segunda-feira, 11 de junho de 2012

23º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga - Inscrições abertas


Inscrições abertas para evento que oferece 36 cursos de instrumentos antigos e modernos; promoção é do Centro Cultural Pró-Música/UFJF

O Centro Cultural Pró-Música/UFJF abre no dia 4 de junho inscrições para o 23º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga realizado em Juiz de Fora (MG) entre os dias 15 e 29 de julho. Serão aceitas cerca de 700 inscrições para 36 cursos nas áreas de cordas, sopros, orquestras, vozes e didática da musicalização ministrados por 48 conceituados professores brasileiros e estrangeiros. O evento, que tem o maior departamento de música antiga do país, oferece cursos de traverso, viola da gamba, violino, violoncelo, cravo, além de canto barroco. Entre as opções também estão os instrumentos modernos e as oficinas para crianças, como a de prática de orquestras. A formação de professores tem espaço com o curso de didática da musicalização infantil.

Em sua primeira edição depois da incorporação do Centro Cultural Pró-Música pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o Festival amplia seu conteúdo teórico com a retomada do Encontro de Musicologia Histórica, a realização de master class internacional com integrantes do Ricercar Consort e palestras, ministradas por Paulo Bosísio, Homero Magalhães Filho, Rodolfo Valverde e César Villavicencio. O público também se beneficia com esta ampliação por meio do bate-papo sobre os concertos, toda noite, às 19h30, quando o professor Rodolfo Valverde fará comentários sobre as atrações e os programas dos recitais.

Na programação cultural, destaque para o alto nível de mais de 30 concertos vespertinos e noturnos, todos gratuitos, em teatros e nas ruas. Maior evento brasileiro inteiramente dedicado à música historicamente informada, o 23º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga reúne em Juiz de Fora (MG) grandes estrelas internacionais no ensino e na performance. Durante quinze dias, nomes como o Ricercar Consort (Bélgica), o More Hispano (Espanha), o pianista Arnaldo Cohen, o violonista Yamandu Costa e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fazem concertos gratuitos em teatros e igrejas. Entre os pontos altos está a apresentação da Orquestra Barroca do Festival. Formada por músicos de consolidada carreira internacional, a orquestra faz mais um registro em CD da música barroca e colonial interpretada de forma historicamente correta.

As inscrições podem ser feitas pelo o site do Pró-Música (www.promusica.org.br) até a véspera do evento, dependendo da disponibilidade de vagas. Os cem primeiros inscritos têm direito a alojamento gratuito e os 200 primeiros recebem alimentação (almoço e jantar) sem custo. A taxa é de R$ 120 por curso em pagamento com cheque nominal ao Centro Cultural Pró-Música ou depósito no Banco do Brasil (agência 0024-8, conta 6745-8). No caso do depósito, o comprovante deve ser remetido junto com a ficha de inscrição por e-mail (promusica@terra.com.br) ou fax (32) 3216-4787.

O 23° Festival tem o patrocínio de Petrobras, UFJF, Cemig, Prefeitura de Juiz de Fora e ArcelorMittal; apoio de Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, Funalfa, Tribuna de Minas, TV Integração, Rumos Empresa Júnior de Turismo, Embaixada da Espanha no Brasil e Quilombo Comunicação. Todas as informações, inclusive a ficha de inscrição, estão disponíveis no site www.promusica.org.br. Acompanhe o Festival e todas as atividades do Pró-Música no Twitter – @promusicajf

Prêmios
- Tombado como patrimônio imaterial pela Prefeitura de Juiz de Fora (2009)
- Trofeu Guarany do 9º Prêmio Carlos Gomes, concedido por Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e Alice Carta Produções (2004)
- Ordem do Mérito Cultural, insígna concedida pela Casa Civil da Presidência da República/Ministério da Cultura (2002)
- Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, na categoria preservação de bens móveis e imóveis, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Ministério da Cultura (2000)
- Evento do calendário oficial Juiz de Fora, Prefeitura de Juiz de Fora (1997)

Coro de Câmara da Osesp Ig. Santo Antônio do Pari


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Hoje, 6ª Enflama – Encontro Nacional de Flautas


Masp 

Paul Leenhgouts e Quinta Essência Quarteto

06.06 – quinta-feira - 20h30

Masp – Grande Auditório
Av. Paulista, 1578
11-3251-5644
São Paulo – SP

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo



Frank Shipway – Regente

Programa:
Bruckner – Sinfonia nº 08 WAB 108

07.06 – quinta-feira – 10h00
Ensaio Aberto
R$ 10,00

07.06 – quinta-feira – 21h00
Concerto
De R$ 26,00 à R$ 149,00
Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes s/n
São Paulo – SP.

