quinta-feira, 18 de outubro de 2012

5º Encontro Internacional de Saxofonistas será realizado do dia 17 a 20 com diversas atrações artísticas



O Conservatório de Tatuí, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, promove o V Encontro Internacional de Saxofonistas com importantes músicos da atualidade. Na abertura do evento, no dia 17 de outubro, Sax Gordon, considerado um dos melhores saxofonistas de blues dos Estados Unidos, fará um show especial com o acompanhamento do Igor Prado’s Band, às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira. Os ingressos custam R$ 10 e podem ser retirados antecipadamente na bilheteria do Conservatório de Tatuí.
Sax Gordon começou precocemente sua carreira musical em bandas de garagem, grupos de igrejas, jazz combos e big bands na California. Gordon gravou e excursionou extensivamente com Matt "Guitar" Murphy, bem como com a Banda Robillard Duke, que contava com grandes nomes do blues, como Jimmy Witherspoon e Jay McShann. Participou de turnês internacionais com Roomful of Blues, John Hammond, Junior Watson, Sherman Robertson e a lenda do soul Solomon Burke. Após lançar o primeiro cd “Have Horn Will Travel”, Gordon lidera sua própria banda, excursionando pela Europa, Luxemburgo, Suíça, Espanha, Holanda, Bélgica, entre outros.
Igor Prado, guitarrista e líder da banda que acompanhará Gordon na apresentação, tem em sua bagagem diversas excursões com renomados artistas americanos como Steve Guyger, R.J Mischo, Mark Hummel, Rick Estrin (Little Charlie & Nightcats), Lynwood Slim, J.J Jackson, James Wheeler, Phil Guy (irmão do lendário Buddy Guy), Mud Morganfield (filho do lendário Muddy Waters) e Bob Stroger (baixista da banda de Muddy Waters). Em 2007, Prado foi indicado pelas revistas “Real Blues” e “Blues Matters” na lista de melhores álbuns daquele ano.
No dia 18 de outubro, às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira, acontecerá o concerto de Aldo Salvent com a Jazz Combo do Conservatório de Tatuí. O saxofonista Salvent participou de gravações de CD na Costa Rica, Nova Iorque e Miami, em parcerias com Paquito D’Rivera, Yorgis Goiricelaya, Osmany Paredes, Carlos Puig, Pepito Gomez, Hilario Bell, Robert Vilera, Omar Peralta, Rodolfo Gomez. Também já dividiu palco com músicos como Alejandro Chiabrando, Miguel Fernandez, Juan Alzate, Jose "Chepe" Gonzalez, Randolph Jimenez, Richard Bravo, Rodolfo Zuñiga, Kin Rivera, Wichy Lopez, Carlos Ubarte.
Da música popular para a clássica, o quarteto de saxofones francês Ellipsos apresenta-se no dia 19, às 20h30 no Teatro Procópio Ferreira. Os integrantes do grupo estudaram no Conservatório Superior de Música de Paris (sob a orientação dos professores Paul Meyer e Eric Lesage) e foi o primeiro do gênero a ser admitido no prestigiado Centro Europeu de Música de Câmara Pro-Quartet (Paris IV). O quarteto também esteve em grandes festivais e em eventos internacionais, além de vencer diversos concursos de alto nível (FNAPEC, Illzach, Forum Internacional da Normandia).
O concerto de encerramento do V Encontro Internacional de Saxofonistas será com o Spok e a Big Band do Conservatório de Tatuí. O convidado é instrumentista, arranjador e diretor musical da Spok Frevo Orquestra. Como músico, Spok fez participações especiais nas bandas de grandes artistas brasileiros como Fagner, Elba Ramalho, Alceu Valença e Antônio Nóbrega. Formou o Orquestrão Multicultural com aproximadamente 200 músicos e participações de outros 10 renomados maestros do frevo.Nestas ocasiões, os cantores Lenine, Fafá de Belém, Zé Ramalho, Moraes Moreira, Roberta Sá, Alcione, Emílio Santiago e Geraldo Azevedo estiveram no evento.
Outras apresentações
Na agenda artística do V Encontro Internacional de Saxofonistas o interessado também poderá assistir, no dia 17, às 19h30, o concerto do Quinteto Saxomania, no Salão Villa-Lobos. No dia 18, às 11h, haverá uma roda de choro com David Ganc, Mário Séve, Rafael Velloso e o Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí. Às 17, no mesmo dia, às 17h, acontecerá o recital do Conjunto de Saxofones da UFRJ e, às 20h, o Quarteto de Saxofone Braper, no Foyer Mário Covas.
Dia 19, às 11h, o Quarteto Fames Vitória Sax se apresentará no Salão Villa-Lobos. Às 20h, será o Quarteto de Saxofones do Polo Avançado do Conservatório de Tatuí em São José do Rio Pardo. Dia 20, às 11h, o Quarteto de Saxofones Brasil fará um recital no Salão Villa-Lobos e o Quarteto Saxophonium e Conversax tocam no Foyer Mário Covas, às 20h.
Todos os recitais no Foyer Mário Covas e no Salão Villa-Lobos são gratuitas.

Serviço

5º Encontro Internacional de Saxofonistas
De 17 a 20 de outubro
Teatro Procópio Ferreira – Ingressos a R$ 10 e podem ser retirados antecipadamente na bilheteria do Conservatório de Tatuí
Salão Villa- Lobos e Foyer Mário Covas – Entrada Franca
Mais informações: (15) 3205 8444

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ópera "O caso do Juri, de Arthur Sullivan


Juliano Dutra - Regente
Orquestra Sinfônica da UFRJ

Serviço

18.10 - quinta - 19h00
Centro Cultural do Poder Judiciário
Rua Dom Manuel, 29
Rio de Janeiro - RJ
Entrada Franca

Óperas Violania, de Korngold e Uma tragédia Florentina, de Zemlinsky


Luis Gustavo Petri - regente

Serviço

18.10 - quinta - 20h00
Teatro Municipal de São Paulo
Pça Ramos de Azevedo s/n
11-4003-2050
São Paulo - SP
R$ 40,00 a R$ 100,00

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo


Louis Langreè - regente
Efflam Bavouzet - piano

Programa
Beethoven, Bela Bartok e Berlioz

Serviço

18.10 - quinta - 21h00
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes, s/n
11-4003-1212
São Paulo - SP
R$ 44,00 a R$ 149,00

Orquestra Arte Barroca


Paulo Henes - spalla e direção artística

Programa
Aberturas e Suites Orquestrais

Serviço

18.10 - quinta - 20h30
Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141
11- 5080-3147
São Paulo - SP
R$
12,00, R$6,00 e R$ 3,00

Um certo olhar


Música de Câmara com os músicos da Osesp

Instrumentos de Cordas

Programa
Schintike, Mozart e Richard Strauss

Serviço
18.10.-quinta - 19h00
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes, s/n
4003-1212
São Paulo - SP
R$ 48,00

Qual a postura correta para a hora do Hino Nacional?



Um dos símbolos da pátria, a composição musical do maestro Francisco Manoel da Silva foi considerada como "Hino Nacional" em 1890. Porém, por 32 anos ele era cantado com letras diferentes e inadequadas. Somente às vésperas do primeiro centenário da independência do País, em 6 de setembro de 1922, um decreto oficializou a letra definitiva do hino, escrita em 1909.
  
Mas afinal, quem escreveu o Hino Nacional Brasileiro? Ele tem um nome específico? As escolas são obrigadas a tocar o Hino? Confira abaixo algumas curiosidades sobre a canção símbolo do nosso País.
  
O Hino Brasileiro tem nome?
O hino brasileiro, diferentemente dos de alguns outros países, não tem um nome diferente. Chama-se apenas Hino Nacional Brasileiro. Segundo o professor de história coronel Luiz Ernani Caminha Giorgis, a letra foi composta depois da proclamação da República já com o objetivo de servir de hino nacional.

 É diferente do caso dos Estados Unidos e da França. Nas duas situações, canções já criadas foram declaradas hinos nacionais posteriormente. O hino americano se chama A Bandeira Estrelada (The Star-Spangled Banner) e o francês, Marselhesa (La Marseillaise).
  
Quem compôs a letra do Hino Nacional?
Joaquim Osório Duque-Estrada é o autor da letra do Hino Nacional. Nascido em 1870, foi crítico, professor, ensaísta, poeta e teatrólogo, além de membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Depois de deixar o magistério, em 1905, voltou a colaborar com a imprensa, em quase todos os diários do Rio de Janeiro. A letra foi escrita em 1909, para a música de Francisco Manuel da Silva, composta em 1831.

 As escolas são obrigadas a tocar o Hino?
Pelo menos uma vez por semana, escolas públicas e privadas de ensino fundamental são obrigadas a tocar o hino brasileiro, de acordo com a Lei 5.700. Também é exigido que todas as instituições de educação ensinem seu canto e sua interpretação.
Mas não são só os estudantes que devem cumprir tal obrigação. A mesma lei diz que "ninguém poderá ser admitido no serviço público sem que demonstre conhecimento do Hino Nacional". Se souber toda a letra, pode acrescentar no currículo!
  
