quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Orquestra Criança Cidadã abre escola de formação de luthier



De quando escutou as primeiras notas extraídas de um violão até a data em que realizou o sonho de ter um, a estudante Juliana Sotero levou toda a vida. Foram 15 anos de espera para dedilhar as próprias cordas. A música que entrou pelos ouvidos ainda na infância e invadiu a residência dela através das aulas de violino da irmã, agora também possiblitará a realização do segundo maior sonho da vida da moradora da comunidade do Coque, ter quantos violões quiser. Juliane e outros cinco adolescentes foram selecionados para serem alunos da primeira Escola de Formação de Luthier e Archetier do estado, inaugurada no último dia 10, pela Orquestra Criança Cidadã (OCC).
Ainda descobrindo como manusear o próprio violão, Juliane terá a missão de dar continuidade a dois ofícios em extinção. Durante cinco anos, ela e os amigos aprenderão com dois dos três únicos mestres do estado, a arte de confecionar, reparar e restaurar instrumentos musicais - o trabalho de um Luthier - e também os arcos utilizados para tocar violino, viola, violoncelo e contrabaixo, produzidos por um Archetier. Eles terão aulas todos os dias da semana, durante duas horas, e em um ano começarão a produzir os primeiros instrumentos, iniciando pelo cavaquinho, considerado um dos mais fáceis de confeccionar.
Nas aulas, os alunos aprenderão técnicas para seleção da madeira ideal, o corte adequado para cada tipo de instrumentos, a pintura e a afinação que garantem a precisão do som. Os instrumentos criados dentro da Escola de Formação de Luthier e Archetier serão utilizados pelos alunos da própria orquestra, mas também serão enviados para comercialização no Japão, através de uma parceria com uma empresa japonesa especializada no ramo.

Secretaria de Cultura lança edital para ocupação artística de espaços culturais‏ – ES



A Secretaria de Cultura de Vitória lança concurso público para seleção de projetos artísticos na área de Artes Visuais para exposição no Museu Histórico da Ilha das Caieiras “Manoel dos Passos Lyrio” e no Casarão Cerqueira Lima. As inscrições estão abertas até 24 de outubro. Para cada projeto selecionado será concedido o pagamento de prêmio no valor de R$ 10.000,00.
As inscrições devem ser feitas no protocolo geral da Prefeitura de Vitória, situada à Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 1927 – Bento Ferreira – Vitória – ES, das 8 às 17 horas de segunda a sexta-feira, ou via envelope lacrado, postado pelos Correios em SEDEX com Aviso de Recebimento (AR), devendo o mesmo ser pago pelo candidato e postado até o dia 24 de outubro de 2012.

O recibo de envio da correspondência, emitido pelos Correios, será o comprovante de inscrição do candidato. O envelope será encaminhado para: Secretaria de Cultura – Rua 13 de Maio, 47, Centro – Vitória – ES CEP: 29015-280.

O edital completo e a ficha de inscrição estão disponíveis no link http://www.vitoria.es.gov.br/semc.php?pagina=ocupacaoartistica



Projetos

O objetivo da exposição no Museu Histórico da Ilha é resgatar e valorizar a memória da região, fortalecer a identidade local, estimular a consciência crítica da população e o desenvolvimento de uma ideia de integração comunitária.

Já no Casarão Cerqueira Lima, pretende-se promover e incentivar a produção de Artes Visuais, a formação de público e o fortalecimento do mercado de artes em Vitória. Serão selecionados dois projetos, um para cada espaço, a serem realizados ainda este ano.

Cada exposição terá duração aproximada de três meses e deverá ter início em novembro deste ano. Serão três os critérios a que a Comissão Julgadora estará atenta:

- Excelência e relevância do projeto;

- Potencial de realização do proponente;

- Adequação da proposta orçamentária e viabilidade do projeto.



Quem pode participar?

Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos ou pessoas jurídicas de Direito Privado com ou sem fins lucrativos, que comprove o caráter – definido nos atos constitutivos – estritamente artístico ou cultural.

Serão aceitas inscrições individuais e/ou coletivas. Para trabalhos realizados em grupo, deverá ser indicado, na ficha de inscrição, um representante legal para qualquer fim. Um mesmo artista poderá participar com proposta individual e como membro de um grupo.



Mais informações: (27) 3132-8372 ou espacosculturais@vitoria.es.gov.br.



Informações para a imprensa

Brunella França

Assessoria de Comunicação

Secretaria de Cultura de Vitória

www.vitoria.es.gov.br/semc

(27) 8889-5528 // 9827-1402

Sistema Nacional de Cultura pode ser decisivo na luta por recursos



Marta Suplicy assumiu o posto de Ministra da Cultura com um presente nas mãos. Um dia antes de sua posse, o Senado aprovou, em ato claro de apoio ao governo, a PEC - proposta de emenda constitucional - que estabelece a criação do Sistema Nacional de Cultura. Não é pouca coisa.

O Sistema pode ser a alavanca que a pasta precisava para conseguir mais recursos e sair da posição de insignificância a que costuma ser relegada. "É essencial para o fortalecimento institucional da Cultura, para inseri-la no cenário dos ministérios", opina Sérgio Mamberti, secretário de políticas culturais.

A inspiração para o projeto veio do SUS - Sistema Único de Saúde. Sua função é estabelecer vínculos entre a esfera municipal, os governos de estados e municípios para a condução de uma política comum. Também define um conjunto de metas a serem alcançadas, cria uma rede de indicadores culturais, além de traçar estratégias e prazos. "É como o saneamento básico. Algo que ninguém vê, não traz visibilidade, mas funciona como base, como alicerce", compara José Roberto Peixe, secretário de Articulação Institucional do Minc.

Uma das principais vantagens da nova lei é garantir certa estabilidade à cultura, resguardando-a da inconstância das mudanças de governo. "Os políticos terão que se balizar pelas metas estabelecidas. E isso deve minimizar a descontinuidade. É claro que cada novo governante tem as suas diretrizes, mas existem objetivos comuns que devem prosseguir independentemente da mudança de governo", opina Mamberti. Para Alfredo Manevy, que foi secretário executivo do Minc durante a gestão Juca Ferreira, o sistema amplia "as condições de que as políticas culturais ganhem mais perenidade e mais alcance." Ele, porém, ressalva que "nenhuma política está imune a retrocesso. Mais que um sistema, é preciso de um consenso político nacional".

Marta entrou no ministério sinalizando seu desejo por um orçamento maior. Como o sistema pode ajudar na briga? O peso institucional que o SNC dá não só ao ministério, mas ao setor cultural, deve contar pontos. Para fazer parte do sistema, cada Estado e cada município precisarão ter uma área governamental voltada à cultura. Parece trivial. Mas ainda é imensa a quantidade de lugares em que o setor não possui representação.

Outra exigência do Sistema: cidades e estados não irão apenas aderir a um plano pactuado nacionalmente. Ficam obrigados a definir suas próprias estratégias. Em suma, a ter uma política específica para a área. "A cultura ainda é vista, em grande parte do País, como uma atividade esporádica, relacionada, por exemplo, a realização de eventos", observa Peixe.

Boas intenções nem sempre são suficientes para fazer uma lei sair do papel. Neste caso, porém, o secretário de Articulação Institucional do Minc acredita que o SNC tenha chances consideráveis de decolar.

No momento em que aderirem ao sistema, estados e municípios não ganham apenas deveres. Também terão garantidos repasses de verbas do Fundo Nacional de Cultura. A aposta é que a existência de dinheiro disponível atraia o interesse dos governantes para a área. Outro sinal de que o Sistema tem boas possibilidades de funcionar: ele já caminhava, em boa medida, antes da aprovação da lei.

Até agora, cerca de 75% dos Estados e 22% dos municípios já aderiram de maneira voluntária ao sistema. No ano passado, a ex-ministra Ana de Hollanda também já havia conseguido aprovar o Plano Nacional de Cultura. O documento, compêndio de 53 metas para o setor a serem alcançadas até 2020, entrou em vigor de forma independente. Mas é, na verdade, um dos braços do Sistema Nacional de Cultura. "O Plano define as grandes metas e o sistema oferece alguns meios de implementação, como conselhos e fundos. O sistema não é fim, é meio. Mas pode ser um meio poderoso, se houver cooperação entre município, estados e governo federal", acredita Alfredo Manevy.

