terça-feira, 17 de abril de 2012

Quinteto Brassuka no CEU Campo Limpo


Quinteto Brassuka
18.04 – Quarta-feira – 16H00
CEU Campo Limpo
Entrada Franca

Hoje no Teatro Municipal Ópera Idomeneo de Mozart


Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Municipal
Rodolfo Fischer – Regente.
17.04 – Terça-feira – 20H00
Teatro Municipal de São Paulo
R$ 40, a R$ 100,

Música antiga no século XXI


O II Festival de Música Antiga da UFRJ ocorrerá na EM, 23 a 27 de abril, com o tema "a interpretação da música antiga no século XXI". Além de concertos diários, sempre às 19h, no Salão Leopoldo Miguez, contará com mesas-redondas e masterclasses de 15h30 às 18h, em dias alternados, na Sala da Congregação. A curadoria é da professora Patrícia Michelini, que leciona flauta doce e adiantou o assunto a O Leopoldo.

Professora, inicialmente, era chamada de música antiga a produção até o século XVIII, dos períodos Medieval, Renascentista e Barroco. Esse conceito mudou?
É importante fazer uma distinção entre música antiga e movimento da música antiga. A música antiga, para usar uma definição que considero apropriada, seria aquela que não teve uma continuidade de execução em períodos posteriores. As obras do período Clássico e, sobretudo, as do século XIX, foram executadas em público em suas épocas e, nos períodos posteriores, frequentaram continuamente as salas de concerto. Já obras do Barroco e períodos anteriores, com algumas exceções, foram realizadas unicamente nos períodos em que surgiram. Para que voltassem aos palcos houve a necessidade de um resgate, inicialmente de interesse musicológico, depois artístico; por isso se enquadram na categoria de música antiga.

E o movimento de música antiga?
A iniciativa surgiu na década de 1960 em alguns países da Europa. Seus adeptos propunham uma nova leitura do repertório histórico, especialmente do Barroco, procurando recuperar os parâmetros de interpretação originais, utilizando instrumentos históricos (ou cópias), o diapasão corrente, estudando os tratados da época para entender como os compositores e intérpretes concebiam sua música. Trata-se, portanto, de um conceito de interpretação, que, grosso modo, se opõe àquele em que o músico aborda o repertório de épocas passadas tomando como parâmetro características estilísticas e sonoras de seu próprio tempo. O conceito desenvolvido pelo movimento é conhecido atualmente como interpretação historicamente orientada, e pode ser aplicado a repertório de épocas diversas. No festival, vamos abordar principalmente a música do período Barroco e discutir a forma de interpretá-la nos dias de hoje.

Pode comentar a música antiga brasileira?
Essa é uma história à parte! Se compararmos como as pesquisas sobre o repertório antigo europeu se desenvolveram nas últimas décadas, vamos constatar que o resgate da música antiga brasileira ainda é muito recente, e só ocorre de maneira mais científica e consistente a partir da década de 1990. A primeira questão é justamente identificar esse repertório. Numa próxima etapa, entra em discussão a maneira como esse repertório pode ser interpretado. Seriam adequados os parâmetros europeus contemporâneos? A música de um compositor como Lobo de Mesquita, ativo na segunda metade do século XVIII, pode ser interpretada como a de Haydn, que viveu na mesma época? Há muito ainda o que discutir e a mesa do dia 24 será uma boa ocasião para isso.

Como serão as aulas e debates?
Teremos também docentes de universidades públicas de Goiânia, Curitiba e São Paulo. Além da mesa do dia 24, que tratará do repertório e da interpretação da música antiga brasileira, no dia 26 reuniremos professores que desenvolvem projetos na área em diferentes instituições. A masterclass do dia 25, da professora Silvana Scarinci, tem como alvo estudantes de violão que tocam nesse instrumento música originalmente composta para alaúde e teorba, e que desejam entender melhor como a transcrição é realizada. A do professor David Castelo, dia 27, é destinada a cantores e instrumentistas de todos os níveis que buscam maior embasamento para a interpretação do repertório barroco.

Como serão os concertos?
O público poderá acompanhar, sobretudo, o trabalho desenvolvido por grupos ligados às universidades federais do Rio, especializados ou não em música antiga. Na abertura, dia 23, a Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob direção do professor Daniel Guedes, dedicará um programa a Bach, Vivaldi e Biber, com solos de violino do próprio Daniel e de Gabriela Queirós. Teremos também o Conjunto de Música Antiga da UFF, a Orquestra Barroca da UNIRIO, a Camerata Sul Tasto e encerramos com o Flustres Ensemble.

Qual a importância da UFRJ fazer um evento como esse?
As universidades, de maneira geral, proporcionam eventos interessantes por equilibrarem atividades artísticas e acadêmicas. A Escola de Música reconhece a importância da área de música antiga e tem iniciativas para seu desenvolvimento. Oferece o bacharelado e pós-graduação em cravo, cursos conduzidos de maneira brilhante pelo professor Marcelo Fagerlande. Assim, a instituição vai cumprindo seu papel de ofertar o máximo de possibilidades aos alunos, sempre zelando pela formação crítica e de qualidade.

Serviço:
São cinco vagas (solistas ou grupos) para cada masterclass, sendo que as inscrições estarão abertas a partir do dia 09 de abril, no Setor Artístico da EM – Rua do Passeio, 98, Lapa - Rio de Janeiro – RJ, CEP: 20.021-290. Para os demais eventos do Festival não há inscrições

Maria Celina Machado   

Os erros e as cegueiras do Conhecimento


Procusto, segundo a mitologia dos gregos antigos, era um malfeitor que morava numa floresta na região de Elêusis (península da Ática – Grécia). Ele tinha mandado fazer uma cama que tinha exatamente as medidas do seu próprio corpo, nem um milímetro a menos. Quando capturava uma pessoa na estrada, Procusto amarrava-a naquela cama. Se a pessoa fosse maior do que a cama, ele simplesmente cortava fora o que sobrava. Se fosse menor, ele a espichava e esticava até caber naquela medida.
A simbologia por trás desse mito representa a Intolerância diante do outro, do diferente, do desconhecido. Representa uma visão de mundo totalitária daquele sujeito que quer modelar todos os seres a sua própria imagem e semelhança. É a recusa da multiplicidade, da diversidade, da criatividade, da originalidade.
Procusto ou “as cegueiras do conhecimento” esteve presente, por exemplo, na consciência dos juízes de Sócrates, quando condenaram-no a morte por ter “corrompido” a juventude ateniense; esteve presente também no imaginário dos soldados romanos que perseguiam e matavam cristãos por seguir uma religião que se opunha ao paganismo e a figura sagrada do Imperador; continuou presente no Tribunal da “Santa” Inquisição que condenou à fogueira todos àqueles que eram contrários aos seus dogmas: Giordano Bruno, Galileu Galilei (foi poupado por ter negado suas teorias científicas) e até Joana D´arc;  esteve presente também na consciência dos reis absolutistas; nas revoluções burguesas; no processo de escravidão mercantil; na formação dos partidos nazi-fascistas; no extermínio de milhões de judeus nos campos de concentração, de trabalho e também nas Guerras Mundiais… (só para citar alguns poucos exemplos…)

O espírito de Procusto, esteve presente em várias etapas de nossa História e ainda continua atormentando a Escola tanto quanto o processo educativo, em outras palavras, está presente na consciência humana produzindo “cegueiras”, erros e ilusões do conhecimento. Dessa forma:
Quanto sofrimento e desorientações foram causados por erros e ilusões ao longo da história humana, e de maneira aterradora, no século XX! Por isso, o problema cognitivo é de importância antropológica, política, social e histórica.

