sexta-feira, 31 de agosto de 2012

III Seminário Internacional de Políticas Culturais



Estão abertas as inscrições para o III Seminário Internacional de Políticas Culturais, promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa nos dias 19, 20 e 21 de setembro.. O evento, com participação gratuita, é organizado por Lia Calabre, Maurício Siqueira e Adélia Zimbrão (FCRB). Trata-se de um encontro de especialistas, estudiosos e interessados em questões relacionadas à área de políticas culturais, visando divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações políticas e das reflexões históricas e teóricas. O encontro será composto por conferências, palestras e comunicações individuais e terá presença dos principais pesquisadores brasileiros e estrangeiros nas áreas de política e gestão cultural.

Para se inscrever, basta enviar um email para politica.cultural@rb.gov.br contendo o nome completo do participante, o email de contato e a informação se deseja receber o certificado. Serão concedidos certificados a participantes com pelo menos 75% de frequência.


Programação:
:: 19 de setembro

13h Inscrições

13h30  Mesa de abertura - auditório

14h Conferência –  “Industrias creativas y políticas culturales” - Rubens Bayardo, Instituto de Altos Estudios Sociales (IDAES), Universidade Nacional de San Martín (UNSAM) – Argentina

15h30h Mesa 1  - auditório
"Economia Criativa e Megaeventos - Concepções de cidade criativa e megaeventos"
Clarissa Semensato,  Fundação Casa de Rui Barbosa/ Polo Universitário de Rio das Ostras -  Universidade Federal Fluminense (FCRB/ PURO-UFF) e Mauricio Siqueira Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB)

"Economia Criativa: abordagens e estratégias de operacionalização do conceito"
Heliana Marinho, SEBRAE-RJ

"Considerações sobre a influência do patrimônio cultural na decisão de localização de um megaevento"
Cládice Diniz , Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio)

"O legado imaterial dos Jogos Olímpicos: processos, dimensões, perspectivas e conflitos"
Gerardo Silva, Universidade Federal do ABC  (UFABC)

18h   Intervalo

18h30  Mesa 2 – auditório
"Rumos Pesquisa Aplicada (Observatório Itaú Cultural): resultados"
Selma Cristina da Silva (coordenação), gerente do Observatório e do Centro de documentação do Itaú Cultural

"Educação à distância na formação dos gestores culturais dos pontos de cultura: limites e possibilidades"
Maria Daniela C Gouveia de Melo, mestranda em Administração – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

"Call for Problemas: uma pesquisa Fora do eixo"
André Azevedo da Fonseca Universidade Estadual de Londrina (UEL)

"Acari Cultural: Mapeamento da produção cultural em uma favela da zona norte do Rio de Janeiro"
Adriana Facina,  Universidade Federal Fluminense (UFF)

:: 20 de setembro

9h

Comunicações Mesa I – auditório -  Diálogos Cultura Viva

Comunicações Mesa  II – sala de cursos -  Patrimônio e memória

Comunicações Mesa III – porão do Museu - Políticas e governos locais

11h15

Comunicações Mesa IV – auditório -  Financiamento

Comunicações Mesa V – sala de cursos - Cultura e direito

Comunicações Mesa VI – porão do Museu -  Políticas públicas e patrimônio

13h30   Intervalo

14h30

Comunicações Mesa VII – auditório -  Economia da Cultura

Comunicações Mesa VIII – sala de cursos -  Patrimônio imaterial

Comunicações Mesa IX – porão do Museu -  Política cultural, história, discursos e representações

16h30   Intervalo

17h 
Comunicações mesa X  - auditório - Cultura, arte e direito

Comunicações Mesa XI – sala de cursos -  Formação, gestão e financiamento

Comunicações Mesa XII – Porão do Museu - Política cultural, educação e patrimônio


:: 21 de setembro

9h 
Comunicações Mesa XIII-  auditório - Políticas setoriais – audiovisual

Comunicações Mesa XIV – sala de cursos - Políticas, ações e informações

Comunicações Mesa XV – porão do Museu -   Políticas culturais e problemáticas contemporâneas

11h15 

Comunicações Mesa  XVI – auditório -  Política cultural e artes

Comunicações Mesa XVII – sala de cursos - Planos e sistema

Comunicações Mesa XVIII – porão do Museu - Políticas culturais / fronteiras

13h30   Intervalo

15h Mesa 3 – auditório
"La cuantificación del consumo cultural y las políticas culturales".
Carolina Asuaga,  profa. titular -  Facultad de Ciencias Económicas y Administración. Universidad de la Republica -Uruguai

"A experiência de Sergipe em planejamento regional: algumas questões sobre territorialidade e cultura"
Maria Lúcia de Oliveira Falcón, secretária de Desenvolvimento Urbano de Sergipe e Profa. Universidade Federal de Sergipe (UFS)

"Indicadores culturais e o novo modelo de gestão da Prefeitura de Porto Alegre"
Alvaro Santi, coordenador do Observatório da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre

"SNIIC Uma plataforma para governança colaborativa"
Américo Córdula, diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC)

18h30   Lançamentos

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Inscrições abertas para o Mestrado 2013



Estão abertas as inscrições para o processo seletivo de ingresso no Programa de Pós-Graduação em Música (PPGM) - mestrado acadêmico stricto-sensu, ano de 2013. As inscrições vão até 05 de outubro, podendo ser feitas na secretaria do Programa, de 10 às 16h, na Rua do Passeio, 98; ou via SEDEX encaminhado para o endereço: “Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Música da Escola de Música da UFRJ - Rua do Passeio, 98, Lapa, CEP, 20021-290, Rio de Janeiro, Brasil”.

 Serão oferecidas 32 vagas, distribuídas pelas seguintes áreas de concentração, linhas de pesquisa e docentes orientadores:

I – COMPOSIÇÃO – Linha de Pesquisa: “Poéticas da criação musical” (5 vagas). Docentes orientadores: Dr. Carlos Almada, Dr. Marcos Nogueira, Dr. Pauxy Gentil Nunes.

II - PRÁTICAS INTERPRETATIVAS - Linha de Pesquisa: “Práticas interpretativas e seus processos reflexivos” (9 vagas). Docentes orientadores: Dr. Aloysio Fagerlande, Drª. Ana Paula da Matta, Dr. André Cardoso, Dr. Marcelo Verzoni, Dr. Marcos Nogueira, Drª. Maria José Chevitarese, Drª. Miriam Grosman.

III – MUSICOLOGIA – Linha de Pesquisa: “História e documentação da música brasileira e ibero-americana” (8 vagas). Docentes orientadores: Dr. André Cardoso, Dr. João Vidal, Dr. Marcelo Fagerlande, Dr. Marcelo Verzoni, Drª. Marcia Taborda, Drª. Maria Alice Volpe.

IV – MUSICOLOGIA - Linha de Pesquisa: “Etnografia das práticas musicais” (4 vagas). Docentes orientadores: Dr. José Alberto Salgado, Drª. Regina Meirelles, Dr. Samuel Araújo.

V – MUSICOLOGIA - Linha de Pesquisa: “Sonologia” (1 vaga). Docente orientador: Dr. Rodolfo Caesar.

VI – EDUCAÇÃO MUSICAL - Linha de Pesquisa: “Música, saúde e educação” (5 vagas). Docentes orientadores: Dr. Celso Ramalho, Drª. Maria José Chevitarese, Dr. Sergio Alvares.

A divulgação da lista de candidatos aceitos está marcada para dia 11 outubro. A primeira etapa do processo seletivo, que consiste na defesa de anteprojeto de pesquisa, deverá ocorrer de 15 a 18 de outubro e a segunda de 22 e 25 de outubro, com calendário específico para cada Linha de pesquisa.

A documentação necessária e demais informações podem ser consultadas no edital do processo de seleção.

Balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro


Temporada de Dança

Programa

Roland Petit, Hélio Bejani.

Serviço

31.08 - sexta-feira - 21H00
Teatro Alpha
Rua Bento Branco de Andrade Filho, 727
Santo Amaro - São Paulo - SP
11-5693-4000
R$ 40,00 a R$ 110,00

Um século de música popular brasileira



As origens da MPB, os principais compositores e intérpretes de 1890 a 1990, década a década, de Chiquinha Gonzaga a Marisa Monte, de Catulo da Paixão Cearense a Zezé Di Camargo e Luciano. Relançado semana passada, “MPB - a história de um século” (Editora Funarte, R$ 70) é um livrão de 528 páginas que serve de referência a quem quer entender os rumos dessa trajetória, e acompanhá-la em fotos.
São 400 imagens de artistas de “importância decisiva”, entre amarelados registros de Patápio Silva, Ernesto Nazareth, Heitor dos Prazeres e Pixinguinha, imagens icônicas das gerações bossa nova (Tom, Vinícius, Menescal, Bôscoli, Carlos Lyra e companhia, Sérgio Mendes e o Brasil-66 posando com Nixon em Washington), da música de protesto, festivais, jovem guarda, até chegar aos anos 90 do pagode e do sertanejo pop.
A publicação culmina na “nova MPB” que também estourou ali: Marisa, Cássia Eller, Chico César, Zélia Duncan, alguns “modismos” passageiros e fenômenos femininos que se perpetuaram (Ivete, Ana Carolina).
Já a novíssima MPB não entrou. “O espírito do livro foi se ater ao século 20, que foi o consolidador e definidor da MPB. O século 21 está começando ainda, não dá para se ter uma apreciação crítico-histórica”, diz Ricardo Cravo Albin, pesquisador aplicado e diretor do Museu da Imagem e do Som entre 1965 e 1971. Seus textos aparecem no livro também em inglês, francês e espanhol.
Se a definição do que é MPB pode ser controversa, para Cravo Albin não haveria sentido dividi-la em gêneros.
 “A indústria fonográfica é que separa em gêneros mercadológicos. Dizer que MPB é apenas Chico Buarque é uma tolice sem paralelo. MPB é um título geral, que abrange o rock, a música sertaneja, regional, é um grande guarda-chuva”. Atualmente, é do Instituto Cravo Albin o mais confiável banco de dados online sobre essa história, o dicionário com sete mil verbetes está acessível no endereço dicionariompb.com.br.
 “BREVE HISTÓRIA”
O livro é de 1998, estava esgotado desde o primeiro lançamento e nunca havia sido atualizado. Divide-se em duas partes: na primeira, atém-se às origens da MPB, ou “uma breve história” de cem anos, com capinhas de discos, resumos biográficos e contextualização na linha do tempo da MPB conforme a sua análise
 “O nascimento dos primeiros indícios de música popular brasileira se deu há cerca de 200 anos”, explica o texto, sendo um dos “mais remotos registros de canto popular” os do poeta baiano Gregório de Matos.
No entanto, “as bases” do que temos hoje só seriam fixadas na segunda metade do século 19, com os lundus e modinhas de pioneiros como Xisto Bahia, Chiquinha Gonzaga e Joaquim Callado, o samba de Donga e João da Baiana, o choro e os conjuntos instrumentais.
Seguem-se anos dourados, de canções de Sílvio Caldas & Orestes Barbosa, Ari Barroso e Ataulfo Alves; vozes como Carmen Miranda, Orlando Silva, Francisco Alves, Mário Reis e Aracy de Almeida; uma certa profissionalização; o auge dos ritmos nordestinos; a modernização trazida pela bossa. E daí por diante, até chegar a Cartola, Roberto Carlos, Chico Buarque, Gil, Caetano e os roqueiros dos anos 80. Na segunda parte do livro, vêm os maiores nomes de cada década, na forma de verbetes com as devidas fotos.

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo


Abel Rocha - regente
Daniela Desso - soprano
Fábio Amilato - Tenor

Serviço

31.08- sexta-feira - 21H00
Teatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/n
São Paulo - SP
R$ 20,00 a R$ 60,00

Oscar 2013 – Termina Hoje o prazo para inscrição de brasileiros no Oscar



Termina hoje a inscrição de filmes de produção brasileira de longa metragem que queiram participar do processo de seleção destinado à indicação do filme nacional que concorrerá ao Oscar 2013 – 85ª Premiação Anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences.

As inscrições começam nesta terça-feira, 7, e estarão abertas até o dia 30 de agosto, conforme a Portaria nº 109, assinada pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, publicada na edição de 7 de agosto do Diário Oficial da União ( Seção 1, página 5 ).

Toda essa fase do trabalho é coordenada pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Inscrições

Poderão ser inscritos filmes que tenham sido exibidos ou que serão projetados publicamente, com fins comerciais, pela primeira vez no Brasil, e por pelo menos sete dias consecutivos (no período de 1º de outubro de 2011 a 30 de setembro de 2012) em uma sala de cinema comercial.

Toda a  comprovação deverá ser feita por meio do cronograma de exibição.

A inscrição no processo de seleção implica a declaração de ciência e concordância com as normas e condições de participação no certame, estabelecidas pela academia que promove o Oscar.

Para se inscrever, os interessados deverão preencher o requerimento, de acordo com o anexo 1 da portaria e reunir 12 (doze) cópias do filme, em DVD, as quais deverão ser entregues no seguinte endereço:

Oscar 2013

Ministério da Cultura
A/C Secretaria do Audiovisual
SCS Quadra 09, Lote C, Torre “B”, 8º andar
Edifício Parque Cidade – Corporate
CEP: 70308-200 – Brasília/DF

Serão admitidas inscrições por Sedex ou similar. Para o caso de dúvidas, é só mandar email para savinfo@cultura.gov.br

A Comissão Especial de Seleção se reunirá no dia 20 de setembro próximo, às 10 horas, no Palácio Gustavo Capanema, Rua da Imprensa, nº 16, 2º andar, Centro, Rio de Janeiro para anunciar o filme selecionado.

Imagem

IX Bimesp - Bienal Internacional de música eletroacústica de São Paulo



Curadoria - Federico Schumacher
Realização - Estúdio Panorama de Música Eletroacústica da Unesp e Sesc
Direção Artística: Flo Menezes

Serviço:

31.08 - quinta feira - 19h00
Teatro Maria de Lourdes Sdkeff
Rua Dr. Teobaldo Ferraz, 271
Barra Funda - SP
11-33938615
Entrada Franca

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo


Carlos Rizzi - regente
András Schiff - piano

Programa:
Luigi Becchorini, Beethoven, Schumann.

Serviço

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, s/n
São Paulo  SP
R$ 26,00 a R$ 149,00

IX BIMESP - Bienal Internacional de Música Eletroacústica de São Paulo



Curadoria - Federico Schumacher
Realização - Estúdio Panorama de Música Eletroacústica da Unesp e Sesc
Direção Artística: Flo Menezes

Serviço:

30.08 - quinta feira - 20h00
Teatro Maria de Lourdes Sdkeff
Rua Dr. Teobaldo Ferraz, 271
Barra Funda - SP
11-33938615
Entrada Franca

Petrobras lança Seleção Pública de Projetos Culturais 2012



A Petrobras por intermédio do Programa Petrobras Cultural abre Seleção Pública de Projetos 2012 nos seguintes Seguimentos:
ü  Apoio a museus, arquivos e bibliotecas.
ü  Memória das artes.
ü  Patrimônio Imaterial.
ü  Circulação de exposições.
ü  Manutenção de grupos e companhias de teatro.
ü  Manutenção de grupos e companhias de dança.
ü  Produção de filmes de longa metragem para salas de cinemas.
ü  Festivais de cinema.
ü  Produção literária: ficção e poesia.
ü  Apoio a artistas, grupos ou redes musicais.
ü  Festivais de música
Para informações detalhada de cada seguimento acesse:
Abaixo informações sobre seguimentos relacionados a música.
Apoio a artistas, grupos ou redes musicais.
Esta Área de Seleção Pública refere-se ao apoio à música brasileira em duas frentes:
- Patrocínio a artistas ou grupos de música brasileira pelo período de dois anos, visando à realização de um projeto exclusivo para a Petrobras.
- Patrocínio, pelo período de dois anos, a projetos de estruturação e implantação de redes de música, interligando agentes culturais para o fomento e a sustentação de ações coletivas.

