quarta-feira, 6 de junho de 2012

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 11º CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO


Já estão abertas as inscrições para o 11º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento (KM Brasil 2012). Com o tema “Conhecimento e Aprendizagem Colaborativa para Crescimento Sustentado”,o evento promovido pela Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC)acontece de 22 a 24 mês de agosto, em São Paulo.

A edição do KM Brasil 2012- 11º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento, organizado pela Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento – SBGC, trará neste ano um novo formato com oficinas e tutoriais, com Word Coffeee Open Space, dentre outros, para aumentar a participação dos profissionais aos assuntos debatidos no evento.
O tema principal dessa edição é “Conhecimento e Aprendizagem Colaborativa para Crescimento Sustentado: Pessoas, Práticas e Ferramentas”, que será discutido por profissionais do meio acadêmico, público, privado e terceiro setor. Já para aqueles que submeterão trabalhos ao congresso o assunto abordado deverá ser em torno de “Construção do aprendizado colaborativo em face ao crescimento sustentado das organizações”.
Sonia Wada, presidente da SBGC,explica que empresas mantenedoras e associados institucionaisterão uma experimentação e apresentação adicional de conteúdo, mas, todos os participantes do congresso, que aguardamais de 600 inscritos, sairão com uma bagagem extra de aprendizado. “As empresas associadas contribuem muito para a disseminação e a gestão do conhecimento nas organizações e por isso terão cerca de duas horas  a mais com os keynotes para networking e isso irá reforçar o aprendizado”, complementa.
O KM Brasil 2012 contará com cerca de 60 palestrantes nacionais e internacionais. A edição 2012 também terá um novo formato que surpreenderá os congressistas. Além da exposição de trabalhos científicos, apresentação de pôsteres e relatos técnicos dos processos de Gestão do Conhecimento nas organizações, no primeiro dia (22) serão apresentados tutoriais, cursos e oficinas de diversos assuntos abordados e nos dias seguintes (23 e 24), os participantes terão cerca de duas horas, em cada apresentação, para debater e aprender mais com cada keynote speaker  internacional.
A inovação do formato do evento fica por conta das metodologias participativas e interativas para facilitar o aprendizado e o networking entre as pessoas, como os Word Coffee e Open Space, que permitirão com que os pesquisadores e executivos vivenciem e discutam um pouco mais sobre assuntos debatidos. “Saíremos dos moldes tradicionais de congressos e passaremospara a interação entre os inscritos no evento, para troca de experiências e, consequentemente, aumentar a possibilidade de acesso aos conteúdos debatidos na vida prática”, revela Sonia.
As inscrições podem ser realizadas no endereço eletrônico: www.kmbrasil.com/inscricao

SERVIÇO:
KM Brasil 2012 - 11º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento
Realização: Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC)
Datas: de 22 a 24 de agosto de 2012
Horário: das 8 às 17 horas
Local: Bourbon Convention Ibirapuera
Endereço: avenida Ibirapuera, 2927, São Paulo – SP
Investimentos: de R$ 250 a R$ R$ 1.850 (hospedagem não inclusa)
Mais informações e inscrições: (11) 3063-4360 – inscricao@sbgc.org.br – @kmbrasil2011
Visite a fan page no Facebook ou o hotsite www.kmbrasil.com

Natura Musical prorroga prazo para inscrição de projetos



Natura prorrogou os prazos para inscrição de projetos até 15 de julho. Esta não foi a única mudança, o montante de recursos a ser distribuído pelo edital da empresa de cosméticos passou de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões.
Além disso, a empresa firmou um Termo de Cooperação com o Ministério da Cultura para ampliar as oportunidades aos proponentes. Ou seja, o projeto para ser avaliado pelo edital da Natura Musical, não precisará mais estar inscrito ou aprovado no PRONAC / Ministério da Cultura.
Depois dos projetos avaliados pela Comissão de Especialistas da empresa, serão encaminhados pela Natura ao Ministério da Cultura para serem submetidos à avaliação do órgão.
Para ler o edital na íntegra


Da Sacra à Religiosa Um breve olhar na história da música protestante.

Da Sacra à Religiosa Um breve olhar na história da música protestante. 
Parte II

Um olhar na história da música protestante

Fica evidente que uma nova teologia recorre a uma nova estética formal e artística. Tendo uma eclesiologia divergente da Romana, as igrejas da primeira reforma trabalharam a “Centralidade do Culto” de formas reformuladas ou adversas ao culto romano.