Para que haja um progresso na base no século XXI, os homens e as mulheres não podem mais ser brinquedos inconscientes não só de suas idéias, mas das próprias mentiras. O dever principal da educação é de armar cada um para o combate vital para a lucidez. (MORIN, 2003, p. 33)

Mas como perceber os erros, ilusões e cegueiras em torno do conhecimento humano? Ou melhor, como reconhecer o fantasma de Procusto? O filósofo francês Edgar Morin em seu livro: “Os sete saberes necessários à Educação do futuro”, nos apresenta algumas explicações:
O conhecimento [...] é o fruto de uma tradução/reconstrução por meio da linguagem e do pensamento e, por conseguinte, está sujeito ao erro. Este conhecimento, ao mesmo tempo tradução e reconstrução, comporta a interpretação, o que introduz o risco do erro na subjetividade do conhecedor, de sua visão de mundo e de seus princípios de conhecimento[...] A projeção de nossos desejos ou de nossos medos e as perturbações mentais trazidas por nossas emoções multiplicam os riscos de erro. (MORIN, 2003, p. 20)

Portanto, o conhecimento é um processo e produto da consciência humana, na medida em que, colhe dados da realidade através de habilidades de pensamento (tradução/reconstrução); dados que são construídos pela percepção dos sentidos (tato, visão, audição, olfato e paladar); processados por nossa imaginação e linguagem; armazenados na memória e transmitidos pela oralidade. Através do processo de “tradução e reconstrução” corre-se o risco do erro, pois a Interpretação (decorrente do processo do pensar) depende da subjetividade do sujeito que conhece e de sua visão de mundo (conjunto de costumes, tradições, hábitos, crenças, etc.) que são assimilados socialmente.
Nesse argumento conceitual em torno dos erros, ilusões e cegueiras que são inerentes no processo do conhecimento humano, Morin expõe, pelo menos, duas idéias que merecem ser problematizadas: “A subjetividade do sujeito que conhece” e a “sua visão de mundo”.

Quando pensamos em “subjetividade do sujeito que conhece”, e nos remetemos a outras leituras de Morin, entendemos que o ser humano é ao mesmo tempo sapiens, no sentido de ser dotado da racionalidade, mas também é demens, isto é, capaz de condicionar seu pensamento e ação de acordo com sua afetividade, desejos, medos, perturbações mentais, por suas emoções de maneira geral. Isto quer dizer que subjetivamente, somos “atormentados” por nossas emoções que também condicionam nossas atitudes. Dessa forma, sabemos que em muitas ocasiões temos uma alta probabilidade de cometer erros e ilusões quando agimos de acordo com “impulsos” afetivos, ao ponto de mentir para si próprio ou projetar no outro nossos próprios erros, Segundo Morin:
Cada mente é dotada também de potencial de mentira para si próprio (self-deception), que é fonte permanente de erros e ilusões [...] a tendência a projetar sobre o outro a causa do mal fazem com que cada um minta para si próprio, sem detectar esta mentira da qual, contudo, é autor. (MORIN, 2003, p. 21)

Mas também, podemos cometer o erro de agir com tamanha racionalidade, ao ponto de nos desumanizar (perdendo o senso de solidariedade e coletividade), como nosso amiguinho Procusto, ou nossa querida Escola que pode ser caracterizada como uma “Instituição regularizadora, normalizadora de comportamentos, seletiva e discriminatória” como alega a educadora Luiza Cortesão da Universidade de Coimbra em palestra proferida no VI Colóquio sobre Instituições Escolares da Universidade Nove de Julho em setembro de 2009.
A segunda consideração que permeia a definição de “cegueiras do conhecimento” para Morin é a consciência de “visão de mundo” do sujeito, que o autor irá classificar como “paradigmas do conhecimento”, estrutura que condiciona os seres humanos a erros interpretativos da realidade, pois direciona o seu conhecimento, pensamento e ação segundo concepções que são inscritas culturalmente, é o que denomina imprinting cultural, “marca matricial que inscreve o conformismo a fundo, e a normalização que elimina o que poderia contestá-lo” (MORIN, 2003, p. 28). Portanto:

…O paradigma é inconsciente, mas irriga o pensamento consciente, controla-o, neste sentido, é também supraconsciente [...] o paradigma instaura relações primordiais que constituem axiomas, determina conceitos, comanda discursos e/ou teorias [...] Assim, um paradigma pode ao mesmo tempo elucidar e cegar, revelar e ocultar. É no seu seio que se esconde o problema-chave do jogo da verdade e do erro. (MORIN, 2003, p. 26; 27)
O fantasma de Procusto é justamente essa “Visão de mundo” fechada em si mesma, paradigmática, dogmática e totalitária que imprime uma matriz cultural que permeia nossas ações e pensamentos e que inevitavelmente conduz os seres humanos a erros, ilusões e cegueiras no processo do conhecer, fruto da consciência humana. Essa “visão de mundo” imprime idéias, valores, percepções falsas da realidade, e de certa forma, bloqueia o conhecimento do ser humano e inevitavelmente suas ações.

A Instituição escolar vem reproduzindo essa “visão paradigmática” desde a sua origem, e atualmente problemas como: evasão, repetência, indisciplina, violência, etc. são decorrentes de uma educação que não é compatível com as novas demandas culturais e sociais de educandos, e dessa forma, não oferece um tipo de ensino pertinente, global, contextualizado, que orienta uma nova leitura da realidade, ocultando possíveis erros, ilusões e cegueiras… chegar a esse tipo de conhecimento será desafio ou utopia? Derrotar Procusto ou ser seu amigo?
Essas questões estão no cerne dos debates educacionais nos últimos anos e devem ser problematizadas na perspectiva de encontrar um novo modelo de Educação, adequado com as transformações tecnológicas e científicas da atualidade.

Os desígnios do século XXI declaram novas matrizes curriculares e novos ordenamentos disciplinares para receber essa nova demanda de educandos. A complexidade dos problemas relativos à Educação atual exige novos direcionamentos pedagógicos com a perspectiva de evitar novos erros e cegueiras para as novas gerações e definitivamente aniquilar o fantasma de Procusto.

