quinta-feira, 18 de outubro de 2012

OSESP - Inscrições abertas para instrumentistas


CONTRAFAGOTE- Categoria II – 1 vaga

Inscrição entre 21/Set à 05/Nov.

A lista de candidatos pré-selecionados será divulgada após o dia 10 de novembro de 2012.

Os candidatos pré-selecionados passarão por processo seletivo através de audição a ser realizada no dia 14 de dezembro de 2012 em São Paulo.

http://www.osesp.art.br/portal/osesp/audicoesaudicao.aspx?audicao=23

 VIOLA - Categoria IV – 3 vagas

Inscrição entre 21/Set à 05/Nov.

A lista de candidatos pré-selecionados será divulgada após o dia 10 de novembro de 2012.

Os candidatos pré-selecionados passarão por processo seletivo através de audição a ser realizada no dia 14 de dezembro de 2012 em São Paulo.

 http://www.osesp.art.br/portal/osesp/audicoesaudicao.aspx?audicao=25

 VIOLINO - Categoria IV – 4 vagas

Inscrição entre 21/Set à 05/Nov.

A lista de candidatos pré-selecionados será divulgada após o dia 10 de novembro de 2012.

Os candidatos pré-selecionados passarão por processo seletivo através de audição a ser realizada no dia 07 de dezembro de 2012 em São Paulo.

 http://www.osesp.art.br/portal/osesp/audicoesaudicao.aspx?audicao=28

 Endereço para envio do material:

Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Audições e Concursos
A/C: Mo. Antonio Neves - CDM
Praça Julio Prestes, 16 - 2º andar
Cep: 01218-020 ?São Paulo – SP - Brasil

Poderão ser encaminhados também para o email: audicao@osesp.art.

36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo também conta com sessões gratuitas


Com objetivo democratizar o acesso à programação da 36ª Mostra Internacional de Cinema,  diferentes pontos de cultura da capital paulista que abrigam sessões do evento, têm entrada Catraca Livre, ou a preços populares.
Entre 19 de outubro e 1º de novembro, as seguintes instituições terão entrada gratuita em horários pré-definidos: Cine Sabesp (10h), Cine Livraria Cultura 1 (10) e 2 (14h) e Museu da Imagem e do Som (10h). A sala do Cine Olido também integra a programação, e conta com ingressos até R$ 1.
Outros ambientes como, Itaú Cultural, vão livre do Masp, Parque do Ibirapuera, Faap, Matilha Cultural e CEUs Perus e Parque Anhanguera, também são opções onde o público confere longas da programação sem pagar nada.







5º Encontro Internacional de Saxofonistas será realizado do dia 17 a 20 com diversas atrações artísticas