O altar permanece o centro da eclesiologia anglicana, porém há uma simplificação na elaboração litúrgica de forte influencia luterana, conseqüentemente na simplificação das tintas musicais, mantendo uma ortodoxia protestante. Além de “motetos e missas”, os compositores elisabetanos também escreveram hinos para serem cantados por coros durante os cultos das igrejas. O hino é contado em inglês e não em latim como nos motetos.

Há duas espécies de hinos: o hino completo (full anthem), cantado pelo coro do começo ao fim, sem acompanhamento instrumental; e o hino com acompanhamento em versos (verse anthem), com solistas, coro e órgãos ou violas.

Já na eclesiologia luterana se divide em ortodoxa e pietista, onde na primeira temos na música um requinte e exclusivismo do canto nas músicas pelo Coro e “Kantor”, e na Segunda a participação efetiva da comunidade cantando as músicas na igreja. Cria-se a tradição de compor hinos para serem cantados em alemão por toda a congregação, no lugar dos “Corus” cantados em latim. Podiam ser músicas recentemente compostas sacras ou populares, como podiam ser originários de cantochãos.

O procedimento de Lutero foi o seguinte: ele toma algumas melodias do repertório popular e de outras fontes, para doutrinar os fiéis. Segundo ele, o povo deveria aprender doutrinas bíblicas cantando melodias simples relacionadas ao seu dia-a-dia. Este procedimento foi extremamente importante para o sucesso e popularização da reforma. Em carta escrita a Spalatinus, secretário de Frederick I, Lutero revela seu intento:

“(Nosso) plano é seguir o exemplo dos Profetas e os Pais antigos da Igreja e compor salmos para as pessoas no vernáculo... de forma que a Palavra de Deus também possa estar entre as pessoas em forma de música”.

Na eclesiologia calvinista a “palavra” se torna o centro de tudo. A mesa do altar sai do centro para dar espaço ao púlpito.

Essa dinâmica parte para certos extremos onde igrejas chegavam a ter púlpitos com três andares e a música nestes casos ficava limitada quanto a sua execução nos cultos. No entanto, Calvino usou a música como suporte ao ensino das Escrituras, apesar de ter uma posição totalmente diferente de Lutero no que diz respeito a sua visão musical. Para entender o ponto de vista de Calvino sobre a música é necessário conhecer também a sua teologia. Ele não permitia o uso de instrumentos musicais e nem qualquer música no culto. Calvino porém, defendia o uso exclusivo da Salmódia, que era uma coleção de cântico dos Salmos de Davi; os demais usos poderiam ser nocivos, pois, segundo ele, a depravação da raça humana, poderia comprometer a pureza do Evangelho de Cristo. Diz ele em sua obra intitulada “As Institutas da Religião Cristã”, volume III, que “as Escrituras nos dizem que todas as nossas obras são maculadas, e, portanto, não podem suportar o escrutínio de Deus”.

Porém, o apreço de Lutero pela música tinha raízes na sua infância, pois fora educado para se tornar um Kantor da Kurrende. Ao ingressar na vida monástica, teve a oportunidade de conhecer a música dos mestres contemporâneos e de aprender o canto gregoriano. Embora tenha aprendido a tocar o alaúde e a compor (por conta própria durante uma enfermidade), sua instrução musical iniciada na infância teve seguimento na Universidade de Erfurt. Já maduro, Lutero expressaria, em carta de outubro de 1530 a Ludwig Senfl, a convicção de que somente a música poderia, ao lado da teologia, fornecer paz e alegria à alma humana:

“Pois sabemos que os demônios odeiam e não suportam a música. Dou minha opinião bem franca e não hesito em afirmar que, depois da teologia, é a música que consegue uma coisa que no mais só a teologia proporciona: um coração tranqüilo e alegre. Uma prova muito clara disto é que o diabo, o causador de tristes preocupações e de tumultos perturbadores, foge do som da música quase tanto como da palavra da teologia. É por isso que os profetas de nenhuma arte se serviram como da música. Sua teologia eles não a expressaram pela geometria, nem pela aritmética ou astronomia, mas pela música, ligando, portanto, estreitamente teologia e música e dizendo a verdade em salmos e hinos.”