Cavalleria Rusticana, Macagni


Abel Rocha – regente
Francisco Frias – direção cênica

08.06 – sexta-feira – 20h00
Teatro Nacional Claudio Santoro
Sala Villa-Lobos
Brasília  - DF
Entrada Franca

Cisne Negro Cia de Dança



Espetáculo – Vem Dançar

08.06 – sexta-feira – 20h00

Teatro do Sesi
Entrada Franca
Campinas – SP

Orquestra Arte Barroca



Paulo Henes – Spalla

Programa
Vivaldi – L’Estro Armonico op. 3

09.06 – sábado – 20h00

Fau Maranhão – USP
Rua Maranhão, 88
São Paulo - SP

Banda Sinfônica do Exército



Benito Juarez – regente
Denize Meira – Soprano
Grupo Aum

Alma Brasileira aos sons de Villani-Cortes

09.06 – sábado – 20h00

Teatro São Pedro
Rua Barra Funda, 171
11-3667-0499
São Paulo – SP

Banda Sinfônica do Estado de São Paulo

Sala São Paulo

Marcos Sadao Shirakawa – regente
Edilson Gomes – trompete
Angelo Vizarro – Narrador

10.06 – domingo – 11h00

Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes, s/n
São Paulo – SP
Entrada Franca

Coral Canticorum Jubilum


 Museu de Arte Sacra Jesuita
Muriel Waldman regente
Ariã Ai Yamanaka – piano

Museu de Arte Sacra Jesuita
Igreja Nossa Senhora do Rosário
Largo dos Jesuitas, 57
São Paulo – SP
Entrada Franca

Orquestra Sinfônica Brasileira



Leandro Carvalho – regente

Programa:
Ravel e Sibelius.

Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes, s/n
São Paulo – SP
R$ 10,00

Banda Filarmônica do Rio de Janeiro


 Igreja da Candelária

Antonio Henrique Seixas – Regente
Jacques Mauger – Trombone

10.06 – domingo – 16h00
Igreja da Candelária
Praça Pio X, s/n
Rio de Janeiro – Centro

Nederkabds Dans Theater I



Série Dell’Arte – Dança

Programa
Seehnsucht Schmetterling – Sol Leon e Paul Lighfoot

30.06 – 20H00 – sábado

Teatro Municipal de São Paulo
R$ 100,00 à R$ 320,00
Pça Ramos de Azevedo
São Paulo – SP.

50 museus virtuais para você visitar



Visite museus, eles são repositórios de História e se comunicam com você por meio de acervos, informação e arte. O Brasil, por exemplo, conta com mais de 3.000 museus e você já visitou pelo menos 5% deles?
Digitalizar para disponibilizar itens de acervo pode ser apenas uma das etapas que um plano museológico prevê para disseminar a informação e comunicar a memória, portanto, navegue por eles, mas os visite pessoalmente também. É sempre um bom pretexto para uma viagem qualquer, fomenta o segmento de turismo, informa, diverte, educa.
Para baixar acesse:

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 11º CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO


Já estão abertas as inscrições para o 11º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento (KM Brasil 2012). Com o tema “Conhecimento e Aprendizagem Colaborativa para Crescimento Sustentado”,o evento promovido pela Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC)acontece de 22 a 24 mês de agosto, em São Paulo.