O Conservatório de Tatuí, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, promove o V Encontro Internacional de Saxofonistas com importantes músicos da atualidade. Na abertura do evento, no dia 17 de outubro, Sax Gordon, considerado um dos melhores saxofonistas de blues dos Estados Unidos, fará um show especial com o acompanhamento do Igor Prado’s Band, às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira. Os ingressos custam R$ 10 e podem ser retirados antecipadamente na bilheteria do Conservatório de Tatuí.
Sax Gordon começou precocemente sua carreira musical em bandas de garagem, grupos de igrejas, jazz combos e big bands na California. Gordon gravou e excursionou extensivamente com Matt "Guitar" Murphy, bem como com a Banda Robillard Duke, que contava com grandes nomes do blues, como Jimmy Witherspoon e Jay McShann. Participou de turnês internacionais com Roomful of Blues, John Hammond, Junior Watson, Sherman Robertson e a lenda do soul Solomon Burke. Após lançar o primeiro cd “Have Horn Will Travel”, Gordon lidera sua própria banda, excursionando pela Europa, Luxemburgo, Suíça, Espanha, Holanda, Bélgica, entre outros.
Igor Prado, guitarrista e líder da banda que acompanhará Gordon na apresentação, tem em sua bagagem diversas excursões com renomados artistas americanos como Steve Guyger, R.J Mischo, Mark Hummel, Rick Estrin (Little Charlie & Nightcats), Lynwood Slim, J.J Jackson, James Wheeler, Phil Guy (irmão do lendário Buddy Guy), Mud Morganfield (filho do lendário Muddy Waters) e Bob Stroger (baixista da banda de Muddy Waters). Em 2007, Prado foi indicado pelas revistas “Real Blues” e “Blues Matters” na lista de melhores álbuns daquele ano.
No dia 18 de outubro, às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira, acontecerá o concerto de Aldo Salvent com a Jazz Combo do Conservatório de Tatuí. O saxofonista Salvent participou de gravações de CD na Costa Rica, Nova Iorque e Miami, em parcerias com Paquito D’Rivera, Yorgis Goiricelaya, Osmany Paredes, Carlos Puig, Pepito Gomez, Hilario Bell, Robert Vilera, Omar Peralta, Rodolfo Gomez. Também já dividiu palco com músicos como Alejandro Chiabrando, Miguel Fernandez, Juan Alzate, Jose "Chepe" Gonzalez, Randolph Jimenez, Richard Bravo, Rodolfo Zuñiga, Kin Rivera, Wichy Lopez, Carlos Ubarte.
Da música popular para a clássica, o quarteto de saxofones francês Ellipsos apresenta-se no dia 19, às 20h30 no Teatro Procópio Ferreira. Os integrantes do grupo estudaram no Conservatório Superior de Música de Paris (sob a orientação dos professores Paul Meyer e Eric Lesage) e foi o primeiro do gênero a ser admitido no prestigiado Centro Europeu de Música de Câmara Pro-Quartet (Paris IV). O quarteto também esteve em grandes festivais e em eventos internacionais, além de vencer diversos concursos de alto nível (FNAPEC, Illzach, Forum Internacional da Normandia).
O concerto de encerramento do V Encontro Internacional de Saxofonistas será com o Spok e a Big Band do Conservatório de Tatuí. O convidado é instrumentista, arranjador e diretor musical da Spok Frevo Orquestra. Como músico, Spok fez participações especiais nas bandas de grandes artistas brasileiros como Fagner, Elba Ramalho, Alceu Valença e Antônio Nóbrega. Formou o Orquestrão Multicultural com aproximadamente 200 músicos e participações de outros 10 renomados maestros do frevo.Nestas ocasiões, os cantores Lenine, Fafá de Belém, Zé Ramalho, Moraes Moreira, Roberta Sá, Alcione, Emílio Santiago e Geraldo Azevedo estiveram no evento.
Outras apresentações
Na agenda artística do V Encontro Internacional de Saxofonistas o interessado também poderá assistir, no dia 17, às 19h30, o concerto do Quinteto Saxomania, no Salão Villa-Lobos. No dia 18, às 11h, haverá uma roda de choro com David Ganc, Mário Séve, Rafael Velloso e o Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí. Às 17, no mesmo dia, às 17h, acontecerá o recital do Conjunto de Saxofones da UFRJ e, às 20h, o Quarteto de Saxofone Braper, no Foyer Mário Covas.
Dia 19, às 11h, o Quarteto Fames Vitória Sax se apresentará no Salão Villa-Lobos. Às 20h, será o Quarteto de Saxofones do Polo Avançado do Conservatório de Tatuí em São José do Rio Pardo. Dia 20, às 11h, o Quarteto de Saxofones Brasil fará um recital no Salão Villa-Lobos e o Quarteto Saxophonium e Conversax tocam no Foyer Mário Covas, às 20h.
Todos os recitais no Foyer Mário Covas e no Salão Villa-Lobos são gratuitas.

Serviço

5º Encontro Internacional de Saxofonistas
De 17 a 20 de outubro
Teatro Procópio Ferreira – Ingressos a R$ 10 e podem ser retirados antecipadamente na bilheteria do Conservatório de Tatuí
Salão Villa- Lobos e Foyer Mário Covas – Entrada Franca
Mais informações: (15) 3205 8444

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ópera "O caso do Juri, de Arthur Sullivan


Juliano Dutra - Regente
Orquestra Sinfônica da UFRJ

Serviço

18.10 - quinta - 19h00
Centro Cultural do Poder Judiciário
Rua Dom Manuel, 29
Rio de Janeiro - RJ
Entrada Franca

Óperas Violania, de Korngold e Uma tragédia Florentina, de Zemlinsky


Luis Gustavo Petri - regente

Serviço

18.10 - quinta - 20h00
Teatro Municipal de São Paulo
Pça Ramos de Azevedo s/n
11-4003-2050
São Paulo - SP
R$ 40,00 a R$ 100,00

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo


Louis Langreè - regente
Efflam Bavouzet - piano

Programa
Beethoven, Bela Bartok e Berlioz

Serviço

18.10 - quinta - 21h00
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes, s/n
11-4003-1212
São Paulo - SP
R$ 44,00 a R$ 149,00

Orquestra Arte Barroca


Paulo Henes - spalla e direção artística

Programa
Aberturas e Suites Orquestrais

Serviço

18.10 - quinta - 20h30
Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141
11- 5080-3147
São Paulo - SP
R$
12,00, R$6,00 e R$ 3,00

Um certo olhar


Música de Câmara com os músicos da Osesp

Instrumentos de Cordas

Programa
Schintike, Mozart e Richard Strauss

Serviço
18.10.-quinta - 19h00
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes, s/n
4003-1212
São Paulo - SP
R$ 48,00

Qual a postura correta para a hora do Hino Nacional?