Com a finalidade de colocar em prática a idéia de um culto em que houvesse uma participação mais ativa dos crentes e necessitando de hinos com texto em alemão, Lutero empenhou-se em requisitar que os compositores de língua alemã o ajudassem nessa tarefa, colaborando com novas composições. A prática anterior do canto ficava delegada aos que presidiam a missa. O canto de hinos pela congregação era algo muito inovador e os hinários ainda não eram acessíveis ao povo. Os hinos eram escritos com a melodia no tenor, com arranjo para quatro vozes, concebidas como instrumentos acompanhadores. Não existia ainda a harmonia funcional com sua sucessão de acordes encadeados tonalmente. A polifonia consistia aqui no arranjo das vozes em torno do cantus firmus. Essa melodia principal era quase sempre retirada de outra fonte conhecida, processo denominado contrafactum. Lutero prezava a simplicidade do tema; que vinha no cantus firmus, porque queria que o texto fosse compreendido claramente pelos que sabiam ou não ler.

As novas melodias trabalhadas por Lutero iriam evoluir para o que passou a ser denominado de coral protestante. Em princípio, as técnicas composicionais desse coral diferiam bastante daquelas que, na segunda metade do século XVI, caracterizariam este estilo. Usava-se uma notação não-rítmica, com melodias emprestadas dos Lieder seculares ou com melodias compostas com os mais variados exemplos rítmicos e não-rítmicos, com fermatas nos fins de frases.

Nos séculos XVI e XVII, contemplamos um Barroco tardio nas igrejas protestantes como parte da estética litúrgica dominical. A música sacra do período barroco defrontou-se com a alternativa entre ficar com a tradição (o stile antico), que representava todo o acervo que os compositores haviam adquirido através do seu treinamento acadêmico, ou aceitar o stile moderno, ora representado pelas várias tendências que surgiam.

São seus maiores representantes J. S. Bach pela igreja luterana e G. F. Haendel pela anglicana, os quais são responsáveis por essa prática no protestantismo europeu deste período.

No âmbito religioso, a última metade do século XVI e todo o XVII viram surgir um movimento de avivamento espiritual, que destacava a liberdade individual. Seus adeptos queriam desligar-se de toda a autoridade temporal e legalmente constituída, quer política quer religiosa, para poderem se dedicar às leis do "Reino". Esse individualismo era herança da Renascença e tornou-se conhecido como "pietismo". Os pietistas rejeitavam a ortodoxia representada pela conservação dos dogmas tradicionais, que se baseavam na observância fiel das formas litúrgicas, dos sacramentos, da Bíblia e do sermão. O movimento pietista reuniu cristãos de várias denominações, incluindo católicos, os quais tinham como propósito, uma vez desvinculados das autoridades, reunirem-se para oração, para trabalhos de assistência social e para compartilharem suas experiências religiosas. O movimento inspirou uma hinódia marcada pelo subjetivismo, com melodias adaptadas para o compasso ternário, que servia para as danças, em contraste com o estilo coral anterior.

O iluminismo, que alimentava a música de concerto (fora do templo), iria influir na teologia e na música sacra a partir da segunda metade do século XVIII. As pessoas estavam às voltas com o racionalismo, que substituía o pietismo. A classe média alta, na Alemanha, dada a influência dos concertos públicos, começava a se afastar da igreja, e a música secular atingia o clímax com a Escola Clássica Vienense. No fim do século XVIII e início do XIX as igrejas protestantes viam o enfraquecimento das instituições que eram em grande parte nutridas por elas. As escolas para meninos e coros, os músicos Kantor responsáveis pelo seu treinamento, as sociedades Kantoreien, que tinham a finalidade de manter os coros de adultos, começaram a perder sua importância tanto nas cidades maiores como nos pequenos centros.

(continua)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Orquestra Sinfônica de Santo Amaro e Quarteto de cordas Wilson Dobbins



Silvia Luisada – regente

Programa:
Ketelby, Khachatyruan e Saint-Saëns.

06 de junho – quarta-feira – 20h30
Sesc Santo Amaro
Rua Amador Bueno, 505
11-5541-4000
São Paulo SP

Hoje.Balé a Criação no Teatro Municipal do Rio de Janeiro


 Balé, Coro e Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, apresentam Balé a Criação

André Cardoso – Regente

06 de junho – terça-feira – 20H00
Balé a Criação
Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Mal. Floriano, s/n
21-2332-9191
Rio de Janeiro – RJ

Orquestra Jazz Sinfônica sob regência de Fábio Prado


FÁBIO PRADO, regente
Série Jazz +Jazz - "Louis Armstrong: Hot Five e Hot Sevens"


A Jazz Sinfônica, corpo artístico do Governo do Estado e da Secretaria da Cultura, apresenta no mês de junho um concerto especial em homenagem a Louis Armstrong. O concerto da série Jazz + Jazz acontece no dia 06 de junho, no teatro do Sesc Pinheiros.

