segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Estilistas afirmam que moda é cultura e pedem incentivo fiscal



Em encontro dos criadores de moda com Marta Suplicy, na semana passada, estilistas pediram à ministra que a Lei Rouanet possa ser usada para o financiamento de desfiles. “Temos de compreender que a moda é uma forma de arte. Quando a crítica especializada escreve sobre desfiles, por exemplo, sua argumentação se baseia na ideia de que aquela apresentação é um objeto artístico”, afirmou o estilista Reinaldo Lourenço. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
Também foram discutidas questões da cadeia de produção, como taxas de importação, acesso a matéria-prima, decadência da indústria têxtil local e especialização de mão de obra.
Para o estilista Samuel Cirnansck, não se trata de popularizar as apresentações, mas de torná-las bens culturais. “Na França, desde o século 15 o Estado reconhece a moda como patrimônio cultural e a apoia financeiramente”, analisa.
Marta Suplicy frisou seu interesse em ajudar o setor, mas indicou que o apoio deve vir de outros caminhos que não a Rouanet. “É preciso estudar mais, e a solução pode estar na nova lei em tramitação [Procultura] ou em outro recurso do ministério. Mas o certo é que reunir o grupo, pensar soluções, compreender que o universo de possibilidades pode ser maior é um grande passo”, diz Marta.

4ª Edição do Prêmio Culturas Indígenas


O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, e a Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ARPIN-Sul), publicaram hoje (16) no Diário Oficial da União (Seção 3, páginas 17 a 19), a 4ª Edição do Prêmio Culturas Indígenas. O concurso, cujas inscrições estarão abertas a partir de 5 de novembro, terá um investimento total de R$ 1.650.000,00 e premiará 100 iniciativas de todo o país que tenham como objetivo o fortalecimento das expressões culturais dos povos e comunidades indígenas. Os interessados terão até 5 de fevereiro de 2013 para participarem do concurso.
“A proposta é valorizar a rede de saberes e práticas culturais, dando visibilidade às mais de 300 etnias indígenas de nosso país e à rica contribuição desses povos para o patrimônio cultural brasileiro”, afirma a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg sobre o Prêmio que é realizado com o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet.
Criado pelo Ministério da Cultura, em 2006, em parceria com organizações da sociedade civil e com o Colegiado Setorial de Culturas Indígenas, o Prêmio já reconheceu 276 iniciativas de fortalecimento cultural dos povos indígenas.O Prêmio, que a cada edição homenageia uma liderança indígena, tem, nesta edição, como homenageado o Cacique Raoni Metuktire, conhecido internacionalmente por sua luta pelos direitos dos povos indígenas e pela preservação das florestas e dos rios da Amazônia. Já foram homenageados nas três edições anteriores as lideranças Angelo Cretã (2006), Xicão Xukuru (2007) e Marçal Tupã-Y(2009).
Nesta 4ª Edição, serão premiadas 100 iniciativas, sendo 70 (setenta) prêmios no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada um, destinados a iniciativas locais ou que envolvam mais de uma comunidade ou povo indígena; e 30 (trinta) prêmios no valor de R$ 20.000,00 (Vinte mil reais) cada um, destinados exclusivamente a iniciativas culturais que contemplem mais de uma comunidade e/ou povo indígena.
Os projetos apresentados podem ser desenvolvidos em diversas áreas das expressões das culturas indígenas como: Terras e territórios indígenas; Religião, rituais e festas tradicionais; Músicas, cantos e danças; Língua indígena; Narrativas simbólicas, histórias e outras narrativas orais; Educação e processos próprios de transmissão de conhecimentos;Meio ambiente e sustentabilidade das culturas indígenas; Medicina indígena; Alimentação indígena; Manejo, plantio e coleta de recursos naturais; Culinária indígena; Jogos e brincadeiras;Arte, produção material e artesanato; Pinturas corporais, desenhos, dentre outras formas de expressão próprias das culturas indígenas.
Durante todo o prazo em que as inscrições estiveram abertas a ARPIN- Sul, entidade realizadora do Edital, juntamente com a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, promoverá oficinas em todo o país sobre o Edital.
Inscrições

Para participar do Prêmio Culturas Indígenas 2012 os proponentes deverão encaminhar, obrigatoriamente, à Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ARPINSUL), um documento que comprove a participação e aprovação da(s) comunidade(s) na elaboração da iniciativa cultural e uma Carta de Declaração do representante da iniciativa cultural, além do formulário de inscrição devidamente preenchido.
O preenchimento do formulário de inscrição poderá ser feito de forma oral, através de gravação em áudio ou vídeo (CD, DVD ou outro meio disponível) usando como roteiro obrigatório o formulário de inscrição; pela internet, respondendo e enviando a ficha de inscrição através do site www.premioculturasindigenas.org.br; escrito à mão usando caneta; ou digitado, usando o computador, impressora ou gravação de arquivo em CD ou DVD.  No caso de inscrição oral, a gravação deverá ser feita em português ou na língua materna com tradução simultânea em português.
O documento de apoio da comunidade à iniciativa,as declarações,o formulário de inscrição e o material complementar, como, por exemplo, CDs, DVDs, folhetos, cartazes deverão ser enviados via Caixa Postal ou via Internet (www.premioculturasindigenas.org.br). O envio pelo Correio deve ser feito por meio de carta registrada para o seguinte destinatário:

PRÊMIO CULTURAS INDIGENAS
4a Edição – Raoni Metuktire
Caixa Postal 66256
São Paulo, SP – CEP: 05314-970

Seleção

Após encerrado o período de inscrições, uma Comissão Técnica da ARPIN-Sul, fará a avaliação dos projetos que poderão ser habitados ou inabilitados. Os projetos selecionados serão apreciados depois por uma comissão constituída por, no mínimo 11 (onze) membros titulares e suplentes, sendo 6 (seis) índios e 5 (cinco) não índios, de notório saber e de reconhecida atuação na área das culturas indígenas.Os integrantes da comissão serão indicados pela ARPIN-Sul e pela Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.
Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3938-3559 ou pelo e-mail premioculturasindigenas@gmail.com.

Brasília terá Centro de Informação e Referência da Cultura Negra



O encontro entre a ministra Marta Suplicy e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, nesta quarta-feira (31/10) culminou com a assinatura do termo que efetiva a doação do terreno, às margens do Lago Paranoá, à Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) para a construção do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra.
A assinatura do termo contou, também, com a presença do presidente da FCP, Eloi Ferreira de Araujo, do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Junior, e da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), Jurema de Sousa Machado.
“Este documento é muito importante, pois viabilizará a construção de um museu único no país, com um rico acervo voltado para a temática afro-brasileira”, comemorou a ministra.
O espaço tem mais de cinco mil metros. Além do museu, abrigará ainda vários espaços como galerias para exposição, teatro de arena, praça de alimentação e será coordenado pela FCP. O termo prevê a doação para a União através do Ministério do Planejamento e posterior repasse à Fundação Cultural Palmares.
A ministra afirmou que pretende contribuir e cooperar com a agenda cultural da cidade. “Brasília é o Brasil, há pessoas de todos os lugares do país e queremos contribuir para o desenvolvimento de ações e iniciativas culturais da cidade e, para isso, precisamos saber as prioridades do governo local”.
O governador informou que, após a reforma de bens históricos como o Panteão da República e o Catetinho, a prioridade é a reforma do Teatro Nacional, orçada em cerca de R$ 80 milhões. A ministra afirmou que trabalhará para conseguir parte dos recursos.
Em relação ao Legado Cultural da Copa do Mundo FIFA 2014, Marta se colocou à disposição para o investimento na construção de uma Arena Cultural permanente na cidade. “Em outras cidades reformaremos a adaptaremos espaços existentes, mas em Brasília poderemos construir esse equipamento cultural que ficará de legado da Copa para a cidade”, afirmou a ministra.
O governador Agnelo Queiroz falou do esforço que seu governo vem fazendo para recuperar as áreas tombadas do Patrimônio Histórico de Brasília. De seu diálogo com a presidente do Iphan, Jurema de Sousa Machado, surgiu a possibilidade de se criar um instrumento regular, ou uma mesa de negociação permanente, com o intuito de aprimorar o diálogo entre o Governo do Distrito Federal e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Violão no Masp


Orquestra Filarmônica Bachiana dia 13/11 no Teatro Bradesco



João Carlos Martins, músico brasileiro reconhecido mundialmente, se apresenta no dia 13 de novembro às 21h, no Teatro Bradesco, com um repertório contagiante e emocionante. Um espetáculo grandioso que faz referência aos mais renomados compositores da música clássica e contemporânea.
Maestro João Carlos Martins
O maestro João Carlos Martins se eleva a um patamar raramente alcançado por outros músicos brasileiros no século XX. Considerado um dos maiores intérpretes de Johann Sebastian Bach, teve como um dos pontos altos de sua carreira a gravação da obra completa para teclado deste gênio da música. Logo após, devido a problemas físicos, teve que abandonar a carreira de pianista, canalizando para a regência, sua paixão pela música.
Filarmônica Bachiana SESI SP
A qualidade dos músicos da Filarmônica Bachiana, selecionados entre as melhores orquestras brasileiras, tem sido elogiada pelo mundo afora. São profissionais que fazem questão de aprimorar seu talento com trabalho e estudo. Assim, a orquestra, fundada em 2004, não tardou a ganhar o merecido reconhecimento. Após cinco temporadas em que se apresentou pelo Brasil, encantou o público americano com cinco atuações de gala, sendo duas no Carnegie Hall em 2007 e 2008 e três no Lincoln Center em 2009, 2010 e 2011 – NY.
Escola de Samba Vai-Vai
No início do século, havia no bairro do Bixiga um time de futebol e grupo carnavalesco chamado Cai-Cai, que utilizava as cores preto e branco. Por volta de 1928, um grupo de amigos, ajudava a animar os jogos e festas realizadas pelo Cai-Cai, porém eram sempre vistos como penetras e arruaceiros, sendo apelidados de modo jocoso como “a turma do Vae-Vae”. Expulsos do Cai-Cai, estes criaram o “Bloco dos Esfarrapados”, e paralelamente, o Cordão Carnavalesco e Esportivo Vae-Vae, que foi oficializado em 1930.
O primeiro desfile oficial do Cordão Vai Vai, foi em fevereiro de 1930, o tema era sobre São Paulo e o samba novamente foi feito por Henricão:- “Salve São Paulo, tens o céu cor de anil/ Possui a riqueza e a grandeza, és o coração do Brasil”. As fantasias eram livres, e nelas predominavam o preto e o branco.
Desde então todos os anos a Escola de Samba Vai-Vai se supera e emociona os foliões com seus desfiles.
A. Vivaldi
Concerto para 4 violinos em Si Menor – Opus3 nº 10
J. S. Bach
Suite Orquestral nº 3
Overture
Ária
Gavotte I/II
Bourrée
Gigue
H. Villa-Lobos
Melodia Sentimental
Solista: Jean William
H. Villa-Lobos
Evocação
Solista: Jean William
H. Villa-Lobos
Trenzinho Caipira da Bachiana Brasileira nº 2
Solista: Bateria da Vai-Vai
M. Araújo
Prelúdio, Fuga e Samba
Solista: Bateria da Vai-Vai
Evento: Orquestra Filarmônica Bachiana SESI SP sob regência do maestro João Carlos Martins

