quinta-feira, 17 de maio de 2012

A Segunda Guerra vista por Lasar Segall

Lasar Segall

Lasar Segall (1891-1957) concebe uma série de 75 desenhos provocados pela Segunda Guerra Mundial. Diante da barbárie nazista, o artista reage. Aqui, a melhor chave é a proposta por Gilda de Mello e Souza, quando se refere à arte de Segall como "apolínea". Por sua formação, o artista brota do clima expressionista alemão --do mesmo modo que Otto Dix (1891-1969). Mas conservou, como característica própria, o sentido da composição clara, organizada, em que a simplificação das formas lhes confere um formidável poder impositivo. Usando a palavra com cautela, não é impróprio mencionar um espírito clássico a seu respeito.
Esse classicismo aqui evocado, além dos princípios de clareza, equilíbrio e construção, acresce-se de outro. Segall possui uma característica fundamental própria à tradição das artes greco-itálicas: o corpo é o essencial, e o essencial é o corpo. A paisagem, quando existe, é acessória.

O artista explora a luminosidade da página branca, traçando sobre elas sinais que designam o sofrimento de mulheres e homens.
Vejamos a primeira folha, que contém as duas datas. Os algarismos, à direita, são grandes, bem desenhados (foram inicialmente traçados a lápis), num tom de vermelho nada vivo, nada sanguíneo.
É antes terracota, o que põe esses números em sintonia com o fundo da figura lateral, uma parede avermelhada em forma de trapézio, à esquerda. Sobre ela, uma figura feminina suspensa, com os braços amarrados no alto, os seios expostos, a expressão dolorosa.

VIOLÊNCIA
Parece-me que a violência tremenda criada por Segall nem é descritiva, como a de Jacques Callot (Segall nunca foi um criador de espírito realista), nem possui a genial teatralidade como a de Goya (1746-1828), nem inventa um mundo fantasmagórico, como o de Dix. É fruto de uma exasperação contraditória.
As poderosas forças construtoras do artista, a organização arquitetural das composições acirram-se em contraste com as tensões criadas pela evidência maior de cada efeito. O artista não trabalha por impulso sem controle.
Graças às intenções perfeitamente dominadas, os cabelos em desordem, a face dolorosa, os seios caídos da mulher torturada dessa primeira imagem impõem-se com evidência. Surgem com força significante infinitamente maior do que se dissolvidos num conjunto criado por pulsões numerosas e sem cálculo.
Segall concentra, economiza, constrói: com isso, cria uma relação direta, única, singular, com o que representa, e ao mesmo tempo dilata sua concepção, tornando-a universal.

JORGE COLI

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Concerto apresenta músicas francesas


Hoje, 16 e quinta, 17, a Capela Santa Maria apresenta o concerto Parle, chante, rêve et soupire… A canção francesa para voz e harpa. O show conta com a presença da soprano Marília Vargas e a harpista Ângela Duarte que apresentam um repertório pouco executado. São raros os concertos e as gravações dessas canções francesas com harpa, pela dificuldade de se reunir um duo tão sofisticado.

Marília Vargas e Ângela Duarte, já parceiras em outros projetos musicais e ambas com grande afinidade com a França e a cultura francesa, escolheram para este programa obras dos séculos 19 e 20. A partir do século 19, a canção francesa foi estimulada em grande parte pela qualidade da poesia, incentivando os compositores a transformar em música os versos da literatura francesa.
No concerto, o duo apresenta também canções de Henri Duparc, André Caplet, Francis Poulenc, Léo Delibes e Maurice Ravel. Além das apresentações, as artistas fazem um ensaio aberto nesta terça-feira (15), às 15h.

Serviço
“Parle, chante, rêve et soupire… A canção francesa para voz e harpa” – Música de câmara com Marília Vargas (canto) e Ângela Duarte (harpa)
Data: 16 e 17/05/2012
Horário: às 20h
Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)
Ingressos: R$ 20 (inteiro) e R$ 10 (meia)
Informações: (41) 3321-2840


Obras inéditas de Aleijadinho vão viajar pelo País

Antônio Francisco Lisboa - ALEIJADINHO

Depois de serem mostradas em São Paulo, seis esculturas atribuídas ao mestre do barroco brasileiro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, vão viajar pelo Brasil. As imagens de santos católicos, até então inéditas, ficaram expostas até terça no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) do Exército, na capital paulista.
Segundo o pesquisador Marcelo Coimbra, de Itu, que descobriu as imagens, o Exército abriu as portas dos quartéis para receber o acervo. "Estamos acertando a próxima exposição em Brasília e depois vamos a outras capitais. A exposição será itinerante." Coimbra é coautor do catálogo das obras de Aleijadinho e descobriu as seis peças inéditas em poder de antiquários e colecionadores mineiros.
Ele ainda aguarda os laudos que confirmam a autoria, mas já obteve do perito a certeza de que são do mestre do barroco. As seis peças não constam do mais recente inventário das obras de Aleijadinho, lançado no ano passado pelos historiadores mineiros Márcio Jardim e Herbert Sardinha Pinto, em coautoria com o pesquisador ituano. O Catálogo Geral da Obra de Aleijadinho registra 486 esculturas.

As seis peças novas estão ao lado de outras 42 obras da exposição já com autoria atribuída ao mestre. Uma das mais expressivas, um São José de presépio, é muito parecida com a do apóstolo Tiago do quadro da Santa Ceia de Aleijadinho existente em Congonhas (MG), segundo Coimbra. "O Senhor dos Passos, que também é inédito, lembra a escultura de Congonhas, que está no catálogo." Esculturas pequenas de Nossa Senhora da Conceição, São Manoel e Santo Antônio completam o conjunto de novas imagens sacras de Aleijadinho, uma vez que a sexta obra é de um tocheiro, usado nas igrejas antigas. "São todas da fase intermediária do artista, esculpidas por volta de 1780", disse Coimbra.

Orquestra de Toulouse se apresenta em São Paulo

Maestro Tugan Sokhiev fala sobre os espetáculos que serão realizados hoje e amanhã na cidade

A certa altura, o piano deixou de ser suficiente para Tugan Sokhiev. E, aos 15 anos, ele tomou uma decisão - seria maestro. "A riqueza sonora da orquestra me fascinou de tal forma que me limitar a um só instrumento parecia pouco", conta. Nascido na Ossétia do Norte, ele, hoje com 33 anos, é um dos mais celebrados regentes da nova geração. Desde 2005, está à frente da Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse, com quem se apresenta hoje e amanhã na Sala São Paulo, pela temporada da Sociedade de Cultura Artística; e, em setembro, assume o posto de diretor artístico e regente titular da Sinfônica Alemã de Berlim que, coincidentemente, também está no Brasil, fazendo concertos na Sala São Paulo, sob a regência de Vladimir Ashkenazy. Hoje, Sokhiev rege Debussy (L'Après-midi d'Un Faune), Ravel (Concerto em Sol, com solos de Bertrand Chamayou) e Berlioz (Sinfonia Fantástica); amanhã, interpreta Mussorgsky (Abertura de Kovantchina e Quadros de Uma Exposição) e Listz (Concerto n.º 1, novamente com Chamayou). Sobre as obras e as influências em sua carreira, Sokhiev concedeu ontem entrevista ao Estado.
O senhor rege dois programas em São Paulo, um de música francesa e o outro, russa. Seriam essas as especialidades tanto da orquestra quanto do senhor?

Este grupo se mostra bastante à vontade no repertório francês, tem sido a base do trabalho deles há muito tempo. Mas, claro, estamos falando de obras que não são só importantes para a França. O concerto de Ravel está entre os mais belos já escritos, assim como não dá para falar do repertório sinfônico sem levar em consideração a Fantástica de Berlioz. Mas não quis sugerir a ideia de ser esta a única música que eles sabem tocar bem, daí a combinação de Liszt com Mussorgsky no segundo programa. Parte do meu trabalho em Toulouse é justamente apostar na ampliação do repertório.
Além do posto em Toulouse, o senhor assume em setembro a Sinfônica Alemã de Berlim. Qual é hoje a função do regente titular ou diretor artístico? Como ela se modificou nos últimos 50 anos?