Corre, por fora, a votação de uma outra medida que poderia favorecer grandemente o novo sistema: a PEC 150, lei que estabelece piso mínimo de 2% do orçamento federal, 1,5% do estadual e 1% do municipal. Neste campo, porém, a conquista não deve vir de presente: ainda é preciso dobrar a resistência do Planejamento, que não é propriamente um entusiasta da medida.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ópera Cavalleria Rusticana de Mascagni


Ópera em forma de concerto

Silvio Viegas - regente

Serviço

20.09 - quinta-feira - 20h00
Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Pça Mal Floriano, s/n
21-2331-9191
Rio de Janeiro - RJ
R$ 25,00 a R$ 84,00

Semana Internacional de Música de Câmara


Henning Kraggerud - violino
Simone Leitão - piano
Hugo Pilger - violino

Programa
Kraggerud, Grieg.

Serviço

20.09 - quinta-feira - 20h30
Espaço Tom Jobim
Rua Jardim Botânico, 1008
21-2274-7012
Rio de Janeiro - RJ
R$ 40,00

Coralusp – Grupo Sul Fiato


Paula Cristina Monteiro  - regente

O mundo em vozes

Serviço

20.09 - quinta-feira - 20h30
Instituto de Ciências Biomédicas
Auditório Luiz Rachid Trabulsi
Av. Prof. Lineu Prestes, 2415
Cidade Universitária - São Paulo - SP
Entrada Franca

Rio recebe a primeira Semana de Música de Câmara



Festival inspirado no City of London Music Festival começa hoje, com o Quarteto Osesp, no Espaço Tom Jobim, e traz nomes como a violoncelista russa Nina Kotova
Fazia tempo que a pianista e historiadora de música Simone Leitão ouvia dos amigos, em diferentes ocasiões, que o Brasil precisava ter um festival de música de câmara. A insistência fez com que ela resolvesse tomar para si a tarefa de produzir a primeira Semana Internacional de Música de Câmara da cidade, que acontece a partir desta terça-feira até o dia 25, e da qual ela também é diretora artística. A abertura acontece às 20h30m, no Espaço Tom Jobim, com o Quarteto Osesp — grupo que raramente se apresenta em solo carioca —, mas as apresentações se estendem a comunidades de áreas pacificadas do Rio, além de atividades em Barra Mansa (município conhecido pelo projeto-modelo “Música nas escolas”, que vem formando instrumentistas da região, e para o qual o festival planeja levantar fundos).
— Não acordei e tive uma epifania. Foram os amigos que diziam sentir falta de um festival que reunisse grandes nomes e fomentasse a música de câmara, muito colaborativa — conta Simone, que diz ter se inspirado no City of London Music Festival, que acontece na Inglaterra.
Além do prestigiado Quarteto Osesp a programação inclui grandes nomes estrangeiros que, por serem solistas requisitados, normalmente tocam com orquestras e não têm agenda para apresentações mais intimistas. O público carioca, então, vai ter a oportunidade de apreciar a violoncelista russa Nina Kotova tocando na companhia de apenas um piano, no próximo domingo, ou o violinista norueguês Henning Kraggerud, que na quinta-feira se apresenta no Espaço Tom Jobim ao lado do brasileiro Hugo Pilger (violoncelo) e da própria Simone Leitão (piano).
Foco nos séculos XX e XXI
Já para o Centro Universitário de Barra Mansa, estão programados dois concertos gratuitos: um na quinta-feira, com o Quarteto Osesp, e outro na sexta, com Juliana Steinbach, Philip Doyle, Daniel Andai e Gustavo Cruz, pianista integrante da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa (OSBM).
— Queria trazer para a cidade uma programação de qualidade. Incluí Barra Mansa porque a cidade tem um projeto excelente com a OSBM e é uma forma de contribuir. Venho de Caratinga, Minas Gerais, onde não há oferta de música clássica e sei da importância de projetos que facilitem o acesso à música — explica Simone.
De acordo com a diretora artística, o festival tem como foco os compositores do século XX e XXI, período que considera “mais democrático” em termos de ideias inovadoras para a música em todos os continentes:
— No século XX, a música de câmara sai do eurocentrismo e você começa a observar importantes compositores nas Américas e na Ásia, por exemplo. Mas não que o festival não possa ter composições de outros séculos. Não é um festival de música contemporânea. É apenas um período que queremos cada vez mais abordar.
A vontade de Simone é de que a Semana Internacional de Música de Câmara se torne um evento anual no calendário da cidade. Para isso, ela já conseguiu reservar as datas para o festival do ano que vem: 17 a 24 de setembro.

Processo Seletivo - Orquestra Jovem do Estado de São Paulo



Leia o Edital:


BOA SORTE

Orquestra Sinfônica do RN recebe novo regente



O mês de setembro está repleto de novidades para a Orquestra Sinfônica do Rio Grande (OSRN), para afinar ainda mais a retomada das suas atividades nesse ano de 2012. A partir da próxima semana assume o novo coordenador artístico e regente, Dr. Linus Lerner, e ganha força a campanha “OSRN na China”, para angariar fundos para o concerto que realizarão no Oriente, em 2013.

A mais recente aquisição da OSRN e diferencial, atendendo o pleito feito à Secretaria Extraordinária de Cultura e Fundação José Augusto (Secultrn/FJA) por seus músicos, é a contratação do maestro gaúcho Dr. Linus Lerner, de vasta experiência internacional, como o novo regente e diretor artístico da Orquestra. Já nomeado, o maestro tomará posse na próxima semana, quando desembarca em Natal, e iniciará suas atividades a frente da Sinfônica, com sua primeira exibição no 5º Concerto Oficial da temporada 2012, no dia 25.

Doutor em música pela Universidade do Arizona, o maestro intercontinental já fez apresentações nos Estados Unidos, Espanha, República Tcheca, México entre outros países, além do Brasil. Muito aclamado pelos críticos, Lerner é apontado como um dos músicos mais carismáticos atualmente, e conquista também o público com sua energia e entusiasmo no palco.

Outra novidade é a ida da Orquestra, no começo da temporada de 2013, à China, onde mostrará ao povo chinês a boa música brasileira. “A OSRN será a primeira a realizar este feito, misturando música e dança. O maestro Dr. Linus Lerner encontra na Companhia da Escola de Dança do TAM (EDTAM) uma forte junção cultural”, ressalta Luis Antônio de Paiva, diretor musical da Sinfônica do RN. E, para tanto, “estamos realizando concertos onde podemos mostrar um pouco do que levaremos à China, apresentando não só grandes clássicos da música erudita, como compositores que fazem parte das nossas raízes: Luiz Gonzaga, Tonheca Dantas e outros.”, conclui o diretor.

Entretanto, para a viagem, que levará em média 90 pessoas (entre músicos, produção e dançarinos), poder se concretizar a OSRN busca parceiros, sejam pessoas físicas ou empresas, para apoiarem nessa importante empreitada. Uma vez que o Governo chinês custeará a estadia e alimentação, ainda assim há as despesas com passagens e outros gastos pertinentes, sendo necessário mais que o apoio garantido pelo Governo do Estado. Para isso, desde o concerto com Geraldo Azevedo, no Agosto da Alegria 2012 – É Festa para Deífilo, iniciou-se a campanha “OSRN na China”, para angariar fundos para essa grande jornada, com a venda de bonés (R$10) e camisetas (R$30), além de um ingresso simbólico nos próximos Concertos Oficiais no valor de R$10 (inteira) e R$5 (meia entrada). As vendas e informações de como apoiar a campanha acontecem na Sala da Orquestra, na sede da fundação José Augusto ou através do telefone 84 3232-5318.

Banco o Brasil projetos inscrições abertas


Para informações acesse:

http://www.bb.com.br/portalbb/page512,128,10189,1,0,1,1.bb?codigoNoticia=34762


Boa Sorte


45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro



Evento reuni mostra competitiva, lançamentos, seminários, debates, oficinas e outras atividades
A partir de segunda (17),  até o dia 24, a curiosidade e a expectativa tomam conta de cinéfilos e principalmente de cineastas, diretores e atores do país. Neste período acontece o mais antigo festival de cinema do país, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que este ano está em sua 45ª edição.

Na abertura do festival, hoje à noite, o filme brasiliense A Última Estação, de Marcio Curi, será exibido para convidados.  O secretário executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz, participará da cerimônia que será realizada na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro.
Com apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o festival apresentará na mostra competitiva três curtas e dois longas metragens por noite. Os filmes participantes são inéditos e divididos nas categorias ficção, documentário e animação.

