sexta-feira, 10 de agosto de 2012

THIAGO BERTOLDI EM RECITAL DE PIANO COM OBRAS DE BEETHOVEN, SCHUMANN E DEBUSSY



O jovem paulistano Thiago Bertoldi, um dos mais destacados e promissores pianistas de sua geração, volta a apresenta-se na cidade.

        Bertoldi se apresenta em recital no auditório do MASP na próxima terça-feira, 14 de Agosto. No programa, peças de grande relevância no repertório pianístico: a Sonata Waldstein, de Beethoven, a Fantasia Op. 17 de Schumann e a suíte Pour le piano, de Debussy.
        Hoje aos 26 anos, Thiago Bertoldi dedica-se à música desde 1994. Estudou piano no Conservatório Villa-Lobos, na cidade de Garça, SP. Em 2000 ingressou no Conservatório Sousa Lima, onde estudou música de câmara por quatro anos sob a orientação de Ana Maria Vieira de Mello. De 2004 a 2008 teve aulas de aperfeiçoamento com a professora Nilze Kruse, que foi aluna do legendário pianista e professor vienense Bruno Seidlhoffer (1905-1982). Em 2008 recebeu o Prêmio Eleazar de Carvalho, na categoria pianista, do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. No ano seguinte, foi para Budapeste, Hungria, para estudar na Liszt Ferenc Zeneakadémia, sob a orientação do professor Gábor Eckhardt. Durante os quatro anos em que esteve em Budapeste apresentou-se com frequência como solista e camerista nas prestigiadas salas de concerto da Academia Liszt e do Conservatório Béla Bartók, bem como participou de vários programas educativos, veiculados pela TV Duna para a Hungria e para a Comunidade Europeia.
        O pianista formou-se com notas máximas em Junho de 2012, e acaba de retornar para o Brasil.


O programa
Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sonata N° 21 em dó maior Op. 53 "Waldstein"
Allegro con brio // Adagio molto // Allegretto moderato - Prestissimo
Conhecida como "Waldstein", esta é uma das grandes sonatas para piano de Beethoven. Concluída em 1804, a obra é tecnicamente desafiadora e fundamental na carreira do compositor naquele período. O "apelido" da Sonata Nº 21 vem da dedicatória de Beethoven ao conde Ferdinand Ernst von Waldstein Gabriel de Viena, seu patrono e amigo.
Robert Schumann (1810-1856) - Fantasia Op. 17 em Dó Maior
Escrita entre 1836 e 1838, a obra foi publicado como uma "fantasia" devido à sua sequência não convencional de movimentos. Uma curiosidade é que na época o compositor estava proibido de ter contato com Clara Wieck, e a música era a única maneira que os dois tinham para se comunicar. E na obra fica evidente o amor de Schumann por Clara. Ele próprio escreveria depois: "o primeiro movimento é talvez o mais apaixonado de todos que eu já escrevi, expressa um profundo desejo por você".
Claude Debussy (1862-1918) - Pour le Piano
Prélude // Sarabande // Toccata
Debussy foi um dos fundadores do movimento impressionista na música, e sempre se destacou por um estilo de composição bastante original. "Pour le piano", publicada em 1901, é uma das primeira de suas obras pianísticas da maturidade, marcada pela grande complexidade harmônica. Uma suíte em três partes, tem no Prelúdio e na Toccata peças virtuosísticas com elementos de música de gamelão javanesa. Já a Sarabanda é lírica e suave.

S E R V I Ç O
Série MÚSICA NO MASP

Sempre às terça-feiras, 12:30 horas

14 de Agosto
THIAGO BERTOLDI piano

Onde: MASP (grande auditório, 374 lugares)
Av. Paulista 1578, Bela Vista, tels. 3266-3645 e 3266-3569
Quanto: ENTRADA FRANCA
Retirada de ingressos na bilheteria do museu
Duração: ~60 min

Indicação etária: Livre para todos os públicos

Encontram-se abertas as inscrições para o Processo Seletivo para ingresso de professores Emesp Tom Jobim



Encontram-se abertas, até às 18h do dia 16 de agosto de 2012, as inscrições para o Processo Seletivo para ingresso de professores na Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim, gerida pela Santa Marcelina Cultura, para as seguintes áreas:

1) Acordeão;
2) Canto Barroco;
3) Eufônio;
4) Harmonia Popular;
5) Piano Popular;
6) Violino;
7) Violoncelo;
Informações:

ARTE ELECTRONICA



 Quem são Lenny & Meriel? Pouco se sabe deles a não ser que falam inglês, gostam ou trabalham com electrónica e têm muito tempo livre. É certamente nesse tempo livre que se dedicam a ligar componentes electrónicos de forma invulgar: díodos, resistências, transístores, leds, pilhas, fio eléctrico, solda, etc. O produto deste seu trabalho não é nenhum equipamento funcional. São micro-esculturas em cenas quotidianas e caricatas plenas de humor e ironia que os autores fotografam cuidadosamente.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Grupo Corpo



Temporada de Dança

Programa:
Rodrigo Perderneiras, José Miguel Wisnik
Teatro Alpha
Rua Bento Brando de Andrade Filho, 772
Tel.: 559-4000 – Santo Amaro - SP

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo



Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo

Antoni Wilt – regente
Jan Lisiecki – piano

Programa:
Góreki, Chopin, Szymanowski.
Serviço
10.08 – Sexta-feira – 21h00
Praça Júlio Prestes s/n
R$ 26,00 à 149,00
São Paulo - SP

Balé e Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro



Balé e Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro

Serviço
10.08 – Sexta-feira – 20h00
Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Marechal Floriano, s/n
2332 9191 – Rio de Janeiro - RJ

Ensemble Música Nova – França


Ensemble Música Nova
Art Invest – Concertos Internacionais

Luclen Kandel – Direção e contratenor
Programa: Machut, Okegehen e Desprez.

Serviço:
10.08 – Sexta-feira – 18H30
Conservatório Brasileiro de Música – Filial Tijuca
Rua Padre Elias Goreyeb, 15 – 18º andar
tel.; 2238-3858 - Rio de Janeiro – RJ

Simpósio discute patrimônio musical


                              
A terceira edição do Simpósio Internacional de Musicologia acontece de 13 a 16 de agosto na Sala da Congregação da Escola de Música.
Iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Música (PPGM), o III Simpósio Internacional de Musicologia será realizado de 13 a 16 de agosto e, este ano, discutirá o tema "Patrimônio Musical na Atualidade: Tradição, Memória, Discurso e Poder". Na pauta, um leque amplo de assuntos: os conceitos tradicionais de patrimônio musical (material e imaterial), os acervos e seus diferentes suportes, as políticas públicas e as iniciativas privadas nas áreas da arquivologia e da biblioteconomia, o acesso democrático a esses bens, o impacto das novas tecnologias e o papel dos pesquisadores na produção de conhecimentos, que, ao mesmo tempo, afirmam e enriquecem a herança cultural legada.
O simpósio ocorre simultaneamente à série de concertos comemorativos aos 164 anos de fundação da Escola de Música – “ela própria detentora de um dos mais ricos acervos de nosso país”, como diz com orgulho André Cardoso, diretor da instituição e um dos pesquisadores participantes.

Lembrando que “a música é a manifestação cultural que talvez melhor caracterize a diversidade do povo brasileiro”, Cardoso espera que o encontro ajude a “colocar o patrimônio musical no centro do debate entre musicólogos, etnomusicólogos, bibliotecários, arquivistas e administradores culturais”.

Para isso o evento congregará não só musicólogos, mas também dirigentes de instituições culturais e especialistas de áreas afins. A conferência inaugural está a cargo de Régis Druprat, docente da Universidade de São Paulo e um dos responsáveis pela renovação do campo entre nós. Como nos outros anos, participarão grandes especialistas do exterior. Estão confirmadas as presenças dos conferencistas Robin Moore, da Universidade do Texas, Austin, EUA; de Madeleine Leclair, do Musée du quai Branly, de Paris, vice-presidente da Sociedade Francesa de Etnomusicologia; e de Rui Vieira Nery, das Universidades Nova de Lisboa e de Évora, e da Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal.

Destacando que as edições do simpósio fazem parte do esforço para estabelecer “maior equilíbrio entre a produção artística e científica da Escola de Música”, Maria Alice Volpe (UFRJ), presidente da comissão cientifica, chama atenção para diálogo proporcionado entre especialistas brasileiros e estrangeiros. Um esforço, segundo ela, que busca “inserir a contribuição brasileira no cenário da musicologia internacional”.