Um dos símbolos da pátria, a composição musical do maestro Francisco Manoel da Silva foi considerada como "Hino Nacional" em 1890. Porém, por 32 anos ele era cantado com letras diferentes e inadequadas. Somente às vésperas do primeiro centenário da independência do País, em 6 de setembro de 1922, um decreto oficializou a letra definitiva do hino, escrita em 1909.
  
Mas afinal, quem escreveu o Hino Nacional Brasileiro? Ele tem um nome específico? As escolas são obrigadas a tocar o Hino? Confira abaixo algumas curiosidades sobre a canção símbolo do nosso País.
  
O Hino Brasileiro tem nome?
O hino brasileiro, diferentemente dos de alguns outros países, não tem um nome diferente. Chama-se apenas Hino Nacional Brasileiro. Segundo o professor de história coronel Luiz Ernani Caminha Giorgis, a letra foi composta depois da proclamação da República já com o objetivo de servir de hino nacional.

 É diferente do caso dos Estados Unidos e da França. Nas duas situações, canções já criadas foram declaradas hinos nacionais posteriormente. O hino americano se chama A Bandeira Estrelada (The Star-Spangled Banner) e o francês, Marselhesa (La Marseillaise).
  
Quem compôs a letra do Hino Nacional?
Joaquim Osório Duque-Estrada é o autor da letra do Hino Nacional. Nascido em 1870, foi crítico, professor, ensaísta, poeta e teatrólogo, além de membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Depois de deixar o magistério, em 1905, voltou a colaborar com a imprensa, em quase todos os diários do Rio de Janeiro. A letra foi escrita em 1909, para a música de Francisco Manuel da Silva, composta em 1831.

 As escolas são obrigadas a tocar o Hino?
Pelo menos uma vez por semana, escolas públicas e privadas de ensino fundamental são obrigadas a tocar o hino brasileiro, de acordo com a Lei 5.700. Também é exigido que todas as instituições de educação ensinem seu canto e sua interpretação.
Mas não são só os estudantes que devem cumprir tal obrigação. A mesma lei diz que "ninguém poderá ser admitido no serviço público sem que demonstre conhecimento do Hino Nacional". Se souber toda a letra, pode acrescentar no currículo!
  
Qual a postura correta para a hora do Hino Nacional?
Todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio. É o que diz o capítulo 5º da Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971. E nada de boné ou chapéu: os civis do sexo masculino têm de permanecer com a cabeça descoberta. Já a continência é exigida apenas para os militares, e cada um respeita o regulamento da sua corporação.
  
Em caso de execução simplesmente instrumental, não se deve cantar. A máxima de que aplaudir é falta de educação é contraditória - não há na lei referência explícita a ser proibido.
  
É permitido gravar versões do Hino Nacional?
Se você pretende lançar no YouTube sua própria versão sertaneja, funk ou pagode para o Hino Nacional, melhor esquecer. A Constituição Federal proíbe a execução de qualquer arranjo artístico instrumental ou vocal do Hino, a menos que autorizado pela Presidência da República. "É obrigatória a tonalidade de si bemol para a execução instrumental simples do Hino Nacional", diz ainda o texto

Os Limites da Apropriação na Arte



Que a apropriação é usada e abusada por artistas contemporâneos não é novidade. A definição de apropriação é o uso emprestado de elementos para a criação de uma obra de arte. Pode ser desde objetos banais até outras obras de arte. E aí que entramos em um terreno um pouco nebuloso. Até que ponto uma obra pode ser considerada como apropriação ou apenas plágio?
Adriana Varejão tem como marca registrada seus azulejos e às vezes vísceras que saem das obras, e nesse caso ela os faz com incisões apropriadas de Lucio Fontana.
Até aí tudo bem, o artista dá os créditos ao outro artista e cria obras que condizem totalmente com o que se propõem. Aliás essa obra da Adriana Varejão é recorde em leilão para a artista.
Agora o que dizer do Bob Dylan (que também pinta) que simplesmente pegou fotos no Flickr e as reproduziu nas suas pinturas e disse mentindo que seus trabalhos eram registros de suas viagens?
por último, o caso mais comentado de apropriação/plágio do momento. O famoso artista Richard Prince perdeu na justiça uma ação movida por Patrick Cariou. O juiz decidiu que Prince não modificou suficientemente a foto de Cariou para poder chamá-la de uma criação sua.
Mas será que o grande fotógrafo alemão Thomas Ruff não faz o mesmo quando pega fotos pornográficas na internet e as transformam para virar arte:
Como visto acima, essa linha é muito tênue entre apropriação e plágio. Dos casos acima só o do Bob Dylan que considero realmente grave. Prince apenas errou em não dar o crédito a Cariou, mas ele fez uma intervenção que considero importante para o trabalho dele.
De toda forma esse é assunto polêmico.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Opereta “Caso no Júri” no Rio de Janeiro



Opereta poderá ser assistida de 17 a 27 de outubro no Antigo Palácio da Justiça e no dia 30 no Palácio Universitário da UFRJ.