Qual a postura correta para a hora do Hino Nacional?
Todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio. É o que diz o capítulo 5º da Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971. E nada de boné ou chapéu: os civis do sexo masculino têm de permanecer com a cabeça descoberta. Já a continência é exigida apenas para os militares, e cada um respeita o regulamento da sua corporação.
  
Em caso de execução simplesmente instrumental, não se deve cantar. A máxima de que aplaudir é falta de educação é contraditória - não há na lei referência explícita a ser proibido.
  
É permitido gravar versões do Hino Nacional?
Se você pretende lançar no YouTube sua própria versão sertaneja, funk ou pagode para o Hino Nacional, melhor esquecer. A Constituição Federal proíbe a execução de qualquer arranjo artístico instrumental ou vocal do Hino, a menos que autorizado pela Presidência da República. "É obrigatória a tonalidade de si bemol para a execução instrumental simples do Hino Nacional", diz ainda o texto

Os Limites da Apropriação na Arte



Que a apropriação é usada e abusada por artistas contemporâneos não é novidade. A definição de apropriação é o uso emprestado de elementos para a criação de uma obra de arte. Pode ser desde objetos banais até outras obras de arte. E aí que entramos em um terreno um pouco nebuloso. Até que ponto uma obra pode ser considerada como apropriação ou apenas plágio?
Adriana Varejão tem como marca registrada seus azulejos e às vezes vísceras que saem das obras, e nesse caso ela os faz com incisões apropriadas de Lucio Fontana.
Até aí tudo bem, o artista dá os créditos ao outro artista e cria obras que condizem totalmente com o que se propõem. Aliás essa obra da Adriana Varejão é recorde em leilão para a artista.
Agora o que dizer do Bob Dylan (que também pinta) que simplesmente pegou fotos no Flickr e as reproduziu nas suas pinturas e disse mentindo que seus trabalhos eram registros de suas viagens?
por último, o caso mais comentado de apropriação/plágio do momento. O famoso artista Richard Prince perdeu na justiça uma ação movida por Patrick Cariou. O juiz decidiu que Prince não modificou suficientemente a foto de Cariou para poder chamá-la de uma criação sua.
Mas será que o grande fotógrafo alemão Thomas Ruff não faz o mesmo quando pega fotos pornográficas na internet e as transformam para virar arte:
Como visto acima, essa linha é muito tênue entre apropriação e plágio. Dos casos acima só o do Bob Dylan que considero realmente grave. Prince apenas errou em não dar o crédito a Cariou, mas ele fez uma intervenção que considero importante para o trabalho dele.
De toda forma esse é assunto polêmico.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Opereta “Caso no Júri” no Rio de Janeiro



Opereta poderá ser assistida de 17 a 27 de outubro no Antigo Palácio da Justiça e no dia 30 no Palácio Universitário da UFRJ.

Apresentada pela primeira vez no Brasil em língua portuguesa, começa na próxima semana a temporada do espetáculo “Caso no Júri”, engraçadíssima criação de Gilbert & Sullivan − autores ingleses que revolucionaram o teatro musicado. A iniciativa é uma parceria da UFRJ com o Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ-Rio) e reúne estudantes, docentes e técnicos das Escolas de Comunicação (ECO), Música (EM) e Belas Artes (EBA). Serão 10 apresentações, de 17 a 27 de outubro, sempre de quarta a sábado, no Salão Histórico do Primeiro Tribunal do Júri, no Centro, e também no dia 30, no Salão Pedro Calmon do Palácio Universitário, na Urca. Todas com entrada franca
Salão Pedro Calmon: 30/10 (terça, 12h).

A montagem faz parte do projeto de extensão coordenado por José Henrique Moreira, professor do bacharelado em Direção Teatral (ECO).  O docente assina a concepção cênica e a direção, além de ser responsável pela adaptação do libreto.  Com duração de 45 minutos, a ação foi transposta de Londres, em 1875, para o Rio de Janeiro de 1927, época em que foi construído o Antigo Palácio da Justiça, em cujo Salão do Primeiro Tribunal do Júri foram julgados, durante mais de oito décadas, casos de grande repercussão. Desde a sua reabertura em 2010, após obras de restauração, o tribunal passou a ser um espaço de memória e cultura administrado pelo CCPJ.


− Isso torna o espetáculo uma experiência única, pela atmosfera que envolve cena e plateia, afirma o diretor. É um espaço belíssimo e convida à reflexão sobre os verdadeiros dramas humanos, e sobre nossas instituições de mediação de conflitos.

Humor

Comédia de costumes capaz de arrancar hoje tantas gargalhadas do público como na época em que foi escrita, a versão tropicalizada de “Trial by Jury” (nome original da opereta) põe em cena o julgamento de um vigarista que largou a noiva no altar, uma mocinha de família, que sucumbiu ao seu charme. A vítima, nem tão inocente assim, exagera as consequências do abandono e, com boa dose de malícia, exige reparações pelo rompimento do contrato nupcial.
Um advogado de fala empolada, um juiz atabalhoado, mais interessado na beleza da requerente do que nos meandros do caso, e alguns outros insólitos personagens completam o quadro de solistas. O coro, que segundo Moreira desempenha também papel de protagonista, comenta o os acontecimentos e acentua a dimensão cômica da peça.
− É um encontro de malandros, sintetiza com humor.
A direção musical e a coreografia do espetáculo ficam por conta, respectivamente, dos professores Marcelo Coutinho (EM) e Marcellus Ferreira (ECO). Desirée Bastos, docente da EBA, coordena a concepção e a confecção dos figurinos. A Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) será conduzida por Juliano Dutra, formando do curso de regência da EM.
Os solistas também são estudantes da Escola de Música. Marcela Duarte encarna Angelina, a requerente; Bruno dos Anjos dá vida a Edson, o réu; Fernando Alves faz o advogado; e Cyrano Moreno e Marcelo Coutinho se revezam no papel de juiz.  Cantor convidado, Allan Souza interpreta o meirinho e Pedro Costa (EM), o primeiro jurado. No coro, estudantes da UFRJ e da UniRio. Ao todo um elenco de mais 30 atores e quase 40 músicos

Da opereta ao musical

“Trial by Jury” é uma das “Savoy Operas”, série de operetas que deram origem aos típicos musicais do West End, a Broadway londrina. O nome como acabaram conhecidas deriva do teatro construído em Londres, em 1881, pelo empresário e produtor Richard D'Oyly Carte para encenar este gênero de espetáculo.  Escrita em 1875 e estreada no mesmo ano no London's Royalty Theatre, é o segundo trabalho de William S. Gilbert (libreto) e Arthur Sullivan (música) – parceria responsável por 14 criações memoráveis entre os anos 1871 e 1896. Com um tratamento musical leve e tramas de apelo popular, alcançaram um sucesso extraordinário e influenciaram a linguagem do teatro, do cinema e da televisão.

 SERVIÇO

Salão Histórico do Primeiro Tribunal do Júri, Antigo Palácio da Justiça. Rua Dom Manuel, 29, 2º andar, Centro - Rio de Janeiro - RJ. (21) 3133-3366, 3133-3368, ccpjrio@tjrj.jus.br. Lugares: 200. Entrada franca com distribuição de senhas no local, meia hora antes do início de cada récita.
Salão Pedro Calmon, Fórum de Ciência e Cultura. Av. Pasteur, 250, 2º andar, Urca – Palácio Universitário do Campus da Praia Vermelha, Urca - Rio de Janeiro - RJ. (21) 2295-2346. Lugares: 200. Entrada franca

Seleção: Atores para o espetáculo "Mãos de Deus"


A Art Cine produções artísticas seleciona atores evangélicos, com o perfil magro, entre 20 a 29 anos para a peça "Mãos de Deus".

APENAS RAPAZES. Compareçam na produtora ART cine nas segundas, terças, sextas-feiras e sábados das 9 até às 15h.
Endereço: RUA SOUZA BARROS 90, ENGENHO NOVO, Rio de Janeiro. PERTO DO UPA.
Telefone: (21) 3185-8006
Site: http://www.artcineproducoes.com/

Novo show de Tom Zé, do disco “Tropicália Lixo Lógico” no Circuito Cultural Paulista.



O músico Tom Zé percorre as cidades de Garça, Ourinhos, Lençóis Paulista, Lorena e Ilhabela na  turnê de lançamento do seu novo CD, “Tropicália Lixo Lógico”, por meio do programa Circuito Cultural Paulista, mantido pela da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
  
Recém lançado, o disco celebra uma espécie de retomada do movimento tropicalista, do qual Tom Zé foi um dos fundadores. O álbum contou com a participação de representantes da nova MPB como Mallu Magalhães, Rodrigo Amarante, Emicida, Washington e Pélico.
  
Trata-se de um olhar musical sobre o século XXI em que a sonoridade, a letra e a maneira de cantar formam um ambiente comum que leva o ouvinte a divagar entre diferentes impressões a cada vez que repete a música.
  
Tom Zé sobe ao palco acompanhado de Daniel Maia (guitarra e vocal), Jarbas Mariz (percussão, viola de 12 cordas, bandolim e vocal), Cristina Carneiro (teclados e vocal), Felipe Alves (baixo e vocal), Rogério Bastos (bateria) e Lia Bernardes (vocalista).
  
