quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A EXPLOSÃO NO MÁRMORE: A ESCULTURA DE MICHELÂNGELO E RODIN


O Pensador - Rodin

No século XVI, Michelangelo já era um dos maiores mestres da escultura. Era ela sua verdadeira paixão, aquela que comandava seu espírito tempestivo, segundo o biografo Tiberio Calcagni: “a sua arte era a escultura; as outras, faz e fez para comprazer os príncipes.” Sua importância foi tamanha que apenas mais de 300 depois outro artista, inspirado por ele, foi tão marcante: Rodin.
Michelangelo (1475-1564) foi pintor, arquiteto, poeta e escultor. Sua produção na Capela Sistina foi um dos marcos do Renascimento, suas figuras masculinas são o símbolo supremo da perfeição dos corpos fortes, belos e majestosos. Nelas ele demonstra um profundo conhecimento em anatomia.

Apesar de a Capela Sistina ser o símbolo de todas suas obras, o grande prazer artístico de Michelangelo era escultura. Sua reputação cresceu com a expressiva Pietá (c.1498-1499). Graças a essa obra, o artista foi chamado para terminar um projeto inacabada: Davi (1501-1504), a majestosa escultura em mármore do jovem nu preparando-se para a batalha com Golias. É aqui que Michelangelo demostra seu alto conhecimento em anatomia e sua sensibilidade artística, sendo capaz de dialogar as duas vertentes em um obra de extrema emotividade.
Desde cerca de 1513 até 1530 Michelangelo realizou quatro esculturas para o túmulo do papa Júlio II – juntamente com a figura de Moisés (1513-1516). O conjunto ficou conhecido como “Os escravos” e hoje pertencem à Galeria da Academia de Belas Artes de Florença.
Nessa obra, o corpo de um jovem homem aparece surgindo do mármore ainda rústico. As partes de seu corpo delineado parecem estar explodindo da pedra nobre. Porém nem todas as partes encontram-se expostas: o jovem ainda está como que por nascer da pedra. Suas mãos e pés ainda estão presos, como um escravo preso por correntes impedido de movimentar-se.

Em sua face há algum delineamento de traços, assim como alguma expressão de lábios. Seu corpo apresenta formas definidas, músculos estirados. Michelangelo explorou o movimento do corpo humano até suas últimas consequências. Em todos os ângulos existe a visibilidade da obra, ou seja, ela exige um observador que dialogue com seus múltiplos pontos de vista.

Mesmo inacabados, os corpos torturados dos escravos demonstram a grandiosidade e a dramaticidade da produção do artista. Esse era o sentido da escultura de Michelangelo: a obra já estava na pedra, ele apenas retirava o excesso e deixava a forma fluir.Sua ideia era libertar a forma que parecia estar dormindo no mármore. As modificações profundas na escultura realizadas por Michelangelo no final do Renascimento só foram revistas, como ponto de partida de estudos, com Rodin (1840-1917), no fim do século XIX.
Auguste Rodin (1840-1917) foi um dos maiores escultures da história da arte. Estudioso da escultura clássica, Rodin tem como mestre Michelangelo. Ele recriou o ser humano em uma perspectiva hiper-realista, elevando as tensões dos corpos ao extremo. Pele, músculo, feições faciais, são únicas e extremamente pensadas em cada uma de suas esculturas de personagens sedutores e incrivelmente vivos.
Sua Andrômeda pode ser considerada uma obra herdeira do artista italiano. Na parte inferior vemos a pedra bruta, na parte superior surge um corpo com formas femininas delineadas. Rodin não gostava de dar acabamento em suas obras - sua ideia era deixar um ar de incompletude para que o próprio expectador terminasse a obra em sua mente. Andrômeda possui uma sensualidade suave, assim como o escravo de Michelangelo. Os longos cabelos fundem-se com o bloco de mármore, deixando imperceptível onde começa um e termina o outro.


