quinta-feira, 12 de abril de 2012

George Gershwin

George Gershwin

Nascido em um bairro nova-iorquino, em 1898, em uma família pobre, de judeus russos, George Gershwin, dotado de uma imaginação melódica aparentemente inesgotável ficou célebre pelas centenas de canções de sucesso que escreveu, muitas delas para musicais feitos em parceira com seu irmão, o letrista Ira Gershwin, como Lady Be Good (1926) e Girl Grazy (1930).
Embora seus conhecimentos de orquestração e teoria musical fossem limitados, Gershwin se aventurou também pelo terreno da música de concerto. Sua carreira nesta área tomou impulso quando Paul Whiteman, líder de uma célebre banda de jazz, encomendou a Gershwin uma obra para o próprio compositor interpretar ao piano, acompanhado pelo grupo de Whiteman. Nascia assim a Rapsody im blue.
Hoje mais executada peça para piano e orquestra das Américas, a Rhapsody in Blue, orquestrada por Ferde Groffé três vezes; em 1924. 1926 e 1942, quando a peça ganhou a feição com que habitualmente é executada, para grande sinfônica, mantendo, contudo, os instrumentos de banda de jazz como banjo e saxofones. Tido como uma espécie de marca registrada do compositor, o glissando do clarinete que abre obra não foi escrito por Gershwin, trata-se de um efeito realizado, em um ensaio, por Ross Gorman, clarinetista da banda de Whiteman, que o autor imediatamente resolveu incorporara à partitura.

O sucesso de Rhapsody animou o compositor a arriscar novas criações para as salas de concertos, dentre as quais as mais célebres foram o Concerto para Piano em fá, de 1925, e Um americano em Paris, do ano seguinte.
Contudo, sua criação mais ambiciosa foi uma ópera, Porgy and Bess, com libreto de DuBose Heyward e versos de Ia Gershwin e Dorothy Heyward. Baseada no romance Porgy, do casal Heyward, a ópera é ambientado em Catfish Row, local fictício, antiga propriedade rural da aristocracia, convertida em cortiço de negros, no cais de Charleston, na Carolina do Sul. O par romântico é formado pelo aleijado Porgy and Bess, a namorada do violento estivador Crown, cobiçada também pelo traficante Sporting Life.

Estreada em 1935, Porgy and Bess inspirou álbuns de alguns dos mais importantes nomes do jazz, como Miles Davis, Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, graças ao apelo instantâneo de itens como a canção de ninar Summertime.

Em janeiro de 1936, Gershwin uniu alguns dos principais temas da ópera em A Suite From Porgy and Bess, para ser executada em uma turnê que ele fez com a Orquestra da Filadélfia, regida por Alexandre Smaltens, na qual o próprio compositor atuava como solista de seu Concerto em fá.

Depois dessa excursão, a partitura, contudo, ficou esquecida. Um tumor cerebral tirou a vida do compositor prematuramente, aos 38 anos de idade, em 1937, e foi só em 1958 que ira encontrou a obra, meio por acaso, nos arquivos de sua casa, em Beverli Hills.

Para distinguir a peça de Porgy and Bess, a Symphonic Picture, suíte da ópera que Robert Russel Bennett (1894-1981) escrevera sob encomenda do Maestro Fritz  Reiner, em 1942, Ira decidiu, então, realiza-la, dando o nome de Catfish Row, pelo qual ela é hoje conhecida. E entregou a partitura ao regente Maurice Abravanel responsável pela reentrada da suíte em circulação.

 Programa de Concerto Osesp jun/jul 2008 – p. 14-15.