A distribuição de ingressos para os espetáculos do Circuito Cultural Paulista é de responsabilidade das prefeituras dos municípios participantes. Confira a programação completa em www.cultura.sp.gov.br.
  
Show Tropicália Lixo Lógico
Duração: 75 min. – Classificação indicativa: 10 anos
  
Lorena
Dia: 23/10 às 20h30
Local: Praça Dr. Arnolfo de Azevedo, s/nº


Ilhabela
Dia: 24/10 às 21h
Local: Praça Cel. Julião, s/nº

Ballet de Cegos se apresenta em SP essa semana



 “A BELA ADORMECIDA” APRESENTADA PELA CIA. BALLET DE CEGOS FERNANDA BIANCHINI TEM INGRESSOS ESGOTADOS PARA UM DOS TRÊS DIAS.

Apresentação do dia 17/10, quarta, terá audiodescrição
Faltam dois dias para as grandes apresentações da Associação de Ballet para Cegos Fernanda Bianchini, única companhia profissional de ballet para cegos do mundo, a “A Bela Adormecida”, nos dias 17, 18 e 19/10, às 20h, no Theatro São Paulo. Porém, os ingressos para o dia 18, quinta, estão esgotados.
Inclusão e acessibilidade. Estas são as palavras que diferenciam o ballet: a maioria dos bailarinos é deficiente visual e uma pequena porcentagem com outros tipos de deficiências. Outros poucos bailarinos estão na “inclusão às avessas”, no qual pessoas com nenhuma deficiência participam e interagem.
No dia 17, primeiro dia de apresentação, haverá audiodescrição: tradução em palavras de toda imagem necessária à compreensão do conteúdo audiovisual pelas pessoas que estejam definitiva ou temporariamente impossibilitadas de ver. “Incentivamos a inclusão cultural. Queremos que as pessoas deficientes visuais se sintam respeitadas e que participem de eventos”, diz Fernanda Bianchini, idealizadora da Cia. de Ballet.
A Bela Adormecida
A Bela Adormecida é um balé de um prólogo e três atos do compositor russo Tchaikovsky, o libreto de Marius Petipa e Ivan Vsevolojsky, e coreografia de Marius Petipa baseado no conto de fadas do escritor francês Charles Perrault.
O rei Florestan e a rainha convidaram todas as fadas para serem as madrinhas do batizado de sua filha recém-nascida, Aurora. Enquanto as fadas oferecem seus presentes à bebê, um trovão anuncia a chegada da terrível fada Carabosse, que o mestre de cerimônias esqueceu de incluir na lista de convidados. Ultrajada, Carabosse anuncia que também irá dar um presente à bebê: quando Aurora completasse 16 anos, iria se picar com uma agulha no dedo e então mergulharia em um sono eterno.
Felizmente uma das fadas madrinhas ainda não havia dado o seu presente, e então contraria Carabosse, prometendo que Aurora não iria mergulhar em sono eterno e sim cairia em um sono que duraria até que um príncipe a despertasse com um beijo e se casasse com ela. Como precaução, o rei proíbe todos os objetos aguçados no seu reino.
Cia. ballet para cegos Fernanda Bianchini
A Associação Ballet de Cegos Fernanda Bianchini existe há 17 anos. Tem como objetivo principal a integração social de deficientes visuais, de baixa renda, através da dança, principalmente do Ballet Clássico.
A entidade é mantida pelo belo trabalho voluntário realizado pela fisioterapeuta Fernanda Bianchini cujo lema é: aprender a ver a dança com o coração. “É um método pioneiro que permite ao deficiente visual aprender dançar ballet de forma graciosa como qualquer outro bailarino.O aprendizado se inicia no toque, o passo é ensinado a cada aluno pelo contato” explica Fernanda.
Nestes anos ganhou reconhecimento nacional e internacional. Por enquanto, são mais de 100 prêmios em competições e festivais e duas apresentações no exterior. A recente atuação foi no encerramento das paralimpíadas de Londres.
60 bailarinos portadores de deficiência visual são atendidos e mais de 300 bailarinos formados.
Além da magnitude do projeto, o que chama atenção é o fato da associação ter professores também deficientes visuais. “É uma prova de que não há limites para quem se dedica e acredita”, afirma Fernanda Bianchini. “É maravilhoso ver a alegria de nossos bailarinos em sentirem que podem fazer algo único e especial, superando todos os limites que a sociedade normalmente impõe aos deficientes”, completa.
A associação sobrevive das apresentações e da arrecadação de recursos junto às empresas e parceiros.

Serviço 
“A Bela Adormecida”
Dias 17, 18 (ingressos esgotados) e 19/10
Theatro São Pedro– rua Barra Funda, 171 Barra Funda/ SP
Horário: 20h
Ingressos: R$ 40
Pontos de venda: no próprio teatro (de ter. a dom. das 10h às 18h) tel.: (11) 3667.0499 ou www.ingressorapido.com.br tel.: (11) 4003.1212
Censura: livre
Número de lugares: 632
Acesso para deficientes
Meia entrada para estudantes e idosos

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Deise Rodrigues - Voz Ativa Madrigal - 15 anos



Deise é efetivamente uma pessoas singular. Desde muito cedo se interessou pelas artes, mais especificamente pela arte cênica e muito jovem começou a frequentar cursos que possibilitassem integrar-se a este universo.
No entanto, sua paixão pela arte não se restringe ao mundo cênico e da mesma maneira ainda muito jovem interessou-se pelo canto coral e passou a frequentar os ensaios do grupo de cantores do Conservatório Villa Lobos da Fundação Instituto Tecnológico de Osasco.
Não há na verdade algo relativo a arte que não desperte especial interesse em Deise, é frequentadora de concertos eruditos, exposição de artes plásticas, museus da mesma maneira circula em Manifestações da Cultura Popular, shows de Música Popular Brasileira, apresentações circenses, enfim, seu interesse e afinidade com manifestações culturais é ilimitado e livre.
Sua postura promoveu uma personalidade perspicaz e uma presença de espírito incomum. Seu olhar, por vezes desconcertante e seu sorriso irônico e indefinido lhe rendeu comparações com o semblante da Monalisa.
Presença agradável, assim como nas artes, transita com facilidade em todas as tribos e em todas é muito bem recebida,
Mezzo-soprano de especial musicalidade tem, por ser atriz, singular desenvoltura no palco, espaço em que se sente completamente a vontade, motivo pelo qual sua presença era logo notada e a empatia com o público de imediato se manifestava.
Sua total franqueza, veio artístico e  falta de preconceitos foram os traços que mais marcaram sua passagem pelo Voz Ativa, características que certamente o grupo acolheu e colocou em prática.
Apesar de seu total desprendimento em relação as artes, a cênica sempre despertou especial interesse e é, de certa forma, sua grande paixão. Para se entregar com mais afinco a essa arte optou por dedicar-se inteiramente ao teatro.
Sua constante presença entre nós promove especiais momentos.
A Deise Rodrigues nosso especial carinho por tudo que ela fez por nosso projeto e por ser a pessoa que é.

Orquestra Sinfônica Jovem do Est. de São Paulo e Bolsistas do Mozarteum Brasileiro


Rolf Beck - regente

Serviço

21h00 - terça - 21h00
Teatro Alpha
Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722
011-5693-4000
São Paulo - SP
R$ 60,00 a 180,00

I Festival de Saxofone Clássico


Serviço

 16.10 - terça - 20h30
Casarão de Belvedere
Rua Pedroso, 267
São Paulo - SP
R$ 40,00

Ensemble Kammerstyl


Programa
Música de câmara dos séc. XVII e XVIII

Serviço

16.10 - terça - 13h00
Igreja Santo Antonio
Pça do Patriarca, s/n
Sé - São Paulo
Entrada Franca

