terça-feira, 4 de setembro de 2012

Festival Brasil-Alemanha é atração em setembro


                              
Parceria da UFRJ e da UniRio com a Escola Superior de Música de Karlsruhe evento traz ao Rio professores da instituição alemã que oferecerão cursos de aperfeiçoamento e realizarão concertos.
                  
Prometendo mais um ano de sucesso, a quinta edição do Festival Internacional de Música Brasil-Alemanha acontece no Rio de Janeiro entre os dias 23 e 30 de setembro. Criado em 2008, a iniciativa é o resultado de uma inédita parceria entre três instituições: a Escola Superior de Música de Karlsruhe (Hochschule für Musik de Karlsruhe), a Escola de Música da UFRJ e o Instituto Villa-Lobos da UniRio. Coordenado pelos professores Luiz Carlos Justi (UniRio), Michael Uhde (ESMK) e André Cardoso (UFRJ) o festival proporciona aperfeiçoamento musical para alunos e profissionais do Brasil e da América-Latina com professores da Alemanha sob os auspícios do Deutscher Akademischer Austausch Dienst (DAAD), órgão de intercâmbio acadêmico do governo alemão

O festival não se responsabilizará pelo transporte, hospedagem ou alimentação dos alunos. Dependendo do número de inscritos, e a critério de cada professor, poderá haver uma seleção dos alunos ativos e ouvintes, o que ocorrerá no primeiro dia do curso. Os que se apresentarem após a realização da seleção ficarão automaticamente na categoria de ouvintes.

Estão confirmadas as presenças de 11 professores da Escola Superior de Karlsruhe que oferecerão os seguintes cursos: flauta (Laura Ellen Paulu), clarineta (Eduard Brunner), fagote (David Tomàs-Realp), trompa (Will Sanders), trombone (Werner Schrietter), viola  (Katrin Melcher), violoncelo (Martin Ostertag), piano (Fany Solter e Michael Uhde), piano na música contemporânea (Markus Stange) e regência coral (Martin Schmidt).
Trajetória de Sucesso
Em sua primeira edição o festival se encerrou com um grande concerto coral-sinfônico na Sala Cecília Meireles onde foi executado pelo Coro e Orquestra Sinfônica da UFRJ o Réquiem Alemão de Brahms, tendo como solistas dois alunos de canto, um da UFRJ e outro de Karlsruhe, e a regência do maestro Martin Schmidt. Em 2009 Brahms marcou presença mais uma vez no concerto de encerramento com sua Sinfonia no 1 op 68. O programa teve ainda a participação como solista do professor Albrecht Breuninger, no concerto para violino de Mendelssohn, e a regência do maestro Jamil Maluf, um ex-bolsista do DAAD. Em 2010 o festival foi realizado em duas etapas. A primeira em março com os cursos de instrumentos de sopro e canto ocorreu na UFRJ. A segunda etapa em setembro foi realizada na Uni-Rio com os cursos de cordas e piano e o de regência coral na UFRJ. Em 2011 o festival voltou a ter apenas uma etapa.
Professores
David Tomàs-Realp (fagote) nasceu em Barcelona e desenvolveu sua formação musical no conservatorio de sua cidade. Posteriormente prosseguiu seus estudos no Conservatório de Winterthur, na Suiça, e na Hochschule für Musik de Stuttgart (Alemanha), com o professor  Sergio Azzolini com bolsa da Generalitat de Catalunya e da Fundación Humboldt. Foi professor de fagote da Hochschule für Künste Bremen, do Conservatório Superior de Música de Salamanca e do Conservatório Superior de Les Illes Balears. Em 1999 foi nomeado catedrático de fagote da Folkwang Hochschule de Essen (Alemanha). Foi fagotista da Orquestra Jovem Gustav-Mahler, com a qual realizou concertos nas principais salas da Europa, sob a batuta de regentes como Claudio Abbado, Neville Marriner e Riccardo Chailly. Com o conjunto de sopros Bläsersolisten der Deutschen Kammerphilarmonien, realizou concertos na Alemanha, Áustria, Suiça, Inglaterra e Turquía. Na Espanha atuou como fagotista principal da Orquestra Sinfônica de RTVE (Madrid) e da Orquesta de Castilla León. Na Alemanha foi fagote solista da Deutsche Kammerphilarmonie Bremen, e como músico convidado da Scottish Chamber Orchestra, da Orquestra da Rádio de Hannover, da Mahler Chamber Orchestra e da Orquestra de Câmara da Europa.

Eduard Brunner (clarineta) começou sua educação musical na Basiléia (Suíça), onde nasceu, continuando seus estudos no Conservatório de Paris, com Louis Cahuzac. Durante trinta anos ele foi primeiro clarinetista da Orquestra Sinfônica da Rádio Bávara, de Munique. É Professor de clarineta e música de câmara da Hochschule für Musik und Darstellende Kunst em Saarbrücken (Alemanha). Participa regularmente em festivais de música em Lockenhaus, Viena, Moscou, Varsóvia, Schleswig-Holstein, Berlim, entre outros. Possui uma extensa discografia de mais de 250 obras para clarineta. Gravou as obras completas de Carl Stamitz e Ludwig Spohr para clarineta. Estreou diversas obras de compositores como Helmut Lachenmann, Yun Isanf, Denisov Edison, Jean Françaix, Gia Kancheli e Krzysztof Meyer, entre outros.

Fany Solter (piano) estudou no Conservatório Brasileiro de Música e nos Seminários da Pró-Arte, com Homero Magalhães. Aperfeiçoou-se na Alemanha sob a orientação do pianista Caarl Seeman, diplomando-se pela Escola Superior de Música de Freiburg. Premiada nos concursos de Munique (Alemanha) e Vercelli (Itália), desenvolve intensa atividade como solista e camerista em diversos países da Europa. Foi solista da Orquestra Sinfônica de Praga, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra da Suisse Romande, Orquestra Sinfônica da Rádio da Baviera, da Israel Camerata de Jerusalém, da Orquestra Filarmônica Polonesa, com os regentes Kurt Masur, Eleazar de Carvalho, Lukas Foss, Avner Biron, Vaclav Smetacek, Werner Stiefel, Kurt Redel, Wojtek Rajsky entre outros. Exerce múltiplas atividades no setor cultural alemão. De 1984 até setembro de 2001, foi reitora da Universidade de Música de Karlsruhe (Alemanha), onde é catedrática de piano desde 1976. Foi a primeira mulher a ser eleita para esse cargo na Alemanha e até hoje a única estrangeira a ocupar tão alta posição. Participa de várias instituições estaduais e municipais, além de fundações como: o Conselho Cultural de Karlsruhe, o “Centro de Artes e Mídia” e a Fundação de Música do Banco do Estado de Baden-Württemberg. Além disso, é senadora honoris causa da Universidade Técnica de Karlsruhe e doutora honoris causa da Faculdade de Filosofia da Universidade Fredericiana de Karlsruhe. O governo brasileiro a condecorou com a “Medalha Villa-Lobos” pelos grandes serviços prestados à música brasileira na Europa. Recebeu do governo alemão a “Gran Cruz do Mérito”, a mais alta condecoração daquele país. Apresentou-se em recitais e masterclasses no Japão, Israel, Rússia, Polônia, Itália, Espanha, Argentina e Brasil. Nos últimos anos, foi membro do júri dos concursos internacionais de piano em Genebra, Bruxelas, Luxemburgo, Valência e Tóquio. Grava regularmente para as rádios alemãs de Stuttgart, Berlim e Colônia.

Katrin Melcher (viola) nasceu em Stuttgart e iniciou seus estudos ainda muito jovem incentivada por seu pai Wilhelm Melcher, primeiro violino do famoso Quarteto Melos. Estudou viola com Ida Bieler em Frankfurt e Düsseldorf. Posteriormente completou seus estudos na Guildhall School of Music, em Londres, com David Takeno. Desde 2000 integra a Orquestra da Rádio da SWR Baden-Baden. Ministra cursos e master-classes regularmente através do DAAD no Rio de Janeiro e Natal (Brasil).