A comissão organizadora do simpósio é formada por Marcos Nogueira (UFRJ), presidente, André Cardoso (UFRJ), Maria Alice Volpe (UFRJ), João Vidal (UFRJ), Pedro Bittencourt (UFRJ) e Ana Paula da Matta Machado Avvad (UFRJ). Já a comissão científica, além de Volpe, reúne Marcos Nogueira (UFRJ), Régis Duprat (Universidade de São Paulo), Ilza Nogueira (Universidade Federal da Paraíba), Diósnio Machado Neto (Universidade de São Paulo-Ribeirão Preto), Mary Angela Biason (Museu da Inconfidência, Ouro Preto) e Robin Moore (Universidade do Texas, Austin, EUA).

O livro "Patrimônio Musical na Atualidade" e os "Anais do Simpósio", com a versão integral dos trabalhos, serão publicados em formato impresso e eletrônico, disponibilizados gratuitamente no site da Escola e distribuídos para bibliotecas, instituições de pesquisa e culturais, e programas de pós-graduação.

Orquestra Petrobras Sinfônica cria TV que mostra os bastidores do mundo clássico



O mundo de uma orquestra sinfônica é repleto de segredos e curiosidades que, normalmente, só conhece quem trabalha nele. Para desmistificar este universo, a Orquestra Petrobras Sinfônica criou a TV web OPES, que mostrará uma série de minidocumentários que serão exibidos em seu canal no YouTube. O primeiro dos sete episódios traz o maestro Isaac Karabtchevsky explicando as funções e desafios de um regente. Os vídeos vão ao ar sempre na última sexta-feira do mês. Na próxima edição o violinista Felipe Prazeres vai explicar a função de um ‘spalla’ da orquestra.

Computador-compositor' lança CD em setembro


A Orquestra Sinfônica de Londres irá interpretar, no próximo mês de setembro, uma peça musical intitulada "Transits - Into An Abyss", totalmente composta por um programa informático.

Desenvolvido na Universidade de Málaga, o Íamus foi buscar o nome à personagem da mitologia grega que conseguia perceber a linguagem dos pássaros.

Ontem, para comemorar o centésimo aniversário do nascimento de Alan Turing, um dos pais do computador, esta universidade do Sul de Espanha organizou um recital onde foram tocadas várias peças compostas pelo Íamus. (ver link no final do texto)

Francisco Vico, um dos seus criadores, explica que Íamus compõe através de um processo de mutação dos sons e das melodias. "À medida que a evolução decorre, as mutações alteram o conteúdo e a dimensão do material genético (musical) primordial, resultando na criação de peças mais elaboradas", explica o investigador.

A única intervenção humana decorre, a priori, através da definição dos instrumentos que deverão ser usados e duração máxima para a peça a compor.

Primeiro CD em setembro

Segundo o crítico de música clássica do "The Guardian", Philip Ball, quem admira, por exemplo, os húngaros Béla Bartók (1881-1945) e György Liget (1923-2006) também deverá apreciar as peças compostas por Íamus.

Para Philip Ball, "Transits - Into An Abyss" "deverá ser a primeira obra composta por um computador suficientemente boa para ser interpretada por instrumentistas de excelência".

O concerto da Orquestra Sinfónica de Londres deverá acontecer em setembro, por ocasião do lançamento do primeiro CD de Íamus.

Folha Sinfônica
Folj

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola



O Instituto Moreira Salles de São Paulo apresenta a exposição Luz, cedro e pedra – Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola, com 81 imagens feitas pelo fotógrafo argentino em 1945, nas cidades mineiras de Congonhas do Campo, Sabará e Ouro Preto. A mostra tem curadoria de Luciano Migliaccio, professor do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da FAU/USP.

Horacio Coppola (1906-2012) é figura central da fotografia latino-americana do século xx. Sua vocação artística manifestou-se já no final da década de 1920, quando presidiu o primeiro cineclube argentino. Em 1930, pu­blicou duas fotografias na primeira edição do Evaristo Carriego de Jorge Luis Borges, e, em 1931, estampou um ensaio fotográfico na revista Sur. Nesses mesmos anos, fez a primeira de suas viagens de formação, rumo à Europa, de onde retornou com sua primeira câmera Leica. Coppola complementa­ria seus estudos de fotografia com duas outras viagens: em 1932-1933, à Alemanha, quando frequentou os cursos de Walter Peterhans na Bauhaus e colaborou com as fotó­grafas Ellen Auerbach e Grete Stern; e, em 1934-1935, a Paris e a Londres, onde se casou com Stern.

Foi nos anos de formação que surgiu o gosto pela escultura pré-moderna e mesmo arcaica. Esse espírito de redescoberta certamente motivou mais uma de suas viagens, desta feita a Minas Gerais, em 1945, em busca da obra de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814), compreendido por Coppola como artista integral, isto é, arquiteto, escultor e “ornamentista sacro”. As referências que podem ter levado Coppola ao artista mineiro naquela época vão de artigos dos poetas Jules Supervielle e Ramón Gómez de la Serna, respectivamente em 1931 e 1944, ao livro do brasileiro Newton Freitas, El Aleijadinho, publicado tam­bém em 1944 na Argentina.

Para o curador Luciano Migliaccio, fotografar esculturas é uma questão de pontos de vista, sobretudo quando se trata das esculturas de Aleijadinho, que sempre foram parte de um grandioso teatro religioso. “Coppola compreendeu muito bem o caráter decorativo intrínseco à poética do escultor brasileiro”, explica.

Horacio Coppola voltou para Buenos Aires com um rico acervo de ima­gens que, dez anos mais tarde, expôs nos salões da asso­ciação Amigos del Libro e publicou no livro Esculturas de Antonio Francisco Lisboa O Aleijadinho (Buenos Aires: Ediciones de La Llanura, 1955). Em 2007, mesmo ano em que inaugurou a exposição Horacio Coppola — Visões de Buenos Aires, o Instituto Moreira Salles incorporou a suas coleções 150 dessas imagens.
Luz, cedro e pedra – Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola
Exposição: de 18 de julho a 11 de novembro 2012
De terça a sexta, das 13h às 19h Sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h
Entrada franca
Classificação livre

Instituto Moreira Salles – São Paulo
Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis
Tel.: (11) 3825-2560

Álbum de Retrato



Um pouco de história
Há séculos pesquisadores e curiosos estudavam como capturar imagens. Mas só em 1839 se apresentou oficialmente o daguerreótipo, aparelho que conseguia fixá-las em placas de cobre cobertas com sais de prata.
O descobridor foi o francês Louis-Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), ex-companheiro de trabalho do também francês Joseph Nicéphore Niepce (1765-1833), responsável em 1826 pela primeira fixação de imagem.
Em 1840, a novidade chegava ao Brasil. Foi por meio do abade Louis Compte, passageiro da corveta belgo-francesa L’Orientale, que aportou de passagem no Rio vindo de Paris. Aqui, o religioso fez três demonstrações do funcionamento do processo – as primeiras na América Latina – e apresentou o daguerreótipo ao imperador dom Pedro II, que logo encomendou um aparelho e se tornou grande entusiasta da fotografia. Além de exercitar o ofício e posar várias vezes com a família real, o monarca também agraciou fotógrafos com títulos e honrarias.
Na mesma época, Antoine Hercule Romuald (1804-1879), mais conhecido como Hércules Florence, desenvolvia experimentos com nitratos de prata e câmara escura no Brasil.
De lá pra cá, um batalhão de gente trabalhou para simplificar o método e oferecer imagens de mais e mais qualidade com menos esforço e necessidade de conhecimento para o usuário.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Música e Memória nos 164 anos da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro


                              
A tradicional semana de concertos comemorativos está repleta de novidades este ano. Entre elas uma missa de José Maurício Nunes Garcia que há mais de um século não é executada.