Para realmente ver Andrômeda faz-se necessário observar a obra em todos os seus ângulos. Seu corpo está em movimento, retraído como se estivesse levantando-se, surgindo do mármore. Seus músculos ressaltados, seu corpo sinuoso, a dualidade da forma delicadamente definida e da indefinição bruta fazem parte dela. Andrômeda explode da pedra de maneira até mais violenta que O Escravo. Contudo, ao mesmo tempo, Andrômeda encontra-se presa à pedra, como a personagem mitológica que a inspirou. Assim como Michelangelo, Rodin joga com o nome de sua escultura.
Rodin não buscava tirar a vida do mármore como Michelangelo, mas criá-la com suas próprias mãos. Entretanto, ambos exploraram o mármore de maneira única na escultura, criando vida e movimento. Forçaram a figura, a sua exaustão da forma, a sinuosidade e volumes dos corpos exacerbados, para criar sensações no observador.
Os trabalhos de Michelangelo e Rodin são impares na arte da escultura. São exemplos da compreensão total do corpo humano e da própria arte. A beleza de suas obras não estava na simples cópia, mas na dramática perfeição que elevava ao extremo o corpo humano, e na incompletude poética de cada objeto.

carolina carmini

imagem

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Fernando Bicudo deixará o cargo de diretor artístico da OSB



Fernando Bicudo deixará o cargo de diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira ao final de 2012. Bicudo assumiu a função ao lado de Pablo Castellar após a saída do maestro Roberto Minczuk, no meio da crise que assolou a orquestra no ano passado.
Em janeiro de 2011, a fundação decidiu fazer uma avaliação dos músicos, o que causou a revolta de um grupo. Pivô das crise, Minczuk deixou de acumular as funções de diretor artístico e maestro, passando somente a reger.
Durante sua permanência como diretor artístico, Bicudo ficou responsável principalmente pela programação da OSB Ópera & Repertório, o conjunto formado pelos músicos insurgentes. Leia a nota oficial da OSB:
“Completado o trabalho de reestruturação dos corpos artísticos da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (FOSB), Fernando Bicudo deixará o cargo de Diretor Artístico da FOSB. Bicudo foi fundamental neste processo ao longo do último ano. Ele deixa o legado de ter cumprido a missão que lhe foi proposta: consolidar artisticamente o trabalho dos grupos da Fundação. Bicudo permanece no cargo até o fim da temporada de 2012.”




Magnum lança livro e exposição fotográfica com registro da imprensa no século 20



Desde o dia 6.11, a Latinstock abiu a exposição homônima “Magnum Contact Sheets”, representante oficial da agência Magnum no Brasil, que traz 39 imagens da publicação “Magnum – Contatos”, com registros que acompanham a ascensão da imprensa ilustrada e a profissionalização do fotojornalismo. Em cartaz até 6 de janeiro, a mostra acontece na loja Instituto Moreira Salles por Livraria Cultura (Conjunto Nacional), com entrada Catraca Livre.
O visitante pode ver imagens feitas pelos fotógrafos Henri-Cartier Bresson, Robert Capa, Philippe Halsman, Werner Bischof, Rene Burri, David Hurn, Thomas Hoepker, Paul Fusco, Josef Koudelka, Martine Franck, Ian Berry, Raymond Depardon, Stuart Franklin, Jonas Bendiksen, Paolo Pellegrin e Mark Power.
A exposição marca o lançamento do livro “Magnum – Contatos”, que após ter sido editado na Alemanha, França, Inglaterra e EUA, chega ao Brasil em edição do Instituto Moreira Salles.
Organizado cronologicamente (da década de 1930 a 2010), a obra reúne todos os formatos de filmes analógicos. São imagens que representam o auge das grandes revistas do século 20, passam pelas coberturas de guerra, pelos ensaios com celebridades, fotografia de moda, de rua e a documental social-humorística.