A principal função sempre foi e continuará sendo desenvolver a sonoridade da orquestra, processo que nunca pode ser interrompido. E isso se faz trabalhando o som e o repertório. Mas algo mudou nas últimas décadas: a relação da orquestra, do maestro, com o público. Na Europa, as plateias estão envelhecendo e é preciso ter em mente que sua função como regente não pode se limitar a fazer música. É preciso atrair um novo público, assumir o papel de mediador entre a música clássica e as pessoas. E isso se faz apostando em concertos didáticos que mostrem ao jovem que esse universo também é dele, que há algo aqui com que ele também pode se relacionar. É o que tenho feito na França, é o que vou fazer em Berlim.
O senhor começou na música pelo piano. Em que momento decidiu se dedicar à regência?

Comecei a estudar piano aos 7, mas na adolescência o contato com a orquestra mexeu muito comigo. Enquanto ouvia aquele som maravilhoso, me dava conta de que um instrumento era pouco. Ali soube que meu futuro seria como maestro.
O senhor estudou com professores lendários: Anatoly Briskin, Ilya Musin e Yuri Temirkanov. Que lição que guarda deles?

Tive sorte de conhecer pessoas tão especiais tão cedo em minha vida. Ainda que fossem músicos diferentes, havia algo em comum em todos, que me marcou bastante: a importância de se dedicar a todo instante ao aperfeiçoamento da técnica e da interpretação, assumindo compromisso com a música. E também vi neles uma combinação rara entre a humildade que se deve ter perante a obra a ser interpretada e a clara percepção do poder que se tem em mãos ao reger uma orquestra.
A ópera sempre fez parte de sua vida. Este repertório foi acidental?

É curioso: a ópera apareceu na minha vida quando me mudei para São Petersburgo. Antes, meu interesse era só sinfônico. Lá, comecei a acompanhar os ensaios de Valery Gergiev no Teatro Mariinsky. E não só me apaixonei pela ópera, pelo trabalho com os cantores, como me dei conta da importância, mesmo para uma orquestra que não esteja vinculada a um teatro lírico, de fazer óperas, linguagem que ajuda no desenvolvimento da sonoridade de qualquer conjunto.

OSUSP apresenta Concerto “Grandes Quadros” dia 19 de maio na sala São Paulo


A OSUSP, Orquestra Sinfônica da USP, sob a regência do Maestro Marcelo Lehninger, apresenta, no dia 19 de maio, sábado, às 21h, na Sala São Paulo, obras dos compositores Franz Joseph Haydn, Ludwig Van Beethoven e Modest Mussorgsky. A pianista Sonia Goulart, que é mãe do maestro convidado, fará uma participação como solista na peça de Beethoven.
No dia 18de maio, às 12h30, haverá um ensaio aberto, com entrada franca, no Teatro do Colégio Santa Cruz, localizado na Rua Orobó, 277 – Alto de Pinheiros.
Informações: Sala São Paulo – (1500 lugares)

Praça Júlio Prestes, s/ nº. Tel.: 11 3223 3966     
Ingressos de R$ 12 a R$ 60 (inteira)

Compra de ingressos:
Ingresso Rápido: www.ingressorapido.com.br - Fone: 11 4003 1212     

Funcionários da USP, aposentados, estudantes e docentes têm direito ao desconto de 50%, mediante apresentação de documento que comprove tais condições. 
OSUSP – Orquestra Sinfônica da USP
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 Telefone:             (11) 3091-3000     

terça-feira, 15 de maio de 2012

BR6 convida


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Clássicos no Parque | Praça Floriano Peixoto BH MG


Filarmônica executa obras de Verdi, Villa-Lobos, Paul Dukas, Piazzolla, Tchaikovsky e John Williams em concerto na Praça Floriano Peixoto com regência de Marcos Arakaki. Entrada franca!

Marcos Arakaki, regente

VERDI | Aïda: Marcha Triunfal

 VILLA-LOBOS | Melodia Sentimental

 DUKAS | Aprendiz de feiticeiro

 PIAZZOLLA | La muerte del angel

 J. WILLIAMS | Os Caçadores da Arca Aerdida

 TCHAIKOVSKY | Overture 1812, op. 49

Clássicos no Parque | Praça Floriano Peixoto BH MG
domingo, 20 de Maio de 2012.
11:00 até 12:30.

Inscrições abertas para o XV Festival Nacional 5 Minutos

Evento vai acontecer em outubro com mostras de filmes em curtíssimo formato e distribuição de R$ 30 mil em prêmios

A Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), através da sua Diretoria de Audiovisual (DIMAS), mantém abertas até 21 de junho as inscrições para a 15ª edição do Festival Nacional 5 Minutos. O concurso visa à seleção e à premiação de vídeos com duração de até cinco minutos, de temática e estética livres, com o objetivo de incentivar a experimentação, a produção e a difusão desta linguagem no Brasil. O texto do edital, bem como seus anexos, pode ser consultado nos sites da DIMAS (www.dimas.ba.gov.br), da FUNCEB (www.funceb.ba.gov.br) ou da SecultBA (www.cultura.ba.gov.br).
O XV Festival Nacional 5 Minutos será realizado entre 15 e 20 de outubro deste ano, com uma programação que inclui mostras de vídeos e games, seminários, palestras, exposições e oficinas, com acesso gratuito, em diversos espaços de Salvador e interior do estado, tendo como sede as salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto, na capital baiana. O evento atrai realizadores de todo o Brasil e tem, historicamente, contribuído para a formação de diversas gerações de cineastas e videomakers, bem como para a consolidação de novos circuitos de exibição na Bahia.

 Através do edital agora aberto, serão selecionados 50 vídeos para compor a Mostra Competitiva, de onde sairão cinco premiados: “1º lugar – Prêmio Walter da Silveira”, no valor de R$ 10 mil; “2º lugar – Prêmio Alexandre Robatto”, no valor de R$ 8 mil; “3º lugar – Prêmio Roberto Pires”, no valor de R$ 6 mil; “Prêmio Luiz Orlando”, de R$ 4 mil, para o vídeo mais votado pelo Júri Popular. A novidade desta 15ª edição é a concessão do “Prêmio Vito Diniz”, no valor de R$ 2 mil, para o melhor vídeo de realizador estreante, escolhido dentre os participantes que estejam apresentando a sua primeira obra audiovisual. As premiações somam, portanto, um valor total de R$ 30 mil.
Podem se inscrever pessoas físicas, brasileiros natos ou naturalizados, além de estrangeiros com situação de permanência legalizada, de qualquer estado do país, que sejam diretores da(s) obra(s) a ser(em) apresentada(s). Cada proponente pode submeter até três vídeos, que não devem ter sido exibidos em edições passadas do evento. As inscrições são efetivadas tanto presencialmente, na sede da DIMAS, em Salvador/BA, de segunda a sexta-feira, das 14 às 18 horas, quanto por via postal, através do serviço Sedex com Aviso de Recebimento, com a apresentação, em envelope lacrado, dos documentos listados na minuta do edital.

Desde 1994, o Festival Nacional 5 Minutos construiu uma história que vai além das centenas de vídeos exibidos: jogos eletrônicos, internet, mídias móveis, projeções e videoarte, vertentes e inovações do universo audiovisual marcam presença no evento que tem construído, a cada edição, um mosaico composto por recortes da mais recente produção audiovisual do Brasil e do mundo. Além disso, o Festival promove atividades paralelas, que buscam investir na formação e aperfeiçoamento dos profissionais, discutir pautas de interesse da classe e dar visibilidade às suas ações.

Programa de Bolsas de Tradução e Publicação de Reedições

Inscrições abertas até 31/12/2012

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), publicou dia 08 de julho, no Diário Oficial da União (Seção 3, páginas 16 e 17), o Edital  Programa de Bolsas de Tradução e Publicação de Reedições. O prêmio terá R$ 12 milhões de recursos, do Fundo Nacional da Cultura (FNC), para a divulgação de obras brasileiras no mercado internacional.