 André Rodrigues

segunda-feira, 16 de abril de 2012

CAMERATA ERUDITA

Concerto dia 20 de abril, 20h30
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro -
São Paulo – SP
Inf.11 3221 5558
Entrada franca

Programa:
E.Grieg –Ertes Begegnen
E.Elgar-  Serenade  for strings, op 20
J S. Bach- Concerto para violino e orquestra em lá menor
Solista :Ricardo  Takahashi
Cláudio Santoro- Mini concerto Grosso para cordas
Beetholven Cunha- Macaíba
Guerra Peixe/Clóvis Pereira – Mourão
Regente  Convidado : Israel Menezes

Coral Cultura Inglesa – Vagas para Cantores

Todos os naipes
Ensaios sábados das 15h30 às 19h30

Rua Ferreira de Araújo, 741 – Pinheiros – São Paulo

Informações tel 11 3039-0575 / coral@coralculturainglesa.com.br

15ª Feira do Estudante – EXPO CIEE 2012

A 15ª Feira do Estudante – EXPO CIEE 2012 é o maior evento do País voltado à capacitação e inclusão profissional de jovens no mercado de trabalho. Acontecerá na Bienal do Parque Ibirapuera – 2º Pavimento, São Paulo/SP, dias 18, 19 e 20 de maio, sexta e sábado das 10h às 20h e domingo das 10h às 18h.A feira, que tem entrada gratuita, contará com mais 5.000 vagas de estágioe aprendizagem, expectativa de 60 mil visitantes, 60 expositores entre instituições de ensino, órgãos públicos e empresas e 70 palestras voltadas para carreira, capacitação, empreendedorismo, estágio, empregabilidade e cidadania, ministradas por especialistas.
Os estudantes poderão se cadastrar para oportunidades de estágio e aprendizagem, participar de oficinas de capacitação e simulações de dinâmica de grupo, processos seletivos, entre outras atrações.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul

Regente: Sérgio Assumpção
15.04 – Domingo – 19h30
Teatro Municipal Paulo Machado de Carvalho
Entrada Franca

Orquestra Arte Barroca

15.04 – Domingo – 12h00
Pátio do Colégio
Entrada Franca

Coro Infantil da Osesp, Coro da Osesp e Orquestra

Sinfonia nº 3 de Bernstein
Marin Alsop
15.04 – Domingo – 11h00
Sala São Paulo
R$ 2,00

Ópera Idomeneo, Mozart

Orquestra Sinfônica Municipal
Coral Municipal Rodolfo Fischer
14.04 – Sábado- 20h00
Teatro Municipal de São Paulo
R$ 40,00 a R$ 100,00

Quarteto de cordas da Cidade de São Paulo

Quarteto nº 2 Webern

Seis Bagatelas,  opus 9 –
Quarteto nº 2 Borodin

14.04 – Sábado – 16h00
Teatro Municipal de São Paulo
R$ 10,00 a R$ 30,00

A QUATRO MÃOS, SÃO ATRAÇÃO NA SÉRIE "MÚSICA NO MASP"


A série Música no MASP tem sempre concertos gratuitos às terças-feiras, às 12h30, no Grande Auditório do MASP.
O segundo concerto da Temporada 2012 acontece no próximo dia 17 de Abril: um recital de piano a quatro mãos com Maurícy Martin e Nathália Kato.
A programação musical de São Paulo tem desde 2007 uma saborosa série gratuita de concertos e shows de música instrumental. Idealizada e realizada pela Art Invest, a série Música no MASP tem suas apresentações realizadas sempre às terças-feiras, às 12h30, no Grande Auditório do MASP.
        O público primário do projeto é o grande número de pessoas que circula cotidianamente no horário de almoço pela Avenida Paulista, um fluxo estimado em mais de 1,5 milhão de pessoas por dia. Mas a série atrai também os paulistanos apaixonados pela boa música, bem como umm crescente número de turistas que vêm à Capital para visitas ao Museu.
Piano a quatro mãos – Depois do concerto de abertura da temporada, com a orquestra de câmara argentina Camerata Bariloche, a série Música no MASP prossegue na terça 17 de Abril com um recital a quatro mãos pelos pianistas Maurícy Martin & Nathália Kato.
        Maurícy Martin, músico veterano, destaca-se na cena brasileira por sua atuação como pianista e por seu trabalho pedagógico, focado na formação de jovens pianistas. Graduado pela Indiana State University, obteve na Escola de Música da mesma universidade o título de Mestre em Piano e na Boston University o título de Doutor em Música. Desde 1985 é professor de piano no Departamento de Música da UNICAMP.
        A jovem paraense Nathália Kato é bacharel em Música pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) e no período 1992-1995 realizou estudos musicais no Japão. De volta a Belém, sua cidade natal, ingressou no Conservatório Carlos Gomes. Atualmente cursa o Mestrado em Música na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sob orientação de Maurícy Martin e co-orientação de Ricardo Ballestero (USP).
        Maurícy e Nathália vêm se dedicando a recitais comentados de piano a quatro mãos, de caráter didático, buscando destacar a importância e o valor do gênero. O programa tem três peças:
        A Sonata KV 381, de Mozart (obra de 1772, em três movimentos), originalmente escrita para quatro mãos e marcada por características sinfônicas bastante recorrentes, reflexo da intensa produção sinfônica do periodo.
        A Fantasia op. 103, de Schubert (em quatro movimentos, escrita para quatro mãos em 1828), considerada umas das mais importantes obras do compositor, não apenas para o gênero, como também de toda sua produção pianística. De caráter melancólico, a obra contém uma linha melódica pontuada que é reminiscente do estilo húngaro.
        Fecha o recital Congada, de Francisco Mignone. É uma transcrição para piano a quatro mãos do bailado do 2º ato de "O Contratador de Diamantes", primeira ópera do compositor, obra escrita na Itália em 1921.
S E R V I Ç O
Série MÚSICA NO MASP
Sempre às terça-feiras, 12:30 horas
17 de Abril
MAURÍCY MARTIN & NATHÁLIA KATO
piano a quatro mãos
Programa:
•Mozart, Sonata KV 381
•Schubert, Fantasia op. 10
•Francisco Mignone, Congada
MASP (Grande Auditório, 374 lugares)
Av. Paulista 1578, Bela Vista, tels. 3266-3645 e 3266-3569
ENTRADA FRANCA
Retirada de ingressos na bilheteria do museu
Duração: 60 min.
Indicação etária: Livre para todos os públicos

Crise expõe racha na Biblioteca Nacional


Confrontado com uma crise que levou o conselho editorial da "Revista de História da Biblioteca Nacional" a ameaçar renunciar em apoio ao ex-editor Luciano Figueiredo, demitido no mês passado, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim, decidiu "zerar a conta".
Ele pretende lançar nas próximas semanas um edital que convocará interessados em coeditar suas publicações --inclusive a "Revista de História", atualmente editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin)--, definindo critérios e funções para cada parte.
Com isso, Amorim pretende resolver dois problemas de uma vez: adequar-se "às exigências recentes dos órgãos públicos de fiscalização" e encerrar a disputa entre a Sabin e o conselho editorial.

A primeira é uma sociedade privada que cuida da parte administrativa e financeira da publicação. O segundo, responsável pelo conteúdo editorial, é formado por acadêmicos como José Murilo de Carvalho (UFRJ), Lilia Moritz Schwarcz (USP) e o membro da Academia Brasileira de Letras Alberto da Costa e Silva.
Os conselheiros ameaçaram renunciar após a Sabin demitir Figueiredo "por razões administrativas internas" não especificadas, sem consultar o conselho.

Semanas antes, o então editor havia demitido o jornalista Celso de Castro Barbosa após divergências relacionadas a uma resenha escrita por ele sobre o livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicada no site da revista.
Em um de seus trechos, a resenha diz que o livro joga "uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos". Em outro, afirma que José Serra "é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da 'Privataria Tucana'".