Disputa pela premiação

As sessões ocorrerão às 19h e às 21h, simultaneamente na Sala Villa-Lobos e nos Teatros de Sobradinho, SESC Newton Rossi Ceilândia, Paulo Autran SESC Taguatinga e SESC Gama.  As obras no Cine Brasília – onde as edições anteriores eram realizadas -  não terminaram em tempo de receber o festival.

A disputa pelo prêmio de R$ 250 mil do júri oficial para melhor longa metragem de ficção será entre produções do Rio de Janeiro e de Pernambuco, sendo três produzidas por cada estado. Do Rio de Janeiro concorrem A Memória Que Me Contam, de Lucia Murat; Esse Amor Que Nos Consome, de Allan Ribeiro; e Noites de Reis, de Vinicius Reis. Já Boa Sorte, Meu Amor, de Daniel Aragão; Eles Voltam, de Marcelo Lordello; e Era Uma Vez Eu, Verônica, de Marcelo Gomes, são produções pernambucanas.

Na competição de melhor documentário estão os filmes Doméstica, de Gabriel Mascaro; Elena, de Petra Costa; Kátia, de Karla Holanda; Olho Nu, de Joel Pizzini; Otto, de Cao Guimarães; Um Filme Para Dirceu, de Ana Johann.

Além da mostra competitiva, os cinéfilos poderão acompanhar as produções das mostras paralelas: Brasília, Panoram
Brasil, UnB e o Cinema e Brasília 5.2 – Cinema e Memória – É Tudo Verdade, que acontecem no período da tarde.

Oficinas e seminários

Outras atividades como seminários, fórum do cinema infantil e debates também fazem parte da programação.  O papel da crítica, a história do cinema na Universidade de Brasília, os diversos gêneros cinematográficos, a necessidade de promover o cinema infantil no Brasil e os caminhos da concepção e produção das séries de TV serão temas dos encontros.

Confira a programação completa do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ópera Pelléas et Mélisande - Debussy no Teatro Municipal de São Paulo


Abel Rocha - regente
Coral Lírico do TMSP
Orquestra Sinfônica Municipal

Serviço

19.09 - quarta-feira - 20h00
Teatro Municipal de São Paulo
Pça Ramos de Azevedo, s/n
11-4003-2050
São Paulo - SP

Coralusp - Grupos Tarde e Dona Yayá


Grupo Tarde
Márcia Hentschel - regente

Grupo Dona Yayá
Mauro Alcino - Regente

Serviço

19.09 - quarta-feria - 20h30
Faculdade de Saúde Pública da USP
Auditório João Yunes
Av. Dr. Arnaldo 715
11-3061-7708
Sumaré - São Paulo - SP
Entrada Franca

Colarusp - Grupo Azul


Grupo Azul
André Juarez - regente

Serviço:

19.09 - quarta-feira - 20h30
Instituto de Psicologia da USP
Auditório Carolina Bori
Av Prof Melo Moraes, 1721
11-3091-3930
Cidade Universitária - São Paulo - SP
Entrada Franca

Villa-Lobos para ouvir e ver de joelhos


Quarteto Radamés Gnattali 

O lançamento em DVD e Blu-ray de A Integral dos Quartetos de Cordas de Heitor Villa-Lobos pelo Quarteto Radamés Gnattali, do Rio de Janeiro, é algo de tal importância, que por si só já mereceria um grande elogio. Mas os motivos de festejarmos este lançamento vão bem além de seu ineditismo. O cuidado na produção é tal que temos de nos deter em alguns detalhes, todos fascinantes.
Além da altíssima qualidade musical do quarteto Radamés Gnattali, as filmagens retratam cenários históricos do Rio de Janeiro, cidade natal de nosso maior compositor. As filmagens foram feitas em três locais belos e históricos: o Palácio do Catete, sede do Poder Executivo brasileiro de 1897 até 1960 (foi lá que Getúlio Vargas se suicidou), o Palácio das Laranjeiras, residência do governador do estado, e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual diversas obras de Villa-Lobos foram estreadas (único lugar em que a administração cobrou, e muito, para ser utilizado nas filmagens) com destaque para o belo pano de boca pintado por Eliseu Visconti.
Além dos três locais, vale a pena registrar o cuidado com as vestimentas que o quarteto utiliza, de casacas a camisas com mangas arregaçadas e trajes esportivos, e a precisa e ágil direção de câmeras.
As imagens nos ajudam a compreender o complexo tecido contrapontístico das obras. O grande violonista, e ex-diretor do Museu Villa-Lobos, Turíbio Santos, introduz de forma breve e precisa cada um dos quartetos, utilizando partes do importante livro de Arnaldo Estrela. Vale lembrar que não há no mercado internacional nenhuma integral de quartetos de cordas, salvo de Beethoven, em DVD. Nenhum dos ciclos importantes do século 20 como os de Bartók ou Schoenberg, foram gravados nesta tecnologia. Se formos comparar a execução destas gravações com os registros de áudio encontráveis no mercado dos quartetos de Villa-Lobos, a vantagem do Quarteto Radamés Gnattali não está apenas no fato de que existem imagens das execuções. As execuções aqui comentadas são bem superiores às do Quarteto Danubius (selo Marco Polo) ou do Quarteto Bessler-Reis (selo Le Chant Du Monde). A única gravação que rivaliza com o quarteto carioca é a do mexicano Cuarteto Latinoamericano (selo Dorian).

O Quarteto Radamés Gnattali foi fundado em 2006. Vencedor do 13.º Prêmio Carlos Gomes, levou o repertório de câmera brasileiro às Américas do Norte e do Sul, à Europa e à África. Eles mantêm trabalhos didáticos extremamente interessantes, chamados “Projeto Tuhu” (o apelido de Villa-Lobos), explorando páginas do “Guia Prático” de Villa-Lobos com fins didáticos em escolas públicas não só do Rio, mas também no Norte, Nordeste e Centro-oeste do país. Seus projetos em termos de gravações levam em conta o estímulo a compositores brasileiros, que são sempre as estrelas de suas apresentações.

Os 17 quartetos de cordas de Villa-Lobos foram escritos de 1915 até 1957. Assim como as sinfonias do compositor, os quartetos são pouco conhecidos do grande público. São obras com tendências bem variadas, mesmo dentro de uma mesma obra. Páginas completamente atonais, especialmente no “Quarteto N.º 9”, tem muitas vezes conclusões tonais. Villa-Lobos não tinha compromisso com nenhuma escola e o nacionalismo só fica bem marcado nos “Quartetos N.º 5” e “N.º 6”, o primeiro deles composto exatamente no início da colaboração do compositor com o estado novo. Muito do fato dos quartetos não serem obras populares é que fora estes dois e o “N.º1” , eles trazem uma visão mais abstrata do nacionalismo. Tomemos o andamento lento do “Quarteto N.º 4”. Um acompanhamento de três instrumentos dá espaço a um canto que parece ser uma modinha altamente estilizada. O efeito é hipnótico. Aliás, este segundo movimento do “Quarteto N.º 4” é a prova maior tanto da genialidade de Villa-Lobos quanto da excelência do Quarteto Radamés Gnattali. É possível notar a extraordinária musicalidade e entrosamento dos quatro instrumentistas ao ver este genial canto passando por cada um dos instrumentos.
Villa-Lobos permanece em diversos aspectos um desconhecido dos próprios brasileiros. Quem aqui conhece alguma de suas 11 sinfonias? E quem conhece seus 17 quartetos de cordas? Este belo lançamento nos possibilita de forma plena conhecer um dos mais fascinantes ciclos compostos pelo nosso músico maior.
Maestro Osvaldo Colarusso

Recitais Eubiose apresentam a pianista Helena Elias



 Helena Elias

No dia 22 de setembro, sábado, às 20h, os Recitais Eubiose apresentam a pianista Helena Elias. No repertório, obras de Debussy, Schumann, Prokofiev, Joaquin Turina, Villa-Lobos e Marlos Nobre. Ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados).

A pianista é de Belém do Pará, residente na França. É professora da Ecole Normale de Musique de Paris e pesquisadora do Observatório Musical Francês, OMF, da Universidade Sorbonne Paris IV. Graduou-se em Lisboa, fez mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Musicologia em Paris na Universidade Sorbonne Paris IV com uma tese sobre Villa-Lobos.