Laura Ellen Paulu (flauta) estudou na Universidade de Illinois e fez mestrado na Escola de Música da Universidade de Yale, Nos Estados Unidos. Com bolsa da Fulbright Fellowship foi para a Alemanha onde estudou na Hochschule für Musik Karlsruhe, onde completou seus estudos com distinção. Foi premiada em concursos como o National Flute Association Young Artist e no New Yorker Olga Koussevitsky Competition, nos EUA. Na Alemanha foi primeira flautista do Collegium Bach e da Orquestra de Câmara de Stuttgart, com a qual fez tounés de concertos na Europa, EUA, Canadá, Brasil e Japão.

Markus Stange (piano na música contemporânea) nascido em 1955. Estudou piano com Jürgen Uhde em Stuttgart, Roland Keller em Lübeck, Frantisek Rauch e Valentina Kmenikowa em Prage, assim como Master Classes com Ditta Pasztory-Bartók e Aloys Kontarsky. Apresentou como solista, camerista e acompanhador em Lied em concertos na Europa, América do Norte, Ásia e África. Forma há quase vinte anos o Stuttgarter Klavierduo e desde 2005 juntamente com a pianista Yukilo Naito. É fundador e membro do conjunto “Piano & Percussão”. Tem atividade intensa como intérprete de música contemporânea. Inúmeras apresentações e trabalho conjunto com Karlheinz Stockhausen, György Ligeti, George Crumb, Peter Ötvös e inúmeros compositores da jovem geração. Tem participado de festivais internacionais e como solista, camerista e especialista em música contemporânea, em concertos com grupos das orquestras Filarmônica de Berlin, Radio-Sinfonieorchester Stuttgart e com Ensemble Recherche. Na Alemanha e no estrangeiro tem participado em producoes de programs de rádio e CD. Deu Master Classes nos Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul, Canadá, Noruega, Itália, Ghana e Ucrânia, assim como na Academia Gnessin em Moscou. Markus Stange é professor de piano e música de câmara na Escola Superior de Música de Karlsruhe. Em 2008 organizou e diretor artístico da Semana Internacional Messiaen em Neustadt e do Festival “Messiaen 100” da Escola Superior de Música de Karlsruhe, Alemanha.

Martin Ostertag (violoncelo) nasceu em Lörrach, Alemanha, e após graduar-se pela Escola Superior de Música, estudou com Leo Koscielny em Karlsruhe e com Andre Navarra em Paris. Depois de diplomado se tornou primeiro violoncelista da Iraqui Symphony Orchestra. Em 1967, recebeu o 1 ° prêmio no Concurso International de Música em Viena e, em 1968, foi premiado no concurso "Konzerte Junger Küinstler" pelo Conselho Alemão de Música. Foi violoncelista principal da Orquestra Sinfônica de Düsseldorf, do Amati Ensemble Berlin, da Orquestra da Deutsche Oper Berlin e da SWF Symphony Orchestra Baden-Baden-Freiburg. Desde 1980 ele é como professor de violoncelo na Musikhochschule em Karlsruhe. Ministra cursos e master-classes na Argentina, Brasil, Canadá, Alemanha, Finlândia, Itália e Japão. Realizou inúmeras gravações para selos como Ariol, Aurophon, Bayer Records, CPO, Dabringhaus & Grimm, Deutche Grammophon, Marco Polo, Naxos e Sony.

Martin Schmidt (regência coral) realizou sua formação musical nos conservatórios superiores de Freiburg e Frankfurt, na Alemanha, onde estudou música sacra e regência coral e orquestral. Após uma breve atividade como músico de igreja em Mannheim foi nomeado professor do conservatório superior Folkwang de Essen. Desde 1981 é professor de regência coral na Escola Superior de Música de Karlsruhe. Como regente se destacou por seu trabalho como diretor do coro e da orquestra de câmara de Essen-Werden, fundados em 1979, e com os quais realizou concertos na Alemanha e em outros países da Europa. Atualmente Martin Schmidt é regente do Vokalensemble Karlsruhe e do Neuer Basler Kammerchor. Participa como professor de diversos festivais na Europa e na América. Na Espanha Martin Schmidt participa regularmente do Festival de Música Antiga de Daroca e atua como regente convidado do Coro da Câmera do Orfeó Català de Barcelona e do Coro de la Comunidad de Madrid.

Michael Uhde (piano) iniciou os estudos de música com seu pai, Jürgen Uhde, pianista e autor de livros sobre literatura para piano. Continuou seus estudos na Universidade de Freiburg (Alemanha) com Carl Seemann e posteriormente obteve uma bolsa para estudar com Bruno Canino em Milão. Como solista realizou concertos em toda a Europa, EUA e Brasil. Como camerista apresentou-se com os mais variados conjuntos europeus, entre eles “Schumann-Duo” com o violinista Antonio Pellegrini e com o grupo “Schumann-Ensemble”, e na música contemporânea com o “Ensemble 13 Baden-Baden” e “Ensemble Recherche” de Freiburg. Michael Uhde é atualmente professor catedrático de piano e vice-reitor da Universidade de Música de Karlsruhe. Ministra regularmente cursos de interpretação em vários conservatórios e universidades em cidades como Aarhus, Tromsö, Helsinke, Esbjerg, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Goiania.

Werner Schrietter (trombone) estudou na Escola Superior de Música de Heidelberg-Mannheim com Paul Schreckenberger. Entre 1977 e 1979 foi trombonista da Filarmônica Jovem Alemã e, a partir de 1978 até 1993, trombonista solista da Orquestra Filarmônica do Estado da Renânia. Desde 1990 é membro da Orquestra do Festival de Bayreuth. Atuou como solistas em várias outras orquestras em cidades como Frankfurt, Mannheim e Mainz. Na música de câmara realizou diversas gravações para rádios da alemanha. É membro do quarteto de trombones "Trombonissimo" fundado em 1991 e com o qual realizou concertos na Alemanha, França e Áustria. É professor da Escola Superior de Música de Karlsruhe.

Will Sanders (trompa) nasceu em Venlo, Holanda. Estudou trompa em Maastricht com H.Crüts e E.Penzel finalizando os seus estudos com distinção. Enquanto estudante, foi membro da Orquestra de Jovem  na União Europeia. Em 1986 foi trompista co-principal na Orquestra Nacional de Opera de Mannheim. Dois anos depois foi solista da Orquestra Sinfônica de Baden/Baden - Freiburg. Em 1990 passou a ocupar a mesma posição na Orquestra Sinfônica da Rádio de Baviera. De 1992 a 1997 foi solista do Festival de Bayreuth onde tocou a Ópera Siegfried. Will Sanders colaborou com as principais orquestras alemãs dirigidas pelos mais conceituados maestros, tendo sido músico convidado da Orquestra Filarmônica de Viena. Atuou sob a direção de grandes nomes da regência como Claudio Abbado, Lorin Maazel, Georg Solti, Marins Janssons, James Levine e Daniel Baremboin, entre outros. Atualmente é professor de trompa na Escola Superior de Música de Karlsruhe. Para além do trabalho orquestral tem-se apresentado internacionalmente como solista, gravou diversos CDs, gravações para a radio e colaborou com inúmeros ensembles de câmara, tais como German Wind Soloists, Linos Ensemble, o Mullova Ensemble e German Brass. É o fundador do Ensemble Alemão de trompas. Desde 1995 lecciona no conservatório de Maastricht. Em 1999 começou a ministrar as disciplinas de trompa e música de câmara como professor catedrático da Escola Superior de música de  Karlsruhe. Will Sanders orientou masterclasses nos Estados Unidos, Brasil, Japão, Austrália, Coreia, Suiça e em vários países da Europa. Muitos dos seus alunos são músicos de grupos de câmara e orquestras conceituadas.

Inscrições

As inscrições, gratuitas, podem ser feitas entre os dias 02 e 21 de setembro. Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição (padrão Word) e a enviá-la (preferencialmente em formato PDF) para o correio eletrônico festbral@musica.ufrj.br.