O texto gerou protestos públicos do PSDB e foi tirado do ar, mas, segundo a Sabin, nem a demissão de Castro Barbosa por Figueiredo nem a deste pela sociedade tiveram qualquer componente de pressão política.
REUNIÃO SEM ACORDO

O presidente da FBN pretende resolver o impasse entre Sabin e conselho formalizando, no edital, as funções de cada um: a sociedade gere a revista, e os conselheiros cuidam do conteúdo e da indicação do editor, sem vetos.
"Houve certamente uma crise, que está sendo resolvida. Vamos acertar entre as partes um novo termo de cooperação", disse Amorim.

Apesar de representantes da Sabin e do conselho ouvidos pela Folha terem elogiado a mediação de Amorim, o fim para a crise não será tão simples, já que a solução proposta permitiria a recondução do demitido Figueiredo ao comando editorial.
Ele [Amorim] sabe, porque eu disse com todas as letras, que a volta do senhor Luciano Figueiredo é fora de questão, e a Sabin vai levar isso até o fim", disse Jean-Louis de Lacerda Soares, presidente da sociedade.

"Quem decide sobre a contratação de um funcionário é a empresa que o paga. A Sabin pode, por razões de independência, achar que um funcionário não pode entrar no quadro", afirmou.
O conselheiro José Murilo de Carvalho diz que "foi discutido claramente na reunião que não existiria poder de veto" às escolhas do conselho.

"Uma das partes do acordo é dividir claramente as funções. Um vai ser estritamente editor, e a parte administrativa fica com outra pessoa. Agora, se a Sabin vai se negar a pagar o editor que o conselho escolher..."

MARCO AURÉLIO CANÔNICO

quinta-feira, 12 de abril de 2012

São Paulo Companhia de Dança no Sesc Vila Mariana


Bachiana nº 1 de Rodrigo Pederneiras - Ballet 101 de Eric Gauthier -
Supernova de Marco Goecke

13.04 - Sexta-feira - 21H00
Sesc Vila Mariana
São Paulo - SP
R$ 6,00 e R$ 24,00

Coro Infantil da Osesp, Coro da Osesp e Orquestra.

Sala São Paulo

Os grupos da Osesp se apresentam este final de semana, quinta, sexta e sábado na Sala São Paulo com Antônio Menezes e obra de Bernstein.
13.04 – Sexta-feira – 21H00

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, 16
São Paulo - SP
R$ 26,00 a R$ 149,00

George Gershwin

George Gershwin

Nascido em um bairro nova-iorquino, em 1898, em uma família pobre, de judeus russos, George Gershwin, dotado de uma imaginação melódica aparentemente inesgotável ficou célebre pelas centenas de canções de sucesso que escreveu, muitas delas para musicais feitos em parceira com seu irmão, o letrista Ira Gershwin, como Lady Be Good (1926) e Girl Grazy (1930).
Embora seus conhecimentos de orquestração e teoria musical fossem limitados, Gershwin se aventurou também pelo terreno da música de concerto. Sua carreira nesta área tomou impulso quando Paul Whiteman, líder de uma célebre banda de jazz, encomendou a Gershwin uma obra para o próprio compositor interpretar ao piano, acompanhado pelo grupo de Whiteman. Nascia assim a Rapsody im blue.
Hoje mais executada peça para piano e orquestra das Américas, a Rhapsody in Blue, orquestrada por Ferde Groffé três vezes; em 1924. 1926 e 1942, quando a peça ganhou a feição com que habitualmente é executada, para grande sinfônica, mantendo, contudo, os instrumentos de banda de jazz como banjo e saxofones. Tido como uma espécie de marca registrada do compositor, o glissando do clarinete que abre obra não foi escrito por Gershwin, trata-se de um efeito realizado, em um ensaio, por Ross Gorman, clarinetista da banda de Whiteman, que o autor imediatamente resolveu incorporara à partitura.

O sucesso de Rhapsody animou o compositor a arriscar novas criações para as salas de concertos, dentre as quais as mais célebres foram o Concerto para Piano em fá, de 1925, e Um americano em Paris, do ano seguinte.
Contudo, sua criação mais ambiciosa foi uma ópera, Porgy and Bess, com libreto de DuBose Heyward e versos de Ia Gershwin e Dorothy Heyward. Baseada no romance Porgy, do casal Heyward, a ópera é ambientado em Catfish Row, local fictício, antiga propriedade rural da aristocracia, convertida em cortiço de negros, no cais de Charleston, na Carolina do Sul. O par romântico é formado pelo aleijado Porgy and Bess, a namorada do violento estivador Crown, cobiçada também pelo traficante Sporting Life.

Estreada em 1935, Porgy and Bess inspirou álbuns de alguns dos mais importantes nomes do jazz, como Miles Davis, Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, graças ao apelo instantâneo de itens como a canção de ninar Summertime.

Em janeiro de 1936, Gershwin uniu alguns dos principais temas da ópera em A Suite From Porgy and Bess, para ser executada em uma turnê que ele fez com a Orquestra da Filadélfia, regida por Alexandre Smaltens, na qual o próprio compositor atuava como solista de seu Concerto em fá.

Depois dessa excursão, a partitura, contudo, ficou esquecida. Um tumor cerebral tirou a vida do compositor prematuramente, aos 38 anos de idade, em 1937, e foi só em 1958 que ira encontrou a obra, meio por acaso, nos arquivos de sua casa, em Beverli Hills.

Para distinguir a peça de Porgy and Bess, a Symphonic Picture, suíte da ópera que Robert Russel Bennett (1894-1981) escrevera sob encomenda do Maestro Fritz  Reiner, em 1942, Ira decidiu, então, realiza-la, dando o nome de Catfish Row, pelo qual ela é hoje conhecida. E entregou a partitura ao regente Maurice Abravanel responsável pela reentrada da suíte em circulação.

 Programa de Concerto Osesp jun/jul 2008 – p. 14-15.