Masterclass dará uma bolsa para um pianista estudar em Paris

Helena Elias dará uma master classe no dia seguinte, dia 23 de setembro, domingo, das 10h30 às 18h na Sociedade Brasileira de Eubiose. Nesta data selecionará um pianista que ganhará uma bolsa para estudar na Ecole Normale de Musique de Paris. A bolsa não contempla passagem, nem estadia. Alunos de piano em nível avançado poderão participar e concorrer a bolsa. As inscrições custam R$ 80,00 (intérprete) e R$ 40,00 (ouvinte) e podem ser realizadas na Secretaria do Departamento da Sociedade Brasileira de Eubiose, de 2ª a 5ª feira, após as 15h00, com Eliana, Av. Lacerda Franco, 1059, pelos telefones (11) 3208-9914 e (11) 3208-6699ou pelo email lacerdafranco@eubiose.com.br. Site www.recitaiseubiose.com.br

Programa

DEBUSSY (1840 – 1926) - Reflets dans l'eau
SCHUMMANN (1810 – 1856) - Sonate opus 22 en sol Majeur
JOAQUIN TURINA (1882 – 1949) - Contes d'Espagne - Premier cahier: Histoire en sept tableaux
VILLA-LOBOS (1887 – 1959) -  Les trois Marias:
MARLOS NOBRE (1939) - Troisième cycle Nordestino
PROKOFIEV (1891 – 1953) - Toccata opus 11



Helena Elias

A Pianista e Musicóloga Helena Elias é natural de Belém do Pará, é residente na França, é titular de uma classe de piano na Ecole Normale de Musique de Paris e também é pesquisadora associada ao Observatório Musical Francês, OMF, Universidade Sorbonne Paris IV.

Diplomada em piano pelo Conservatório Nacional Superior de Lisboa na classe do pianista Evaristo Campos Coelho, Helena Elias obteve em Portugal os prêmios de piano Rey-Colaço e Rodrigues da Fonseca - Conservatório Nacional Superior de Musica de Lisboa.

No Brasil é laureada com o Prêmio Barroso Netto no Concurso Internacional de piano Villa-Lobos realizado no Rio de Janeiro em 1981 e ganhou à unanimidade o concurso Jacques Klein efetuado para os alunos do Curso de Mestrado em piano da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ neste mesmo ano.

Possui Mestrado em Música na UFRJ em 1985 sob a direção de Jacques Klein e Heitor Alimonda. Licença em Letras (Língua e literatura Francesa) pela UFPa.

Concluiu Doutorado em Musicologia em Paris em 1996, Universidade Sorbonne Paris IV, defendendo a tese: “Villa-Lobos, l’homme et son oeuvre pour le piano”.

Como musicóloga associada à l’OMF tem contribuído com vários trabalhos: « Francisco Mignone, éclectisme et syncrétisme dans le Nationalisme Brésilien » a ser publicado e « Aspects de la pédagogie du piano en France », 2005, Atos do colóquio en Sorbonne « Piano et pianistes dans la France d’aujourd’hui ». Organização e a participação no colóquio “Le Piano Brésilien” em 2008 na Sorbonne à Paris em convênio com as Universidades do Paraná e UNIRIO. Sua conferência: “Criação contemporânea para piano no Brasil” encontra-se publicada nos atos do colóquio e difundida pela internet em francês e português. No recital comentado deste colóquio apresentou obras dos compositores brasileiros Francisco Mignone, Villa-Lobos, Jorge Antunes e Marlos Nobre.

Em Paris em dezembro de 2009 realizou conferência na Sorbonne em Paris sobre os “Aspectos originais da obra para piano de Heitor Villa-Lobos”, participando assim do colóquio em homenagem aos 50 anos de falecimento deste compositor.

Helena Elias iniciou seus estudos de piano com Guilhermina Nasser em Belém e realizou cursos de aperfeiçoamento pianístico com Hermínia Roubeaud e Jacques Klein no Brasil e Magda Tagliaferro, Magalof, Pierre Sancan, Lucette Descaves e Edson Elias em Paris.

Entre suas atividades realizadas na França, vários recitais na Sala Cortot em Paris e participação em vários recitais da Academia de Nancy.

No período de julho (segunda quinzena a agosto) direção de master classes anualmente na Grande Academia de verão de Nancy.

No Brasil realiza a cada ano master classes como a exemplo, na USP e na FAMES em Vitoria. Ainda em Vitoria foi solista da OFES sob a direção de Helder Trefzgger no Teatro Carlos Gomes.

Como solista e camerista, de repertório bastante eclético privilegiando a musica de autores brasileiros, Helena Elias realiza concertos e recitais na Europa e no Brasil. Participa também de júris de vários Concursos Internacionais de piano na Europa, entre eles, o Concurso Internacional de piano de San Sebastian, Espanha, no qual assegurou a Presidência do Júri em 2006.

A Sociedade Brasileira de Eubiose aprofunda, através de cursos e práticas, o estudo da Cosmogênese (origem dos universos) e da Antropogênese (origem do homem) para o oferecimento de subsídios com vistas a uma construção crítica do autoconhecimento ancorada no crescimento coletivo e na fraternidade universal dentro de uma visão espiritualista comprometida com a realidade. Com esse foco se dedica também a ações sociais, culturais e artísticas.

Serviço:

No dia 22 de setembro, sábado, às 20h
Recitais Eubiose
Helena Elias (Piano)
Sociedade Brasileira de Eubiose
Sala Henrique José de Souza (201 lugares)
Av. Lacerda Franco, 1059
Aclimação
Tel: 3208-9914 / 3208-6699

Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados)
Retirar os ingressos até uma hora antes do recital. Antecipadamente após as 14h30, por telefone, ou por email  contato@recitaiseubiose.com.br

Orquestra Mirim luta para continuar a atender jovens carentes


Falta de patrocínio pode condenar grupo que existe desde 2003

Viola, violoncelo, violino e contrabaixo, instrumentos que faziam parte da rotina de menores carentes, correm o risco de deixarem de emitir notas musicais. Eles já serviram a cerca de 600 jovens que depositaram no aprendizado da música a chance de mudarem de vida. Hoje, por falta de patrocínio, a Orquestra Mirim, que funciona desde 2003, corre o risco de ser extinta.
Para dar continuidade ao projeto que atende a crianças necessitadas das comunidades Morro Azul (Flamengo), Tavares Bastos (Catete), entre outras, é preciso patrocinadores. Já existe uma autorização para que seus coordenadores captem até R$ 930 mil pela Lei Rouanet  - isto é, com direito a incentivosfiscais para os doadores.
Até o momento o máximo que o projeto obteve neste ano de 2012 foram R$ 100 mil,doados pela Cielo. O dinheiro, porém, está bloqueado no banco. Por exigência das regras do Ministério da Cultura, ele só poderá ser sacado caso se consiga um mínimo de 20% do valor autorizado. É a cota mínima prevista pelo ministério para um projeto ser executado. Caso não se atinja aos R$ 186 mil (20% de R$ 930 mil), os R$ 100 mil já depositados vão para um Fundo de Cultura.
O projeto da Orquestra Mirim teve início em 2003, na cabeça da  maestrina e violoncelista Atelisa de Salles. Sua expectativa é dar oportunidade a jovens carentes de aprender música clássica. A proposta é despertar neles o potencial artístico, para um progresso na qualidade de vida e bem-estar. “Nós sabemos que em algo modificamos a vida deles”, constata Ana. 
Atelisa espelhou-se no pai, o violinista Marcos Salles. “Ele trabalhou no Liceu de Artes e Ofícios e criou grandes corais de 100 vozes, cujos integrantes eram empregadas domésticas, pedreiros, na maioria analfabetos. Para não pegar a condução cheia na volta para casa, as pessoas assistiam às aulas do meu pai. Estes alunos foram alfabetizados com música”, lembra a maestrina.

Também lhe serviu de exemplo um projeto parecido que conheceu na Venezuela. Em sua volta ao Brasil, montou a orquestra. Desde então conta com a ajuda da filha, a assistente social Ana Teresa Palhano de Jesus, que desempenha o papel de coordenadora do grupo. A madrinha do projeto é a atriz Malu Mader.