MARCOS Portugal



Marcos An­tónio da Fonseca Portugal [Marco Portogallo] nasceu em Lisboa em 24 de março de 1762 e in­gressou no Seminário Patri­arcal com apenas nove anos, tendo sido aluno de João de Sousa Car­valho. Co­meçou a compo com 14, quando es­creveu um Miserere, a quatro vozes e órgão. Tornou-se músico profissional com 21, admitido na irmandade de Santa Cecília, de Lisboa. Foi também organista e compositor da Sé Patriarcal daquela cidade e, em 1785, nomeado mestre do Teatro do Salitre, para o qual es­creveu suas primeiras obras de cena.
Portugal se transferiu em 1972 para Nápoles, o grande centro operístico da época, onde se converteu em um ativo compositor do gênero. Escreveu inúmeras óperas em estilo italiano que foram encenadas nos mais importantes palcos da Itália, como os teatros La Pergola e Pallacorda, ambos em Florença; San Moise, em Veneza; e no famoso La Scala, de Milão. Entre elas, Lo Spazzacamino (1794) e Il Demofoonte (1794).
Retornou a Portugal em 1800, sendo nomeado mestre da Capela Real e diretor do Te­atro de São Carlos de Lisboa, para o qual compôs vá­rias óperas, como La morte di Semiramide (1800), L'oro non compra amore (1801), La Merope (1804), Il duca di Foix (1805), Artaserse (1806) e La morte di Mitridate (1806).
Em 1811 viajou para o Rio de Janeiro a pedido do Príncipe Regente, refugiado no Brasil, com os demais mem­bros da Família Real, por causa da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas. Sendo recebido como uma celebridade, foi, aqui, imediatamente nomeado Mestre da Capela Real. Marcos Portugal viveu nesta cidade o resto da vida, não tendo acompanhado a corte, em 1821, quando esta regressou a Lisboa. Preferiu ficar a serviço de D. Pedro I, filho de D. João VI, tendo sido confirmado como Mestre de Música da Imperial Família. Foi também o autor do primeiro Hino da Independência do Brasil. Faleceu em 1830, relativamente esquecido.
Da sua produção sacra, que conta mais de 140 obras, a edição de Concertos UFRJ destacou os responsórios de números 1 a 4 (“ Hodie nobis caelorum Rex”, “Hodie nobis de caelo”, “Quem vidistis pastores?“ e “O magnum mysterium”) das Matinas do Natal, compostas a pedido de D. João VI, para as comemorações de 1811, que tiveram lugar na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, na atual Praça XV.  Uma das primeiras obras originais criadas pelo com­positor em terras brasileiras, já que, na realidade, muitas deste período são versões e reelaborações de trabalhos anteriores do autor, o extenso título que consta da partitura diz “Mattinas do Santissimo Natal de Nosso Senhor Jesus Christo. A 4 e mais vozes. Com obrigação de Clarinettes, Trompas, Violettas, Fagottes, Vi­oloncellos, Contrabachos e Orgão. Composto para a Capella Real do Rio de Janeiro, por ordem de S.A.R. o Príncipe Regente nosso Senhor. Por Marcos Portugal.”
Mesmo sendo uma obra de inspiração religiosa, o modelo adotado, bem de acordo, aliás, com o gosto da época, é mundano: estão presentes nela os maneirismos típicos das óperas italianas. Cabe mencionar ainda que as Matinas guardam estreita relação com a Missa Pastoril de José Maurício Nunes Garcia – ambas foram escritas para a mesma solenidade, ambas apresentam carácter “pastoril”, expresso, sobretudo, nos solos de clarinete recorrentes e nas referências explícitas; e a instrumentação adotada é, não só idêntica, como peculiar, por dispensar violinos.

CIMABUE E PIERO: A ARTE ITALIANA ANTES DE DA VINCI



Da Vinci é referência básica para o Renascimento. Contudo, a Europa não dormiu medieval e acordou renascentista. Foi um longo caminho percorrido por centenas de artistas que em algum período contribuíram para a arte ocidental. Hoje, muitos se encontram totalmente esquecidos, outros são pouco conhecidos. Cimabue e Piero della Francesca são dois exemplos.


Tudo o que sabemos sobre Benciviene di Pepo, conhecido como Cimabue (Florença, c. 1240 – Pisa, c. 1302), é por via do historiador da arte italiano Giorgio Vasari (1511-1574) que escreveu sobre ele 200 anos após sua morte. Dante Alighieri (1265-1321) foi contemporâneo de Cimabue e fez diversas referências ao pintor no "Purgatório". Considerou-o o maior artista de seu tempo. Alguns estudiosos indicam que Giotto di Bondone (1266-1337) tenha sido seu aluno. No entanto, o mais interessante é que foi Giotto quem eclipsou a reputação de Cimabue.

Cimabue foi pintor e mosaicista, também trabalhou com têmpera em diversos painéis e peoduziu afrescos. Seu estilo estava ligado à pintura bizantina. Apesar de pouco conhecido na atualidade, Cimabue foi simplesmente um dos grandes mestres que construiu a passagem da arte bizantina bidimensional para o naturalismo do Renascimento.
Isso se deu através de seu interesse pela perspectiva e pela busca de uma expressividade e dramaticidade nos rostos dos personagens em cada pintura. Sem esquecer o esmero no detalhe das vestes dos personagens de rico panejamento, ao estilo romano.
Um de seus primeiros trabalhos é o Cruxifixo que se encontra na Basílica de São Domênico na cidade de Arezzo. Nessa obra é possível perceber o cuidado com a anatomia, através a musculatura em processo de definição, para além da sutileza do desenho das veias, ossos e tendões. Em outras obras, o interesse do artista em uma pintura mais realista fica evidente no uso da perspectiva ilusória, que criava efeitos arquitetônicos tridimensionais em grandes planos. Pequenas modificações e experimentações plásticas, que abriram caminho para que o próprio Giotto hoje fosse reconhecido como mestre do período de transição entre a pintura medieval e renascentista.

Da vida de Piero di Benedetto del Franceschi ou Piero della Francesca (Sansepolcro, Itália, c.1415-1420 - Sansepolcro, Itália, 1492) também se sabe pouco. É possível que tenha estudado em Florença a partir dos 15 anos. Muitos de seus trabalhos se perderam, sobrando algumas obras do seu período mais maduro.
Além de pintor, era um reconhecido matemático, o que teve reflexos em suas obras. Chegou a escrever três tratados matemáticos, com estudos sobre poliedros, redescobrindo os sólidos de Arquimedes, com resultados importantes na geometria espacial. Seu tratado mais importante foi Sobre a perspectiva na pintura (1474), onde descrevia a ciência da perspectiva detalhadamente - um livro que iria influenciar toda a arte e arquitetura do Renascimento.
Foi um pintor especializado na temática sacra, apesar de ser um reconhecido humanista renascentista. Suas obras são reconhecidas pela palheta de tons sutis e pelos grandes espaços em branco. Apesar de ter tido alguma influência dos pintores Masaccio e Paolo Uccello, della Francesca não seguiu nenhuma escola, criando um estilo muito próprio. Mas sua grande contribuição para arte é o uso inovador que fez da perspectiva linear, da luz e das sombras para criar os espaços arquitetônicos tridimensionais.
Em o afresco O sonho de Constantino, o artista cria uma das primeiras cenas noturnas da arte ocidental e se utilizando da técnica chiaroscuro, ou a perspectiva tonal – que se desenvolveria com Leonardo da Vinci. Os artistas medievais tinham pouca noção do potencial da luz para as pinturas, e nessa obra della Francesca trabalha todos os volumes através do chiaroscuro. Além de ajudar a criar volumes e perspectiva, a técnica ajuda a conferir ao trabalho uma atmosfera de magia e mistério.
Aqui, della Francesca criou uma cena teatralizada, onde a mão do anjo lança o raio de luz que ilumina a cabana no meio da noite. Os vestuários são ricamente detalhados nos famosos tons sutis sempre utilizados pelo pintor. Essa obra é a mais magnifica do artista, que demostra seu controle da perspectiva através da figura do anjo no alto.
Hoje, Cimabue pode estar quase esquecido e della Francesca é pouco estudado, mas muitas obras de arte dos grandes museus do mundosão herdeiras da pincelada desses e doutros mestres.

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carolina carmini

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Voz Ativa Madrigal na Rádio Cultura



No mês de agosto na Rádio cultura, o programa  Vozes destinado ao canto coral e apresentado pela Maestrina Naomi Munakata teve como foco o Voz Ativa Madrigal
O programa que foi dedicado a obras sacras de compositores brasileiros dos séculos XX e XXI e teve como base o cd do grupo lançado em 2007 dedicado ao mesmo tema.

Ouça o programa na íntegra acessando o link abaixo.

Violão no Masp – HOJE



Repertório da apresentação:

Quarteto TAU e Fernando Caselato

Fernando Caselato (1970) - Novos Rumos - arr. Daniel Murray 
Ernesto Nazareth (1863-1934) – Odeon - arr. Daniel Murray
F. Caselato - Guizo - arr. Daniel Murray
Aníbal A. Sardinha “Garoto” (1915-1955) - Debussyana - arr. Daniel Murray
Emiliano Castro (1977) - Chegando em casa
Daniel Murray (1981) - Estância
Weber Lopes (1963) - Lá em Olinda
Carmo Bartoloni (1956) – Seresta - arr. Daniel Murray e Giacomo Bartoloni
Paulo Bellinati (1950) - Jongo - arr. Daniel Murray

Chrystian Dozza

1- Chrystian Dozza – Fantasia Mineira n 2
2- Chrystian Dozza – Fantasia Mineira n 3
3- Chrystian Dozza – Gismontianinha
4- Chrystian Dozza – Homenagem à Tedesco
5- Chrystian Dozza – Heaven’s Bells
6- CHrystian Dozza – Coming Home
7- Chrystian Dozza  - Minimal Rock 

Recital Geral Conservatório de Chapeco


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Peças de Teatro com descontos especiais.


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Diário de Che Guevara é divulgado na internet


Uma cópia manuscrita do diário do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara, com suas notas sobre a guerrilha que liderou na Bolívia, foi disponibilizado pela primeira vez na internet, informou nesta segunda-feira o jornalista e pesquisador boliviano, Carlos Soria Galvarro.