Clássica e romântica, sacra e profana, erudita e popular, cosmopolita ou nacionalista, a produção musical brasileira compreendida entre o final do século XVIII e a primeira metade do XX é tema dos cincos concertos que comemoram o 164º aniversário de fundação da Escola de Música (EM). De 13 a 17 de agosto, a série oferece uma oportunidade impar para o público apreciar um painel, ao mesmo tempo abrangente e diversificado, de momentos fundamentais dessa trajetória cultural que, “tendo início no outono do período colonial, atravessa o Império, a República Velha e a Era Vargas para, finalmente, alcançar ao que concebemos hoje como o Brasil moderno”, como lembra João Vidal, diretor adjunto do setor artístico e um dos organizadores do evento.
Um enorme patrimônio musical forjado, faz questão de acrescentar, em condições sociais e políticas “cambiantes”, mas que marca as falas com que pensamos nosso passado e as formas como construímos nossas identidades como povo e nação.
Os concertos, que ocorrem no Salão Leopoldo Miguez, sempre às 19h, têm entrada franca e coincidem com a realização do III Simpósio de Musicologia (leia matéria) promovido pelo Programa de Pós-graduação em Música da UFRJ (PPGM). Os intérpretes serão alunos, técnicos e professores da Escola, além de convidados. Entre estes, a Orquestra Acadêmica da Unesp, o soprano Juliana Franco, o tenor André Vidal e o coral da Associação de Canto Coral.

Fundada em 13 de agosto de 1848, com o nome de Conservatório de Imperial, a EM é a mais antiga instituição dedica ao ensino de música do país, uma atividade até então restrita a cursos e professores particulares.  Tornou-se Instituto Nacional de Musica em 1890 e foi, durante o Estado Novo, incorporada a então Universidade do Brasil, como Escola Nacional de Música.  A atual designação remonta a 1965, quando a universidade passeou a se chamar UFRJ. Em 1980, mais um pioneirismo, implantou o primeiro curso de pós-graduação em música do país.

Missa a Quatro

No concerto de abertura das comemorações, a Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) apresenta um repertório muito especial que inclui a Abertura em ré maior, de Castro Lobo, cujo manuscrito se encontra no Museu da Inconfidência em Ouro Preto; a Ave Regina Caelorum, de Lobo Mesquita, reconstrução de Sérgio Magnani a partir de originais que estão no Museu da Música de Mariana; O Vere Christe, da Coleção Curt Lange do Museu da Inconfidência em Ouro Preto; e O Salutaris Hostia, de Marcos Portugal – obra programada para homenagear os 250 anos de nascimento do compositor luso-brasileiro.

Mas o destaque do programa é mesmo a Missa a Quatro Vozes, CPM 11, de José Maurício Nunes Garcia, que a musicóloga Cleofe Person de Mattos, maior estudiosa da obra do padre compositor, sugere ter sido criada entre 1808 e 1809. O manuscrito se encontra na Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN) da Escola de Música e faz parte da parte da Coleção Bento das Mercês, antigo músico da Capela Imperial. Comprado pelo governo federal no final do séc. XIX à sua sobrinha e herdeira, Gabriela Alves de Sousa, o acervo foi doado ao então Instituto Nacional de Música.

“Leve, graciosa, com introduções longas e discreta tendência ao virtuosismo, nos solos”, segundo Person de Mattos, que identificou ainda “acentos seresteiros” em alguns dos seus solos de flauta, a missa ganhou edição de Ernani Aguiar, que a regerá depois do silêncio de mais de um século.

− Obra praticamente inédita. Será a sua primeira audição integral desde o século XIX, afirma com entusiasmo André Cardoso, diretor da Escola e maestro que divide com Aguiar o comando da OSUFRJ.

O baixo instrumental foi reconstruído pelo compositor e instrumentista da OSUFRJ Sérgio Di Sabbato. Os solistas serão os sopranos Juliana Franco e Michele Menezes, além do tenor André Vidal. A apresentação reunirá o Coro da Associação de Canto Coral, instituição fundada por Pearson de Mattos que completa 70 anos, e o Coral da Escola de Música, ambos dirigidos pela maestrina Valéria Matos, docente da EM.

Mais novidades

Os outros concertos da semana também estão cheios de atrações. No dia 14, terça-feira, o Trio UFRJ apresenta obras que marcam, como aponta Vidal, um momento “crítico” na música brasileira. O da “transição entre o Romantismo tardio de feições europeias do fin-de-siècle e as manifestações mais modernas de cunho nacionalista dos anos de 1920”, esclarece. No programa, peças de Henrique Oswald, Francisco Braga e Francisco Mignone, sequência de autores que assinalam essa trajetória.

No dia 15 o destaque é um aspecto muito próprio da cultura brasileira: o entrelaçamento entre a música das ruas e a dos salões provocado pela chegada, em março de 1808, da Família Real ao Rio — o que redefine o panorama artístico da cidade. De uma forma como jamais concebível no continente europeu, a cultura erudita da aristocracia interagiu com as práticas musicais populares e produziu gerações de modinheiros, seresteiros, chorões e pianeiros.

Uma trajetória que vai desde Joaquim Manuel da Câmara, primeiro autor popular a ter um tema aproveitado em uma peça de concerto, até Pixinguinha, momento em que a nascente indústria fonográfica passa a impactar a criação popular. Entre eles, compositores como Carlos Gomes, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos, João Pernambuco e Patapio Silva, entre outros.

Encerra a semana dois recitais dedicados a formações musicais específicas. No dia 16, o Art Metal Quinteto apresenta a produção brasileira para metais e, no dia seguinte, a Orquestra Acadêmica da Unesp, sob a batuta de Lutero Rodrigues, executa obras de compositores do nosso romantismo que na virada do século XIX para o XX, acompanhando tendências europeias, redescobriram a orquestra de sopros. Entre eles, Alexandre Levy, Leopoldo Miguez, Alberto Nepomuceno, Francisco Braga e Henrique Oswald.

Saraus mudam dinâmica da periferia



De acordo com Binho, organizador de um dos eventos culturais mais conhecido dentro e fora das favelas – fechado recentemente por não ter conseguido alvará de funcionamento junto à prefeitura -, o número de encontros deste gênero em atividade deve estar entre 50 e 80.

Ele conta que tudo começou por volta de 1995, quando vários moradores reuniam-se em seu bar para a Noite da Vela. Quando, entre uma trica de disco e outra, as pessoas começaram a pedir para recitar poemas, eles entenderam que deviam abrir espaço para a poesia, e assim foi surgindo o ”Sarau do Binho”.

No sarau, nasceram ainda atividades como a “postesia” – que consiste em escrever poesias em placas de campanhas eleitorais pintadas e devolvê-las, com os versos, aos postes – e foram organizadas a instalação de uma biblioteca comunitária no bairro e ações da bicicloteca, que distribui livros em casas e pontos de ônibus.

Para tentar angariar recursos para sanar as dívidas, reabrir o espaço e retomar as atividades promovidas pelo Sarau – que incluem a Biblioteca Comunitária, Bicicloteca, a circulação semanal em espaços culturais alternativos da cidade e o lançamento de uma antologia dos poetas que se apresentam por lá -, o organizador e os apoiadores da iniciativa lançaram projeto no site de crowdfunding Catarse.

Sobre os mecanismos oficiais de incentivo à cultura, ele afirma: “não chega quase nada aqui, então a periferia foi buscando uma brecha nesse sistema”. Para ele, além da falta de interesse dos empresários em investir em projetos culturais nas periferias, há ainda o problema do acesso aos códigos utilizados ao se propor um projeto para aprovação.

“Não tem lei de incentivo, Lei Rouanet; para a periferia não chega quase nada disso. Talvez com a ascensão do que chamam de classe C – não sei que classe é essa –, vá chegar alguma coisa, mas é difícil porque você tem que conhecer os meios. Se você não tem aqueles códigos para decifrar os editais, não tem CNPJ, não tem aquelas condições, então essa lei, para a gente, não beneficia nada”, declara.
Para ler a íntegra da matéria:
http://www.blogacesso.com.br/?p=5264

FEST RIO VOCAL, em setembro!



Entre no site www.rioacappella.com.br e veja toda a programação do festival:
V Fórum RioAcappella, oficinas gratuitas, maratona vocal, horários de shows e concertos.
Não deixe de participar desse encontro único de música vocal. Faça a sua inscrição no site www.festriovocal.com.br. As vagas são limitadas.

Produção RioAcappella Informações: vocal@rioacappella.com.br

MinC e governo do RS assinam acordo para construção do Teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre



Repasse de recursos financeiros garante construção do Teatro da OSPA
Porto Alegre – O ministro interino da Cultura, Vitor Ortiz, e o governador do Rio Grande Sul, Tarso Genro, assinaram convênio de repasses de recursos para a construção do Teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA).