Sinfônica de Minas Gerais faz apresentação na série Sinfônica no Museu


A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais se junta ao maestro Jésus Figueiredo para apresentar mais uma série Sinfônica no Museu, no próximo dia 22 de novembro, às 20h,no Museu Inimá de Paula.
Obras de Mozart, Gluck e Haydn serão executadas durante o concerto, que conta com a participação da solista de violinoGabriela Queiroz. Graduada pelo Conservatório Brasileiro de Música, a artista concilia suas apresentações pelo Brasil com a docência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A Série Sinfônica no Museu é mais uma política da Fundação Clóvis Salgado voltada para a democratização do acesso à música erudita. A ação promove o encontro de grandes artistas com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais nos palcos do Museu Inimá de Paula. Em 2011, o projeto recebeu um público de aproximadamente mil pessoas e contou com a participação da violinista búlgara Aysen Ulucan; do maestro Roberto Duarte, acompanhado da clarinetista Paula Pires, vencedora do concurso Jovens Solistas da OSMG 2011; do tenor Sandro Machado e do músico Carlos Aleixo dos Reis e do regente Abel Rocha, acompanhado do violoncelista Lucas Barros, vencedor do primeiro concurso Jovens Solistas da OSMG 2011.
OSMG
Fundada em 1976, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, um dos Corpos Artísticos da Fundação Clóvis Salgado, é considerada uma das mais importantes do país. Interpreta um repertório que compreende todos os períodos da história da música escrita para orquestra, em apresentações ao ar livre, na capital e no interior.
PROGRAMA
C. W. GLUCK: Abertura da ópera “Orfeu ed Euridice” 4’
• Allegro molto
02 oboés, 01 fagote, 02 trompas, 02 trompetes e cordas
W. A. MOZART: Concerto para Violino nº 5 em Lá Maior KV 219
Solista: Gabriela Queiroz, violino. 30’
I – Allegro Aperto
II – Adagio
III – Tempo Di Menuetto
IV – Allegro
02 oboés, 02 trompas e cordas
F. J HAYDN: Sinfonia 49 em Fá menor “ La Passione” 21’
I – Adagío
II – Allegro di Molto
III – Menuet
IV – Finale – Presto
02 oboés, 01 fagote, 02 trompas, continuo (cravo) e cordas

Serviço
Evento: Sinfônica no Museu
Data: 22 de novembro
Horário: 20h
Local: Museu Inimá de Paula (Rua da Bahia, nº 1201 – Centro – Belo Horizonte/MG)
Duração: 1h
Classificação Livre
Entrada Gratuita
Informações para o público: (31) 3236-7400

Quinta da Música Erudita terá Edição Especial de Natal em Porto Alegre



O projeto Quinta da Música Erudita realiza a Edição Especial de Natal, no dia 6 de dezembro, no Teatro do União, às 20h30min. O concerto contará com a participação do Coral do GNU e  de músicos do cenário da música erudita de Porto Alegre: quinteto de cordas do Grupo Mansão Musical e dos cantores líricos: Carolina Veloso e Francisco Amaral, entre outras atrações surpreendentes.
Com a regência do maestro João Araújo, a noite natalina apresentará clássicos da música erudita instrumental e vocal, além das tradicionais canções representativas do Natal
Em breve, os ingressos estarão à venda nas secretarias do Clube no valor de  R$ 20 associados e R$ 30 não associados.

Orquestra Filarmônica Lions estreia no Guairão



A Orquestra Filarmônica Lions se apresenta pela primeira vez ao público, em setembro, no Teatro Guaíra, com dois recitais, um no dia 26 e o outro no dia 27, ambos com início às 20h30. No repertório, serão executadas quatro obras do regente e maestro Rogério Krieger: Abertura Sinfônica, MotusSinphonicus, Concertino Barroco, a obra AllegroMaestoso e Intermezzo.

O público também poderá apreciar a apresentação da 5ª Sinfonia de Beethoven, considerada uma das principais obras da música erudita mundial. O elenco da Orquestra Filarmônica Lions é formado por 78 músicos instrumentistas.

O projeto da Orquestra foi criado há quatro anos pelo Lions Clube Curitiba Batel, em parceria com o Instituto Pró-Arte Brasil, e inspirado nos princípios da organização da entidade que são: fraternidade, paz, harmonia e comunhão entre as nações.

Serviço:

Local: Teatro Guaíra

Endereço: Rua XV de Novembro, 971, Centro

Data e horário: Dias 26 e 27 de novembro de 2012 (quarta e quinta-feira), às 20h30