Verba total: R$ 8 milhões
Valor máximo por projeto:
•    Projetos envolvendo o lançamento de novos artistas: R$ 400 mil;
•    Projetos envolvendo artistas com carreira estabelecida: R$ 800 mil;
•    Projetos envolvendo redes de música:R$ 600 mil
Período de realização: entre julho de 2013 e junho de 2015.
Para regulamentos, ficha de inscrição e outras informações e/ou documentos  acesse:

Festivais de música
Esta área refere-se ao apoio a festivais de música brasileira que se realizem no território nacional.
Verba total: R$ 2.000.000,00
Valor máximo por projeto: 300 mil reais
Período de realização: entre abril de 2013 e março de 2014
Para regulamentos, ficha de inscrição e outras informações e/ou documentos  acesse:

Prazos de inscrições para editais do ProAC voltados para museus prorrogados



A Secretaria de Estado da Cultura prorrogou o prazo de inscrições para os dois editais do Programa de Ação Cultural (ProAC) voltados especificamente para museus. Agora, os projetos vinculados à difusão de acervo museológico podem ser inscritos até 14/09. Já os trabalhos que envolvem preservação de acervos terão inscrições encerradas no dia 17/09. Ao todo, o investimento para o segmento é de R$ 550 mil – oito projetos serão contemplados.

No caso do edital de Difusão de Acervos Museológicos, os projetos apresentados deverão contemplar uma ou mais das seguintes atividades: produção de exposição temporária, itinerância, catálogo de exposição ou acervo, produção e confecção de material educativo e ação educativa. Cinco projetos serão selecionados, sendo que cada um receberá o valor de R$ 50 mil para a execução da proposta. As inscrições devem ser feitas até o dia 14 de setembro.

Como contrapartida, os contemplados deverão prever a realização de atividades de capacitação profissional no interior e litoral do Estado, em temas relacionados ao projeto apresentado.

Já o edital de Preservação de Acervos Museológicos, com inscrições abertas até o dia 17 de setembro, irá contemplar três projetos de produção e execução de tratamento técnico, conservação ou documentação de acervo museológico. Os contemplados irão receber, cada um, R$ 100 mil para a concretização do trabalho. Como contrapartida, eles deverão executar ações de divulgação das atividades realizadas no acervo, tais como palestras, seminários e oficinas.  

Os critérios de avaliação estão descritos nos editais e incluem a relevância do acervo, qualificação dos profissionais envolvidos no projeto, diversidade temática e estética, interesse público, entre outros.

Os dois editais estão disponíveis no site da Secretaria de Estado da Cultura (www.cultura.sp.gov.br).

Unicamp cancela exigência de vídeo para candidatos do curso de música


Material audiovisual seria parte da avaliação dos vestibulandos na prova.
Comissão afirma que havia pouco tempo disponível para preparar vídeo.

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) cancelou a exigência de gravação em vídeo para os candidatos aos cursos de música da universidade no vestibular 2013. Este seria o primeiro ano que a avaliação contaria com o material audiovisual, mas, segundo a universidade, o tempo apertado para elaboração do vídeo causou o cancelamento.
No material, os vestibulandos deveriam aparecer tocando o instrumento que pretendem estudar. A avaliação, chamada de prova de habilidades instrumentais, comporia metade da nota da primeira fase do vestibular, somando pontos para a segunda etapa.
Segundo a Comvest, o pouco tempo disponível para a preparação e gravação dos vídeos levou a comissão a cancelar a prova. Com isso, os interessados em prestar o vestibular para os cursos de música não precisarão mais enviar o material audiovisual.
A prova presencial de Habilidades Específicas, após a segunda fase do vestibular 2013, será mantida. O detalhamento da prova está disponível no Manual do Candidato, disponível no site da Comvest a partir do desta segunda-feira (20).
Vestibulandos
Na última semana, o G1 repercutiu com alguns candidatos a mudança inédita no vestibular da Unicamp. os entrevistados haviam aprovado a iniciativa porque, segundo eles, o material seria uma oportunidade de mostrar uma técnica mais apurada.

Prêmio Paraná de Literatura encerra inscrições na sexta-feira



O concurso vai selecionar livros inéditos em três categorias

As inscrições para o Prêmio Paraná de Literatura 2012, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, seguem abertas até esta sexta-feira, 31/08. Em sua primeira edição, o concurso vai selecionar livros inéditos em três categorias que homenageiam figuras importantes da literatura paranaense: Romance (prêmio Manoel Carlos Karam), Contos (prêmio Newton Sampaio) e Poesia (prêmio Helena Kolody). O vencedor de cada categoria receberá R$ 40 mil e terá sua obra publicada pela Biblioteca Pública do Paraná, com tiragem de mil exemplares. Os premiados também receberão 100 cópias de seus livros. O resultado será divulgado na primeira quinzena de dezembro. O edital do Prêmio está disponível nos sites da Biblioteca Pública do Paraná e da Secretaria da Cultura do Paraná. Mais informações pelo telefone (41) 3221-4917

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo no Concertgebouw faz agora parte da história



A Orquestra de São Paulo surpreendeu o público holandês ao se apresentar na Grande Sala do Concertgebouw, em Amsterdã, no último domingo (19). Joel Galmacci é gerente da OSESP desde 2006 e conversou com o BnH. “Há muitos anos a orquestra almeja tocar aqui, por isso hoje é um dia super especial. Os músicos e a maestrina estão muito emocionados. Esse dia entrou para a história da orquestra, todo mundo está muito feliz, por isso abraçaram-se no final”, diz.

Galmacci tem formação como violonista erudito, e apesar do violão não ser aceito como parte de uma orquestra, ele diz que tem muito orgulho do que faz. “Sempre adorei o ambiente de orquestras, principalmente a orquestra do conservatório onde estudava. Esse foi um atalho para mim, uma grande oportunidade de trabalhar num projeto dessa magnitude. Tocando violão eu jamais estaria junto com a uma orquestra. Fico muito orgulhoso por conseguir atuar nos bastidores e participar de algo tão importante para o Brasil”, analisa.

Para a turnê pela Europa, a OSESP enviou uma equipe de 100 músicos. A multinacionalidade de São Paulo está refletida nas 17 nacionalidades que integram a orquestra, mas os brasileiros são maioria. “A orquestra tem agenda lotada, porém, temos um  contingente grande, então há revesamento para que os músicos consigam atuar sem prejuízos artísticos. Uma turnê é sempre cansativa, mas eles tiram energia do estímulo que é poder tocar numa sala como essa do Concertgebouw”, explica.