Sobre a Jazz Sinfônica

Desde sua criação em 1990, a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo se propõe a dar um tratamento sinfônico à música popular brasileira e universal. Sua formação é bastante singular, pois une a orquestra nos moldes eruditos a uma big-band de jazz, produzindo uma sonoridade ímpar. Esta característica tem lhe conferido protagonismo na criação de uma nova estética orquestral brasileira.
Quem teve a primazia de transpor as melodias populares de compositores como Luiz Gonzaga, Tom Jobim ou Pixinguinha para a grandiosidade do som sinfônico foi Cyro Pereira, o grande maestro dos Festivais da Record da década de 60 e fundador da orquestra. Ele criou o repertório fundamental da orquestra. Depois dele, a Jazz Sinfônica formou uma equipe de orquestradores de excelência, que trabalham diariamente para a formação do seu repertório.
A lista de músicos brasileiros e internacionais que já dividiu o palco com a Jazz Sinfônica é imensa: Tom Jobim, Gal Costa, João Bosco, Diane Schuur, Dee Dee Bridgewater, Paquito d'Rivera,  entre muitos outros. O Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo é João Maurício Galindo e Fábio Prado é seu regente adjunto. Desde janeiro de 2012, a Jazz Sinfônica é administrada pela Organização Social de Cultura Instituto Pensarte.

Serviço

06 de junho, quarta, às 21h, no Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo, 05424-150
Fone: 3095-9400
Entrada: R$ 16,00, R$ 8,00 e R$ 4,00 (meia entrada para estudantes e
terceira idade)
Venda: Em qualquer unidade da Rede SESC

Ernesto Nazareth 150 anos.


Ernesto Nazareth

Guardião do acervo de Ernesto Nazareth, um dos compositores mais importantes do Brasil, o Instituto Moreira Salles sai na frente das comemorações dos 150 anos do compositor. Um dos marcos da comemoração é o lançamento do site www.ernestonazareth150anos.com.br, dedicado a biografia, musicografia e estudos sobre o compositor.

O site tem coordenação do pianista e pesquisador Alexandre Dias, especialista na obra de Nazareth, do violonista e arranjador Paulo Aragão, idealizador do portal, e de Bia Paes Leme, coordenadora do acervo de música do IMS. No site, o público poderá ter acesso às partituras das 211 composições de Nazareth na versão original para piano, além de 60 composições na inédita versão melodia e cifra, todas com a possibilidade de download em PDF – a obra completa, na versão melodia e cifra, estará disponível para consulta e download até o final de maio. Também poderão ser encontrados textos exclusivos sobre cada obra de Nazareth; acesso à discografia completa – são mais de duas mil gravações feitas até hoje que poderão ser ouvidas mais adiante em streaming; linha do tempo com a vida e obra do compositor elaborada pelo biógrafo de Nazareth, Luiz Antonio de Almeida; e um blog. Até o final do mês de maio, constarão ainda no site manuscritos de Nazareth; arranjos para formações instrumentais variadas; farto acervo de imagens e uma hemeroteca. Todas as atualizações serão notificadas pelo blog.

Algumas raridades constam neste site, entre elas, uma carta documentando um encontro até hoje desconhecido entre Ernesto Nazareth e o escritor Machado de Assis. Também serão publicados trechos de filmes que usaram a música de Nazareth (filmes de Fred Astaire, Walt Disney, Woody Allen, entre outros).

O IMS tem como parceiro e colaborador o portal Música Brasilis (http://www.musicabrasilis.org.br/), iniciativa da cravista e pesquisadora Rosana Lanzelotte, primeiro site a disponibilizar toda a obra de Nazareth na internet.