Na cerimônia realizada no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, Vitor Ortiz disse que era “uma satisfação poder concretizar mais uma etapa nesta obra de grande envergadura, onde vários agentes lutaram para a sua concretização”.

Segundo Ortiz, o projeto estará concluído até 2014. “Certamente o empresariado gaúcho vai fazer sua parte de investimentos para finalizar as obras”, ressaltou. Ele também destacou o empenho do poder público para tornar o projeto realidade.

Vitor Ortiz enfatizou que a prioridade do Ministério da Cultura (MinC) é a qualificação de todos os programas iniciados no Governo Lula.

Como exemplo, citou investimentos do ministério no Rio Grande do Sul, como o projeto do Criativa Birô, a rede de Pontos de Cultura e a modernização das bibliotecas do Estado.

O ministro também sugeriu ao governo gaúcho que fossem realizadas novas parcerias, em especial nas Ruínas de São Miguel das Missões, tombadas pela Unesco como patrimônio da humanidade.

O governador disse que a assinatura do convênio compõe a agenda política do governo. “Nossa agenda é bem clara, é um modelo que tem conexão com a economia global e com a participação cidadã”, afirmou.

Genro destacou o papel da cultura em seu projeto de governo. “A cultura é integrante de uma visão de desenvolvimento, de um modo de vida e de afirmação de um novo patamar civilizatório e democrático para o nosso estado”, disse.

Antiga aspiração gaúcha

O secretário de Cultura do Rio Grande do Sul, Assis Brasil, disse que a Sala Sinfônica era uma grande aspiração do fundador da orquestra, maestro Pablo Komlós, que agora começa a se tornar realidade.

“O momento é de grande importância, pois significa o início da realização de um desejo de mais de meio século da comunidade musical e cultural do Rio Grande do Sul”, salientou.

O diretor artístico da OSPA, maestro Thiago Flores, afirmou que o momento era muito esperado pela orquestra, que agora “poderá pensar em uma agenda para dois anos ou três anos à frente”.

A cerimônia encerrou com a apresentação do Quarteto de Cordas da OSPA.

O convênio

O convênio permite a liberação de R$ 20 milhões pelo Ministério da Cultura para a construção da sede da OSPA, sendo que os outros R$ 5 milhões são a contrapartida do governo do Estado.

No total, o orçamento da obra chega a R$ 46 milhões. O projeto foi concebido por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e contou com esforços das empresas patrocinadoras.

Concluída, contará com Museu da Música, salas de concerto e ensaios, escola de música, além da sede administrativa da orquestra.

A OSPA

A OSPA é um complexo musical-educativo que trabalha pela disseminação da música erudita e formação de plateias. Em 2006, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.

Fundação autárquica mantida e administrada pelo governo gaúcho, desde 1965, a OSPA foi criada em 1950 por meio da colaboração de sócios e da comunidade.

Andamento da obra

Concluída a primeira etapa, foi lançado em 22 de junho edital de licitação para contratar empresa especializada em engenharia para execução da segunda fase da obra.

A entrega dos documentos e das propostas de preços das empresas interessadas será no dia 27 de julho, sexta-feira, às 14h, na sede da FOSPA (Rua 24 de Outubro, nº 850, conjunto 305 – Porto Alegre-RS).

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Hoje no Teatro Municipal do Rio de Janeiro

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Penderecki dirige a Filarmônica de Minas



07 de agosto TER - 20h30
Palácio das Artes

Penderecki, um dos maiores nomes da música do século XX, dirige duas obras de períodos distintos de sua longa carreira profissional. O concerto traz ainda solo do violista Roberto Díaz, considerado um dos grandes intérpretes do seu instrumento.
Krzysztof Penderecki, regente convidado
Roberto Díaz, viola

BEETHOVEN       Abertura Coriolano, op. 62
PENDERECKI      Concerto para viola e orquestra
PENDERECKI      Polymorphia
MENDELSSOHN                Sinfonia nº 3 em lá menor, op. 56, “Escocesa”
Ingressos: R$ 54,00 (Plateia I), R$ 37,00 (Plateia II) e R$ 25,00 (Plateia superior).
Meia-entrada para estudantes e maiores de 60 anos, mediante comprovação.
Ingressos à venda na bilheteria do Palácio das Artes, de segunda a sábado, das 10h às 21h, ou pela internet. Informações: (31) 3236-7400.

NO PALCO DO MASP, AS EXCELÊNCIAS DO VIOLEIRO FERNANDO CASELATO E DO QUARTETO TAU DE VIOLÕES



A série Música no MASP tem na próxima terça-feira, 7 de Agosto, música instrumental brasileira da mais alta qualidade. No palco estarão o Quarteto TAU de violões e o violeiro Fernando Caselato, no espetáculo "Cordas Brasileiras". Como sempre, o evento começa às 12h30 e tem entrada franca.

O Quarteto TAU, festejado grupo brasileiro de violões, e Fernando Caselato, músico que toca como poucos a viola brasileira, estarão juntos no palco do auditório do MASP para um recital que marca o lançamento do recém-lançado CD "Cordas Brasileiras".
        O CD, produzido pelo violonista Paulo Bellinati, tem características inéditas − pela primeira vez unem-se o som da viola brasileira e o som de um quarteto de violões.
        No disco, e também no espetáculo, o violeiro Caselato e os violonistas Breno Chaves, José Henrique de Campos, Fábio Bartoloni e Daniel Murray apresentam um repertório único e abrangente, traçando um panorama da música brasileira − da música de raiz ao clássico.
        O repertório inclui clássicos de nomes de referências como Ernesto Nazareth e Garoto, peças inéditas encomendadas a Chico Saraiva, Weber Lopes, Carmo Bartoloni e Emiliano Castro e ainda composições de músicos consagrados como Paulo Bellinati e Weber Lopes.
        O trabalho registrado em "Cordas Brasileiras" ganha uma dimensão especial quando se lêem os textos especialmente escritos para o encarte por ninguém menos que Egberto Gismonti:
A execução de músicas que já façam parte da memória dos brasileiros é quase sempre uma vereda arriscada. Neste caso [Odeon, de Nazareth], o arranjo e a execução espontânea com qualidade e malemolência (que mostram a elegância e a esperteza do grupo) revelam a qualidade desse quinteto. (...) Além das músicas e das belas interpretações e arranjos, este grupo apresenta um CD que confirma o que eu mais gosto: alegria com "cara e jeito" de música muito bem tocada sem nenhuma formalidade na escrita.
O programa do espetáculo
Fernando Caselato (1977- )
Novos Rumos
Guizo
Aníbal Augusto Sardinha "Garoto" (1915-1955) - Debussyana
Ernesto Nazareth (1863-1934) - Odeon
Carmo Bartoloni (1956- ) - Seresta
Emiliano Castro (1977- ) - Chegando em Casa
Chico Saraiva (1973- ) - Melodia para Incertezas
Fernando Caselato (1977- )
Chão Vermelho (viola solo)
Serelepe
Daniel Murray (1981- ) - Estância
Weber Lopes (1963- ) - Lá em Olinda
Paulo Bellinati (1950- )
Jongo
Baião de Gude
Música de câmara para violões − Formado em 2003, com o propósito de ampliar o repertório de música de câmara para violões, o Quarteto Tau vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa e formação de repertório com transcrições e peças escritas para o grupo. Lançou em 2007 o CD "Brasileiro", inteiramente dedicado a música brasileira.
        Formado por Breno Chaves, José Henrique de Campos, Fábio Bartoloni e Daniel Murray – todos eles bacharéis em violão –, o Quarteto TAU tem repertório diversificado e versátil e transpõe a formalidade das apresentações eruditas, sem perder o virtuosismo, levando para as cordas música de todos os estilos.

Matizes brasileiros − O violeiro Fernando Caselato, músico formado pela Universidade Federal de São Carlos, segue, como solista, a linha do improviso com matizes brasileiros.
        Tem intensa participação em encontros e eventos dedicados à viola brasileira, realiza shows e oficinas, participa em gravações como instrumentista e arranjador e é também atuante como compositor.
        Caselato tem dois CDs solo: “Pé de Viola”, de 2005, e "Solo das Cores", de 2012.