Data: terça-feira, 13 de novembro de 2012
Horário: 21h
Classificação etária: livre
Duração aprox.: 60 min.
Teatro Bradesco – www.teatrobradesco.com.br
Piso Perdizes do Bourbon Shopping São Paulo – Rua Turiassú, 2100, 3º piso, Pompéia
Realização: Opus Assessoria e Produções Artísticas

INGRESSOS
Setor Valor
Balcão Nobre R$ 70,00
Frisa 2º andar R$ 60,00
Frisa 3º andar (1ª fila) R$ 50,00

Ariano Suassuna inaugura 1ª edição da Flupp


 Aula-espetáculo do autor pernambucano e shows marcaram a abertura; organizadores adiantaram que o poeta Wally Salomão será o homenageado da edição 2013

Para Yara Francisca, de 60 anos, moradora do morro da Fallet, em Santa Teresa, a abertura da 1ª edição da Festa Literária Internacional das UPPs (Flupp), nesta quarta-feira (7), foi um dia mais do que especial. Yara, que vive na favela desde que nasceu, tinha pela primeira vez um evento literário próximo de sua casa. Ela vibrava e aplaudia a apresentação da Orquestra de Vozes Meninos do Rio, composta por cerca de mil vozes de crianças de escolas públicas da cidade.
 - Está tudo muito bonito. Fiquei sabendo da festa quando vim pegar minha neta na escola. Estou adorando - contou ela que pretende participar de todos os dias do evento.
Junto a ela, mais de mil pessoas acompanharam o primeiro dia de atividades da Flupp, no Ginásio Experimental Olímpico, em Santa Teresa, entre alunos, professores, autoridades, como o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e a secretária municipal da Educação, Claudia Costin, moradores da favela e escritores. 
Além do coral, que cantou os clássicos "Garota de Ipanema" e "Cidade Maravilhosa", a abertura contou também com uma aula-espetáculo do escritor pernambucano Ariano Suassuna e os shows de MV Bill e do rapper líbio MC Swat.
A expectativa é de que, até domingo, cerca de 10 mil pessoas circulem pelas tendas no Morro dos Prazeres, onde ocorrerão debates com autores e contação de histórias.
O clima da festa girava em torno de Lima Barreto, homenageado desta edição da Flupp, e que teve sua vida e sua obra relembrada pelo escritor João Paulo Cuenca. Durante a abertura, a professora da UFRJ e crítica literária Heloísa Buarque de Hollanda, uma das organizadoras da festa, afirmou que todos os presentes participavam de um dia histórico para a literatura brasileira. Ao longo do discurso, Heloísa deixou escapar o que parecia ser um segredo: o poeta Wally Salomão será o homenageado da edição do ano que vem.
- Este dia ficará marcado para sempre na história da literatura e da educação brasileira. A Flupp não é uma festa regional, está aberta para todos e integra a cidade inteira. De repente me bateu uma saudade do Wally Salomão, acho que ele gostaria muito de ver como está isso aqui. Vamos homenageá-lo no ano que vem - disse Heloísa, visivelmente emocionada, no palco do Ginásio.
Por volta das 19h30m, o escritor pernambucano Ariano Suassuna, atração mais aguardada da abertura, subiu ao palco. Suassuna apresentou uma versão reduzida da sua tradicional aula-espetáculo e divertiu o público no morro do Fallet. Logo no início, como costuma fazer, reclamou de sua 
- Minha voz é feia, rouca e fraca, mas espero que vocês gostem do que eu vou falar - brincou o escritor, que afirmou estar muito tocado por participar da festa literária. - Machado de Assis dividia o Brasil em dois: o real e o oficial. Esta festa é para o Brasil real.
Para uma plateia atenta aos seus causos, o autor de "Auto da Compadecida" (Agir) relembrou a história de cordel que o impulsionou a escrever a peça. Suassuna contou também um episódio em que um dramaturgo perguntou a ele se o fato de nomear os personagens com nomes sertanejos como João Grilo e Chicó não prejudicava a tradução do romance. De bate pronto, Suassuna respondeu:
- E eu lá vou me preocupar com a tradução dos meus romances? Eu escrevo em português e para o povo brasileiro. O resto não me preocupa - contou o autor, que arrancou aplausos da plateia ao explicar que o romance foi bastante traduzido e João Grilo virou "John Cricket" na tradução para o inglês.   
Os shows do escritor e músico Bráulio Tavares, e dos rappers MV Bill e do líbio MC Swat fecharam o primeiro dia da Flupp. Nesta quinta-feira, a programação começa cedo em novo endereço, na Tenda Policarpo Quaresma, no Morro dos Prazeres, com contação de histórias na parte da manhã e debates à tarde.