Preço: A partir de R$ 8,00

Cinema e Música no Brasil de todos os santos




Muito antes da mágica dos irmãos Lumière em 1895,  o significado e a

função do que viria a ser a música do cinema já estavam nas obras de música
programática, dramas musicados e nas óperas. O cinema é também uma forma de
projeção em tela do teatro e seria acompanhado musicalmente de forma brilhante,
a dar variados significados às inúmeras ações, cenas e personagens. Mesmo antes
do cinema contar histórias, a música passou a fazer parte do cinema mudo. Em
geral eram mesmo os pianistas ou organistas improvisando sobre as imagens,
quando não se utilizavam de temas já conhecidos, para acentuar-lhes o espírito, o
clima, a emoção. O início da música no cinema foi marcado pela utilização de
inúmeras obras consagradas de compositores tais como: R.Wagner, E.Grieg,
L.V.Beethoven, R.Schumann, G.Verdi, G.Bizet, F.Liszt, entre tantos outros.  Desse
modo era realizada uma associação psicológica a determinadas obras e a scripts de
certas óperas. A atenção acabava por desviar-se da história do filme relacionando-o
com os temas dos dramas musicais ou de música programática, como é o caso de
Romeu e Julieta de P.I. Tchaikovsky. David W.Grifith (1875-1948), foi pioneiro não
apenas nas imagens, mas também no uso da música. No seu primeiro longametragem: Birth of Nation (O Nascimento de uma Nação, 1915), recorreu às obras
de L.V.Beethoven, R.Wagner e P.I. Tchaikovsky, o que seria repetido em
Intolerance (1916). Tanto sucesso fizeram seus dois filmes e respectivos  scores,
que estes logo seriam imitados, ou pela utilização  de música original ou pela
adaptação de temas a situações específicas.
A sonoridade do Recôncavo
 Enquanto isso no Brasil de todos os santos seria possível encontrar
evidências sobre a musicalidade em diversas circunstâncias históricas no
Recôncavo, região que entraria no século XXI como protagonista de uma nova
proposta audiovisual com o surgimento de uma universidade e um curso específico
de cinema na região. As sonoridades do Recôncavo seriam reveladas através da
oralidade e registros da memória com uma fusão entre os ritmos afro-brasileiros
com a teoria tradicional secular européia da música, criando uma sonoridade
multiétnica, especialmente a partir da formação do  primeiro grupo organizado: a Sociedade Filarmônica Erato Nazarena, em 1863. É nesta efervescência
multicultural que nasce o exímio clarinetista, maestro e compositor  Manoel
Tranquilino Bastos (1850-1935). Sua produção musical ao lado de outras tantas
de  Heráclio Guerreiro  e  Antonio Manoel do Espírito Santo – igualmente
maestros de filarmônicas do Recôncavo – era tão rebuscada quanto a feita na
Europa durante este período. Podemos atestar isto através da notícia dos prêmios
recebidos por Bastos e Guerreiro na Alemanha. Em 1870, Bastos cria a Lyra
Ceciliana – uma das 130 filarmônicas do Estado e uma das mais antigas. Além de
músico, o maestro Tranquilino Bastos colaborava com diversos jornais da cidade de
Cachoeira naquela época e destacou-se como um grande defensor da abolição da
escravatura. É possível encontrar na obra musical deste compositor afrodescendente, centenas de dobrados, marchas, frevos, polcas, valsas, música sacra,
árias para canto e hinos. Este acervo foi adquirido há trinta anos pelo Governo do
Estado da Bahia encontrando-se hoje disponível para pesquisas no setor de obras
raras da Biblioteca Central. Ficou marcada na história de Cachoeira a passeata
musical conduzida por ele em 13 de maio de 1888 que reuniu milhares de pessoas,
em sua maioria negros recém libertos, em comemoração a assinatura da Lei Áurea
pela Princesa Isabel.
Presente e futuro
 Neste cenário de grande tradição sonora e riqueza  cultural, não seria
possível deixar de se conectar o som à imagem (o que já vinha sendo feito de certa
maneira desde o surgimento do cinema com os irmãos  Lumière e posteriores
desenvolvimentos). De modo muito particular, o cinema e o audiovisual em
Cachoeira deu um grande passo para que se possa conquistar novos espaços e
desenvolver uma  intelligentsia sonoro-visual em níveis nacional e internacional,
através da primeira escola pública de cinema da Bahia no âmbito do curso oferecido
pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Com a implementação
deste novo núcleo audiovisual, variados estímulos serão proporcionados para que o
Recôncavo possa seguir o seu destino cinematográfico. Esta região do nordeste
brasileiro é utilizada como pólo de produção de cinema há 40 anos. Centenas de
documentários, novelas, filmes de média e curta metragem, bem como produções
nacionais e internacionais de filmes publicitários  já foram produzidos. Podemos
concluir que o audiovisual é há muito tempo, forte parceiro do Recôncavo. 
 