No início foram 30 crianças da comunidade da Tavares Bastos, na faixa etária de 10 anos, que passaram a se reunir em uma sala cedida pelo Instituto Metodista Bennett.  “Trabalhamos nove meses voluntariamente até conseguir o patrocínio da Petrobras, em 2004. Daí colocamos outros professores, ampliamos o projeto e chegamos a ter 80 alunos de diferentes comunidades. Os 30 melhores formam a orquestra”, relembra Ana.

Artur Elias, de 12 anos, frequenta as aulas há tres anos e acabou de ingressar na orquestra onde, pela terceira vez, ensaia com um violoncelo. Morador do Morro Azul, diz que com as aulas de música também tem conseguido se concentrar mais no aprendizado do colégio. "É uma grande chance de estudar música clássica de graça e é preciso aproveitar, pois quando não se pode pagar, parece que dá mais vontade ainda de aprender”, afirma.

Residente na comunidade da Tavares Bastos, no Catete, Tiago Nascimento, de 19 anos, antigo no grupo, tornou-se monitor de viola com a falta de professor. Segundo revela, o projeto ajuda aos alunos a aprender uma profissão, acolhe as pessoas, expande a mente, educa: “Você sai daqui pensando diferente”.  Hoje ele estuda Educação Física, mas diz que já pensa em uma faculdade de Música no futuro.

Davi Elias, de 18 anos, do Morro Azul, está no projeto desde 2007. "É um privilégio fazer essas aulas de graça e estar neste projeto. Se eu não estivesse nele, daria aulas na rua, para ajudar outros jovens como eu". Monitor de viola, quer continuar na música e diz que o patrocínio é importante, para que outros meninos como ele tenham a mesma chance. “Depois do projeto, as pessoas passaram a acreditar em mim”, complementa Davi.

Falta de patrocínio afeta as atividades
Após o primeiro ano, a Petrobras renovou por duas vezes o patrocínio, mesmo sem  incentivo fiscal. “A empresa acredita que este tempo é o suficiente para que um projeto possa arranjar outros colaboradores e patrocinadores. Em 2009, eles nos avisaram que não seria possível renovar, pois o prazo já havia sido estendido por dois anos além do que eles fazem”, argumenta Ana.

Por dois anos não houve qualquer patrocínio. Em 2011, Ana recebeu uma ligação do presidente da Cielo informando do interesse em patrocinar, mas desde que com incentivo fiscal.

No processo de busca por autorização para os incentivos fiscais, ficou estipulado o valor de R$ 930 mil anuais. Mas, pelo entendimento do Ministério da Cultura, são necessários pelo menos 20% deste valor para que o projeto possa ir para a frente. Portanto, sem que se tenha captado os R$ 186 mil, nenhum valor será liberado. "Com os R$ 930 mil a Orquestra Mirim funcionaria com 70 alunos, 10 professores, em força total", avalia a coordenadora.

Em 2011, a Cielo doou os 20%. Além deles, o projeto obteve mais R$ 65 mil da Petrobrás, por conta de uma "sobra de verba destinada à parte da cultura”, explica Ana. Mas, em 2012, a Petrobras avisou que não terá como patrocinar.

Há dois meses, uma ligação do responsável pela Cielo avisou da liberação dos R$ 100 mil. O dinheiro foi depositado na última segunda (10), mas está bloqueado, sem poder ser movimentado, até que os 20% estejam na conta. "Precisamos conseguir mais R$ 100 mil”, arredonda Ana. Para obter os recursos, ela tem uma cota de patrocínio - R$ 190 mil - e uma cota de apoio - R$ 90 mil.

A missão parece árdua, mas Ana não esmorece: "Sou brasileira e não desisto nunca. É difícil, por exemplo, procurar 100 empresas, 30 lhe responderem negativamente, as outras nem respostas dão. Normalmente dizem: “apoiamos outros projetos, a verba está destinada a outras coisas, não atuamos nesta área. Nos dois anos que ficamos sem patrocínio, chegamos a achar que o projeto ia acabar. Eu disse para minha mãe que mesmo se fosse preciso começar do zero, vamos lutar pela ideia”.

O projeto só pode ser patrocinado através de uma pessoa jurídica. Para isto, foi aberta a ONG Associação Marcos Salles Orquestra para Todos. Antes a verba do MinC era administrada por outra ONG, que cobrava 30% do valor depositado.

Com a falta de dinheiro, as aulas de teoria e história musical, canto e coral tiveram de ser interrompidas. Atualmente estão sendo ministradas apenas práticas com os instrumentos. As inscrições estão suspensas e o projeto tenta se manter como pode. Os monitores não estão sendo pagos e quem ainda participa, o faz de forma voluntária. Mesmo assim, jovens das comunidades do Morro Azul, no Flamengo, Tavares Bastos, no Catete, entre outras, continuam investindo no projeto, que modificou a vida de alguns deles.

Durante um ensaio, a apresentação de um pout-pourri com músicas populares. De repente, ouve-se os primeiros acordes da música Viva la vida, da banda inglesa Coldplay. Logo se presencia risos e brincadeiras, que cessam ao sinal da maestrina Atelisa, informando que eles começarão a tocar. É neste clima que a Orquestra Mirim segue, mesmo diante dos problemas enfrentados.
O contato da coordenadora da Orquestra Mirim é  (21) 9967-0936 e o e-mail anapalhanodejesus@ig.com.br

Pedro Rocha

Funarte abre seleção de projetos culturais



Onze editais foram lançados pela Instituição entre os dias 15 e 20 de agosto
Publicado em 21 de agosto de 2012
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Como parte das ações programadas para 2012, a Fundação Nacional de Artes – Funarte está com inscrições abertas para seleção de projetos nas áreas de música, artes visuais, artes integradas, dança, circo e teatro. Entre os dias 15 e 20 de agosto, onze editais foram lançados pela Instituição.

O maior orçamento – R$ 12 milhões – será destinado ao Prêmio Myriam Muniz, uma das principais ações de estímulo à produção teatral no país e que irá contemplar 131 projetos. Na dança, o Prêmio Klauss Vianna conta com recursos de R$ 6 milhões para viabilizar 82 iniciativas. Também com investimento total de R$ 6 milhões, o Prêmio Funarte Petrobras Carequinha de Estímulo ao Circo vai contemplar 159 projetos – 44 a mais que na edição anterior.  E o Prêmio Artes Cênicas na Rua irá viabilizar 73 iniciativas.

Na música, uma das novidades é o Prêmio Funarte de Música Brasileira, que vai selecionar projetos de composições, arranjos, shows, vídeos, sítios de internet, pesquisas, entre outros relacionados ao universo da música. Outro edital da área – a Bolsa de Aperfeiçoamento Técnico e Artístico em Música – estabelece a concessão de 36 bolsas para cursos e estágios no Brasil e no exterior.

Nas artes visuais, foram lançados o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça; o XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia; o Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 9 ª edição e a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais.

Já o edital Bolsa Interações Estéticas, realizado pela Funarte e a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, oferece 50 bolsas, no valor de R$ 50 mil cada, para trabalhos de residências artísticas em Pontos de Cultura.
Para Editais clique:
Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz:

Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna:
Prêmio Funarte Petrobras Carequinha de Estímulo ao Circo:
Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua:
Prêmio Funarte de Música Brasileira:
Bolsa de Aperfeiçoamento Técnico e Artístico em Música:
Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 5ª Edição:
XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia:
Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais– 9ª Edição:
Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais:
Bolsa Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura:

BOA SORTE


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais - Audições para admissão de novos músicos.