Sobre Ernesto Nazareth:

Ernesto Nazareth (1863-1934) é um dos compositores mais importantes do Brasil. Definido por Villa-Lobos como “a verdadeira encarnação da alma musical brasileira”, influenciou gerações e gerações de músicos, contribuindo decisivamente para a formação de nossa identidade musical. A despeito de seu protagonismo na história da música popular, Nazareth ainda é um universo a ser explorado. Apesar de ter composto algumas das peças brasileiras mais gravadas em todos os tempos – Brejeiro, Odeon e Apanhei-te cavaquinho – boa parte de suas mais de 200 obras permanece pouco conhecida. Nazareth foi contemporâneo do nascimento da música popular urbana no Rio de Janeiro imperial, da explosão da polca e da formação dos primeiros conjuntos de choro. Seus 150 anos, celebrados em 20 de março de 2013, se confundem simbolicamente com os 150 anos da música popular brasileira.

Apresentação do site www.ernestonazareth150anos.com.br 

Da Sacra à Religiosa Um breve olhar na história da música protestante

Caro Leitor,

O artigo que se segue, dado ao tamanho que se apresenta, será divido em publicações diárias e sucessivas.
boa leitura.


Da Sacra à Religiosa

Um breve olhar na história da música protestante.
Parte I

 Religião e arte andam irmanadas desde os primórdios da humanidade. A narrativa bíblica da criação do mundo fala repetidas vezes da aprovação estética de Deus à sua criação através da expressão "E viu Deus que era bom". A relação Criador/criatura foi estabelecida através de ofertas e cultos a partir da necessidade de transposição para uma esfera diferente da natural cotidiano, o comportamento do ser humano transformou a vulgaridade dos gestos naturais, dando a esses gestos novas significações diante do divino, tornando-os assim ritualizados: "A arte é necessária para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar o mundo. Mas a arte é necessária em virtude da magia que lhe é inerente". O rito e a arte, portanto, transformam pensamentos e objetos naturais em meios de expressão do mundo transcendente.

A partir da Reforma Protestante uma nova estética musical se faz presente para acompanhar a teologia reformada. Com uma nova teologia surgiria também uma nova estética de adoração e conseqüentemente uma nova estética musical. Esta marcará a música como instrumento de propagação dos ideais da Reforma. Assim, principalmente Lutero percebe que poderia usar a música como suporte para a proclamação do evangelho e difundir os novos conceitos doutrinários, que, aliados à nova perspectiva musical, revolucionariam o mundo no século XVI.

Dos anos 40 para cá, a música de Igreja tem sofrido uma grande transformação tanto na sua prática quanto na sua conceituação. Se antes se pensava em música como instrumento de adoração e louvor como resultado de um conceito teológico reformado; na música dos tradicionais hinários denominacionais e executada ao som de um harmônio ou órgão, hoje, tudo parece mudado. A teologia traduz um conceito mercadológico da fé, produto da modernidade. A música sacra de hoje, executada ao som das guitarras e contra-baixos elétricos parece traduzir um sentimento de diversão e entretenimento.

Provavelmente a música protestante, aliada às várias velocidade dos veículos de comunicação, tornou-se produto de consumo, afetando ou alterando sensivelmente sua função no culto. Esta estética tem mudado a face das igrejas protestantes que fizeram parte da primeira reforma.

Para observarmos a diferença estética musical reformada do século XVI e a protestante do século XX, temos que percorrer pela história da atitude musical nas liturgias desde a Reforma aos dias atuais, fazendo uma tomada clara da mudança de atitude em que a música chega à modernidade nas igrejas. Formulando um breve comentário sobre os momentos da história da música nas igrejas da primeira reforma (Luterana, Calvinista e a Anglicana), que tinham suas particularidades, as expressões Barrocas de G.F. Haendel e J.S. Bach no barroco protestante seu ethos litúrgico, e a adequação da nova estética musical na igreja protestante do Século XIX e o que é vivenciado atualmente diante da popularização da música e atuais necessidades das igrejas. Assim notaremos um distanciamento claro e agressivo na estética musical vivida nos século XVI em detrimento a vivenciada no final século XX.