Espera-se que a esta iniciativa possam ser agregadas outras de grande
relevância para a região, e que o Brasil possa se orgulhar de tantos outros Glauberes que com toda a certeza surgirão, frutos de um meio e condições
propícias. Isto certamente proporcionará novas perspectivas e possibilidades para
um maior desenvolvimento do cinema e do audiovisual no Brasil.

Andersen Viana*

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Petrobras Sinfônica recebe Bangalafumenga


 A Orquestra Petrobras Sinfônica recebe o bloco de carnaval Bangalafumenga para o concerto Iberê Camargo IV, que será realizado no Teatro Oi Casa Grande, no dia 21 de novembro (quarta-feira), às 20h30. Sob regência de Carlos Prazeres, o programa é inteiramente dedicado a marchinhas de carnaval. Entre as 14 obras que serão executadas, estão músicas como “Pastorinhas” (Noel Rosa e João de Barro), “Balancê” (Braguinha e Alberto Ribeiro) e “Cantores do Rádio / Yes, nós temos bananas” (Braguinha e Alberto Ribeiro).

Para o Regente Assistente da Orquestra Petrobras Sinfônica, Carlos Prazeres, a Orquestra Petrobras Sinfônica está  absolutamente conectada com o espírito da cidade.

“A orquestra não poderia ficar de fora da ‘revolução’ que o carnaval carioca apresentou nos últimos anos, se recriando por completo e se tornando de fato a festa mais democrática do planeta. No dia 21/11 a orquestra cai na folia para reverenciar as célebres marchinhas de carnaval, patrimônio histórico da nossa cidade. E para isso se junta ao Bangalafumenga, este fascinante e irreverente bloco, certamente um dos símbolos desta revolução. Que Momo abençoe esta linda junção, que sem dúvida tornará o carnaval mais rico e divertido”, comemora.

Em seu quarto ano de existência, a série Iberê Camargo busca aproximar o popular do erudito, com o objetivo de atrair um público diversificado ao universo sinfônico. Ela recebe o nome do pintor gaúcho, dentro da tradição da orquestra de homenagear artistas plásticos brasileiros.

OS ARTISTAS

Carlos Prazeres: Carlos Prazeres é um dos mais requisitados maestros brasileiros de sua geração. Regente Assistente da Orquestra Petrobras Sinfônica, também é regente titular da Orquestra Sinfônica da Bahia. Dividiu o palco com artistas como Antonio Meneses, Rosana Lamosa, Fábio Zanon, Augustin Dumay, Wagner Tiso, João Bosco, Ivan Lins, Stanley Jordan e Milton Nascimento. Tem dirigido importantes conjuntos sinfônicos na França, Itália, em Salzburgo, EUA, Buenos Aires, Montevideo, Bogotá, Sinfônicas de Brasília, da Bahia, de Campinas, OSPA, OSUSP, Orquestra Amazonas Filarmônica, Jazz Sinfônica de São Paulo e Orquestra do Festival de Música de Santa Catarina. Graduou-se em oboé na Unirio e foi bolsista da Fundação VITAE com pós-graduação na Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim/Fundação Karajan. Desempenhou as funções de oboísta solista em Berlim, na OPES, OSB e OSTM.

Bangalafumenga: O grupo nasceu como bloco de carnaval no verão de 1997, e foi aos poucos ganhando espaço na Zona Sul carioca, onde invariavelmente as apresentações acabavam em grandes festas nas ruas. Com o sucesso do carnaval, os principais integrantes ficaram motivados a seguir com o trabalho durante o ano, fazendo shows com uma formação reduzida, mas sem perder a sonoridade e a característica festiva do bloco. Este foi o estopim para o surgimento da banda Bangalafumenga, de som direto, percussivo, dançante com uma linguagem poética simples.

Sobre a Orquestra: Completando 40 anos em 2012, a Orquestra Petrobras Sinfônica se consolida como uma das mais conceituadas do país e ocupa um lugar de prestígio entre os maiores conjuntos musicais da América Latina. Criada pelo maestro Armando Prazeres, a orquestra conta com uma formação de mais 80 instrumentistas e tem como Diretor Artístico e Regente Titular o maestro Isaac Karabtchevsky, o mais respeitado regente brasileiro e um nome consagrado no panorama internacional. A orquestra realiza a maior parte de sua temporada no Rio de Janeiro com suas séries tradicionais que homenageiam grandes nomes da pintura brasileira: Djanira e Portinari; além das séries Mestre Athayde, com concertos gratuitos nas igrejas do Rio, da Série Metrônomo, que apresenta concertos didáticos para alunos da rede pública, e muitas outras.