Camerata Aberta no Sesc Consolação


CAMERATA ABERTA
Quarta-feira, 14 de Novembro, 21 horas
Camerata Aberta
Direção artística: Sérgio Kafejian

Direção musical e regência
Guillaume Bourgogne
Solista convidado: Claude Delange, saxofone

Programa
·        Tristan Murail (1947- ) - Le Lac, para ensemble
·        Michael Jarrell (1958- ) - Résurgences, para saxofone alto e grupo de oito instrumentos
·        Pierre Boulez (1925- ) - Dérive I, para seis instrumentos
·        Jacques Ibert (1890-1962) - Concertino de câmara para saxofone alto e onze instrumentos
  • Allegro con moto
  • Larghetto - animato molto

Sesc Consolação (teatro Anchieta, 280 lugares)
Rua Dr. Vila Nova 245, Vila Buarque, tel. 3234-3000
INGRESSOS
R$ 10,00 (inteira)
R$ 5,00 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino), R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes). À venda pelo sistema IngressoSesc.
Duração: ~ 60 minutos
Indicação etária: não recomendado para menores de 12 anos

CGU RECEBE PROPOSTAS PARA FÓRUNS DE 2013





Início: 9.11.2012

A Coordenadoria Geral da Universidade (CGU) recebe, até o dia 9 de novembro, propostas de fóruns para o calendário de 2013. Os docentes interessados devem preencher o formulário e encaminhá-lo para o e-mailforunspermanentes.cgu@reitoria.unicamp.br. Os contemplados serão notificados por e-mail.

São 48 datas reservadas. A seleção levará em consideração a possibilidade de espaço e a diversidade de temáticas. Se houver necessidade, alguns proponentes poderão ser chamados para uma reunião. O resultado final deverá ser divulgado até o dia 29 de novembro.
“Os Fóruns Permanentes tem o objetivo de promover debates sobre assuntos que contribuem para o desenvolvimento científico, econômico, cultural e social do país, nos campos do ensino, da pesquisa e da extensão. Eles possibilitam a integração das comunidades interna e externa à Unicamp”, escreve o professor Edgar De Decca.

Convidada do Movimento Elefantes, a Speakin’ Jazz Big Band faz show com músicas dos grandes mestres do jazz



A Speakin’ Jazz Big Band sobe ao palco do Teatro da Vila para apresentar um show, em 12 de novembro, segunda–feira, às 21h. Convidada do Movimento Elefantes, a banda faz show com repertório que inclui arranjos e composições de grandes mestres do jazz, a exemplo de Sammy Nestico, Gordon Goodwin, Thelonious Monk, Thad Jones, entre outros.

As apresentações no Teatro da Vila acontecem sempre às segundas-feiras, às 21h. A cada semana uma orquestra do coletivo sobe ao palco para mostrar seu repertório e ao final de cada apresentação o público contribui com a quantia que achar justa, no sistema “pague quanto vale”.

Speakin’ Jazz Big Band
Criada em Março de 2011, a Speakin’ Jazz Big Band é uma das poucas big bands em São Paulo que respeita a estrutura clássica de uma big band: 5 saxofones, 4 trombones, 4 trompetes, bateria, contrabaixo, guitarra e piano. Atualmente, tem como objetivo executar as músicas dos grandes mestres do jazz das décadas de 50, 60 e 70. Do swing clássico de Count Basie Big Band até o jazz refinado de Thad Jones & Mel Lewis Big Band, a Speakin’ Jazz procura falar com o público com muita improvisação e um repertório rico com doses de energia e de elegância.

Movimento Elefantes
Elefantes é um movimento de bandas de sopro (orquestras ou big bands) integrado por dez grupos paulistas: Banda Urbana, Projeto Coisa Fina, Projeto Meretrio, Big Band da Santa, Reteté Big Band, Grupo Comboio, Soundscape Big Band, Orquestra HB, Banda Savana e Banda Jazzco.

É também uma iniciativa inédita, sendo a primeira vez que um coletivo de big bands se reúne para difundir e formar público para a música instrumental por meio de ações colaborativas. Todos os grupos trabalham com músicas autorais, além de interpretarem grandes compositores brasileiros, latinos e do jazz. Apesar de contarem com uma formação instrumental parecida (saxofones, trompetes, trombones, baixo, guitarra, piano e bateria), cada grupo tem uma sonoridade e trajetória particular.

O grupo mais novo tem três anos (Projeto Meretrio) enquanto o mais velho, 36 (Banda Jazzco). Todos os grupos já rodaram pelas principais casas do circuito musical da cidade de São Paulo e por muitos festivais, teatros, SESCs e SESIs Brasil afora.

O Movimento Elefantes tem mobilizado o circuito de música instrumental também por ações divulgadas na internet.  O   Coletivo  tem site  próprio  e  está nas principais mídias sociais como o Twitter e o Facebook. O Movimento também exibe shows, por internet, ao vivo, pelo site http://www.shownaweb.com/ ;http://www.movimentoelefantes.com/;http://twitter.com/movelefantes ; http://www.shownaweb.com/.