Antonio Meneses vive momento virtuoso na carreira, entrevista cedida ao Valor


O violoncelista pernambucano Antonio Meneses, de 54 anos, está em São Paulo para três concertos com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), de quinta a sábado na Sala São Paulo (onde sola o concerto de Dvorák regido pela primeira vez por Marin Alsop) e hoje, para um concerto de câmara com obras de Villa-Lobos, Shostakovich e César Franck ao lado do pianista José Feghali.
 Feliz, anuncia ao Valor que já gravou, em janeiro, "o primeiro CD da minha parceria com a pianista portuguesa Maria João Pires, radicada no Brasil, que será lançado ano que vem pela Deutsche Grammophon, com obras de Schubert, Brahms, Mendelssohn e Bach". Meneses deve comemorar mesmo, pois fecha um círculo virtuosíssimo.
 Depois de 30 anos, volta a lançar um CD pela Deutsche Grammophon, a mais ilustre das gravadoras clássicas, que possui o famoso selo amarelo em todas as suas capas. É que, em 1982, ele estreou na DG, como os insiders a chamam, já no topo: gravou o concerto duplo de Brahms ao lado da violinista Anne-Sophie Mutter e a Filarmônica de Berlim, regida por Herbert Von Karajan. Isso aconteceu logo após ter vencido contra todas as probabilidades uma penca de russos (e dezenas de outros violoncelistas do mundo inteiro) no Concurso Internacional Tchaikovsky de Moscou - o mais importante concurso musical do planeta.
 Meneses confessou, ainda em 1982, que não se sentira à vontade com a interpretação de Karajan. Sua timidez bem pode ter sido o motivo de não ter deslanchado logo em seguida na carreira internacional, mesmo com o prêmio musical mais cobiçado no mundo em sua bagagem.
Quem o conhece bem sabe que nada o abala. Ele continua calmo e introspectivo. E nestes últimos 30 anos construiu com paciência uma carreira sólida e notável. Galgou degraus consistentes. Registrou sua visão pessoal da "bíblia" do instrumento, as seis suítes para violoncelo solo de Bach nos anos 1980, no Japão; e, já no século XXI, revisitou-as de modo definitivo, em deslumbrante e amadurecida interpretação (disponível em álbum duplo nacional do selo Clássicos). Associou-se à última formação do lendário Beaux Arts Trio, que durante meio século foi liderado pelo maravilhoso pianista Menahem Pressler. Gravou vários CDs com o trio para a Philips. Mas tem preferência clara pela integral das sonatas para violoncelo e piano de Beethoven que registrou com Pressler já octogenário (também disponíveis em álbum duplo nacional).
Ele encerrou semana retrasada em Paris uma turnê com a Orquestra Nacional da França sob regência de Daniele Gatti em várias cidades suíças (Zurique, Berna, Lucerna e Genebra). "Depois do Brasil, irei tocar e dar masterclasses pela primeira vez em Taiwan e em seguida realizarei uma turnê no Japão" - onde tem imenso prestígio. Meneses deu esta entrevista ainda antes de desembarcar em São Paulo, o que aconteceu no sábado dia 7. A seguir, os principais trechos:
Valor: Como está seu ritmo de concertos e gravações nesta temporada 2012?
Antonio Meneses: Tenho dois CDs novos no forno, um que sai agora em maio e outro no ano que vem. O primeiro é um CD com dois concertos: o primeiro é arquiconhecido, do inglês Edward Elgar [1857-1934], mas meu entusiasmo maior é por um concerto inédito, primeiríssima gravação mundial, do austríaco Hans Gal [1890-1987]. É um compositor de origem judaica que só está sendo redescoberto agora. Sua obra é de primeira grandeza, muito romântica e de incrível beleza. A orquestra será a Northern Sinfonia, com a qual gravei também os dois concertos de Haydn e o do pernambucano Clóvis Pereira, e o regente é o nosso querido Claudio Cruz [spalla da Osesp], que fez um magnífico trabalho. Sairá pela Avie no mercado internacional e pelo selo Clássicos no Brasil. Foi gravado em janeiro passado.
Valor: O segundo CD deve ter significado especial para você...
Meneses: Sim. Têm sido muito importantes os recitais na Europa com Maria João Pires, momentos mágicos dessa temporada. Este CD, também gravado em janeiro, é o primeiro da minha parceria com ela.
Valor: Você passa duas semanas inteiras com a Osesp neste ano. Além dos concertos desta semana, você retorna em novembro, e está sendo anunciado como "artista em residência da Osesp".
Meneses: Os concertos com a Osesp são três, além do recital com o Feghali. Existe muito mais o conceito de compositor em residência. O de artista/solista é algo novo para mim, mas não deixa de ser interessante, pela diversidade da programação, já que tocarei obras conhecidas, como o concerto de Dvorák, e uma inédita, como o concerto do Marco Padilha em novembro. Isso tudo além da música de câmara em forma de recital. Uma coisa que me agrada é tocar o segundo violoncelo do maravilhoso Quinteto de Schubert.
Valor: Como nasceu o teu interesse na obra do compositor campineiro Marco Padilha?
Meneses: Nos últimos anos tenho me voltado muito para a música brasileira. O concerto do Padilha foi terminado já há uns três ou quatro anos e passou por diversas etapas de criação. É uma obra em um movimento contínuo com acompanhamento de uma orquestra grande. É tecnicamente bastante difícil, e por culpa minha, pois uma versão anterior me pareceu fácil demais e por isso pedi ao compositor que explorasse melhor as possibilidades do instrumento. Exige muito do solista.
Valor: Você já tocou com José Feghali antes ou esta apresentação da terça será a estreia de um novo duo? E com a nova titular da Osesp, também será a primeira vez?
Meneses: Em princípio, este será o meu primeiro recital com o Feghali. Ainda quando garotos, tocamos uma vez no Rio de Janeiro uma sonata de Beethoven, mas acho que ele mesmo concordaria que esse não valeu. O de São Paulo, portanto, será nosso "début". Também será minha primeira vez com Marin Alsop. Só a conheço de nome e pela ótima reputação que tem. Estou realmente feliz com essa parceria e tenho certeza de que será uma ótima experiência para mim.
Valor: O que te agrada mais hoje: ser solista com orquestra ou fazer música de câmara?
Meneses: Gosto das duas coisas, mas o que mais importa é a qualidade musical e artística da parceria, tanto no caso de concertos com orquestra como na música de câmara. Confesso que já participei, por exemplo, de concertos de música de câmara que me deixaram muito infelizes, pela falta de ensaios e de vontade de todos os participantes para se atingir o máximo possível de expressão musical. No reino das orquestras, acontece muito de regentes deixarem só aquela última meia horinha do ensaio para trabalhar a obra com o solista, o que demonstra descaso para com a música em geral. É impossível atingir assim um nível musical e técnico mais alto!
Antonio Meneses e José Feghali
Série de Câmara
Sala São Paulo
praça Júlio Prestes, 16, SP,
tel. (11) 3223-3966 
R$ 54 a R$ 62
Marin Alsop rege Bernstein - Antonio Meneses (artista em residência)
Sala São Paulo;
qui. (dia 12) e sex. (dia 13), às 21h; sáb. (dia 14), às 16h30.
R$ 26 a R$ 149