Os recursos serão oferecidos a editoras estrangeiras que desejarem traduzir, reeditar, publicar e distribuir, no exterior, livros impressos e digitalizados de autores e editoras nacionais. O Programa está acessível nos seguintes gêneros literários: romance, conto, poesia, crônica, obra de referência, infantil e/ou juvenil, ensaio literário, ensaio social, ensaio histórico e antologias de poemas e contos.
Para o biênio 2011/2012 estão sendo ofertados recursos na ordem de R$ 2,100 milhões e as inscrições do edital ficarão abertas ininterruptamente. O valor das bolsas oferecidas para a tradução de obras brasileiras irão variar de US$ 1 mil a US$ 8 mil e as editoras interessadas em reeditar obras de autores brasileiros que estejam fora de mercado receberão apoio financeiro de até Us$ 4mil.
Confira aqui o Edital do concurso.

http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=16&data=08/07/2011

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Natura Musical lança edital público exclusivo para Bahia e Pará em 2012

Com o olhar ainda mais atento as diversidades regionais, o Edital Natura Musical chega às regiões Norte e Nordeste
A Natura, por meio do Programa Natura Musical, lança seus primeiros editais nos Estados da Bahia, de 8 de maio a 18 de junho, e Pará, de setembro a outubro. Com inscrições gratuitas, realizadas pelo site do www.natura.net/patrocinios, abertas a pessoas físicas e jurídicas, os editais buscam propostas em diversos formatos, que tenham a música como foco principal, tais como gravações de CD, DVD, shows e festivais, ou ainda projetos de resgate e preservação da memória musical brasileira por meio de livros, filmes, pesquisas, acervos, palestras e workshops para formação artística.
Essa iniciativa nasceu a partir do nosso desejo de aprofundar a nossa relação com as peculiaridades de cada sociedade, que com suas tradições e costumes, compõe a diversidade brasileira. Entendemos que para dialogar genuinamente precisávamos estar mais próximos, e foi com esse objetivo que iniciamos o processo de regionalização, há quatro anos. “Assim conseguimos amplificar e combinar a nossa essência com os traços culturais de cada região. A expansão do Natura Musical para regional é um marco no processo de valorização da exuberância cultural que encontramos no Norte e Nordeste e ratifica o nosso movimento nessa direção”, afirma Daniel Silveira, Diretor Regional da Natura nas regiões Norte e Nordeste.

Com este lançamento ampliamos os editais públicos para um total de cinco e R$ 6 milhões investidos (100% mais que 2011) – com o acréscimo dos estados de Bahia e Pará e de mais uma versão do Edital Nacional às edições já existentes do Nacional e Regional Minas Gerais – oferecendo ainda mais oportunidades e incentivos para os artistas desenvolverem suas iniciativas culturais.
Embora todas as ações do Natura Musical conjuguem de um objetivo comum – que é o de fomentar a musical brasileira – a abertura de cada um desses editais regionais vai realçar vertentes diferentes. Na Bahia, o Natura Musical pretende fomentar a cultura plural, explorar novas cenas, revelar o diverso, resgatar as raízes e reverenciar o consagrado. Tudo isso, em um mercado musical que já tem projeção nacional, mas que ainda tem muitos territórios pouco difundidos nacionalmente e até regionalmente.

Já o estado do Pará é um dos cenários mais efervescentes do momento atual. O local parece viver hoje o que Pernambuco viveu na década de 90, com novos nomes surgindo a cada dia, bebendo da música tradicional profunda, reinventando-a e criando algo muito potente para a música nacional. Apoiar este momento de expansão da música paraense e suas sonoridades, explorar novas cenas, resgatar as tradições, em um mercado musical que começa a ganhar projeção nacional, é o objetivo do programa.
 “Já começamos a nos aproximar dessas cenas locais. Em 2011, patrocinamos, por meio de seleção direta, dois projetos na Bahia e agora em 2012, fizemos o mesmo movimento, via seleção direta, selecionando mais dois projetos no Pará”, completa Silveira.

Atriz Fanny Ardant cancela apresentações em concertos na Sala São Paulo; Marthe Keller será a substituta


A atriz Fanny Ardant (acima), que se apresentaria em julho na Sala São Paulo ao lado do Ensemble Intercontemporain de Paris, cancelou sua vinda ao Brasil. Ela iria participar da encenação de “Cassandre”, obra de Michael Jarrell, pela temporada da Sociedade de Cultura Artística. Em seu lugar foi anunciado o nome da atriz Marthe Keller (abaixo), que foi a responsável pela estreia da obra. Não foi divulgada a causa do cancelamento.

Feira do Livro de Bento abre com 21 livrarias, 60 autores e mais de 200 músicos


Gabriel, O Pensador - patrono do evento literário - fala sobre cachê polêmico, anda de skate, distribui autógrafos e lança viodeoclipe
No início da noite desta quarta-feira, 9, foi aberta oficialmente a 27ª Feira do Livro de Bento Gonçalves. O cenário do evento literário é mais uma vez a Praça Centenário, no centro da cidade. Espalhadas pelo local estão 21 livrarias, além de espaços voltados para desenvolvimento de projetos, café e auditório para apresentações culturais. Participam do evento cerca de 60 escritores e 200 músicos.
 Nesse ano o tema do evento é Cinema & Literatura, e tem como patrono o cantor, compositor e escritor Gabriel, O  Pensador, que depois de polêmica envolvendo o cachê que receberia ocupar o posto, esteve presente durante a abertura do evento, e foi bem recebido pelos presentes. Demonstrando estar bem a vontade, Gabriel distribuiu autógrafos, tirou fotos e até deu uma volta de skate, para alegria da garotada.

 Ele, durante o discurso de abertura, falou sobre o cachê de R$ 169,3 mil (que teve de abrir mão diante da repercussão negativa). Dentro desse valor estavam incluídos um show, no final do evento e a compra de 2 mil exemplares de livros do Pensador. As duas atividades foram canceladas.
 Gabriel disse que ficou chateado com toda a situação. "Fiz uma música, que seria uma resposta a isso tudo, mas acabou falando de mim, sobre gostar de escrever e tudo mais. Vamos lançar o videoclipe aqui. Essa feira já começou me inspirando, e espero que inspire a todos", destacou.

Já o prefeito Roberto Lunelli fez um discurso emocionado, falando do orgulho de tê-lo convidado para ser patrono e que sente muito por não poder entregar os livros às crianças carentes. "Gostaria de dizer que as crianças para as quais você iria entregar seus livros, são crianças carentes, que talvez nunca teriam a oportunidade de conhecer um artista. Me sinto orgulhoso em ter te convidado para ser o patrono", desabafou.
A Feira do Livro vai até o dia 20.

Serviço
Os horários de visitação são de segunda a sexta, das 9h às 21h, aos sábados, das 9h às 20h, e aos domingos, das 13h às 20h.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e Orquestra de Berlim ensaiam via Skype

Orquestra de Berlim

Em função da impossibilidade de ensaios conjuntos, a Orquestra Sinfônica Alemã de Berlim e a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo adotaram a tecnologia como aliada. Por meio do Skype, músicos alemães e brasileiros ensaiam e ‘afinam’ as notas para o concerto no dia 13/5, no Auditório do Ibirapuera. A Orquestra Jovem do Estado participa da apresentação do domingo, dentro do Projeto Mozarteum, que tem o objetivo de fomentar e difundir a música erudita no Brasil, apoiando estudantes e jovens músicos brasileiros. Ainda no programa, a Orquestra Jovem do Estado deverá se apresentar na Alemanha ainda neste ano.
O evento é parte da programação do Mozarteum Brasileiro, que abre a temporada 2012 com a Orquestra Sinfônica Alemã de Berlim em concertos gratuitos (um exclusivo para crianças, em uma ação inédita, no dia 12/5, e na área externa do Auditório Ibirapuera, com a participação da Orquestra Jovem do Estado, no dia 13) e dois para o público pagante, no Theatro Municipal de São Paulo (dias 14 e 15).

Festival Sónar começa hoje em SP


Amanhã é dia de Sónar, o festival de escalação mais ousada a ser exportado para o Brasil desde que a recente febre de eventos do tipo começou, em 2010. No line-up, de tudo um pouco. Indie, electro e hip-hop. House, dubstep e soul: uma feirinha de nichos guiada pela curadoria eletrônica, em que se traça um fiel panorama de cenas e tendências contemporâneas.