Antonio Meneses vive momento virtuoso na carreira, entrevista cedida ao Valor


O violoncelista pernambucano Antonio Meneses, de 54 anos, está em São Paulo para três concertos com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), de quinta a sábado na Sala São Paulo (onde sola o concerto de Dvorák regido pela primeira vez por Marin Alsop) e hoje, para um concerto de câmara com obras de Villa-Lobos, Shostakovich e César Franck ao lado do pianista José Feghali.
 Feliz, anuncia ao Valor que já gravou, em janeiro, "o primeiro CD da minha parceria com a pianista portuguesa Maria João Pires, radicada no Brasil, que será lançado ano que vem pela Deutsche Grammophon, com obras de Schubert, Brahms, Mendelssohn e Bach". Meneses deve comemorar mesmo, pois fecha um círculo virtuosíssimo.
 Depois de 30 anos, volta a lançar um CD pela Deutsche Grammophon, a mais ilustre das gravadoras clássicas, que possui o famoso selo amarelo em todas as suas capas. É que, em 1982, ele estreou na DG, como os insiders a chamam, já no topo: gravou o concerto duplo de Brahms ao lado da violinista Anne-Sophie Mutter e a Filarmônica de Berlim, regida por Herbert Von Karajan. Isso aconteceu logo após ter vencido contra todas as probabilidades uma penca de russos (e dezenas de outros violoncelistas do mundo inteiro) no Concurso Internacional Tchaikovsky de Moscou - o mais importante concurso musical do planeta.
 Meneses confessou, ainda em 1982, que não se sentira à vontade com a interpretação de Karajan. Sua timidez bem pode ter sido o motivo de não ter deslanchado logo em seguida na carreira internacional, mesmo com o prêmio musical mais cobiçado no mundo em sua bagagem.
Quem o conhece bem sabe que nada o abala. Ele continua calmo e introspectivo. E nestes últimos 30 anos construiu com paciência uma carreira sólida e notável. Galgou degraus consistentes. Registrou sua visão pessoal da "bíblia" do instrumento, as seis suítes para violoncelo solo de Bach nos anos 1980, no Japão; e, já no século XXI, revisitou-as de modo definitivo, em deslumbrante e amadurecida interpretação (disponível em álbum duplo nacional do selo Clássicos). Associou-se à última formação do lendário Beaux Arts Trio, que durante meio século foi liderado pelo maravilhoso pianista Menahem Pressler. Gravou vários CDs com o trio para a Philips. Mas tem preferência clara pela integral das sonatas para violoncelo e piano de Beethoven que registrou com Pressler já octogenário (também disponíveis em álbum duplo nacional).
Ele encerrou semana retrasada em Paris uma turnê com a Orquestra Nacional da França sob regência de Daniele Gatti em várias cidades suíças (Zurique, Berna, Lucerna e Genebra). "Depois do Brasil, irei tocar e dar masterclasses pela primeira vez em Taiwan e em seguida realizarei uma turnê no Japão" - onde tem imenso prestígio. Meneses deu esta entrevista ainda antes de desembarcar em São Paulo, o que aconteceu no sábado dia 7. A seguir, os principais trechos:
Valor: Como está seu ritmo de concertos e gravações nesta temporada 2012?
Antonio Meneses: Tenho dois CDs novos no forno, um que sai agora em maio e outro no ano que vem. O primeiro é um CD com dois concertos: o primeiro é arquiconhecido, do inglês Edward Elgar [1857-1934], mas meu entusiasmo maior é por um concerto inédito, primeiríssima gravação mundial, do austríaco Hans Gal [1890-1987]. É um compositor de origem judaica que só está sendo redescoberto agora. Sua obra é de primeira grandeza, muito romântica e de incrível beleza. A orquestra será a Northern Sinfonia, com a qual gravei também os dois concertos de Haydn e o do pernambucano Clóvis Pereira, e o regente é o nosso querido Claudio Cruz [spalla da Osesp], que fez um magnífico trabalho. Sairá pela Avie no mercado internacional e pelo selo Clássicos no Brasil. Foi gravado em janeiro passado.
Valor: O segundo CD deve ter significado especial para você...
Meneses: Sim. Têm sido muito importantes os recitais na Europa com Maria João Pires, momentos mágicos dessa temporada. Este CD, também gravado em janeiro, é o primeiro da minha parceria com ela.
Valor: Você passa duas semanas inteiras com a Osesp neste ano. Além dos concertos desta semana, você retorna em novembro, e está sendo anunciado como "artista em residência da Osesp".
Meneses: Os concertos com a Osesp são três, além do recital com o Feghali. Existe muito mais o conceito de compositor em residência. O de artista/solista é algo novo para mim, mas não deixa de ser interessante, pela diversidade da programação, já que tocarei obras conhecidas, como o concerto de Dvorák, e uma inédita, como o concerto do Marco Padilha em novembro. Isso tudo além da música de câmara em forma de recital. Uma coisa que me agrada é tocar o segundo violoncelo do maravilhoso Quinteto de Schubert.
Valor: Como nasceu o teu interesse na obra do compositor campineiro Marco Padilha?
Meneses: Nos últimos anos tenho me voltado muito para a música brasileira. O concerto do Padilha foi terminado já há uns três ou quatro anos e passou por diversas etapas de criação. É uma obra em um movimento contínuo com acompanhamento de uma orquestra grande. É tecnicamente bastante difícil, e por culpa minha, pois uma versão anterior me pareceu fácil demais e por isso pedi ao compositor que explorasse melhor as possibilidades do instrumento. Exige muito do solista.
Valor: Você já tocou com José Feghali antes ou esta apresentação da terça será a estreia de um novo duo? E com a nova titular da Osesp, também será a primeira vez?
Meneses: Em princípio, este será o meu primeiro recital com o Feghali. Ainda quando garotos, tocamos uma vez no Rio de Janeiro uma sonata de Beethoven, mas acho que ele mesmo concordaria que esse não valeu. O de São Paulo, portanto, será nosso "début". Também será minha primeira vez com Marin Alsop. Só a conheço de nome e pela ótima reputação que tem. Estou realmente feliz com essa parceria e tenho certeza de que será uma ótima experiência para mim.
Valor: O que te agrada mais hoje: ser solista com orquestra ou fazer música de câmara?
Meneses: Gosto das duas coisas, mas o que mais importa é a qualidade musical e artística da parceria, tanto no caso de concertos com orquestra como na música de câmara. Confesso que já participei, por exemplo, de concertos de música de câmara que me deixaram muito infelizes, pela falta de ensaios e de vontade de todos os participantes para se atingir o máximo possível de expressão musical. No reino das orquestras, acontece muito de regentes deixarem só aquela última meia horinha do ensaio para trabalhar a obra com o solista, o que demonstra descaso para com a música em geral. É impossível atingir assim um nível musical e técnico mais alto!
Antonio Meneses e José Feghali
Série de Câmara
Sala São Paulo
praça Júlio Prestes, 16, SP,
tel. (11) 3223-3966 
R$ 54 a R$ 62
Marin Alsop rege Bernstein - Antonio Meneses (artista em residência)
Sala São Paulo;
qui. (dia 12) e sex. (dia 13), às 21h; sáb. (dia 14), às 16h30.
R$ 26 a R$ 149

4 cursos gratuitos de Alemão e Francês


DEUTSCHE WELLE
Os recursos oferecidos por este site ajudam tanto iniciantes quanto estudantes avançados da língua alemã. São áudios, vídeos e textos que treinam, de forma autodidata, a compreensão, a conversação e a pronúncia. O site pode ser configurado em diversos idiomas, inclusive o português.

FRANÇAIS INTERACTIF

O internauta aprende o idioma e a cultura ao acompanhar estudantes da Universidade do Texas em um programa de verão em Lyon, na França. Há vídeos e áudios. O site está em inglês.
FRANCO CLIC

Destinado aos alunos e professores interessados na aprendizagem e no ensino da língua francesa e das culturas francófonas. É resultado de uma parceria entre a Embaixada da França no Brasil e o Ministério brasileiro da Educação
LEARN FRENCH

Esse site, em inglês, oferece lições básicas da língua francesa. É possível aprender conjugações de verbo, frases para as situações mais comuns e a pronúncia das palavras. As aulas estão disponíveis em áudio e vídeo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Edital do Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012


A Fundação Nacional de Artes - Funarte -  lança o Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012. Serão selecionadas trinta obras inéditas para conjuntos orquestrais e camerísticos e para solistas, a serem executadas nos concertos da XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea. Programada para o segundo semestre de 2013, a Bienal é considerada a mais importante mostra de música erudita do Brasil. Podem concorrer compositores brasileiros ou radicados no país há no mínimo três anos. As inscrições podem ser feitas até 28 de setembro.