Integrantes:
Saxofones: Gerson Galante (lead), Rodrigo Nascimento, Diego Lisboa, Marcelo Curumim e Hector Galhardo
Trombones: Joabe Farias (lead), Douglas Felicio, Ruben Marley, Roberto Michael
Trompetes: Otavio Nestares (lead), Marcos Will, Henrique Messias e Marcos Braga
Contrabaixo: Gustavo Sato
Guitarra: Vinícius Gomes
Piano: Fernando de Gino
Bateria: Bruno Tessele


Repertório:
Splanky – Neil Hefti
High Maintenance – Gordon Goodwin
Cherry Juice – Thad Jones
Count Bubba Revenge – Gordon Goodwin
It Only Happens Every Time – Thad Jones
Ya Gotta Try – Sammy Nestico
Big Dipper – Thad Jones
Straight No Chaser – Thelonious Monk
Basie Straight Ahead – Sammy Nestico

Festival Mix Brasil reúne 148 filmes

A programação da 20ª edição do evento também terá espetáculos teatrais, shows e literatura

Há um fator que homogeneíza parte do rol de produções do 20.º Mix Brasil tanto quanto a temática da diversidade sexual. Os jovens - adolescentes e pós-adolescentes - imperam no cardápio dos 148 filmes incluídos na programação que começa hoje, em São Paulo. Neste ano, o festival volta-se àquele segmento para tentar entender como se dá a percepção, autoaceitação e relação de suas sexualidades com quem os rodeia.

A reunião de tantos títulos com o mesmo tema no Mix reflete o que tem sido visto em seus similares pelo mundo, afirma André Fischer, um dos diretores do evento ao lado de João Federici. "É uma questão internacional de renovação de público mesmo. Há uma preocupação desses festivais de programarem filmes jovens para trazer esse público, o que já ocorre há um tempo. Aqui, no Brasil, a gente ainda não sentiu isso tão forte, mas cada vez mais há sinais dessa mudança."
Esse público, no entanto, não parece preocupado em levantar bandeiras ou aceitar rótulos que determinem sua sexualidade, acredita o diretor. "Hoje, o quadro é diferente do que era um tempo atrás. Havia uma questão de afirmação de identidade e hoje é difícil dizer o que seria essa identidade gay. É algo que está se formando. O padrão, para essa nova geração que está na adolescência, já não vale mais. Então, nós estamos pesquisando, tateando o que seria essa nova sexualidade", revela Fischer. 

Pensamento que encontra eco em depoimentos como o do estilista Dudu Bertholini, no documentário A Volta da Pauliceia Desvairada, de Lufe Steffen, um retrato agridoce da agitada noite gay de São Paulo. "Hoje em dia, a questão é mais a personalidade do que a 'escolha' sexual", diz. 
A diversidade também está presente em outra característica do evento. No caso, nos países de origem das obras, 25 ao todo. A Argentina comparece com três longas. Em dois deles, o universo teen é o alvo. Em O Espaço Entre Nós Dois, de Nadir Medina, esse desinteresse pela definição de identidades de que fala Fischer fica mais claro. A história mostra o dia seguinte de uma noitada na vida de dois rapazes e uma moça. 

Do outro lado do oceano os jovens continuam no foco, mas por vezes precisam lidar com questões ainda mais ásperas. Em um país onde 55% da população acredita que homossexuais deveriam procurar ajuda médica, um casal de jovens da Romênia recebeu uma câmera do diretor Claudiu Mitcu para filmar seu dia a dia por dois anos, em Nós Dois. "Há esperança, se pensarmos que apenas dez anos atrás você poderia ir para a cadeia por expressar abertamente sua homossexualidade. Mas estamos muito longe de estar à vontade com o assunto", contou o diretor ao Estado. 
o documentário, há cenas de uma tímida parada LGBT em Bucareste e passeatas de fundamentalistas que pregam nas ruas que gays e lésbicas deveriam "formar seu próprio país num deserto da Líbia ou da Austrália". Enquanto os dois rapazes sofrem com a dificuldade dos pais de lidarem com suas orientações sexuais, Mitcu diz que quis transmitir "que todos devem se sentir livres para se expressarem se nenhum mal está sendo feito a ninguém".

Outra geração. A terceira idade é a outra borda etária que merece atenção do evento. Ela surge, por exemplo, no francês Nosso Paraíso, que retoma a parceria de Gaël Morel e Stéphane Rideau revelados em Rosas Selvagens, filme de 1994 de André Techiné, no qual vivem um triângulo amoroso com a bela Élodie Bouchez. 
Aqui, Gaël é o diretor do longa que trata de Vassili (Rideau) - um prostituto chegando aos 40 anos - que se envolve com um rapaz mais jovem enquanto rouba e mata homossexuais idosos. Morel diz que sua inspiração veio de histórias de Bret Easton Ellis e filmes de Gregg Araki e não se preocupa se passa uma imagem amarga da velhice ou negativa dos gays. "Eu projetei o meu filme como uma reação contra a representação normativa da nossa sociedade atual. Uma ideia a que eu trago uma resposta sexual", diz o cineasta. 

Além de filmes, o Mix conta com espetáculos teatrais, eventos literários e atrações musicais e ocorre até dia 18 em São Paulo. Depois, segue para o Rio, onde ganha algumas produções inéditas na cidade e o braço teatral - Dramática em Cena - pela primeira vez na capital fluminense.