Rev. Fábio Vasconcelos

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Grupo musical formado por vovós russas conquista a Europa

Aos poucos, vice-campeãs do festival Eurovision 2012 retomam rotina na lavoura de batatas


MOSCOU - As vovós russas que conquistaram a Europa ao ficarem em segundo lugar no festival da canção Eurovision 2012 aos poucos retomam sua rotina que inclui cultivar batatas e reconstruir a igreja de seu povoado.
"Party for everybody. Dance. Come on and dance. Bum, bum", é o refrão em inglês que tornou famosas as Buranovskiye Babushki (Avós de Buránovo) oriundas da república da Udmórtia (Urais), na Rússia profunda.
A grande vencedora do Eurovision 2012 foi a cantora sueca Loreen, mas a apresentação que cativou os espectadores de todo o continente foi Party for Everybody, na qual as sePtuagenárias russas - os demais participantes quase não superavam os 30 anos - inclusive ofereceram empadinhas aos espectadores após cozinhá-las em um forno à lenha em pleno palco.
As avós russas subiram ao palco com longos vestidos vermelhos, lenços, uma espécie de mocassins e não deixaram de movimentar-se ao ritmo da folk dance durante os três minutos de música.
Entre todas elas, a estrela é Natalia Pugachova, uma pequena senhora de 76 anos e apenas um metro e meio de altura, que se transformou em uma celebridade por seu sorriso eterno e por sua inesgotável vitalidade.
O grupo, que interpretou seu tema em língua udmurt (dos Urais), com exceção do refrão em inglês, não pôde conter as lágrimas de emoção ao término da votação na cidade de Baku, no Azerbaijão, onde o público não deixou de aplaudi-las.
Até a correspondente da edição alemã da lendária revista Rolling Stone demonstrou sua decepção pela derrota das vovós russas no concurso musical.
"É muito triste que as babushki não tenham ganhado já que sua canção era fantástica. Adorei e lhes desejei sorte, já que as apresentações dos demais participantes foram muito menos interessantes", disse.
Agora as avós dedicarão o dinheiro arrecadado a reconstruir uma igreja em seu povoado, de onde saíram praticamente pela primeira vez em suas vidas para competir no Eurovision."No dia 30 de maio temos a cerimônia de colocação dos alicerces da igreja que as vovós vão reconstruir", afirmou Ksenia Rubtsova, produtora do grupo, citada por agências de notícias russas.Exatamente esse foi o motivo da participação no concurso europeu desse peculiar grupo procedente de Buránovo, localidade de 650 habitantes situada a cerca de 30 quilômetros de Izhevsk, capital da Udmórtia, célebre por acolher a fábrica dos fuzis Kalashnikov.
Além disso, as vovós se dedicarão "a apanhar escaravelhos colorados", acrescentou, pois, aparentemente estão preocupadas pelo fato de este inseto ter afetado as batatas de suas hortas durante suas duas semanas de ausência para participar do Eurovision.
Em seguida, o coro atenderá aos convites de diferentes cidades do país e da Europa, o que inclui uma apresentação na Praça Vermelha de Moscou no próximo 12 de junho, no Dia da Pátria na Rússia.
"Vamos viajar. As vovós têm muita vontade de ver diferentes países e visitar novas cidades. Cada uma delas comprou um grande mapa mundi e já marcaram os lugares que visitaram. Já estão perguntando para onde iremos primeiro", comentou Ksenia.
Além disso, confiam que seu sucesso no Eurovision convença às autoridades locais sobre a necessidade de melhorar as condições de vida em Buránovo.
"As coisas já estão mudando. O presidente da Udmórtia acaba de visitar Buránovo e pelo que sei está fazendo todo o possível para que ali haja uma Buránovo-City, como dizem as avós", apontou a produtora.
Com relação ao futuro, Ksenia assegurou que o grupo não tem intenção de participar de outros concursos de televisão.
"A medalha de prata é uma vitória. Em todo caso, isto representa um grande estresse para as vovós e já fizeram tudo que delas dependia. Já não precisam de mais nada", ponderou.
O presidente da Udmórtia, Aleksandr Volkov, qualificou de "extraordinário" o resultado obtido pelo coro, que somou 259 pontos contra 372 da cantora sueca que levou o grande prêmio.
"Dezenas de milhões de pessoas em todos os cantos do mundo escutaram uma preciosa canção na língua da Udmórtia, apreciaram a originalidade e a honestidade das cantoras da Rússia profunda", assinalou.