A edição do KM Brasil 2012- 11º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento, organizado pela Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento – SBGC, trará neste ano um novo formato com oficinas e tutoriais, com Word Coffeee Open Space, dentre outros, para aumentar a participação dos profissionais aos assuntos debatidos no evento.
O tema principal dessa edição é “Conhecimento e Aprendizagem Colaborativa para Crescimento Sustentado: Pessoas, Práticas e Ferramentas”, que será discutido por profissionais do meio acadêmico, público, privado e terceiro setor. Já para aqueles que submeterão trabalhos ao congresso o assunto abordado deverá ser em torno de “Construção do aprendizado colaborativo em face ao crescimento sustentado das organizações”.
Sonia Wada, presidente da SBGC,explica que empresas mantenedoras e associados institucionaisterão uma experimentação e apresentação adicional de conteúdo, mas, todos os participantes do congresso, que aguardamais de 600 inscritos, sairão com uma bagagem extra de aprendizado. “As empresas associadas contribuem muito para a disseminação e a gestão do conhecimento nas organizações e por isso terão cerca de duas horas  a mais com os keynotes para networking e isso irá reforçar o aprendizado”, complementa.
O KM Brasil 2012 contará com cerca de 60 palestrantes nacionais e internacionais. A edição 2012 também terá um novo formato que surpreenderá os congressistas. Além da exposição de trabalhos científicos, apresentação de pôsteres e relatos técnicos dos processos de Gestão do Conhecimento nas organizações, no primeiro dia (22) serão apresentados tutoriais, cursos e oficinas de diversos assuntos abordados e nos dias seguintes (23 e 24), os participantes terão cerca de duas horas, em cada apresentação, para debater e aprender mais com cada keynote speaker  internacional.
A inovação do formato do evento fica por conta das metodologias participativas e interativas para facilitar o aprendizado e o networking entre as pessoas, como os Word Coffee e Open Space, que permitirão com que os pesquisadores e executivos vivenciem e discutam um pouco mais sobre assuntos debatidos. “Saíremos dos moldes tradicionais de congressos e passaremospara a interação entre os inscritos no evento, para troca de experiências e, consequentemente, aumentar a possibilidade de acesso aos conteúdos debatidos na vida prática”, revela Sonia.
As inscrições podem ser realizadas no endereço eletrônico: www.kmbrasil.com/inscricao

SERVIÇO:
KM Brasil 2012 - 11º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento
Realização: Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC)
Datas: de 22 a 24 de agosto de 2012
Horário: das 8 às 17 horas
Local: Bourbon Convention Ibirapuera
Endereço: avenida Ibirapuera, 2927, São Paulo – SP
Investimentos: de R$ 250 a R$ R$ 1.850 (hospedagem não inclusa)
Mais informações e inscrições: (11) 3063-4360 – inscricao@sbgc.org.br – @kmbrasil2011
Visite a fan page no Facebook ou o hotsite www.kmbrasil.com

Natura Musical prorroga prazo para inscrição de projetos



Natura prorrogou os prazos para inscrição de projetos até 15 de julho. Esta não foi a única mudança, o montante de recursos a ser distribuído pelo edital da empresa de cosméticos passou de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões.
Além disso, a empresa firmou um Termo de Cooperação com o Ministério da Cultura para ampliar as oportunidades aos proponentes. Ou seja, o projeto para ser avaliado pelo edital da Natura Musical, não precisará mais estar inscrito ou aprovado no PRONAC / Ministério da Cultura.
Depois dos projetos avaliados pela Comissão de Especialistas da empresa, serão encaminhados pela Natura ao Ministério da Cultura para serem submetidos à avaliação do órgão.
Para ler o edital na íntegra


Da Sacra à Religiosa Um breve olhar na história da música protestante.

Da Sacra à Religiosa Um breve olhar na história da música protestante. 
Parte II

Um olhar na história da música protestante

Fica evidente que uma nova teologia recorre a uma nova estética formal e artística. Tendo uma eclesiologia divergente da Romana, as igrejas da primeira reforma trabalharam a “Centralidade do Culto” de formas reformuladas ou adversas ao culto romano.

O altar permanece o centro da eclesiologia anglicana, porém há uma simplificação na elaboração litúrgica de forte influencia luterana, conseqüentemente na simplificação das tintas musicais, mantendo uma ortodoxia protestante. Além de “motetos e missas”, os compositores elisabetanos também escreveram hinos para serem cantados por coros durante os cultos das igrejas. O hino é contado em inglês e não em latim como nos motetos.

Há duas espécies de hinos: o hino completo (full anthem), cantado pelo coro do começo ao fim, sem acompanhamento instrumental; e o hino com acompanhamento em versos (verse anthem), com solistas, coro e órgãos ou violas.

Já na eclesiologia luterana se divide em ortodoxa e pietista, onde na primeira temos na música um requinte e exclusivismo do canto nas músicas pelo Coro e “Kantor”, e na Segunda a participação efetiva da comunidade cantando as músicas na igreja. Cria-se a tradição de compor hinos para serem cantados em alemão por toda a congregação, no lugar dos “Corus” cantados em latim. Podiam ser músicas recentemente compostas sacras ou populares, como podiam ser originários de cantochãos.

O procedimento de Lutero foi o seguinte: ele toma algumas melodias do repertório popular e de outras fontes, para doutrinar os fiéis. Segundo ele, o povo deveria aprender doutrinas bíblicas cantando melodias simples relacionadas ao seu dia-a-dia. Este procedimento foi extremamente importante para o sucesso e popularização da reforma. Em carta escrita a Spalatinus, secretário de Frederick I, Lutero revela seu intento:

“(Nosso) plano é seguir o exemplo dos Profetas e os Pais antigos da Igreja e compor salmos para as pessoas no vernáculo... de forma que a Palavra de Deus também possa estar entre as pessoas em forma de música”.