Será a segunda edição do festival espanhol em solo brasileiro (a primeira foi em 2004), embora a proposta tenha se distanciado, inevitavelmente, daquela sugerida pelo último Sónar. Na época, música eletrônica ainda era coisa de clubber, e afluentes clássicos do gênero, como techno, house ou drum n' bass, viam o fim de suas fases puras, com mutações ainda divididas nitidamente em subgêneros (hard techno, deep house, jazzstep, etc.) Menos de uma década depois, o cenário mudou radicalmente. Entrelaçados pela interconectividade, gêneros eletrônicos desabaram sobre gêneros segregados, espalhando DNA, acomodando características díspares e infiltrando vertentes que já foram distantes, como o indie rock, ou o hip-hop.

O termo "música eletrônica" tornou-se inútil, já que pode ser usado para descrever qualquer cena. Surgiram produtores como Flying Lotus, Rustie e James Blake, que atuam em fronteiras indefinidas entre jazz, soul, hip-hop e dance, fazendo música eletrônica de vanguarda indissociável do mainstream, assim como surgiram indies do naipe de Little Dragon, que flertam com a música de pista. Todos esses nomes tocam no festival deste fim de semana, com o histórico Kraftwerk (com show 3D), o popular Cee Lo Green e o pulsante Justice - dignos chamarizes do festival.

Evento reúne arte, música, design e culinária na Gabriel Monteiro da Silva

Neste sábado, 12 de maio, das 14h As 19h, a Alameda Gabriel Monteiro da Silva será palco de um grande evento ao livre que deverá reunir arte, música, design e culinária. Inspirado nos festivais de rua de Nova York e Paris e no Promenade Chandon, de São Paulo, o Avant Gabriel Chandon está na sua segunda edição e deverá reunir mais de 20 estações de entretenimento.
Haverá performances de circo, música ao vivo, estações de massagens e oficinas de cupcake entre outras atividades, tudo Catraca Livre. Os DJs Igor Cunha e Clemente Napolitano prometem transformar a Alameda Gabriel Monteiro da Silva numa grande pista de dança ao ar livre. A expectativa dos organizadores é que mais de 13 mil pessoas passem pela rua ao longo da tarde.

Espetáculos de dança e teatro animam a sexta-feira do Palco Giratório


No segundo final de semana do 6º Festival Palco Giratório os amantes de artes cênicas poderão conferir apresentações teatrais e espetáculos de dança que acontecem em diversos pontos espalhados pelo Recife. As entradas custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia).
Nesta sexta-feira (11) o público poderá conferir 'O Eco do Silêncio', com Júlia Varley. A apresentação é uma demonstração de trabalho que descreve os trabalhos de voz que uma atriz faz para interpretar um texto. O espetáculo foi categorizado como comédia e será às 16h, no Teatro Apolo, no Recife Antigo.

No mesmo dia, às 17h, o parque Dona Lindu, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, recebe o espetáculo de teatro de rua 'Este lado para cima'. A entrada para esse evento é gratuita e tem classficação etária de 16 anos. A apresentação é a montagem mais recente da Brava Companhia, de São Paulo, e aborda o mundo de aparências que a sociedade moderna vive.

Já o Teatro Barreto Júnior, no Pina, Zona Sul do Recife, recebe nesta sexta o espetáculo 'Caminhos', da Cia. Laso de Dança, do Rio de Janeiro. Na apresentação de dança que começa às 21h, o espetáculo revela os caminhos que o Homem trilha durante a vida. Com uma mesa como principal objeto, o cenário móvel participa da coreografia tornando-se parte fundamental do contexto. Confira aqui a programação completa do Festival Palco Giratório.

OFICINAS - Nesta sexta-feira (11) também haverá o segundo dia da Oficina Dança Contemporânea – Expansão do movimento, com Miriam Druwe e Cia. Druw, de São Paulo. A aula é realizada das 14h às 18h, na Casa Mecane, localizada na Av. Visconde de Suassuna, 338, no bairro da Boa Vista, área central do Recife.

Esculturas no topo dos prédios são 'acupuntura' no tecido urbano, diz Gormley


Antony Gormley, o artista britânico que espalhou 31 esculturas moldadas a partir do próprio corpo pelo centro de São Paulo, disse nesta quinta (10) em palestra no Centro Britânico Brasileiro que suas obras são uma espécie de "acupuntura" no tecido urbano.
No topo de prédios no vale do Anhangabaú, praça do Patriarca e outros pontos do centro, seus homens metálicos lembram suicidas solitários prestes a despencar no meio da multidão.
"Essas esculturas provocam uma espécie de acupuntura na complexa matriz de uma grande cidade", disse Gormley. "Elas reativam nossa relação com tudo aquilo que é palpável, visível e ao mesmo tempo com o que só pode ser imaginado."

Gormley relembrou experiências passadas com esse mesmo grupo de obras. Quando instaladas ao longo do Tâmisa, em Londres, o artista diz ter visto nelas um caráter "lírico, pacífico". Espalhadas por arranha-céus de Nova York, elas provocaram uma sensação de "pânico" e "desespero", nas palavras do artista.
Gormley disse que as peças em Manhattan também evocaram a lembrança de corpos despencando das Torres Gêmeas durante os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Em São Paulo, no entanto, Gormley chega a duvidar se as estátuas vão ser notadas. "A fluidez e variedade das coisas que acontecem nas ruas da cidade são tão estimulantes que as pessoas vão acabar ignorando essas esculturas", disse. "Espero que essa obra ajude a tornar esse ambiente mais aberto, mais reflexivo."
Ele também defendeu a ideia de obras de arte espalhadas pelo espaço urbano como um contraponto às "condições hospitalares" de museus e galerias de arte, alegando que num mundo cada vez mais virtual essa presença física pode reativar os sentidos.

Além das ruas do centro, Gormley também ocupa a partir deste sábado (12) todo o Centro Cultural Banco do Brasil com uma ampla retrospectiva de seus trabalhos. Outras esculturas do vencedor do prêmio Turner também estão expostas num galpão da rua Agostinho Rodrigues Filho, na Vila Mariana.
Até domingo (13), o artista pode ser visto no estande de sua galeria, a White Cube, na SP-Arte, no pavilhão da Bienal de São Paulo.

SILAS MARTÍ

Companhia de dança dos EUA ministra oficinas para jovens do Pro Paz


Belém foi a cidade da América Latina escolhida para receber o projeto Dancing Connect, da companhia de dança internacional Battery Dance Company, da cidade de Nova Iorque (EUA), que tem a proposta de percorrer o mundo vivenciando a troca de experiências pela arte. O projeto já passou por mais de 50 capitais e no Pará ganhou apoio do governo do Estado, por intermédio do Instituto de Artes do Pará (IAP) e do Pro Paz.
Desde o início da semana, cerca de 100 jovens participam da oficina de dança em cinco núcleos: Theatro da Paz, IAP, Universidade do Estado (Uepa), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Escola de Teatro e Dança da UFPA. Desses, 26 fazem parte do Programa Pro Paz nos bairros e o restante é bailarino da Companhia de Dança Ana Unger. O diferencial, segundo a professora americana Robin Cantrell, fica por conta da mistura entre o balé clássico e o hip hop.
“No primeiro dia foi bem difícil, mas agora eles já estão misturando elementos dos dois ritmos e montando as coreografias. Um ensina o outro e o resultado está ficando muito bom”, elogia. Com apenas 15 anos, Andrei Silva Souza, descobriu o talento para a dança ainda na infância, em um grupo católico no bairro União, no município de Marituba, mas foi no programa Pro Paz nos Bairros, no polo do Instituto de Ensino em Segurança Publica do Pará (Iesp), que o adolescente começou aprender o hip hop. A experiência no projeto Dancing Connect está sendo uma novidade. “Nunca imaginei que podíamos misturar os dois ritmos, o clássico e a dança de rua. Estou muito satisfeito em ter sido escolhido e poder participar”, comemora.

A dinâmica da oficina trabalha a expressão corporal e a linguagem por meio da dança. Além dos jovens, professores de dança também participam da atividade, com o objetivo de se tornarem multiplicadores dentro dos núcleos do Pro Paz e nas oficinas promovidas pelo IAP. A professora Adriana Quintas é uma das participantes e, segundo ela, a troca de experiências com uma companhia internacional está sendo excelente para alunos e professores. “Belém foi a cidade escolhida e isso demonstra a visibilidade que o Estado tem no cenário da dança”, ressalta.
A escolha da capital paraense para recepcionar o projeto começou há cerca de dois meses, durante o festival de dança da Companhia Ana Unger. Em visita a Belém, uma comissão do consulado o Americano tomou conhecimento do cenário da dança no Pará e desde então começaram as movimentações e parcerias para o projeto se consolidar na cidade. As oficinas acontecem até sexta feira (11) e o resultado delas será apresentado sábado (12), em um espetáculo no Theatro da Paz, às 19 horas.

