sexta-feira, 20 de abril de 2012

Casa Rui Barbosa RJ promove a séria História e Culturas Urbanas

Casa  Rui Barbosa RJ

A série História e Culturas Urbanas, uma parceria entre a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está de volta em seu nono ano de atividades. A primeira palestra de 2012 tem como tema “Arquitetura do século XIX no Rio de Janeiro: guia temático e roteiros culturais” e será ministrada pelas pesquisadoras Claudia Nóbrega (Proarq/FAU-UFRJ) e Claudia S. Rodrigues de Carvalho (FCRB). O encontro acontece no dia 24 de abril, às 18h, na sala de cursos da FCRB, com entrada franca. A série ocorre sempre na última terça-feira de cada mês.

Ementa:
O Rio de Janeiro tem um extenso e pouco conhecido patrimônio arquitetônico remanescente do século XIX. Esta palestra mostrará a importância dessas construções para a formação da identidade da cidade e discutirá o método de trabalho que vem sendo utilizado na organização de um guia e dez roteiros culturais, sob a coordenação das expositoras.

Botero comemora 80 anos de vida

Pintor está em sua terra natal, a Colômbia, para receber homenagens no aniversário

RIONEGRO,  COLÔMBIA - De volta à sua Colômbia natal, Fernando Botero, que ontem completou 80 anos, não tem planos de se aposentar e garantiu que a mera ideia de largar os pincéis o "apavora mais que a morte", em uma entrevista exclusiva à AFP.
Mais de 3 mil quadros e 300 esculturas não acalmaram os anseios de um dos artistas plásticos vivos mais conhecidos do mundo, que viajou à Colômbia para apresentar sua mais recente mostra, Via-Crúcis - A Paixão de Cristo, que integra as comemorações pelo seu aniversário.

"Penso com frequência na morte e me dá pena ir embora deste mundo e não poder trabalhar mais, porque tenho um grande prazer trabalhando", ele confessa em sua casa de campo de Rionegro, nos arredores de Medellín (a 400 quilômetros a noroeste de Bogotá), cidade onde nasceu e começou a vender seus primeiros desenhos quando tinha apenas 15 anos.
Rodeado por propriedades de empresários, entre as quais a do ex-presidente Alvaro Uribe, a antiga fazenda onde ele se aloja transmite uma aparência enganosa de lugar de descanso, já que Botero dedica aqui umas dez horas diárias a sua obra e diz que não pode imaginar nada pior que "uma doença que impeça alguém de trabalhar". "Trabalho mais agora, talvez porque sei que é limitado o tempo que disponho para isso", ele assinala com um sorriso no seu estúdio no meio de um jardim exuberante.

Botero, a quem os colombianos chamam carinhosamente de "mestre", costuma vir a estas encostas dos Andes apenas uma vez por ano, em janeiro, quando, junto com a mulher, a grega Sophia Vari, foge do inverno europeu. De resto, sua vida transcorre entre o estúdio que tem na Toscana e suas residências de Mônaco e Nova York.
Ele definitivamente descartou tornar a viver na Colômbia e aponta que não tem nenhuma "nostalgia do começo de sua vida, porque não foi nada fácil".

"Quando comecei, esta era uma profissão exótica na Colômbia, não era aceita e não tinha nenhuma perspectiva. Continuei assim mesmo e, felizmente, aqui estou pintando ainda."
Botero, que há 62 anos partiu para descobrir a Europa e os Estados Unidos, recorda sua chegada a Nova York com apenas US$ 200 no bolso. Nessa cidade, ele conheceu o diretor do Museu Alemão, Dietrich Malov, que impulsionou sua carreira nos anos 1970, depois de exposições bem-sucedidas na Alemanha.

"Passei de completo desconhecido a ser contatado pelos maiores marchands do mundo", narra Botero, que alimentou sua fama com figuras volumosas e formas generosas. Esse estilo surgiu casualmente em 1957, com Natureza-Morta com Bandolim. "Entre o pequeno detalhe e a generosidade do traço exterior, criou-se uma nova dimensão que era mais monumental e extravagante." Amante do Renascimento italiano, ele acredita que seu êxito se deve a que sua pintura "não requer explicações".
Embora diga que mantém "a cabeça no lugar", sempre se emociona com a acolhida que recebe na Colômbia. "É uma manifestação de afeto muito grande." Em Medellín, Botero doou 200 pinturas e dezenas de esculturas que povoam os parques e praças públicas. Uma parte de sua coleção pessoal foi doada ao Museu Botero de Bogotá. Essas doações, segundo especialistas, chegam a cerca de US$ 200 milhões.

Além da beleza, os conflitos também lhe serviram de inspiração. Sobre seu país ele fez a série A Violência e até hoje se justifica por ter retratado Manuel Marulanda, o principal líder e fundador das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). "Era um símbolo negativo, como Al Capone nos Estados Unidos", explica. Botero não saiu imune e, em 1995, uma bomba destruiu sua escultura O Pássaro num parque de Medellín.
No entanto, o artista afirma que a política "não é o ofício do pintor", embora uma de suas séries mais recentes seja sobre os carcereiros da prisão americana de Abu Ghraib, no Iraque.
"Eu a fiz pela repugnância que me causou a hipocrisia de um país que se apresenta como modelo de defesa da liberdade."

Aonde o levará sua próxima inspiração? "Pintei tudo o que me passou pela imaginação, mas nunca soube no dia anterior o que ia pintar no seguinte." / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Orquestra Jazz Sinfônica no Ibirapuera

Orquestra Jazz Sinfônica
Pixinguinha Sinfônico
João Maurício Galindo – Regente
Proveta - Saxfone
20.04 – Sexta-feira -  21H00
Auditório Ibirapuera – São Paulo – SP
R$ 20,00

A dobra Schumanniana

Concerto-instalação e discussões coordenadas
Almicar Zani, Heloisa Zani e Branca de Oliveira
Quinteto para piano op. 44 Schumann na versão de Clara Schumann para piano a quatro mãos
Quarteto op. 51 versão a quatro mãos do compositor
20.04 – Sexta-feira -  21H30
Sesc Pompéia – São Paulo - SP
Entrada Franca – Retirar ingressos uma hora antes na bilheteria

Banda Sinfônica do Estado de São Paulo em Santo André


Banda Sinfônica do Estado de São Paulo
Marcos Sadao Shirakawa – Regente
Albert  Khatar – Tuba
20.04 – Sexta-feira -  20H00
Teatro Municipal de Santo André – SP
Entrada Franca

Secult vai capacitar artistas para participar dos editais


 A Secretaria de Estado da Cultura (Secult)  do Espírito Santo promoverá, a partir da próxima quinta-feira (19), oficinas de capacitação com os interessados em participar dos editais de incentivo, publicados no dia 10 de abril. Tais encontros serão organizados pela equipe do Fundo Estadual de Cultura (Funcultura). A ação é uma oportunidade para esclarecer os trâmites legais e fornecer as informações necessárias para o correto preenchimento dos formulários de inscrição dos editais.