Francisco Conte

Cia. Brasileira de Ballet faz curta temporada em BH



Companhia de dança apresenta Lago dos Cisnes no Sesc Palladium nesta quarta e quinta-feira

Reconhecida como uma das principais companhias de dança do Brasil, a Cia. Brasileira de Ballet desembarca em Belo Horizonte nesta semana com a apresentação do espetáculo O Lago dos Cisnes. As apresentações serão no Sesc Palladium, nos dias 5 e 6 de setembro, às 20h.

Após uma turnê com oito apresentações em Israel durante o mês de agosto, em que apresentou Raymonda, Don Quixote e a Suite Brasileira, do coreógrafo Henrique Talmah, a Cia. Brasileira chega à capital mineira com um clássico do balé universal e direção de Jorge Texeira.

A Cia. Brasileira de Ballet, fundada em 1967 no Rio de Janeiro, é um projeto artístico, didático e social criado para incentivar a dança e promover a descoberta de novos talentos. O objetivo é desenvolver e possibilitar o ensino e a prática do balé clássico para crianças e jovens de todas as classes sociais.

São 42 jovens bailarinos, com idade entre 15 e 23 anos, vindos em sua maioria de projetos sociais. Sob a direção do professor Jorge Teixeira, a Companhia é responsável também pelo atendimento de 140 crianças e adolescentes, formando seus futuros bailarinos.

Atualmente, a Cia. Brasileira de Ballet se destaca no cenário nacional, com apresentações ao lado de grandes nomes como Ana Botafogo, Cecilia Kerche, Aurea Hammerlli, Marcelo Misailidis e Vitor Luis, bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Roberta Marques, Thiago Soares e Marianela Nuñez do Royal Ballet, Renata Pavan e Herman Cornejo do American Ballet Theatre, Juan Pablo Ledo do Teatro Colón, Aidos Zakan do Ballet Teatro Michailov.

FICHA TÉCNICA
Música: Piotr Llitch Tchaikovysky. Baseado na obra de Marius Petipá, Lev Ivanov e Rudolph Nureyev. Figurinos: Tânia Agra. Cenógrafo: Carlos Alberto Dallarmelino. Iluminador: Eduardo Dantas. Ballet Master/Ensaiador: Tadheo de Carvalho. Professora/Ensaiadora: Lorena Boaventura. Assessor Artístico: Saulo Finelon. Direção, remontagem e adaptação: Jorge Texeira.

SERVIÇO
Evento: O Lago dos Cisnes da Cia. Brasileira de Ballet
Data: 05 e 06/09/2012
Local: Grande Teatro do Sesc Palladium
Horário: 20h
Ingressos: R$50 (preço único)

Bienal de São Paulo supera crise financeira com ‘constelação’ de artistas



Arthur Bispo do Rosário está no centro da 30ª edição, que será aberta na sexta-feira

No centro de tudo, está o mundo de Arthur Bispo do Rosário (1909-1989). Do artista brasileiro partem as “constelações” — obras que ocupam os 25 mil metros quadrados da Bienal de São Paulo. De Bispo também parece emanar o ar de inventário, a ideia de artistas como pequenos colecionadores de inventos e achados organizados em série. A 30ª edição, aberta nesta sexta-feira, em nada lembra a célebre Bienal do Vazio, que deixou um andar do pavilhão desocupado em 2008, e parece buscar caminho mais delicado que o da montagem quase labiríntica da Bienal de 2010.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/bienal-de-sao-paulo-supera-crise-financeira-com-constelacao-de-artistas-5987865#ixzz25VqFUL1g
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Agora, há muito, mas há paredes. Se em 2008 foram apenas 40 artistas e, em 2010, mais de 160, a curadoria do venezuelano Luis Pérez-Oramas selecionou 111 nomes. O orçamento também é menor: R$ 22,4 milhões (65% captados via Lei Rouanet), contra R$ 28,3 milhões em 2010. Esta edição foi ameaçada por uma crise financeira e administrativa da instituição — a Fundação Bienal teve até os recursos captados bloqueados por problemas em prestações de contas ao governo federal.
Depois dos “tempos turbulentos”, como definiu o curador, a Bienal tem 2.900 obras que preenchem o prédio e parecem orbitar em torno de Bispo do Rosário e, ao mesmo tempo, podem ser vistas individualmente: a montagem optou por cercar, com paredes de madeira pintadas de branco, boa parte dos trabalhos dos artistas. Assim, defende o curador, não há imposições.
— Queremos uma Bienal clara, não transparente; inteligente, mas não bombástica; cheia de vínculos a se construir, mas sem o maneirismo da confrontração pela confrontração — disse Oramas na manhã de ontem, em coletiva à imprensa.
O público tem acesso ao mesmo tempo à proposta de diálogos entre as obras e a miniexposições dos artistas, que, com espaços amplos e cercados, têm seus trabalhos mostrados com mais profundidade, como explica o curador. Assim, passa-se da sala de Rodrigo Braga, onde fotos e vídeos mostram a intensa relação do artista brasileiro com a natureza, à área mais aberta do jovem colombiano Ivan Argote, em que sofás velhos e cadeiras usadas servem de acento para o público ver e ouvir os vídeos em que o artista parece se portar como um voyeur da vida urbana.
‘Mapa conceitual’
Mas é do chamado “eixo transversal”, criado pelas obras de Bispo do Rosário, no primeiro andar, que seguem os “raios” em direção ao térreo e ao último andar da Bienal. Perto da entrada do pavilhão, por exemplo, a norte-americana Sheila Hicks cria sua arte têxtil com bordados que tanto são caros ao artista brasileiro homenageado nesta edição. Há até relações mais rápidas, como a que se faz entre as obras de Bispo numa parede e as de Michel Aubry na parede oposta. O artista francês costura tapeçarias, roupas e mobílias num ambiente vizinho ao de Bispo.
— Estabelecemos um mapa conceitual, partindo da premissa de que são as obras que criam os conceitos, e não o contrário. O processo de seleção foi longo e intenso, a partir de demoradas visitas aos artistas ou a seus representantes. Começamos a mapear então os incontáveis vínculos. O mito da obra única é um mito. Há sistemas que se articulam nas obras.
Nas articulações, surge a forte presença de artistas latino-americanos — cerca de 45% do total de selecionados para a mostra. E, embora o curador diga que “os artistas que estão na Bienal estão nela porque são bons”, ele próprio não nega a presença massiva dos latinos. Há trabalhos políticos, como o do venezuelano Eduardo Gil, que cria uma obra em movimento com os rostos de ditadores, ou de arquivo, como a grande parede de incontáveis retratos do mexicano Iñaki Bonillas.
— É claro que entendemos que a Bienal é na América Latina e, portanto, deve mostrar o que se produz aqui.
O último andar é quase tomado por fotografias, das 619 fotos feitas pelo alemão August Sander (1876-1964), numa espécie de catálogo do alemão típico do século XX, aos deliciosos retratos urbanos do holandês Hans Eijkelboom, que registra padrões (de roupas, estilos) nas ruas das metrópoles. Ambos parecem discutir algo frequente nesta Bienal já distante do vazio: a relação entre o indivíduo e o coletivo, ou, no idioma desta edição, a articulação entre as estrelas e as constelações.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/bienal-de-sao-paulo-supera-crise-financeira-com-constelacao-de-artistas-5987865#ixzz25Vq0qGKJ
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Voz Ativa - 15 anos - Adilson Teixeira



Formado em percussão erudita o tenor Adilson Teixeira tinha a personalidade mineirinha, ou seja, não era muito falador, mas sempre que falava tinha algo de bem humorado em sua fala.
Sua personalidade acessível e fácil o tornava bem vindo em qualquer situação e mantinha amizade com todos.
Sua formação essencialmente erudita fez com que quando iniciou suas atividades com o Voz Ativa encontrasse certa dificuldade na interpretação de MBP, principal foco do grupo, mas sua capacidade musical sobrepunha a qualquer problema.
Adilson tinha uma postura aventureira, não gostava muito da rotina e das coisas pré-estabelecidas, com a mesma facilidade que transitava em meios religiosos o fazia nos profanos. Da mesma maneira se comportava musicalmente, não havia um só repertório que ele não se desce bem, embora expressasse suas predileções musicais, gostava de variar de repertório e de novas experiências musicais.
Adilson tão dava alarde de sua presença, motivo pelo qual os quase quatro anos que conviveu conosco não foram notados, de caráter solidário estava sempre pronto a colaborar com o que lhe fosse solicitado.
Deixou o grupo por decidir a dedicar-se a atividades acadêmicas, embora não abandonasse, pelo menos de imediato, as atividades artísticas.
Ao Adilson nosso abraço carinhoso e agradecimento por sua responsabilidade e respeito por nosso projeto, nossa trajetória teria sido menos feliz sem sua participação.