"O objetivo é que um documento histórico esteja ao alcance de todos. A internet permite que esteja ao alcance de todo mundo para saber o que aconteceu há 45 anos", disse à AFP Soria Galvarro, que dirige o portal www.chebolivia.org

Nesta página do pesquisador boliviano é possível observar uma cópia facsimilar do diário de Che Guevara, conhecida como a Agenda Alemã, com a preparação da guerrilha e sua efetivação na Bolívia, de janeiro a outubro de 1967.

O pesquisador acrescentou que "também são divulgadas notas com esclarecimentos, para que uma pessoa possa entender melhor o que aconteceu há 45 anos".

Soria Galvarro teve acesso ao diário original na década de 90, quando a Bolívia recuperou o documento, depois de uma empresa inglesa ter tentado vendê-lo em um leilão público. Desde então o documento está nos cofres do Banco Central da Bolívia.

O governo boliviano já divulgou as cópias manuscritas do diário de Che em outubro de 2009, com uma edição limitada de cerca de 1.000 exemplares, mas agora o histórico material está à disposição de todos.

Che Guevara foi assassinado em 8 de outubro de 1967.

Sagração da Primavera - Parte IV - Final.



UMA NOVA LINGUAGEM HARMÔNICA

É espantosa a evolução do estilo de Stravinsky no curto intervalo de menos de três anos entre a composição de Pássaro de Fogo e A Sagração da Primavera.
Já com Petrunshka, a ruptura coma sintaxe harmônica herdada do século XIX havia sido radial: o abandono do cromatismo em favor de um diatonismo quase Naïf, baseado em melodias feitas de frases curtas e, por sua vez, pressupondo encadeamentos harmônicos simples, com raras modulações, substituídas pela justaposição brusca ou mesmo pela superposição de tonalidades. Em Petrunshka, Stravinsky inaugura o efeito de “bitonalidade entre teclas brancas e pretas” (na cena “Chez Petrunshka”); para André Schaeffner, o “Acorde Petrunshka” talvez “não comporte explicação e deva ser aceito como uma sonoridade irredutível”. Na “Sagração, o uso de agregados harmônicos se complexifica com o emprego de blocos de sonoridades de 6 e 7 notas”.
Ainda em 1925, Nadia Boulanger diria que: “O principal obstáculo para a apreciação da música de Stravinsky, para a maior parte das pessoas, é a dissonância, pois todas as obras posteriores a Petrushka são dissonantes, e algumas de forma extrema. O maior obstáculo a vender reside no fato de que a dissonância, em Stravinsky, é muito mias melódica do que da estrutura dos acordes (...). Na música de Stravinsky, somos confrontados não apenas ao contraponto, mas a um contraponto cujas concordâncias de tal forma que perdemos de vista as linhas que as produziram e que deveriam ser no nosso objeto principal. Para apreciar tal música, fica óbvio que temos que restabelecer novos hábitos de escuta, readquirindo uma nova percepção dos antigos valores lineares que foram o orgulho do Renascimento e glória de Bach”.

A GESTAÇÃO DA SAGRAÇÃO

Nos seus textos dos anos 1930, Crônicas de Minha Vida e Poética Musical. Stravinsky mostre-se um defensor da “música pura”, tornando célebres algumas afirmações polêmicas, tais como: “Considero que a música em sua essência, é incapaz é incapaz de expressar o que quer que seja: um sentimento, uma atitude, um estado psicológico, um fenômeno da natureza etc.(...). A expressão nunca foi à propriedade imanente da música”.
Ao mesmo tempo em que descarta o estereótipo de inspiração, na sua acepção romântica, não deixava de ressaltar o quanto o seu processo criativo era suscetível a estímulos externos, frequentemente de natureza tátil: o contato com o teclado (Petrunshka e Sagração), as irregularidades da prosódia popular russa (Les Noces) o latim clássico (oedipus Rex) e da Vulgata (Sinfonia dos Salmos) e imagens visuais (Sagração).
O ponto de partida da Sagração, como no caso de Petrunshka, (com seu famoso acorde) foi à improvisação rítmica, no piano em torno de um “acorde gerador”: a agregação que do início a cena dos “Angurios Primaveris” com seu repleto em ostinato, repleto de acentuações irregulares. Esses primeiros compassos, contendo ao mesmo tempo o seu ostinato, definem por um lado o que será a sonoridade harmônica de toda a obra e por outro, uma métrica nova que abra as portas para imaginação e liberdade rítmicas sem precedentes na História da Música. Os esboços da Sagração mostram essa dupla figuração (acorde e ostinato) na sua primeira página.
A correspondência de Stravinsky, assim como entrevistas posteriores, deixa clara sua convicção de que estava escrevendo algo importante e novo. Para seu colaborador Nicholas Roerich, diria em setembro de 1911: “já comecei a compro, num estado de paixão e entusiasmo extremos o esboço da Introdução dos “Augúrios Primaveris”. A música está vindo com muito frescor e muito nova”. “Em março de 1912, ele escreveria para Andrei Rimsky-Korsacov:” Você provavelmente sabe que estou trabalhando na obra que imaginei após O Pássaro de Fogo(...). “Se estivesse aqui, você entenderia que é como se 20 anos e não dois, tivessem se passado dede que O Pássaro de Fogo foi composto”. E, numa entrevista em 1965, Stravinsky relembraria as condições em que escreveu A Sagração, relatando que a compôs (tendo como único guia o meu ouvido (....) fui apenas o veículo através do qual A Sagração aconteceu”.
Um sinal de incessante capacidade de requestionamento de Stravinsky, neste ponto semelhante ao Pierre Bourlez em suas recomposições de Eclats e Sur Incises, era a sua inquietude quanto a não ter dado à Sagração uma forma, segundo ele definiria , apesar das numerosas revisões da obra que realizou nos anos 1920 e 1940, especialmente uma nova notação rítmica para a “Dança do Sacrifício”, Nessa mesma entrevista, declararia “Existem páginas da Sagração das quais gosto, e são interessantes até hoje. Mas também existem dezenas de páginas que, atualmente, deixam-me absolutamente indiferente” Seu amigo, o compositor Claudio Spies, relata o episodio de uma cura conversa, na mesma época, logo aos uma gravação da Sagração, na qual Stravinsky, realizando mudanças que julgava importantes na orquestração e no encadeamento entre seções, porém concluía, melancolicamente, que nunca poderia fazê-lo, pois “seria uma tarefa que exigiria cinco anos”.
Para Stravinsky, que havia escrito em suas Chroniques de ma Vie que o “fenômeno e, sobretudo uma ordem entre o Homem e o tempo” e “a música é o único campo onde o homem realiza o Presente”, esse Presente, com a possibilidade de mais uma vez repensar a Sagração, lhe era negado.

Manoel Correa Lago
É membro do Conselho de Administração da Osesp e autor de O Circulo Velloso-Guerra e Darius Milhaud no Brasil: Modernismo musical no Rio de Janeiro antes da semana (Doutorado, Unirio, 2005).

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O caso João Carlos Martins e a Ospa - "uma pesada visão crítica sobre vida artística e moral do maestro-pianista"


Não creio que tenha, em toda minha vida, assistido um concerto pior do que ontem (02.01.12)

Ontem (02.10.12) tivemos um concerto regido por João Carlos Martins na Ospa. No passado, Martins foi um grande pianista, um excelente intérprete de Bach, mas depois uma série de acidentes e circunstâncias fizeram com que ele perdesse o movimento das mãos. Hoje, aos 72 anos, Martins atua como uma espécie de André Rieu brasileiro, regendo música ligeira e batucando lamentavelmente um piano com os três dedos que ainda lhe atendem. Vê-lo tocando é triste tanto para os olhos como para os ouvidos, é algo que busca despertar nossos sentimentos de pena, que toca muitas pessoas facilmente suscetíveis a situações do tipo ele-está-lutando-contra-a-adversidade ou e-mesmo-assim-ele-é-feliz. Não é proibido e muita gente gosta, mas, na minha opinião, a vaidade de Martins é tão grande que mesmo a exposição de suas deficiências como pianista serve a seu ego sedento de espectadores. E ele encontrou um público que ouve seus discursos e o  aplaude, feliz. Não é mais arte, não é mais música erudita, é a utilização de prestígio para tocar movimentos sinfônicos ou nem isso. Ontem por exemplo, ele apresentou um retalho do Bolero de Ravel, pois talvez lhe falte resistência física ou não sinta interesse do público numa audição integral.
Antes de perder os movimentos das mãos, Martins teve uma rumorosa passagem pela Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo. O prefeito era seu amigo Paulo Maluf. Atualmente, Martins é réu em um processo onde é acusado de corrupção. Segundo o revista Veja
“Como empreiteiro dono da Paubrasil, o pianista recolheu quase 20 milhões de dólares em caixa dois para as campanhas de Maluf. As construtoras Paubrasil e Entersa,– das quais Martins era sócio,– cometiam fraudes contábeis para esconder do Fisco o quanto faturavam e a maneira como empregavam seus recursos. Desta forma, ficavam livres para financiar as campanhas do político. Em 1993, ano em que Paulo Maluf assumia a prefeitura de São Paulo pela segunda vez, a Receita Federal descobriu que a Paubrasil – empresa do pianista João Carlos Martins – havia recebido doações clandestinas para as campanhas eleitorais de Maluf nos anos 1990. A proprietária de um imóvel alugado pela Paubrasil denunciou que ali funcionava uma confecção que fazia uniformes para a empresa e também material de propaganda de Maluf. Em 2009, o caso de corrupção rendeu-lhe uma condenação a dois anos e nove meses de prisão – período substituído por pena restritiva de direitos – por crime contra a ordem tributária. O maestro entrou com recurso e aguarda julgamento.”