Lançamento do CD DEZ ARRANJOS do Fernando Corrêa Combo



Lançamento do CD DEZ ARRANJOS do Fernando Corrêa Combo na próxima quinta-feira (serviço na programação abaixo), e Ouçam o novo arranjo de Fernando de “Blues for Jim” com a Orquestra Jazz Sinfônica, cuja primeira gravação participei (CD Em contraste está em seu site www.fernandocorrea.mus.br para download)

Nossos próximos compromissos:

Dia 30/8 - Lançamento do CD Dez Arranjos do Fernando Corrêa Combo no Jazz nos Fundos, quinta-feira, 22h
Dia 02/9 – Lucas Bonetti Octeto convida Fernando Corrêa no Centro Cultural Rio Verde, domingo, 14h.
Dia 03/9 - Palestra "Bossa nova: um sopro de renovação na cultura brasileira" na Semana de História, FACCAMP, 19:30-22:30h.
Dia 07/9 – Quarteto Impossível. Ao Vivo, 20:30h.
Dia 25/9 – Liliana Bollos piano solo no projeto Música de bandeja no SESC Pinheiros, terça-feira, 12:30-14h.

SOPRANO HAERAN HONG APRESENTA-SE DIA 29 DE AGOSTO PELA SÉRIE CULTURA ARTÍSTICA – ITAIM 2012, COM PARTICIPAÇÃO DO PIANISTA MARCO BERNARDO

Haeran Hong


Cantora Sul-coreana interpretará obras de Giulio Cesare Handel, Franz Schubert, Claude Debussy, Hugo Wolf, Franz Liszt, dentre outras

Protagonista de diversas óperas, vencedora de importantes premiações como a Career Bridge Competition (2010) e o Concurso Internacional Rainha Elisabeth (2011), a soprano coreana Haeran Hong é a atração da série Concertos Cultura Artística – Itaim, no dia 29 de agosto, às 21h, no Teatro Cultura Artística Itaim (Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1830, Itaim Bibi). Ao seu lado estará o pianista Marco Bernardo, de sólida reputação no país, por conta de trabalhos como arranjador, maestro preparador e solista.

A série, iniciada em maio, conta com apresentações de importantes músicos do Brasil e do exterior, entre recitais solo, duos e outras formações. Nomes como o violonista cubano Manuel Barrueco, o violoncelista italiano Enrico Dindo e o pianista brasileiro Flávio Varani são parte da programação. Antes de cada apresentação, a jornalista Gioconda Bordon realiza um bate-papo com a plateia, abordando um pouco mais sobre intérprete, obras e compositores. O patrocínio da série é da CPFL e da Promon, com produção da Interarte.

Haeran Hong vai interpretar composições de Giulio Cesare Handel, Franz Schubert, Claude Debussy, Hugo Wolf, Franz Liszt, Léo Deliebe, Gaetano Donizetti e Gioachino Rossini. Grande vencedora da edição 2011 do Concurso Internacional Rainha Elisabeth, na Bélgica, e da Career Bridge Competition, em Nova York, há dois anos, a cantora possui mestrado em estudos operísticos pela Juilliard School, e bacharelado em música pela Universidade Nacional de Artes da Coreia.

Já interpretou inúmeras protagonistas em montagens operísticas, tais como Susanna, em “As Bodas de Figaro”, no Teatro de Ópera da Universidade Nacional Coreana e no Teatro de Ópera da Juilliard School; e Adina, em“L`elisir d`amore”, no Teatro de Ópera da Universidade Nacional Coreana. Também atuou como Gilda, em “Rigoletto”, com a Companhia de Ópera Guang-Gin Gu. Ainda no Teatro de Ópera da Juilliard School, teve os papeis de Poppea ("L`Incoronazione di Poppea"), Soeur Constance ("Dialogues des Carmélites"), Dalinda ("Ariodante"), e Papagena ("A Flauta Mágica").

Estreou profissionalmente como Pamina, em "A Flauta Mágica", no Centro de Ópera Daejeon. Em 2010, obteve os papéis de Barbarina ("As Bodas de Fígaro") e Seleuce (Tolomeo), na Glimmerglass Opera, por meio do Young Artists Program. Suas performances ocorreram sob regência de maestros como Marco Armiliato, Harry Bicket, Christian Curnyn, David Angus, Anne Manson, Gary Thor Wedow, entre outros. Além da passagem pelo Brasil, na temporada 2012/2013 participará também da da temporada no Metropolitan Opera de Nova York, atuando em Parsifal, Un Ballo in Maschera e Dialogues des Carmélites.
Marco Bernardo é natural de São Paulo, Capital, vem de família de talentosos músicos pelo ramo paterno que muito o influenciaram: seu tio Ciccillo (Francisco Bernardo) foi violinista-spalla das orquestras Sinfônica Brasileira (OSB) e da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, além de músico requisitado em importantes gravações nas décadas de 40 a 60, e seu tio Arthur Bernardo foi violonista, vocalista, compositor e um dos fundadores do célebre conjunto vocal-instrumental Demônios da Garoa.

Estudou piano com os professores Rosa Lourdes Civile Melitto, Lourdes França, Gilberto Tinetti e Lina Pires de Campos. É diplomado em Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Sua expressiva discografia destaca os seguintes títulos: “Homenagem a Canhotinho”, lançado em agosto de 2000 em selo Digital, composto de transcrições próprias para piano solo da obra do cavaquinista Roberto Barbosa Canhotinho simultaneamente publicadas em álbum de partituras editado pela Irmãos Vitale, entre outros.
Recentemente gravou o CD “O Cancionista”, a ser lançado ainda neste semestre, trazendo sua faceta de cantor e acompanhando-se ao piano na interpretação da grande canção brasileira e internacional.

SÉRIE CONCERTOS CULTURA ARTÍSTICA – ITAIM

Hong Haeran, soprano. Marco Bernardo, piano.
Quarta-feira, 29 de agosto de 2012, às 21h

Programa          
Giulio Cesare Handel  Vadoro Pupille
Piangero
Franz Schubert                 Rastlose liebe
Die junge Nonne
Claude Debussy              Pierrot
Apparition
Hugo Wolf                         Auch kleine dinge  (Italienisches Liederbuch)
Du denkst mit einem Faedchen
Ihr junge Leute
Wir haben beide lange
Schweig einmal Still
Ich hab in Penne

Franz Liszt - Oh quands je dors
Léo Deliebe - Les fille de Cadix
Gaetano Donizetti - La zingara
Gioachino Rossini - La fioraia Fiolentina

Serviço:
Cultura Artística Itaim
Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1830, Itaim Bibi – São Paulo (SP)
Capacidade: 303 lugares
Ar condicionado. Acesso para portadores de necessidades especiais
Preços: R$ 40 / R$ 20 (estudantes e idosos) / R$ 10 (estudantes até 30 anos, meia-hora antes do concerto)
Horário da bilheteria: a partir das 15h, até o horário do concerto.

Centro de Formação em artes da Funceb, oferece cursos de qualificação para profissionais em música - BA



O Centro de Formação em Artes (CFA) e a Coordenação de Música da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), convocam artistas da música para o Programa de Qualificação em Música, que vai oferecer cursos diversos para o aperfeiçoamento do trabalho de quem já tem experiência na área. No total, 240 vagas são disponibilizadas para turmas estruturadas em dois Núcleos: Formação Musical com Enfoque na Música da Bahia, coordenado por Letieres Leite, e Núcleo Moderno de Música, coordenado por Bira Marques. As aulas serão iniciadas em 10 de setembro, na sede do CFA (Pelourinho), e as inscrições, que são gratuitas, ficam abertas até a mesma data ou até o preenchimento total das vagas, podendo ser feitas no mesmo local.

Na perspectiva de uma educação cidadã, os princípios do Centro de Formação em Artes, além de prezar pela formação técnica e iniciação artística, também se alinham à política de educação profissional dos Ministérios da Cultura e da Educação, tendo em vista a qualificação dos trabalhadores das artes. Esta iniciativa também responde a um diagnóstico obtido através de entrevistas e encontros, realizados entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012, com instituições públicas que oferecem curso de formação em Música e profissionais de educação musical atuantes na Bahia. Entre as representações ouvidas, estiveram a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o Colegiado de Licenciatura em Música da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), o Núcleo de Artes da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), o Curso Técnico de Música do Colégio Manoel Novaes, o Centro Estadual de Educação Profissional em Artes e Design e o Núcleo Moderno de Música.