Haeran Hong, soprano e Marco Bernardo, piano


Programa: Handel, Schubert, Debussy, Brahms, Hugo Wolf, Liszt e Rosini

Serviço

01.09 - sábado - 20h30
Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Pça Marechal Floriano, s/n
Rio de Janeiro - RJ
R$ 30,00 a R$ 80,00


Orquestra Sinfônica Brasileira


Roberto Minczuk, regente
Jan Lisiecki, piano

Programa: Nepomuceno, Mozart, e Schumann.

Serviço

01.09 - sábado - 16h00
Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Marechal Floriano, s/n
Rio de Janeiro - RJ
R$ 20,00 a R$ 145,00


Orquestra de Cordas Latare e Coral Sinchá


Muriel Waldman, regente
Rafael Cesário, violoncelo

Programa: Bruch, Mahler, Pachebel, Mozart e Cantos de Louvor tradicionais da Europa Central

Serviço

02.09 - domingo - 20h00
Circulo Macabi
Av. Angélica, 632
11-2308-5495
São Paulo - SP
R$ 7,00

Banda Sinfônica do Estado de São Paulo


Mônica Giardini, regente

Programa: Hidas, Persichetti, Travassos, Vilani-Cortes, e Barnes.

Serviço

02.09 - sábado - 11h00
Masp - Grande Auditório
Av. Paulista, 1578
11-3251-5644
São Paulo - SP
R$ 10,00

São Paulo Cia de Dança


Concertos Matinais

Programa: Rodrigo Pederneiras, Eric Gauthier e Nacho Duato.

Serviço

02.09 - domingo - 11h00
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes, s/n
São Paulo - SP
Entrada Franca

Orquestra Experimental de Repertório


Thiago Tavares, regente
Matheus Mendonza e Wellington Rebouças, violinos
Mônica Navas, marimba

Programa: Beethoven Ney Rossauro e Mendelssohn

Serviço

02.09 - domingo - 11h00
Teatro Municipal de São Paulo
Pça. Ramos de Azevedo, s/n
São Paulo - SP
R$ 10,00 a R$ 40,00

Orquestra Arte Barroca


Paulo Henes - Diretor artístico e spalla

Programa:  Boyce e Purcell

01.09 - sábado - 20h00
FAU Maranhão
Rua Maranhão, 88 - Higienópolis
11-3091-4801
São Paulo - SP
Entrada Franca

Coralusp em Moema


Alberto Cunha, regente
Grupos Jupará e Zimana

Programa
Te Deum e obras de compositores latino-americanos

Serviço

01.09 - sábado - 18h00
Congregação Luterana Concórdia
Rua Jauaperi, 770 - Moema
São Paulo - SP
11-5055-5-4572
Entrada Franca

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo


Carlos Rizzi, regente
András Schiff, piano

Programa
Borccherini, Beethoven e Schumann,

Serçiço

01.09 - sábado - 16h30
Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, s/n
São Paulo - SP
R$ 26,00 a R$ 149,00


Mostra Cultural Musical Brasil Cuba



A primeira edição da “Mostra Cultural Musical Brasil Cuba” tem como objetivo realizar um interessante intercâmbio entre renomados músicos cubanos e brasileiros, uma vez que a origem musical dos dois países é a mesma. Música cubana de raiz, latin jazz, samba. Estes são alguns dos ritmos que rolarão na Mostra.

O projeto Mostra Cultural Musical Brasil Cuba apresentará os seguintes shows:

Quarta 5 de setembro:

18 hs – Wanamuziki Latin Jazz Project

21:30 hs – Marina de la Riva

Quinta 6 de setembro:

21:30 hs – Yaniel Matos convida Fabiana Cozza

Sexta 7 de setembro:

17 hs – Pepe Cisneros Cuba 07 convida Oswaldinho do Acordeon e Veronica Ferriani

21 hs – Fernando Ferrer e Banda

Sábado 8 de setembro:

17 hs – Gafieira Latina – com Maria Alcina e Pedro La Colina

21 hs – Pepe Cisneros Cuba 07 convida Negra Li

Domingo 9 de setembro:

16:30 hs – Gafieira Latina – Show de Encerramento da Mostra

Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2012



Estão abertas as inscrições até 01 de outubro de 2012 para o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz.
Com investimento total de R$ 12 milhões, o Prêmio vai contemplar 131 projetos em duas categorias:

A) Circulação de espetáculos
B) Montagem de espetáculos e/ou manutenção de atividades teatrais de grupos e companhias.

Podem concorrer pessoas jurídicas, tais como produtoras artísticas, companhias ou grupos de todo o país. A premiação varia de R$ 50 mil a R$ 150mil
IMAGEM

MinC vai entregar em setembro plano para estimular e fortalecer economia criativa



O Ministério da Cultura (MinC) estima concluir, ainda na primeira quinzena de setembro, a redação do Plano Brasil Criativo, iniciativa com a qual o governo federal espera estimular e fortalecer a chamada economia criativa - conceito relativamente novo que, em resumo, diz respeito à produção de bens, serviços e tecnologias, em diversas áreas, cuja matéria-prima de maior valor é a criatividade, a capacidade intelectual e o domínio técnico.

“Vamos [Minc] terminar nossa parte até esta sexta-feira [31] e nossa expectativa é que, até meados de setembro, tenhamos acertado tudo com os demais ministérios e com a Casa Civil”, disse o secretário-executivo do MinC, Vitor Ortiz, durante uma oficina para a qual a Secretaria de Economia Criativa convidou representantes de diversos segmentos artístico-culturais.

Entre os convidados para discutir o cenário atual e colaborar na elaboração do documento, que será entregue à presidenta Dilma Rousseff tão logo seja aprovado pela Casa Civil, estão os estilistas Jum Nakao e Ronaldo Fraga, o designer Marcelo Rosembaum, o diretor teatral Chico Pelúcio (um dos fundadores do Grupo Galpão), o artesão pernambucano mestre Espedito Seleiro, o chefe de cozinha Fernando Barroso, entre outros.

De acordo com a secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, a elaboração do plano teve início no ano passado e é coordenado pela Casa Civil, que determinou que o documento final não seja generalista. O debate desta segunda-feira (27) foi o último de uma série de iniciativas para que os criadores apresentassem sugestões de mudanças nas leis, relatassem experiências bem-sucedidas e apontassem os gargalos para que o Brasil aproveite seu potencial e se torne uma referência.

“O plano tem que criar condições estruturantes para o campo criativo brasileiro. Ou seja, tem que criar ações que não sejam passageiras, mas sim permanentes. Ninguém vai construir um Brasil criativo em dois anos. Este é um plano para 20 anos, para que o país seja uma referência mundial de um novo modelo econômico no qual a cultura seja um eixo estratégico de desenvolvimento”, disse a secretária, garantindo que o plano tem o propósito de incluir socialmente os microempreendedores artístico-culturais cuja atividade, hoje, não é legalmente reconhecida.

“Isso exige, por exemplo, mudanças nos marcos legais. Como eu posso, por meio de mudanças de leis ou por meio de portarias, ajudar a fomentar esta economia? Neste sentido, cada setor tem sua demanda. Um circo, por exemplo, precisa circular e, para isso, pode se beneficiar de uma desoneração de pedágios, além de ter, nos municípios, terrenos apropriados para se instalarem”, exemplificou a secretária.