A Ospa é uma orquestra pública, financiada pelos contribuintes através de impostos, e penso que devemos considerar dois aspectos. O primeiro é o artístico. A Ospa deve servir ao que der e vier? Ontem, a exigência artística era tão rala que a orquestra entrou despreocupada, sem a menor concentração, tocando mal obrinhas populares que tiraria normalmente de letra, talvez irritada com a indulgência para consigo e para com o público. Porém, observando as caras das pessoas que assistiam o concerto, via-se um indiscutível encantamento de gente que normalmente não comparece aos concertos. Isso é educar e formar público? Certamente NÃO. Uma experiência de décadas nos diz que aquelas pessoas não irão aos concertos “sérios” e transcendentes, onde serão tocadas obras completas do modo como foram compostas. O público de ontem era formado basicamente por pessoas de mais de 40 anos que estavam com pena do pobre pianista com dificuldades. Na última oportunidade em que esteve em Porto Alegre, Martins apresentou um curta metragem com sua história artística e médica. Houve lágrimas na plateia… Era um público de Hebe Camargo, não o da música. Como se comprova nos países onde a música é mais desenvolvida, não é com concessões que se atinge a música erudita, é com o acesso fácil a ela. Neste quesito, os casos da Venezuela e da Inglaterra — eu escolho pegar como exemplos países bem diferentes — são absolutamente exemplares.
Milton Ribeiro
http://www.sul21.com.br/blogs/miltonribeiro/author/miltonribeiro/

Óperas Violanta, de Korgold e Uma Tragédia Florentina, de Zenlinsky


Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

Coral Lírico 

Luiz Gustavo Petri - regente

Serviço

12.10 - sexta  - 20h00
Teatro Municipal de São Paulo
Pça Ramos de Azevedo, s/n
11-4238-3030
São Paulo - SP
R$ 40,00 à 100,00




Palavra Cantada e Sopros da Osesp


Concertos Populares

Wagner Polistchuk - regente

Serviço

12.10 - sexta - 11 e 16h30
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes, s/n
11-4003-2050
São Paulo - SP
R$ 15,00

Painéis Funarte de Regência Coral – Goiana - GO


Expansão e aperfeiçoamento da prática coral em todo o Brasil: cursos de técnicas de regência, dinâmica para coro, técnica vocal e percepção musical, concursos e edições de partituras.
Aulas Praticas e teóricas, apresentação de atividades diversas de 10 a 15 setembro.
Informações: Tel. (62) 3521-1125 –www.funarte.gov.br/projetocoral

Integração Cultural



Aprovação da PEC deve acelerar a adesão de entes federados ao Sistema Nacional de Cultura
A meta inicial da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC) de adesão dos municípios brasileiros ao Sistema Nacional de Cultura foi superada. O objetivo era chegar ao final de 2012 com 20,0% dos municípios e 75,0% dos estados integrados ao SNC. Conforme o balanço realizado pela secretaria no mês de setembro, cerca de 1.257 municípios estão integrados ao SNC, o que corresponde a 22,6%. E, em relação aos estados, 23 (85,2%) já fazem parte do SNC.

De acordo com o secretário da SAI/MinC, João Roberto Peixe, a tendência é que o processo de adesão seja acelerado após a recente aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 34/2012, que cria o SNC.

“Temos que ressaltar que o processo de adesão dos estados e municípios é muito bom, mas a aprovação da PEC irá estimular e acelerar as adesões dos entes federados, impulsionando o número de adesões”, disse o secretário.
A região Centro-Oeste lidera o processo de integração de municípios com um percentual de 29,8% (139 dos 466), seguida pela região Norte com 27,2% (122 dos 449), em terceiro está a região Sul com 24,7% (294 dos 1188), em quarto a região Nordeste com 22% (395 dos 1794) e em quinto a região Sudeste com 18,4% (307 dos 1668).

Os estados do Amapá, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Ceará, Maranhão, Rondônia e Tocantins já registram mais de um terço de suas cidades aderidas ao SNC. As regiões Centro-Oeste e Sul têm todos seus estados integrados ao Sistema Nacional de Cultura.

Além de representar um processo de gestão e promoção conjunta de políticas públicas na área cultural, pactuadas entre a União, os estados e municípios e a sociedade civil, o SNC também é uma estrutura que integra, articula e organiza a gestão cultural, aproximando as três esferas de governo e a sociedade civil, no intuito de criar uma política de estado, ou seja, que não seja afetada nas trocas de governo.

Meta do PNC

Ao integrar o Sistema Nacional de Cultura, o ente federado se compromete a criar seus sistemas de cultura, compostos por Secretarias de Cultura; Conselho de Política Cultural; Conferência de Cultura; Comissão Intergestores; Plano de Cultura; Sistema de Financiamento à Cultura; Sistema de Informações e Indicadores Culturais; Programa de Formação de Gestores Culturais e Sistemas Setoriais de Cultura.

Uma das metas do Plano Nacional de Cultura é que até 2020, 60% dos municípios e 100% dos estados estejam inseridos ao SNC e tenham suas estruturas criadas e em pleno funcionamento. Atualmente quatro estados e 20 municípios possuem seus sistemas estaduais e municipais de cultura institucionalizados por lei.

Próximos Passos

Com a aprovação da PEC 34/2012, faltará apenas a aprovação da lei que regulamentará o Sistema Nacional de Cultura. “A proposta deste projeto de lei já se encontra na Casa Civil e acreditamos que em breve será enviada para apreciação do Congresso Nacional”, disse o secretário João Roberto Peixe.

A Sagração da Primavera - Parte III


A dança do sacrifício 

UMA MÉTRICA “ADITIVA”
Manoel Correa Lago


As inovações mais impressionantes da “Sagração” são de ordem rítmicas, e ocorreriam em vários planos. Entre elas, a mais visível é o recurso da “polimetria”, alternância métrica entre os compassos sucessivos, e que atinge o paroxismo na “Dança do Sacrifício”, cena final da obra.
O efeito de deslocamento, resultante da polimetria, é realçado pela utilização de acentos irregulares (notadamente no início dos “Agúrios Primaveris” e, com uma frequência ainda maior que em “Petrunshka”, pela utilização de ritmos ímpares (de 5, 7,11 tempos) os quais são característica dos folclores eslavos, que tanto os diferenciais das músicas, sejam de concerto ou populares, da Europa ocidental, cujos ritmos “quadrados” (de 2, 3, 4,6 tempos) se desenvolvem dentre de uma espécie de métrica regular e única.
Em ‘924, nas suas “Rice Lectures” Nadia Boulanger assim comentava o que esse recurso implicavam como mudança nos hábitos de escuta: “O elemento de maior dificuldade na música de Stravinsky é o ritmo, tanto para o leigo quanto para o músico treinado. Já muitos séculos, temos vivido sob a tirania da barra de compasso, do tempo forte reaparecendo a intervalos regulares, com um insistente monotonia. Consequentemente, temos dificuldade de admitir um outro tio de ritmo, no qual a métrica está em constante mutação e na qual somos obrigados a perceber acentos, a intervalos que não são mais regulares. a música de Stravinsky reata com a rítmica grega da Antiguidade, a qual (em vez de tomar com base a unida máxima, para depois subdividi-la em frações de metade, quarta patê, oitava parte etc.) tomava como ponte de partida a unidade mínima e multiplicava por qualquer número par ou impar (3, 4, 5, 6,7 etc.) Isto é precisamente o que Stravinsky superpõe ritmos, da mesma maneira que um contrapontista superpõe temas”. ’          
Por outro lado, o tratamento do ritmo enquanto entidade autônoma fica evidenciado através do uso dos longos ostinatos (padrões repetidos): a repetição (11 vezes em fortíssimo) do acorde que precede a cena da “Glorificação da Eleita”, e, sobretudo (no caso dos ‘Angúrios Primaveris’) as mais de 200 repetições do mesmo acorde (porém sempre com deslocamento da acentuação) no longo dos 50 compassos, entre os 70 que iniciam esta cena.
“Em um famoso artigo de 1953, intitulado Stravinsky demeure (Stravinsky permanece), Pierre Boulez, tomando com ponto de partida a análise de Messians das células rítmicas da “Sagração” enquanto Elementos rítmicos”, ou seja, elementos “geradores” que constroem e costuram toda a obra, declarava que “a escrita rítmica de Stravinsky permanece ainda inexplorada, pelo menos em suas virtualidades(...) no decorrer da história da música, são poucas as obras, das quais e pode gabar, 40 anos após sua composição, o privilégio de não terem esgotado o seu potencial de inovação”

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Orquestra Filarmônica do Espirito Santo


Daniel Leonardo David - Regente
Daniel Guedes - violino

Programa
Trilhas sonoras de filmes

Serviço

10.10 - quarta - 20h00
Teatro Carlos Gomes
021-3132-8396
Vitoria  - ES
R$ 2,00

Orquestra Limiar


Samir Rahme - regente

Programa
Händel, Mozart,Dvorak, Villa Lobos, Ernani Aguiar, Leroy Willians, Lennon e McCartney e Piazzola.