Para este ano os investimentos nas premiações são de R$ 7.052.000,00.

Todas as publicações, na íntegra, estão disponíveis no site da Secult. Os editais são financiados pelo Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo - Funcultura (Lei Complementar nº 458 de 21/10/2008), mecanismo público de incentivo à atividade cultural. Os recursos se propõem a beneficiar artistas e agentes culturais, tornando a atividade cultural uma importante estratégia de desenvolvimento e inclusão social.

Não é preciso se inscrever nos encontros de capacitação, que serão abertos à participação de artistas, gestores culturais, produtores culturais e demais interessados em inscrever projetos nos editais. Moradores de outros municípios, próximos aos locais do encontro, podem se deslocar paraparticipar das reuniões.
Mais informações pelo telefone 3636-7115 ou 3636-7116.
Serviço
Quinta-feira (19)
Cariacica
Horário: 14 horas
Local: Centro Cultural Frei Civitela de Trento
Av. Expedito Garcia - Campo Grande
 
Sexta-feira (20)
Vila Velha
Horário: 14 horas
Local: Pontão Cineclubista
Rua Inácio Pereira da Silva, 76- Olaria

 Segunda Feira (23)
Aracruz
Horário: 14 horas
Local: Auditório do CISA
AV. Venâncio Flores (Antiga Câmara Municipal de Aracruz)
 
Terça-feira (24)
Linhares
Horário: 14 horas
Local: Auditório da Câmara Municipal de Linhares
AV. Augusto Calmon, 1.117 – centro
Itaguaçu
Horário: 18h30
Local: Auditório da Secretaria Municipal de Saúde – centro 

Quarta-feira (25)
Conceição da Barra
Horário: 14 horas
Local: a definir
Afonso Cláudio
Horário: 140horas
Local: Auditório da Escola Estadual de Afonso Cláudio
Rua Ute Amélia Gastim de Pádua - centro (próximo a Câmara Municipal)

Quinta-feira (26
Vitória
Horário: 14 horas
Local: Auditório "Manoel Vereza de Oliveira"
CCJE - UFES - Universidade Federal do Espírito Santo - Goiabeiras
Domingos Martins
Horário: 14 horas
Local: a definir

Sexta-feira (27)
Castelo
Horário: 14 horas
Local: a definir

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação/Secult
Paula Norbim
(27) 3345 9273     
comunicacao@secult.es.gov.br

Após 14 anos, Orquestra Sinfônica Alemã de Berlim volta ao Brasil para abrir Temporada do Mozarteum Brasileiro

Deutsches Symphonie Orchester Berlin

A Orquestra Sinfônica Alemã de Berlim, sob regência de Vladimir Ashkenazy, é a primeira atração da Temporada 2012 do Mozarteum Brasileiro. Na cidade, serão quatro concertos entre os dias 12 e 15 de maio, incluindo apresentação aberta ao público no Parque do Ibirapuera, com participação da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, e uma exclusiva para crianças, no Auditório Ibirapuera.
 “Conseguimos trazer uma das melhores orquestras do mundo para São Paulo, 14 anos depois de sua última apresentação no Brasil, uma oportunidade imperdível”, afirma Sabine Lovatelli, fundadora e presidente do Mozarteum Brasileiro, que completa 31 anos em 2012. “O concerto gratuito, assim como o espetáculo exclusivo para o público infantil, está alinhado ao objetivo da instituição de contribuir para o desenvolvimento e a disseminação da música erudita no Brasil”, completa.
Com 65 anos de existência e premiada com um Grammy 2011, na categoria Melhor Gravação de Ópera (L´amour de Loin), a Orquestra é uma das melhores da Alemanha, e se destaca por desempenhar peças com um som transparente e plástico, com uma abordagem moderna e contemporânea.

O regente Vladimir Ashkenazy é reconhecido por sua intensa criatividade artística – além de regente é um pianista de sucesso.  Russo, ele esteve à frente da Orquestra como regente e diretor musical entre 1988 e 1999. Atualmente, ocupa a posição de condutor convidado e participa regularmente de projetos com a Orquestra – os últimos foram em 2000, 2001, 2004, 2005 and 2009 – com a qual mantém um estreito relacionamento profissional e artístico.

Ashkenazy selecionou para as apresentações no Brasil, no Theatro Municipal de São Paulo, a Sinfonia nº 6 (Pastoral) e a Sinfonia nº 10 de Shostakovich, no dia 14/05; e a peça Don Juan de Strauss e a Sinfonia nº 5 de Mahler no dia 15/05.
Na matinê infantil, será apresentada a suíte Opus 71A do Quebra Nozes de Tchaikovsky; e no concerto aberto ao público, além dessa peça, a abertura da Ópera Príncipe Igor, de Alexander Borodin, Don Juan, de Richard Strauss, a Danação de Fausto, de Hector Berlioz, e Finlândia, de Jean Sibelius. Para o bis, os virtuoses receberão a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, um encontro que faz parte do Projeto Mozarteum, cujo objetivo é fomentar e difundir a música erudita no Brasil, apoiando estudantes e jovens músicos brasileiros.

Sobre o Mozarteum Brasileiro
O Mozarteum foi fundado em 1981 por Sabine Lovatelli e Claude Sanguszko, com o compromisso de manter a sociedade atualizada sobre os conceitos e expressões artísticas que se desenvolvem nos principais centros ao redor do mundo. Uma das mais importantes associações culturais do país, há 30 anos o Mozarteum traz o melhor da música de concerto internacional.
Ao longo de sua trajetória, a instituição trouxe ao Brasil algumas das mais importantes orquestras do mundo, entre elas as Filarmônicas de Berlim, Viena, Munique e de Nova York, companhias de dança como o Bolshoi e o New York City Ballet e também renomados solistas, grupos de câmara, coros e regentes.

Sobre a orquestra
A Orquestra Sinfônica Alemã de Berlim foi fundada em 1946 com o nome de RIAS- Symphonie-Orchester, a orquestra da “Rádio no Setor Americano” de Berlim. Em pouco tempo tornou-se conhecida por seu compromisso com a música do século XX e sua capacidade de atrair maestros de primeira linha. Em 1993, para evitar confusão na nova paisagem cultural da Berlim reunificada, a orquestra decidiu adotar o nome atual – Orquestra Sinfônica Alemã de Berlim.
Vladimir Ashkenazy, Nagano Kent e Ingo Metzmacher foram seus diretores mais recentes, que contribuíram para a orquestra com seus muitos anos de experiência, ambição interpretativa e espírito inovador. Ashkenazy participou de concertos com a orquestra como pianista por diversas ocasiões entre as décadas de 1970 e 1980. Apresentou-se como maestro pela primeira vez em dezembro de 1988 e pela segunda vez em março de 1989. Em setembro de 1989 tornou-se diretor musical, posição que ocupou até julho de 1999.