Educação aprova criação de universidade do Sul e Sudeste do Pará



A Comissão de Educação e Cultura aprovou na quarta-feira (23) o Projeto de Lei 2206/11, do Executivo, que cria a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), com parte da estrutura atual da Universidade Federal do Pará (UFPA). Pela proposta, a sede da Unifesspa será no município de Marabá.
A nova universidade contará com os cinco campi já existentes da UFPA em Marabá, além de outros sete a serem criados em Rondon do Pará, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Xinguara, Parauapebas, Tucuruí e Redenção.
O relator da proposta, deputado Miriquinho Batista (PT-PA), defendeu o desmembramento da universidade e ressaltou que o governo está, dessa forma, investindo na região onde há a maior defasagem de matrículas no ensino superior.
 “Ao propor a criação dessa nova unidade de educação superior, o governo federal demonstra seu empenho em ampliar o acesso à educação superior na Região Norte e conferir maior equilíbrio à distribuição de vagas nesse nível de ensino em todo o Brasil”, disse.
Para a nova universidade, serão criados 47 cursos de graduação. A meta é atender 12.830 estudantes nos cursos de graduação e pós-graduação. O projeto também cria 506 cargos de professor, 238 cargos técnico-administrativos de nível superior e outros 357 de nível médio.
Serão criados também um cargo de reitor, um de vice-reitor e outros 552 cargos de direção e funções gratificadas. Todos os cargos e funções só poderão ser providos a partir de janeiro de 2013.
Com a medida, o governo federal estima um impacto orçamentário de R$ 13,52 milhões em 2013, R$ 32 milhões em 2014, R$ 30 milhões em 2015 e R$ 7,06 milhões em 2016.
Tramitação
 A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

3 bolsas de estudo para estudar na Alemanha



Confira três dicas de bolsa de estudos  para os interessados em estudar graduação ou fazer pesquisas na Alemanha.
A Universia Brasil, maior rede ibero-americana de colaboração universitária presente em 23 países, reuniu um pacote com 3 bolsas de estudo para estudar na Alemanha. Entre as oportunidades encontram-se bolsas de graduação, pesquisa e intercâmbio de cientistas. Confira:

1) Bolsas para o Curso de Inverno de Língua e Cultura Alemãs
O DAAD oferece, em parceria com universidades alemãs selecionadas, o “Hochschulwinterkurs“, curso de alemão com duração de quatro a seis semanas, realizado nos meses de janeiro e fevereiro.
O curso, todo ministrado em alemão, é oferecido pelas universidades de Düsseldorf, Essen, Freiburg eLeipzig. O programa é destinado exclusivamente a estudantes universitários que possuam bons conhecimentos de alemão e que possuam excelente desempenho acadêmico. Podem se candidatar estudantes de graduação e de mestrado stricto sensu de todas as áras.
As inscrições vão até o dia 11 de junho de 2012 e devem ser feitas por meio do formulário de inscrições, disponível em inglês e em português. Os estudantes selecionados receberão benefícios como seguro saúde e uma bolsa de 2.625 euros.
Para participar o estudante deve ter nacionalidade brasileira ou residência permanente no Brasil, estar matriculado em universidade brasileira com 6º período concluído até o mês de dezembro anterior à viagem, CR igual ou superior a 8 e conhecimentos de alemão correspondentes ao nível intermediário B1 – para todas as carreiras – e B2 – para germanistas. Além disso, é necessária uma carta de motivação escrita em alemão.
Mais informações estão disponíveis no edital.

2) Intercâmbio de Cientistas
O DAAD oferece auxílio para cientistas brasileiros que estejam interessados em realizar estadias de pesquisa em universidades ou institutos de pesquisa alemães, por período de um a três meses. Para que o projeto seja aprovado, uma agência brasileira deve aprovar o pedido e custear a passagem aérea.
Em contrapartida a isso, o DAAD financiará a viagem de pesquisadores alemães convidados para uma pesquisa em universidades ou institutos de pesquisa no Brasil. Os parceiros brasileiros do DAAD são: CAPES, FAPESP, FAPERJ, FAPEMIG, FAPERGS, FACEPE, FAPESC.
As inscrições possuem fluxo contínuo, desde que sejam feitas com quatro meses de antecedência. Para participar é necessário que os interessados possuam doutorado e publicações em nível internacional, convite do pesquisador anfitrião e plano de trabalho. Os selecionados terão benefícios que incluem a passagem aérea (paga por agência brasileira) e ajuda de custo mensal igual a 1.990 euros.
Para se inscrever é preciso preencher o roteiro de inscrição para intercâmbio de cientista.

3) Bolsas IMU-EEP para pesquisa em matemática
A União Internacional de Matemática (IMU) e a Fundação Einstein Berlim estão oferecendo bolsas para doutorandos e pesquisadores da área de matemática. O objetivo do IMU Berlin Einstein Foundation Program (EEP) é aumentar a interação entre os jovens matemáticos de países em desenvolvimento com o intenso ambiente matemático de Berlin.
As candidaturas são contínuas, com seleção a cada três meses, e devem ser encaminhadas com pelo menos seis meses de antecedência. O comitê de seleção avalia os novos pedidos.