MIX BRASIL
 
Abertura nesta quinta-feria, 08, às 21 h, no Cinesesc, com a exibição do filme No Caminho das Dunas, de Bavo Defurne.
Programação completa e salas de exibição: 
www.mixbrasil.org.br

II Fórum Patrimônio Cultural 2013 - Inscrições de projetos até 12/Nov



Para melhor cisualização clique sobre o flyer

Município de Vigia recebe o Painel Funarte de Bandas




A cidade de Vigia de Nazaré, no nordeste paraense, sediará o Painel Funarte de Bandas de Música, ação da Fundação Nacional de Arte do Ministério da Cultura, no período de 7 a 11 de novembro. O evento será realizado em parceria com a Fundação Carlos Gomes, responsável por providenciar a estrutura que acolherá, este ano, mais de 500 músicos inscritos.
Com o objetivo de aprofundar a prática tradicional das bandas de música, principalmente em municípios do interior dos estados brasileiros, ampliando e atualizando o conhecimento dos músicos e regentes, esta ação exerce uma função fundamental quando estimula a troca de informações ao reunir músicos de origem e formações diversas para um trabalho intenso, com duração de uma semana, oferecendo 10 cursos voltados para os instrumentistas de sopro, como flauta, saxofone, trompete e trombone, mas também de percepção musical, regência e prática de conjunto, além de manutenção de instrumentos de sopro.
Os ministrantes são músicos oriundos de vários estados e que trazem uma rica bagagem pedagógica e artística: Nailor Proveta (Instrumentação e Arranjo), Luis Caldana (Percussão), Marcelo “Bam Bam” (Trombone) e Dario Sotero (Regência) de São Paulo, Zezé Queiroz (Percepção Musical), Leandro Soares (Trompete) e Andréa Ernest Dias (Flauta) do Rio de Janeiro, Cristina Arruda (Percepção Musical) de Minas Gerais, Carlos Rieiro (Clarineta) e Valmir Silva (Tuba/Bombardino) da Paraíba, Rodrigo Capistrano (Saxofone) do Paraná, e Sergio Silva (Reparo e manutenção de instrumentos) de Santa Catarina.
Uma equipe da FCG está desde a semana passada no município da Vigia trabalhando nos preparativos do evento. As inscrições superaram, e muito, a expectativa, e a estrutura requer uma produção diferenciada para receber tantos músicos. “A cidade tem longa tradição musical e está se preparando para receber e atender esta grande demanda”, conta Jorge Sousa, Diretor de Interiorização da instituição e coordenador local do projeto.
“Nunca se teve este número de inscritos num painel!”, disse Marcelo Jardim, coordenador pedagógico dos Painéis Funarte de Bandas. “A Funarte encontrou na FCG um parceiro consciente da meta do Ministério da Cultura, porque tem sintonia com a vontade e necessidade dos músicos paraenses, investindo e estimulando o ensino musical, em todos esses anos, e isso se reflete no número excepcional de interessados em participar”, completou Jardim, que também está em Vigia participando dos preparativos para a abertura dos trabalhos, a partir das 9h desta quarta-feira, 7, na Escola Estadual Presidente Kennedy. Um desfile de músicos vigienses pelas ruas da cidade vai abrir a programação.

Texto:
Maria Christina - FCG
Fone: (91) 3201-9452 / (91) 9622-6814 / 8198-9370
Email: 
fcarlosgomes.imprensa@gmail.com

Fundação Carlos Gomes
Av. Gentil Bittencourt, 909. Belém-PA. CEP: 66040-000
Fone: (91) 3201-9478
Site: 
www.fcg.pa.gov.br Email: gabinete@fcg.pa.gov.br

Festa Literária Internacional das UPPs continua no Rio de Janeiro, confira programação completa.



012 - PROGRAMAÇÃO

Quarta-feira, 7/1

17h – Orquestra de Vozes Meninos do Rio.

Criada em 1998, a Orquestra é composta pelo coro de alunos de 23 escolas da Prefeitura e tem como objetivo estimular a inteligência musical das crianças. Cerca de mil alunos do 1º ao 9º ano compõem a Orquestra.

18h – Abertura solene

18h30 – Palestra: Ariano Suassuna

Ariano Suassuna é dramaturgo, poeta e romancista que combina o erudito e o popular em suas obras e desde 1990 ocupa a cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras.
20h – Show de Bráulio Tavares
Bráulio Tavares é escritor, cronista, roteirista, poeta e compositor. Em 1989, recebeu o Prêmio Editorial Caminho de Ficção Científica por seu livro “A Espinha Dorsal da Memória”. Seus pocket-shows fizeram dele uma das figuras mais cultuados da cena carioca na década de 1980. Não faz um show no Rio de Janeiro há quase 20 anos.
20h35 – Show de MV Bill e MC Swat
MV Bill é rapper, escritor e ativista social. Seu trabalho na música e na literatura retrata o cotidiano das favelas do Rio de Janeiro.
MC Swat é um dos rappers que embalaram musicalmente a luta contra o regime de Muammar Gaddafi
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Quinta-feira, 8/11

13h – Mesa com Beatriz Resende e Luciana Hidalgo. Mediação: Luiz Antônio Simas.