Sobre o regente
Vladimir Ashkenazy é um dos poucos artistas a combinar uma carreira de sucesso como pianista e maestro. Tem construído uma trajetória profissional extraordinária, que abrange uma vasta gama de atividades. A regência, porém, tomou a maior parte de suas atividades nos últimos 20 anos. Assumiu a posição de Maestro e Diretor Musical em diferentes orquestras, como a Orquestra Filarmônica Tcheca, a Orquestra Jovem da União Européia e a Orquestra Sinfônica da NHK, em Tóquio.

Serviço:
DEUTSCHES SYMPHONIE ORCHESTER BERLIN
Vladimir Ashkenazy, regente
12/5 – 16h - Matinê para Crianças – Auditório do Ibirapuera – entrada gratuita
Retirada de ingressos na bilheteria do Auditório, a partir do dia 20 de abril – mínimo de três e máximo de seis ingressos para crianças por CPF de adulto.
13/5 – 11h - Concerto ao Ar Livre – Auditório Ibirapuera / Plateia Externa – entrada gratuita - não é necessário retirar ingressos.

14/5 – 21h - Theatro Municipal de São Paulo *
15/5 – 21h - Theatro Municipal de São Paulo
Aquisição e renovação de assinaturas
Valores
Setor A – R$ 1.500; setor B – R$ 1.340; setor C - R$ 980; e setor D – R$ 550.
Ingressos avulsos
Setor A – R$ 300; setor B – R$ 260; setor C – R$ 180; e setor D – R$ 110
O programa de cada concerto poderá ser consultado no website do Mozarteum. www.mozarteum.org.br
* Os assinantes terão os lugares reservados para estes dias
Classificação etária indicativa: livre.
Mozarteum Brasileiro
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1811, 5º andar, conjunto 521 - Tel.: (11)3815-6377
ingressos@mozarteum.org.br - www.mozarteum.org.br
Parceria: Deutsche Welle TV
Patrocinadores: Banco Votorantim, Bradesco, Clariant, Credit Suisse, Deutsche Bank, Pirelli, Volkswagen, BNDES, Banco ING, Novartis, Allianz Seguros, Banco Safra, CBMM, Comgas, Carbocloro.
Patrocinador da turnê da Orquestra Sinfônica Alemã de Berlim: Mercedes Benz do Brasil

Inscrições para novas vozes femininas da Cia. Canto Vivo

A Cia. Canto Vivo, coral de Jundiaí fundado em 1986 e dirigido pela maestrina Cláudia de Queiroz,  abre vagas para sopranos (vozes femininas agudas).
As interessadas precisam ter experiência anterior.
As inscrições vão apenas até dia 19 de abril, e  podem ser feitas através dos telefones  (11) 46011836       / 98297291/ 95239885
Mais informações através do e-mail eccotad@terra.com.br
O teste vocal será realizado neste sábado, dia 21/04, às 13:30. As aprovadas já fazem o primeiro ensaio neste mesmo dia.
Os coralistas recebem orientação de técnica vocal , além da montagem de repertório.
Os ensaios acontecem todos os sábados, das 14:30 às 18:30 , em Jundiaí (SP)
Para conhecer mais sobre o coral: www.cantovivo.com.br

Circuito de artes do SESC


Vem aí o circuito de artes do SESC, com música, teatro e muito mais programação grátis! De 17 de abril a 6 de maio, na capital, litoral e Grande São Paulo.
Cerca de 230 artistas e 52 atividades divididas em 7 roteiros simultâneos e gratuitos que passam por 88 cidades do interior, litoral e Grande São Paulo entre 17 de abril e 06 de maio. Praças, parques, teatros e outros espaços serão ocupados como ponto de encontro de gerações, com o intuito de quebrar a rotina no cotidiano das cidades.
Veja programação completa:
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm?mostra_evento=93

20ª Bienal: programas de incentivo à composição


Programas de fomento apoiarão 70 composições inéditas na próxima edição da Bienal de Música Brasileira Contemporânea.
 Se depender dos programas de apoio, a 20ª Bienal de Música Brasileira Contemporânea tem tudo para ser um grande sucesso. Patrocinado pela Funarte, a mais importante mostra da produção para concerto do País conta para sua próxima edição, prevista para 2013, com o incentivo de duas linhas de fomento já disponibilizadas pela instituição. Com a primeira, 30 composições inéditas serão escolhidas em concurso; a segunda possibilitará a encomenda de mais 40 peças a músicos consagrados.

As Bienais, que contaram desde o início com o apoio ativo da Escola de Música (EM), foram sempre experiências ecléticas que, recusando o unilateralismo estético e ideológico, acabaram por se afirmar como exposição das mais variadas correntes da nossa produção contemporânea. Esta preocupação também norteia o Prêmio Funarte de Composição Clássica, cujo edital da edição 2012 já foi publicado, e contemplará duas obras sinfônicas, uma das quais poderá ser para orquestra de sopros; três obras para orquestra de câmara e três para orquestra de cordas; seis obras para conjuntos de seis a dez intérpretes; oito para coros ou para trios, quartetos ou quintetos instrumentais e/ou vocais, ou para música eletroacústica mista; oito para solos e duos instrumentais e/ou vocais, ou para obras acusmáticas. Cabe mencionar que o instrumental pode incluir o órgão Tamburini, do Salão Leopoldo Miguez (Veja box). As inscrições vão até 28 de setembro, sendo que as obras selecionadas serão executadas na 20ª Bienal.
Podem concorrer compositores brasileiros ou radicados no país há no mínimo três anos e as premiações variam de R$ 8 mil a R$ 30 mil. As partituras ou CDs/DVDs (nos casos de música eletroacústica ou acusmática) deverão ser entregues sem informações que possibilitem identificar seu compositor. A análise dos trabalhos inscritos caberá a uma comissão externa, composta por integrantes de notório conhecimento. Entre os critérios de avaliação estão a qualidade da obra e a sua viabilidade de execução.

 A Funarte encomendará também a 40 compositores obras para orquestra sinfônica, de sopros, de câmara e de cordas; conjuntos de dois a dez intérpretes vocais e/ou instrumentais, coro, música eletroacústica mista ou acusmática e solos. A escolha dos que receberão a encomenda será feita, mediante votação, por um colégio formado por 74 compositores que participaram de cinco ou mais Bienais, e por nove regentes que atuaram em duas ou mais Bienais. Cada um dos 83 participantes desse colégio indicará ao Centro da Música da Funarte 10 nomes merecedores, a seu critério, de receber encomenda. O Centro da Música computará os 830 votos recebidos e distribuirá as encomendas de acordo com a votação atribuída a cada indicado. Como no caso do Prêmio Funarte de Composição Clássica, os incentivos variarão entre R$ 8 mil e R$ 30 mil

1º Ciclo de Palestras Educação Musica Inclusiva


O 1º Ciclo de Palestras Educação Musica Inclusiva busca atender a necessária formação de professores e professoras de música no que tange o trabalho com pessoas com deficiência. Será composto de quatro palestras ministradas por educadora musicais especialistas em inclusão. Após cada palestra haverá uma sessão de debate com os presentes.
Local de realização: Instituto de Artes – UNESP

Teatro da Música “Maria de Lourdes Sekeff”
Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271
Barra Funda São Paulo/SP - Tel:   (11) 3393-8616     

Período de realização: 03 de maio a 5 de junho de 2012
Horário das palestras: das 19h às 21h00
03/ 05/2012 – Profa. Ms. Lisbeth Soares (Fundação das Artes de São Caetano do Sul/FASCS e PMSBC)
Tema da palestra: Atividades e materiais adaptados às aulas de música para pessoas com deficiência

15/05/2012 - Profa. Ms. Isabel Bervetelli – (FAC-FITO/Instituto de Cegos Padre Chico)
Tema da palestra: A educação musical das pessoas com deficiência visual e a Musicografia Braille: da musicalização à leitura e escrita da partitura em braille.