Os requisitos necessários para abrir uma solicitação de bolsa estão disponíveis no site. Mai informações podem ser obtidas por meio do e-mail imu-esb@math-berlin.de.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Coro da Osesp


Coro da Osesp

Concertos Matinais
03.06 – Domingo – 11H00
Quatro ingressos por pessoa – Entrada Franca
A partir de cinco ingressos – R 2,00 por ingresso
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes s/n
São Paulo – SP

Banda Sinfônica do Estado de São Paulo



Série Domingo Sinfônico
Monica Geardini – Regente
Paula Manso – Flauta

Programa,
Prokovief – Herbert e Ríncon

03.06 –Domingo – 11H00
Masp – Grande Auditório
Av. Paulista 1578
11-3251-5644
São Paulo – SP

Banda Jovem do Estado de São Paulo



Marcos Sadao Shirakawa – Regente
Mathew Thorpe – violino
Maria Angélica Cameron – viola
Maria Luiza Cameron – violoncelo
Programa:
Shostakovich – Debussy  e Françaix

030.06 – domingo – 12H00
A Hebraica – Teatro Arthur Rubinstein
Rua Hungria, 1000
11- 3818-8800
São Paulo – SP

Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatui


Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatui 
Rafael Vicole – Regente
Donaldo Diaz – violão
Selnei Doomacil – flauta
Programa:
Vivaldi, Sibelius e Saint-Saëns

03.06 – domingo – 19H00
Teatro Adamastor
Av. Monteiro Lobato, 734
11-2087-4283
Garulhos – SP

Coral Vox Aeterna



Muriel Waldman – regente
Ariã Ai Ymanaka – piano

03.06 – domingo – 19H30
Igreja São Francisco de Salles
Rua D. Sebastião do Rego, 164 – Cursino
11-5062-4841
São Paulo – SP

XXV Festival Internacional de Música do Para



De 03 a 15 de junho
Programação extensa:

Orquestra de Cordas Musicâmara



Manhãs eruditas
Joaquim Jayme – Regente

03.06 – domingo – 20h00
Teatro Goiânia Ouro
62-3523-2541
Goiânia – Go

IV Festival de Violão da UFRGS


 Concerto de Abertura: Guinga

03.06 – domingo – 19h00
Sala de Atos da UFRGS
51-3320-3500
Porto Alegre – RS

Vagas para músicos em curso de jogos inteligentes



O Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais da UFRJ (iNCE) abriu inscrições para o curso de extensão "Games Inteligentes Avançado 1", com ênfase no trabalho interdisciplinar e que oferece vagas para estudantes de graduação, pós-graduação e profissionais formados em música. Em especial, os interessados na criação e desenvolvimento de trilhas sonoras.

A ideia é iniciar o aluno na construção de jogos computacionais inteligentes e psicopedagógicos, desenvolvidos em equipes. Com carga prevista de 80 horas, sendo 48 presenciais, o curso está marcado para começar dia 5 de junho.  São 13 encontros, sempre as terças-feiras, das 8h30 às 12h30, no iNCE, na Cidade Universitária, Ilha do Fundão. Estão previstas 80 vagas sem pré-requisitos para seleção dos interessados. Não há taxas.
Nas aulas, que serão conduzidas pelos professores Carlo Emmanoel Tolla de Oliveira (Ph.D. Analista de TI) e Carla Verônica M. Marques (M.Sc. Neuropsicóloga), os alunos irão aprender os conceitos por trás de jogos neuropsicopedagógicos e desenvolver estes conceitos ao construir um jogo computacional a partir de um sistema complexo teórico.

O público-alvo inclui, além de Música, estudantes e profissionais de Informática, estudantes e profissionais de Engenharia, Educação, Fonoaudiologia, Psicologia, Educação Artística, Belas Artes, Design, Medicina, Direito, Serviço Social, Matemática, Letras, História, Filosofia, Biologia, Física, Química, Geografia, Gestão de Defesa, Administração, Jornalismo e Nutrição.
As inscrições, e as dúvidas, devem ser encaminhadas diretamente à professora Carla Verônica Machado Marques por meio do e-mail carlaveronica@nce.ufrj.br.