Serviço

10.10 - quarta - 12h00
Hospital da Mulher
Rua Alexandre Fleming, 101
Cidade Universitária - Campinas - SP
Entrada Franca


Les Ballets Monte-Carlo


Programa
Romeu e Julieta

Serviço

10.10 - quarta - 20h30
Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Pça Marechal Floriano, s/n
21-2332-9191
Rio de Janeiro - RJ
R$ 80,00 à R$ 300,00

São Paulo Cia de Dança


Plataforma Internacional Estado de Dança

Programa
Marco Goeke, Lev Ivanov e Nacho Duato.

Serviço

10.10 - quarta - 21h00
Teatro Sérgio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153
11-32888-0136
Bela Vista - São Paulo - SP
R$ 10,00

Banda Sinfônica do Estado de São Paulo


Marcos Saddao e Mônica Giardini - regentes

Programa
Sparke, Pincon e Berinstein

Serviço

10.10. - quarta - 20h00
Teatro Adamastor
Av Monteiro Lobato, 734
11-2087-4194
Guarulhos - São Paulo
Entrada Franca

Quarteto da Cidade de São Paulo


Programa
Fauré e Villa Lobos

Serviço

10.10 - quarta - 18h30
Auditório Maestro Oliver Toni
Av Prof. Luciano Galberto s/n
Cidade Universitária- São Paulo
Entrada Franca

Madrigálico



MÚSICA ANTIGA

O projeto reúne grupos que apresentam a sonoridade musical do Renascimento, Barroco e Clássico, além de oficina e disponibilização de livros sobre a linguagem musical nesses períodos.
              

Madrigálico

Madrigálico de carácter madrigalista que ou quem faz madrigais. ?Madrigal? dava aos versos uma liberdade de texturas, em uma sequencia de partes sobrepostas, umas contrapontísticas e outras homofónicas, sendo cada qual baseada em uma única frase do texto. Acima de tudo, o compositor de ?Madrigais? procurava igualar a nobreza e o engenho do poema transmitindo ao ouvinte as ideias e as paixões do texto. Munidos desta paixão e através de uma pesquisa historicamente informada, "Madrigálico" traz a união de grandes talentos e profissionais da arte do canto, para a execução e o deleite do repertório de ?Madrigais? Renascentista, sejam eles Italianos, Ingleses, Franceses ou Espanhóis. Alberto Cecconi - Baixo; Alexandre Palma - Baixo; Clarissa Cabral - Mezzo Soprano; Regiane Martinez - Soprano; Renato Tenreiro - Tenor; Verônica Oliveira - Mezzo Soprano; Viviane Godoy - Teclas. 
Venda pelo sistema INGRESSOSESC a partir de 28/9, às 14h. Auditório.

R$ 12,00; R$ 6,00 (usuário matriculado, a partir de 60 anos e estudantes). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
Dia(s) 11/10 Quinta, às 20h30.
SESC Vila Mariana

Guiseppe Verdi


Guiseppe Verdi (1813-1901)

A ópera é um dos elementos fundamentais da identidade cultural italiana, e é isso que torna a obra do compositor Guiseppe Verdi tão importante para seu povo; a relevância de suas criações, contudo, se estende para muito além de sua terra natal. Um dos maiores músicos do século XIX, Verdi continua a ter apelo irresistível, o que faz de suas obras presença obrigatória em qualquer temporada lírica em todo o mundo.
Quando o compositor Guiseppe Verdi veio ao mundo, em 10 de outubro de 1813, em Roncole, ao norte da península Itálica, a Itália, como hoje a conhecemos não existia. Na época, a nação italiana não passava de uma comunidade imaginada, uma idealização centrada na convergência idiomática de um povo dividido em diversos ducados e reinos, estes sempre em contanste tensão política entre si. No início do século XIX, a vila de Roncole fazeia parte do ducado de Parma e Piacenza, então anexado pelo frenesi expansionista de Napoleão Bonaparte. Nascido sob o domínio do império Francês, a suprem ironia é que este símbolo da cultura italiana teve seu nome registrado em idioma estrangeiro: Joseph François Verdi (ou Peppino, para os íntimos).
Filho de um família muito pobre, seu pai, Carlo, administrava uma modesta estalagem e sua mãe, Luigia, fazia pequenos trabalhos com fiandeira, Giuseppe deveu sua sorte e destina a u padre da pequena vila onde cresceu, que não apenas o albabetizoua como lhe deu as primeiras lições de música. Ainda muito jovem, seu extraordinário talendo ficou patente, o que fez com que seus pais tomassem a difícil decisão de se mudar para o Busseto, cidade próxima, que oferecia infraestrutura adequada para dar prosseguimento à educação do jovem Peppino.
Já aos 12 anos, em Busseto, Verdi encontrou seu primeiro emprego, enquanto continuava a realizar seus estudos e a fascinar a população local com seu talento Tanto que conseguiu o patronato de Antonio Barezzi, comerciante e melômato (e futuro sogro de Verdi), que financiou a ida do compositor então com 20 anos, a Milão, para uma formação musical de excelência no famoso conservatório da cidade. De novo a ironia lhe bateria as portas: o conservatório, que hoje leva o seu nome, não aceitou como aluno. Entretanto, Verdi permaneceu na cidade, epicentro operístico desde finais do século XVIII quando nda inauguração do teatro La Scala, onde teve aulas particulares de músic e se embrenhou no circuito artístico.
Em 1836, Verdi se casou com Margherita Barezzi, filha de sue benfeitor. Porém, a felicidade do casamento em breve se transformaria em incomensurável dor, inicialmente pela morte dos filhos, com puco mais de um ano de idade, e, em meados de 1840, pela morte de sua própria esposa. Foi nesse ambiente de dor e perdas que Verdi compôs sua primeira ópera (Oberto). Nascia então um dos maiores nomes da ópera mundial. (...)

Leonardo Martinelli - Revista Concerto
Maio - 2011


A Sagração da Primavera - Parte II


Pintura de Igor Stravinsky

A “Revolução Stravinskyana”