Apresentada pela primeira vez no Brasil em língua portuguesa, começa na próxima semana a temporada do espetáculo “Caso no Júri”, engraçadíssima criação de Gilbert & Sullivan − autores ingleses que revolucionaram o teatro musicado. A iniciativa é uma parceria da UFRJ com o Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ-Rio) e reúne estudantes, docentes e técnicos das Escolas de Comunicação (ECO), Música (EM) e Belas Artes (EBA). Serão 10 apresentações, de 17 a 27 de outubro, sempre de quarta a sábado, no Salão Histórico do Primeiro Tribunal do Júri, no Centro, e também no dia 30, no Salão Pedro Calmon do Palácio Universitário, na Urca. Todas com entrada franca
Salão Pedro Calmon: 30/10 (terça, 12h).

A montagem faz parte do projeto de extensão coordenado por José Henrique Moreira, professor do bacharelado em Direção Teatral (ECO).  O docente assina a concepção cênica e a direção, além de ser responsável pela adaptação do libreto.  Com duração de 45 minutos, a ação foi transposta de Londres, em 1875, para o Rio de Janeiro de 1927, época em que foi construído o Antigo Palácio da Justiça, em cujo Salão do Primeiro Tribunal do Júri foram julgados, durante mais de oito décadas, casos de grande repercussão. Desde a sua reabertura em 2010, após obras de restauração, o tribunal passou a ser um espaço de memória e cultura administrado pelo CCPJ.


− Isso torna o espetáculo uma experiência única, pela atmosfera que envolve cena e plateia, afirma o diretor. É um espaço belíssimo e convida à reflexão sobre os verdadeiros dramas humanos, e sobre nossas instituições de mediação de conflitos.

Humor

Comédia de costumes capaz de arrancar hoje tantas gargalhadas do público como na época em que foi escrita, a versão tropicalizada de “Trial by Jury” (nome original da opereta) põe em cena o julgamento de um vigarista que largou a noiva no altar, uma mocinha de família, que sucumbiu ao seu charme. A vítima, nem tão inocente assim, exagera as consequências do abandono e, com boa dose de malícia, exige reparações pelo rompimento do contrato nupcial.
Um advogado de fala empolada, um juiz atabalhoado, mais interessado na beleza da requerente do que nos meandros do caso, e alguns outros insólitos personagens completam o quadro de solistas. O coro, que segundo Moreira desempenha também papel de protagonista, comenta o os acontecimentos e acentua a dimensão cômica da peça.
− É um encontro de malandros, sintetiza com humor.
A direção musical e a coreografia do espetáculo ficam por conta, respectivamente, dos professores Marcelo Coutinho (EM) e Marcellus Ferreira (ECO). Desirée Bastos, docente da EBA, coordena a concepção e a confecção dos figurinos. A Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) será conduzida por Juliano Dutra, formando do curso de regência da EM.
Os solistas também são estudantes da Escola de Música. Marcela Duarte encarna Angelina, a requerente; Bruno dos Anjos dá vida a Edson, o réu; Fernando Alves faz o advogado; e Cyrano Moreno e Marcelo Coutinho se revezam no papel de juiz.  Cantor convidado, Allan Souza interpreta o meirinho e Pedro Costa (EM), o primeiro jurado. No coro, estudantes da UFRJ e da UniRio. Ao todo um elenco de mais 30 atores e quase 40 músicos

Da opereta ao musical

“Trial by Jury” é uma das “Savoy Operas”, série de operetas que deram origem aos típicos musicais do West End, a Broadway londrina. O nome como acabaram conhecidas deriva do teatro construído em Londres, em 1881, pelo empresário e produtor Richard D'Oyly Carte para encenar este gênero de espetáculo.  Escrita em 1875 e estreada no mesmo ano no London's Royalty Theatre, é o segundo trabalho de William S. Gilbert (libreto) e Arthur Sullivan (música) – parceria responsável por 14 criações memoráveis entre os anos 1871 e 1896. Com um tratamento musical leve e tramas de apelo popular, alcançaram um sucesso extraordinário e influenciaram a linguagem do teatro, do cinema e da televisão.

