quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Banda Marcial de Cubatão apresenta Concerto “Ternura” no Palácio das Artes, em Praia Grande



Um musical repleto de emoção por dois motivos: o som impecável da Banda Marcial de Cubatão e as vozes maduras dos corais da Terceira Idade de várias cidades da Baixada Santista. O espetáculo, com gosto de alegria em família, foi batizado pelo maestro Alexandre Felipe Gomes de Concerto “Ternura” e acontece na próxima sexta-feira, 14/9, às 20h, no Palácio das Artes de Praia Grande (Av. Ayrton Senna da Silva, 1600).

A Marcial decidiu inovar, convidando os vovôs e vovós do Coral Raízes da Serra, de Cubatão, e outros três grupos vocais da região como o Coral Univozes do Colégio Universitas, Coral Ouvindo Avós do Sindicato dos Urbanitários de Santos e o Coral do Sest-Senat de São Vicente. Eles contarão com a regência da maestrina Sandra Diogo Moço, que realizou toda a preparação vocal. O resultado da bela união são pelo menos 180 artistas no palco: 60 músicos da Marcial e outros 120 cantores da melhor idade. O repertório é bastante popular e vai de Ary Barroso a Irving Berlin.

No programa estão 16 belas canções como Xote das meninas (Luiz Gonzaga), Aquarela do Brasil (Ary Barroso), Como uma onda (Lulu Santos), Noite dos mascarados (Chico Buarque), Se acaso você chegasse(Lupicínio Rodrigues), entre outras. Momento especial deve acontecer durante a apresentação de Epitáfio, dos Titãs, e Dancing Days (Lulu santos e Nelson Motta), com interpretação do Coral Raízes da Serra.

Haverá, ainda, a participação de solistas como em O que é, o que é (Gonzaguinha) com vocais de José Carlos; Planeta água (Guilherme Arantes), com a interpretação da Pequena Rafaela Cano, da Banda Marcial infantil; Triste Berrante (Adauto Santos) com a cantora Marília Diogo Moço; além de solo do trompetista Ezequiel Ferreira em Carinhoso (Pixinguinha); e do saxofonista Rodrigo Vilela, em Cheek tu cheek (Irving Berlin).

 EXPEDIENTE

Concerto “Ternura” da Banda Marcial de Cubatão | em Praia Grande
Palácio das Artes (Av. Ayrton Senna da Silva, 1600)
Obras de Luiz Gonzaga, Ary Barroso, Lulu Santos, Titãs, Pixinguinha, Guilherme Arantes, Gonzaguinha, Adauto Santos, entre outros.
Regência: maestro Alexandre Felipe Gomes
Participação: Coral Raízes da Serra, Coral Ouvindo Avós, Coral do Sest-Senat e Coral Univozes. Regência: maestrina Sandra Diogo Moço.
Dia 14 de setembro | 20h

Abertas inscrições para Festival de Artes Para Crianças



A Secretaria de Estado da Cultura recebe até domingo inscrições de grupos e artistas para o 5.º Festival de Artes para Crianças, antigo Festival de Teatro Infantil. Em 2012, o evento, que será realizado entre os dias 18 e 21 de outubro, em Salto (a 100 km de São Paulo), incorpora na programação outras linguagens artísticas, com o objetivo de criar espaço de difusão, troca e celebração da arte voltada para crianças. O público poderá ver espetáculos de dança, música, teatro, circo e literatura. Os artistas e grupos interessados devem preencher o formulário online no site da Secrataria de Estado da Cultura de São Paulo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Dilma demite ministra da Cultura e anuncia nova indicação Leia mais em: Dilma demite ministra da Cultura e anuncia nova indicação



A presidente da República Dilma Rousseff demitiu na tarde de terça-feira, 11, a irmã do cantor Chico Buarque de Hollanda, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Para o cargo, ela anunciou a contratação da senadora Marta Suplicy (PT-SP).
Ana de Hollanda é a 13ª ocupante da Esplanada dos Ministérios a deixar o governo. Desde a sua posse, ela é criticada por setores da área cultural, que chegaram a redigir um manifesto cobrando sua saída.
A gota d’água para a demissão foi o vazamento de uma carta enviada por Ana ao Ministério do Planejamento, no último dia 27, reclamando dos escassos recursos destinados à pasta. O encontro entre ela e Dilma, ontem, foi "rápido" e "constrangedor", segundo auxiliares da presidente.

Plano

A atitude da presidente gerou a discussão de que com o ministério dirigido por Marta, Dilma traria o apoio da bancada do PR para o candidato petista a Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, tirando os aliados do principal rival: José Serra (PSDB).
A decisão de demitir Ana de Hollanda já estava tomada, mas a ideia inicial de Dilma era fazer a troca depois das eleições, no ano que vem, junto com a planejada reforma da equipe. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a convenceu, porém, de que o melhor momento para a entrada de Marta no ministério era agora. Não sem motivo: quem assume sua cadeira no Senado é o vereador Antonio Carlos Rodrigues, suplente e dirigente do PR.
Apesar de integrar a base aliada de Dilma, o PR decidiu se coligar com Serra em represália à perda do Ministério dos Transportes, no rastro da "faxina" promovida pela presidente no ano passado. O plano de Lula e do comitê petista, agora, é desestabilizar a candidatura de Serra, deslocando uma ala do PR para Haddad. A expectativa dos petistas é que o PR faça "corpo mole" no apoio ao tucano.
Marta e Haddad negaram na terça-feira, 11, qualquer tipo de barganha política.
Ex-ministra do Turismo no segundo mandato de Lula e ex-prefeita de São Paulo (2001 a 2004), Marta nunca gostou do Legislativo e sempre desejou retornar ao governo. Ela queria ser novamente candidata a prefeita e, por imposição de Lula, foi obrigada a desistir para ceder a vaga a Haddad, no ano passado. Depois de excluída, boicotou a campanha do PT por quase dez meses.


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Ziraldo: “Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”



Uma breve conversa de 15 minutos com Ziraldo na Bienal Internacional do Livro de São Paulo acaba passando por temas como literatura, colonização brasileira, marketing, UFC, novas tecnologias, casos de família e até mesmo um pouco sobre os seus lançamentos na feira.
Aos 80 anos e em sua 16ª Bienal, o pai do Menino Maluquinho não cessa de enfatizar a importância de feiras literárias e do próprio livro para enfrentar o que ele considera em “emburrecimento” endêmico da sociedade.
“A família brasileira não lê. Nós temos a internet que pode ser a fonte da vida e do conhecimento, mas o computador é usado como brinquedo. Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”, disse Ziraldo ao UOL. “Bote um livro na mão do seu filho e ensine o domínio da leitura. Se ele não dominar isso, só vai dar certo se souber jogar futebol ou dar porrada muito bem para entrar nesse UFC”.
Ziraldo mostra não aprovar o sucesso das competições de artes marciais mistas. “Liguei a TV de madrugada outro dia e vi dois seres se esfregando. Achei que fosse pornografia. E aí o chão começou a se encher de sangue como se tivesse rompido o hímen. Só depois percebi que era essas lutas”, contou Ziraldo.
Apesar de ser autor de obras que marcaram seguidas gerações de crianças brasileiras, Ziraldo diz que não se considera um narrador. “Não tenho um talento como o de Thalita Rebouças ou da autora do Harry Potter”, falou. “Eu parto de uma ideia simples como uma ilustração e tento fechá-la com chave de ouro, como fazia quando trabalhava no marketing”.

“O livro é o objeto mais perfeito da história da humanidade”, defendeu Ziraldo. “Você carrega a história em suas mãos, sente o cheiro do papel, o tempo que você vira uma página é um tempo que percorre na história. O livro contém vida e isso não pode ser substituído por algo frio e digital”.