Modelo de gestão: A Associação Orquestra Pró Música do Rio de Janeiro, entidade que administra a orquestra, possui uma proposta administrativa inovadora, sendo a única orquestra do país gerida por seus próprios músicos. 

Sustentabilidade: Desde 2009, a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) gerada pelos espetáculos da Orquestra Petrobras Sinfônica é quantificada e neutralizada por meio do plantio e manutenção de árvores nas áreas rurais do Estado do Rio.

Sobre a PETROBRAS: A Petrobras patrocina a Orquestra Petrobras Sinfônica há 25 anos. A principal frente de atuação do patrocínio cultural da companhia é o Petrobras Cultural. Criado em 2003, é o maior programa de patrocínio cultural já lançado no país. A Petrobras busca contribuir para o fortalecimento das oportunidades de criação, produção, difusão e fruição da cultura brasileira, para a ampliação do acesso dos cidadãos aos bens culturais e para a formação de novas plateias.

Outros Apoios e Patrocínios: A Petrobras Sinfônica conta ainda com os patrocínios de: Akzo Nobel e Deloitte. E com os apoios culturais de: Avianca, Porto Bay Hotels e Radio MEC FM.


Programa:
Abertura
Braguinha

Pastorinhas - marcha rancho
Noel Rosa e João de Barro

Primavera no Rio
Braguinha
arr.: Pixinguinha
adaptação: Pedro e Paulo Aragão

Touradas em Madri
João de Barro e Alberto Ribeiro
arr.: Alexandre Caldi

Pirata da perna de pau / Tem gato na tuba - marcha
João de Barro
arr.: Ignez Perdigão

Copacabana - samba-canção
Braguinha e Alberto Ribeiro
arr.: Jayme Vignoli

Corre, corre lambretinha / Chiquita Bacana / Vai com jeito – pout-pourri de marchas
Braguinha
arr.: Paulo Aragão

Linda Lourinha
Braguinha
arr.: Josimar Carneiro

Balancê
Braguinha e Alberto Ribeiro
arr.: Paulo Aragão

Anda Luzia - marcha
Braguinha
arr.: Domingos Teixeira

Uma andorinha não faz verão - marcha-rancho
João de Barro e Lamartine Babo

Cadê Mimi
Braguinha e Alberto Ribeiro
arr.: Pedro Paes

Cantores do Radio / Yes, nós temos bananas - marchinhas
Braguinha e Alberto Ribeiro
arr.: Marcelo Caldi

A vida não tem bis
João de Barro
arr.: Luiz Brasil


Serviço: Série Iberê Camargo IV

Carlos Prazeres, regente
Bangalafumenga

Data: 21 de novembro (quarta-feira)
Horário: 20h30
Local: Teatro Oi Casa Grande
Endereço: Rua Afrânio de Melo Franco 290, Leblon
Capacidade: 976 pessoas.
Estacionamento: Shopping Leblon (Rua Professor Antonio Maria Teixeira).
Preço único: R$ 30
(Desconto de 50% para estudantes e terceira idade)
Venda de ingressos na bilheteria do teatro ou http://www.ingresso.com/
Telefone bilheteria: (21) 2511-0800 (3ª a 6ª feira: 15h às 21h / sáb: 15h às 21h30 / dom: 15h às 19h30)
Site: http://www.petrobrasinfonica.com.br/