 SERVIÇO

Salão Histórico do Primeiro Tribunal do Júri, Antigo Palácio da Justiça. Rua Dom Manuel, 29, 2º andar, Centro - Rio de Janeiro - RJ. (21) 3133-3366, 3133-3368, ccpjrio@tjrj.jus.br. Lugares: 200. Entrada franca com distribuição de senhas no local, meia hora antes do início de cada récita.
Salão Pedro Calmon, Fórum de Ciência e Cultura. Av. Pasteur, 250, 2º andar, Urca – Palácio Universitário do Campus da Praia Vermelha, Urca - Rio de Janeiro - RJ. (21) 2295-2346. Lugares: 200. Entrada franca

Seleção: Atores para o espetáculo "Mãos de Deus"


A Art Cine produções artísticas seleciona atores evangélicos, com o perfil magro, entre 20 a 29 anos para a peça "Mãos de Deus".

APENAS RAPAZES. Compareçam na produtora ART cine nas segundas, terças, sextas-feiras e sábados das 9 até às 15h.
Endereço: RUA SOUZA BARROS 90, ENGENHO NOVO, Rio de Janeiro. PERTO DO UPA.
Telefone: (21) 3185-8006
Site: http://www.artcineproducoes.com/

Novo show de Tom Zé, do disco “Tropicália Lixo Lógico” no Circuito Cultural Paulista.



O músico Tom Zé percorre as cidades de Garça, Ourinhos, Lençóis Paulista, Lorena e Ilhabela na  turnê de lançamento do seu novo CD, “Tropicália Lixo Lógico”, por meio do programa Circuito Cultural Paulista, mantido pela da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
  
Recém lançado, o disco celebra uma espécie de retomada do movimento tropicalista, do qual Tom Zé foi um dos fundadores. O álbum contou com a participação de representantes da nova MPB como Mallu Magalhães, Rodrigo Amarante, Emicida, Washington e Pélico.
  
Trata-se de um olhar musical sobre o século XXI em que a sonoridade, a letra e a maneira de cantar formam um ambiente comum que leva o ouvinte a divagar entre diferentes impressões a cada vez que repete a música.
  
Tom Zé sobe ao palco acompanhado de Daniel Maia (guitarra e vocal), Jarbas Mariz (percussão, viola de 12 cordas, bandolim e vocal), Cristina Carneiro (teclados e vocal), Felipe Alves (baixo e vocal), Rogério Bastos (bateria) e Lia Bernardes (vocalista).
  
A distribuição de ingressos para os espetáculos do Circuito Cultural Paulista é de responsabilidade das prefeituras dos municípios participantes. Confira a programação completa em www.cultura.sp.gov.br.
  
Show Tropicália Lixo Lógico
Duração: 75 min. – Classificação indicativa: 10 anos
  
Lorena
Dia: 23/10 às 20h30
Local: Praça Dr. Arnolfo de Azevedo, s/nº


Ilhabela
Dia: 24/10 às 21h
Local: Praça Cel. Julião, s/nº

Ballet de Cegos se apresenta em SP essa semana



 “A BELA ADORMECIDA” APRESENTADA PELA CIA. BALLET DE CEGOS FERNANDA BIANCHINI TEM INGRESSOS ESGOTADOS PARA UM DOS TRÊS DIAS.