Quando perguntado sobre o que mudou em sua comunicação com as crianças em todos os anos de literatura infantil, Ziraldo responde: “Não mudou nada. Os tempos e as tecnologias podem mudar, mas a criança não muda nunca”. Ziraldo lança na feira “O Grande Livro das Tias” (Melhoramentos), homenagem às tias e sua importância na infância.
Guilherme Solari

Americana pode ter comprado original de Renoir em mercado de pulgas



Avaliado por até US$ 100 mil, quadro foi adquirido por menos de US$ 50

Uma mulher americana pode ter feito em um mercado de pulgas o melhor negócio de sua vida. Ela comprou no Vale Shenandoah, na Virgínia, por menos de USS 50, uma caixa com um boneco de lenhador, uma vaca de plástico e um quadro que pode ser de ninguém menos que o pintor impresionista francês Pierre-Auguste Renoir. A obra mede 14 centímetros de altura e 23 de largura e representa uma paisagem fluvial em tons pasteis.
O quadro, que estava incluído no lote, não chamou a atenção da compradora, que pretendia remover a tela e ficar com a moldura. Mas a mãe dela foi mais precavida e preferiu ouvir uma segunda opinião sobre a autoria, indicada na moldura como sendo de Renoir.
Agora, especialistas acreditam que a pintura seja "Paysage Bords de Seine". Avaliado entre US$ 75 mil e US$ 100 mil, o quadro será leiloado no próximo dia 29 de setembro pela Potomack Company, em Alexandria, Virginia. Anne Norton Craner, especialista em artes plásticas da Potomack e um ex-pesquisador do Metropolitan Museum of Art, estão convencidos que a obra é genuína.
"Apenas de olhar você tem certeza que é ela", disse Craner ao New York Times. A mulher, que deseja permanecer anônima, levou a pintura para Potomack em uma grande sacola plástica. "Ela gostou da moldura e começou a tirar o papel na parte de trás, então sua mãe mandou ela parar", disse a especialista.
Craner afirma que a imagem estava incluída no catálogo raisonné, compilação definitiva do trabalho de Renoir. Lendo o catálogo, ela descobriu que o quadro foi comprado da galeria Bernheim-Jeune, na França, em 1925 e depois vendido para Herbert May, marido de Sadie A. May, uma conhecida colecionadora de Maryland, que doou muitas peças para o Museu de Arte de Baltimore.
O quadro tem o que parece ser uma etiqueta do museu na parte de trás, com uma numeração de estoque, diz Craner. Mas ela não sabe como a pintura foi da coleção de May para uma caixa de quinquilharias num bazar no Vale Shenandoah.


III Seminário Internacional de Políticas Culturais



Estão abertas as inscrições para o III Seminário Internacional de Políticas Culturais, promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa nos dias 19, 20 e 21 de setembro.. O evento, com participação gratuita, é organizado por Lia Calabre, Maurício Siqueira e Adélia Zimbrão (FCRB). Trata-se de um encontro de especialistas, estudiosos e interessados em questões relacionadas à área de políticas culturais, visando divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações políticas e das reflexões históricas e teóricas. O encontro será composto por conferências, palestras e comunicações individuais e terá presença dos principais pesquisadores brasileiros e estrangeiros nas áreas de política e gestão cultural.

Para se inscrever, basta enviar um email para politica.cultural@rb.gov.br contendo o nome completo do participante, o email de contato e a informação se deseja receber o certificado. Serão concedidos certificados a participantes com pelo menos 75% de frequência.


Programação:
:: 19 de setembro

13h Inscrições

13h30  Mesa de abertura - auditório

14h Conferência –  “Industrias creativas y políticas culturales” - Rubens Bayardo, Instituto de Altos Estudios Sociales (IDAES), Universidade Nacional de San Martín (UNSAM) – Argentina

15h30h Mesa 1  - auditório
"Economia Criativa e Megaeventos - Concepções de cidade criativa e megaeventos"
Clarissa Semensato,  Fundação Casa de Rui Barbosa/ Polo Universitário de Rio das Ostras -  Universidade Federal Fluminense (FCRB/ PURO-UFF) e Mauricio Siqueira Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB)

"Economia Criativa: abordagens e estratégias de operacionalização do conceito"
Heliana Marinho, SEBRAE-RJ

"Considerações sobre a influência do patrimônio cultural na decisão de localização de um megaevento"
Cládice Diniz , Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio)

"O legado imaterial dos Jogos Olímpicos: processos, dimensões, perspectivas e conflitos"
Gerardo Silva, Universidade Federal do ABC  (UFABC)

18h   Intervalo

18h30  Mesa 2 – auditório
"Rumos Pesquisa Aplicada (Observatório Itaú Cultural): resultados"
Selma Cristina da Silva (coordenação), gerente do Observatório e do Centro de documentação do Itaú Cultural

"Educação à distância na formação dos gestores culturais dos pontos de cultura: limites e possibilidades"
Maria Daniela C Gouveia de Melo, mestranda em Administração – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

"Call for Problemas: uma pesquisa Fora do eixo"
André Azevedo da Fonseca Universidade Estadual de Londrina (UEL)

"Acari Cultural: Mapeamento da produção cultural em uma favela da zona norte do Rio de Janeiro"
Adriana Facina,  Universidade Federal Fluminense (UFF)

:: 20 de setembro

9h

Comunicações Mesa I – auditório -  Diálogos Cultura Viva

Comunicações Mesa  II – sala de cursos -  Patrimônio e memória

Comunicações Mesa III – porão do Museu - Políticas e governos locais

11h15

Comunicações Mesa IV – auditório -  Financiamento

Comunicações Mesa V – sala de cursos - Cultura e direito

Comunicações Mesa VI – porão do Museu -  Políticas públicas e patrimônio

13h30   Intervalo

14h30

Comunicações Mesa VII – auditório -  Economia da Cultura

Comunicações Mesa VIII – sala de cursos -  Patrimônio imaterial

Comunicações Mesa IX – porão do Museu -  Política cultural, história, discursos e representações

16h30   Intervalo

17h 
Comunicações mesa X  - auditório - Cultura, arte e direito

Comunicações Mesa XI – sala de cursos -  Formação, gestão e financiamento

Comunicações Mesa XII – Porão do Museu - Política cultural, educação e patrimônio


:: 21 de setembro

9h 
Comunicações Mesa XIII-  auditório - Políticas setoriais – audiovisual

Comunicações Mesa XIV – sala de cursos - Políticas, ações e informações

Comunicações Mesa XV – porão do Museu -   Políticas culturais e problemáticas contemporâneas

11h15 

Comunicações Mesa  XVI – auditório -  Política cultural e artes

Comunicações Mesa XVII – sala de cursos - Planos e sistema

Comunicações Mesa XVIII – porão do Museu - Políticas culturais / fronteiras

13h30   Intervalo

15h Mesa 3 – auditório
"La cuantificación del consumo cultural y las políticas culturales".
Carolina Asuaga,  profa. titular -  Facultad de Ciencias Económicas y Administración. Universidad de la Republica -Uruguai

"A experiência de Sergipe em planejamento regional: algumas questões sobre territorialidade e cultura"
Maria Lúcia de Oliveira Falcón, secretária de Desenvolvimento Urbano de Sergipe e Profa. Universidade Federal de Sergipe (UFS)

"Indicadores culturais e o novo modelo de gestão da Prefeitura de Porto Alegre"
Alvaro Santi, coordenador do Observatório da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre

"SNIIC Uma plataforma para governança colaborativa"
Américo Córdula, diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC)