Na eclesiologia calvinista a “palavra” se torna o centro de tudo. A mesa do altar sai do centro para dar espaço ao púlpito.

Essa dinâmica parte para certos extremos onde igrejas chegavam a ter púlpitos com três andares e a música nestes casos ficava limitada quanto a sua execução nos cultos. No entanto, Calvino usou a música como suporte ao ensino das Escrituras, apesar de ter uma posição totalmente diferente de Lutero no que diz respeito a sua visão musical. Para entender o ponto de vista de Calvino sobre a música é necessário conhecer também a sua teologia. Ele não permitia o uso de instrumentos musicais e nem qualquer música no culto. Calvino porém, defendia o uso exclusivo da Salmódia, que era uma coleção de cântico dos Salmos de Davi; os demais usos poderiam ser nocivos, pois, segundo ele, a depravação da raça humana, poderia comprometer a pureza do Evangelho de Cristo. Diz ele em sua obra intitulada “As Institutas da Religião Cristã”, volume III, que “as Escrituras nos dizem que todas as nossas obras são maculadas, e, portanto, não podem suportar o escrutínio de Deus”.

Porém, o apreço de Lutero pela música tinha raízes na sua infância, pois fora educado para se tornar um Kantor da Kurrende. Ao ingressar na vida monástica, teve a oportunidade de conhecer a música dos mestres contemporâneos e de aprender o canto gregoriano. Embora tenha aprendido a tocar o alaúde e a compor (por conta própria durante uma enfermidade), sua instrução musical iniciada na infância teve seguimento na Universidade de Erfurt. Já maduro, Lutero expressaria, em carta de outubro de 1530 a Ludwig Senfl, a convicção de que somente a música poderia, ao lado da teologia, fornecer paz e alegria à alma humana:

“Pois sabemos que os demônios odeiam e não suportam a música. Dou minha opinião bem franca e não hesito em afirmar que, depois da teologia, é a música que consegue uma coisa que no mais só a teologia proporciona: um coração tranqüilo e alegre. Uma prova muito clara disto é que o diabo, o causador de tristes preocupações e de tumultos perturbadores, foge do som da música quase tanto como da palavra da teologia. É por isso que os profetas de nenhuma arte se serviram como da música. Sua teologia eles não a expressaram pela geometria, nem pela aritmética ou astronomia, mas pela música, ligando, portanto, estreitamente teologia e música e dizendo a verdade em salmos e hinos.”

Com a finalidade de colocar em prática a idéia de um culto em que houvesse uma participação mais ativa dos crentes e necessitando de hinos com texto em alemão, Lutero empenhou-se em requisitar que os compositores de língua alemã o ajudassem nessa tarefa, colaborando com novas composições. A prática anterior do canto ficava delegada aos que presidiam a missa. O canto de hinos pela congregação era algo muito inovador e os hinários ainda não eram acessíveis ao povo. Os hinos eram escritos com a melodia no tenor, com arranjo para quatro vozes, concebidas como instrumentos acompanhadores. Não existia ainda a harmonia funcional com sua sucessão de acordes encadeados tonalmente. A polifonia consistia aqui no arranjo das vozes em torno do cantus firmus. Essa melodia principal era quase sempre retirada de outra fonte conhecida, processo denominado contrafactum. Lutero prezava a simplicidade do tema; que vinha no cantus firmus, porque queria que o texto fosse compreendido claramente pelos que sabiam ou não ler.

As novas melodias trabalhadas por Lutero iriam evoluir para o que passou a ser denominado de coral protestante. Em princípio, as técnicas composicionais desse coral diferiam bastante daquelas que, na segunda metade do século XVI, caracterizariam este estilo. Usava-se uma notação não-rítmica, com melodias emprestadas dos Lieder seculares ou com melodias compostas com os mais variados exemplos rítmicos e não-rítmicos, com fermatas nos fins de frases.

Nos séculos XVI e XVII, contemplamos um Barroco tardio nas igrejas protestantes como parte da estética litúrgica dominical. A música sacra do período barroco defrontou-se com a alternativa entre ficar com a tradição (o stile antico), que representava todo o acervo que os compositores haviam adquirido através do seu treinamento acadêmico, ou aceitar o stile moderno, ora representado pelas várias tendências que surgiam.

São seus maiores representantes J. S. Bach pela igreja luterana e G. F. Haendel pela anglicana, os quais são responsáveis por essa prática no protestantismo europeu deste período.