CCBB apresenta obras-primas da coleção do Museu d'Orsay



Exposição criada para o Brasil reúne 85 pinturas e traz, entre outros, telas de Van Gogh e Renoir

No século 19, Paris não tinha apenas uma "luz maravilhosa", mas uma "vida frenética" propícia para atrair artistas de todos os tipos. A cidade e sua sociedade tornaram-se tema de pinturas. "Ruas e pontes animados por um movimento incessante, jardins públicos, vibrantes mercados cobertos e a céu aberto, retraçados sob o céu cinza, bem como grandes lojas e vitrines, iluminadas a gás ou eletricidade, estações de trem, cafés, teatros e circos, corridas, sem falar dos bailes e noitadas mundanas", diz a curadora-chefe do Museu d'Orsay de Paris, Caroline Mathieu, revelando o espírito de um momento no qual os pintores também avançaram para os arredores de Paris, levados pelo ensejo de pintar outras luzes.

É com esse resumo rápido que a curadora define o percurso da mostra Impresionismo: Paris e a Modernidade - Obras-Primas do Acervo do Museu d'Orsay, que será inaugurada amanhã no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo. Uma das principais exposições do ano, reúne 85 pinturas pertencentes à coleção de um dos mais importantes museus franceses, repleto, em seu acervo histórico, de obras criadas na passagem entre os séculos 19 e 20 por artistas como Edouard Manet, Claude Monet, Paul Gauguin, Van Gogh, Paul Cézanne, Edgar Degas e Auguste Renoir.

Orçada em R$ 10,9 milhões (incluindo o seguro das telas), Impressionismo: Paris e a Modernidade traz uma seleção de obras do d'Orsay feita especialmente para o Brasil, parte de um projeto de internacionalização da instituição. "Todos os movimentos do século 19 estão aqui", diz Caroline, que trabalha no museu desde 1980. O Tocador de Pífaro (1866), de Manet, é uma das obras icônicas do acervo, assim como A Estação Saint-Lazare (1877), de Monet, e O Salão de Dança em Arles (1888), de Van Gogh, destaca a curadora sobre as telas da exposição que, depois de São Paulo, vai ser exibida no CCBB do Rio - de 22 de outubro a 13 de janeiro de 2013 -, seguindo ainda para Fundação Mapfre de Madri, também organizadora da mostra.No domingo, às 13 h, o CCBB promove palestra com a curadora, Caroline Mathieu, com o presidente do d'Orsay, Guy Cogeval, e com o diretor da Fundação Mapfre, Pablo Jiménez Burillo.
Como conta Marcos Mantoan, diretor do CCBB de São Paulo, a exposição vem sendo preparada desde novembro do ano passado. Espera-se que seja vista por 600 mil pessoas - e, para tanto, a instituição vai estender seu período de funcionamento (a partir de setembro, o prédio ficará aberto até as 23 horas). Mais ainda, o CCBB transformou seu quarto andar, antes destinado a escritórios administrativos, em espaço expositivo generoso. As telas do d'Orsay, assim, ocupam o edifício desde seu subsolo.

A mostra tem um trajeto simples. A seleção de obras do museu foi realizada através de segmentos temáticos abrangentes - afinal, o principal é ter a oportunidade de topar, a cada sala, com tesouros da história da pintura, criados numa variedade de estilos.

Em A Vida Parisiense e Seus Atores estão autorretratos e retratos de pintores - como os de Gustave Courbet, autor de período que antecede o Impressionismo, momento também muito presente na exposição, e de Paul Cézanne, que se autorretratou com fundo rosa. O segmento ainda exibe telas que apresentam membros da burguesia (austeras ou elegantes, descreve Caroline) e personagens da vida cotidiana parisiense do século 19 - destaque para o conjunto de pinturas de Renoir e o vermelho intenso de Retrato de Fernand Halphen (1880).

Já Paris: A Cidade Moderna concentra paisagens da capital francesa - sem faltar a menção a ícones como Notre-Dame e o rio Sena - e Fugir da Cidade traz as criações que revelam a busca dos artistas por novos arredores - Monet pinta Argenteuil; Gauguin, a Bretanha (antes de partir para sua aventura ao Tahiti). Interiores, como na diminuta pintura de Edouard Vuillard, ou naturezas-mortas também poderiam ser citadas para exemplificar a importância da mostra.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Neste domingo "O Messias" de Händel na Catedral Evangélica de São Paulo


O III Simpósio Internacional de Musicologia será realizado de 13 a 16 de agosto na Escola de Música do RJ.



Marcado para agosto, o evento é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Música (PPGM) e discutirá o tema “Patrimônio Musical na Atualidade: Tradição, Memória, Discurso e Poder”.
O texto deve ser inédito, enfocar questões relacionadas ao assunto do simpósio e apresentado em português, inglês ou espanhol.
O encontro propõe uma reconceituação das noções de “patrimônio cultural” e “patrimônio musical”, bem como “uma ampliação e aprofundamento das questões teóricas e metodológicas da pesquisa musical, buscando maior inserção nas políticas públicas e ações comunitárias relativas aos bens culturais e as formas de saber, fazer e criar atinentes à música”.
Como nas edições anteriores, O III Simpósio reunirá especialistas do Brasil, Europa e Estados Unidos. Estão previstas também as participações de compositores, músicos e dirigentes de instituições culturais e especialistas de áreas afins com objetivo de propiciar um debate interdisciplinar e amplo. Estão confirmadas as presenças dos conferencistas Robin Moore, da Universidade do Texas, Austin, EUA; de Madeleine Leclair, do Musée du quai Branly, de Paris, vice-presidente da Sociedade Francesa de Etnomusicologia; e de Rui Vieira Nery, das Universidades Nova de Lisboa e de Évora, e da Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal.
A comissão científica do encontro inclui os seguintes pesquisadores: Maria Alice Volpe (UFRJ), presidente, Marcos Nogueira (UFRJ), Régis Duprat (USP), Ilza Nogueira (UFPB), Diósnio Machado Neto (USP-Ribeirão Preto), Mary Angela Biason (Museu da Inconfidência, Ouro Preto) e Robin Moore (Universidade do Texas, Austin, EUA). Já a comissão organizadora está composta por Marcos Nogueira (UFRJ), presidente, André Cardoso (UFRJ), Maria Alice Volpe (UFRJ), João Vidal (UFRJ), Pedro Bittencourt (UFRJ), Ana Paula da Matta Machado Avvad (UFRJ).
As normas de apresentação das contribuições podem ser consultadas aqui e maiores esclarecimentos obtidos através do e-mail volpe@musica.ufrj.br, da presidência do evento.

FILARMÔNICA DE PASÁRGADA APRESENTA



FILARMÔNICA DE PASÁRGADA APRESENTA
SEU PRIMEIRO ÁLBUM HÁBITO DA FORÇA
EM SHOW NO SESC VILA MARIANA


A FILARMÔNICA DE PASÁRGADA, grupo formado em 2008 por alunos do curso de música da ECA-USP, faz duas tardes de shows gratuitos, nos sábados dias 4 e 18, às 13h30, na Praça de Eventos do SESC Vila Mariana.

A banda, que já foi premiada em diversos festivais tais como 41º Festival Nacional da Canção (Fenac), Fampop, Botucanto e Festival de MPB do Conservatório de Tatuí, apresenta músicas originais, com arranjos que buscam diálogo com o sentido das letras.

Em 2011, o grupo foi vencedor do ProAC (edital da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo para a gravação de disco) e lançou no começo de 2012 seu primeiro álbum O Hábito da Força, produzido por Alê Siqueira.
Compõem a Filarmônica os músicos: Fernando Henna (piano, acordeon e eletrônica), Marcelo Segreto (voz e violão), Miguel Antar (contrabaixo), Paula Mirhan (voz), Paulo Ramos (trombone), Raquel Rojas (fagote e flauta) e Rubens de Oliveira (bateria e percussão).


FILARMÔNICA DE PASÁRGADA
Dias 4 e 18 agosto, sábados ,  13h30 na Praça de Eventos
Ingressos: Grátis
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos
Lotação: 300 pessoas
SESC Vila Mariana  Rua Pelotas, 141
Telefone para informações: (11) 5080-3000

Estacionamento automatizado com 200 vagas. Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br.

Horário de funcionamento da Bilheteria  De terça a sexta-feira das 9 às 21h30, sábado das 10 às 21h30 e domingo e feriado das 10 às 18h30 (ingressos à venda em todas as unidades do SESC).  Aceitam-se cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard, Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop). 

Anton Bruckner



Com sinfonias grandiosas e líricas, o compositor austríaco demorou par obter reconhecimento em vida. Com o passar do tempo, porém, suas abras tornaram-se cada vez mais executadas e hoje ele e considerado um dos principais nomes do romantismo musical da Europa Central.