Segundo Cláudia, além da necessidade de um aprimoramento das informações a respeito do setor artístico-cultural, que, em grande parte, hoje, vive na informalidade, a execução do Plano Brasil Criativo vai exigir mais recursos, mesmo que boa parte dos objetivos da iniciativa envolva a coordenação de ações que já vem sendo desenvolvidas por outros ministérios como forma de otimizar os recursos já aplicados.

“Mapeamos o que os 12 ministérios com quem estamos discutindo o plano já vem fazendo nesta área de estímulo à economia criativa, mas também estamos pedindo mais recursos, especialmente para o Ministério da Cultura, que precisa de mais dinheiro para poder fazer com que este plano chegue a todo o país”, disse a secretária, sem saber precisar quanto será necessários para colocar o Plano Brasil Criativo em prática. “Estimo que se somarmos tudo o que já vem sendo aplicado pelos ministérios ultrapassaremos R$ 1 bilhão, mas só vamos ter o valor exato em meados de setembro”.
Alex Rodrigues

Festival de Veneza aposta em sexo e religião



Veneza está apostando em sexo e na cientologia este ano para provocar o tipo de rebuliço de que o mais antigo festival de cinema do mundo precisa para estar à frente de um número cada vez maior de rivais.

No ano em que celebra seu 80º aniversário, o festival anual, realizado na ilha do Lido, compete com Toronto para atrair os melhores filmes e os maiores astros para seu tapete vermelho e um esfuziante circuito de festas.

A mostra da cidade tem ainda um novo desafio, um festival realizado em novembro em Roma, que aumentou suas credenciais ao contratar o respeitado diretor artístico de Veneza, Marco Mueller.

Mueller está sendo substituído por Alberto Barbera, que está bem ciente de que preços elevados e a difícil infraestrutura no Lido favorecem os rivais.

"Roma e Veneza estão indo para suas novas edições como boxeadores para um ringue", disse o crítico Jay Weissberg, do jornal de negócios Variety, de Hollywood. Ele escreve a partir de Roma e acompanha de perto os festivais italianos. "A guerra de palavras já chegou à imprensa nos últimos dois meses."

Barbera introduziu um pequeno mercado de filmes este ano para tornar Veneza mais atraente comercialmente para os estúdios, embora haja dúvidas sobre quantos negócios essa iniciativa irá gerar.

Mas sua principal tarefa é atrair uma seleção de filmes que garanta a vinda de artistas classe A, burburinho na mídia e a divulgação mundial de cinema de alta qualidade e baixo orçamento. No papel, o evento, marcado para o período de 29 de agosto a 8 de setembro, parece promissor.

Não há nenhum George Clooney, presença constante em Veneza, e o festival não terá pesos-pesados como Angelina Jolie e Johnny Depp. Mas um grupo de artistas vai compensar e ajudar a revigorar a imagem do festival.
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III Seminário Internacional de Políticas Culturais



Estão abertas as inscrições para o III Seminário Internacional de Políticas Culturais, promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa nos dias 19, 20 e 21 de setembro.. O evento, com participação gratuita, é organizado por Lia Calabre, Maurício Siqueira e Adélia Zimbrão (FCRB). Trata-se de um encontro de especialistas, estudiosos e interessados em questões relacionadas à área de políticas culturais, visando divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações políticas e das reflexões históricas e teóricas. O encontro será composto por conferências, palestras e comunicações individuais e terá presença dos principais pesquisadores brasileiros e estrangeiros nas áreas de política e gestão cultural.

Para se inscrever, basta enviar um email para politica.cultural@rb.gov.br contendo o nome completo do participante, o email de contato e a informação se deseja receber o certificado. Serão concedidos certificados a participantes com pelo menos 75% de frequência.


Programação:
:: 19 de setembro

13h Inscrições

13h30  Mesa de abertura - auditório

14h Conferência –  “Industrias creativas y políticas culturales” - Rubens Bayardo, Instituto de Altos Estudios Sociales (IDAES), Universidade Nacional de San Martín (UNSAM) – Argentina

15h30h Mesa 1  - auditório
"Economia Criativa e Megaeventos - Concepções de cidade criativa e megaeventos"
Clarissa Semensato,  Fundação Casa de Rui Barbosa/ Polo Universitário de Rio das Ostras -  Universidade Federal Fluminense (FCRB/ PURO-UFF) e Mauricio Siqueira Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB)

"Economia Criativa: abordagens e estratégias de operacionalização do conceito"
Heliana Marinho, SEBRAE-RJ

"Considerações sobre a influência do patrimônio cultural na decisão de localização de um megaevento"
Cládice Diniz , Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio)

"O legado imaterial dos Jogos Olímpicos: processos, dimensões, perspectivas e conflitos"
Gerardo Silva, Universidade Federal do ABC  (UFABC)

18h   Intervalo

18h30  Mesa 2 – auditório
"Rumos Pesquisa Aplicada (Observatório Itaú Cultural): resultados"
Selma Cristina da Silva (coordenação), gerente do Observatório e do Centro de documentação do Itaú Cultural

"Educação à distância na formação dos gestores culturais dos pontos de cultura: limites e possibilidades"
Maria Daniela C Gouveia de Melo, mestranda em Administração – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

"Call for Problemas: uma pesquisa Fora do eixo"
André Azevedo da Fonseca Universidade Estadual de Londrina (UEL)

"Acari Cultural: Mapeamento da produção cultural em uma favela da zona norte do Rio de Janeiro"
Adriana Facina,  Universidade Federal Fluminense (UFF)

:: 20 de setembro

9h

Comunicações Mesa I – auditório -  Diálogos Cultura Viva

Comunicações Mesa  II – sala de cursos -  Patrimônio e memória

Comunicações Mesa III – porão do Museu - Políticas e governos locais

11h15

Comunicações Mesa IV – auditório -  Financiamento

Comunicações Mesa V – sala de cursos - Cultura e direito

Comunicações Mesa VI – porão do Museu -  Políticas públicas e patrimônio

13h30   Intervalo

14h30

Comunicações Mesa VII – auditório -  Economia da Cultura

Comunicações Mesa VIII – sala de cursos -  Patrimônio imaterial

Comunicações Mesa IX – porão do Museu -  Política cultural, história, discursos e representações

16h30   Intervalo

17h 
Comunicações mesa X  - auditório - Cultura, arte e direito

Comunicações Mesa XI – sala de cursos -  Formação, gestão e financiamento

Comunicações Mesa XII – Porão do Museu - Política cultural, educação e patrimônio


:: 21 de setembro

9h 
Comunicações Mesa XIII-  auditório - Políticas setoriais – audiovisual

Comunicações Mesa XIV – sala de cursos - Políticas, ações e informações

Comunicações Mesa XV – porão do Museu -   Políticas culturais e problemáticas contemporâneas

11h15 

Comunicações Mesa  XVI – auditório -  Política cultural e artes

Comunicações Mesa XVII – sala de cursos - Planos e sistema

Comunicações Mesa XVIII – porão do Museu - Políticas culturais / fronteiras

13h30   Intervalo

15h Mesa 3 – auditório
"La cuantificación del consumo cultural y las políticas culturales".
Carolina Asuaga,  profa. titular -  Facultad de Ciencias Económicas y Administración. Universidad de la Republica -Uruguai

"A experiência de Sergipe em planejamento regional: algumas questões sobre territorialidade e cultura"
Maria Lúcia de Oliveira Falcón, secretária de Desenvolvimento Urbano de Sergipe e Profa. Universidade Federal de Sergipe (UFS)

"Indicadores culturais e o novo modelo de gestão da Prefeitura de Porto Alegre"
Alvaro Santi, coordenador do Observatório da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre

"SNIIC Uma plataforma para governança colaborativa"
Américo Córdula, diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC)

18h30   Lançamentos

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Inscrições abertas para o Mestrado 2013



Estão abertas as inscrições para o processo seletivo de ingresso no Programa de Pós-Graduação em Música (PPGM) - mestrado acadêmico stricto-sensu, ano de 2013. As inscrições vão até 05 de outubro, podendo ser feitas na secretaria do Programa, de 10 às 16h, na Rua do Passeio, 98; ou via SEDEX encaminhado para o endereço: “Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Música da Escola de Música da UFRJ - Rua do Passeio, 98, Lapa, CEP, 20021-290, Rio de Janeiro, Brasil”.