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Músicos e programadores de Brasília criam a Orquestra de Laptops



Os músicos estão todos a postos e esperam somente o quinto integrante da orquestra chegar para iniciarem o ensaio que antecede as apresentações. Quando Víctor Valentim, graduando em composição pela Universidade de Brasília (UnB), chega ao local do ensaio com as mãos livres, o maestro Eufrásio Prates logo questiona: “Cadê seu instrumento musical?”. Prates, entretanto, não pergunta por um violino, uma flauta ou um trompete. Ele quer saber onde está o notebook de Valentim.
Não, esse ensaio não é o de uma orquestra comum, mas de uma formada apenas por laptops. “A segunda do Brasil. A primeira surgiu em São Paulo”, conta Eduardo Kolody, produtor musical e integrante do grupo. Com cinco computadores munidos com webcam externa, os músicos usam um software desenvolvido por Eufrásio Prates, que permite a criação de arranjos complexos e pra lá de diferentes da chamada música holofractal.
Segundo Partes, o processo holofractal emprega partituras não lineares e o suporte tecnológico do computador para construir paisagens sonoras que buscam, na física e na matemática, o trabalho estético na arte. “O fractal está vinculado à imprevisibilidade, algo como o efeito borboleta, onde os resultados dependem das condições iniciais dentro da teoria do caos”, diz.
Em outras palavras, no software criado por ele, o resultado da música não está dado de antemão. Ele é influenciado por movimentos gerados em frente às câmeras conectadas aos instrumentos, ou, no caso, laptops. Como o programa de computador usa esses gestos para criar sons, apesar de contar com uma partitura-roteiro e duas composições previamente feitas, os músicos produzem uma obra cujo resultado não é totalmente controlado.
“O programa usa equações fractais para gerar uma série de desdobramentos dessa sensibilização inicial do movimento”, prossegue Prates. O maestro explica ainda que, para desenvolver o HTMI, nome dado ao software, ele fez a junção de vários outros programas, além de ter desenvolvido ferramentas próprias. O HTMI roda dentro de uma linguagem chamada Max/MSP, em homenagem ao inventor da música computacional, Max Mathews.
Para quem acha que, em um concerto de computadores, os músicos só servem para apertar botão, a engenhoca tecnológica é muito mais complexa e demanda conhecimento musical e de informática. Na apresentação, o maestro emite uma série de sinais que informam aos integrantes o momento em que eles devem ligar ou desligar um dos cinco sintetizadores criados no programa holofractal  “Enquanto estamos com o sintetizador ativo, há liberdade para mexer em qualquer parâmetro. Podemos, por exemplo, manipular a velocidade dos samples, determinar se eles tocarão invertidos ou se acionarão um dos sintetizadores, definir quais notas e padrões de notas eles estarão excitando por meio do movimento. Enfim, tem muita coisa ali. Nem deu para aprender tudo ainda”, brinca Kolody.
Sobre a sensação que geralmente esperam causar no público, Kolodoy fala que não há uma expectativa ou pretensão definidas. “Nossa intenção é somente mostrar que a música mudou tanto quanto o nosso mundo. Temos uma ideia muito quadrada dos Cosmos, do Universo. A música holofractal pretende provocar as pessoas para que elas possam repensar seus conceitos de natureza, tecnologia e música.”
Segundo ele, a nova forma de sonoridade contemporânea tem a capacidade de gerar uma viagem introspectiva nas pessoas. Sobre a experimentação da linguagem tecnológica na música, Prates acredita que a proposta está dentro da própria concepção de arte. “Arte experimental é redundante. Aquele que não experimenta não inova, não explora, está mais para um artífice do que para um artista.”

Festival em São Paulo mostra cultura de populações tradicionais



Representantes de 200 município de São Paulo começou na sexta-feira (14) a se apresentar na décima sexta edição do Revelando São Paulo – Festival da Cultura Paulista Tradicional. Durante dez dias de programação, artistas, artesãos, culinaristas e grupos de cultura tradicional mostram ao público o universo dos caipiras, caiçaras, tropeiros, quilombolas e indígenas do estado.

Entre as atividades, estão encontros de catira, reinados de congo, São Gonçalo, apresentação de violeiros e sanfoneiros, batuques, folias de reis, fandango e orquestras de viola. Haverá 100 espaços de culinária, 120 de artesanato, rancho tropeiro e tenda cigana. Estão previstos cortejos e corridas de cavalhada. Nesta edição, toda a programação vai ser transmitida ao vivo pela internet, no endereço www.revelandosaopaulo.org.br.

O festival ocorre no Parque Vila Guilherme e no Parque do Trote, antigo local utilizado por cavaleiros. “Nesta edição, vamos fazer corrida de trote com as charretes. Coisa que não acontece em São Paulo há dez anos, diz uma das organizadoras, Marília Ferraz. Os parques ficam na Avenida Nadir Dias de Figueiredo, na Vila Guilherme, zona leste da capital.

Espaço Cultural FINEP apresenta cinema, música erudita e popular esta semana



Três programas variados tomam o Espaço Cultural FINEP na próxima semana. Terça, 18/9, é dia dos Concertos FINEP, com o pianista Flávio Augusto, que toca obras de compositores brasileiros. Na quarta, 19/9, é a sessão especial do filme “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, de Vinícius Coimbra. E Leo de Freitas é a atração do Instrumental FINEP de quinta, 20/9, com repertório variado, que se apresenta com sua banda. Todos os programas são às 18h30 e têm entrada franca.

Concertos FINEP – 18/9, 18h30

Flavio Augusto – piano
Panorama da Música Brasileira para Piano

Francisco Braga – Romance
Carlos Gomes - Murmúrio (Improviso)
Brasílio Itiberê - A Sertaneja
Henrique Oswald - Barcarola, Op. 14 nº 4
Alberto Nepomuceno
-Suíte Antiga, Op. 11
-Prelúdio
-Minuetos I e II
-Sarabande
-Rigaudon
-Galhofeira
Lorenzo Fernândez
-Primeira Suíte Brasileira
-Velha Modinha
-Suave Acalanto
-Saudosa Seresta
Villa-Lobos -Vamos atrás da Serra Colunga (Ciranda nº 8)
Brasílio Itiberê - A Sertaneja
Ernesto Nazareth
-Confidências (Valsa)
-Batuque (Tango Característico)
Francisco Mignon - Congada
Instrumental FINEP – 20/9, 18h30

Leo de Freitas e banda

Pianista carioca, Leo está lançando seu primeiro disco instrumental.

Leo de Freitas: piano, rhodes  e sanfona
Antônio Neves : bateria
Leo Mucuri : percussão
Berval Moraes : baixo acústico
Eduardo Neves : sax tenor  e flauta
Josué Lopez : sax tenor  e soprano
Diogo Gomes : trompete e flugelhorn

Repertório:

1- Retalhos ( leo de Freitas )
2- Um dia ( leo de freitas  e billymanhães )
3- Frigindo ( leo de freitas )
4- Ala bangu ( leo de freitas)
5- Pardal ( leo de freitas )
6- Pra ser feliz ( leo de freitas , pedroaraujo e billymanhãe)
7- Hermenegildo 59 ( leo de freitas)
8- Lago puelo ( ianguest )
9- Antonia ( patmetheny )



Serviço:
Espaço Cultural FINEP
Praia do Flamengo, 200 – Pilotis
Flamengo - RJ (entre as ruas Barão do Flamengo e Almirante Tamandaré - a 500m da estação do metrô do Largo do Machado)
21-2555-0717
espacocultural@finep.gov.br
180 lugares
Livre

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ópera La Bohéme de Puccini


Cia Lírica
Paulo Brasil - piano

Serviço
15.09 - sábado - 19h00
Centro Cultural Justiça Federal
Av Rio Branco, 541
21-2178-9200
Rio de Janeiro - RJ
R$ 30,00

Orquestra Petrobras Sinfônica


Carlos Prazeres - regente
Tim Fain - violino

Programa
Philipe Glass e Berlioz

Serviço
Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Pça Marechal Floriano, s/n
Rio de Janeiro - RJ
R$ 20,00 R$ 96,00

Orquestra Sinfônica da Usp

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Nicolas Pasquet - regente
Cláudio Micheleti - violino

Programa
Smetana, Tchaikoviski e Bahms

Serviço
15.09 - sábado - 21h00
Sala São Paulo
Pça Júlio Pestes, s/n
São Paulo - SP
R$ 12,00 R$ 60,00

Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul


Sergio Assumpção - regente
Eduardo Monteiro - piano

Programa
Haydn e Prokofiev

Serviço
15.09 - sábado - 20h30
Teatro Municipal Paulo Machado de Carvalho
Al. Conde do Porto Alegra, 840
São Caetano do Sul - SP
11-4239-3030
Estacionamento gratuito - Entrada Franca

Grupo Zimana - CoralUsp


Alberto Cunha - regente

Programa
Um panorama da produção musical das três Américas.