Esta escuta confirmou a necessidade de promover qualificação formal para que jovens músicos e profissionais da área possam enriquecer seus conhecimentos, aprimorar sua atuação profissional e obter melhores condições de inserção no mercado de trabalho e na sociedade. Um fator que consolida a importância desta demanda advém da Lei Federal 11.769, aprovada em 2011, que garante a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas públicas, o que amplia as oportunidades formais de emprego e renda para professores capacitados no setor.

O Programa de Qualificação em Música consolida um projeto piloto de formação continuada em música, executado pela FUNCEB no segundo semestre do ano passado. Nesta ação, o próprio maestro Letieres Leite, à frente do trabalho de dez outros professores, atendeu a 50 alunos oriundos de projetos sociais e ONGs de Salvador, para qualificá-los no seu fazer artístico enquanto músicos, numa metodologia que privilegiou a música afrobaiana e o seu universo percussivo, aliados à música contemporânea mundial. Estes alunos têm lugar garantido para dar prosseguimento aos seus processos formativos através dos novos cursos. Da mesma maneira, músicos que participaram de Encontros Setoriais promovidos pela FUNCEB no interior da Bahia serão especialmente convidados para as aulas, reservando 10% das vagas para eles, nos dois módulos.
  
Cursos e vagas

No Núcleo de Formação Musical com Enfoque na Música da Bahia, coordenado por Letieres Leite, o aprendizado é voltado para a prática e o pensamento em música, cujo conteúdo tem um forte recorte da música ancestral da Bahia em acordo com tecnologias contemporâneas. O propósito é de capacitar jovens músicos, de 13 a 23 anos, para que encaminhem suas carreiras de maneira qualificada no mercado de trabalho. Serão formadas turmas de Guitarra e Violão (oito alunos), Baixo (seis alunos), Saxofone (10 alunos), Flauta (oito alunos), Trombone (oito alunos), Trompete (10 alunos), Bateria (quatro alunos), Percussão (10 alunos) e Canto (16 alunos). Ao todo, serão, portanto, 80 músicos matriculados, que também terão aulas de Teoria Musical.

No Núcleo Moderno de Música, coordenado por Bira Marques, técnicas musicais para composição, criação de arranjos musicais e orquestração para Música Erudita Popular são os módulos principais. Os cursos, constituídos em oito turmas de 20 alunos, totalizando 160 inscritos, são direcionados para músicos instrumentistas, compositores e educadores da área musical, adultos de todas as idades, que pretendem atuar profissionalmente no mercado da música baiana. Serão formadas turmas de Instrumentação, Orquestração e Arranjo (40 vagas), Harmonia (80 vagas) e Curso Preparatório para o Vestibular de Música (40 vagas).

Todos os interessados nos dois módulos devem comprovar experiência e aptidão na área para concorrer às vagas. Os inscritos podem ser convocados para audições e entrevistas seletivas, caso necessário.

Serviço: 

Programa de Qualificação em Música
Para músicos com experiência
Inscrições: até 10 de setembro ou até a ocupação das vagas disponíveis, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Aulas: A partir de 10 de setembro, em dias e horários variados para cada turma
Centro de Formação em Artes da FUNCEB
Rua do Bispo, nº 29/31 – Pelourinho. Salvador/BA
Telefones: 71 3117-6366/ 6367/ 6368
Quanto: Gratuito

Curso livre discute a história do musical


Quando surgiu o musical? Como esse gênero se desenvolveu e quais as ligações com o teatro musicado e com outros que o antecederam? Essas e outras perguntas estarão em pauta no curso livre “Da ópera ao musical”, promovido pelo Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ-Rio) em parceria com as Escolas de Música e Comunicação da UFRJ. As inscrições vão até o final de agosto. A iniciativa é gratuita e estão sendo oferecidas 80 vagas.
O curso é aberto à população e composto de quatro encontros, sempre às segundas-feiras de setembro, das 18h30 às 20h30, na Sala Multiuso do CCPJ-Rio, localizada no Antigo Palácio da Justiça, na Rua Dom Manuel 29, Centro.  As inscrições podem ser feitas pelos telefones (21)3133-336 e (21)3133-3368, no horário das 12 às 19h, ou pelo e-mail ccpjrio@tjrj.jus.br.
Com origens principalmente em Londres e Nova York no século XIX, o musical desenvolveu-se a partir de formas anteriores de teatro musicado, como a opera buffa (cômica), a opereta e o Singspiel germânico. Destes dois últimos herdou a identidade “popular” e a preocupação com o entretenimento. Da ópera cômica, então elevada à categoria de expressão artística refinada, manteve o interesse pelo sucesso comercial, o que faz com que muitos espetáculos permaneçam mais de uma década em cartaz nos teatros da na Broadway ou do West End.
O curso, ministrado por professores e artistas das áreas da música e do teatro, busca oferecer uma visão mais ampla das origens e do desenvolvimento de um dos gêneros mais presentes na cultura atual. A coordenação é de João Vicente Vidal (Escola de Música) e José Henrique Moreira (Curso de Direção Teatral, Escola de Comunicação).  Os palestrantes, além do próprio Moreira, são Marcelo Fagerlande e Veruschka Mainhard, ambos docentes da Escola de Música, e Luiz Paulo Sampaio, do Instituto Villa-Lobos da UniRio.
A ideia é que as palestras sirvam também como aperitivo para a apresentação em outubro, no Salão Histórico do Primeiro Tribunal do Júri, da opereta “Caso no Júri” (do original “Trial by Jury”), de William Gilbert (dramaturgo) e Arthur Sullivan (compositor), dupla responsável em grande parte pela forma que o gênero assumiu. Com duração de cerca de 40 minutos, a obra é uma das “Savoy Operas”, nome que deriva do teatro construído em Londres, em 1881, pelo empresário e produtor Richard D'Oyly Carte para encenar este tipo de espetáculo. O projeto conta com a participação das Escola de Música, Comunicação e Belas Artes, além da Faculdade de Direito.

Programa do Curso

3 de setembro - “O (re)encontro de música e teatro em torno de 1600”
Ministrante: Marcelo Fagerlande (Músico e Professor - Escola de Música - UFRJ)

10 de setembro - “Atores que cantam ou cantores que atuam? - O intérprete de ópera no século XVIII”
 Ministrante: Veruschka Mainhard (Cantora lírica e professora de canto – Escola de Música / UFRJ)

17 de setembro - “Nova conciliação de teatro e música na ópera romântica: a emergência do encenador e do regente”
Ministrante: Luiz Paulo Sampaio (Professor - Instituto Villa-Lobos - UniRio)

24 de setembro - “Da opereta ao musical: o final do século XIX em Londres e no Rio de Janeiro”
Ministrante: José Henrique Moreira (Diretor teatral e Professor – Curso Direção Teatral - Escola de Comunicação - UFRJ)

CCPJ-Rio
CURSO LIVRE NO PALÁCIO 
Da ópera ao musical

Coordenação:
João Vicente Vidal (Escola de Música – UFRJ)
José Henrique Moreira (Curso de Direção Teatral, ECO-UFRJ)
Ministrantes: Marcelo Fagerlande / Veruschka Mainhard / Luis Paulo Sampaio / José Henrique Moreira

Serviço:

Local: Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro
Antigo Palácio da Justiça - Sala Multiuso
Endereço: Rua Dom Manuel, 29, térreo, Centro - Rio de Janeiro - RJ
Data: 3, 10, 17, e 24 de setembro (segundas-feiras)
Horário: 18h30 às 20h30
Número de vagas: 80
Inscrições: Em agosto, pelos telefones (21) 3133-3366 / 3133-3368 ou pelo email: ccpjrio@tjrj.jus.br
Curso gratuito