No âmbito religioso, a última metade do século XVI e todo o XVII viram surgir um movimento de avivamento espiritual, que destacava a liberdade individual. Seus adeptos queriam desligar-se de toda a autoridade temporal e legalmente constituída, quer política quer religiosa, para poderem se dedicar às leis do "Reino". Esse individualismo era herança da Renascença e tornou-se conhecido como "pietismo". Os pietistas rejeitavam a ortodoxia representada pela conservação dos dogmas tradicionais, que se baseavam na observância fiel das formas litúrgicas, dos sacramentos, da Bíblia e do sermão. O movimento pietista reuniu cristãos de várias denominações, incluindo católicos, os quais tinham como propósito, uma vez desvinculados das autoridades, reunirem-se para oração, para trabalhos de assistência social e para compartilharem suas experiências religiosas. O movimento inspirou uma hinódia marcada pelo subjetivismo, com melodias adaptadas para o compasso ternário, que servia para as danças, em contraste com o estilo coral anterior.

O iluminismo, que alimentava a música de concerto (fora do templo), iria influir na teologia e na música sacra a partir da segunda metade do século XVIII. As pessoas estavam às voltas com o racionalismo, que substituía o pietismo. A classe média alta, na Alemanha, dada a influência dos concertos públicos, começava a se afastar da igreja, e a música secular atingia o clímax com a Escola Clássica Vienense. No fim do século XVIII e início do XIX as igrejas protestantes viam o enfraquecimento das instituições que eram em grande parte nutridas por elas. As escolas para meninos e coros, os músicos Kantor responsáveis pelo seu treinamento, as sociedades Kantoreien, que tinham a finalidade de manter os coros de adultos, começaram a perder sua importância tanto nas cidades maiores como nos pequenos centros.

(continua)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Orquestra Sinfônica de Santo Amaro e Quarteto de cordas Wilson Dobbins



Silvia Luisada – regente

Programa:
Ketelby, Khachatyruan e Saint-Saëns.

06 de junho – quarta-feira – 20h30
Sesc Santo Amaro
Rua Amador Bueno, 505
11-5541-4000
São Paulo SP

Hoje.Balé a Criação no Teatro Municipal do Rio de Janeiro


 Balé, Coro e Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, apresentam Balé a Criação

André Cardoso – Regente

06 de junho – terça-feira – 20H00
Balé a Criação
Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Mal. Floriano, s/n
21-2332-9191
Rio de Janeiro – RJ

Orquestra Jazz Sinfônica sob regência de Fábio Prado


FÁBIO PRADO, regente
Série Jazz +Jazz - "Louis Armstrong: Hot Five e Hot Sevens"


A Jazz Sinfônica, corpo artístico do Governo do Estado e da Secretaria da Cultura, apresenta no mês de junho um concerto especial em homenagem a Louis Armstrong. O concerto da série Jazz + Jazz acontece no dia 06 de junho, no teatro do Sesc Pinheiros.

Sobre a Jazz Sinfônica

Desde sua criação em 1990, a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo se propõe a dar um tratamento sinfônico à música popular brasileira e universal. Sua formação é bastante singular, pois une a orquestra nos moldes eruditos a uma big-band de jazz, produzindo uma sonoridade ímpar. Esta característica tem lhe conferido protagonismo na criação de uma nova estética orquestral brasileira.
Quem teve a primazia de transpor as melodias populares de compositores como Luiz Gonzaga, Tom Jobim ou Pixinguinha para a grandiosidade do som sinfônico foi Cyro Pereira, o grande maestro dos Festivais da Record da década de 60 e fundador da orquestra. Ele criou o repertório fundamental da orquestra. Depois dele, a Jazz Sinfônica formou uma equipe de orquestradores de excelência, que trabalham diariamente para a formação do seu repertório.
A lista de músicos brasileiros e internacionais que já dividiu o palco com a Jazz Sinfônica é imensa: Tom Jobim, Gal Costa, João Bosco, Diane Schuur, Dee Dee Bridgewater, Paquito d'Rivera,  entre muitos outros. O Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo é João Maurício Galindo e Fábio Prado é seu regente adjunto. Desde janeiro de 2012, a Jazz Sinfônica é administrada pela Organização Social de Cultura Instituto Pensarte.

Serviço

06 de junho, quarta, às 21h, no Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo, 05424-150
Fone: 3095-9400
Entrada: R$ 16,00, R$ 8,00 e R$ 4,00 (meia entrada para estudantes e
terceira idade)
Venda: Em qualquer unidade da Rede SESC