18h30   Lançamentos

Ecad cobra taxa mensal de blogs que utilizam vídeos do YouTube



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/ecad-cobra-taxa-mensal-de-blogs-que-utilizam-videos-do-youtube-4233380#ixzz25MZP0K9W
© 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
A saga de cobranças inusitadas do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) ganhou mais um capítulo na semana passada. Os rapazes do blog Caligraffiti receberam na última terça-feira um email da entidade arrecadadora avisando que teriam de pagar direitos autorais pelos vídeos do YouTube e do Vimeo que apareciam no site. Surpreso, Uno de Oliveira, um dos responsáveis pelo blog, ligou para o escritório do Ecad em São Paulo, pois nunca tinha ouvido falar nesse tipo
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"Eles disseram que o YouTube paga, pois é um transmissor, mas os blogs são retransmissores e também têm de pagar", conta o designer, "O Ecad está dentro da lei, não estão cobrando indevidamente. Mas a lei é totalmente desfasada. Eles se baseiam na lei para achar alguma brecha e ganhar mais dinheiro", critica.
O Caligraffiti é um blog sobre design, arte, tecnologia e cultura. Tem boa visibilidade num nicho específico, com mil a 1.500 acessos por dia, mas não rende lucro para nenhum de seus sete colaboradores. A chamada para anúncios no lado direito do blog é voltada apenas para troca de apoios, prática comum na blogosfera. Cada um dos blogueiros tem seu próprio emprego.
Para um blog sem fins lucrativos, o valor cobrado pelo Ecad não é nada leve: R$ 352,59 mensais. O Caligraffiti foi classificado na categoria de webcasting, ou transmissão de programas originários da própria internet. Existem também as de podcasting (trechos de programas publicados na internet que podem ser baixados em mp3), simulcasting (transmissão simultânea inalterada) e ambientação de sites (uso de fundo musical no site).
Essas informações foram enviadas pelo próprio Ecad por e-mail a Uno, que pediu explicações sobre o motivo da cobrança. Ele critica o fato de a entidade cobrar por pacote, e não por vídeo exibido, como “uma espécie de legalização para publicar os vídeos”, independente da quantidade de músicas utilizadas em cada mês.
"Essa cobrança vai contra um princípio básico da internet, que é compartilhar e divulgar as coisas", argumenta Uno.
Por orientação do advogado, Uno tirou o site do ar na semana passada, enquanto o caso era analisado. Num post publicado na última sexta-feira, ele diz que voltou após conversar com “blogueiros, advogados especializados e formadores de opinião” e “todos concordam que esse tipo de atitude inibiria a blogosfera brasileira, que utiliza muito material compartilhado de grandes canais de vídeo online. Por opiniões unânimes decidimos recolocar o site no ar e encarar a briga, caso realmente eles queiram isso”.
A assessoria do Ecad confirma que, pela lei, os blogs são obrigados a pagar por vídeos embedados do YouTube. De acordo com a interpretação da entidade, os sites são retransmissores pois “o uso de músicas em blogs se trata de uma nova execução”. Além disso, o Ecad argumenta que “não há cobrança em dobro, pois as diversas formas de utilização são independentes entre si”.
"O direito de execução pública no modo digital se dá através do conceito de transmissão existente na lei e presente no art. 5º inciso II da Lei 9.610/98, que transmissão ou emissão é a difusão de sons ou de sons e imagens, por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, portanto isso inclui a internet", afirma a assessoria do Ecad.
A entidade nega que haja um trabalho de cobrança focado em blogs e sites, mas alerta que "todo usuário que executa música publicamente em site/blog ao ser captado, pode receber um contato". O Ecad diz ainda que o seu foco é "a conscientização e o esclarecimento quanto à necessidade do pagamento da retribuição autoral, não somente por conta da exigência legal, mas pelo respeito aos autores e suas obras, não sendo blogs e sites nas características sugeridas nesta pergunta alvo de ação judicial".

"A Bienal não vale mais a pena" dizem editores.



Com 750 mil visitantes a Bienal de 2012 ainda recebe críticas. A feira que basicamente é feita para vender livros, divulgar e incentivar a leitura pode estar com os dias contados com o atual modelo.
Para as crianças foi construído o espaço Deu a Louca nos Livros, com exposição de brinquedos antigos e contação de histórias, o básico de qualquer lugar, mas em nenhum momento elas tiveram a chance de conversar com os escritores.
Neste ano diversas editoras tradicionais não participaram do evento. Títulos juvenis e adolescentes foram os que mais venderam. Na edição atual algumas editoras revelam que tiveram aumento nas vendas. Outras, no entanto se deram por contentes por empatar o dinheiro investido.
As editoras gaúchas ampliaram suas vendas e o faturamento na Bienal do Livro de SP. “No último ano de feira, o total de vendas foi de R$ 24 mil, neste ano o valor subiu para R$ 46 mil", disse coordenador
O desempenho das 11 editoras que participaram do Estande Coletivo do RS, promovido pela Secretaria do Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), em parceria com a Câmara Rio-Grandense do Livro, teve um incremento de 50%. Em 2008 foram vendidos 1.055 livros, em 2012 o número cresceu para 1.541 exemplares. Participaram do estande gaúcho as editoras Alcance, Besourobox, 8inverso, Mediação, Livros Brasil, Cassol, Age, Livraria do Advogado, Palloti, Tomo Editorial e EDIPUCRS.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

SESC Belenzinho apresenta Camerata Aberta e 100 anos de Pierrot Lunaire



A Camerata Aberta apresenta, no dia 14 de setembro, o concerto Pierrot Lunaire no SESC Belenzinho, às 21 horas. Sob regência do maestro francês Guillaume Bourgogne, o espetáculo tem participação especial da soprano francesa Sylvie Robert. Esta obra de Arnold Schoenberg, que está completando 100 anos, é considerada um marco inaugural da música moderna.

O programa do espetáculo tem ainda peça de Silvio Ferraz e obras para voz e ensemble de Anton Webern, além de composições de Claudio Santoro na voz do tenor Tiago Pinheiro.

A Camerata Aberta é um grupo estável de músicos professores da Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim), dedicado à música contemporânea. Alguns de seus integrantes são músicos atuantes na cena erudita brasileira. Já se apresentou em diversos locais em São Paulo, no Festival de Campos do Jordão, no Concertgebouw de Amsterdã (Holanda), Americas Society de Nova Iorque (EUA), em Bruxelas (Bélgica) e na Sala Cecília Meireles no Rio de Janeiro. A Camerata ganhou o Prêmio APCA 2010 de Música Contemporânea pelo pioneirismo e excelência do trabalho ao longo do primeiro ano de existência. Em 2012, lançou seu primeiro CD, Espelho D’Água, pelo Selo SESC.

Pierrot lunaire, de Arnold Schoernberg, composta em 1912, foi encomendada pela atriz Albertine Zehme, que se apresentava nos cabarés de Berlim. Frau Zehme era especialista em melodrama, gênero teatral alemão em que um monólogo é declamado sobre um acompanhamento instrumental.  Ela apresentou a Schoenberg o ciclo de textos intitulado Pierrot Lunaire, do poeta belga Albert Giraud, em versão alemã de Otto Erich Hartleben, que ela desejava declamar. E Schoenberg lhe entregou uma verdadeira obra-prima: um ciclo de 21 canções, para voz, flauta/piccolo, clarinete/clarone, violino/viola, violoncelo e piano, de forma que a instrumentação de cada uma das canções nunca se repete.