Este ano, o Prêmio de Composição Clássica contemplará obras inéditas para orquestra sinfônica, orquestra de sopros, orquestra de câmara, orquestra de cordas, conjuntos de intérpretes, solistas, duos e trios, quartetos e quintetos, além de composições de música eletroacústica, mista ou acusmática. Os selecionados receberão entre R$ 8 mil e R$ 30 mil.
A análise dos trabalhos inscritos caberá a uma comissão externa, composta por integrantes de notório conhecimento sobre música clássica. Entre os critérios de avaliação estão a qualidade da obra e a viabilidade de sua execução. O investimento total da Funarte no Prêmio é de R$ 1.130.100,00.

Sono ajuda a fixar o aprendizado do dia

Enquanto dormimos, cérebro revisa palavras aprendidas e as grava na memória linguística

O sono ajuda a fixar no cérebro os conhecimentos adquiridos durante o dia e serve para melhorar as habilidades linguísticas, diz um novo estudo.
Essas são as conclusões do trabalho do pesquisador belga Nicolas Dumay, do Centro Basque de Cognição, Cérebro e Linguagem (BCBL, na sigla em inglês), de San Sebastián, na Espanha.

A pesquisa buscava investigar as funções que o cérebro desenvolve enquanto dormimos, uma questão sobre a qual a Ciência ainda não tem uma resposta completa.
Os experimentos, diz o autor, demonstram que durante as horas de sono o cérebro revisa as palavras aprendidas durante o dia, e as fixa na memória linguística.

O cientista empregou a aprendizagem de palavras novas para comprovar a hipótese sobre a atividade cerebral durante o sono, assinala em nota divulgada pelo centro de investigação.
Segundo Dumay, que desenvolveu a pesquisa com vocabulário em inglês, "as palavras lutam entre elas pelo acesso à memória em nosso cérebro", e a pesquisa demonstra que "somente após dormir as palavras recém aprendidas conseguem o status de palavra assimilada".

"De certo modo, o sono torna as palavras reais", acrescenta. A pesquisa de Dumay, publicada no periódico científico Cognition, especializado no estudo do cérebro, comprovou que durante as horas de sono o cérebro revisa as palavras aprendidas durante o dia, melhora as habilidades linguísticas e fixa as palavras aprendidas.
Na fase experimental, desenvolvida na Universidade de York, no Reino Unido, o pesquisador mostrou 36 palavras novas a 32 pessoas. Uma delas foi "numesstac", que não tem significado algum em inglês, mas que em sua composição aparece a palavra "mess", muito comum, que significa desastre ou desordem.

Cinco minutos depois de escutar palavras desse tipo, os participantes lembravam de 7% dos novos termos. Mas 24 horas mais tarde, ou seja, após dormir, a taxa de lembrança subiu a 12%.
O mais significativo, segundo o autor, foi que as pessoas foram muito mais lentas em reconhecer as palavras que já conheciam, como "mess", que estavam inseridas nos termos propostos.

Segundo Dumay, essa lentidão no reconhecimento das palavras já conhecidas deve-se a que durante o sono os participantes da pesquisa assimilaram os novos termos como "numesstac," que deixou de ser uma palavra nova para transformar-se em uma palavra assimilada, o que dificultou o reconhecimento do termo "mess".

Baseados nessa conclusão e em outros estudos anteriores sobre o sono e a mente, Dumay assegura que o cérebro assimila mais facilmente as palavras aprendidas durante a noite, antes de dormir, já que durante o dia o cérebro tem muitos outros estímulos que interferem nas palavras aprendidas pela manhã.
Dumay é autor de várias pesquisas relacionadas com o aprendizagem, a linguística e o cérebro. Algumas de suas conclusões estão sendo aplicadas no desenvolvimento de novas técnicas de ensino de línguas.

O Réquiem de Verdi

Guiseppe Verdi

A “Missa de Réquiem” de Guiseppe Verdi foi composta em1873-74 em homenagem ao recém-falecido escritor Alessandro Manzoni (1785-1873). As origens da obra remontam, contudo ao passamento, em 1868, de outra figura central da cultura italiana do século XIX, o compositor Gioachino Rossini A morte de Rossini ocorrera em um momento muito particular, quando o interesse pela ópera nacional começava a decair na Itália Como reação a essa tendência, Verdi propôs que alguns compositores, entre os quais ele mesmo, escrevessem um Réquiem para Rossini, uma espécie de tributo nacional ao autor de “0 Barbeiro de Sevilha”. Coube a Verdi compor a parte final “Libera me, Domine” desse Réquiem coletivo.  Todavia, apesar de os compositores envolvidos no projeto terem cumprido suas partes, a obra não foi apresentada na ocasião para a qual havia sido idealizada no aniversário de falecimento de Rossini, e terminou abandonada. Alguns anos mais tarde, a morte de Manzoni levaria Verdi a retomar a ideia de celebrar um grane artista nacional. Aproveitando o “Libera me, Domine” composto para Rossini, Verdi completou a “Missa de Réquiem” a tempo de ser executada o primeiro aniversário da morte de Manzoni, na Igreja de São Marcos (Milão), sob regência do próprio compositor.
Embora durante a infância tenha sido instruído nos princípios do catolicismo, Verdi possuía opiniões bastante liberais. Não por acaso, talvez, alguns contemporâneos viram pouca religiosidade na “Missa de Réquiem”.  O célebre maestro Hans von Bülow chegou a afirmar, irônico e severo, que a obra era uma “opera sob veste de igreja”. Ainda que Verdi insistisse que a apresentação de “Réquiem” não fosse teatral, a obra possui de fato um caráter marcadamente dramático.
Para exprimir as poderosas emoções transmitidas pelo texto, Verdi emprega recursos musicais próprios de suas óperas, como as melodias sublimes, os ritmos vigorosos, a sonoridade grandiosa e, sobretudo, os contrastes dramáticos. Nesse sentido, a suavidade inicial do “Réquiem / Kyrie” segue-se ao terrível “Dies Irae” em fortíssimo, a evocar o dia do Juízo Final. O “Ofertório”, por sua vez recupera o lirismo do começo da Missa, mas em chave serena e ainda mais intimista; dessa forma, enquanto no “Dies Irae” predominam as massas sonoras dos metais e do coro a escrita do “Ofertório” privilegia as madeiras, as trompas, as cordas e os cantores solistas, ao passo que o coro silencia.
As melodias simples e modestas do “Ofertório” dão lugar, em seguida, à majestosa e complexa polifonia do “Sanctus” em que retoma a grandiosidade do “Dies Irae”, mas o tom, agora, é alegre e triunfal. Vale mostrar     que Verdi demonstra grande virtuosismo na composição da complicada fuga em oito partes (com o coro dividido em duas partes) que se desenvolve nesse movimento da Missa. Após a tempestade do “Sanctus” a música se apazigua novamente no “Agnus Dei” angelical e no indeciso “Lux Aeterna”. Por fim, os contrastes entre as sonoridades pujante e recolhida, entre as texturas polifônica e melodiosa, entre os estados de angústia e serenidade, contrastes que se verificam entre as partes da Missa, concentram-se no último movimento da obra, o “Libera me” (que Verdi compusera para o Réquiem em memória de Rossini, e que ele aproveita na Missa de Réquiem com algumas alterações). Ao tema infernal ”Dies Irae” que retorna, contrapõe-se ao sussurro, em melodia consoladora, da frase inicial da obra, “Réquiem Aesternam”, reminiscência dos primeiros compassos da Missa. Após uma fuga esplendorosa, o “libera me” extingue-se em pianíssimo de modo que a Missa de Réquiem, monumental em tantos aspectos, se encerra em murmúrio, a beira do nada.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Hoje, Camerata Bariloche no Masp


Música no Masp

Camerata Bariloche

Dia 10.04 – terça-feira - 12H30
Grande Auditório – Masp – SP
Entrada Franca

Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo na USP


Dia 11.03 – Quarta-feira - 18H30
Departamento de Música da ECA/USP
Cidade Universitária
Entrada Franca

80 mil documentos de Einstein publicados na net

Cerca de 80 mil documentos que compõem o arquivo de Albert Einstein, incluindo correspondência pessoal com amantes e um postal comovente para a mãe que estava doente, vão ser publicados online.
A Universidade Hebraica de Jerusalém, que detém a colecção de Einstein, está a disponibilizar online, em alta resolução, fotografias, artigos científicos e textos do cientista sobre vários temas como o armamento nuclear ou o conflito israelo-árabe, entre outros.