Mais velho de onze filhos, Anton Bruckner nasceu em 04 de setembro de 1824 em Ansfelden, nas Áustria. Tendo vivido durante o período romântico, Bruckner era mais jovem que compositores como Chopin (1810), Liszt (1811) e seu ídolo Wagner (1813) e mais velho que Brahms (1833) e Mahler (1860). A formação simples e camponesa e doses igualmente levadas de religiosidade e insegurança formaram as características básicas de sua personalidade e marcaram sua trajetória.
O pai de Anton era professor primário e ele próprio foi preparado para o magistério, mas estudou órgão e composição com o padrinho a partir de 1835. Dois anos depois, com a morte do pai, foi enviado para a abadia de São Floriano, próximo a Linz (entre Salzburgo e Viena), onde passou a cantar no coro, seu nome ficaria marcado para sempre a esta instituição. Aos 21 anos, Bruckner tornou-se mestre-escola em São Floriano, onde a essa altura já era também organista. Surgiram as primeiras composições entre elas quatro Missas de Juventude e um Réquiem. Em 1858 aos 34 anos foi aceito como aluno por Simon Sechter, célebre professor de contraponto estabelecido em Viena. Paralelamente, teve aulas de composição e orquestração com Otto Kitzler, que, por sua vez, era um fervoroso admirador de Wagner. Kitzler fez que seu discípulo, apenas dez anos mais novo que Wagner, conhecesse as obras do compositor e Bruckner ficou profundamente marcado com o trabalho.

Ouviu Tannhäuser em 1863, um ano antes de estrear na catedral de Linz, aos 40 anos, sua primeira grande obra, a Missa em ré menor. Já em 1865, Anton Bruckner estava entre os que assistiram a primeira apresentação de Tristão e Isolda em Munique. Segundo Roland de Candé, Bruckner teria sido apresentado a Wagner nesta ocasião. Já o pesquisador Marc Vignal afirma que, apesar de este ter sido um dos maiores desejos de Bruchner, ele só conseguiu conhecer pessoalmente Wagner em 1873. De toda a forma, a partir de 1863, Bruckner se instalou em Viena, centro da vida musical europeia, tendo sido nomeado professor do Conservatório e organista da corte. Sua fama como improvisador ao órgão cresceu continuamente e ele viajou para apresentar-se em cidades com Paris e Londres.

Foi na mesma época da Missa de 1864, ou seja, por volta de 40 anos, que Bruckner começou a escrever suas grandes obras. A parte mais importante de sua produção musical são suas onze sinfonias (sendo duas obras da juventude sem número). A elas se somam três missas, em ré menor (1864) em mi menor (1866) e em fá menor (1868) o Quinteto para cordas (1879) e o Te Deum (1884) e o Salmo 150 (1892).
Suas três primeiras sinfonias formam um gruo homogêneo, todas em tom menor e com estreita relação com as três grandes missas. Em 1873 ano da composição da sinfonia nº 3, Bruckner fez sua primeira viagem a Bayreuth, para onde retornaria com frequência. Mas o reconhecimento com compositor só começaria a partir de sua sinfonia nº 4, em 1881; e a sua consagração viria apenas aos 60 anos, com a estreia em Leipzig de sua sinfonia nº 7, cujos compassos finais do adágio haviam sido concebidos sob o impacto da morte de Wagner.

A obra chegou a ser executada em Chicago e Nova York dois anos depois, e um novo sucesso aconteceu em 1892, com o triunfo de sua Oitava Sinfonia em Viena. Nesse período , no entanto, sérios problemas de saúde já se anunciavam e Bruckner aproveitou pouco seus sucessos tardios. NO final de 1894, terminou os três primeiros movimentos de sua Sinfonia nº 9, cujas ousadias harmônicas anunciavam Mahler e Schöemberg, mas que permaneceria inacabada. Bruckner faleceu no dia 11 de outubro de 1869 e foi sepultado ao som do adágio de sua Sétima Sinfonia. Seus restos mortais foram enviados para a abadia de São Floriano, segundo desejo do próprio compositor, onde repousam sob o majestoso órgão.
Camila Frésca
Revista Concerto jun/12 –pág. 26