Tema – Antes tarde do que nunca
Afonso Henriques de Lima Barreto foi o primeiro escritor brasileiro a incluir a periferia em suas narrativas tanto do ponto de vista do território quanto da linguagem. Pagou um alto preço por isso, morrendo louco e miserável. A professora Beatriz Rezende e a escritora Luciana Hidalgo, as duas maiores conhecedoras de sua obra, estão participando dos esforços de resgatar sua importância para a literatura nacional. Ambas deram grandes contribuições para que o primeiro escritor brasileiro a se ver como negro hoje tenha sua obra traduzida para diversas línguas, adaptada para o cinema e conquistado o coração das novas gerações. Lima Barreto é o autor homenageado da I Festa Literária Internacional das UPPs.
Luiz Antônio Simas é escritor (“Samba de Enredo: História e Arte”, ed. Record), pesquisador e mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

15h – Mesa com Susie Nicklin e Yvvette Edwards. Mediação: Toni Marques.

Tema – Diferente é você

Londres é a cidade mais cosmopolita do mundo. Cabe de tudo naquele melting pot futurista, no qual muçulmanas de burca e punks com cabelo moicano pintado de verde convivem confortavelmente na mesma calçada. Esta diversidade produziu uma literatura altamente inventiva, capaz de criar gêneros que vão da chic-lit de “Diário Bridget Jones” ao young adult de J. K. Rowling, passando pela literatura engajada no melhor estilo Charles Dickens e, claro, pelo pop de Nick Hornby. É dessa pluralidade de que falarão Susie Nicklin, diretora de literatura do British Council, e Ivvette Edwards, uma negra de origem jamaicana cujos livros são panfletos polvilhados com o açúcar dos grandes canaviais da terra de seus ancestrais.

17h – Mesa com Thomas Brussig e Marcos Alvito. Mediação: Igor Cavaco.

Tema – Jogo duro

O escritor alemão Thomas Brussig e o antropólogo carioca Marcos Alvito têm vários pontos em comum, como, por exemplo, o fato de ambos terem passado os melhores anos de suas vidas sob o tacão de uma ditadura – no caso de Brussig, a do proletariado; no de Alvito, a militar. Os dois produziram livros nos quais o direito à juventude foi cerceado por uma conjuntura política desfavorável. Outro ponto que os une é o amor pelo futebol, presente na mais recente produção de ambos. Thomas Brussig, que joga na seleção alemã de escritores, publicou “Schiedsrichter Fertig – Eine Litanei”, infelizmente ainda não traduzido para o português. O carioca está publicando, na internet, “A Rainha de Chuteiras”. Esta mesa, que tem o apoio do Instituto Goethe, discute os vínculos entre o futebol, a política e a literatura.
Igor Cavaco é jornalista e trabalha na coluna A pelada como ela é, publicada semanalmente no jornal O Globo.

19h – Juan Pablo Villalobos. Mediação: Toni Marques.

Tema – Entranhas mexicanas

Como a literatura é capaz de retratar de modo belo o mundo do filho de um traficante mexicano.
Livro de estreia do mexicano Juan Pablo, “Festa no Covil” está sendo aclamado mundialmente, tendo sido publicado na Espanha, no Brasil (ed. Cia das Letras), na Grã-Bretanha, na Romênia, na Holanda e na Itália, entre outros países. A tradução inglesa foi finalista do prêmio de livro de estreia do jornal britânico “The Guardian”. A obra concilia todos os aspectos que fizeram da narcoliteratura um dos gêneros mais populares do mundo com um olhar intimista, quase psicanalítico, para as entranhas de uma das sociedades mais complexas do mundo.
Villalobos, que atualmente mora em Campinas com sua mulher brasileira, acaba de lançar seu segundo romance na Espanha.
Depois da entrevista, um menino ator lerá trechos da “Festa”, e Juan Pablo responderá a perguntas da plateia.
Toni Marques é jornalista, escritor e curador da FLUPP.
Sexta-feira, 9/11
13h – Mesa com Bernardo Kucinski e Arnaldo Bloch. Mediação: José Goldfarb.

Tema – Memória coletiva, dor individual

Realidade e ficção de judeus brasileiros: marginalização, integração e poder.
Bernardo Kucinski é jornalista, professor e escritor. Foi assessor da Presidência da República no primeiro mandato do Presidente Lula. Escreveu vários livros de não-ficção até se aventurar no romance “K”, no qual transpôs para a literatura a dura experiência vivida durante a ditadura militar, quando a repressão sumiu com sua irmã e seu cunhado.
Arnaldo Bloch é escritor, jornalista e colunista do jornal “O Globo”. Entre outros títulos, publicou “Os Irmãos Karamabloch”, sobre a ascensão e a queda dos empreendimentos da família Bloch. Os Bloch são judeus ucranianos que chegaram ao Rio de Janeiro depois de enfrentar a opressão do czar, os horrores da Primeira Guerra Mundial e as arbitrariedades da Revolução de 1917.
José Goldfarb é consultor do programa Rio, Uma Cidade de Leitores, da Secretaria Municipal de Educação, coordenador da RedeMis, do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e professor do Programa de Pós-Graduação em História da Ciência na PUC-SP.

15h – Mesa com MC Swat, Najwan Darwish e Martin Jankowski. Mediação: Toni Marques.