 Serão oferecidas 32 vagas, distribuídas pelas seguintes áreas de concentração, linhas de pesquisa e docentes orientadores:

I – COMPOSIÇÃO – Linha de Pesquisa: “Poéticas da criação musical” (5 vagas). Docentes orientadores: Dr. Carlos Almada, Dr. Marcos Nogueira, Dr. Pauxy Gentil Nunes.

II - PRÁTICAS INTERPRETATIVAS - Linha de Pesquisa: “Práticas interpretativas e seus processos reflexivos” (9 vagas). Docentes orientadores: Dr. Aloysio Fagerlande, Drª. Ana Paula da Matta, Dr. André Cardoso, Dr. Marcelo Verzoni, Dr. Marcos Nogueira, Drª. Maria José Chevitarese, Drª. Miriam Grosman.

III – MUSICOLOGIA – Linha de Pesquisa: “História e documentação da música brasileira e ibero-americana” (8 vagas). Docentes orientadores: Dr. André Cardoso, Dr. João Vidal, Dr. Marcelo Fagerlande, Dr. Marcelo Verzoni, Drª. Marcia Taborda, Drª. Maria Alice Volpe.

IV – MUSICOLOGIA - Linha de Pesquisa: “Etnografia das práticas musicais” (4 vagas). Docentes orientadores: Dr. José Alberto Salgado, Drª. Regina Meirelles, Dr. Samuel Araújo.

V – MUSICOLOGIA - Linha de Pesquisa: “Sonologia” (1 vaga). Docente orientador: Dr. Rodolfo Caesar.

VI – EDUCAÇÃO MUSICAL - Linha de Pesquisa: “Música, saúde e educação” (5 vagas). Docentes orientadores: Dr. Celso Ramalho, Drª. Maria José Chevitarese, Dr. Sergio Alvares.

A divulgação da lista de candidatos aceitos está marcada para dia 11 outubro. A primeira etapa do processo seletivo, que consiste na defesa de anteprojeto de pesquisa, deverá ocorrer de 15 a 18 de outubro e a segunda de 22 e 25 de outubro, com calendário específico para cada Linha de pesquisa.

A documentação necessária e demais informações podem ser consultadas no edital do processo de seleção.

Balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro


Temporada de Dança

Programa

Roland Petit, Hélio Bejani.

Serviço

31.08 - sexta-feira - 21H00
Teatro Alpha
Rua Bento Branco de Andrade Filho, 727
Santo Amaro - São Paulo - SP
11-5693-4000
R$ 40,00 a R$ 110,00

Um século de música popular brasileira



As origens da MPB, os principais compositores e intérpretes de 1890 a 1990, década a década, de Chiquinha Gonzaga a Marisa Monte, de Catulo da Paixão Cearense a Zezé Di Camargo e Luciano. Relançado semana passada, “MPB - a história de um século” (Editora Funarte, R$ 70) é um livrão de 528 páginas que serve de referência a quem quer entender os rumos dessa trajetória, e acompanhá-la em fotos.
São 400 imagens de artistas de “importância decisiva”, entre amarelados registros de Patápio Silva, Ernesto Nazareth, Heitor dos Prazeres e Pixinguinha, imagens icônicas das gerações bossa nova (Tom, Vinícius, Menescal, Bôscoli, Carlos Lyra e companhia, Sérgio Mendes e o Brasil-66 posando com Nixon em Washington), da música de protesto, festivais, jovem guarda, até chegar aos anos 90 do pagode e do sertanejo pop.
A publicação culmina na “nova MPB” que também estourou ali: Marisa, Cássia Eller, Chico César, Zélia Duncan, alguns “modismos” passageiros e fenômenos femininos que se perpetuaram (Ivete, Ana Carolina).
Já a novíssima MPB não entrou. “O espírito do livro foi se ater ao século 20, que foi o consolidador e definidor da MPB. O século 21 está começando ainda, não dá para se ter uma apreciação crítico-histórica”, diz Ricardo Cravo Albin, pesquisador aplicado e diretor do Museu da Imagem e do Som entre 1965 e 1971. Seus textos aparecem no livro também em inglês, francês e espanhol.
Se a definição do que é MPB pode ser controversa, para Cravo Albin não haveria sentido dividi-la em gêneros.
 “A indústria fonográfica é que separa em gêneros mercadológicos. Dizer que MPB é apenas Chico Buarque é uma tolice sem paralelo. MPB é um título geral, que abrange o rock, a música sertaneja, regional, é um grande guarda-chuva”. Atualmente, é do Instituto Cravo Albin o mais confiável banco de dados online sobre essa história, o dicionário com sete mil verbetes está acessível no endereço dicionariompb.com.br.
 “BREVE HISTÓRIA”
O livro é de 1998, estava esgotado desde o primeiro lançamento e nunca havia sido atualizado. Divide-se em duas partes: na primeira, atém-se às origens da MPB, ou “uma breve história” de cem anos, com capinhas de discos, resumos biográficos e contextualização na linha do tempo da MPB conforme a sua análise
 “O nascimento dos primeiros indícios de música popular brasileira se deu há cerca de 200 anos”, explica o texto, sendo um dos “mais remotos registros de canto popular” os do poeta baiano Gregório de Matos.
No entanto, “as bases” do que temos hoje só seriam fixadas na segunda metade do século 19, com os lundus e modinhas de pioneiros como Xisto Bahia, Chiquinha Gonzaga e Joaquim Callado, o samba de Donga e João da Baiana, o choro e os conjuntos instrumentais.
Seguem-se anos dourados, de canções de Sílvio Caldas & Orestes Barbosa, Ari Barroso e Ataulfo Alves; vozes como Carmen Miranda, Orlando Silva, Francisco Alves, Mário Reis e Aracy de Almeida; uma certa profissionalização; o auge dos ritmos nordestinos; a modernização trazida pela bossa. E daí por diante, até chegar a Cartola, Roberto Carlos, Chico Buarque, Gil, Caetano e os roqueiros dos anos 80. Na segunda parte do livro, vêm os maiores nomes de cada década, na forma de verbetes com as devidas fotos.

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo


Abel Rocha - regente
Daniela Desso - soprano
Fábio Amilato - Tenor

Serviço

31.08- sexta-feira - 21H00
Teatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/n
São Paulo - SP
R$ 20,00 a R$ 60,00

Oscar 2013 – Termina Hoje o prazo para inscrição de brasileiros no Oscar



Termina hoje a inscrição de filmes de produção brasileira de longa metragem que queiram participar do processo de seleção destinado à indicação do filme nacional que concorrerá ao Oscar 2013 – 85ª Premiação Anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences.

As inscrições começam nesta terça-feira, 7, e estarão abertas até o dia 30 de agosto, conforme a Portaria nº 109, assinada pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, publicada na edição de 7 de agosto do Diário Oficial da União ( Seção 1, página 5 ).

Toda essa fase do trabalho é coordenada pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Inscrições

Poderão ser inscritos filmes que tenham sido exibidos ou que serão projetados publicamente, com fins comerciais, pela primeira vez no Brasil, e por pelo menos sete dias consecutivos (no período de 1º de outubro de 2011 a 30 de setembro de 2012) em uma sala de cinema comercial.

Toda a  comprovação deverá ser feita por meio do cronograma de exibição.

A inscrição no processo de seleção implica a declaração de ciência e concordância com as normas e condições de participação no certame, estabelecidas pela academia que promove o Oscar.

Para se inscrever, os interessados deverão preencher o requerimento, de acordo com o anexo 1 da portaria e reunir 12 (doze) cópias do filme, em DVD, as quais deverão ser entregues no seguinte endereço:

Oscar 2013

Ministério da Cultura
A/C Secretaria do Audiovisual
SCS Quadra 09, Lote C, Torre “B”, 8º andar
Edifício Parque Cidade – Corporate
CEP: 70308-200 – Brasília/DF

Serão admitidas inscrições por Sedex ou similar. Para o caso de dúvidas, é só mandar email para savinfo@cultura.gov.br

A Comissão Especial de Seleção se reunirá no dia 20 de setembro próximo, às 10 horas, no Palácio Gustavo Capanema, Rua da Imprensa, nº 16, 2º andar, Centro, Rio de Janeiro para anunciar o filme selecionado.