Os responsáveis pelo projecto defendem que o arquivo na web vai ser bastante útil para estudantes de todo o mundo que assim passam a ter acesso ao trabalho de um dos maiores génios de sempre.
Muitos destes documentos estavam fechados num armazém da universidade e apenas alguns estavam disponíveis na internet.

A universidade publicou ainda o inventário completo dos 80 mil documentos.


Balé Jovem de São Vicente apresenta coreografias premiadas


O Balé Jovem de São Vicente realiza no dia 12 de abril, às 20h, no Teatro Municipal Brás Cubas, o espetáculo "Balé Jovem e Convidados".  Na ocasião, serão apresentadas  as coreografias premiadas no festival Tanzolymp em Berlim e as coreografias que serão apresentadas no festival Youth American Grand Prix (YAGP) em Nova Iorque.
A apresentação irá reunir vários estilo de dança como: balé clássico, jazz, contemporâneo, repertórios e sapateado. Uma noite especial que será representada por escolas de dança de toda a região: Academia Contra Passo, Cia Santista de Sapateado, Escola Livre de Dança, Ballet Eliana Marques, Engenharia da Dança e Palco e Cia. Um encontro único onde a dança da baixada se reune em prol dos bailarinos de São Vicente que irão representar nosso país.
Os cinco bailarinos que irão para Nova Iorque: Noan Alves, Verônica Vasconcelos, Larissa Machado, Sarah Campos e Giovanna Costa estão ensaiando cinco horas diárias desde o mês de junho de 2011 para poder realizar esse sonho. Já se classificaram entre os 30 brasileiros que vão para o YAGP, agora, antes de pisar nos palcos de Nova Iorque se apresentam para a cidade e região que sempre apoiaram seus sonhos.
Os convites custam R$12 e estão sendo vendidos nas academias convidadas e na escola do Balé Jovem de São Vicente - Av. Prefeito José Monteiro, 70.
O Balé Jovem contou com um apoio parcial da Prefeitura Municipal de São Vicente para realizar a viagem, porém, devido ao alto custo da viagem ainda falta uma parte para que os bailarinos embarquem para os EUA. Toda a renda do espetáculo será revertida para a viagem e taxa de inscrição dos bailarinos.
Para mais informações sobre o YAGP e sobre o Balé Jovem: 13 33048113 ou www.balesaovicente.blogspot.com

Prêmio Agente Jovem de Cultura


Edital que premiará inciativas culturais de jovens tem inscrições prorrogadas para 30 de abril
O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC) publicou no DOU de hoje, 29/02 (seção 1, páginas 13 e 14) portaria prorrogando para  até o dia 30 de abril o prazo para os interessados se inscreverem no edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais que premiarará 500 iniciativas de jovens entre 15 e 29 anos.
O edital é uma parceria entre o MinC – que investirá R$ 2,9 milhões – e os ministérios da Saúde (R$ 1 milhão) e do Desenvolvimento Agrário (R$ 600 mil), além da Secretaria-Geral da Presidência da República/Secretaria Nacional de Juventude (R$ 500 mil).
Podem concorrer ao prêmio iniciativas existentes e já concluídas nas áreas de comunicação, tecnologia, pesquisa, formação cultural, produção artística, intercâmbio e sustentabilidade. Cada selecionado irá receber premiação no valor de R$ 9 mil. Os premiados poderão se inscrever de acordo com a faixa etária: serão 200 bolsas para jovens entre 25 e 29 anos, número igual para aqueles que têm entre 18 e 24 anos e outras 100 para os jovens de 15 a 17 anos. As inscrições poderão ser feitas pela internet, por meio do SalicWeb, ou pelos Correios. O MinC lembra aos interessados que as inscrições online só serão efetivadas depois que o inscrito clicar no botão “Enviar”.
O edital terá duas fases: habilitação das propostas (análise documental eliminatória) e seleção (eliminatória e classificatória). Os projetos serão avaliados a partir dos seguintes critérios: criatividade, inovação e boas práticas; impacto social da iniciativa; comprovação da qualidade e efetividade das estratégias de comunicação e de estratégias que promovam o empoderamento para o autocuidado; sustentabilidade valorização da cidadania e da diversidade cultural brasileira.
Para a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, é importante identificar e valorizar o que vem sendo feito por jovens que trabalham com a cultura no Brasil. “Esse prêmio é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, com uma parceria, também, do Ministério da Educação (MEC)”, afirma Rollemberg.
Leia mais acessando o site do MinC

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fim de uma era: Enciclopédia agora, só a virtual

A Enciclopédia Britânica, ou Barsa, como ficou conhecida no Brasil, foi lançada em 1768. É a mais antiga enciclopédia generalista ainda em produção. Ou era.
A Britannica original (que nasceu na Escócia, mas é, gerida por uma empresa americana) decidiu que a edição lançada em 2010 foi a última em papel. Afinal, foram vendidos apenas oito mil dos doze mil conjuntos de volumes então impressos em língua inglesa. Para contrastar, em 1990, o ano de maior popularidade, foram vendidas 120 mil enciclopédias só nos EUA.

“É um ritual de passagem para esta nova era”, afirmou Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia

Britannica, em declarações ao New York Times. “Algumas pessoas vão ficar tristes e nostálgicas com isto.

Mas agora temos uma ferramenta melhor. O site é atualizado constantemente, é mais expansível e tem conteúdos multimídia”.

Após 244 anos, e tendo percebido que não pode competir com rivais gratuitos como a Wikipédia, por exemplo, a transição para o mundo virtual está completa.

Imprimir enciclopédias era responsável por menos de 1% das receitas da empresa. Cerca
de 85% dos lucros vêm da venda de produtos para currículos escolares, o restante vem de
assinaturas do site, explicou a empresa.

Cerca de meio milhão de famílias pagam uma taxa anual de US$ 70, que inclui o acesso,
pelo computador ou dispositivos móveis, ao banco de dados completo de artigos, vídeos e
documentos originais.

Teatro Guaíra vai ser revitalizado; obras começam no ano que vem


O edital para reforma e restauro do Teatro Guaíra, que abrange Guairão, Guairinha e Miniauditório, vai ser lançado dentro de 15 dias. Serão reformados os banheiros dos três auditórios e a entrada de carga e descarga. Por ser na Rua Amintas de Barros, traz problemas para as produções artísticas e também para os motoristas que trafegam na região. As demais obras devem ser apenas de restauro.