A mídia e sua relação com a má formação intelectual



A expressão “meio de comunicação” refere-se ao instrumento ou à forma de conteúdo utilizados para a realização do processo comunicacional. Entende-se por meios de comunicação de massa, o conjunto de meios de comunicação, destinados ao grande público: o cinema, o rádio, a televisão, o vídeo, a imprensa escrita como os jornais, revistas e outros e, a partir da década de 1990, com destaque a internet.
            Esses meios resultaram da necessidade de comunicação rápida com um grande número de pessoas que pertencem a todas as classes sociais e têm diferente formação cultural. Sua origem remonta à Revolução Industrial no século XVIII, mas sua consolidação se dá em meados do século XIX, quando a ascensão da burguesia torna mais complexa a vida urbana. Aparece, então, nesse processo, o surgimento de grupos de especialistas com interesses particulares, e que, de certa maneira, impõem padrões e homogeneízam o gosto por meio da difusão de seus produtos. Eles têm a intenção de converter em entretenimento guerras, genocídios, greves, cerimônias religiosas, catástrofes naturais e das cidades, obras de arte, obras de pensamento, etc. Há um “perigo” devido ao fato de que os meios de comunicação de massa pertencem a grupos muito fechados, que detêm o monopólio de sua exploração e, com isso, adquirem o poder de manipular a opinião pública nos assuntos de seu interesse no campo da comunicação, da política e outros. (ARANHA, 1997, p. 41).
            Esse “perigo” ganhou proporções gigantescas na formação dos Estados Totalitários (por exemplo os nazi-fascistas), onde pequenos grupos partidários se transformaram em “salvação possível” da segurança dos valores burgueses, após as incertezas sociais e políticas de um mundo recém saído da Primeira Grande Guerra, em 1918, e da derrocada da economia mundial após o crash da bolsa de valores de Nova York em 1929. Chauí (2006) apresenta análises sobre a propaganda hitlerista, principalmente sobre seus efeitos na grande massa:
 [...] conferências de intelectuais nazistas, discursos de Hitler, transmissão de paradas militares, juvenis, infantis, femininas, entrevistas com militares do partido nazista, transmissão de notícias diretamente das frentes de guerra, concertos e óperas de compositores alemães autênticos foram empregados para convencer a sociedade alemã da grandeza, da justeza e do poderio do Terceiro Reich. (CHAUÍ, 2006, p. 44).
Nesse contexto, a propaganda se tornou a arma de divulgação das insatisfações e anseios de grupos específicos, que conseguiram “democraticamente” se tornar os representantes das vontades populares (em maior escala na Alemanha, Itália e Espanha), provocando a disseminação, por exemplo, de idéias de extermínio de uma raça e da conquista de territórios considerados “atrasados” e “inferiores”, o que resultou em novos conflitos e em uma Guerra ainda mais violenta posteriormente.
Segundo Chauí (2006, p. 37) a palavra propaganda, significa:
 [...] multiplicar uma espécie por meio da reprodução, espalhar-se por um território, aumentar numericamente por contágio, irradiar-se, difundir-se e, por extensão, divulgar. A propaganda é uma difusão e uma divulgação de idéias, opiniões, valores, informações para o maior número de pessoas no mais amplo território possível.
Quando a propaganda se alia ao comércio, fenômeno característico da sociedade pós-industrial na fase neoliberal, ela ganha um outro sentido:
 [...] se apropria de atitudes, opiniões e posições críticas ou radicais existentes na sociedade, esvazia e banaliza seu conteúdo social ou político e as investe em um produto, transformando-as em moda consumível e passageira. Feminismo, guerrilha revolucionária, movimentos culturais de periferia, liberação sexual, direitos humanos etc., arrancados do contexto que lhes dá sentido, são transformados em imagens que vendem produtos. (CHAUÍ, 2006, p. 40).
Os meios de comunicação de massa são um produto dos avanços tecnológicos e são apropriados pela “Indústria Cultural” e por isso, estão intimamente voltados aos interesses particulares de grupos minoritários que tendem a transformar seus valores e ideais em senso comum, logicamente em torno da garantia do poder político e do lucro obtido com a disseminação de suas vontades específicas.
Indústria cultural (em alemão: KulturIndustrie) é um termo cunhado pelos filósofos e sociólogos alemães Theodor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973), membros da Escola de Frankfurt. O termo aparece no capítulo Kulturindustrie – Aufklärung als Massenbetrug na obra Dialektik der Aufklärung (em português: Dialética do Esclarecimento), de 1947.
  Neste capítulo os autores analisam a produção e a função da cultura no capitalismo. Os autores criaram o conceito de Indústria Cultural para definir a conversão da cultura em mercadoria. O conceito não se refere aos veículos (televisão, jornais, rádio…), mas ao uso dessas tecnologias por parte da classe dominante, para disseminação de suas idéias conformistas e controle da população. A produção cultural e intelectual passa a ser guiada pela possibilidade de consumo mercadológico com a mais abrangente face capitalista.
A expressão “Indústria cultural” representa as bases do Totalitarismo Moderno, ao promover a alienação do homem, entendida como um processo pelo qual o indivíduo é levado a não meditar sobre si mesmo e sobre a totalidade do meio social circundante, transformando-se com isso em mero joguete e, afinal, em simples produto alimentador do sistema que o envolve (COELHO, 1980, p. 28).
Essa comunicação de massa nos impõe um padrão de vida e felicidade a ser alcançado, com objetivos e ideais muitas vezes impossíveis para todos, mas diante da televisão, por exemplo, isso se torna possível. Assim, os indivíduos abdicam de sua liberdade em troca do que vêem, ouvem, sentem através dos meios de comunicação e deixam-se ser controlados. Os principais responsáveis por esse estado de coisas são as classes sócio-econômicas dominantes e os governos que as servem, que utilizam esses meios de comunicação de modo a exercer seu controle sobre a sociedade.
No caso do Estado, a sutileza consiste em aumentar propositadamente a obscuridade do discurso para que o cidadão se sinta tanto mais informado quanto menos puder raciocinar convencido de que as decisões políticas estão com especialistas – críveis e confiáveis – que lidam com problemas incompreensíveis para os leigos. (CHAUÍ, 2006, p. 9).
A intenção ideológica por trás da inculcação desses valores impostos é uma possível e preocupante visão de mundo estruturada em uma mesma matriz de pensamento, um mesmo comportamento, hábitos e costumes semelhantes que tendem a ser difundidos, particularmente pela TV. Há uma produção teórica interessada e conveniente, totalmente manipulada, que visa fazer as pessoas pensarem de tal modo, julgando que pensam ou teorizam por conta própria. Nessa relação entre Indústria Cultural e meios de comunicação de massa percebe-se a anulação dos valores individuais, na medida em que não há reação efetiva do receptor, este passa a contentar-se com “dados” que saem do nada e levam a parte alguma, e acomodar-se a esse universo vazio de significação em que se transformam suas vidas. O indivíduo, portanto, deixa de existir, especialmente o indivíduo pensante, e é substituído por esse “indivíduo de estatística”, por esse indivíduo que é a massa. A informação veiculada pelos meios de comunicação de massa segue apenas um sentido, da fonte para o receptor, sem retorno: com isso, não há informação, mas conformação. A velocidade que acompanha a dinâmica das informações transmitidas indica que tais meios:
São feitos de modo que sua apreensão adequada exige rapidez de percepção, capacidade de observação e competência específica, porém impedem, efetivamente, a atividade mental do espectador, se ele não quiser perder os fatos que se desenrolam rapidamente a sua frente (CHAUÍ, 2006, p. 30).
A ação dos meios de comunicação em relação à Cultura é um dos fenômenos mais característico do séc. XXI, na medida em que transforma a arte da criação em uma marca ou uma imagem voltada para o consumo. Abordando esse aspecto, Chauí (2006) atribui à mídia os seguintes possíveis riscos:
1) de expressivas, tornarem-se reprodutivas e repetitivas; 2) de trabalho da criação, tornarem-se eventos para consumo; 3) de experimentação do novo, tornarem-se consagração do consagrado pela moda e consumo; 4) de duradouras, tornarem-se parte do mercado da moda, passageiro, efêmero, sem passado e sem futuro; 5) de formas de conhecimento que desvendam a realidade e instituem relações com o verdadeiro, tornarem-se dissimulação, ilusão falsificadora, publicidade e propaganda. (CHAUÍ, 2006, p. 21)
A reprodução cultural em série de obras de arte, livros de filosofia, manuais de astronomia e física quântica, músicas clássicas, etc., apresenta à grande massa a sensação de uma “democratização” do acesso aos bens culturais, mas, no entanto, há uma divisão social bastante nítida na aquisição desses bens e uma separação muito clara entre “elite culta” (que participa do circuito de informações “caras” e “raras”) e “massa que tem acesso restrito à cultura” (que acessa, na verdade, informações “baratas” e “comuns”). Essa divisão se torna clara:
 (…) no caso dos jornais e revistas, por exemplo; a qualidade do papel, a qualidade gráfica de letras e imagens, o tipo de manchete e a matéria publicada definem o consumidor e determinam o conteúdo daquilo a que terá acesso e o tipo de informação que irá receber (idem, p. 29).
Esses meios de comunicação propõem, através da teoria que veiculam, que o que vale é o circunstancial, o efêmero, o passageiro. Buscam levar as pessoas a terem como idéias verdadeiras aquilo que nada permanece na memória: da moda ao comprometimento político, tudo passa e tende a perder-se. Nada deve permanecer como era: tudo deve continuamente fluir, estar em movimento, pois só o triunfo universal do ritmo de produção mecânica garante que nada mude, que nada surja que não possa ser enquadrado (ADORNO e HORKHEIMER, 2007, p. 27). Tomamos como exemplo particular na História do Brasil recente a estatística do jornal Folha de São Paulo[1] que revela o incrível número de 82% dos brasileiros acima de dezesseis anos que não têm conhecimento do que representou o Ato Institucional n˚ 5[2] para a História do Brasil. Como Imaginar que no período de apenas 40 anos, grande parcela da população brasileira tenha esquecido, ou desconheça, sua própria história?
E isso já acontece também com as gerações de jovens europeus, que já não sabem quem foram Franco ou Mussolini! A abundância de informações sobre o presente não lhes permite refletir sobre o passado (ECO, 2008)[3]. É lastimável para historiadores e professores de História que a sociedade brasileira não dê importância ao conhecimento do passado. E é em torno dessa triste realidade, de uma “alienação coletiva”, que o que se produz como conhecimento, para se tornar conhecido ou valorizado, deva tornar-se espetáculo, algo a ser entendido e esquecido continuamente, inclusive a relação do homem com sua História.

Prof. André Rodrigues

BIBLIOGRAFIA
CHAUÍ, Marilena. Simulacro e poder: uma análise da mídia. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006.
CODO, Vanderley. O que é Alienação? (Coleção Primeiros Passos). São Paulo: Brasiliense, 2004.
COELHO, Teixeira. O que é Indústria cultural? (Coleção Primeiros Passos). São Paulo: Brasiliense, 1980.
MORIN, Edgar. A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.
______.  Cultura e barbárie européias. Tradução de Daniela Cerdeira. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.
______. O Método 4: habitat, vida, costumes, organização. Trad. de Juremir Machado da Silva, 4º Ed. Porto Alegre: Sulina, 2008
______. O método 5: a humanidade da humanidade. Trad. de Juremir Machado da Silva. Porto Alegre: Sulina, 2007.
______. Os sete saberes necessários à Educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2000.
______. Para sair do século XX. Tradução de Vera Azambuja Harvey. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1986.
______. Para onde vai o mundo? Tradução de Francisco Morás. Rio de Janeiro: Vozes, 2010

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ah Deus... Adeus!

Flávio Augusto *13.03.1960 + 30.07.2012 

Um homem, apenas um homem.
Que sorria, acolhia e nos abraçava.
Um olhar caridoso, um coração aberto.
Um amor gratuito, um caminhar no deserto.
Um homem, mas não apenas um homem.
Para quem com ele estava, a alegria se apresentava.
Para quem necessitava, uma ajuda providenciada.
Se o sofrer se manifestava, um carinho acalentava.
Um homem animal de explosões ferozes,
Mas dos conselhos primava às vozes.
Um amigo constante, uma fé contagiante.
Uma ajuda para o viver,
Um dom de prevalecer.
Uma vida por viver,
E uma morte a interromper.
O Amor que tu plantaste,
Floresce dia a dia.
A saudade que tu deixaste.
Faz triste a nossa alegria.
Temos muito que agradecer,
Por Deus a ti nos conceber.
Mem mesmo a profunda tristeza,
Que ora nos faz muito sofrer,
Nos tira o doce da alma
Que é o amar você.
“É hora do adeus,
Ah Deus...
Adeus.”

