Santa, direção de Fernando Guerreiro, e Novos Capitães, direção geral de Cecília Amado, Salvador; Musical Gabriela, Cravo e Canela, direção de João Falcão, no Rio

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Processo Seletivo para a Banda Sinfônica Jovem do Estado.


A partir de 9 de janeiro de 2012 estarão abertas as inscrições para o Processo Seletivo para ingresso na Banda Sinfônica Jovem do Estado. 
Lei aqui o Edital de Convocação

Processo Seletivo para integrar a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo


A partir de 9 de janeiro de 2012 estarão abertas as inscrições para o segundo Processo Seletivo para ingresso na Orquestra Jovem do Estado.
Clique aqui para ler o Edital.  

Conservatório de Tatuí divulga agenda artística do ano de 2012

Entre os destaques do próximo ano estão a 25ª edição do Fetesp e o Concurso Nacional de Luteria, que terá como objeto da competição a viola de arame
O Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos anunciaram 18 grandes eventos confirmados na agenda artística do Conservatório de Tatuí para o ano de 2012.  Entre apresentações, concertos, encontros e festivais a programação vai contemplar uma grande diversidade de estilos.
De acordo com o diretor executivo do Conservatório de Tatuí, Henrique Autran Dourado, a extensa programação terá desde festivais com participações internacionais até concertos de enfoque mais pedagógico.Oferecendo um vasto número de atrações para o público. 
Entre os destaques da programação, o Festival Estudantil de Teatro comemora 25 anos. “Isso representa um marco histórico em um dos setores mais importantes, já que o Conservatório foi criado para o ensino de Música e também Artes Cênicas”, afirmou Dourado.
Outros destaques ainda reforçam a lista para 2012. “O concurso de luteria terá como objeto da competição a viola de arame, popularmente conhecida como viola caipira. O concurso acontecerá simultaneamente ao IV Torneio Estadual de Cururu, já que os dois assuntos se ligam devido à viola”, disse o diretor do Conservatório de Tatuí.
Para o primeiro semestre do ano, estão previstos a I Semana de Música de Câmara, no período de 16 a 22 de abril; III Encontro Internacional de Madeiras de Orquestra, de 16 a 19 de maio; XVIII Festival Brasileiro de Trombonistas, realizado entre os dias 5 e 7 de junho; IV Encontro Internacional de Metais, de 7 a 10 de junho e II Semana de Música de Câmara e Prática de Conjunto, entre 18 a 24 de junho.
Já para segundo semestre, a agenda do Conservatório de Tatuí ficará ainda mais cheia com os 11 eventos produzidos pela instituição. São eles: 19º Festival de MPB – Certame da Canção, de 29 de junho a 1º de julho; Coreto Paulista – VII Curso de Férias, de 14 a 21 de julho; Rio International Cello Encounter em Tatuí, nos dias de 6 a 10 de agosto; III Encontro Internacional de Corais, realizado nos dias de 5 a 8 de setembro; III Semana de Música de Câmara e Prática de Conjunto, de 24 a 30 de setembro.
O último trimestre está reservado para o 25º Festival Estudantil do Estado de São Paulo (Fetesp), entre 6 a 14 de outubro; V Encontro Internacional de Saxofonistas, de 17 a 20 de outubro; IV Encontro Internacional de Violonistas, de 31 de outubro a 3 de novembro; 19º Festival de MPB – IV Torneio Estadual de Cururu em conjunto com o IV Concurso Nacional de Luteria “Enzo Bertelli” – Modalidade Viola Caipira, nos dia 9, 10 e 11 de novembro; 52º Semana de Música e IV Prêmio Incentivo de Música de Câmara, entre 17 a 25 de novembro e a Mostra de Artes Cênicas, realizada no dia 30 de novembro a 2 de dezembro.
Além dos encontros, o Conservatório de Tatuí e o Governo do Estado de São Paulo, com apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e patrocínio da Mercedes-Benz, Hamburg Süd e Allianz, promove o projeto “Música Orquestral Alemã”, que também tem o apoio da Prefeitura de Ourinhos e a promoção do Instituto Goethe.
A segunda etapa do projeto terá 13 concertos e será realizada em março de 2012. As apresentações contam com diferentes programas, mostrando ao público o desenvolvimento da música alemã ao longo de 250 anos. Além da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, a formação do grupo conta com a participação de músicos monitores da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e com alunos da instituição tatuiana, selecionados em testes no final do mês de novembro.
Destaques
Teatro - O Festival Estudantil de Teatro do Estado de São Paulo e o um dos eventos mais antigos do Conservatório de Tatuí. Nasceu como “Festival Estudantil de Teatro Amador” no ano de 1977. Ao longo de sua história, ele passou de municipal a estadual tendo ainda diferentes denominações até que em 15 de fevereiro de 1982 foi oficializado pelo Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado da Cultura, pelo Decreto nº 18434. Assim, ele passou a integrar o calendário de eventos culturais do Estado de São Paulo.
O mais longevo evento realizado no Conservatório de Tatuí também teve suas características alteradas ao longo dos anos, mas sempre mantendo um grande sucesso de público e participantes. Atualmente, ele reúne diversos grupos teatrais do Estado de São Paulo.
Música - O Concurso Nacional de Luteria “Enzo Bertelli” foi criado no ano de 2008 e é pioneiro no país. Realizado bianualmente, o concurso visa a premiar talentos da fabricação de instrumentos de diferentes modalidades e divulgar a arte de luteria. Os instrumentos que resultam em premiação são integrados ao acervo de instrumentos do Conservatório de Tatuí.
Enzo Bertelli, italiano de renome internacional, tem trabalho catalogado no Dicionário Universal dos Luiteres e na Enciclopédia da Tchecoslováquia – espécies de Bíblias da profissão muito rara e que exige precisão e dedicação. Fundou, em agosto de 1980, o curso de luteria no Conservatório de Tatuí.
Assessoria de Imprensa Conservatório de Tatuí