Apresentação do dia 17/10, quarta, terá audiodescrição
Faltam dois dias para as grandes apresentações da Associação de Ballet para Cegos Fernanda Bianchini, única companhia profissional de ballet para cegos do mundo, a “A Bela Adormecida”, nos dias 17, 18 e 19/10, às 20h, no Theatro São Paulo. Porém, os ingressos para o dia 18, quinta, estão esgotados.
Inclusão e acessibilidade. Estas são as palavras que diferenciam o ballet: a maioria dos bailarinos é deficiente visual e uma pequena porcentagem com outros tipos de deficiências. Outros poucos bailarinos estão na “inclusão às avessas”, no qual pessoas com nenhuma deficiência participam e interagem.
No dia 17, primeiro dia de apresentação, haverá audiodescrição: tradução em palavras de toda imagem necessária à compreensão do conteúdo audiovisual pelas pessoas que estejam definitiva ou temporariamente impossibilitadas de ver. “Incentivamos a inclusão cultural. Queremos que as pessoas deficientes visuais se sintam respeitadas e que participem de eventos”, diz Fernanda Bianchini, idealizadora da Cia. de Ballet.
A Bela Adormecida
A Bela Adormecida é um balé de um prólogo e três atos do compositor russo Tchaikovsky, o libreto de Marius Petipa e Ivan Vsevolojsky, e coreografia de Marius Petipa baseado no conto de fadas do escritor francês Charles Perrault.
O rei Florestan e a rainha convidaram todas as fadas para serem as madrinhas do batizado de sua filha recém-nascida, Aurora. Enquanto as fadas oferecem seus presentes à bebê, um trovão anuncia a chegada da terrível fada Carabosse, que o mestre de cerimônias esqueceu de incluir na lista de convidados. Ultrajada, Carabosse anuncia que também irá dar um presente à bebê: quando Aurora completasse 16 anos, iria se picar com uma agulha no dedo e então mergulharia em um sono eterno.
Felizmente uma das fadas madrinhas ainda não havia dado o seu presente, e então contraria Carabosse, prometendo que Aurora não iria mergulhar em sono eterno e sim cairia em um sono que duraria até que um príncipe a despertasse com um beijo e se casasse com ela. Como precaução, o rei proíbe todos os objetos aguçados no seu reino.
Cia. ballet para cegos Fernanda Bianchini
A Associação Ballet de Cegos Fernanda Bianchini existe há 17 anos. Tem como objetivo principal a integração social de deficientes visuais, de baixa renda, através da dança, principalmente do Ballet Clássico.
A entidade é mantida pelo belo trabalho voluntário realizado pela fisioterapeuta Fernanda Bianchini cujo lema é: aprender a ver a dança com o coração. “É um método pioneiro que permite ao deficiente visual aprender dançar ballet de forma graciosa como qualquer outro bailarino.O aprendizado se inicia no toque, o passo é ensinado a cada aluno pelo contato” explica Fernanda.
Nestes anos ganhou reconhecimento nacional e internacional. Por enquanto, são mais de 100 prêmios em competições e festivais e duas apresentações no exterior. A recente atuação foi no encerramento das paralimpíadas de Londres.
60 bailarinos portadores de deficiência visual são atendidos e mais de 300 bailarinos formados.
Além da magnitude do projeto, o que chama atenção é o fato da associação ter professores também deficientes visuais. “É uma prova de que não há limites para quem se dedica e acredita”, afirma Fernanda Bianchini. “É maravilhoso ver a alegria de nossos bailarinos em sentirem que podem fazer algo único e especial, superando todos os limites que a sociedade normalmente impõe aos deficientes”, completa.
A associação sobrevive das apresentações e da arrecadação de recursos junto às empresas e parceiros.

Serviço 
“A Bela Adormecida”
Dias 17, 18 (ingressos esgotados) e 19/10
Theatro São Pedro– rua Barra Funda, 171 Barra Funda/ SP
Horário: 20h
Ingressos: R$ 40
Pontos de venda: no próprio teatro (de ter. a dom. das 10h às 18h) tel.: (11) 3667.0499 ou www.ingressorapido.com.br tel.: (11) 4003.1212
Censura: livre
Número de lugares: 632
Acesso para deficientes
Meia entrada para estudantes e idosos

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Deise Rodrigues - Voz Ativa Madrigal - 15 anos



Deise é efetivamente uma pessoas singular. Desde muito cedo se interessou pelas artes, mais especificamente pela arte cênica e muito jovem começou a frequentar cursos que possibilitassem integrar-se a este universo.
No entanto, sua paixão pela arte não se restringe ao mundo cênico e da mesma maneira ainda muito jovem interessou-se pelo canto coral e passou a frequentar os ensaios do grupo de cantores do Conservatório Villa Lobos da Fundação Instituto Tecnológico de Osasco.
Não há na verdade algo relativo a arte que não desperte especial interesse em Deise, é frequentadora de concertos eruditos, exposição de artes plásticas, museus da mesma maneira circula em Manifestações da Cultura Popular, shows de Música Popular Brasileira, apresentações circenses, enfim, seu interesse e afinidade com manifestações culturais é ilimitado e livre.
Sua postura promoveu uma personalidade perspicaz e uma presença de espírito incomum. Seu olhar, por vezes desconcertante e seu sorriso irônico e indefinido lhe rendeu comparações com o semblante da Monalisa.
Presença agradável, assim como nas artes, transita com facilidade em todas as tribos e em todas é muito bem recebida,
Mezzo-soprano de especial musicalidade tem, por ser atriz, singular desenvoltura no palco, espaço em que se sente completamente a vontade, motivo pelo qual sua presença era logo notada e a empatia com o público de imediato se manifestava.
Sua total franqueza, veio artístico e  falta de preconceitos foram os traços que mais marcaram sua passagem pelo Voz Ativa, características que certamente o grupo acolheu e colocou em prática.
Apesar de seu total desprendimento em relação as artes, a cênica sempre despertou especial interesse e é, de certa forma, sua grande paixão. Para se entregar com mais afinco a essa arte optou por dedicar-se inteiramente ao teatro.
Sua constante presença entre nós promove especiais momentos.
A Deise Rodrigues nosso especial carinho por tudo que ela fez por nosso projeto e por ser a pessoa que é.