A principal missão do programa Pro Paz nos Bairros é garantir a redução dos índices de violência, com um trabalho de prevenção que atende crianças e adolescentes, de 8 a 18 anos, que moram em áreas de risco, com altos índices de violência. Atualmente o programa atende quase duas mil crianças e adolescentes em cinco polos: Ufra, UFPA, Iesp e Mangueirão.
“É um serviço de complementação escolar. Quem estuda pela manhã é atendido à tarde, e quem estuda à tarde é atendido pela manhã”, explica a gerente de Projetos do Pro Paz, Adriana Fernandes. Estar matriculado na escola é o principal requisito para fazer parte do programa. Além do esporte, o Pro Paz oferece outros atividades, serviços, entre eles reforço escolar, oficinas de arte, cultura e lazer, atendimento nutricional, odontológico e enfermaria.

Associação resgata cultura africana em evento neste sábado (12)


Neste sábado (12), a partir das 12 horas, a Associação Mãe Terra e Filhos do Quilombo trará para a comunidade do bairro Equitação, um pouco da cultura africana em comemoração a abolição da escravatura, em 13 de maio de 1.888. O público está convidado para conhecer a história por meio dos trabalhos confeccionados em palha de coqueiro, cipó, argila, danças e a tradicional feijoada preparada em forno a lenha, além da apresentação de teatro que narrará a história de alguns dos orixás.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Criação de Haydn

Haydn
A obra do Haydn (17932-1809) é imensa e abrange os mais variados gêneros desde peças para teclado até grandes óperas e, nada menos, que 104 sinfonias.  O compositor austríaco é autor também de outro grande oratório: “As Estações”.
"A Criação" estreou no dia 30 de Abril de 1798 no palácio de umas das mais nobres famílias de Viena, os Schwarzenberg. Foi uma execução privada, ainda que tivesse havido um ensaio público no dia anterior. Um ano mais tarde, em 19 de março, teve lugar a primeira apresentação pública no Burgtheater, também em Viena, novamente com Haydn (1732-1809) na regência.

A base do libreto é o Génesis, acrescentado de materiais do Livro dos Salmos e do Paraíso Perdido, o famoso épico de Milton. Foi traduzido para a língua alemã pelo barão Gottfried van Swieten, um diplomata melómano que fez carreira a serviço do Império Austro-Húngaro e que colaborou também com outros compositores importantes como Mozart e Beethoven. Não se sabe ao certo a proveniência do original inglês, mas terá sido provavelmente escrito pensado em George Frideric Handel. Por sinal, é Handel a grande referência de Haydn para esta obra, já que em 1791 o músico austríaco havia assistido em Londres a um festival na Abadia Westminster onde ouviu oratórios daquele compositor.

A obra está dividida em três partes. A primeira trata dos quatro dias iniciais da criação; o surgimento da luz, da terra e do mar, dos corpos celestes e da vida vegetal. A segunda, da criação da vida animal: dos bichos, das aves, dos peixes, do homem e da mulher. Fi­nal­mente, a terceira parte, bastante mais curta, é inteiramente dedicada às figuras de Adão e Eva e revela uma escrita musical que sugere um mundo idílico e perfeito, através de um raro virtuosismo instrumental.

A partitura consiste num tríptico composto pelo mundo inanimado, o mundo animal e o mundo do Homem. Numa continuada sucessão de curtas partes instrumentais, árias muito semelhantes às da ópera, recitativos particularmente elaborados, intervenções conjuntas dos solistas e coros de grande efeito. Ao todo, são trinta e quatro os fragmentos que a compõem, protagonizados pelos arcanjos Gabriel, Uriel e Rafael, aos quais se juntam na terceira parte Adão e Eva.

SeTCOM   

10 hábitos de estudos que valem a pena seguir

Anote qualquer coisa

Faça listas com as tarefas que você precisa realizar, anote o que os professores estão dizendo em aula, as datas das provas e trabalhos, tudo. Não importa em que lugar você vai fazer isso, no seu caderno, celular, agenda, o importante é não perder nenhum detalhe.
Lembre-se da lição de casa
 Muitas vezes esquece o trabalho em cima da cama? Ou usa essa desculpa simplesmente porque não terminou suas tarefas? Reserve um lugar especial na sua casa para fazer e guardar os trabalhos e crie o hábito de colocar sempre suas tarefas em prática.
Se comunique com os professores
 Todo relacionamento de sucesso é construído com base em comunicação. Isso não seria diferente na relação professor-aluno. E a falta de comunicação é uma das maiores causas de notas ruins. Por isso é importante certificar-se de que todas as suas dúvidas estão resolvidas. Lembre-se de que o professor vai responder quantas vezes você precisar.
Se organize com cores
 Seja uma pessoa organizada e aproveite as cores para identificar suas tarefas. Azul para o que você já fez, verde para o que você faz bem, vermelho para o que precisa melhorar. Esse sistema serve para tarefas, pesquisas, aulas. Além de mais organizado, seus estudos serão mais limpos.
Estabeleça uma zona de estudos em casa
 Esqueça essa história de estudar na cama ou no chão do quarto. Isso não te ajuda em nada. Estabeleça um local de estudos na sua casa, onde você possa se sentar e estudar. Um local bem iluminado, confortável e calmo é o ideal.
Se prepare para os testes
 Você sabe que é importante estudar para os dias de testes, mas nunca faz isso, certo? Se acostume a separar algumas horas do seu dia para dedicar ao estudo e assim você não precisará entrar em pânico um dia antes da prova. Evite distrações e encontre o melhor estilo para você.
Conheça seu estilo de estudo
 Não fique dando murros em ponta de faca tentando se encaixar em um estilo que te enjoa, cansa e dá dores de cabeça. Encontre a melhor maneira para estudar e siga sempre esse cronograma. Não se julgue por não estudar no modo convencional, ele pode não funcionar para você. Procure recursos visuais, como vídeos ou desenhos.
Pegue o que é mais importante
 Destaque no seu caderno as anotações mais importantes, use marca textos, grifos, caixas coloridas. Isso ajuda muito na hora de estudar, especialmente se você é uma pessoa visual. Usando esses recursos, fica mais fácil identificar as informações principais na página.
Não procrastine
 Pare de enrolar. Não coloque dificuldades na hora de estudos. Dedique-se ao que você tem que fazer e mantenha em mente que quanto antes você começar a estudar, mais cedo vai terminar o que precisa fazer.
Cuide-se
 Para estudar é preciso estar com a cabeça em ordem. Então não descuide da sua saúde, coma bem e mantenha a cabeça e os pensamentos limpos. Evite passar muito tempo no video game, computador e mensagens de texto pelo celular.

UM PUXÃO DE ORELHA EM TODOS OS CANTORES LÍRICOS DE SÃO PAULO - RENATO BRUSON NO PROJETO GRANDES VOZES/ THEATRO SÃO PEDRO.

O barítono italiano Renato Bruson cantou diversas vezes em São Paulo, tive a oportunidade de vê-lo na ópera La Traviata de Verdi em 2001 no Theatro Municipal de São Paulo. Naquela oportunidade pude perceber o talento vocal desse grande cantor. Uma voz com belo fraseado e graves pujantes. Sempre quando assisto a La Traviata lembro de Renato Bruson, uma referência no papel de Giorgio Germont.
A apresentação do grande barítono no Projeto Grandes Vozes no Theatro São Pedro, no último dia 27 de Abril, só confirmou a impressão que tive em 2001.  Bruson não é mais um menininho, já passa dos setenta anos e canta bem, sabem por quê ? Sua técnica é primorosa, entende do assunto como ninguém. Nunca cantou papéis que não se adequassem ao seu tipo de voz , soube se conservar e até os dias de hoje é convidado para cantar em diversos teatros do mundo.
Iniciou o recital com uma bela canção de Tosti , L'ultima Canzone, uma canção que lembra uma grande ária de ópera, emocionante do começo ao fim. Cantou ao lado de Mere Oliveira , Reverenza...buon giorno, buona donna... Alice è mia da ópera Falstaff , onde mostrou seu lado cômico. Após o intervalo tivemos Madamigella Valery....pura siccome un angelo...siate felice da ópera La Traviata uma de suas grandes especialidades, e fechou com uma das mais emotivas árias de Verdi, Di Provenza il mare, il suol da ópera La Traviata. Em todas as aparições Bruson mostrou uma voz uniforme, com graves excelentes e vigorosos . Um cantor a moda antiga, onde a voz era a excelência, a técnica preponderante e com o tempo aprendeu a interpretar os personagens, um barítono completo.