29/05/2012 - Profa. Ms. Viviane Louro (Fundação das Artes de São Caetano do Sul/FASCS; Faculdade Paulista de Artes (FPA)

Tema da palestra - Educação musical e inclusão - o que todo professor precisa saber!

05/06/2012 - Profa. Es. Fátima Puga - (FAC-FITO)
Tema da palestra: Musicalidade da pessoa surda.
Inscrições: 25 a 30 de abril.

Público: professores de música em formação e demais interessados.
Número de vagas: 200 participantes

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Orquestra Sinfônica de São Paulo


Orquestra Sinfônica de São Paulo

Concerto:
Marin Alsop – Regência.
Sérgio Burgani – Clarineta
- Camargo Guarnieri
- Francisco Mignone
- Tchaikvsky

19.04 – Quinta-feira – 21H00
Sala São Paulo
R$ 26,00 a R$ 149,00

Ensaio Aberto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo


Marin Alsop – Regência.
Sérgio Burgani – Clarineta
- Camargo Guarnieri
- Francisco Mignone
- Tchaikvsky
19.04 – Quinta-feira – 10H00
Sala São Paulo
500 lugares
R$ 10,00

Museu italiano queima obras em protesto contra corte de verbas


Em protesto contra cortes de verbas para o setor cultural e o que considera descaso das autoridades italianas, o diretor do Museu de Arte Contemporânea de Casoria, na região de Nápoles, começa hoje a queimar cada uma das mil obras da coleção permanente do museu.
Num ato que será gravado e depois divulgado pela internet, será queimada hoje uma tela da artista francesa Severine Bourguignon. Antonio Manfredi, diretor do museu e também artista, queimou há um mês a obra que mostrou na última Bienal de Veneza, no ano passado.

Casoria, onde fica o museu, é uma cidade dominada pela máfia italiana e um dos pontos centrais do polêmico livro de Roberto Saviano sobre o crime organizado no país.

Manfredi tem feito de sua gestão do museu uma quase performance para chamar a atenção para um acervo de mil obras de arte contemporânea que ele diz não receber nenhum respaldo do Estado italiano.

No ano passado, ele chegou a pedir asilo político à chanceler alemã Angela Merkel e hasteou uma bandeira da Alemanha ao lado do museu, uma provocação ao governo de Silvio Berlusconi, então primeiro-ministro.

Seu ato de queimar a coleção tem o apoio dos artistas representados no acervo e é o último capítulo de suas provocações às autoridades italianas. Ele pretende queimar três obras por semana em cerimônias que poderão ser transmitidas via internet.

Nos próximos dias, serão destruídos trabalhos da alemã Astrid Stöfhas, do britânico John Brown, do chinês Qing Yue, do senegalês Cheikh Moustapha Ndiaye e do brasileiro José D'Apice, entre outros.

Manfredi diz que só vai interromper o ato caso o prefeito, o governador da região de Nápoles e o ministro italiano da Cultura visitem o museu e se reúnam com ele.

Cientistas tentam devendar mistério da "música grudenta"


Esse é o nome de uma música do rapper Tone Loc, que, fiquei sabendo recentemente, fez muito sucesso nos anos 1990. Eu ouvira a canção pela primeira vez na noite anterior, em bar de caraoquê.
Por mais que eu tentasse parar de pensar na música, a letra da canção não saía da minha cabeça. Eu passei quase dois dias até conseguir finalmente esquecer a música.
A pesquisadora Vicky Williamson, especializada em psicologia da música, resolveu estudar o fenômeno de músicas que grudam na cabeça depois de perceber que havia pouca literatura científica sobre o assunto.
Ela descobriu que há diversos termos diferentes em inglês usados pelos cientistas para descrever o fenômeno: "stuck-song syndrome" (ou síndrome da canção empacada), "sticky music" (canção pegajosa), "cognitive itch" (coceira cognitiva) ou "earworm" (verme de ouvido).
Williamson participou de um programa de rádio da BBC perguntando aos ouvintes quais "músicas pegajosas" estavam os afligindo recentemente. Ela também reuniu relatos e experiências em uma pesquisa feita no seu site Clique earwormery.com.
Estresse
Com base nesses dados, ela chegou a alguns resultados surpreendentes.
"Quando analisei mais de mil canções pegajosas, percebi que apenas meia dúzia havia sido citada mais de uma vez – o que mostra quão heterogênea foi a resposta das pessoas. É um fenômeno muito individual", diz Williamson.
Hoje a pesquisadora já possui mais de 2,5 mil relatos. Ela diz que algumas músicas são mais pegajosas simplesmente por estarem em evidência em filmes e seriados de televisão.
É o caso da canção Don't Stop Believing, do conjunto Foreigner, que no começo da sua pesquisa era uma das mais citadas. Na época, a música havia voltado às paradas graças ao seu uso no musical americano Glee.
A psicóloga passou então a tentar entender quais mecanismos desencadeiam o fenômeno.
O primeiro dos fatores é a exposição. A música precisa ter sido ouvida recentemente. Outro é a repetição: quanto mais frequente a música toca, maior é a chance de ela grudar na cabeça de quem ouve.
No entanto, muitas músicas podem ser "despertadas" por memórias ou ambientes ao nosso redor.