Força do conjunto foi o ponto alto do concerto; enquanto a falta de um projeto artístico sólido é o grande “calcanhar de Aquiles” do Municipal


Teatro Municipal do Rio de Janeiro

Depois de o fantasma de famigerados cancelamentos (ou adiamentos ou outras desculpas esfarrapadas) ter retornado recentemente ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a instituição programou para este agosto uma nova apresentação da Messa da Requiem, uma das obras-primas de Giuseppe Verdi, desta vez em versão tapa-buraco.  Antes, porém, de tratar da missa verdiana, é necessário analisar o Municipal e sua programação problemática e sem ambição.
Primeiramente, vá lá que o problema ocorrido no Anexo do Theatro, em decorrência da queda de três edifícios vizinhos no começo do ano, seja uma justificativa plausível para as alterações realizadas pela direção do Municipal em sua programação 2012.  Ainda assim, questiono: qual é o projeto artístico do Municipal do Rio?  Existe tal projeto?  Bem, se existe, desconheço, e desafio qualquer um a esmiuçá-lo.
O que sei é que a programação do único teatro de ópera do Rio de Janeiro, em especial exatamente a sua programação de ópera, é, para dizer o mínimo, desprovida de ambições maiores.  A escolha dos títulos parece quase aleatória ou então baseada em parâmetros não muito sólidos, como o tal “ano da Itália no Brasil”.  2013 será o “ano da Alemanha no Brasil” e, apesar disso, dificilmente teremos mais de um Wagner (que só deve aparecer por causa do seu bicentenário de nascimento), e é muito pouco provável que tenhamos Strauss.
Diante disso, é intrigante ler as palavras da Secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes, no programa de sala vendido na noite desta sexta-feira: “Ao apresentar espetáculos como este, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da SEC, proporciona ao nosso estado a excelência da arte erudita, do Brasil e do mundo”.
A Secretária, com todo o respeito, só pode estar brincando.  Se estivesse realmente interessada em “excelência”, começaria dando à direção do Municipal as condições necessárias para a realização de uma temporada digna, não apenas neste, mas também nos anos vindouros.  Por condições, entenda-se verba, dinheiro – aquele que não falta às obras do Maracanã e à publicidade do Governo do Estado.  Tudo tem a sua importância, naturalmente.  O problema é que o Municipal parece não ter tanta importância aos olhos do Estado, assim com a Cidade das Artes (antiga Cidade da Música) não parece ter importância alguma para a Prefeitura do Rio.  Tudo, muito provavelmente, porque, no Brasil, a arte de alto nível não gera muitos votos.
Especificamente sobre a programação de ópera do Municipal, será que a Secretária sabe que o Theatro não monta uma ópera de Wagner desde 2003?  Será que sabe que não temos uma de Strauss desde 1998?  Será que a Secretária saberia nos dizer quando foi a última vez que uma ópera de Rossini subiu ao nobre palco da Cinelândia, completa com encenação, em produção própria?  A Secretária bem que poderia fazer esta pesquisa, pois constataria que já faz vinte anos (ou quase isso) que uma ópera de Rossini não recebe uma produção completa do Municipal (O Barbeiro de Sevilha de 2010 não foi produção do Municipal, e o de 2009 no Teatro João Caetano não foi encenado).
Só quando se inteirar direitinho dessas informações, apurá-las, verificá-las, analisá-las e corrigir o absurdo de um teatro de ópera passar 14 anos (até o momento) sem mostrar uma ópera de Strauss é que a Secretária poderá, talvez, pensar em usar a palavra “excelência”, e somente poderá usá-la se ela, a Secretária, resolver investir de verdade no Municipal (entenda-se: “dar o seu jeito” de fazer o Municipal ter uma programação decente).  Afinal, dentre outras coisas, é para isso que a Secretária é paga, ou eu estou falando alguma besteira?
A maior prova de que o Municipal não vai bem está no fato de que, dentre as mudanças na programação deste ano, apareceu a ópera Cavalleria Rusticana, que será apresentada em forma de concerto em setembro – exatamente a mesma ópera apresentada na mesma forma de concerto em 2009, quando o Theatro estava fechado para reforma.  Tantas óperas do repertório internacional há anos não são apresentadas no Rio, e o Municipal repete a Cavalleria sem encenação!  Mas tenham dó!  Por que não um Mefistofele ou uma A Danação de Fasto, só para ficar em dois exemplos de algo diferente para os padrões cariocas, alguma coisa para arejar um repertório muito pautado num feijãozinho com arroz sem graça?
Enquanto isso, o Municipal de São Paulo, que também passou por reformas recentemente, já está a meio caminho de ter o ciclo completo do Anel do Nibelungo, ou seja, já tem prontinhas duas das quatro óperas da célebre Tetralogia.  Definitivamente, um abismo artístico separa o primo rico paulistano do primo pobre carioca, pois o teatro de ópera da terra da garoa está mostrando claramente qual é a sua ambição, enquanto a ambição do carioca é… é qual mesmo, hein?
Voltando ao Requiem de Verdi e aos seus artistas, que nada têm com os desmandos do Municipal, tivemos neste 24 de agosto uma bela versão da obra conduzida pelo jovem regente Leo Hussain.
Os solistas eram equilibrados.  A soprano Eiko Senda esteve quase sempre bem, embora o nível de sua performance tenha caído no último movimento,  Libera me.  Razoáveis foram as participações da mezzosoprano Adriana Clis e do tenor Marcello Vannucci.  Um nível acima esteve o baixo argentino Hernan Iturralde, dono de uma voz bem projetada, bem dosada e bastante expressiva.
O Coro do Theatro Municipal, sempre preparado por Maurílio dos Santos Costa, teve ótimos momentos, em especial no Dies irae.  A Sinfônica da casa também teve momentos de brilho, com destaque para os gloriosos trompetes do Tuba mirum, sob a condução de um Leo Hussain que parece ter muito a dizer, apesar de exagerar um pouco no gestual.  Com boas opções dinâmicas, apostando em fortes contrastes, e ainda orientando e corrigindo os músicos, o talentoso inglês conseguiu valorizar, sobretudo, o conjunto (orquestra, coro e solistas) da apresentação, que teve suas melhores passagens nos movimentos Lacrymosa (apesar do começo vacilante da mezzo, que se recuperou logo em seguida), Offertorio e Lux Aeterna, todos muito expressivos.
Pena que este bom concerto tenha ficado em segundo plano diante dos problemas aparentemente insolúveis da programação do Municipal.  Este ano foi o Anexo, ano que vem será outra coisa – sempre acontece alguma coisa…  A prova maior?  Os vários assentos vazios em todos os andares da sala de concerto.  Com tantas mudanças e falta de consistência, não há público que resista.
Leonardo Marques