Manoel Correa Lago


Com a apresentação de Pássaro de Fogo em Paris, em 1910, Stravinsky tornou-se instantaneamente uma celebridade, apoiado pelas principais personalidades da vanguarda musical francesa tais como Debussy, Ravel e Florent Schimitt (1870 – 19580).
Em 1911, seguiu-se o trinfo de Petruskka em Paris e Londres. Naquela ocasião, Debussy lhe escreveu: “E certo que você irá muito mais longe que Petrushka, mas você já pode ficar orgulhoso do feito que esta obra representa”. Para esse sucesso contribuíram também os cenários de Michel Fokine, e a extraordinária atuação dramática de Nijinsky, sobre o qual Stravinsky escreveu: “Avaliar Nijinsky apenas sob o ângulo da dana seria insuficiente, pois ele conseguia superar-se com ator dramático, no papel de Petrushka, seu rosto (...) podia transforar-se na mais poderosa máscara de ator que jamais vi e, no papel de Petrunshka, o ser humano mais fascinante já visto no palco.”.
A concepção original da Sagração da Primavera antecede a composição de Petrunshka, surgindo em 1920: “Em São Petersburgo, quando estava terminando as últimas páginas de Pássaro de Fogo (....) entrevi, na minha imaginação, o espetáculo de um grande rito sagrado pagão, velhos sábios sentados em círculo, observando a dança, até a morte por exaustão, de uma jovem que sacrificam, para tornar-lhes propício o deus da primavera”. Apesar de Diaghilev ter se entusiasmado pela ideia, o trabalho teve que ser adiado em virtude da realização de ouros projetos, como Petrunshka, (1911) e Daphinis et Chloé de Ravel (1912). Diferentemente de Pássaro de Fogo e Petrushka¸ compostos em menos de um ano, passaram-se quase três anos entre a concepção inicial da Sagração e sua conclusão em 1913.
A estreia da Sagração, em 1913, é frequentemente comparada à tumultuosa estreia de Hernani, peça de Victor Hugo que marca o início do Romantismo na França. Seu fracasso, após o enorme sucesso em Paris e em outras capitais europeias dos dois balés anteriores, represento um verdadeiro anticlímax: contribuiu para isso, além da absoluta novidade da música, a coreografia de Nijinsky, “o qual via o tema da Sagração como verdadeira expressão da própria alma da natureza através das artes do movimento da música. Nele é representada a vida das pedras e das árvores(...). Ele será dançado apenas pelo corpo de Balé “. Diferentemente do conto de fadas do Pássaro de Fogo e do drama pungente de Petrunshka, tratava-se, portanto, de um balé no qual não havia enredo, composto de uma secessão de quadros representado o desenrolar de uma cerimônia primitiva, sem espaço para o brilho de solistas, com cenários e figurinos ambientados numa Rússia pré-histórica, sem o apelo das produções de Alexandre Venois e Léon Bakat, aos quais os Ballets Russes haviam habituados o público parisiense. Stravinsky, grande admirador de Nijinsky como interprete, que preferia a versão de Léonide Massine adotada pelos Ballets Russes a partir de 1921, seria um crítico severo de Nijinsky como coreógrafo, dizendo em suas Memórias e Comentários: “Nijinsky acreditava numa coreografia coordenada em permanência com o tempo musical(...). Na realidade, isto reduzia a dança  à duplicação rítmica da música, fazendo dela mera imitação. Tal como concebo, a coreografia, ainda que em suas proporções derivem da música, deve realiza a sua própria forma, em contraponto a ela”.
O fracasso da estreia da Sagração, enquanto balé, seria compensado pelo enorme sucesso em Paris, de sua apresentação em concerto como obra puramente sinfônica, em 1914, sob regência de Pierre Maonteux.
A Sagração da Primavera é escrita para uma orquestra de proporções wagnerianas, ainda maiores que a do Pássaro de Fogo e a Petrunshka: a seção dos metais apresenta-se, por exemplo, com oito trompas, seis trompetes e duas tubas; nas madeiras, ganham um relevo inusitado o fagote, o contrafagote e o clarinete baixo, que conferem à obra um colorido inconfundível, por sua vez, as cordas apresentam-se em numerosos divisi (chegando a seis nos contrabaixos) Sua duração é de uma sinfonia clássica ou de um poema sinfônico straussiano, subdividido em 12 quadros agrupados em duas grandes seções. Diferentemente da análise (1949) de Alexandre Tansman, segundo o qual a Sagração poderia ser vista com uma suíte, subdividida em doze seções em sua maior parte em forma Lied ou rondó, André Boucourechliev considera (1987) que “A Sagração da Primavera” desafia a todas as ideias tradicionais de unidade orgânica, pela ausência de desenvolvimentos e/ou recapitulações temáticas. Segundo ele, “a unidade de ‘A Sagração da Primavera’, da qual qualquer ouvinte se da conta imediatamente, não dever ser buscada nem nos esquemas formais conhecidos, nem em qualquer teoria de organização formal, porém em características persistentes de estilo e técnica que impregnam os elementos multifacetados e heterogêneos da obra” (Stravinsky, 1982).
O efeito da “Sagração” sobre os contemporâneos de Stravinsky foi avassalador: Forent Schimitt, seu admirador, declarou que “só lhe restava queimar tudo que gania composto até então” Para o Crítico Boris de Sholoezer, “era necessário u retorno à natureza e esquecer o homem, ou pelo menos reduzi-lo na a nada mais de que elemento da natureza primitiva, trata-lo como uma pedra ou uma planta. O caráter rede da “Sagração” (...), sua brutalidade, tudo que seria necessário, pois a questão era (...) a destruição de toda emoção e fazer as próprias coisas agirem diretamente e por elas mesmas”. O compositor italiano Alfredo Casella (1883 – 1947), também presente na estreia, deixaria a seguinte a seguinte avaliação: ”A enorme importância regeneradora dessa música fica, hoje, evidente Stravinsky reorientou europeia, de forma definitiva, em direção a uma tendência antirretórica, despida de artifícios, de ornamentos desnecessários, decididamente tonal, anti-impressionista e essencialmente arquitetônica(....)”. Classificar essa obra como primitiva seria um grande vem: Stravinsky da primeira dança da “Sagração” (“Angúrios Primaveris”) não mais primitivo que Beethoven que escreveu o “finale” da terceira “Abertura” de “Leonora”. Em sua autobiografia, Darius Milhhaud, assim rememoraria a estreia da “Sagração”: “Não nos admiramos tanto a violência rítmica quanto as dissonâncias Harmônicas e politonais, as quais, ainda que num plano completamente diferente, Petrunshka já havia feito entrever. Mas com a ‘Sagração’, escapava-se da exterioridade do pitoresco e tomava-se um caminho ao mesmo tempo bárbaro e dramático. Essa verdadeira ruptura na história da música obrigou um grande número de músicos a uma reavaliação radial de suas próprias trajetórias(...). Quanto à minha geração, ela se sentia profundamente estimulada por essa obra, apesar de seu sentimento nitidamente russo, nisto distante das nossas aspirações” J[a Debussy escreveria a Stravinsky “Nesta fase da vida em que estou descendo a outra vertente da colina, mas conservando sempre uma paixão intensa pela música, tenho especial satisfação em declarar o quanto você estendeu as fronteiras do permissível no império dos sons”. E Villa-Lobos, retornando ao Brasil em 1924 após a estada de um ano em Paris é assim descrito em coluna de Manuel Bandeira: “Villa-Lobos chega de lá cheio de Villa-Lobos(...). Todavia, uma coisa o abalou perigosamente: “ a ‘Sacre du Printemps’ de Stravinsky: foi, confessou-me ele, a maior emoção musical de sua vida”.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Grupo Passo a Passo



Do Estúdio de Balé Cisne Negro

A fada dos espelhos - Uma reflexão mágica pela história da dança.

Programa
 Thaikovsky (coreografia Marius Petipa)
Chopin (coreografia de Mikael Fokine)
Scott Kilian (coreografia Isadora Duncan e Martha Graham.

Teatro Bradesco
Bourbon Shopping  Piso Perdizes
Rua Turiassu, 220
Perdizes - São Paulo
R$ 60,00


O dilema da literatura na era do espetáculo



Coragem é para poucos num país de gente acostumada a levar vantagem. O escritor Fabrício Capinejar provou ser um desses poucos ao publicar uma carta aberta aos organizadores da 27ª Feira do Livro de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, cancelando sua participação no evento. O motivo foi a divulgação da notícia de que o patrono da feira deste ano, o rapper Gabriel, o Pensador, receberia um cachê de R$ 170 mil para participar. Para Capinejar, o anúncio do pagamento ao músico (que diz admirar) é “uma afronta às vésperas de pleito eleitoral”. “Literatura não deve ser feita para atrair público, e sim, para formar público”, ressalta o escritor gaúcho, alertando que com o valor do cachê cobrado pelo rapper seria possível abrir bibliotecas ou mesmo realizar outras feiras literárias.
Sua atitude aponta o equívoco que geralmente é praticado pelos organizadores de eventos literários no país. Em vez de privilegiar as escolas, criando condições para que estudantes de todas as idades tenham acesso aos livros e seus respectivos autores, as bienais, festas e feiras acabam aderindo à cultura do espetáculo. Uma coisa é promover um evento que vise realmente à formação de leitores, estimulando, sobretudo, crianças e jovens a descobrirem as maravilhas da literatura. Outra é realizar algo meramente comercial e espetacular, repleto de estrelas midiáticas pagas a peso de ouro.
Claro que os participantes de eventos literários devem ser devidamente remunerados, pois o escritor também tem contas a pagar e jamais deveria trabalhar de graça. Mas há que se obedecer a certa lógica, sem discriminar esse ou aquele convidado com cachês abaixo ou muito acima da média. Contudo, é notória a preferência pelos “famosos” ou queridinhos da mídia, justamente pelo fato de atraírem público.
Sutil conspiração
No ensaio La civilización del espectáculo(Alfaguara), o prêmio Nobel Mario Vargas Llosa alerta para os riscos que corremos hoje: “Como no hay manera de saber qué cosa es cultura, todo lo es y ya nada lo es”. Nesse sentido, aqueles que se encarregam de organizar eventos literários deveriam levar em conta a natureza do livro e da própria literatura.
Numa sociedade que cultua o entretenimento, o hábito da leitura deveria se destacar justamente por contrariar a cultura do espetáculo. Literatura requer recolhimento, tanto para ser produzida quanto para ser consumida. Portanto, não pode ser considerada igual ao cinema, ao teatro ou aos shows musicais, embora esteja na raiz dessas artes.
Em entrevista ao jornal espanhol El País, Vargas Llosa reclama que se sente indefeso frente a uma sutil conspiração. Para ele, a cultura do espetáculo está anestesiando os intelectuais e desarmando o jornalismo, criando na política um espaço onde ganham terreno o cinismo e a tolerância com a corrupção.
Livro e leitura dialogam com educação
Por tudo isso, ao se recusar a participar de um dos eventos literários mais importantes do país, Fabrício Capinejar nos alerta para o risco de promover o livro e a leitura por um viés equivocado. Uma política séria de divulgação da literatura e de promoção da leitura deveria optar pela qualidade e não pela quantidade de público.
O problema é que geralmente as bienais, festas e feiras literárias são realizadas com recursos de leis de incentivo à cultura. Como esses recursos advêm de patrocinadores mediante a renúncia fiscal, estes desejam que o evento que conta com sua chancela seja coroado de sucesso. Nesse caso, sucesso significa exibir a marca ao maior número possível de consumidores.
A política de estímulo ao livro e à leitura deveria ser obra dos governos, sobretudo federal, mesmo sem dispensar o apoio da iniciativa privada. Esse tipo de iniciativa não pode ficar refém das leis de incentivo, que funcionam bem no que diz respeito ao entretenimento e ao espetáculo. Afinal, livro e leitura dialogam diretamente com educação, obrigação do Estado garantida pela Constituição Federal.