4 cursos gratuitos de Alemão e Francês


DEUTSCHE WELLE
Os recursos oferecidos por este site ajudam tanto iniciantes quanto estudantes avançados da língua alemã. São áudios, vídeos e textos que treinam, de forma autodidata, a compreensão, a conversação e a pronúncia. O site pode ser configurado em diversos idiomas, inclusive o português.

FRANÇAIS INTERACTIF

O internauta aprende o idioma e a cultura ao acompanhar estudantes da Universidade do Texas em um programa de verão em Lyon, na França. Há vídeos e áudios. O site está em inglês.
FRANCO CLIC

Destinado aos alunos e professores interessados na aprendizagem e no ensino da língua francesa e das culturas francófonas. É resultado de uma parceria entre a Embaixada da França no Brasil e o Ministério brasileiro da Educação
LEARN FRENCH

Esse site, em inglês, oferece lições básicas da língua francesa. É possível aprender conjugações de verbo, frases para as situações mais comuns e a pronúncia das palavras. As aulas estão disponíveis em áudio e vídeo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Edital do Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012


A Fundação Nacional de Artes - Funarte -  lança o Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012. Serão selecionadas trinta obras inéditas para conjuntos orquestrais e camerísticos e para solistas, a serem executadas nos concertos da XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea. Programada para o segundo semestre de 2013, a Bienal é considerada a mais importante mostra de música erudita do Brasil. Podem concorrer compositores brasileiros ou radicados no país há no mínimo três anos. As inscrições podem ser feitas até 28 de setembro.

Este ano, o Prêmio de Composição Clássica contemplará obras inéditas para orquestra sinfônica, orquestra de sopros, orquestra de câmara, orquestra de cordas, conjuntos de intérpretes, solistas, duos e trios, quartetos e quintetos, além de composições de música eletroacústica, mista ou acusmática. Os selecionados receberão entre R$ 8 mil e R$ 30 mil.
A análise dos trabalhos inscritos caberá a uma comissão externa, composta por integrantes de notório conhecimento sobre música clássica. Entre os critérios de avaliação estão a qualidade da obra e a viabilidade de sua execução. O investimento total da Funarte no Prêmio é de R$ 1.130.100,00.