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

QUARTETO KANDINSKY INTERPRETA A MÚSICA DE SCHOENBERG PARA REVELAR SUA RELAÇÃO COM A PINTURA DE KANDINSKY



"Das notas que ouviam cores surgiam" é uma série de quatro concertos que colocam foco nas relações entre Música e Pintura. No primeiro concerto da série, o novo Quarteto Kandinsky, formado por músicos da OSESP, leva ao palco a música de Arnold Schoenberg. O evento acontece no auditório do SESC Pinheiros na quarta-feira 29 de Agosto, às 20h30.
O Quarteto Kandinsky, recém-criado, é formado por quatro destacados instrumentistas em atividade no Brasil – Simona Cavuoto, Alexandre Kanji, Elisa Monteiro e Heloísa Meirelles.
        Os quatro músicos, e mais a pianista Érika Ribeiro, sobem ao palco do auditório do SESC Pinheiros em 29 de Agosto para o primeiro concerto de "Das notas que ouviam cores surgiam", série que coloca foco nas relações entre Música e Pintura, formas de arte que sempre caminharam juntas e se influenciaram mutuamente. A série, com quatro concertos – sempre na última quarta-feira do mês, de Agosto a Novembro –, tem curadoria de Ricardo Bologna. 
        No primeiro deles, a música de Arnold Schoenberg evoca a pintura de Wassily Kandinsky. Serão apresentadas duas obras do compositor austríaco criador do dodecafonismo.
        A pianista Érika Ribeiro interpreta as "Três peças para piano (Drei klavierstücke), Op. 11". Escritas em 1909, essas peças representam um dos primeiros exemplos de "atonalidade" na obra do compositor.
        Depois, o Quarteto Kandinsky, com Simona Cavuoto e Alexandre Kanji, violinos, Elisa Monteiro, viola, e Heloísa Meirelles, violoncelo, apresenta o "Quarteto de cordas N° 1 em ré menor Op. 7". Escrito em 1904-05, este era o favorito do compositor entre os quatro quartetos de cordas que compôs. A obra evoca a linguagem hiper-cromática de Wagner e Mahler e antecipa as dissonâncias das futuras peças atonais de Schoenberg.

Música Atonal, Pintura Abstrata – Wassily Kandinsky (1866-1944), artista russo que em 1939 adquiriu nacionalidade francesa, foi o introdutor da abstração nas artes visuais.
Arnold Schoenberg (1874-1951), compositor austríaco, foi o criador do dodecafonismo, um dos mais revolucionários e influentes estilos de composição do século XX.
        Em 1911, exatamente no momento em que o músico rompia com a tonalidade e o pintor começava com a pintura abstrata, Kandinsky foi assistir um concerto de Schoenberg, em Munique – no qual foram executadas as “Três peças para piano Op. 11” e o “Quarteto de Cordas Op. 7”, que são também as obras do programa desta apresentação do Quarteto Kandinsky que abre a série "Das notas que ouviam cores surgiam".
        Kandinsky ficou fortemente impressionado pelo que ouviu. Aquela foi para ele uma experiência musical tão intensa em termos de pensamentos visuais que o inspirou a pintar "Impression III (Concert)".
        Começava ali uma grande amizade entre os dois artistas que tinham em comum a busca da evolução de suas linguagens. A relação intelectual entre os dois, marcada por frequente troca de correspondências e influências recíprocas, prosseguiu até a morte do pintor, mas o contato pessoal entre eles durou apenas três anos, até 1914 – ano em que Kandinsky deixou a Alemanha e voltou a Moscou..
S E R V I Ç O
Das notas que ouviam cores surgiam

SESC Pinheiros
Quarta-feira, 29 de Agosto, 20:30 horas
Schoenberg & Kandinsky

Quarteto Kandinsky
Simona Cavuoto (violino), Alexandre Kanji (violino), Elisa Monteiro (viola), Heloísa Meirelles (violoncelo)
Músico convidado: Érika Ribeiro (piano)

Programa
Obras de Arnold Schoenberg (1874-1951)
Três peças para piano (Drei klavierstücke), Op. 11
Mäßig (viertel)
Mäßig (achtel)
Bewegt (achtel)
Quarteto de cordas N° 1 em ré menor Op. 7
Nicht zu rasch
Kräftig (nicht zu rasch)
Mäßig (langsame viertel)
Mäßig (heiter)

SESC Pinheiros - Auditório (110 lugares)
Rua Paes Leme 195, 3° Andar, Pinheiros, 3095-9400

INGRESSOS
R$ 16,00
[R$ 8,00, usuários inscritos, +60 anos, estudantes com carteirinha e professores da rede pública; R$ 4,00, trabalhadores no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]. Ingressos à venda na Rede INGRESSOSESC.
Duração: ~ 70 minutos

Indicação etária: não recomendado para menores de 10 anos

III Seminário Internacional de Políticas Culturais



Estão abertas as inscrições para o III Seminário Internacional de Políticas Culturais, promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa nos dias 19, 20 e 21 de setembro.. O evento, com participação gratuita, é organizado por Lia Calabre, Maurício Siqueira e Adélia Zimbrão (FCRB). Trata-se de um encontro de especialistas, estudiosos e interessados em questões relacionadas à área de políticas culturais, visando divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações políticas e das reflexões históricas e teóricas. O encontro será composto por conferências, palestras e comunicações individuais e terá presença dos principais pesquisadores brasileiros e estrangeiros nas áreas de política e gestão cultural.

Para se inscrever, basta enviar um email para politica.cultural@rb.gov.br contendo o nome completo do participante, o email de contato e a informação se deseja receber o certificado. Serão concedidos certificados a participantes com pelo menos 75% de frequência.


Programação:
:: 19 de setembro

13h Inscrições

13h30  Mesa de abertura - auditório

14h Conferência –  “Industrias creativas y políticas culturales” - Rubens Bayardo, Instituto de Altos Estudios Sociales (IDAES), Universidade Nacional de San Martín (UNSAM) – Argentina

15h30h Mesa 1  - auditório
"Economia Criativa e Megaeventos - Concepções de cidade criativa e megaeventos"
Clarissa Semensato,  Fundação Casa de Rui Barbosa/ Polo Universitário de Rio das Ostras -  Universidade Federal Fluminense (FCRB/ PURO-UFF) e Mauricio Siqueira Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB)

"Economia Criativa: abordagens e estratégias de operacionalização do conceito"
Heliana Marinho, SEBRAE-RJ

"Considerações sobre a influência do patrimônio cultural na decisão de localização de um megaevento"
Cládice Diniz , Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio)

"O legado imaterial dos Jogos Olímpicos: processos, dimensões, perspectivas e conflitos"
Gerardo Silva, Universidade Federal do ABC  (UFABC)

18h   Intervalo

18h30  Mesa 2 – auditório
"Rumos Pesquisa Aplicada (Observatório Itaú Cultural): resultados"
Selma Cristina da Silva (coordenação), gerente do Observatório e do Centro de documentação do Itaú Cultural

"Educação à distância na formação dos gestores culturais dos pontos de cultura: limites e possibilidades"
Maria Daniela C Gouveia de Melo, mestranda em Administração – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

"Call for Problemas: uma pesquisa Fora do eixo"
André Azevedo da Fonseca Universidade Estadual de Londrina (UEL)

"Acari Cultural: Mapeamento da produção cultural em uma favela da zona norte do Rio de Janeiro"
Adriana Facina,  Universidade Federal Fluminense (UFF)

:: 20 de setembro

9h

Comunicações Mesa I – auditório -  Diálogos Cultura Viva

Comunicações Mesa  II – sala de cursos -  Patrimônio e memória

Comunicações Mesa III – porão do Museu - Políticas e governos locais

11h15

Comunicações Mesa IV – auditório -  Financiamento

Comunicações Mesa V – sala de cursos - Cultura e direito

Comunicações Mesa VI – porão do Museu -  Políticas públicas e patrimônio

13h30   Intervalo

14h30

Comunicações Mesa VII – auditório -  Economia da Cultura

Comunicações Mesa VIII – sala de cursos -  Patrimônio imaterial

Comunicações Mesa IX – porão do Museu -  Política cultural, história, discursos e representações

16h30   Intervalo

17h 
Comunicações mesa X  - auditório - Cultura, arte e direito

Comunicações Mesa XI – sala de cursos -  Formação, gestão e financiamento

Comunicações Mesa XII – Porão do Museu - Política cultural, educação e patrimônio


:: 21 de setembro

9h 
Comunicações Mesa XIII-  auditório - Políticas setoriais – audiovisual

Comunicações Mesa XIV – sala de cursos - Políticas, ações e informações

Comunicações Mesa XV – porão do Museu -   Políticas culturais e problemáticas contemporâneas