Fatores da 'música grudenta'

Exposição recente à música
Exposição repetida à música
Palavras que desencadeiam uma memória de uma canção

Arquivos pessoais de escritores brasileiros serão disponibilizados

VISCONDE DE TAUNAY
O Arquivo-Museu de Literatura Brasileira (AMLB) da Fundação Casa de Rui Barbosa tem como objetivo preservar a memória literária de nosso país. Seu acervo reúne 126 arquivos privados de escritores brasileiros e uma coleção de documentos avulsos.
Para facilitar o acesso a esses arquivos, estão sendo paulatinamente organizados esses sites informativos, que detalham seu conteúdo e apresentam informações biográficas e bibliográficas sobre os autores.
As referências sobre documentos e os dossiês podem ser consultados na base de dados Arquivos pessoais de escritores brasileiros. E as informações sobre o conteúdo de cada arquivo, na base de dados Guia de fundos e coleções. Pode-se também consultar os documentos na sede da Fundação, mediante agendamento.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Quinteto Brassuka no CEU Campo Limpo


Quinteto Brassuka
18.04 – Quarta-feira – 16H00
CEU Campo Limpo
Entrada Franca

Hoje no Teatro Municipal Ópera Idomeneo de Mozart


Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Municipal
Rodolfo Fischer – Regente.
17.04 – Terça-feira – 20H00
Teatro Municipal de São Paulo
R$ 40, a R$ 100,

Música antiga no século XXI


O II Festival de Música Antiga da UFRJ ocorrerá na EM, 23 a 27 de abril, com o tema "a interpretação da música antiga no século XXI". Além de concertos diários, sempre às 19h, no Salão Leopoldo Miguez, contará com mesas-redondas e masterclasses de 15h30 às 18h, em dias alternados, na Sala da Congregação. A curadoria é da professora Patrícia Michelini, que leciona flauta doce e adiantou o assunto a O Leopoldo.

Professora, inicialmente, era chamada de música antiga a produção até o século XVIII, dos períodos Medieval, Renascentista e Barroco. Esse conceito mudou?
É importante fazer uma distinção entre música antiga e movimento da música antiga. A música antiga, para usar uma definição que considero apropriada, seria aquela que não teve uma continuidade de execução em períodos posteriores. As obras do período Clássico e, sobretudo, as do século XIX, foram executadas em público em suas épocas e, nos períodos posteriores, frequentaram continuamente as salas de concerto. Já obras do Barroco e períodos anteriores, com algumas exceções, foram realizadas unicamente nos períodos em que surgiram. Para que voltassem aos palcos houve a necessidade de um resgate, inicialmente de interesse musicológico, depois artístico; por isso se enquadram na categoria de música antiga.

E o movimento de música antiga?
A iniciativa surgiu na década de 1960 em alguns países da Europa. Seus adeptos propunham uma nova leitura do repertório histórico, especialmente do Barroco, procurando recuperar os parâmetros de interpretação originais, utilizando instrumentos históricos (ou cópias), o diapasão corrente, estudando os tratados da época para entender como os compositores e intérpretes concebiam sua música. Trata-se, portanto, de um conceito de interpretação, que, grosso modo, se opõe àquele em que o músico aborda o repertório de épocas passadas tomando como parâmetro características estilísticas e sonoras de seu próprio tempo. O conceito desenvolvido pelo movimento é conhecido atualmente como interpretação historicamente orientada, e pode ser aplicado a repertório de épocas diversas. No festival, vamos abordar principalmente a música do período Barroco e discutir a forma de interpretá-la nos dias de hoje.

Pode comentar a música antiga brasileira?
Essa é uma história à parte! Se compararmos como as pesquisas sobre o repertório antigo europeu se desenvolveram nas últimas décadas, vamos constatar que o resgate da música antiga brasileira ainda é muito recente, e só ocorre de maneira mais científica e consistente a partir da década de 1990. A primeira questão é justamente identificar esse repertório. Numa próxima etapa, entra em discussão a maneira como esse repertório pode ser interpretado. Seriam adequados os parâmetros europeus contemporâneos? A música de um compositor como Lobo de Mesquita, ativo na segunda metade do século XVIII, pode ser interpretada como a de Haydn, que viveu na mesma época? Há muito ainda o que discutir e a mesa do dia 24 será uma boa ocasião para isso.

Como serão as aulas e debates?
Teremos também docentes de universidades públicas de Goiânia, Curitiba e São Paulo. Além da mesa do dia 24, que tratará do repertório e da interpretação da música antiga brasileira, no dia 26 reuniremos professores que desenvolvem projetos na área em diferentes instituições. A masterclass do dia 25, da professora Silvana Scarinci, tem como alvo estudantes de violão que tocam nesse instrumento música originalmente composta para alaúde e teorba, e que desejam entender melhor como a transcrição é realizada. A do professor David Castelo, dia 27, é destinada a cantores e instrumentistas de todos os níveis que buscam maior embasamento para a interpretação do repertório barroco.

Como serão os concertos?
O público poderá acompanhar, sobretudo, o trabalho desenvolvido por grupos ligados às universidades federais do Rio, especializados ou não em música antiga. Na abertura, dia 23, a Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob direção do professor Daniel Guedes, dedicará um programa a Bach, Vivaldi e Biber, com solos de violino do próprio Daniel e de Gabriela Queirós. Teremos também o Conjunto de Música Antiga da UFF, a Orquestra Barroca da UNIRIO, a Camerata Sul Tasto e encerramos com o Flustres Ensemble.

Qual a importância da UFRJ fazer um evento como esse?
As universidades, de maneira geral, proporcionam eventos interessantes por equilibrarem atividades artísticas e acadêmicas. A Escola de Música reconhece a importância da área de música antiga e tem iniciativas para seu desenvolvimento. Oferece o bacharelado e pós-graduação em cravo, cursos conduzidos de maneira brilhante pelo professor Marcelo Fagerlande. Assim, a instituição vai cumprindo seu papel de ofertar o máximo de possibilidades aos alunos, sempre zelando pela formação crítica e de qualidade.

Serviço:
São cinco vagas (solistas ou grupos) para cada masterclass, sendo que as inscrições estarão abertas a partir do dia 09 de abril, no Setor Artístico da EM – Rua do Passeio, 98, Lapa - Rio de Janeiro – RJ, CEP: 20.021-290. Para os demais eventos do Festival não há inscrições

Maria Celina Machado   

Os erros e as cegueiras do Conhecimento


Procusto, segundo a mitologia dos gregos antigos, era um malfeitor que morava numa floresta na região de Elêusis (península da Ática – Grécia). Ele tinha mandado fazer uma cama que tinha exatamente as medidas do seu próprio corpo, nem um milímetro a menos. Quando capturava uma pessoa na estrada, Procusto amarrava-a naquela cama. Se a pessoa fosse maior do que a cama, ele simplesmente cortava fora o que sobrava. Se fosse menor, ele a espichava e esticava até caber naquela medida.
A simbologia por trás desse mito representa a Intolerância diante do outro, do diferente, do desconhecido. Representa uma visão de mundo totalitária daquele sujeito que quer modelar todos os seres a sua própria imagem e semelhança. É a recusa da multiplicidade, da diversidade, da criatividade, da originalidade.
Procusto ou “as cegueiras do conhecimento” esteve presente, por exemplo, na consciência dos juízes de Sócrates, quando condenaram-no a morte por ter “corrompido” a juventude ateniense; esteve presente também no imaginário dos soldados romanos que perseguiam e matavam cristãos por seguir uma religião que se opunha ao paganismo e a figura sagrada do Imperador; continuou presente no Tribunal da “Santa” Inquisição que condenou à fogueira todos àqueles que eram contrários aos seus dogmas: Giordano Bruno, Galileu Galilei (foi poupado por ter negado suas teorias científicas) e até Joana D´arc;  esteve presente também na consciência dos reis absolutistas; nas revoluções burguesas; no processo de escravidão mercantil; na formação dos partidos nazi-fascistas; no extermínio de milhões de judeus nos campos de concentração, de trabalho e também nas Guerras Mundiais… (só para citar alguns poucos exemplos…)

O espírito de Procusto, esteve presente em várias etapas de nossa História e ainda continua atormentando a Escola tanto quanto o processo educativo, em outras palavras, está presente na consciência humana produzindo “cegueiras”, erros e ilusões do conhecimento. Dessa forma:
Quanto sofrimento e desorientações foram causados por erros e ilusões ao longo da história humana, e de maneira aterradora, no século XX! Por isso, o problema cognitivo é de importância antropológica, política, social e histórica.