Sono ajuda a fixar o aprendizado do dia

Enquanto dormimos, cérebro revisa palavras aprendidas e as grava na memória linguística

O sono ajuda a fixar no cérebro os conhecimentos adquiridos durante o dia e serve para melhorar as habilidades linguísticas, diz um novo estudo.
Essas são as conclusões do trabalho do pesquisador belga Nicolas Dumay, do Centro Basque de Cognição, Cérebro e Linguagem (BCBL, na sigla em inglês), de San Sebastián, na Espanha.

A pesquisa buscava investigar as funções que o cérebro desenvolve enquanto dormimos, uma questão sobre a qual a Ciência ainda não tem uma resposta completa.
Os experimentos, diz o autor, demonstram que durante as horas de sono o cérebro revisa as palavras aprendidas durante o dia, e as fixa na memória linguística.

O cientista empregou a aprendizagem de palavras novas para comprovar a hipótese sobre a atividade cerebral durante o sono, assinala em nota divulgada pelo centro de investigação.
Segundo Dumay, que desenvolveu a pesquisa com vocabulário em inglês, "as palavras lutam entre elas pelo acesso à memória em nosso cérebro", e a pesquisa demonstra que "somente após dormir as palavras recém aprendidas conseguem o status de palavra assimilada".

"De certo modo, o sono torna as palavras reais", acrescenta. A pesquisa de Dumay, publicada no periódico científico Cognition, especializado no estudo do cérebro, comprovou que durante as horas de sono o cérebro revisa as palavras aprendidas durante o dia, melhora as habilidades linguísticas e fixa as palavras aprendidas.
Na fase experimental, desenvolvida na Universidade de York, no Reino Unido, o pesquisador mostrou 36 palavras novas a 32 pessoas. Uma delas foi "numesstac", que não tem significado algum em inglês, mas que em sua composição aparece a palavra "mess", muito comum, que significa desastre ou desordem.

Cinco minutos depois de escutar palavras desse tipo, os participantes lembravam de 7% dos novos termos. Mas 24 horas mais tarde, ou seja, após dormir, a taxa de lembrança subiu a 12%.
O mais significativo, segundo o autor, foi que as pessoas foram muito mais lentas em reconhecer as palavras que já conheciam, como "mess", que estavam inseridas nos termos propostos.

Segundo Dumay, essa lentidão no reconhecimento das palavras já conhecidas deve-se a que durante o sono os participantes da pesquisa assimilaram os novos termos como "numesstac," que deixou de ser uma palavra nova para transformar-se em uma palavra assimilada, o que dificultou o reconhecimento do termo "mess".

Baseados nessa conclusão e em outros estudos anteriores sobre o sono e a mente, Dumay assegura que o cérebro assimila mais facilmente as palavras aprendidas durante a noite, antes de dormir, já que durante o dia o cérebro tem muitos outros estímulos que interferem nas palavras aprendidas pela manhã.
Dumay é autor de várias pesquisas relacionadas com o aprendizagem, a linguística e o cérebro. Algumas de suas conclusões estão sendo aplicadas no desenvolvimento de novas técnicas de ensino de línguas.