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IX Bimesp - Bienal Internacional de música eletroacústica de São Paulo



Curadoria - Federico Schumacher
Realização - Estúdio Panorama de Música Eletroacústica da Unesp e Sesc
Direção Artística: Flo Menezes

Serviço:

31.08 - quinta feira - 19h00
Teatro Maria de Lourdes Sdkeff
Rua Dr. Teobaldo Ferraz, 271
Barra Funda - SP
11-33938615
Entrada Franca

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo


Carlos Rizzi - regente
András Schiff - piano

Programa:
Luigi Becchorini, Beethoven, Schumann.

Serviço

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, s/n
São Paulo  SP
R$ 26,00 a R$ 149,00

IX BIMESP - Bienal Internacional de Música Eletroacústica de São Paulo



Curadoria - Federico Schumacher
Realização - Estúdio Panorama de Música Eletroacústica da Unesp e Sesc
Direção Artística: Flo Menezes

Serviço:

30.08 - quinta feira - 20h00
Teatro Maria de Lourdes Sdkeff
Rua Dr. Teobaldo Ferraz, 271
Barra Funda - SP
11-33938615
Entrada Franca

Petrobras lança Seleção Pública de Projetos Culturais 2012



A Petrobras por intermédio do Programa Petrobras Cultural abre Seleção Pública de Projetos 2012 nos seguintes Seguimentos:
ü  Apoio a museus, arquivos e bibliotecas.
ü  Memória das artes.
ü  Patrimônio Imaterial.
ü  Circulação de exposições.
ü  Manutenção de grupos e companhias de teatro.
ü  Manutenção de grupos e companhias de dança.
ü  Produção de filmes de longa metragem para salas de cinemas.
ü  Festivais de cinema.
ü  Produção literária: ficção e poesia.
ü  Apoio a artistas, grupos ou redes musicais.
ü  Festivais de música
Para informações detalhada de cada seguimento acesse:
Abaixo informações sobre seguimentos relacionados a música.
Apoio a artistas, grupos ou redes musicais.
Esta Área de Seleção Pública refere-se ao apoio à música brasileira em duas frentes:
- Patrocínio a artistas ou grupos de música brasileira pelo período de dois anos, visando à realização de um projeto exclusivo para a Petrobras.
- Patrocínio, pelo período de dois anos, a projetos de estruturação e implantação de redes de música, interligando agentes culturais para o fomento e a sustentação de ações coletivas.

Verba total: R$ 8 milhões
Valor máximo por projeto:
•    Projetos envolvendo o lançamento de novos artistas: R$ 400 mil;
•    Projetos envolvendo artistas com carreira estabelecida: R$ 800 mil;
•    Projetos envolvendo redes de música:R$ 600 mil
Período de realização: entre julho de 2013 e junho de 2015.
Para regulamentos, ficha de inscrição e outras informações e/ou documentos  acesse:

Festivais de música
Esta área refere-se ao apoio a festivais de música brasileira que se realizem no território nacional.
Verba total: R$ 2.000.000,00
Valor máximo por projeto: 300 mil reais
Período de realização: entre abril de 2013 e março de 2014
Para regulamentos, ficha de inscrição e outras informações e/ou documentos  acesse:

Prazos de inscrições para editais do ProAC voltados para museus prorrogados



A Secretaria de Estado da Cultura prorrogou o prazo de inscrições para os dois editais do Programa de Ação Cultural (ProAC) voltados especificamente para museus. Agora, os projetos vinculados à difusão de acervo museológico podem ser inscritos até 14/09. Já os trabalhos que envolvem preservação de acervos terão inscrições encerradas no dia 17/09. Ao todo, o investimento para o segmento é de R$ 550 mil – oito projetos serão contemplados.

No caso do edital de Difusão de Acervos Museológicos, os projetos apresentados deverão contemplar uma ou mais das seguintes atividades: produção de exposição temporária, itinerância, catálogo de exposição ou acervo, produção e confecção de material educativo e ação educativa. Cinco projetos serão selecionados, sendo que cada um receberá o valor de R$ 50 mil para a execução da proposta. As inscrições devem ser feitas até o dia 14 de setembro.

Como contrapartida, os contemplados deverão prever a realização de atividades de capacitação profissional no interior e litoral do Estado, em temas relacionados ao projeto apresentado.

Já o edital de Preservação de Acervos Museológicos, com inscrições abertas até o dia 17 de setembro, irá contemplar três projetos de produção e execução de tratamento técnico, conservação ou documentação de acervo museológico. Os contemplados irão receber, cada um, R$ 100 mil para a concretização do trabalho. Como contrapartida, eles deverão executar ações de divulgação das atividades realizadas no acervo, tais como palestras, seminários e oficinas.  

Os critérios de avaliação estão descritos nos editais e incluem a relevância do acervo, qualificação dos profissionais envolvidos no projeto, diversidade temática e estética, interesse público, entre outros.

Os dois editais estão disponíveis no site da Secretaria de Estado da Cultura (www.cultura.sp.gov.br).

Unicamp cancela exigência de vídeo para candidatos do curso de música


Material audiovisual seria parte da avaliação dos vestibulandos na prova.
Comissão afirma que havia pouco tempo disponível para preparar vídeo.

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) cancelou a exigência de gravação em vídeo para os candidatos aos cursos de música da universidade no vestibular 2013. Este seria o primeiro ano que a avaliação contaria com o material audiovisual, mas, segundo a universidade, o tempo apertado para elaboração do vídeo causou o cancelamento.
No material, os vestibulandos deveriam aparecer tocando o instrumento que pretendem estudar. A avaliação, chamada de prova de habilidades instrumentais, comporia metade da nota da primeira fase do vestibular, somando pontos para a segunda etapa.
Segundo a Comvest, o pouco tempo disponível para a preparação e gravação dos vídeos levou a comissão a cancelar a prova. Com isso, os interessados em prestar o vestibular para os cursos de música não precisarão mais enviar o material audiovisual.
A prova presencial de Habilidades Específicas, após a segunda fase do vestibular 2013, será mantida. O detalhamento da prova está disponível no Manual do Candidato, disponível no site da Comvest a partir do desta segunda-feira (20).
Vestibulandos
Na última semana, o G1 repercutiu com alguns candidatos a mudança inédita no vestibular da Unicamp. os entrevistados haviam aprovado a iniciativa porque, segundo eles, o material seria uma oportunidade de mostrar uma técnica mais apurada.

Prêmio Paraná de Literatura encerra inscrições na sexta-feira



O concurso vai selecionar livros inéditos em três categorias

As inscrições para o Prêmio Paraná de Literatura 2012, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, seguem abertas até esta sexta-feira, 31/08. Em sua primeira edição, o concurso vai selecionar livros inéditos em três categorias que homenageiam figuras importantes da literatura paranaense: Romance (prêmio Manoel Carlos Karam), Contos (prêmio Newton Sampaio) e Poesia (prêmio Helena Kolody). O vencedor de cada categoria receberá R$ 40 mil e terá sua obra publicada pela Biblioteca Pública do Paraná, com tiragem de mil exemplares. Os premiados também receberão 100 cópias de seus livros. O resultado será divulgado na primeira quinzena de dezembro. O edital do Prêmio está disponível nos sites da Biblioteca Pública do Paraná e da Secretaria da Cultura do Paraná. Mais informações pelo telefone (41) 3221-4917

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo no Concertgebouw faz agora parte da história



A Orquestra de São Paulo surpreendeu o público holandês ao se apresentar na Grande Sala do Concertgebouw, em Amsterdã, no último domingo (19). Joel Galmacci é gerente da OSESP desde 2006 e conversou com o BnH. “Há muitos anos a orquestra almeja tocar aqui, por isso hoje é um dia super especial. Os músicos e a maestrina estão muito emocionados. Esse dia entrou para a história da orquestra, todo mundo está muito feliz, por isso abraçaram-se no final”, diz.