Para que haja um progresso na base no século XXI, os homens e as mulheres não podem mais ser brinquedos inconscientes não só de suas idéias, mas das próprias mentiras. O dever principal da educação é de armar cada um para o combate vital para a lucidez. (MORIN, 2003, p. 33)

Mas como perceber os erros, ilusões e cegueiras em torno do conhecimento humano? Ou melhor, como reconhecer o fantasma de Procusto? O filósofo francês Edgar Morin em seu livro: “Os sete saberes necessários à Educação do futuro”, nos apresenta algumas explicações:
O conhecimento [...] é o fruto de uma tradução/reconstrução por meio da linguagem e do pensamento e, por conseguinte, está sujeito ao erro. Este conhecimento, ao mesmo tempo tradução e reconstrução, comporta a interpretação, o que introduz o risco do erro na subjetividade do conhecedor, de sua visão de mundo e de seus princípios de conhecimento[...] A projeção de nossos desejos ou de nossos medos e as perturbações mentais trazidas por nossas emoções multiplicam os riscos de erro. (MORIN, 2003, p. 20)

Portanto, o conhecimento é um processo e produto da consciência humana, na medida em que, colhe dados da realidade através de habilidades de pensamento (tradução/reconstrução); dados que são construídos pela percepção dos sentidos (tato, visão, audição, olfato e paladar); processados por nossa imaginação e linguagem; armazenados na memória e transmitidos pela oralidade. Através do processo de “tradução e reconstrução” corre-se o risco do erro, pois a Interpretação (decorrente do processo do pensar) depende da subjetividade do sujeito que conhece e de sua visão de mundo (conjunto de costumes, tradições, hábitos, crenças, etc.) que são assimilados socialmente.
Nesse argumento conceitual em torno dos erros, ilusões e cegueiras que são inerentes no processo do conhecimento humano, Morin expõe, pelo menos, duas idéias que merecem ser problematizadas: “A subjetividade do sujeito que conhece” e a “sua visão de mundo”.

Quando pensamos em “subjetividade do sujeito que conhece”, e nos remetemos a outras leituras de Morin, entendemos que o ser humano é ao mesmo tempo sapiens, no sentido de ser dotado da racionalidade, mas também é demens, isto é, capaz de condicionar seu pensamento e ação de acordo com sua afetividade, desejos, medos, perturbações mentais, por suas emoções de maneira geral. Isto quer dizer que subjetivamente, somos “atormentados” por nossas emoções que também condicionam nossas atitudes. Dessa forma, sabemos que em muitas ocasiões temos uma alta probabilidade de cometer erros e ilusões quando agimos de acordo com “impulsos” afetivos, ao ponto de mentir para si próprio ou projetar no outro nossos próprios erros, Segundo Morin:
Cada mente é dotada também de potencial de mentira para si próprio (self-deception), que é fonte permanente de erros e ilusões [...] a tendência a projetar sobre o outro a causa do mal fazem com que cada um minta para si próprio, sem detectar esta mentira da qual, contudo, é autor. (MORIN, 2003, p. 21)

Mas também, podemos cometer o erro de agir com tamanha racionalidade, ao ponto de nos desumanizar (perdendo o senso de solidariedade e coletividade), como nosso amiguinho Procusto, ou nossa querida Escola que pode ser caracterizada como uma “Instituição regularizadora, normalizadora de comportamentos, seletiva e discriminatória” como alega a educadora Luiza Cortesão da Universidade de Coimbra em palestra proferida no VI Colóquio sobre Instituições Escolares da Universidade Nove de Julho em setembro de 2009.
A segunda consideração que permeia a definição de “cegueiras do conhecimento” para Morin é a consciência de “visão de mundo” do sujeito, que o autor irá classificar como “paradigmas do conhecimento”, estrutura que condiciona os seres humanos a erros interpretativos da realidade, pois direciona o seu conhecimento, pensamento e ação segundo concepções que são inscritas culturalmente, é o que denomina imprinting cultural, “marca matricial que inscreve o conformismo a fundo, e a normalização que elimina o que poderia contestá-lo” (MORIN, 2003, p. 28). Portanto:

…O paradigma é inconsciente, mas irriga o pensamento consciente, controla-o, neste sentido, é também supraconsciente [...] o paradigma instaura relações primordiais que constituem axiomas, determina conceitos, comanda discursos e/ou teorias [...] Assim, um paradigma pode ao mesmo tempo elucidar e cegar, revelar e ocultar. É no seu seio que se esconde o problema-chave do jogo da verdade e do erro. (MORIN, 2003, p. 26; 27)
O fantasma de Procusto é justamente essa “Visão de mundo” fechada em si mesma, paradigmática, dogmática e totalitária que imprime uma matriz cultural que permeia nossas ações e pensamentos e que inevitavelmente conduz os seres humanos a erros, ilusões e cegueiras no processo do conhecer, fruto da consciência humana. Essa “visão de mundo” imprime idéias, valores, percepções falsas da realidade, e de certa forma, bloqueia o conhecimento do ser humano e inevitavelmente suas ações.

A Instituição escolar vem reproduzindo essa “visão paradigmática” desde a sua origem, e atualmente problemas como: evasão, repetência, indisciplina, violência, etc. são decorrentes de uma educação que não é compatível com as novas demandas culturais e sociais de educandos, e dessa forma, não oferece um tipo de ensino pertinente, global, contextualizado, que orienta uma nova leitura da realidade, ocultando possíveis erros, ilusões e cegueiras… chegar a esse tipo de conhecimento será desafio ou utopia? Derrotar Procusto ou ser seu amigo?
Essas questões estão no cerne dos debates educacionais nos últimos anos e devem ser problematizadas na perspectiva de encontrar um novo modelo de Educação, adequado com as transformações tecnológicas e científicas da atualidade.

Os desígnios do século XXI declaram novas matrizes curriculares e novos ordenamentos disciplinares para receber essa nova demanda de educandos. A complexidade dos problemas relativos à Educação atual exige novos direcionamentos pedagógicos com a perspectiva de evitar novos erros e cegueiras para as novas gerações e definitivamente aniquilar o fantasma de Procusto.