O Réquiem de Verdi

Guiseppe Verdi

A “Missa de Réquiem” de Guiseppe Verdi foi composta em1873-74 em homenagem ao recém-falecido escritor Alessandro Manzoni (1785-1873). As origens da obra remontam, contudo ao passamento, em 1868, de outra figura central da cultura italiana do século XIX, o compositor Gioachino Rossini A morte de Rossini ocorrera em um momento muito particular, quando o interesse pela ópera nacional começava a decair na Itália Como reação a essa tendência, Verdi propôs que alguns compositores, entre os quais ele mesmo, escrevessem um Réquiem para Rossini, uma espécie de tributo nacional ao autor de “0 Barbeiro de Sevilha”. Coube a Verdi compor a parte final “Libera me, Domine” desse Réquiem coletivo.  Todavia, apesar de os compositores envolvidos no projeto terem cumprido suas partes, a obra não foi apresentada na ocasião para a qual havia sido idealizada no aniversário de falecimento de Rossini, e terminou abandonada. Alguns anos mais tarde, a morte de Manzoni levaria Verdi a retomar a ideia de celebrar um grane artista nacional. Aproveitando o “Libera me, Domine” composto para Rossini, Verdi completou a “Missa de Réquiem” a tempo de ser executada o primeiro aniversário da morte de Manzoni, na Igreja de São Marcos (Milão), sob regência do próprio compositor.
Embora durante a infância tenha sido instruído nos princípios do catolicismo, Verdi possuía opiniões bastante liberais. Não por acaso, talvez, alguns contemporâneos viram pouca religiosidade na “Missa de Réquiem”.  O célebre maestro Hans von Bülow chegou a afirmar, irônico e severo, que a obra era uma “opera sob veste de igreja”. Ainda que Verdi insistisse que a apresentação de “Réquiem” não fosse teatral, a obra possui de fato um caráter marcadamente dramático.
Para exprimir as poderosas emoções transmitidas pelo texto, Verdi emprega recursos musicais próprios de suas óperas, como as melodias sublimes, os ritmos vigorosos, a sonoridade grandiosa e, sobretudo, os contrastes dramáticos. Nesse sentido, a suavidade inicial do “Réquiem / Kyrie” segue-se ao terrível “Dies Irae” em fortíssimo, a evocar o dia do Juízo Final. O “Ofertório”, por sua vez recupera o lirismo do começo da Missa, mas em chave serena e ainda mais intimista; dessa forma, enquanto no “Dies Irae” predominam as massas sonoras dos metais e do coro a escrita do “Ofertório” privilegia as madeiras, as trompas, as cordas e os cantores solistas, ao passo que o coro silencia.
As melodias simples e modestas do “Ofertório” dão lugar, em seguida, à majestosa e complexa polifonia do “Sanctus” em que retoma a grandiosidade do “Dies Irae”, mas o tom, agora, é alegre e triunfal. Vale mostrar     que Verdi demonstra grande virtuosismo na composição da complicada fuga em oito partes (com o coro dividido em duas partes) que se desenvolve nesse movimento da Missa. Após a tempestade do “Sanctus” a música se apazigua novamente no “Agnus Dei” angelical e no indeciso “Lux Aeterna”. Por fim, os contrastes entre as sonoridades pujante e recolhida, entre as texturas polifônica e melodiosa, entre os estados de angústia e serenidade, contrastes que se verificam entre as partes da Missa, concentram-se no último movimento da obra, o “Libera me” (que Verdi compusera para o Réquiem em memória de Rossini, e que ele aproveita na Missa de Réquiem com algumas alterações). Ao tema infernal ”Dies Irae” que retorna, contrapõe-se ao sussurro, em melodia consoladora, da frase inicial da obra, “Réquiem Aesternam”, reminiscência dos primeiros compassos da Missa. Após uma fuga esplendorosa, o “libera me” extingue-se em pianíssimo de modo que a Missa de Réquiem, monumental em tantos aspectos, se encerra em murmúrio, a beira do nada.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Hoje, Camerata Bariloche no Masp


Música no Masp

Camerata Bariloche

Dia 10.04 – terça-feira - 12H30
Grande Auditório – Masp – SP
Entrada Franca

Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo na USP


Dia 11.03 – Quarta-feira - 18H30
Departamento de Música da ECA/USP
Cidade Universitária
Entrada Franca

80 mil documentos de Einstein publicados na net

Cerca de 80 mil documentos que compõem o arquivo de Albert Einstein, incluindo correspondência pessoal com amantes e um postal comovente para a mãe que estava doente, vão ser publicados online.
A Universidade Hebraica de Jerusalém, que detém a colecção de Einstein, está a disponibilizar online, em alta resolução, fotografias, artigos científicos e textos do cientista sobre vários temas como o armamento nuclear ou o conflito israelo-árabe, entre outros.

Os responsáveis pelo projecto defendem que o arquivo na web vai ser bastante útil para estudantes de todo o mundo que assim passam a ter acesso ao trabalho de um dos maiores génios de sempre.
Muitos destes documentos estavam fechados num armazém da universidade e apenas alguns estavam disponíveis na internet.

A universidade publicou ainda o inventário completo dos 80 mil documentos.