Serviço

15.09 - sábado - 20h00
Colégio Waldorf Micael de São Paulo
Rua Pedro Alexandrino Soares, 68
Bela Visata -São Paulo - SP
11-3091-3930
Entrada franca

Ópera Pelléas et Mélisande de Debussy


Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico
Abel Rocha - regente
Hélio Eischbauer - cenografia
Iacov Hillel - direção cênica
Cássio Brasil - figurinos

Serviço
15.09 - sábado - 20h00
Teatro Municipal de São Paulo
Pça Ramos de Azevedo, s/n
São Paulo - SP
R$ 40 R$ 100

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo


Yan Pascal Tortelier - regente
Alexandre Tharaud - piano

Programa
Hindemith, Mozart e Beethoven

Serviço
15.09 - sábado - 16h30
Sala São Paulo 
Pça Júlio Prestes, s/n
São Paulo - SP

Camerata de Violões Manmusic


Rafael Altro - direção artística

Programa
Vivaldi, Vila Lobos, Zequinha de Abreu e De Fala

Serviço

15.09 - sábado - 16h00
Centro Cultural do Jabaquara
Rua Arsênio Tavolieri, 45
11-5011-7545
São Paulo - SP
Entrada Franca

Orquestra de Câmara Visconde de Porto Seguro


Gretchen Miller - regente
Felipe Lemos Duarte - flauta

Programa
Frescobaldi, Sammartini e Brahms

Serviço

15.09 - sábado - 10h00
Ceu Paraisópolis
Rua Itapaúna com Rua Dr. José Augusto de Souza e Silva
111-3291-2636
São Paulo SP
Entrada Franca

São Paulo Cia de Dança


Temporada de dança.

Programa
Forysthe, Rodrigo Pederneiras, Vila Lobos e JiriKytián

Serviço

14.09 - sexta-feira - 21h00
Teatro Alpha
Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722
São Paulo - SP
R$ 40,00 - R$ 70,0

MAM suspende exposição após acusação de plágio



Depois de receber liminar judicial, o MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) suspendeu a exposição “Encontros de Arte e Gastronomia”, nesta terça-feira (11/8). As informações são do Jornal Folha de S. Paulo.

A mostra estava em cartaz desde o dia 3 de setembro e foi acusada de plágio pela artista Simone Mattar, que diz ter apresentado a ideia de um evento com o tema gastronomia e arte, semelhante ao que o museu está exibindo atualmente. Segundo ela, na época o MAM disse não ter interesse pelo assunto.

Em comunicado oficial, o Museu afirmou surpresa com a decisão liminar da 28ª Vara Civil de São Paulo.  Ressaltando que a ideia da série “Encontros de Arte e Gastronomia” foi apresentada pelo curador Felipe Chaimovich, em 30 de maio de 2011, e que o contato com o projeto de Simone Mattar ocorreu depois, em 15 de julho daquele ano, por meio da Feambra (Federação de Amigos de Museus do Brasil).

A instituição conta ainda que  o projeto apresentado pela artista “não guarda nenhuma semelhança” com a mostra em cartaz, já que a ideia dela seria para uma exposição sobre a história do “food design” e a instalação de um restaurante no MAM.

Concurso Caminhos da Estrada Real - Imagens e Poesia



O Instituto Estrada Real (IER) e o Serviço Social da Indústria (SESI) lançam o Concurso Estrada Real – Imagens e Poesia.
As obras serão selecionadas por uma comissão julgadora e profissionais do Instituto Estrada Real. As melhores fotos irão à votação popular no site www.estradareal.org.br.
Poderão participar pessoas de qualquer idade tanto profissionais  como amadoras nas categorias: Fotografia, Vídeo e Poesia.
Inscrições até o dia 22/10
Maiores informação acesse www.estradareal.org.br

Camerata Aberta encerra 46º Festival Música Nova, em Ribeirão



A Camerata Aberta, sob direção artística de Sérgio Kafejian, é um grupo de música de câmara permanente dedicado ao repertório dos séculos XX e XXI. Residindo no Tom Jobim EMESP, o grupo tem alguns dos principais profissionais da cidade de São Paulo entre seus membros. É composta por 16 músicos (dois violinos, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, clarinete, fagote, dois pianos, dois percussionistas, buzina, trompete e trombone), o que lhes proporciona versatilidade para executar a maior parte do repertório contemporâneo, bem como formações tradicionais (quarteto de cordas, quinteto de sopros, trio de metais e formações duo). A Camerata Aberta contempla três principais linhas curatoriais: a estréia de compositores brasileiros, o desempenho de peças que são consideradas padrão na música de concerto nos séculos XX e XXI, bem como a interpretação-performance de obras recém-compostas.

SERVIÇO

46º FESTIVAL MÚSICA NOVA - GILBERTO MENDES
Encerramento - Camerata Aberta
SESC Ribeirão Preto
Dia(s) 16/09 - Domingo, às 19h.
NA USP - Auditório da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto.

Bancários de São Paulo aprovam greve a partir de terça-feira

Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Porto Alegre, Acre, Mato Grosso, Piauí, Alagoas e Amapá também decidiram pela greve

Os bancários de São Paulo aprovaram, em assembleia feita nesta noite, a greve da categoria por tempo indeterminado a partir de terça-feira (18). A decisão foi unânime na assembleia de hoje na capital paulista. Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Porto Alegre, Acre, Mato Grosso, Piauí, Alagoas e Amapá já finalizaram as assembleias também com decisão unânime favorável à greve.

Outras assembleias acontecem no País inteiro ainda esta noite e a expectativa do Comando Nacional dos Bancários é de que todos os Estados aprovem a greve. "Os bancários estão indignados com essa provocação que os banqueiros fizeram e estão respondendo à Fenaban com a decisão pela greve", disse Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Sem acordo sobre a campanha salarial da categoria, o anúncio da greve é usado como forma de pressionar a Federação Nacional de Bancos (Fenaban). Até agora, os banqueiros apresentaram proposta de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. A proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5% de aumento real.

No dia 17, a categoria realiza novas assembleias, dessa vez com o objetivo de organizar a greve. "Os bancos têm até lá para apresentar nova proposta. Estamos à disposição", afirmou a presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira Leite.

Aquarius comemora 40 anos com Orquestra Sinfônica Brasileira na praia de Copacabana