Programa: Cinco Cânones Sobre Textos Latinos, op. 16 e Cinco Canções Sagradas, op. 15, de Anton Webern; Toada II: Largo, de Silvio Ferraz; Agrupamento em 10, de Claudio Santoro; Pierrot Lunaire, op. 21, de Arnold Schoenberg.



Concerto: Camerata Aberta em Pierrot Lunaire

Regência: Guillaume Bourgogne

Soprano: Sylvie Robert

Tenor: Tiago Pinheiro

Dia 14 de setembro. Sexta-feira, às 21 horas

SESC Belenzinho - www.sescsp.org.br/belenzinho

Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho/SP - Tel: (11) 2076-9700

Sala de Espetáculos II (120 lugares). Duração: 1h30. Classificação etária: de 12 anos

Ingressos à venda pela rede INGRESSOSESC: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Guillaume Bourgogne

Guillaume Bourgogne estudou nos conservatórios de Lyon, sua cidade natal, e de Paris. Venceu em primeiro lugar o prêmio de regência orquestral tendo Janos Fürst como professor. Atualmente, é codiretor artístico do Ensemble Cairn (Paris) e integrante do Conselho Artístico da Camerata Aberta. É frequentemente convidado a reger orquestras como a Orquestra Gulbenkian (Portugal), Filarmônica de Seul, Nacional de Bordéus-Aquitânia, Filarmônica de Nice e outras. Além de reger o repertório dos séculos XIX e XX, também conduz grupos de música contemporânea como o Court-Circuit, L’Itinéraire, Ensemble TIMF e Contrechamps. Participa de festivais no mundo todo, como Festival de Inverno de Campos do Jordão (Brasil), Festival d’Art Lyrique (França), Festival Internacional Tongyeong (Coreia), Música Viva (Portugal), Ars Musica (Bélgica), Darmstadt Ferienkurse (Alemanha) e Borealis (Noruega), entre outros.

Sylvie Robert

Nascida na França, onde estudou no Conservatório Nacional com os professores Elisabeth Söderström, Camille Maurane e Elisabeth Schwarzkopf, Sylvie Robert vive, há dez anos, na Argentina, onde canta regularmente com orquestras e músicos locais. Estreou canções de Gerardo Gandini, Francisco Kröpfl, Marta Lambertini, Fabian Panisello e Claudio Alsuyet, e participou de estreias argentinas de obras de Webern, Cage, Schelsi, Birtwistle, Boulez, entre outros. Cantou o monodrama La Dame de Montecarlo de Francis Poulenc com direção cênica de Alfredo Arias. Foi convidada pela Universidade de Santander (Espanha) e vários museus na Europa para realizar concertos em homenagem a pintores com o pianista Dimitri Vassilakis. Em 2010, foi convidada pela Faculdade da França para recital em homenagem a Lichtenberg. Desde 2011, leciona na Cité de La Musique (França), a partir de um convite feito pelo Ensemble InterContemporain. Conquistou o prêmio France Musique em 2012.

Tiago Pinheiro

Graduado clarinetista, especializou-se em canto na Berklee College of Music. Dirigiu o grupo Beijo do Coralusp, que atuou em shows e gravações ao lado de artistas como Marlui Miranda e Gilberto Gil. Foi solista em diversas obras sinfônicas, entre as quais: Carmina Burana de C. Orff e Paixão segundo São João de J. S. Bach. Integrou o coro da OSESP, entre 2000 e 2001. É regente titular do Coral Paulistano do Teatro Municipal de São Paulo e conduziu o grupo em performances como O Mundo do Espírito, de Benjamin Britten, e Dido e Enéas, de Henry Purcell, esta última em parceria com o Teatro da Vertigem. Lançou CD pela Dabliú Discos e participou da produção francesa do CD O Amor Brazileiro - Modinhas e Lundus do Brasil Imperial, com o grupo Vox Brasiliensis, com quem excursionou pela Europa. Fez a direção musical e foi um dos protagonistas da Ópera das Pedras, espetáculo de Denise Milan, promovido pelo SESC, com música de Clarice Assad e André Mehmari. Atua ao lado dos grupos Vox Brasiliensis, Novoovonovo e do Núcleo Hespérides.

Recital de poesia no Centro Cultural de São Paulo

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Música de câmara no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Rio



O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta o Brasil a 4, que contará com apresentações de música de câmara, de julho a dezembro de 2012 no CCBB do Rio de Janeiro, sempre com duas apresentações uma às 12h30 e outra às 19h.
A apresentação do mês de setembro será no dia 11/09 com o Quarteto Colonial, formado por cantores com vasta experiência no panorama da música de concerto carioca, idealizado com a finalidade inicial de divulgar a obra a cappella do Padre José Maurício Nunes Garcia. Nos anos seguintes o grupo diversificou seu repertório apresentando programas que variam da música colonial à música contemporânea brasileira, e programas europeus.

O Brasil a 4 pretende fomentar a música de câmara brasileira por meio de uma série de apresentações musicais de grupos nacionais, dedicados à difusão de nossa música de concerto. Colaborar para a divulgação do trabalho de conjuntos nacionais serve de estímulo à criação de novos grupos, à manutenção dos já existentes e à ampliação de público. O projeto visa, portanto, valorizar o repertório nacional, atraindo a atenção para a atuação do instrumentista de câmara, uma vez que as possibilidades de se exercer uma atividade continuada para músicos deste gênero são muito restritas no país.

Programação:
11/09: Quarteto Colonial
09/10: Quarteto Bessler
30/10: Quarteto de Trombones
13/11: Quinta Essentia
18/12: Quarteto da UFF ( Data a ser confirmada)

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Rio
Endereço: Primeiro de Março, 66, Centro – RJ Teatro II
Horário: 12h30 e 19h.
Informações: 21 – 3808-2020
Entrada: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 ( meia)
Classificação: Livre
Produção: Candela Produções
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: CCBB
Acesso para pessoas com deficiência

Festival de Arte para Crianças recebe propostas de artistas



O Festival de Arte Para Crianças – até 2011 intitulado Festival de Teatro Infantil – chega à sua 5ª edição entre os dias 18 e 21 de outubro, na cidade de Salto (SP).

Até o dia 16 de setembro, a organização recebe inscrições de artistas interessados em participar da programação.
Reformulado, o Festival incorpora em sua programação outras linguagens artísticas direcionadas ao público jovem e infantil. Dança, música, teatro, circo e literatura serão contempladas, visando criar um espaço de difusão, troca e celebração da arte voltada para crianças.

Para saber mais e fazer sua inscrição:

Ele brilhou sozinho


 Altamiro Carrilho 

No dia 15 de agosto, silenciou a flauta mágica de Altamiro Carrilho.
No final do Século XIX, a música de salão europeia, recheada de instrumentalidade da música de concerto, chegava aos países da América e se infiltrava na cultura popular. No Brasil e nos EUA, em consequência de fatores sociais, ela provocou novas e diferentes realidades artísticas,
Na América do Norte, permeou os cabarés de Nova Orleans e as cidades às margens do rio Mississippi e seus afluentes, verdadeiro “rio da unidade nacional” como o nosso São Francisco. Motivou o aparecimento do jazz, que depois se espalhou por todo o país. Como a cultura e os costumes de origem africana foram completamente tolhidos nos Estados Unidos, o jazz permaneceu “branco” por muitos anos. Aqui, a ausência de conflitos raciais e a miscigenação se incumbiram de “envenenar” essa música de salão, introduzindo nela a síncope e o frenesi rítmico de origem africana, o que logo fez surgir à improvisação, o virtuosismo instrumental eu uma nova linguagem musica. A designação que determinada esta variada forma de expressão instrumental era o “choro” e o instrumento líder era a flauta. Do fim do século XIX para cá, surgiu uma verdadeira legião de virtuoses desse instrumento, como nomes com Joaquim Calado, Patápio Silvio, Pixinguinha, Zequinha de Abreu, Benedito Lacerda, Dante Santoro, Manezinho da flauta, Copinha, João Dias Carrasqueira, Carlos Poyares e tantos outros, figuras que em nada deviam aos nossos grandes nomes das salas de concertos. O ponto culminante desse virtuosismo e dessa originalidade instrumental flautística foi atingido por Altamiro Carrilho.
Nascido no interior do Rio de Janeiro no ano de 1924, Altamiro foi motivado por instrumentistas amadores de sua família a interessar-se ela música Construía flautas de bambu com as quais arriscava seus primeiros improvisos. Aos 11 anos, tocou percussão numa banda e aos 16, ao mudar-se para Niterói teve primeiras aulas com um carteiro. Trabalhando como farmacêutico, conseguiu comprara sua primeira flauta, passando a estudar seriamente música durante as noites. Por sua imensa facilidade no manuseio do instrumento, conquistou o primeiro lugar num concurso radiofônico apresentado por Ary Barroso. Pela força do rádio à época, seu nome se espalhou rapidamente nos meios musicais. Foi então convidado para substituir Benedito Lacerda, outro gigante da flauta e parceiro de Pixinguinha no conjunto regional de Canhoto, então importante violonista.
Nos anos de 1950, Altamiro formou sua própria “bandinha”, na qual atuava coo solista de flauta e flautim e com o qual fazia programas regulares na rádio e na TV. A música “Rio Antigo”, sucesso então, chegou a vender 700 mil cópias. Na década de 1960, cada vez mais conhecido, realizou inúmeras excursões pelo Brasil e exterior, visitando mais de quarenta países, inclusive os Estados Unidos, União Soviética, México, Portugal, Espanha, Alemanha, França e Inglaterra. Gravou discos que revelavam com clareza seu virtuosismo e sua originalidade interpretativa, tais como: “Era só o que flautava” 1960, “Desfile de sucessos” 1961 e “Choros imortais” 1964. A partir de então, seguiram-se mais de cem gravações e duzentas composições em uma carreira de brilho de raras proporções. Com facilidade, expressivos nomes da música brasileira atribuíam a Altamiro distinção de maior flautista brasileiro de todos os tempos.
Admirador que sempre fui de seu talento, por três oportunidades o convidei para tocar um concerto de Mozart com orquestra: uma vez com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, outra com a Sinfônica Nacional da Rádio MEC e outra com a Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo. A grande atração desses concertos era quando chegava à cadência. Altamiro apossava-se dos temas mozartianos e os transformava em malabarismos extraídos da linguagem do choro, misturando frases clássicas com nossos motivos. As cadências eram intermináveis e os aplausos, mais ainda. Mais tarde, tive oportunidade de gravar um disco com a Sinfônica Brasileira, no qual ele foi solista de um concerto para flauta de Vivaldi, que em suas mãos, parecia um grande choro barroco.
Quando a Filarmônica de Berlim esteve por aqui no ano de 2000, convidei vários músicos da orquestra a tomar umas caipirinhas na minha casa. Para mostrar algo muito original a eles me ocorreu convidar Altamiro e seus chorões. Por sorte, de passagem por São Paulo em viagem a Curitiba, eles aceitam meu convite e se apresentaram por hora a fio. Quando fiz a introdução disse aos filarmônicos “Jean Pierre Rampal declarou que existem flautistas e existe Altamiro Carrilho” a rodada de música brasileira se estendia por todo o dia e, num dado momento eu disse aos músicos “pessoal, fui convidado para jantar com o maestro de vocês” Imediatamente veio à resposta “não se preocupe maestro. Sinta-se a vontade. Pode ir jantar com Abbado”.
Fui jantar e ao voltar por volta das 11 horas da noite, todos os músicos ainda estavam em minha casa, com montanhas de garrafas de cachaça vazias, tudo sob o império do choro e da música brasileira. Cumprimentei mais uma vez aos filarmônicos e disse. Ainda hoje de manhã falamos sobre o grande nome da flauta na atualidade. Jean Pierre Rampal. Pois bem. “Ouvi no rádio que ele acaba de morrer em Paris”. Ao que um dos flautistas da Filarmônica de Berlim se levanta e diz “Agora Altamiro pode brilhar sozinho”
Júlio Medaglia

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Carmen de Bizet no Teatro Carlos Gomes



Mere Oliveira retorna como protagonista da ópera Carmen em Salvador

De 13 a 17 de setembro, a Associação Lírica da Bahia-ALBA e a Da Rin Produções Culturais apresentará no Teatro Castro Alves, em Salvador, a grande ópera “Carmem”, que terá o mezzo soprano Mere Oliveira no papel título alternando com Aurhelia Varak. Essa será a quinta vez que Mere interpretará a cigana da ópera de Georges Bizet. Em todas as apresentações o mezzo recebeu elogios da crítica especializada. O evento acontece em celebração aos 30 anos de fundação da ALBA e contará com as récitas de Mere Oliveira nos dias 14 e 16 .

Formada em Técnica Vocal pela Escola Municipal de Música, Artes Plásticas e Cênicas Maestro Fêgo Camargo, Mere Oliveira também participou de cursos especiais com Maestros e professores brasileiros, europeus e americanos, como Renato Bruson, Teresa Berganza, Mara Zampieri, Andrea di Mele, Massimiliano Carraro, Alessandro Sangiorgi, Susana Cardonnet, Susana Frangi, Maria Pia Piscitelli, Bruna Baglioni, entre outros. Mere é aluna da mezzo-soprano Graciela Araya e do preparador vocal Vitor Philomeno. Fez turnê pela Alemanha, Hungria e Croácia em 2010, com o Duo Cappuccino que compõe com o violonista André Simão (Alemanha- Áustria). Também esteve em Buenos Aires, onde cantou as óperas Norma e La Gioconda.

Mundialmente conhecida, a ópera conta a historia de amor e ódio entre a bela Carmen e do cabo Don José, que seduzido pelos encantos da cigana, rompe com sua noiva Micaela e torna-se um fora da lei.

Data: de 13 a 17 de setembro
Local: Teatro Castro Alves
Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande, CEP 40080-121 - Salvador - Bahia - Brasil Telefone: (71) 3535-0600
Horário: às 20h e domingo, dia 16 às 18 h
Valor dos ingressos: R$50,00 (inteira) R$ 25,00 (meia)
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Músicos e servidores do quadro da Orquestra Sinfônica da Paraíba pedem o afastamento do maestro Alex Klein



Em carta destinada ao secretário de Cultura do Estado Chico Cesar, e por meio de abaixo-assinado, músicos e servidores de apoio-artístico da Orquestra Sinfônica da Paraíba solicitam o afastamento imediato do atual maestro da OSPB, Alex Klein.

Em Assembleia Geral realizada na noite do dia 24 de agosto de 2012, na Sala do Cine Banguê - Espaço Cultural, músicos e servidores de apoio-artístico da Orquestra Sinfônica da Paraíba decidiram por unanimidade o afastamento do senhor Alex Klein da função de Regente Titular e da Direção Artística da OSPB. Por meio de abaixo-assinado e usando o exercício da democracia e em concordância com a legislação estadual, em especial o art. 196 do Estatuto do Servidor Público do Estado da Paraíba, Lei complementar Nº 58 do dia 30 de dezembro de 2003, os músicos e servidores decidiram que não há mais condições de continuidade no trabalho conjunto com o aludido maestro.