Balé Jovem de São Vicente apresenta coreografias premiadas


O Balé Jovem de São Vicente realiza no dia 12 de abril, às 20h, no Teatro Municipal Brás Cubas, o espetáculo "Balé Jovem e Convidados".  Na ocasião, serão apresentadas  as coreografias premiadas no festival Tanzolymp em Berlim e as coreografias que serão apresentadas no festival Youth American Grand Prix (YAGP) em Nova Iorque.
A apresentação irá reunir vários estilo de dança como: balé clássico, jazz, contemporâneo, repertórios e sapateado. Uma noite especial que será representada por escolas de dança de toda a região: Academia Contra Passo, Cia Santista de Sapateado, Escola Livre de Dança, Ballet Eliana Marques, Engenharia da Dança e Palco e Cia. Um encontro único onde a dança da baixada se reune em prol dos bailarinos de São Vicente que irão representar nosso país.
Os cinco bailarinos que irão para Nova Iorque: Noan Alves, Verônica Vasconcelos, Larissa Machado, Sarah Campos e Giovanna Costa estão ensaiando cinco horas diárias desde o mês de junho de 2011 para poder realizar esse sonho. Já se classificaram entre os 30 brasileiros que vão para o YAGP, agora, antes de pisar nos palcos de Nova Iorque se apresentam para a cidade e região que sempre apoiaram seus sonhos.
Os convites custam R$12 e estão sendo vendidos nas academias convidadas e na escola do Balé Jovem de São Vicente - Av. Prefeito José Monteiro, 70.
O Balé Jovem contou com um apoio parcial da Prefeitura Municipal de São Vicente para realizar a viagem, porém, devido ao alto custo da viagem ainda falta uma parte para que os bailarinos embarquem para os EUA. Toda a renda do espetáculo será revertida para a viagem e taxa de inscrição dos bailarinos.
Para mais informações sobre o YAGP e sobre o Balé Jovem: 13 33048113 ou www.balesaovicente.blogspot.com

Prêmio Agente Jovem de Cultura


Edital que premiará inciativas culturais de jovens tem inscrições prorrogadas para 30 de abril
O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC) publicou no DOU de hoje, 29/02 (seção 1, páginas 13 e 14) portaria prorrogando para  até o dia 30 de abril o prazo para os interessados se inscreverem no edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais que premiarará 500 iniciativas de jovens entre 15 e 29 anos.
O edital é uma parceria entre o MinC – que investirá R$ 2,9 milhões – e os ministérios da Saúde (R$ 1 milhão) e do Desenvolvimento Agrário (R$ 600 mil), além da Secretaria-Geral da Presidência da República/Secretaria Nacional de Juventude (R$ 500 mil).
Podem concorrer ao prêmio iniciativas existentes e já concluídas nas áreas de comunicação, tecnologia, pesquisa, formação cultural, produção artística, intercâmbio e sustentabilidade. Cada selecionado irá receber premiação no valor de R$ 9 mil. Os premiados poderão se inscrever de acordo com a faixa etária: serão 200 bolsas para jovens entre 25 e 29 anos, número igual para aqueles que têm entre 18 e 24 anos e outras 100 para os jovens de 15 a 17 anos. As inscrições poderão ser feitas pela internet, por meio do SalicWeb, ou pelos Correios. O MinC lembra aos interessados que as inscrições online só serão efetivadas depois que o inscrito clicar no botão “Enviar”.
O edital terá duas fases: habilitação das propostas (análise documental eliminatória) e seleção (eliminatória e classificatória). Os projetos serão avaliados a partir dos seguintes critérios: criatividade, inovação e boas práticas; impacto social da iniciativa; comprovação da qualidade e efetividade das estratégias de comunicação e de estratégias que promovam o empoderamento para o autocuidado; sustentabilidade valorização da cidadania e da diversidade cultural brasileira.
Para a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, é importante identificar e valorizar o que vem sendo feito por jovens que trabalham com a cultura no Brasil. “Esse prêmio é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, com uma parceria, também, do Ministério da Educação (MEC)”, afirma Rollemberg.
Leia mais acessando o site do MinC

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fim de uma era: Enciclopédia agora, só a virtual

A Enciclopédia Britânica, ou Barsa, como ficou conhecida no Brasil, foi lançada em 1768. É a mais antiga enciclopédia generalista ainda em produção. Ou era.
A Britannica original (que nasceu na Escócia, mas é, gerida por uma empresa americana) decidiu que a edição lançada em 2010 foi a última em papel. Afinal, foram vendidos apenas oito mil dos doze mil conjuntos de volumes então impressos em língua inglesa. Para contrastar, em 1990, o ano de maior popularidade, foram vendidas 120 mil enciclopédias só nos EUA.

“É um ritual de passagem para esta nova era”, afirmou Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia

Britannica, em declarações ao New York Times. “Algumas pessoas vão ficar tristes e nostálgicas com isto.

Mas agora temos uma ferramenta melhor. O site é atualizado constantemente, é mais expansível e tem conteúdos multimídia”.

Após 244 anos, e tendo percebido que não pode competir com rivais gratuitos como a Wikipédia, por exemplo, a transição para o mundo virtual está completa.