Orquestra Sinfônica Jovem do Est. de São Paulo e Bolsistas do Mozarteum Brasileiro


Rolf Beck - regente

Serviço

21h00 - terça - 21h00
Teatro Alpha
Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722
011-5693-4000
São Paulo - SP
R$ 60,00 a 180,00

I Festival de Saxofone Clássico


Serviço

 16.10 - terça - 20h30
Casarão de Belvedere
Rua Pedroso, 267
São Paulo - SP
R$ 40,00

Ensemble Kammerstyl


Programa
Música de câmara dos séc. XVII e XVIII

Serviço

16.10 - terça - 13h00
Igreja Santo Antonio
Pça do Patriarca, s/n
Sé - São Paulo
Entrada Franca

MARCOS Portugal



Marcos An­tónio da Fonseca Portugal [Marco Portogallo] nasceu em Lisboa em 24 de março de 1762 e in­gressou no Seminário Patri­arcal com apenas nove anos, tendo sido aluno de João de Sousa Car­valho. Co­meçou a compo com 14, quando es­creveu um Miserere, a quatro vozes e órgão. Tornou-se músico profissional com 21, admitido na irmandade de Santa Cecília, de Lisboa. Foi também organista e compositor da Sé Patriarcal daquela cidade e, em 1785, nomeado mestre do Teatro do Salitre, para o qual es­creveu suas primeiras obras de cena.
Portugal se transferiu em 1972 para Nápoles, o grande centro operístico da época, onde se converteu em um ativo compositor do gênero. Escreveu inúmeras óperas em estilo italiano que foram encenadas nos mais importantes palcos da Itália, como os teatros La Pergola e Pallacorda, ambos em Florença; San Moise, em Veneza; e no famoso La Scala, de Milão. Entre elas, Lo Spazzacamino (1794) e Il Demofoonte (1794).
Retornou a Portugal em 1800, sendo nomeado mestre da Capela Real e diretor do Te­atro de São Carlos de Lisboa, para o qual compôs vá­rias óperas, como La morte di Semiramide (1800), L'oro non compra amore (1801), La Merope (1804), Il duca di Foix (1805), Artaserse (1806) e La morte di Mitridate (1806).
Em 1811 viajou para o Rio de Janeiro a pedido do Príncipe Regente, refugiado no Brasil, com os demais mem­bros da Família Real, por causa da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas. Sendo recebido como uma celebridade, foi, aqui, imediatamente nomeado Mestre da Capela Real. Marcos Portugal viveu nesta cidade o resto da vida, não tendo acompanhado a corte, em 1821, quando esta regressou a Lisboa. Preferiu ficar a serviço de D. Pedro I, filho de D. João VI, tendo sido confirmado como Mestre de Música da Imperial Família. Foi também o autor do primeiro Hino da Independência do Brasil. Faleceu em 1830, relativamente esquecido.
Da sua produção sacra, que conta mais de 140 obras, a edição de Concertos UFRJ destacou os responsórios de números 1 a 4 (“ Hodie nobis caelorum Rex”, “Hodie nobis de caelo”, “Quem vidistis pastores?“ e “O magnum mysterium”) das Matinas do Natal, compostas a pedido de D. João VI, para as comemorações de 1811, que tiveram lugar na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, na atual Praça XV.  Uma das primeiras obras originais criadas pelo com­positor em terras brasileiras, já que, na realidade, muitas deste período são versões e reelaborações de trabalhos anteriores do autor, o extenso título que consta da partitura diz “Mattinas do Santissimo Natal de Nosso Senhor Jesus Christo. A 4 e mais vozes. Com obrigação de Clarinettes, Trompas, Violettas, Fagottes, Vi­oloncellos, Contrabachos e Orgão. Composto para a Capella Real do Rio de Janeiro, por ordem de S.A.R. o Príncipe Regente nosso Senhor. Por Marcos Portugal.”
Mesmo sendo uma obra de inspiração religiosa, o modelo adotado, bem de acordo, aliás, com o gosto da época, é mundano: estão presentes nela os maneirismos típicos das óperas italianas. Cabe mencionar ainda que as Matinas guardam estreita relação com a Missa Pastoril de José Maurício Nunes Garcia – ambas foram escritas para a mesma solenidade, ambas apresentam carácter “pastoril”, expresso, sobretudo, nos solos de clarinete recorrentes e nas referências explícitas; e a instrumentação adotada é, não só idêntica, como peculiar, por dispensar violinos.