Nessa mesma assembleia ficou acordado que seria sugerido ao Exmo Secretário que os concertos que restam da temporada 2012 seriam regidos pelo maestro da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba e maestro assistente da OSPB, o Sr. Luiz Carlos Durier, até que novas alternativas sejam encontradas para a ocupação da função de Regente Titular da OSPB. Afirmam também que na cidade existem maestros capazes e preparados para, na condição de convidados, auxiliarem na condução dos destinos da OSPB e dar continuidade à programação da temporada 2012.

Os músicos e servidores alegam imposição unilateral de perfil e gestão do maestro, que desconsidera sistematicamente a participação do Conselho Artístico da OSPB nas decisões e planejamento das atividades. Uma afronta ao parágrafo 2º do art. 3º da Lei nº 7.861 de 16 de novembro de 2005 que dispõe sobre a vinculação, a organização e o quadro pessoal da sinfônica.

Eles questionam também que o maestro estabeleceu no primeiro semestre de 2012, uma programação artística arbitrária sem conhecimento prévio do conselho artístico, como também a não consideração das condições físicas, materiais, técnicas e principalmente orçamentárias da Orquestra, que acarretou a inexecução do cronograma da temporada, resultando nos cancelamento de concertos, sem devido aviso prévio, promovendo o constrangimento dos músicos e do público, que desinformado compareceu ao local onde estes seriam realizados.

Os músicos e servidores contestam ainda a conduta ética do maestro em relação ao trato pessoal com os músicos, algum dos quais foram constrangidos publicamente em assembleias realizadas com a sua participação, bem como a ausência de um projeto coerente que atenda aos anseios dos músicos no que diz respeito à manutenção e revitalização deste conjunto sinfônico.

Na carta ao secretário Chico Cesar, músicos e servidores afirmam que após longas discussões em assembleias realizadas desde o inicio do ano procurando saídas, estas demonstraram que definitivamente não há mais possibilidades de encontrar caminhos de harmonia, entendimento, confiança e simpatia entre o referido maestro e os músicos, aspectos fundamentais para o exercício da profissão de músico.

As vias de comunicação estão esgotadas, a confiança completamente abalada e a integridade moral dos músicos ferida, ao ponto de não haver mais possibilidade de reconciliação entre as partes, disseram. Eles finalizam a carta pedindo providências para atender as solicitações, além de se colocarem à disposição para discussões futuras que envolvam o maior patrimônio cultural dos paraibanos, a Orquestra Sinfônica da Paraíba - deixando claro o seu total e irrestrito apoio as políticas culturais do Governo do Estado da Paraíba.

Chico César não aceita pedido para afastar maestro e ainda dispensa 20 músicos



Em reunião realizada na noite da segunda-feira, 03/09 no Cine Banguê, o secretário Chico Cesar dispensou 20 músicos, professores da universidade, profissionais de alta qualidade técnica, que junto com todos os integrantes ajudaram a fazer a OSPB forte e reconhecida em todo Brasil. Esses professores integravam a orquestra por intermédio de um convênio firmado entre o Governo do Estado e a Universidade Federal da Paraíba.
É uma pena que o nosso secretário não perceba o mal que está fazendo a música na Paraíba; é uma pena que os músicos não sejam ouvidos; é uma pena que a qualidade artística não seja levada em conta; é uma pena que a prata da casa seja aproveitada por todas as orquestras do Brasil, e aqui esteja sendo demitida; é uma pena que um "maestro" chegue a nossa cidade e desestruture todo um trabalho prestado por essa orquestra à comunidade paraibana, desde 1947; é uma pena que o secretário, que é músico não perceba o que está acontecendo.
Queremos trabalhar, queremos tocar, queremos contribuir para elevar a música no nosso estado, queremos uma orquestra forte, queremos que nos deixem trabalhar, queremos o diálogo, queremos dignidade e respeito, não somos contra a politica do governo, ao contrário somos a favor, não fazemos oposição FAZEMOS MÚSICA, não somos alienados, não somos marionetes, SOMOS MÚSICOS, somos trabalhadores navegando através do som, no universo do sentimento e da sensibilidade.
Não podemos trabalhar com um " maestro" que não respeita as regras mínimas do relacionamento humano: "humildade, respeito, sinceridade, verdade e dignidade. Sem esses predicados é impossível conduzir qualquer grupo. Maestro queremos trabalhar, nos deixe trabalhar, pela força e pela intransigência, as pessoas não conseguem nada a não ser inimizades e desprezo. SOMOS FORTES,SOMOS VERDADEIROS, SOMOS HUMILDES, SOMOS DIGNOS SOMOS ORQUESTRA SINFÔNICA DA PARAÍBA COM MUITO ORGULHO”.

Alex Klein se pronuncia sobre o pedido de seu afastamento da Sinfônica



O maestro Alex Klein, no exercício democrático da informação, pronuncia-se, afirmando que “estamos tentando fazer o que é certo, com transparência, educação e bom senso. Se isso porventura não ficar claro, estou aberto a opiniões e questionamentos”.

Abaixo, na íntegra, segue o contundente texto:

“Não há muito o que revelar na verdade. Há muitas falsidades, sim, mas são um grito de desespero de um sistema falido, que findou. Pense bem….eu acabo de chegar aqui….nem terminamos uma temporada, que mal está tendo continuidade devido a sérios problemas internos que precedem minha vinda em 20 anos ou mais.

A minha chegada levantou receios em muitos, de que a Orquestra Sinfônica da Paraíba iria alterar sua produtividade. Isso tem levado a regulares assembléias e distrações durante toda a temporada. Mas eu considero isso normal.

É certo que eu fui chamado para liderar uma “renovação” da orquestra, e que em outras partes do país tal palavra levanta medos diversos em músicos. Como eu mesmo sou músico orquestral experiente, eu não acredito em demissões em massa nem audições internas ou a eliminação de músicos devido à sua idade e “percepção” de baixa produtividade. Isso sempre me pareceu uma desculpa mal explicada para alguns maestros imporem respeito. Não preciso disso, e eu na verdade aposto na garantia de empregos e na liberdade de expressão. É claro, há consequências para isso, inclusive para mim, pois eu abro a portela para críticas ao próprio maestro.

Mas em um estado de direito, de liberdade, isso é elogiável. Eu vejo a atual manifestação (como esta postada em seu blog) como um dos maiores elogios à minha liderança aqui na Paraíba. Imagine que, com esta liberdade de expressão aberta a todos e sem receio qualquer de retaliações, os músicos paraibanos podem se reunir quando querem, falar e escreverem o que desejam, e enviar quantos abaixo-assinados forem necessários à autoridade de sua escolha. Onde se viu tal liberdade antes em orquestras brasileiras, e onde nem um único emprego estava ameaçado?

Ao contrário do que foi mencionado, não houve “unanimidade” na decisão dos músicos em excluir seu maestro que acaba de chegar a poucos meses atrás (!). Houve sim coação, e diversos músicos e administradores vieram falar comigo ou me escreveram alegando que foram coagidos, pedindo-me desculpas, e explicando que devido aos muitos anos de interação com seus colegas eles se encontraram em situação constrangedora. Alguns foram ameaçados com assédio ou pior. Mas nada disso realmente tem valor, pois a OSPB não pertence aos músicos, e sim ao povo da Paraíba, e é aí que se resolvem as coisas com bom senso e respeito à lei. Quem manda é o povo, o público, e o contribuinte da Paraíba, não os músicos e não o maestro.