11h15 

Comunicações Mesa  XVI – auditório -  Política cultural e artes

Comunicações Mesa XVII – sala de cursos - Planos e sistema

Comunicações Mesa XVIII – porão do Museu - Políticas culturais / fronteiras

13h30   Intervalo

15h Mesa 3 – auditório
"La cuantificación del consumo cultural y las políticas culturales".
Carolina Asuaga,  profa. titular -  Facultad de Ciencias Económicas y Administración. Universidad de la Republica -Uruguai

"A experiência de Sergipe em planejamento regional: algumas questões sobre territorialidade e cultura"
Maria Lúcia de Oliveira Falcón, secretária de Desenvolvimento Urbano de Sergipe e Profa. Universidade Federal de Sergipe (UFS)

"Indicadores culturais e o novo modelo de gestão da Prefeitura de Porto Alegre"
Alvaro Santi, coordenador do Observatório da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre

"SNIIC Uma plataforma para governança colaborativa"
Américo Córdula, diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC)

18h30   Lançamentos

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo no Proms em Londres, e a ignorância brasileira sobre a musica erudita


Quando da abertura das Olimpíadas deste ano, a bandeira olímpica foi solenemente carregada por oito pessoas, que se destacaram por sua luta pela preservação da harmonia dos povos e do meio ambiente. Entre as oito pessoas estava a brasileira Marina Silva por sua luta pela preservação das florestas (ou o que sobra delas) brasileiras. Perto dela, estava o maestro Daniel Barenboim. Notável maestro e pianista é um dos músicos mais conhecidos do planeta, e estava ali como reconhecimento de sua luta (um tanto quanto inglória) pela união de árabes e judeus. O comentarista da televisão brasileira, um renomado crítico de cinema, encarregado de narrar e explicar a cerimônia, simplesmente não fazia ideia de quem era “aquele senhor” que estava junto a Marina Silva. Esta ignorância em relação à música erudita é uma constante no nosso meio intelectual. Não se trata só de uma questão de gosto. Trata-se de uma questão de cultura geral. Exemplos do que digo? Vejamos alguns exemplos. É difícil se conseguir uma visão completa do surgimento do estilo gótico sem conhecer a música de Leonin (padre e compositor francês que viveu de 1135 a 1201). E é difícil se compreender a amplitude dos ideais da Revolução Francesa sem conhecer a obra de Beethoven. E como podemos aquilatar a importância da Semana de Arte de 22 sem conhecermos as obras que Villa-Lobos apresentou naquele evento? Nestas horas tenho muita saudade de Paulo Francis, um jornalista extremamente culto, com quem tive uma acalorada conversa nos intervalos da ópera “Os Troianos” de Berlioz em Nova Iorque.
Esta displicência a respeito da música erudita é talvez a razão de a estreia da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo no Proms de Londres, um evento extremamente importante para nossa cultura, motivo de orgulho para todos os brasileiros, ter sido tão pouco comentada em nosso país.

Primeiramente o que é o Proms? O Proms é o maior festival de musica erudita do mundo. É chamado também de o mais “democrático” Festival do gênero. Foi fundado em 1895, dura oito semanas, de julho a setembro, e acontece na maioria das vezes no Royal Albert Hall, um auditório extremamente versátil, que comporta 5.544 espectadores. Ele é produzido pela BBC, e apesar da propalada “crise europeia” custa aos cofres públicos ingleses alguns milhões de libras. Neste festival tocam regularmente as maiores orquestras do mundo, como a Orquestra Filarmônica de Berlim, a Orquestra do Concertgebow de Amsterdã, sem falar nas excelentes orquestras inglesas, como a Orquestra Sinfônica de Londres, a Orquestra Sinfônica da BBC, e inúmeros outros conjuntos musicais de diversos estilos. Além das renomadas orquestras, atuam também os mais famosos maestros e solistas da atualidade. O repertório vai desde obras escritas no século XVII até composições do século XXI (sim, elas existem). Espetáculo à parte do Proms é seu público. Apesar de extremamente numeroso o publico do Proms é excepcionalmente silencioso (ai que diferença daqui) e atento. Vale dizer que o setor de plateia do Royal Albert Hall não tem cadeiras. O público fica em pé, e é capaz de acompanhar com atenção e silencio obras às vezes de difícil apreensão e longas, como Sinfonias de Mahler e Bruckner, ou obras complicadas como composições de Schoenberg ou Boulez.

O fato da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, conhecida internacionalmente como Orquestra Sinfônica de São Paulo, estar no Proms equivale a uma medalha de ouro na olimpíada. Pela primeira vez uma orquestra brasileira participa neste festival. Ela e sua maestrina, a americana Marin Alsop, fizeram uma impecável apresentação no Proms no último dia 15. Pude ouvir a apresentação através de um link da BBC que continua disponível. O grande destaque da apresentação foi a execução do Momoprecoce de Heitor Villa-Lobos , tendo como solista o mais famoso musico erudito brasileiro, o pianista Nelson Freire. Aliás, as esparsas presenças do Brasil no Proms aconteceram exatamente através de Villa-Lobos e Nelson Freire. Na última noite do Proms em 2009 o maestro americano David Robertsosn dirigiu uma impecável execução do Choros 10 “Rasga o Coração” de Villa Lobos ( que você pode assistir no youtube) , e Nelson Freire já atuou como solista no Proms de 2010 (igualmente).
A excelência técnica da Osesp é prova de que quando se investe de forma ampla e objetiva os resultados acabam acontecendo. O Estado de São Paulo resolveu arcar com uma despesa enorme para fazer surgir este organismo musical que se destaca internacionalmente. É um exemplo para o país em geral, de que as verbas para cultura e educação deveriam de ser mais do que simples “esmolas”. Nosso país é carente nestas áreas, e os salários de nossos professores são, junto com a corrupção e a violência urbana, problemas dos mais graves que temos. Quem sabe com mais verbas para a educação e para a cultura, um dia o comentarista das olimpíadas não chame Daniel Barenboim de “aquele senhor”.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Orquestra de Câmara do Amazonas e Camerata Musica Brasilis



Marcelo de Jesus – regente
Rosana Lancelotte – cravo e piano
Rosana Lamosa – Soprano
Fernando Portari – Tenor
Ricardo Kanji – flauta
Nicolas de Souza Barras – violão
Alberto Kanji – violoncelo
Mingo Araújo – percussão
Matheus Solano – narração
Programa
Napomuceno e Paulinho Chaves.

Serviço
26.08 – domingo – 19h00
Teatro Amazonas
92-3622-1880
Amazonas – Am.
R$ 20,00

Orquestra Amazonas Filarmônica



Concerto de encerramento do  XI Festival Internacional de Flautas
Benoit Fromanger – flauta
Teatro Amazonas
92-3622-1880
Amazonas – Am.

Coral Pró Música



Série Músicas nas igrejas
Igreja São José
32-3204-0233
Juiz de Fora – MG

Orquestra Sinfônica do Paraná



Guilhermes Manis -  regente
Programa

Serviço
26.08 – domingo – 10h30
Thaikovisky, Prokovief, Dvorák
Guairão – Auditório Bento Munhoz da Rocha
41-334-7914
Curitiba – Pr.

Orquestra Ars Hodierna



Festival Africano e Latino-americano

Programa
Guilherme Bauer, Alfredo Rugeles, Jorge Antunes, Javier Alvaes.
Universidade de Brasília – Campus Darcy Ribeiro
Entrada Franca

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais



Marcos Arakaki – regente
Marlon Humphreus e Érico Fonseca – Trompetes
Programa
Copland, Tchaikovsky, Vivaldi.

Serviço
26.08 – domingo – 11H00
Pça. Duque de Caxias
Belo Horizonte – MG
Entrada Franca