CIMABUE E PIERO: A ARTE ITALIANA ANTES DE DA VINCI



Da Vinci é referência básica para o Renascimento. Contudo, a Europa não dormiu medieval e acordou renascentista. Foi um longo caminho percorrido por centenas de artistas que em algum período contribuíram para a arte ocidental. Hoje, muitos se encontram totalmente esquecidos, outros são pouco conhecidos. Cimabue e Piero della Francesca são dois exemplos.


Tudo o que sabemos sobre Benciviene di Pepo, conhecido como Cimabue (Florença, c. 1240 – Pisa, c. 1302), é por via do historiador da arte italiano Giorgio Vasari (1511-1574) que escreveu sobre ele 200 anos após sua morte. Dante Alighieri (1265-1321) foi contemporâneo de Cimabue e fez diversas referências ao pintor no "Purgatório". Considerou-o o maior artista de seu tempo. Alguns estudiosos indicam que Giotto di Bondone (1266-1337) tenha sido seu aluno. No entanto, o mais interessante é que foi Giotto quem eclipsou a reputação de Cimabue.

Cimabue foi pintor e mosaicista, também trabalhou com têmpera em diversos painéis e peoduziu afrescos. Seu estilo estava ligado à pintura bizantina. Apesar de pouco conhecido na atualidade, Cimabue foi simplesmente um dos grandes mestres que construiu a passagem da arte bizantina bidimensional para o naturalismo do Renascimento.
Isso se deu através de seu interesse pela perspectiva e pela busca de uma expressividade e dramaticidade nos rostos dos personagens em cada pintura. Sem esquecer o esmero no detalhe das vestes dos personagens de rico panejamento, ao estilo romano.
Um de seus primeiros trabalhos é o Cruxifixo que se encontra na Basílica de São Domênico na cidade de Arezzo. Nessa obra é possível perceber o cuidado com a anatomia, através a musculatura em processo de definição, para além da sutileza do desenho das veias, ossos e tendões. Em outras obras, o interesse do artista em uma pintura mais realista fica evidente no uso da perspectiva ilusória, que criava efeitos arquitetônicos tridimensionais em grandes planos. Pequenas modificações e experimentações plásticas, que abriram caminho para que o próprio Giotto hoje fosse reconhecido como mestre do período de transição entre a pintura medieval e renascentista.

Da vida de Piero di Benedetto del Franceschi ou Piero della Francesca (Sansepolcro, Itália, c.1415-1420 - Sansepolcro, Itália, 1492) também se sabe pouco. É possível que tenha estudado em Florença a partir dos 15 anos. Muitos de seus trabalhos se perderam, sobrando algumas obras do seu período mais maduro.
Além de pintor, era um reconhecido matemático, o que teve reflexos em suas obras. Chegou a escrever três tratados matemáticos, com estudos sobre poliedros, redescobrindo os sólidos de Arquimedes, com resultados importantes na geometria espacial. Seu tratado mais importante foi Sobre a perspectiva na pintura (1474), onde descrevia a ciência da perspectiva detalhadamente - um livro que iria influenciar toda a arte e arquitetura do Renascimento.
Foi um pintor especializado na temática sacra, apesar de ser um reconhecido humanista renascentista. Suas obras são reconhecidas pela palheta de tons sutis e pelos grandes espaços em branco. Apesar de ter tido alguma influência dos pintores Masaccio e Paolo Uccello, della Francesca não seguiu nenhuma escola, criando um estilo muito próprio. Mas sua grande contribuição para arte é o uso inovador que fez da perspectiva linear, da luz e das sombras para criar os espaços arquitetônicos tridimensionais.
Em o afresco O sonho de Constantino, o artista cria uma das primeiras cenas noturnas da arte ocidental e se utilizando da técnica chiaroscuro, ou a perspectiva tonal – que se desenvolveria com Leonardo da Vinci. Os artistas medievais tinham pouca noção do potencial da luz para as pinturas, e nessa obra della Francesca trabalha todos os volumes através do chiaroscuro. Além de ajudar a criar volumes e perspectiva, a técnica ajuda a conferir ao trabalho uma atmosfera de magia e mistério.
Aqui, della Francesca criou uma cena teatralizada, onde a mão do anjo lança o raio de luz que ilumina a cabana no meio da noite. Os vestuários são ricamente detalhados nos famosos tons sutis sempre utilizados pelo pintor. Essa obra é a mais magnifica do artista, que demostra seu controle da perspectiva através da figura do anjo no alto.
Hoje, Cimabue pode estar quase esquecido e della Francesca é pouco estudado, mas muitas obras de arte dos grandes museus do mundosão herdeiras da pincelada desses e doutros mestres.

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carolina carmini