Aos fatos:

1) Nenhum músico foi demitido. A OSPB até hoje se apresentou via um convênio com a UFPB. Porém, ao contrário do que acontece na Bahia (onde professores da UFBA são também membros da OSBA), os professores universitários na Paraíba optaram por não abandonar seu contrato de exclusividade com a universidade, por óbvios benefícios financeiros. Porém, este contrato foi julgado irregular pela COrregedoria e pelo Tribunal de Contas, e já estava em questionamento quando eu cheguei na Paraíba. Não se trata portanto de demissões de “efetivos”, e sim o descontinuamento de um contrato irregular one alguns músicos recebiam um salário adicional apesar de terem assinado contratos de exclusividade com uma Universidade Federal. Este contrato está encerrado.

2) Eu estou aqui a cerca de 7 meses, e até hoje não conheci todos os músicos da orquestra. Não é como se seu instrumento não foi necessário na programação. Foi, mas no lugar do músico “fantasma” veio um substituto. Como e por quem este substituto foi pago foge à minha compreensão, e há óbvias consequências jurídicas nisso. Há casos em que músicos só apareceram uma ou duas vezes desde o começo da temporada, outros que não vejo a 3 meses, e ainda temos muitos músicos que também tocam na orquestra de Recife, e para lá vão sem deixar substitutos, desfalcando o trabalho da OPSB.

3) Não havia critérios no envolvimento de músicos da UFPB. Há exemplo onde o músico que atua na OSPB nem era professor de instrumento algum na universidade. É como se alguém desse um violino nas mãos de um professor de outra área e o oferecesse uma posição na orquestra de ponta no estado, recebendo dinheiro por isso via um contrato irregular. Isso acabou.

4) Ao contrário de outras orquestras do Brasil, a OSPB tem 19 Diretores Artísticos. Sim, dezenove (!). Todos os chefes de naipe, spalla, e até a Diretora Executiva dividem a posição de “Diretor Artístico” com o maestro, no que aparenta ser uma tentativa anterior de minimizar a autoridade e liderança de um regente, mesmo se, como você percebe hoje, permanece uma expectativa de que o maestro ainda pode – e deve – liderar ou responsabilizar-se pelo andamento da orquestra inteira.

Como liderar sem poder de liderança, ou com o poder diluído entre 19 pessoas, a maioria das quais demonstrando dúbio interesse nos melhoramentos para a orquestra? Como é de se imaginar em uma cidade de 19 prefeitos, as “reuniões” da orquestra não acabam bem. Há gritos, insultos, truculência, ameaças e eu mesmo presenciei ocasiões onde músicos quase se agridem. Já houve relatos de agressões físicas no passado, e até de músicos virem armados a assembléias.

Esta multiplicidade de Diretores Artísticos também coloca em questão praticamente todos os argumentos levantados neste momento, pois além da Diretora Executiva e eu, nenhum dos outros “Diretores Artísticos” jamais aparecem para trabalhar, salvo em esporádicas reuniões. Ora, o Regente e a Executiva tem cargos comissionados, limitados a esta administração, e precisam demonstrar serviço ou são removidos rapidamente, mas os outros “Diretores Artísticos”, salvo pela spalla que também é comissionada, tem cargos essencialmente vitalícios, de funcionalismo, e utilizam dos poderes de diretoria para perpetuar um corporativismo e latifúndio improdutivo musical.

Quando você considera as palavras “diretoria” e “vitalícia” em uma mesma sentença, você percebe que isto está errado e não responde bem pela nossa constituição ou por princípios democráticos. Seria isso um resquício de totalitarismo? Ora, como podem “Diretores” terem cargo vitalício? Em nossa sociedade, quanto mais elevado o cargo, maior deve ser a cobrança, e menor deve ser o seu tempo de serviço a este nível, justamente para evitar ações corruptivas e manter o fluxo de produtividade.

5) Alega-se que há imposição do maestro na escolha de repertório. Ora, meu caro Álvaro….”isso é o que maestros fazem”. Apesar da existência de 19 Diretores Artísticos na OSPB (mais uma série de outros músicos, inclusive alguns que nem são da orquestra mas que participam ativamente do Conselho Artístico e absurdamente ainda assinaram por ele até pouco tempo atrás), não há qualquer indicação jurídica de que o repertório da orquestra não deva ser escolhido pelo maestro. “Direção Artística”, afinal, não se trata meramente de escolha de repertório, mas também pesquisa, comparação, busca de biografias e fotos, preparo e apresentação de palestras, e atividades muito mais profundas. Houve, sim, tentativa de diálogo sobre repertório, e o resultado foi previsível. Músicos votaram contra a apresentação de obras contemporâneas mais complexas, e sugeriram a já muito conhecida Abertura Egmont de Beethoven.

Nada contra Ludwig, mas toda orquestra moderna que se preze precisa ter uma atenção séria para a música contemporânea, e por isso, aliás, eu me apressei em criar o posto de “Compositor Residente” na OSPB, com diversas primeiras audições previstas para os próximos anos. Eu de fato estarei levando música paraibana para minha apresentação frente à Orquestra Filarmônica de Chicago no fim deste mês, onde lá irei reger a “Seresta n. 7″ de Liduíno Pitombeira. Mas outro fato deixou claro a ineficácia de decisões de repertório por colegiado. Um músico de sopros me apresentou, em reunião, uma partitura dificílima de José Siqueira (seu Divertimento para Cordas), que não só deu férias para o mês todo à metade da orquestra, mas impôs um jugo desproporcional nos seus colegas.

Fica claro que a idéia de fazer tais decisões em colegiado tem sua glória ideológica, mas na prática não funciona, ao menos não dentro da atual estrutura da OSPB, e é usada para que músicos garantam ainda mais semanas de férias e um repertório mais fácil, privando seu público de obras emocionantes, grandiosas….e, sim, que exijam maior desempenho de seus músicos. Como a maioria dos Diretores Artísticos nunca vem trabalhar nesta função, nem solicitam reuniões, chegamos perto da temporada e dos concertos e não há repertório planejado.

A orquestra está indo para uma interrupção na temporada. O que fazer, se não tomar uma iniciativa? Porém, quando alguém toma uma atitude para remediar isso, é tido como autoritário, seja este o Maestro, a Executiva ou qualquer outro dos numerosos Diretores Artísticos. A tendência portanto é da orquestra cair na morosidade devido à falta de liderança. Isso, sinto muito àqueles que disso dependiam, mas isso também acabou.

6) Alega-se que o salário da OSPB é baixo. Sim, é, quando comparado a outras orquestras brasileiras. Apesar disso, este ano houve um aumento na casa dos 40%, sobre o qual tristemente não houve uma única manifestação de agradecimento por parte dos músicos (!!!). E deve-se levar em consideração que a OSPB não é uma orquestra que trabalha em tempo integral, e sim parcial. A orquestra apresenta somente 2 concertos por mês, trabalha em média 7 horas por semana, e tem um rendimento “por serviço” de cerca de 90% o que a OSESP recebe, este no estado que de acordo com o IBGE está 24o. lugar entre 27 estados no quesito PIB per capita.Ou seja, o que pesa à economia paraibana pagar um salário de R$2400 é comparável ao que pesa a economia de São Paulo prover um salário de R$12.000. Isso está 1/3 acima do piso da OSESP.

E se você considerar a dolarização do salário “por concerto”, a OSPB está entre as mais bem pagas orquestras assalariadas do planeta. E adicione a isso que apesar de serem funcionários públicos, músicos da OSPB tem mais de 3 meses por ano de férias pagas, algo injustificável frente a seus colegas no funcionalismo paraibano e na rede estadual de professores, pela qual os músicos são pagos – os membros da OSPB são “Professores de Orquestra” pagos pela Secretaria de Educação. O que acontece portanto é um desequilíbrio entre salário e produtividade, assim como uma errônea comparação entre as condições financeiras do estado da Paraíba e outros na União.