   Um grande estilista da capital paulistana cedeu os vestidos para as cantoras, soube pelas redes sociais e foi anunciado antes da apresentação. Estilista nenhum faz alguém cantar bem, mas convenhamos, uma propaganda não faz mal a ninguém . Tati Helene entrou com o vestido cedido pelo tal estilista , eu achei sem graça, gosto é que nem nariz, cada um tem o seu. O soprano me surpreendeu, cantou Senza  mamma da ópera Suor Angélica de Puccini e L`altra notte in fondo al mare da ópera Mefistofele de Boito. Sua voz mostrou excelente projeção, munida de um belo timbre e um lirismo sedutor. Seus agudos mostraram potência  e realçaram todos os coloridos das árias. Sustentou as notas no limite na ária de Boito, não teve medo de correr esse risco , simplesmente arrebentou! Ao lado de Bruson fez bonito como Violetta, não é qualquer soprano que canta ao lado de Bruson.
Mere Oliveira também usou o vestido do tal estilista, esse não tão feioso.Na difícil ária Acerba voluttà da ópera Adriana Lecouvreur de Cilea a moça encontrou dificuldades. Sua voz carece de técnica para árias complexas , que exigem grande interpretação dramática. Possui graves interessantes e agudos fracos. Seu melhor momento foi Reverenza...buon giorno, buona donna... Alice è mia da ópera Falstaff de Verdi ao lado de Bruson. Uma cantora que não empolgou.

O tenor Rinaldo Leone esteve em grande noite. Na ária E lucevan le stelle da ópera Tosca  de Puccini mostrou belos agudos , voz com belo timbre e técnica sólida. Ao lado de Bruson mostrou grande lirismo em Ah Mimi tu più non torni da ópera La Bohème de Puccini. O tenor me surpreendeu. Bravo Leoni!
Um puxão de orelha a todos os cantores líricos de São Paulo e adjacências. Na récita vi poucos cantores na platéia. Todos eles têm a obrigação de estar presentes e ver a técnica de um dos grandes barítonos. Aprenderiam muito se fizessem isso e não cometeriam muitas barbaridades que andam cometendo por aí.

Ali Hassan Ayache 

São Paulo receberá HUB da Virada Digital


Os conteúdos vão girar em torno de 16 áreas de conhecimento

A Virada Digital é um festival de inovação tecnológica, interatividade e desenvolvimento sustentável, que acontecerá nos dias 11, 12 e 13 de maio, em Paraty e simultaneamente, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília através de 3 Hubs Digitais Interativos. Além das transmissões ao vivo 24 horas por dia.
O evento vai discutir a sociedade em torno de 16 áreas de conteúdo – educação, cultura, entretenimento, e-gov, games, ciência, turismo, mídias digitais, esportes, alimentação, energia, ecologia, e-commerce, trabalho, saúde e softwares – com os cidadãos e os setores público, privado, acadêmico, terceiro setor e os meios de comunicação.

Com 72h de duração, a primeira edição da Virada Digital vai promover o debate e o compartilhamento de conhecimento, proporcionando o contato direto com as mais recentes tecnologias, inventos e protótipos brasileiros e de outros 12 países.
Em São Paulo o evento acontece no Vale do Anhangabaú, em um Hub concebido pelo atelier do arquiteto e designer Marko Brajovic, reconhecido como uma dos mais talentosos designers e cenógrafos em atividade.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

ITALIA IN CONCERTO NO SESI PAULISTA

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Com o intuito de cativar e comemorar a maravilhosa união entre Brasil e Itália, ITALIA IN CONCERTO faz a união entre a música erudita cantada e contada, através de cenas teatrais e narração, encantando a todos com trechos de óperas e canções imortalizadas, que juntos constroem um universo, que levará o público a refletir sobre a saga das famílias italianas que deixaram sua terra natal para cultivar suas vidas aqui no Brasil.
Confira trechos do espetáculo: www.youtube.com/grupoperarte

Dia 13/05/2012 às 12h
TEATRO DO SESI PAULISTA
Av. Paulista, 1313 (Ao lado do Metrô Trianon-MASP)
ENTRADA FRANCA
Duração: 50min
Classificação: Livre

Integrantes:

 Larissa Lima (Soprano)
Johnny França (Barítono)
Sin Ae Lee (Pianista)

Realização: SESI-SP
Produção: Thuim (www.thuim.com.br)

'O Grito’, de Edvard Munch, é leiloado em Nova York por US$ 119,9 mi


Uma versão do quadro O Grito, pintada pelo artista norueguês Edvard Munch (1863-1944), foi vendida ontem à noite pela casa Sotheby’s, em Nova York, por US$ 119,9 milhões, transformando-se no novo recorde de preço de uma obra arrematada em leilão. Seu valor ultrapassou as marcas anteriores já alcançadas nesse tipo de evento - o da pintura Nu, Folhas Verdes e Busto, de Pablo Picasso, leiloada pela Christie’s por US$ 106,5 milhões em 2010; e o da escultura L’Homme Qui Marche I, de Alberto Giacometti, vendida por US$ 104, 3 milhões no mesmo ano.

O Grito, tela realizada em 1895 por Munch, era o lote de número 20 do leilão de arte impressionista e moderna promovido pela Sotheby’s. Representava a grande expectativa da noite e foi arrematada por comprador anônimo. Trata-se da única versão da emblemática obra do artista norueguês que estava nas mãos de um colecionador privado, o empresário norueguês Petter Olsen, cujo pai foi amigo e mecenas do artista.

Em sua carreira, Munch realizou quatro versões de O Grito - pintadas entre 1893 e 1910. A tela expressionista, símbolo da ansiedade humana, retrata um homem gritando sobre uma ponte em meio a uma atmosfera de cores tortuosas e fortes (com predominância do laranja, que forma as faixas do céu).
Simon Shaw, diretor da casa de leilões, afirmou que o quadro “define a modernidade e é instantaneamente reconhecível porque corresponde a uma das poucas imagens que transcendem a história da arte e que têm alcance global comparado ao da Mona Lisa (de Da Vinci)”. A estimativa para O Grito era, inicialmente, de US$ 80 milhões.

O leilão de ontem da Sotheby’s, nos EUA, ainda colocava à venda obras de Chaim Soutine, Tamara de Lempicka, Constantin Brancusi e Alfred Sisley, entre outros artistas. Além de O Grito, destaques do evento, com 76 lotes, também foram um retrato de Dora Maar pintado por Picasso e vendido por US$ 29,2 milhões, e a obra Primavera Necrofílica, de Salvador Dalí, que chegou a US$ 16,3 milhões.
A temporada de leilões de primavera nova iorquina começou, na verdade, anteontem, com evento da outra prestigiada casa, Christie’s, que vendeu 28 lotes arrecadando cerca de US$ 117 milhões - apenas 3 obras não conseguiram compradores na ocasião. Nesse dia, os destaques foram os arremates de uma aquarela de Paul Cézanne (1839-1906), por US$ 19,12 milhões, e de uma natureza-morta pintada em 1907 por Henri Matisse, que chegou a praticamente à mesma cifra.