Imprimir enciclopédias era responsável por menos de 1% das receitas da empresa. Cerca
de 85% dos lucros vêm da venda de produtos para currículos escolares, o restante vem de
assinaturas do site, explicou a empresa.

Cerca de meio milhão de famílias pagam uma taxa anual de US$ 70, que inclui o acesso,
pelo computador ou dispositivos móveis, ao banco de dados completo de artigos, vídeos e
documentos originais.

Teatro Guaíra vai ser revitalizado; obras começam no ano que vem


O edital para reforma e restauro do Teatro Guaíra, que abrange Guairão, Guairinha e Miniauditório, vai ser lançado dentro de 15 dias. Serão reformados os banheiros dos três auditórios e a entrada de carga e descarga. Por ser na Rua Amintas de Barros, traz problemas para as produções artísticas e também para os motoristas que trafegam na região. As demais obras devem ser apenas de restauro.

Simpósio de Musicologia chama para trabalhos

O III Simpósio será realizado de 13 a 16 de agosto na Escola de Música.

Está aberto e vai até 13 de maio o prazo para sub­missão de tra­ba­lhos ao III Sim­pósio In­ter­na­ci­onal de Mu­si­co­logia da UFRJ. Mar­cado para agosto, o evento é uma ini­ci­a­tiva do Pro­grama de Pós-Gra­du­ação em Mú­sica (PPGM) e dis­cu­tirá o tema “Pa­trimônio Mu­sical na Atu­a­li­dade: Tra­dição, Me­mória, Dis­curso e Poder”.
O texto deve ser inédito, enfocar questões relacionadas ao assunto do simpósio e apresentado em português, inglês ou espanhol.
O encontro propõe uma reconceituação das noções de “patrimônio cultural” e “patrimônio musical”, bem como “uma ampliação e aprofundamento das questões teóricas e metodológicas da pesquisa musical, buscando maior inserção nas políticas públicas e ações comunitárias relativas aos bens culturais e as formas de saber, fazer e criar atinentes à música”.
Como nas edições anteriores, O III Simpósio reunirá especialistas do Brasil, Europa e Estados Unidos. Estão previstas também as participações de compositores, músicos e dirigentes de instituições culturais e especialistas de áreas afins com objetivo de propiciar um debate interdisciplinar e amplo.
A comissão científica do encontro inclui os seguintes pesquisadores: Maria Alice Volpe (UFRJ), presidente, Marcos Nogueira (UFRJ), Régis Duprat (USP), Ilza Nogueira (UFPB), Diósnio Machado Neto (USP-Ribeirão Preto), Mary Angela Biason (Museu da Inconfidência, Ouro Preto) e Robin Moore (Universidade do Texas, Austin, EUA). Já a comissão organizadora está composta por Marcos Nogueira (UFRJ), presidente, André Cardoso (UFRJ), Maria Alice Volpe (UFRJ), João Vidal (UFRJ), Pedro Bittencourt (UFRJ), Ana Paula da Matta Machado Avvad (UFRJ).
As normas de apresentação das contribuições podem ser consultadas aqui e maiores esclarecimentos obtidos através do e-mail volpe@musica.ufrj.br, da presidência do evento.

CRONOGRAMA
Prazo para submissão dos trabalhos: 13 de maio de 2012.
Divulgação do resultado dos trabalhos aprovados: 31 de maio de 2012.
Envio da versão revisada do trabalho para publicação: 13 de junho de 2012.
Realização do evento: 13 a 16 de agosto de 2012.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Coro de Câmara da Unesp no CEU Meninos

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Projeto de incentivo a novos escritores


A Câmara analisa proposta que cria o Programa de Apoio e Incentivo a Novos Escritores Brasileiros (Paineb), com o objetivo de estimular novos talentos literários a desenvolverem, divulgarem e publicarem os próprios trabalhos. De acordo com o PL 3199/12, do deputado João Paulo Lima (PT-PE), será considerado novo escritor quem não possuir mais de três obras publicadas ou quem tiver pelo menos um livro concluído e ainda não publicado.