Galmacci tem formação como violonista erudito, e apesar do violão não ser aceito como parte de uma orquestra, ele diz que tem muito orgulho do que faz. “Sempre adorei o ambiente de orquestras, principalmente a orquestra do conservatório onde estudava. Esse foi um atalho para mim, uma grande oportunidade de trabalhar num projeto dessa magnitude. Tocando violão eu jamais estaria junto com a uma orquestra. Fico muito orgulhoso por conseguir atuar nos bastidores e participar de algo tão importante para o Brasil”, analisa.

Para a turnê pela Europa, a OSESP enviou uma equipe de 100 músicos. A multinacionalidade de São Paulo está refletida nas 17 nacionalidades que integram a orquestra, mas os brasileiros são maioria. “A orquestra tem agenda lotada, porém, temos um  contingente grande, então há revesamento para que os músicos consigam atuar sem prejuízos artísticos. Uma turnê é sempre cansativa, mas eles tiram energia do estímulo que é poder tocar numa sala como essa do Concertgebouw”, explica.

Lançamento do CD DEZ ARRANJOS do Fernando Corrêa Combo



Lançamento do CD DEZ ARRANJOS do Fernando Corrêa Combo na próxima quinta-feira (serviço na programação abaixo), e Ouçam o novo arranjo de Fernando de “Blues for Jim” com a Orquestra Jazz Sinfônica, cuja primeira gravação participei (CD Em contraste está em seu site www.fernandocorrea.mus.br para download)

Nossos próximos compromissos:

Dia 30/8 - Lançamento do CD Dez Arranjos do Fernando Corrêa Combo no Jazz nos Fundos, quinta-feira, 22h
Dia 02/9 – Lucas Bonetti Octeto convida Fernando Corrêa no Centro Cultural Rio Verde, domingo, 14h.
Dia 03/9 - Palestra "Bossa nova: um sopro de renovação na cultura brasileira" na Semana de História, FACCAMP, 19:30-22:30h.
Dia 07/9 – Quarteto Impossível. Ao Vivo, 20:30h.
Dia 25/9 – Liliana Bollos piano solo no projeto Música de bandeja no SESC Pinheiros, terça-feira, 12:30-14h.

SOPRANO HAERAN HONG APRESENTA-SE DIA 29 DE AGOSTO PELA SÉRIE CULTURA ARTÍSTICA – ITAIM 2012, COM PARTICIPAÇÃO DO PIANISTA MARCO BERNARDO

Haeran Hong


Cantora Sul-coreana interpretará obras de Giulio Cesare Handel, Franz Schubert, Claude Debussy, Hugo Wolf, Franz Liszt, dentre outras

Protagonista de diversas óperas, vencedora de importantes premiações como a Career Bridge Competition (2010) e o Concurso Internacional Rainha Elisabeth (2011), a soprano coreana Haeran Hong é a atração da série Concertos Cultura Artística – Itaim, no dia 29 de agosto, às 21h, no Teatro Cultura Artística Itaim (Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1830, Itaim Bibi). Ao seu lado estará o pianista Marco Bernardo, de sólida reputação no país, por conta de trabalhos como arranjador, maestro preparador e solista.

A série, iniciada em maio, conta com apresentações de importantes músicos do Brasil e do exterior, entre recitais solo, duos e outras formações. Nomes como o violonista cubano Manuel Barrueco, o violoncelista italiano Enrico Dindo e o pianista brasileiro Flávio Varani são parte da programação. Antes de cada apresentação, a jornalista Gioconda Bordon realiza um bate-papo com a plateia, abordando um pouco mais sobre intérprete, obras e compositores. O patrocínio da série é da CPFL e da Promon, com produção da Interarte.

Haeran Hong vai interpretar composições de Giulio Cesare Handel, Franz Schubert, Claude Debussy, Hugo Wolf, Franz Liszt, Léo Deliebe, Gaetano Donizetti e Gioachino Rossini. Grande vencedora da edição 2011 do Concurso Internacional Rainha Elisabeth, na Bélgica, e da Career Bridge Competition, em Nova York, há dois anos, a cantora possui mestrado em estudos operísticos pela Juilliard School, e bacharelado em música pela Universidade Nacional de Artes da Coreia.

Já interpretou inúmeras protagonistas em montagens operísticas, tais como Susanna, em “As Bodas de Figaro”, no Teatro de Ópera da Universidade Nacional Coreana e no Teatro de Ópera da Juilliard School; e Adina, em“L`elisir d`amore”, no Teatro de Ópera da Universidade Nacional Coreana. Também atuou como Gilda, em “Rigoletto”, com a Companhia de Ópera Guang-Gin Gu. Ainda no Teatro de Ópera da Juilliard School, teve os papeis de Poppea ("L`Incoronazione di Poppea"), Soeur Constance ("Dialogues des Carmélites"), Dalinda ("Ariodante"), e Papagena ("A Flauta Mágica").

Estreou profissionalmente como Pamina, em "A Flauta Mágica", no Centro de Ópera Daejeon. Em 2010, obteve os papéis de Barbarina ("As Bodas de Fígaro") e Seleuce (Tolomeo), na Glimmerglass Opera, por meio do Young Artists Program. Suas performances ocorreram sob regência de maestros como Marco Armiliato, Harry Bicket, Christian Curnyn, David Angus, Anne Manson, Gary Thor Wedow, entre outros. Além da passagem pelo Brasil, na temporada 2012/2013 participará também da da temporada no Metropolitan Opera de Nova York, atuando em Parsifal, Un Ballo in Maschera e Dialogues des Carmélites.
Marco Bernardo é natural de São Paulo, Capital, vem de família de talentosos músicos pelo ramo paterno que muito o influenciaram: seu tio Ciccillo (Francisco Bernardo) foi violinista-spalla das orquestras Sinfônica Brasileira (OSB) e da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, além de músico requisitado em importantes gravações nas décadas de 40 a 60, e seu tio Arthur Bernardo foi violonista, vocalista, compositor e um dos fundadores do célebre conjunto vocal-instrumental Demônios da Garoa.

Estudou piano com os professores Rosa Lourdes Civile Melitto, Lourdes França, Gilberto Tinetti e Lina Pires de Campos. É diplomado em Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Sua expressiva discografia destaca os seguintes títulos: “Homenagem a Canhotinho”, lançado em agosto de 2000 em selo Digital, composto de transcrições próprias para piano solo da obra do cavaquinista Roberto Barbosa Canhotinho simultaneamente publicadas em álbum de partituras editado pela Irmãos Vitale, entre outros.
Recentemente gravou o CD “O Cancionista”, a ser lançado ainda neste semestre, trazendo sua faceta de cantor e acompanhando-se ao piano na interpretação da grande canção brasileira e internacional.

SÉRIE CONCERTOS CULTURA ARTÍSTICA – ITAIM

Hong Haeran, soprano. Marco Bernardo, piano.
Quarta-feira, 29 de agosto de 2012, às 21h

Programa          
Giulio Cesare Handel  Vadoro Pupille
Piangero
Franz Schubert                 Rastlose liebe
Die junge Nonne
Claude Debussy              Pierrot
Apparition
Hugo Wolf                         Auch kleine dinge  (Italienisches Liederbuch)
Du denkst mit einem Faedchen
Ihr junge Leute
Wir haben beide lange
Schweig einmal Still
Ich hab in Penne

Franz Liszt - Oh quands je dors
Léo Deliebe - Les fille de Cadix
Gaetano Donizetti - La zingara
Gioachino Rossini - La fioraia Fiolentina

Serviço:
Cultura Artística Itaim
Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1830, Itaim Bibi – São Paulo (SP)
Capacidade: 303 lugares
Ar condicionado. Acesso para portadores de necessidades especiais
Preços: R$ 40 / R$ 20 (estudantes e idosos) / R$ 10 (estudantes até 30 anos, meia-hora antes do concerto)
Horário da bilheteria: a partir das 15h, até o horário do concerto.