A obra de Cézanne, Um Jogador de Cartas, representa um esboço que o pós-impressionista francês criou em meados de 1890 para a concepção de uma de suas mais famosas telas, Jogadores de Carta. A peça pertencia à coleção privada de um médico que vivia em Dallas, no Texas, e morreu em setembro. A obra não era vista pelo público desde 1953. Foi arrematada por telefone, por colecionador anônimo.
Entre os destaques da Christie’s, ainda, O Descanso, retrato de Marie-Thérese Walter, amante de Picasso, pintado pelo artista em 1932, foi vendido por US$ 9,88 milhões. O evento também apresentou uma seleção de outras obras do espanhol, criadas em diferentes épocas e de distintos estilos. Como Femme Assise, de 1953, uma tela geométrica representando uma mulher que faz lembrar Françoise Gilot, outra das amantes de Picasso e mãe de dois de seus filhos.

Estima-se que a temporada de leilões de maio de Nova York atinjam a cifra de US$ 1,5 bilhão em vendas.

Entrevista com Saulo Javan (baixo-barítono) pelo Guia Erudito

 Saulo Javan

Em 2012 apresentou-se com a OSESP sob a regência de Isaac Karabtchevsky na Sinfonia X de Villa-Lobos. Foi Padre José na Magdalena, também de Villa-Lobos, abrindo a Temporada Oficial do Theatro Municipal de São Paulo. Em Il Barbiere di Siviglia foi Dr Bartolo na cidade de Chapecó - SC, ocasião da primeira montagem de ópera nesta cidade com a Cia de ópera de Florianópolis. Foi Don Pasquale na opera homônima , Dulcamara em O Elixir do Amor, Don Bartolo em O Barbeiro de Sevilha, Frei Lefevre em Romeu e Julieta, Sacristão na Tosca, Barão Zeta em A Viúva Alegre, Ramphis em Aida, entre outros. Integrou o elenco da CIA Brasileira de Ópera no papel de D. Bartolo na opera O Barbeiro de Sevilha, em turnê por todo o Brasil. No XII Festival Virtuosi no Recife, apresentou-se na primeira récita nacional da Ópera Dulcinéia e Trancoso de Eli-Eri Moura. Participou da ópera Salomé de Richard Strauss com OSESP na Sala São Paulo. Em seu repertório sinfônico destacam-se interpretações como Rückert Lieder de Mahler , Petite Messe Solennelle de Rossini, sob a regência de Naomi Munakata, na Sala São Paulo, Requiem de Mozart, Zigeunerlieder e Quatro canções sérias de Brahms. Foi vencedor do XIX Concurso Nacional de Canto Heitor Villa-Lobos, em Araçatuba em 2002. Saulo iniciou seus estudos musicais e de canto com Carmo Barbosa e hoje está sob orientação de Marconi Araujo.

Guia Erudito: Qual foi o momento que você considera mais marcante em sua carreira?
Saulo Javan: Dentre tantos, claro que é difícil escolher um, mas eu diria que até hoje foi quando eu pisei no palco do Theatro São Pedro em São Paulo para ser dirigido pelo sensacional Enzo Dara, quando fiz o papel de Don Pasquale e com um elenco dos sonhos: Rosana Lamosa, Fernando Portari e Douglas Hahn.

Ser dirigido por um cantor que fez mais de 400 vezes aquele papel pelo mundo foi mágico!
G.E.: Como você está vendo a trajetória da música erudita no Brasil?

S.J.: Eu sou uma pessoa otimista por natureza e vejo um momento em que muita coisa legal está acontecendo! Temos muitas montagens este ano. Claro que há espaço, público, cantores, maestros, orquestras, diretores e cenotécnicos para no mínimo o dobro, mas se pensarmos em um passado próximo, as coisas estão realmente melhorando.
G.E.: Você sente falta de apoio para os projetos de música erudita em nosso país?

S.J.: Pois é, se eu vejo que a coisa está "aquecendo", seria incoerente dizer que não existe apoio aos projetos de música erudita, o que difere é o quanto vem para a música erudita e o quanto é destinado ao popular. Se conseguíssemos equilibrar melhor isso, todo mundo sairia ganhando.
G.E.: Cada vez temos mais cantores líricos no mercado e menos espaço tanto da mídia quanto das casas de concerto. O que você espera daqui pra frente?

S.J.: Olha eu vou comentar alguns projetos que estou sabendo e que estão acontecendo, não sei todos e desde já peço perdão se me esquecer de algum, mas observe isso:
São Paulo

Theatro Municipal de São Paulo - Começou 2012 com a ópera Magdalena , onde tive o privilégio de cantar, e ao mesmo tempo apresentou Pedro Malazarte. Depois fizeram La Traviata, com 11 récitas e três elencos. Tivemos Idomeneo, e ainda vem muita coisa: O Crepúsculo dos Deuses, Pelléas et Mélisande, Violanta, Tragédia Florentina, Macbeth e O Rouxinol. Não é o máximo?
Theatro São Pedro - Após a transição de OS e grandes mudanças, já anunciou 3 títulos fora os concertos, quando pensávamos que não teria mais nada este ano. As óperas anunciadas são: O Elixir do Amor, Lakmé e Werther.

Rio de Janeiro - Mesmo após o trágico episódio da explosão está voltando com A Viúva Alegre, La Traviata e Rigoletto.
Manaus - Está acontecendo agora o maravilhoso festival com Lulu, Tosca, I Puritani - no Brasil depois de 60 anos - A Flauta Mágica.

Belém - Teremos mais uma edição do festival de ópera. Ano passado cantei Tosca e foi um sucesso. Há um projeto para Salomé e outra ópera.
Brasília voltando com força total para a ópera, ainda sem muitos recursos mas já com La Bohème e Carmen.

Olha que legal isto, em Santa Catarina tem uma cia. de ópera que sob o comando do maestro Jeferson Della Rocca tem feito um trabalho pioneiro, não somente em montagens de ópera como em levar a ópera para cidades onde nunca uma montagem de ópera havia estado. Recentemente cantamos em Chapecó, em um teatro maravilhoso de 1.000 lugares a ópera O Barbeiro de Sevilha, com lotação absoluta e sucesso, mesmo em dia de jogo do Chapecó, (risos), foi sensacional!
Nasce este ano em Fortaleza a Cia. Experimental de Música Erudita sob o comando de Vitor Philomeno e em junho montaremos a ópera Semele de Haendel e muitas novidades ainda.

Santo André e Aracaju que farão concertos encenados da ópera Tosca.
E estou falando somente de ópera e nem mencionando os concertos com canto, este ano fiz parte do projeto de resgate e registro de obras de Heitor Villa-Lobos com a Osesp sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky, com gravação marcada para 2013.

Como não ser otimista e esperançoso? O que precisamos também é arregaçar as mangas e espalhar o que estamos fazendo o que está sendo feito para que mais pessoas da população saibam que existe sim músicos e música de qualidade acontecendo no Brasil.
Se na mídia esta programação não está sendo amplamente divulgada, podemos fazer a nossa parte ao menos compartilhando o que faremos e sabemos que vai acontecer para nossos amigos e parceiros, nem que seja somente em nosso perfis de facebook, com certeza já fará diferença.

G.E.: A idéia da Cia Brasileira de Ópera foi muito interessante, pois possibilitou levar a ópera ao Brasil inteiro, de uma forma acessível e produtiva. O que você achou desta empreitada?
S.J.: Um sonho! O Brasileiro adora ópera, fomos super bem recebidos em todas as cidades! Temos cantores maravilhosos pelo Brasil inteiro e teatros lindos. Mais uma vez, senti-me privilegiado por fazer parte da história da ópera no Brasil com a Cia. Brasileira de Ópera, um trabalho primoroso e pioneiro dos maestros John Neschling, Abel Rocha e Victor Hugo Toro, instrumentistas maravilhosos e cantores fantásticos e uma produção primorosa do José Roberto Walker. Esperamos que este maravilhoso projeto sobreviva às vontades políticas e continue a viajar pelo Brasil levando a ópera e dando oportunidade de trabalho para mais de 100 profissionais.

G.E.: Você recentemente participou da ópera Magdalena de Villa-Lobos, na abertura da Temporada 2012 do Theatro Municipal de São Paulo. Como foi esta participação?
S.J.: Foi um dos momentos mais incríveis da minha carreira, meu "debut" como solista no maravilhoso Theatro Municipal de São Paulo. No primeiro ensaio na cúpula do teatro, eu fiquei olhando para tudo aquilo, o coral lírico com aquelas vozes, meus colegas e claro, como um bom e genuíno pisciano, me emocionei muito! Sou muito grato e feliz!