 André Rodrigues

segunda-feira, 16 de abril de 2012

CAMERATA ERUDITA

Concerto dia 20 de abril, 20h30
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro -
São Paulo – SP
Inf.11 3221 5558
Entrada franca

Programa:
E.Grieg –Ertes Begegnen
E.Elgar-  Serenade  for strings, op 20
J S. Bach- Concerto para violino e orquestra em lá menor
Solista :Ricardo  Takahashi
Cláudio Santoro- Mini concerto Grosso para cordas
Beetholven Cunha- Macaíba
Guerra Peixe/Clóvis Pereira – Mourão
Regente  Convidado : Israel Menezes

Coral Cultura Inglesa – Vagas para Cantores

Todos os naipes
Ensaios sábados das 15h30 às 19h30

Rua Ferreira de Araújo, 741 – Pinheiros – São Paulo

Informações tel 11 3039-0575 / coral@coralculturainglesa.com.br

15ª Feira do Estudante – EXPO CIEE 2012

A 15ª Feira do Estudante – EXPO CIEE 2012 é o maior evento do País voltado à capacitação e inclusão profissional de jovens no mercado de trabalho. Acontecerá na Bienal do Parque Ibirapuera – 2º Pavimento, São Paulo/SP, dias 18, 19 e 20 de maio, sexta e sábado das 10h às 20h e domingo das 10h às 18h.A feira, que tem entrada gratuita, contará com mais 5.000 vagas de estágioe aprendizagem, expectativa de 60 mil visitantes, 60 expositores entre instituições de ensino, órgãos públicos e empresas e 70 palestras voltadas para carreira, capacitação, empreendedorismo, estágio, empregabilidade e cidadania, ministradas por especialistas.
Os estudantes poderão se cadastrar para oportunidades de estágio e aprendizagem, participar de oficinas de capacitação e simulações de dinâmica de grupo, processos seletivos, entre outras atrações.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul

Regente: Sérgio Assumpção
15.04 – Domingo – 19h30
Teatro Municipal Paulo Machado de Carvalho
Entrada Franca

Orquestra Arte Barroca

15.04 – Domingo – 12h00
Pátio do Colégio
Entrada Franca

Coro Infantil da Osesp, Coro da Osesp e Orquestra

Sinfonia nº 3 de Bernstein
Marin Alsop
15.04 – Domingo – 11h00
Sala São Paulo
R$ 2,00

Ópera Idomeneo, Mozart

Orquestra Sinfônica Municipal
Coral Municipal Rodolfo Fischer
14.04 – Sábado- 20h00
Teatro Municipal de São Paulo
R$ 40,00 a R$ 100,00

Quarteto de cordas da Cidade de São Paulo

Quarteto nº 2 Webern

Seis Bagatelas,  opus 9 –
Quarteto nº 2 Borodin

14.04 – Sábado – 16h00
Teatro Municipal de São Paulo
R$ 10,00 a R$ 30,00

A QUATRO MÃOS, SÃO ATRAÇÃO NA SÉRIE "MÚSICA NO MASP"


A série Música no MASP tem sempre concertos gratuitos às terças-feiras, às 12h30, no Grande Auditório do MASP.
O segundo concerto da Temporada 2012 acontece no próximo dia 17 de Abril: um recital de piano a quatro mãos com Maurícy Martin e Nathália Kato.
A programação musical de São Paulo tem desde 2007 uma saborosa série gratuita de concertos e shows de música instrumental. Idealizada e realizada pela Art Invest, a série Música no MASP tem suas apresentações realizadas sempre às terças-feiras, às 12h30, no Grande Auditório do MASP.
        O público primário do projeto é o grande número de pessoas que circula cotidianamente no horário de almoço pela Avenida Paulista, um fluxo estimado em mais de 1,5 milhão de pessoas por dia. Mas a série atrai também os paulistanos apaixonados pela boa música, bem como umm crescente número de turistas que vêm à Capital para visitas ao Museu.
Piano a quatro mãos – Depois do concerto de abertura da temporada, com a orquestra de câmara argentina Camerata Bariloche, a série Música no MASP prossegue na terça 17 de Abril com um recital a quatro mãos pelos pianistas Maurícy Martin & Nathália Kato.
        Maurícy Martin, músico veterano, destaca-se na cena brasileira por sua atuação como pianista e por seu trabalho pedagógico, focado na formação de jovens pianistas. Graduado pela Indiana State University, obteve na Escola de Música da mesma universidade o título de Mestre em Piano e na Boston University o título de Doutor em Música. Desde 1985 é professor de piano no Departamento de Música da UNICAMP.
        A jovem paraense Nathália Kato é bacharel em Música pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) e no período 1992-1995 realizou estudos musicais no Japão. De volta a Belém, sua cidade natal, ingressou no Conservatório Carlos Gomes. Atualmente cursa o Mestrado em Música na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sob orientação de Maurícy Martin e co-orientação de Ricardo Ballestero (USP).
        Maurícy e Nathália vêm se dedicando a recitais comentados de piano a quatro mãos, de caráter didático, buscando destacar a importância e o valor do gênero. O programa tem três peças:
        A Sonata KV 381, de Mozart (obra de 1772, em três movimentos), originalmente escrita para quatro mãos e marcada por características sinfônicas bastante recorrentes, reflexo da intensa produção sinfônica do periodo.
        A Fantasia op. 103, de Schubert (em quatro movimentos, escrita para quatro mãos em 1828), considerada umas das mais importantes obras do compositor, não apenas para o gênero, como também de toda sua produção pianística. De caráter melancólico, a obra contém uma linha melódica pontuada que é reminiscente do estilo húngaro.
        Fecha o recital Congada, de Francisco Mignone. É uma transcrição para piano a quatro mãos do bailado do 2º ato de "O Contratador de Diamantes", primeira ópera do compositor, obra escrita na Itália em 1921.
S E R V I Ç O
Série MÚSICA NO MASP
Sempre às terça-feiras, 12:30 horas
17 de Abril
MAURÍCY MARTIN & NATHÁLIA KATO
piano a quatro mãos
Programa:
•Mozart, Sonata KV 381
•Schubert, Fantasia op. 10
•Francisco Mignone, Congada
MASP (Grande Auditório, 374 lugares)
Av. Paulista 1578, Bela Vista, tels. 3266-3645 e 3266-3569
ENTRADA FRANCA
Retirada de ingressos na bilheteria do museu
Duração: 60 min.
Indicação etária: Livre para todos os públicos

Crise expõe racha na Biblioteca Nacional


Confrontado com uma crise que levou o conselho editorial da "Revista de História da Biblioteca Nacional" a ameaçar renunciar em apoio ao ex-editor Luciano Figueiredo, demitido no mês passado, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim, decidiu "zerar a conta".
Ele pretende lançar nas próximas semanas um edital que convocará interessados em coeditar suas publicações --inclusive a "Revista de História", atualmente editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin)--, definindo critérios e funções para cada parte.
Com isso, Amorim pretende resolver dois problemas de uma vez: adequar-se "às exigências recentes dos órgãos públicos de fiscalização" e encerrar a disputa entre a Sabin e o conselho editorial.