Índios Yanomami ganham exposição no Prédio Histórico dos Correiros


Começou a montagem de um grande painel que ocupará a  a empena do edifício vizinho ao Prédio Histórico dos Correios, localizado no Vale do Anhangabaú, na cidade de São Paulo. A instalação tem como data de abertura domingo, 4, e recebe o nome de “Sonho Verde Azulado” da artista Claudia Andujar.
Com curadoria de Eduardo Brandão, o projeto conta com quatro imagens inéditas em dimensões gigantescas que, juntas, somam 1200m² e serão expostas no mezanino do Prédio Histórico dos Correios. E uma outra imagem com cerca de 270m² exposta na empena de um edifício vizinho.
O trabalho fotográfico de Claudia Andujar com os índios Yanomami se tornou a grande marca da trajetória da artista. Seu primeiro contato com eles foi ao inicio da década de 70, somando mais de 40 anos de atuação com os temas relacionados à luta pela preservação do povo Yanomami que permearam a concepção de seus trabalhos e a levaram, além do envolvimento artístico, a uma postura social e política em favor dos índios, tendo sido uma das fundadoras da Comissão pela Criação do Parque Yanomami.
A instalação terá longo período expositivo, permanecendo até novembro de 2013. E pela primeira vez o prédio ficará aberto para visitação durante os finais de semana, desde a data de abertura, 4 de novembro, até o final de janeiro de 2013.
As fotos nos prédios
No mezanino do Prédio Histórico dos Correios, as obras estarão expostas em grande formato nas quatro paredes que compõem o ambiente. Na instalação a disposição das imagens se apropriará desse gradeado e, cada quadrado, de 5x5m, irá conter um pedaço da fotografia. Juntos, formam duas imagens de 375m² e mais duas de 225m², somando 1200m² ao todo no ambiente interno do edifício.
Na empena do edifício vizinho ao Prédio Histórico dos Correios, que tem vista para o Vale do Anhangabaú, estará outra imagem exclusiva de Claudia Andujar. A proposta de expor uma fotografia com 270m² para a cidade dialogando com a instalação interna, fortalece uma das principais propostas do projeto Cidade Galeria.

ALBÉNIZ, ISAAC (1860 – 1909)




ESPANHOL – ESCOLA NACIONALISTA ESPANHOLA – c.150 obras

Vida. Pianista e compositor espanhol, nasceu em Camprodón, Catalunha, em 29 de maio de 1860, e morreu em Cambo-les-Bains, nos Pireneus, em 18 de maio de 1909. Menino prodígio, deu o seu primeiro concerto aos quatro anos. Aos sete anos foi recusada a sua admissão no Conservatório de Paris pela sua pouca idade, sendo matriculado no conservatório de Madrid. Fugiu de casa, tocando em várias cidades espanholas, e acabou por se esconder em um navio com destino à América Central, para escapar da perseguição dos pais. De lá foi para os Estados Unidos, onde ganhou a vida tocando em público.

Voltou para Europa, direto para a Alemanha, onde conseguiu entrar, em 1874, para o Conservatório de Leipzig, como aluno de Jodassohn e Reinecke. Voltou depois para a Espanha, recebendo do rei uma bolsa que lhe permitiu continuar os estudos no Conservatório de Bruxelas. Aí estudou composição com Gevaert e piano com Brassin. Em 1878 conseguiu receber lições de Liszt, cuja influência se fez sentir na técnica das suas peças mais importantes para piano. Depois de acompanhar Rubinstein numa excursão artística pela Europa e América, em 1880, ganhando grande reputação como pianista, foi ensinar em Barcelona. Em 1883 casou-se com Rosina Jordana e em 1885 voltou para Madrid.

Em 1890 Albéniz começou em Paris outro curso de composição, com Vincent
d’ Indy e Paul Dukas. No ano seguinte estabeleceu-se em Londres, onde foi contratado por um milionário inglês para musicar seus libretos. Com os libretos do seu patrono, compôs a ópera Enrico Clifford, apresentada em 1895.

Em 1893 Albéniz estabeleceu-se em Paris, decidido a aperfeiçoar cada vez mais a sua técnica de compositor, recomeçando a trabalhar com d’Indy e Dukas e assimilando os processos impressionistas de Debussy e Ravel. Em 1898 apareceram-lhe os primeiros sintomas da doença de Bright, da qual viria a morrer.

Caracterização. Pianista famoso, Albéniz foi, como compositor, um dos que iniciaram, na Espanha, a criação de um estilo musical nacional, baseado nos ritmos e motivos populares. Como outros jovens compositores espanhóis da época, seguiu Felipe Pedrell (1841-1922) no culto de uma arte musical genuinamente espanhola.

Produção. O poema sinfônico Catalonia (1899) e a coleção de peças para pianoIbéria (1906-1909) são as suas obras mais características. Nos quatro cadernos daIbéria evocou principalmente cenas e paisagens da Andaluzia, inspirando-se no rico folclore espanhol (1º caderno: “Evocación”, “El Puerto”, “Fête-Dieu à Seville” [“Corpus Christi em Sevilha”]; 2º caderno: “Rondeña”, “Almería”, “Triana”; 3º caderno: “El Albaicín”, “El Polo”, “Lavapies”; 4º caderno: “Málaga”, “Jerez”, “Eritaña”). As peças para piano Navarra e Azulejos foram terminadas por Granados.