Simpósio de Musicologia chama para trabalhos

O III Simpósio será realizado de 13 a 16 de agosto na Escola de Música.

Está aberto e vai até 13 de maio o prazo para sub­missão de tra­ba­lhos ao III Sim­pósio In­ter­na­ci­onal de Mu­si­co­logia da UFRJ. Mar­cado para agosto, o evento é uma ini­ci­a­tiva do Pro­grama de Pós-Gra­du­ação em Mú­sica (PPGM) e dis­cu­tirá o tema “Pa­trimônio Mu­sical na Atu­a­li­dade: Tra­dição, Me­mória, Dis­curso e Poder”.
O texto deve ser inédito, enfocar questões relacionadas ao assunto do simpósio e apresentado em português, inglês ou espanhol.
O encontro propõe uma reconceituação das noções de “patrimônio cultural” e “patrimônio musical”, bem como “uma ampliação e aprofundamento das questões teóricas e metodológicas da pesquisa musical, buscando maior inserção nas políticas públicas e ações comunitárias relativas aos bens culturais e as formas de saber, fazer e criar atinentes à música”.
Como nas edições anteriores, O III Simpósio reunirá especialistas do Brasil, Europa e Estados Unidos. Estão previstas também as participações de compositores, músicos e dirigentes de instituições culturais e especialistas de áreas afins com objetivo de propiciar um debate interdisciplinar e amplo.
A comissão científica do encontro inclui os seguintes pesquisadores: Maria Alice Volpe (UFRJ), presidente, Marcos Nogueira (UFRJ), Régis Duprat (USP), Ilza Nogueira (UFPB), Diósnio Machado Neto (USP-Ribeirão Preto), Mary Angela Biason (Museu da Inconfidência, Ouro Preto) e Robin Moore (Universidade do Texas, Austin, EUA). Já a comissão organizadora está composta por Marcos Nogueira (UFRJ), presidente, André Cardoso (UFRJ), Maria Alice Volpe (UFRJ), João Vidal (UFRJ), Pedro Bittencourt (UFRJ), Ana Paula da Matta Machado Avvad (UFRJ).
As normas de apresentação das contribuições podem ser consultadas aqui e maiores esclarecimentos obtidos através do e-mail volpe@musica.ufrj.br, da presidência do evento.

CRONOGRAMA
Prazo para submissão dos trabalhos: 13 de maio de 2012.
Divulgação do resultado dos trabalhos aprovados: 31 de maio de 2012.
Envio da versão revisada do trabalho para publicação: 13 de junho de 2012.
Realização do evento: 13 a 16 de agosto de 2012.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Coro de Câmara da Unesp no CEU Meninos

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Projeto de incentivo a novos escritores


A Câmara analisa proposta que cria o Programa de Apoio e Incentivo a Novos Escritores Brasileiros (Paineb), com o objetivo de estimular novos talentos literários a desenvolverem, divulgarem e publicarem os próprios trabalhos. De acordo com o PL 3199/12, do deputado João Paulo Lima (PT-PE), será considerado novo escritor quem não possuir mais de três obras publicadas ou quem tiver pelo menos um livro concluído e ainda não publicado.

O texto determina que a União poderá oferecer apoio financeiro para permitir a publicação de obras selecionadas. O apoio financeiro envolverá todas as todas as etapas relacionadas à publicação – correção ortográfica, confecção de capa, diagramação de página e aquisição do ISBN (International Standard Book Number). O benefício será concedido aos novos escritores que tenham concluído e registrado a obra no Escritório de Direitos Autorais e que comprovarem renda até um dois salários mínimos.
Na opinião do autor, o Brasil é um país de talentos, sobretudo nas artes, mas, em muitos casos, os autores enfrentam diversas dificuldades em razão do preço cobrado pelas editoras para publicar livros de autores desconhecidos. “Essas dificuldades afetam principalmente jovens escritores que não têm suporte financeiro da família”, argumenta Lima. “O objetivo é exatamente democratizar as oportunidades, estendendo a novos escritores incentivos que normalmente são restritos a escritores já reconhecidos do mercado editorial e do livreiro”, completa.

Dedução do IR
Ainda conforme o programa, editoras, agências literárias e pessoas físicas ou jurídicas de finalidade similar poderão deduzir do imposto de renda devido, sob a forma de patrocínio ou doação, às quantias efetivamente despendidas com a publicação de novos autores. O valor máximo das deduções será fixado anualmente com base em um percentual da renda tributável.

Novos escritores
Entre outros mecanismos de estímulo ao surgimento de novos talentos literários, o Paineb prevê a concessão de prêmios voltados exclusivamente para novos escritores. O texto ainda prevê a realização de palestras e eventos de divulgação do programa em escolas da rede pública e privada.

Lançado edital do Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012


A Fundação Nacional de Artes - Funarte -  acaba de lançar o Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012. Serão selecionadas trinta obras inéditas para conjuntos orquestrais e camerísticos e para solistas, a serem executadas nos concertos da XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea.

Programada para o segundo semestre de 2013, a Bienal é considerada a mais importante mostra de música erudita do Brasil. Podem concorrer compositores brasileiros ou radicados no país há no mínimo três anos. As inscrições podem ser feitas até 28 de setembro.

Este ano, o Prêmio de Composição Clássica contemplará obras inéditas para orquestra sinfônica, orquestra de sopros, orquestra de câmara, orquestra de cordas, conjuntos de intérpretes, solistas, duos e trios, quartetos e quintetos, além de composições de música eletroacústica, mista ou acusmática. Os selecionados receberão entre R$ 8 mil e R$ 30 mil.

A análise dos trabalhos inscritos caberá a uma comissão externa, composta por integrantes de notório conhecimento sobre música clássica. Entre os critérios de avaliação estão a qualidade da obra e a viabilidade de sua execução. O investimento total da Funarte no Prêmio é de R$ 1.130.100,00.

MIS inaugura novo espaço expositivo com novidades na programação


Evento marca o lançamento de festival multimídia que fica em cartaz até dia 27

Museu inaugura novo espaço expositivo no térreo da unidade
Fundado em 29 de maio de 1970, o Museu da Imagem e do Som (MIS) acolhe valioso patrimônio áudio-visual da cultura brasileira, distribuidos entre filmes, fotografias, músicas e outros formatos.

O espaço expositivo do museu está com ambiente novo e será inaugurado nesta terça, 3, às 20h, e anuncia novidades em sua programação com atrações multimídia que têm entrada Catraca Livre.
Simultâneamente à inauguração, ocorre a abertura do festival de arte colaborativa “®Nova – Cultura Contemporânea, da ROJO®”, que fica em cartaz até 27 de abril. Diversas linguagens artísticas ganham destaque na programação como música, artes plásticas, cinema e performance.

Novos artistas que desenvolvem projetos nas áreas de cinema, música e games também terão novas janelas de possibilidades entre as novas iniciativas do museu. Em abril, o espaço abre inscrições para os editais “LABMIS Curtas”, “LABMIS Estúdio” e “LABMIS Games”. Detalhes sobre as diretrizes dos projetos também poderão ser conferidos nesta noite.
Vídeos, ritmos latinos e batidas eletrônicas agitam o público com a apresentação do grupo peruano “Dengue Dengue Dengue!”, às 21h.