O texto determina que a União poderá oferecer apoio financeiro para permitir a publicação de obras selecionadas. O apoio financeiro envolverá todas as todas as etapas relacionadas à publicação – correção ortográfica, confecção de capa, diagramação de página e aquisição do ISBN (International Standard Book Number). O benefício será concedido aos novos escritores que tenham concluído e registrado a obra no Escritório de Direitos Autorais e que comprovarem renda até um dois salários mínimos.
Na opinião do autor, o Brasil é um país de talentos, sobretudo nas artes, mas, em muitos casos, os autores enfrentam diversas dificuldades em razão do preço cobrado pelas editoras para publicar livros de autores desconhecidos. “Essas dificuldades afetam principalmente jovens escritores que não têm suporte financeiro da família”, argumenta Lima. “O objetivo é exatamente democratizar as oportunidades, estendendo a novos escritores incentivos que normalmente são restritos a escritores já reconhecidos do mercado editorial e do livreiro”, completa.

Dedução do IR
Ainda conforme o programa, editoras, agências literárias e pessoas físicas ou jurídicas de finalidade similar poderão deduzir do imposto de renda devido, sob a forma de patrocínio ou doação, às quantias efetivamente despendidas com a publicação de novos autores. O valor máximo das deduções será fixado anualmente com base em um percentual da renda tributável.

Novos escritores
Entre outros mecanismos de estímulo ao surgimento de novos talentos literários, o Paineb prevê a concessão de prêmios voltados exclusivamente para novos escritores. O texto ainda prevê a realização de palestras e eventos de divulgação do programa em escolas da rede pública e privada.

Lançado edital do Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012


A Fundação Nacional de Artes - Funarte -  acaba de lançar o Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012. Serão selecionadas trinta obras inéditas para conjuntos orquestrais e camerísticos e para solistas, a serem executadas nos concertos da XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea.

Programada para o segundo semestre de 2013, a Bienal é considerada a mais importante mostra de música erudita do Brasil. Podem concorrer compositores brasileiros ou radicados no país há no mínimo três anos. As inscrições podem ser feitas até 28 de setembro.

Este ano, o Prêmio de Composição Clássica contemplará obras inéditas para orquestra sinfônica, orquestra de sopros, orquestra de câmara, orquestra de cordas, conjuntos de intérpretes, solistas, duos e trios, quartetos e quintetos, além de composições de música eletroacústica, mista ou acusmática. Os selecionados receberão entre R$ 8 mil e R$ 30 mil.

A análise dos trabalhos inscritos caberá a uma comissão externa, composta por integrantes de notório conhecimento sobre música clássica. Entre os critérios de avaliação estão a qualidade da obra e a viabilidade de sua execução. O investimento total da Funarte no Prêmio é de R$ 1.130.100,00.

MIS inaugura novo espaço expositivo com novidades na programação


Evento marca o lançamento de festival multimídia que fica em cartaz até dia 27

Museu inaugura novo espaço expositivo no térreo da unidade
Fundado em 29 de maio de 1970, o Museu da Imagem e do Som (MIS) acolhe valioso patrimônio áudio-visual da cultura brasileira, distribuidos entre filmes, fotografias, músicas e outros formatos.

O espaço expositivo do museu está com ambiente novo e será inaugurado nesta terça, 3, às 20h, e anuncia novidades em sua programação com atrações multimídia que têm entrada Catraca Livre.
Simultâneamente à inauguração, ocorre a abertura do festival de arte colaborativa “®Nova – Cultura Contemporânea, da ROJO®”, que fica em cartaz até 27 de abril. Diversas linguagens artísticas ganham destaque na programação como música, artes plásticas, cinema e performance.

Novos artistas que desenvolvem projetos nas áreas de cinema, música e games também terão novas janelas de possibilidades entre as novas iniciativas do museu. Em abril, o espaço abre inscrições para os editais “LABMIS Curtas”, “LABMIS Estúdio” e “LABMIS Games”. Detalhes sobre as diretrizes dos projetos também poderão ser conferidos nesta noite.
Vídeos, ritmos latinos e batidas eletrônicas agitam o público com a apresentação do grupo peruano “Dengue Dengue Dengue!”, às 21h.

Orquestra Jovem Tom Jobim e Os Cariocas

Os Cariocas

Orquestra Jovem Tom Jobim e Os Cariocas
Roberto Sion – regente
Memorial da América Latina
06.04 – Sexta-feira
21H00
Entrada Franca

Pedro e o Lobo de Prokofiev


Espetáculo musical de cantigas populares
Direção Carlos Bouzys
Direção Musical Fábio Saltini, Julia Duarte, Ricardo Nonastero e Isabley Tomazzi
Teatro das Artes – Shopping Eldorado
06.04. – Sexta-feira
16H00
R$ 40,00