O jornal O Globo realiza no sábado, dia 15 de setembro, a 40ª edição do projeto Aquarius, que, desta vez, levará às areias da praia de Copacabana um programa dedicado à música e à dança brasileira. Sob a regência do maestro Roberto Minczuk, composições de alguns dos maiores nomes da música clássica do país, como Heitor Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno e Francisco Mignone, serão apresentadas pela Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB).
Com apresentação do Governo do Estado do Rio de Janeiro e parceria institucional da Fundação OSB, o objetivo do Aquarius é democratizar a cultura por meio de espetáculos ao ar livre. O Aquarius 2012 levará ao público as vozes do Coro Sinfônico do Rio de Janeiro e do Coro de Crianças da OSB, regidos pelo maestro Júlio Moretzsohn. O jornalista Pedro Bial será o apresentador do concerto.
Um dos momentos mais esperados da noite será a participação especial da bailarina Ana Botafogo que fará uma apresentação solo. A reprodução do figurino da artista é de Cecilia Modesto. Ana vai dançar pela primeira vez com um figurino instalação, que é um aro com contas nacaradas, inspirado em danças sagradas. Um vestido aramado com contas aplicadas irá valorizar os movimentos da bailarina. O espetáculo terá ainda apresentações da Companhia Jovem de Ballet do Rio de Janeiro e dos alunos da Escola de Dança Maria Olenewa.
Este ano o Aquarius terá direção artística de Carla Camurati. A diretora do Theatro Municipal é estreante no projeto, mas reforça que seu primeiro contato com a música clássica foi em um dos concertos do projeto. “Foi uma emoção receber o convite para fazer a direção artística da edição que festeja os 40 anos do Aquarius, porque, desde os meus dez anos de idade, minha mãe me levava para a Quinta da Boa Vista para assistir aos concertos”, contou Camurati.
A obra principal será “O Maracatu de Chico Rei", de Francisco Mignone, apresentado na íntegra com orquestra, coro e bailado. Também estão no programa o “Choros nº10” e “O Trenzinho do Caipira, das Bachianas Brasileiras nº 2”, ambos de Heitor Villa-Lobos, além de “O Garatuja - Prelúdio”, de Alberto Nepomuceno. Pela primeira vez apresentada no Aquarius, esta comédia lírica inacabada e composta em três atos, baseada na obra homônima de José de Alencar, é considerada a primeira ópera verdadeiramente brasileira, no que se refere à música, à ambientação e à utilização da língua portuguesa.
Outro ponto alto da noite ficará por conta das Bachianas Brasileiras nº 4, de Villa-Lobos. A versão do maestro Roberto Minczuk foi considerada a melhor do mundo, segundo a Gramophone, reconhecida mundialmente como a principal revista de música clássica. Desta vez, a obra receberá uma coreografia especialmente criada para o espetáculo, que será apresentada por Ana Botafogo. “É um grande prazer oferecer gratuitamente a milhares de pessoas música da mais alta qualidade e de forma tão agradável”, revelou o maestro Minczuk que rege pela terceira vez os concertos do Aquarius. Em 2011, ele esteve na realização histórica do projeto, quando cinco mil espectadores assistiram à apresentação da OSB no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, um ano após a pacificação. “O repertório fica na memória de quem assiste como algo mágico! O público sai dos concertos querendo mais e quem sabe um dia alguns também não estejam nos palcos, fazendo parte dessa enorme festa”, completou.
Em 40 anos de evento, o Projeto Aquarius construiu sua história tanto no Rio, quanto no país. Ao todo, foram realizados 324 espetáculos do projeto Aquarius em diferentes cidades do Brasil, desde 1972. E, entre os memoráveis está o do dia 7 de setembro de 1981, quando 500 mil pessoas foram assistir à reconstituição do Grito do Ipiranga,  em São Paulo. A apresentação aconteceu em três palcos e teve duas orquestras sinfônicas, um coro, três grupos de dança e a participação do regimento Dragões da  Independência, que encenou usando uniformes históricos e cavalos.
“São 40 anos levando a música e a dança para espaços públicos, com apresentação de artistas, maestros e orquestras consagrados. Momentos inesquecíveis, como a apresentação na Praia de Copacabana, reunindo mais de cem mil pessoas, ou no Complexo do Alemão, para celebrar a paz ao som de Bach e Beethoven. Todos são motivos de orgulho para O Globo”, exaltou Sandra Sanches, diretora executiva do jornal. “Com essa iniciativa, O Globo cumpre o objetivo de contribuir com a vocação natural do Rio de aliar eventos de arte a uma bela paisagem. É um presente para a cidade e para os cariocas, que podem ter acesso a uma arte mais erudita, geralmente apresentada para um público restrito”, finalizou.
O projeto cenográfico do palco é de Abel Gomes e tem cerca de 1.200m². E contará com cenografia moderna e painel de led, onde serão projetadas imagens cenográficas. Os músicos da orquestra e os dois coros estarão posicionados em nove níveis de diferentes alturas, para que possam ser vistos pelo público. Um avance à frente do palco medindo 27m de extensão por 7m de profundidade e uma passarela frontal medindo 16m de comprimento está sendo montado para a apresentação dos bailarinos. Serão disponibilizadas cinco mil cadeiras para o público.
O elenco soma 285 artistas, entre músicos, bailarinos e cantores. Na produção trabalham diretamente 345 pessoas.

Sobre a OSB

A Orquestra Sinfônica Brasileira é o mais tradicional conjunto sinfônico do país e comemorou, em 2010, sete décadas de trajetória ininterrupta. Reconhecida por seu pioneirismo, a OSB foi a primeira orquestra brasileira a realizar turnês, apresentações ao ar livre e excursões pelo exterior. Seus principais compromissos são a formação de novos públicos para a música sinfônica e a divulgação de um repertório diversificado, missões alcançadas por meio dos cerca de quatro mil concertos realizados desde a sua fundação.
A OSB é uma instituição privada que conta com o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, da Vale e de um conjunto de investidores da iniciativa privada, beneficiados pelo Governo Federal e mecanismos legais de incentivo à cultura. Suas séries de concertos acontecem na mais importante sala de espetáculos do Rio de Janeiro, o Theatro Municipal. Com a Série Safira, apresentada na Sala São Paulo, a OSB também marca presença na maior cidade brasileira.

Programação:

. Alberto Nepomuceno - O Garatuja: Prelúdio
. Heitor Villa-Lobos - Bachianas Brasileiras nº 4
III. Aria: Moderato
IV. Miudinho: Moltoanimato
II. Coral: Largo
I. Preludio: Lento
. Heitor Villa-Lobos - O Trenzinho do Caipira, das Bachianas Brasileiras nº2
. Heitor Villa-Lobos - Choros 10 “Rasga Coração” para Coro e Orquestra
. Francisco Mignone - Bailado ‘O Maracatu de Chico Rei’
I. Introdução
II. Chegada do Maracatu
III. Dança das Mucambas
IV. O Príncipe dança
V. Dança do TrêsMacotas
VI. Dança do Chico Rei e da Rainha N’Ginga
VII. Dança dos seis escravos
VIII. Dança dos príncipes brancos
IX. Libertação dos escravos – Dança Geral e Final

Ficha técnica:

Supervisão geral: Cláudia Lobo (O Globo)
Direção geral: Angela Azevedo (PB Mkt)
Direção artística e concepção: Carla Camurati
Direção musical: maestro Roberto Minczuk
Direção de produção e tecnologia: Luciano Costa (PB Mkt)
Cenografia (projeto e execução): Abel Gomes e Paulo Neves (P&G)
Iluminação (projeto e execução): Valmor Neves (Zuluz)
Engenharia de sonorização e mixagem: Fernando Sholl (EVS)
Criação de figurinos: Cecília Modesto
Vídeo designer: Ana Paula Carvalho, Carla Camurati e LaisBars
Assistente de direção artística: Tais Andrade e Lais R.
Produtor executivo: Alberto Seabra (PB Mkt) 
Ensaiadoras: Paula Albuquerque e Ana Elizabeth Alexandre
Produção de figurinos: Oscar José
Textos: Angela Azevedo e Debora Ghivelder
Imagens projetadas: Tamboro de Sérgio Bernardes
Tecnologia de projeção e transmissão simultânea e broadcast: EventSolutions (EVS)
Produção: PB Marketing Promocional

Serviço:

Evento: Aquarius 40 ANOS
Data: 15/09/2012
Local: Praia de Copacabana (em frente hotel Copacabana Palace)
Horário: 20h
OBS.: Entrada franca. Em caso de chuva, o Projeto Aquarius acontecerá no dia seguinte, domingo (16/09), às19h30.

Voz Ativa 15 anos - Adriana Chavez

Ariana Chavez

Em  dado momento da trajetória do Voz Ativa, tinha-se muita dificuldade em encontrar cantores que pudessem substituir os que se afastavam do projeto. Isto porque o grupo estava passando por uma fase de sedimentação artística, fase esta que exigia  grau de técnica vocal acima da dos amadores e abaixo da dos profissionais, motivo pelo qual o Maestro Ricardo Barbosa criou o Enfoque Vocal, grupo que nasceu com o objetivo de educar tecnicamente cantores para o projeto Voz Ativa.
O trabalho com o Enfoque deu certo e alguns dos cantores alcançaram o nível que atendesse o projeto. Adriana Chavez faz parte do resultado deste trabalho, sua dedicação fez dela uma cantora que atendia as exigências do projeto Voz Ativa.
Dri tem uma característica não rara, mas nem por isso comum. Uma mulher que guardará fortemente aspectos de sua infância fazendo que mesmo adulta tais características fossem notadas.
Sua voz,  soprano que se aproximava do ligeiro, é totalmente leve e branca, característica vocal que se encaixava perfeitamente no naipe.
Marcante é sua capacidade de aceitar desafios, tinha um lado cênico bastante aflorado e não se despunha a desistir de nada que não tivesse fortes motivos para esta decisão. Qualquer que fosse  o desfio ela aceitava e dedicava-se em fazer bem feito.
Embora cultive especial gosto pelo repertório erudito, sentia-se muito a vontade com o repertoria popular, principalmente o brasileiro.
O sorriso fácil era uma postura constante  no palco, motivo pelo qual logo criava empatia com o público.
Casada, em certo momento de sua vida sentiu que estava preparada para ser mãe e, como estava cursando o ensino superior, para ser mãe teve que se afastar do grupo.
Se afastar do grupo é apenas força de expressão visto que apesar de não mais participar de nosso projeto, é pessoa constante em nosso meio, pois é casada com o tenor Alberto Chavez, atuante no Voz Ativa, sua presença sempre nos enche de alegria.
Obrigado Dri por sua voluntariedade e disposição. Você é realmente especial