A música digital deveria ser gratuita?


Você concorda em pagar por músicas? Confira os principais argumentos de quem é contra e a favor da gratuidade da arte.
Você já baixou músicas pela internet? Acessa serviços de streaming com frequência? Se sim, então provavelmente você deve apoiar a ideia de que a música digital deveria ser distribuída de maneira gratuita. Mas gravadoras e muitos artistas dizem que isso é pirataria e fere diretamente as leis de direitos autorais – muito defendidas por grande parte deles.
Todos os lados possuem argumentos válidos e que devem ser levados em consideração. Você está curioso para conhecer um pouco mais sobre essa polêmica? Então confira alguns dos principais pontos defendidos por quem acha que a música deveria ser gratuita e também por quem é contra a distribuição dessa forma.

Por que cobrar pelas músicas?
Qualquer artista ou outro profissional ligado à música sabe dizer exatamente por que é necessário (de alguma forma) cobrar pelas músicas. A gravação de um disco envolve muito mais do que o talento dos músicos e cantores. Afinal de contas, são equipamentos e softwares de captura que precisam ser comprados e o trabalho de muitas pessoas que também precisa ser pago.

Compor uma canção demanda tempo que poderia ser investido em outras atividades – em economia, é o chamado “custo de oportunidade” –, além do fato de que os produtores precisam ser pagos por seu trabalho. Depois disso, ainda existe o custo de fotógrafos e artistas gráficos para as capas e também gravação e impressão de mídias.
No caso da música digital, gravação e impressão podem ser dispensadas, mas a parte da fotografia é igualmente necessária para a promoção. Em suma, para a imensa maioria dos artistas, a música não é um hobby, mas sim uma profissão que envolve muitos investimentos. Receber um retorno por isso não seria errado.

Pirataria gera desemprego
Todos os anos, as gravadoras perdem uma grande quantidade de dinheiro devido aos dois principais fluxos extraoficiais de distribuição de música: venda de produtos piratas e downloads ilegais. Com o número de discos vendidos sendo reduzido em todo o mundo, muitos funcionários começaram a ser demitidos da indústria fonográfica.

Shows mais caros para cobrir gastos
Outro ponto que algumas pessoas defendem é relacionado ao fato de os shows estarem cada vez mais caros, porque as gravadoras os utilizam para cobrir rombos orçamentários gerados pela pirataria. O site Digital Music News diz que a relação até existe, mas com a música isso é repassado de uma maneira menos correta.

Enquanto os filmes realmente perdem dinheiro para a pirataria – visto que muitas pessoas substituem o cinema pelas cópias piratas –, a música não deveria ter sido tão influenciada, pois o público que vai ao show já está pagando pelo trabalho do artista.
Por que elas deveriam ser gratuitas?

O músico Leoni (que tocou com Cazuza e também na banda Kid Abelha, além de seguir carreira solo de sucesso há muitos anos) afirma que, atualmente, a música digital significa o mesmo que representava o rádio há algumas décadas. Muitos achavam que ninguém compraria discos se pudessem ouvir as canções pelas emissoras de rádio, mas a verdade é que as estações se tornaram grandes divulgadoras dos trabalhos.
Leoni fez parte do movimento Música Para Baixar, que defende a distribuição de cultura de uma maneira menos financeira. Para ele, a música digital também precisa ser encarada dessa forma, pois pode ser uma ótima ferramenta de divulgação – principalmente para músicos iniciantes.

Quem recebe não é o artista
Você sabe quem mais ganha dinheiro com a venda de discos? A gravadora. A parcela de ganhos dos artistas é bastante baixa. Dependendo do contrato assinado, o lucro pode ser inferior a um dólar por disco vendido. Muitos fãs da música independente são enfáticos ao protestar contra a indústria fonográfica, dizendo que ela apenas explora o talento alheio.

Música gratuita também gera dinheiro
Existem diversas formas de monetizar a música gratuita. O YouTube, por exemplo, possui diversos canais Vevo para músicas por streaming. As gravadoras recebem dinheiro do serviço para isso, sendo que os recursos são provenientes dos anúncios envolvidos no vídeo. O Grooveshark fez o mesmo por um bom tempo, mas recentemente perdeu a parceria com a EMI – única gravadora que apoiava o serviço.

Pague se (e quanto) quiser
Um novo modo de distribuição digital de músicas está começando a ganhar espaço há alguns anos. Geridos pela ideia de que os consumidores devem pagar apenas o quanto (e se) quiserem, muitos artistas distribuem suas canções pela internet e lucram com pagamentos que funcionam como doações.

O grupo brasileiro O Teatro Mágico distribui suas canções pelo serviço Trama Virtual, que não cobra pelos downloads. Ao mesmo tempo, os fãs podem comprar os discos físicos, por quantias que não ultrapassam os dez reais – O Teatro Mágico também faz parte do movimento Música para Baixar.
Outra banda que pode ser citada é a Violins, também brasileira. Eles distribuem as músicas gratuitamente pelo site oficial em qualidade média, mas quem quiser pode pagar para baixá-las em qualidade mais alta ou então comprar o disco físico. Nesse caso, a edição gratuita funciona muito bem como uma divulgadora do trabalho.

Um serviço que contribui bastante para o funcionamento deste sistema é o Bandcamp. Nele, artistas podem disponibilizar suas músicas gratuitamente para download ou para streaming, podendo ainda cobrar para o download do disco completo. Cada artista decide a quantidade que quer cobrar pelo produto. É uma ideia excelente para qualquer artista em começo de carreira.
Certamente, a discussão não será encerrada tão cedo. Há muitos interesses envolvidos em todos os lados da história e é praticamente impossível que haja um consenso. Você acha que a gratuidade é importante? Ou será que a relação comercial entre público e artista é indispensável?

terça-feira, 8 de maio de 2012

Feira do livro das editoras universitárias


Editoras Universitárias
De 7  até 11 de maio, no campus da Praia Ver­melha, acon­tece a VIII Feira do Livro das Edi­toras Uni­ver­si­tá­rias do Rio de Ja­neiro, que pro­mete des­contos de até 50% em tí­tulos de di­versas áreas de co­nhe­ci­mento.

Bolsas de doutoramento em Coimbra

Universidade de Coimbra

A Universidade de Coimbra, Portugal, abriu concursos para duas bolsas de investigação que podem interessar pesquisadores de musicologia, história da música e áreas afins. Ambas, tanto a bolsa Francisco de Lemos, como o Fundo Manuel Cabral, deverão ser desenvolvidas no Arquivo da universidade portuguesa.
As inscrições vão até 30 de junho e os regulamentos podem ser acessados a partir do seguinte link:
http://www.uc.pt/auc/destaques_auc/bolsas

51% do valor pago na compra de um DVD é imposto

Brasileiro já pagou meio trilhão de reais em imposto em 2012

Até hoje pela manhã, os brasileiros já pagaram nada mais nada menos que meio trilhão de reais em imposto. É o que aponta o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que alcançou hoje R$ 500 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais pagos em 2012.
Em 2011 esse valor foi alcançado no dia 04 de maio, ou seja, dois dias mais tarde na comparação entre os dois períodos.

Se este valor fosse colocado na poupança, um dos investimentos menos rentáveis, o retorno em apenas um mês seria de mais de R$ 2,5 bilhões. Segundo o site também seria possível:
* Construir mais de cinco milhões de quilômetros de rede de esgoto

* Construir mais de cinco milhões de postos de saúde equipados
* Construir mais de nove milhões de postos policiais equipados

‘* Contratar mais de 35 milhões de professores para o ensino fundamental por ano
* Comprar mais de cinco milhões de ambulâncias equipadas

* Fornecer mais de um bilhão de cestas básicas para a população
Em todo o ano passado o painel totalizou R$ 1,5 trilhão, um recorde histórico desde a sua criação, em 2005. Neste ano, o valor deve passar R$ 1,6 trilhão. Para o mês do Dia das Mães, veja o cálculo dos impostos embutidos em alguns dos produtos mais procurados para a data, que é a segunda mais forte para o varejo:

Perfume importado: 78%
Perfume nacional: 69%
DVD: 51%
Máquina de lavar: 48%
Secador: 48%
Bolsa: 42%
Celular: 40%
Sapatos: 37%

Yolanda Fordelone