MinC lança editais para criadores e produtores negros - Veja Programação completa



Anúncio será feito pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, em São Paulo, no Dia da Consciência Negra

O Ministério da Cultura lança, no próximo dia 20 de novembro – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra -, editais voltados aos criadores e produtores negros, em cerimônia a partir das 11h, no Museu Afro Brasil, no Ibirapuera, em São Paulo. Além da ministra Marta Suplicy, estarão presentes o diretor-curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo; os presidentes da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi; da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira; e da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim.
O foco das ações é estabelecer um novo paradigma em todas as linguagens apoiadas pelo MinC, com a participação efetiva da população negra, que representa 52% dos brasileiros, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “É uma justa reivindicação da comunidade negra”, diz a ministra, que, em encontro realizado em outubro, ouviu o desabafo dos produtores da cultura digital de que a cultura negra é apoiada pelo ministério, mas não é realizada por produtores e criadores negros.
Os editais são da Funarte, da Fundação Biblioteca Nacional e da Secretaria do Audiovisual, numa parceria com a Fundação Cultural Palmares e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR/PR). A iniciativa tem como objetivos formar novos escritores; elevar o número de pesquisadores negros e de publicações de autores negros; incentivar pontos de leitura de cultura negra em todo o país; além de premiar curtas dirigidos ou produzidos por jovens negros; entre outras ações.

Parque do Ibirapuera - Para marcar o dia 20 de novembro, além do lançamento dos editais, no Museu Afro Brasil, haverá programação no Parque do Ibirapuera, a partir das 10h, com diversas atrações e shows organizados pela Fundação Palmares. Entre os artistas confirmados, rapper Emicida, Samba Rural Paulista-Samba de Roda de Dona Aurora, Bateria da escola de samba Nenê da Vila Matilde, Baile do Simonal com Max de Castro e Simoninha. O cantor e compositor Martinho da Vila encerra a programação.

Programação

20 de Novembro – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra
No Museu Afro Brasil
11h: Lançamento dos Editais para Criadores e Produtores Negros ( Museu Afro Brasil)

12h: Coletiva de Imprensa – está aberto credenciamento (imprensa@cultura.gov.br)

Parque do Ibirapuera

10h: Ato Ecumênico de boas -vindas
Exposição de artesanato e produtos de comunidades quilombolas
Exposição de publicações da Fundação Cultural Palmares
10h30: Grupo de Congada de Santa Ifigênia

12h: Aulas e Roda de Capoeira (estimular o conhecimento da cultura e da prática herdada dos escravos em toda a sua dimensão: música, berimbau e demais instrumentos necessários à prática) e Circuito de Danças das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira

13h: Show com o rapper Emicida

15h: Samba Rural Paulista-Samba de Roda de Dona Aurora, grupo de Vinhedo formado por descendentes de africanos, que trabalharam como escravos nas fazendas de café da região, no século XIX. Usam pandeiro, atabaque, berimbau, viola, chocalho e bumbo

16h: Bateria da escola de samba Nenê da Vila Matilde, uma mais tradicionais escolas de samba da cidade de São Paulo, fundada em 1949 por Seu Nenê, falecido em outubro de 2010. A Nenê tem 11 títulos, dois tricampeonatos e foi coroada como “A Campeã do Século” no Carnaval de São Paulo

17h: Baile do Simonal com Max de Castro e Simoninha

18h: Lançamento de publicações da Fundação Palmares

19h: Show com Martinho da Vila, legítimo representante da MPB, um dos mais respeitados cantores do Brasil. Além de escritor e autor de dez livros, é idealizador do Concerto Negro – espetáculo sinfônico que enfoca a participação da cultura negra na música erudita

SERVIÇO:
Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra
20/11/2012 – Em São Paulo

10h – Parque do Ibirapuera: Comemoração com atividades e shows
(
Acesso pelos portões 3 e 10 – Av. Pedro Álvares Cabral)

11h – Museu Afro Brasil: Lançamento dos editais para criadores e produtores negros
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Parque Ibirapuera – Portão 10