Não é justificável uma comparação entre os salários paraibanos e paulistas, ou cariocas, e isso também se extende à minha pessoa, pois os meus rendimentos como Regente Titular (e Diretor Geral do PRIMA, juntos) estão muito aquém dos salários de meus colegas em outras orquestras estaduais. De fato, acredito que a 10 anos atrás o maestro da OSESP recebia mais “por mês” do que eu recebo “por ano”.

O caminho à frente não é a imposição de patamares injustificáveis, mas sim o fortalecimento da economia da Paraíba, com maior produtividade, para que esta economia mais forte possa beneficiar não só os músicos da OSPB mas também todos os paraibanos. Temos que fazer nossa parte, e de agora em diante a Orquestra Sinfônica da Paraíba irá produzir para o Estado e seu povo.

7) Ainda fala-se muito de Eleazar de Carvalho por aqui, como se a OSPB tivesse “um grande futuro em seu passado”. Ora, não houve renovação de talentos, e uma geração ou mais não encontrou aqui oportunidades de desenvolver suas carreiras, encontrando-os em outras localidades. A última vez que a OSPB contratou um músico foi por volta de 1988. Eu estive em Chicago e conheci muitos colegas que trabalharam com Fritz Reiner. Porém, a CSO continuou a ser uma grande orquestra após Reiner, e mediante a contínua renovação de seus músicos.

O mesmo deve acontecer na Paraíba, pois Eleazar foi sim importante, mas mais pelo seu legado do que um momento específico no passado. Isso é válido a todas as orquestras do Brasil, com o devido equilíbrio entre o respeito aos empregos dos que já estão na orquestra a um constante influxo de jovens músicos.

O que se vê agora na Paraíba, de fato, é uma enorme vitória dos jovens, pois estamos abrindo oportunidades, postos de trabalho, experiências, e um caminho para esta saudável rotatividade, sem de maneira nenhum pressionar ou desrespeitar os empregos dos colegas de maior idade e experiência.
Qual o caminho à frente?

A OSPB abrirá concursos em breve, para dezenas de músicos. Sua temporada funcionará como qualquer outra orquestra no Brasil, com atividades regulares, concertos educativos, repertório emocionante e uma prioridade no povo da Paraíba, incluindo concertos regulares no interior do estado. Não está prevista nenhuma demissão ou re-audição de músicos efetivos, salvo, é claro, se houver justa causa. A atuação da OSPB está sendo revista de ponta a ponta, e a atual liberdade de expressão não será limitada ou regulada.

Ela será, sim, estruturada de modo a servir os interesses do povo da Paraíba com uma orquestra onde as reuniões são feitas de maneira educada, sem truculência ou ameaças físicas nem porte de armas (!!), e estão previstas três Comissões de Músicos, com voto direto e secreto por parte de todos os músicos da orquestra, sem coação, pressão ou ameaças.

Nosso país é democrático, e estes princípios valem de cima a abaixo de nossa sociedade. A Comissão de Músicos em si representará os assuntos relativos às condições de trabalho gerais, a Comissão Artística tratará de assuntos relativos a repertório e funcionalidade da orquestra, e tenho o desejo de criar também uma Comissão de Viagens, para melhor estruturar as diversas incursões do grupo para o interior do estado, e como melhor servir nossos contribuintes.

Ante toda esta confusão, eu parabenizo o Governo da Paraíba, o Secretário de Cultura, e todos os músicos que, secretamente e fora do radar desta minoria vocal, tem me auxiliado a traçar um caminho de mais bom senso e benefícios reais para a orquestra. Seria irresponsável para um governo olhar esta situação e não fazer nada, perpetuando esta ineficiência. Apesar da aparência de instabilidade, a OSPB hoje está com maior certeza de um grande futuro do que jamais teve nos últimos 20 anos, e disso temos muito orgulho. Aguarde nos próximos meses os produtos deste trabalho transparente e maravilhoso vindo da Paraíba, que volta a ter uma posição de grande relevância no cenário orquestral brasileir

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Audições Orquestra Filarmônica de Minas Gerais



A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais anuncia audições para as seguintes vagas [The Minas Gerais Philharmonic Orchestra announces auditions to the following positions]:

Chefe de Naipe de Clarinete/Principal Clarinet
Chefe de Naipe de Violoncelo/Principal Violoncello
Assistente de Chefe de Naipe de Fagote/Assistant Principal Bassoon
Violino Seção/Violin
Contrabaixo Seção/Double Bass

Inscrições/Application
De 15 de agosto a 25 de setembro, via correio ou e-mail [From August 15th to September 25th, via mail or e-mail].

Audições/Auditions
Dias 6 e 7 de outubro de 2012, em Belo Horizonte, Minas Gerais [October 6th and 7th, in Belo Horizonte, Minas Gerais].

Informações/Information
+55 (31) 3245-0675
audicao@filarmonica.art.br

Biblioteca promove oficina de escrita



Saber escrever. O que é isso? Como aprender os melhores jeitos de se fazer isso? Basta pegar lápis e papel ou simplesmente metralhar o teclado de um computador com dedos furiosos?
Para quem já escreve ou para aqueles que apreciam uma boa literatura, a Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima, localizada no bairro de Pinheiros, promove de 11 de setembro a 16 de outubro a Oficina de Escrita Criativa – Como Escrever Seu Livro.
O programa ministrado pelo músico, poeta e escritor Reynaldo Bessa tem custo Catraca Livre, e acontecerá todas as terças-feiras, das 19h30 às 21h30. São 25 vagas disponíveis no total.
Bessa dará dicas de como lidar com um bloqueio criativo e passará orientações para um bom desenvolvimento de ideias. Além disso, pontos como descrição de personagens e os caminhos mais promissores do atual mercado editorial brasileiro também serão expostos pelo palestrante.
As inscrições devem ser feitas pelos telefone (11) 3082-5023/3063-3064 ou direto no local até dia 18 de setembro.

A Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima fica na Av. Henrique Schaumann, 777, Pinheiros.

Festival de dança traz estilos antigos para os palcos de CG



Com a proposta de trazer os estilos antigos de volta aos palcos e aprofundar com os dançarinos, a base de cada modalidade, o MS Street Dance Fest 2012, abre o festival na sexta-feira (7), às 20horas, com grupos de diversos estados brasileiros e estilos de dança diferentes. O realizador do evento, Edson Clair – também coreógrafo e diretor do Funk-se, explica que a ideia é explorar as raízes da dança e mostrar ao público que o “velho ainda é novo e importante” e pode ser renovado sempre.

As mostras e competições acontecem na Praça do Rádio Club, em Campo Grande, e vão até o dia 9 de setembro. Também fazem parte da programação, workshops ministrados por profissionais de renome nacional e internacional, entre eles estão Thiago “Negraxa” - do grupo The Face, Ivo Alcântra “Left Bass ” - idealizador do Identidade Hip Hop, e Karla Mendes - bailarina, professora e coreógrafa do Studio Dançarte, formada pelo Ragga Jam.
As oficinas serão realizadas no Colégio Joaquim Murtinho no dia 8 de setembro, das 9h as 12h30. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo blog: http://msstreet12.blogspot.com.br/. O valor é de R$ 80, para aqueles que não fazem parte de nenhum grupo da competição, e as vagas são limitadas.

A entrada no festival é gratuita e o evento conta com patrocínio da Caixa Econômica Federal e tem o apoio da Fundação de Cultura de MS – Fundac. Nos dias 7 e 8 de setembro, a programação inicia às 20 horas. Já no dia 9, o festival começa às 17h. Para mais informações, acesse o blog do festival ou ligue no (67) 3384-2283.