A primeira é uma sociedade privada que cuida da parte administrativa e financeira da publicação. O segundo, responsável pelo conteúdo editorial, é formado por acadêmicos como José Murilo de Carvalho (UFRJ), Lilia Moritz Schwarcz (USP) e o membro da Academia Brasileira de Letras Alberto da Costa e Silva.
Os conselheiros ameaçaram renunciar após a Sabin demitir Figueiredo "por razões administrativas internas" não especificadas, sem consultar o conselho.

Semanas antes, o então editor havia demitido o jornalista Celso de Castro Barbosa após divergências relacionadas a uma resenha escrita por ele sobre o livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicada no site da revista.
Em um de seus trechos, a resenha diz que o livro joga "uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos". Em outro, afirma que José Serra "é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da 'Privataria Tucana'".

O texto gerou protestos públicos do PSDB e foi tirado do ar, mas, segundo a Sabin, nem a demissão de Castro Barbosa por Figueiredo nem a deste pela sociedade tiveram qualquer componente de pressão política.
REUNIÃO SEM ACORDO

O presidente da FBN pretende resolver o impasse entre Sabin e conselho formalizando, no edital, as funções de cada um: a sociedade gere a revista, e os conselheiros cuidam do conteúdo e da indicação do editor, sem vetos.
"Houve certamente uma crise, que está sendo resolvida. Vamos acertar entre as partes um novo termo de cooperação", disse Amorim.

Apesar de representantes da Sabin e do conselho ouvidos pela Folha terem elogiado a mediação de Amorim, o fim para a crise não será tão simples, já que a solução proposta permitiria a recondução do demitido Figueiredo ao comando editorial.
Ele [Amorim] sabe, porque eu disse com todas as letras, que a volta do senhor Luciano Figueiredo é fora de questão, e a Sabin vai levar isso até o fim", disse Jean-Louis de Lacerda Soares, presidente da sociedade.

"Quem decide sobre a contratação de um funcionário é a empresa que o paga. A Sabin pode, por razões de independência, achar que um funcionário não pode entrar no quadro", afirmou.
O conselheiro José Murilo de Carvalho diz que "foi discutido claramente na reunião que não existiria poder de veto" às escolhas do conselho.

"Uma das partes do acordo é dividir claramente as funções. Um vai ser estritamente editor, e a parte administrativa fica com outra pessoa. Agora, se a Sabin vai se negar a pagar o editor que o conselho escolher..."

MARCO AURÉLIO CANÔNICO

quinta-feira, 12 de abril de 2012

São Paulo Companhia de Dança no Sesc Vila Mariana


Bachiana nº 1 de Rodrigo Pederneiras - Ballet 101 de Eric Gauthier -
Supernova de Marco Goecke

13.04 - Sexta-feira - 21H00
Sesc Vila Mariana
São Paulo - SP
R$ 6,00 e R$ 24,00

Coro Infantil da Osesp, Coro da Osesp e Orquestra.

Sala São Paulo

Os grupos da Osesp se apresentam este final de semana, quinta, sexta e sábado na Sala São Paulo com Antônio Menezes e obra de Bernstein.
13.04 – Sexta-feira – 21H00

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, 16
São Paulo - SP
R$ 26,00 a R$ 149,00

George Gershwin

George Gershwin

Nascido em um bairro nova-iorquino, em 1898, em uma família pobre, de judeus russos, George Gershwin, dotado de uma imaginação melódica aparentemente inesgotável ficou célebre pelas centenas de canções de sucesso que escreveu, muitas delas para musicais feitos em parceira com seu irmão, o letrista Ira Gershwin, como Lady Be Good (1926) e Girl Grazy (1930).
Embora seus conhecimentos de orquestração e teoria musical fossem limitados, Gershwin se aventurou também pelo terreno da música de concerto. Sua carreira nesta área tomou impulso quando Paul Whiteman, líder de uma célebre banda de jazz, encomendou a Gershwin uma obra para o próprio compositor interpretar ao piano, acompanhado pelo grupo de Whiteman. Nascia assim a Rapsody im blue.
Hoje mais executada peça para piano e orquestra das Américas, a Rhapsody in Blue, orquestrada por Ferde Groffé três vezes; em 1924. 1926 e 1942, quando a peça ganhou a feição com que habitualmente é executada, para grande sinfônica, mantendo, contudo, os instrumentos de banda de jazz como banjo e saxofones. Tido como uma espécie de marca registrada do compositor, o glissando do clarinete que abre obra não foi escrito por Gershwin, trata-se de um efeito realizado, em um ensaio, por Ross Gorman, clarinetista da banda de Whiteman, que o autor imediatamente resolveu incorporara à partitura.

O sucesso de Rhapsody animou o compositor a arriscar novas criações para as salas de concertos, dentre as quais as mais célebres foram o Concerto para Piano em fá, de 1925, e Um americano em Paris, do ano seguinte.
Contudo, sua criação mais ambiciosa foi uma ópera, Porgy and Bess, com libreto de DuBose Heyward e versos de Ia Gershwin e Dorothy Heyward. Baseada no romance Porgy, do casal Heyward, a ópera é ambientado em Catfish Row, local fictício, antiga propriedade rural da aristocracia, convertida em cortiço de negros, no cais de Charleston, na Carolina do Sul. O par romântico é formado pelo aleijado Porgy and Bess, a namorada do violento estivador Crown, cobiçada também pelo traficante Sporting Life.

Estreada em 1935, Porgy and Bess inspirou álbuns de alguns dos mais importantes nomes do jazz, como Miles Davis, Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, graças ao apelo instantâneo de itens como a canção de ninar Summertime.

Em janeiro de 1936, Gershwin uniu alguns dos principais temas da ópera em A Suite From Porgy and Bess, para ser executada em uma turnê que ele fez com a Orquestra da Filadélfia, regida por Alexandre Smaltens, na qual o próprio compositor atuava como solista de seu Concerto em fá.

Depois dessa excursão, a partitura, contudo, ficou esquecida. Um tumor cerebral tirou a vida do compositor prematuramente, aos 38 anos de idade, em 1937, e foi só em 1958 que ira encontrou a obra, meio por acaso, nos arquivos de sua casa, em Beverli Hills.

Para distinguir a peça de Porgy and Bess, a Symphonic Picture, suíte da ópera que Robert Russel Bennett (1894-1981) escrevera sob encomenda do Maestro Fritz  Reiner, em 1942, Ira decidiu, então, realiza-la, dando o nome de Catfish Row, pelo qual ela é hoje conhecida. E entregou a partitura ao regente Maurice Abravanel responsável pela reentrada da suíte em circulação.

 Programa de Concerto Osesp jun/jul 2008 – p. 14-15.