MIS-SP seleciona novos fotógrafos para exposição



O Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo abriu inscrições para o Nova Fotografia 2013, que irá selecionar trabalhos fotográficos de novos artistas.

Podem participar jovens profissionais de todo o estado. Serão selecionados seis projetos fotográficos e três suplentes, que serão expostos ao longo do ano de 2013, pelo período de 45 dias, no espaço Nicho.

Cada participante poderá inscrever, no máximo, dois projetos (contendo de 10 a 20 fotografias). A temática dos trabalhos é livre, e serão levados em conta pelo júri itens como inovação e qualidade.

Dentre os requisitos para participar do programa, estão: residir no Estado de São Paulo e ter sua trajetória como fotógrafo profissional (comprovada pela participação em exposições no Brasil e/ou exterior) iniciada a partir de 2005.

As inscrições são gratuitas e vão até 12 de setembro.
Acesse o edital:

MinC lança publicação com as metas do PNC



A intenção é popularizar as metas da Cultura para os próximos 10 anos
Na tarde desta quarta-feira (11), foi lançada na Câmara dos Deputados a publicação As Metas do Plano Nacional de Cultura (PNC), produzida pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Políticas Culturais (SPC).

O trabalho tem como objetivo traduzir as metas para a sociedade brasileira de uma forma didática e acessível, visando facilitar a compreensão por parte dos cidadãos do país, produtores culturais, gestores públicos, parlamentares e todos que se interessarem pelo tema.

São 53 as metas do PNC, as quais foram aprovadas em dezembro de 2011.

Na cerimônia de lançamento, a mesa foi composta pelo secretário executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz; o secretário de Políticas Culturais, Sergio Mamberti; o presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados, Newton Lima (PT-SP); e a vice-presidente da subcomissão permanente de Cultura, Fátima Bezerra (PT-RN).

Apropriação

Sergio Mamberti abordou a importância dos agentes políticos e culturais para a disseminação do conteúdo. “As metas traçam o caminho que a cultura vai percorrer nos próximos 10 anos. Então é muito importante que a população se aproprie disso”.
O secretário de Políticas Culturais do MinC explicou que foram impressos 20 mil exemplares que serão distribuídos a vários órgãos, como secretarias de Cultura de todo o país e demais instituições envolvidas na construção dos planos municipais de cultura.

Um Plano do povo para o povo

As 53 metas foram elaboradas de forma coletiva, envolvendo a sociedade civil e as unidades do Sistema MinC, com a colaboração do Legislativo. Os objetivos versam, por exemplo, desde a implementação do Plano em todos os municípios brasileiros até a participação do setor cultural no Produto Interno Bruto (PIB).

O presidente da CEC destacou que as metas são ousadas, mas foram assim elaboradas com base no potencial dos brasileiros. Ele também parabenizou a equipe do Ministério da Cultura e afirmou o reconhecimento da comissão pelo importante trabalho que a pasta vem fazendo.
Vitor Ortiz reafirmou a intenção de fazer as metas do PNC chegarem à população brasileira. “O cidadão que faz parte de entidades pode até ter participado da elaboração das metas por meio da conferência municipal e estadual de cultura, mas ele participou apenas de uma parte do processo. A publicação traz a síntese de todos os debates e contribuições. Nossa intenção é levar o assunto ao conhecimento de todos, até mesmo para que o cidadão possa cobrar o cumprimento das metas”, finalizou.

Revista Brasileira de Música



Primeiro periódico de musicologia do País, publicada ininterruptamente até 1945, a revista foi retomada em 1980, sofreu interrupções em sua regularidade, e voltou a circular em 2010, agora sob responsabilidade do Programa de Pós-Graduação da Escola (PPGM).

Volume 24/1 - Junho 2011
O Longo Século XIX
O presente volume tem como eixo temático “O longo século XIX” e apresenta posicionamentos críticos pertinentes ao estudo da música no Brasil do período, especialmente voltados a questões de identidade e alteridade, sob as perspectivas diversas da crítica cultural, da história da recepção, da sociologia, dos estudos estilísticos, da história cultural e dos estudos da música popular.
Versão Digital PDF

Volume 23/2 - Outubro de 2010
Repercussões do Longo Século XVII
O volume tem como eixo temático as “Repercussões do longo século XVIII” e apresenta contribuições de interesse geral e específico.
Versão Digital
Volume 23/1 - Abril de 2010
O conteúdo deste volume abrange questões críticas, entre as quais o conceito de autoria no Ocidente e suas ramificações na música – de especial interesse para a musicologia – e os conceitos de realidade social do cotidiano e o processo de socialização musical – no campo da educação musical.
Versão Digital

terça-feira, 31 de julho de 2012

Estamos de Luto

É com pesar que comunicamos o falecimento do Flávio Augusto. Seu corpo será velado no Velório do Cemitério da Lapa,hoje, 31 de julho, terça-feira, a partir das 13H00 (Rua Bergson, 347).
Será Cremado na Vila Alpina, saída prevista para às 09H00 de amanhã.
Flávio Augusto foi cantor do Voz Ativa Madrigal e é irmão do Maestro Ricardo Barbosa.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Abertas as inscrições para a 8ª edição do FEM



"FEM – Festival Nacional de Música Popular Brasileira “Vinícius Nucci Cucolicchio”, realizada pela Prefeitura Municipal"

Estão abertas as inscrições para a 8ª edição do FEM – Festival Nacional de Música Popular Brasileira “Vinícius Nucci Cucolicchio”, realizada pela Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria de Cultura. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis nos sites www.riopreto.sp.gov.br e www.festivaisdobrasil.com.br. O prazo para se inscrever termina no dia 3 de agosto. O FEM será realizado nos dias 13, 21 e 22 de setembro.
Para se inscrever, os interessados devem encaminhar cinco cópias da letra, um CD com a música gravada na íntegra e a ficha de inscrição corretamente preenchida. As inscrições podem ser feitas pessoalmente, na Secretaria de Cultura, ou via Correios. Para aqueles que preferirem, a inscrição também pode ser efetuada pela internet. Neste caso, a letra da música, o arquivo em MP3 e a ficha de inscrição devem ser encaminhadas para o e-mail femriopreto@gmail.com.

Cada candidato pode inscrever até duas músicas, sendo que somente uma poderá ser selecionada. Uma das novidades deste ano é a valorização do músico local. De todas as músicas inscritas, serão selecionadas 32, sendo 20 de compositores nacionais e 12 de artistas de Rio Preto. Nesta edição, será realizada uma etapa somente para os músicos locais, no dia 13 de setembro, no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. “É a consolidação de uma política cultural que privilegia e dá espaço ao artista rio-pretense”, comenta Alexandre Costa, secretário de Cultura.

Das 12 músicas apresentadas na etapa rio-pretense, serão classificadas quatro para participarem das finais nacionais, que serão realizadas nos dias 21 e 22 de setembro no Teatro Municipal Paulo Moura. Nesta edição, as 20 músicas de compositores nacionais selecionas já participarão automaticamente das finais.
 “O trabalho que vem sendo desenvolvido pela equipe do FEM tem proporcionado um resultado acima de qualquer expectativa. O FEM 2012 agrega valor artístico, cultural, e acima de tudo, tem atraído músicos de todo o país, ou seja, estamos crescendo ano a ano. Esta edição será grandiosa na qualidade do corpo musical, número de inscritos e participação de público”, destaca Costa.

Para os primeiros colocados serão destinados cachês de R$ 7 mil (1º lugar); R$ 4,5 mil (2º lugar); R$ 3 mil (3º lugar); e R$ 2 mil (4º lugar e 5º lugar). Para os rio-pretenses serão destinados R$ 3 mil (1º lugar) e R$ 1 mil (do 2º ao 4º colocado). Também serão premiados o melhor intérprete e a melhor letra, com R$ 1,5 mil cada.

Serviço

Inscrições para o 8º FEM - Festival Nacional de Música Popular Brasileira “Vinícius Nucci Cucolicchio
Data: até dia 3 de agosto
Local: Secretaria Municipal de Cultura – Praça Jornalista Leonardo Gomes, 01 – Centro – 4º andar ou pelo endereço eletrônico femriopreto@gmail.com