Tema – Arte entre bombas, opressão e espiões.

MC Swat é um rapper de Benghazi cujas canções embalaram a revolução líbia durante a surpreendente Primavera Árabe. Najwan Darwish é um poeta palestino, já traduzido para dez idiomas, e consultor literário do PalFest, o Festival de Literatura da Palestina. E Martin Jankowski, criado na cidade de Gotha, participou das manifestações que levaram à queda do Muro de Berlim nos anos 1980, em Leipzig, como cantor e poeta.
Essa mesa explosiva vai provar que as circunstâncias mais duras não são suficientes para impedir a criação artística.
Martin e Najwan lerão trechos de seus poemas, antes de responder a perguntas da plateia, com MC Swat.

17h – João Ubaldo Ribeiro e Ana Maria Machado. Mediação: Claudiney Ferreira.

Tema – Viva a Academia Brasileira

Além de serem dois dos mais importantes escritores brasileiros em atividade, João Ubaldo Ribeiro e Ana Maria Machado são nomes altamente populares. Romances como “Viva o povo brasileiro” e “Menina bonita do laço de fita” já nasceram clássicos. A eleição de ambos para a Academia Brasileira de Letras faz parte de um processo de renovação de uma instituição que enfim procura dialogar com o povo, atraindo-o para dentro de suas dependências com uma programação mais dinâmica e procurando-o em locais que vão para além da Cidade Literária. Um exemplo da ampliação do campo de atuação da ABL é a parceria com a FLUPP, iniciada já na noite de abertura da FLUPP Pensa, que teve como autor convidado a presidente Ana Maria Machado. Os imortais Alberto da Costa e Silva e Cícero Sandroni falaram nas ações da FLUPP Pensa na Academia de Polícia Militar Dom João VI.
Claudiney Ferreira é jornalista, radialista e produtor cultural. É gerente do Núcleo de Diálogos do Itaú Cultural.

19h – Mesa com Paulo Scott e Luiz Ruffato. Mediação: Marcelo Backes.

Tema – Narrativa das Origens, as Origens da Narrativa.

A trajetória de vida na obra de dois dos maiores escritores brasileiros, que têm origens humildes.
Paulo Scott é poeta, contista e romancista (autor de, entre outros, “O Habitante Irreal”, ed. Alfaguara, e “Ainda Orangotangos”, ed. Bertrand Brasil, 2ª edição). Criado na periferia de Porto Alegre, o escritor gaúcho escreve com freqüência sobre a questão racial, sempre pungente. “O Habitante Irreal”, sua obra mais recente, foi indicado para os principais prêmios literários deste ano.
Luiz Ruffato é poeta, ensaísta e romancista, autor de “Eles Eram Muitos Cavalos” e da série “Inferno Provisório” (ambas publicadas pela ed. Record), tendo recebidos vários prêmios, como os da Associação Paulista de Crítico de Artes e Jabuti. Criado em Cataguases, o escritor mineiro fez uma espécie de escavação arqueológica no universo operário de sua cidade natal, cujo desenvolvimento esteve ligado às indústrias têxteis até a quebradeira generalizada no início da década de 1990. “Eles Eram Muitos Cavalos” foi considerado o livro da década passada por críticos ligados ao jornal O Globo.
Marcelo Backes é tradutor e escritor, autor de, entre outros, “Três Traidores e Uns Outros” e “Maisquememória”, ambos publicados pela editora Record), e “Lazarus über Sich Selbst” (Peter Lang Verlag).

Sábado, 10/11

11h – Bernardo Vilhena e Carlito Azevedo. Mediação: Heloisa Buarque de Hollanda

Tema – Poesia sempre

Tão importante quanto os poetas na mesa será a mediação de Heloísa Buarque de Hollanda, que teve um papel fundamental na carreira tanto de Bernardo Vilhena quanto de Carlito Azevedo. Além de ter sido a primeira editora oficial a publicar um livro com os poetas da chamada poesia marginal, sua tese de doutorado, “Impressões de viagem”, foi o primeiro estudo acadêmico sobre a geração de poetas de que Bernardo Vilhena é um dos principais expoentes. A sempre atenta professora de literatura também incluiu Carlito Azevedo na igualmente ruidosa antologia “Esses poetas”, em que reuniu os poetas mais expressivos da década de 1990. Bernardo Vilhena se tornou um dos poetas mais populares do Brasil, principalmente depois que migrou para as letras de música. Carlito Azevedo, cuja importância pode ser medida pelo Jabuti ganho já em seu primeiro livro, é também um importante editor.
Heloísa Buarque de Hollanda é professora, editora e uma das criadoras da FLUPP.

13h – Mesa com Manuel Vilas e Patricia Portela. Mediação: Leonardo Villa-Forte.

Tema – Escrever é misturar, ou letras carnavalizadas.

A literatura do século XXI como cruzamento de referências, renovação de formatos e confluência de gêneros.
Manuel Vilas, espanhol, é poeta e ficcionista, autor de “Los Immortales” e “España (ambos publicados pela ed. Alfaguara).
Patrícia Portela, portuguesa, é ficcionista, dramaturga e diretora de teatro, autora de, entre outros, “Para Cima e Não para o Norte” e “Odília” (ambos publicados pela ed. Leya).
Patrícia Portela é um dos cinco escritores que participarão do Ano de Portugal no Brasil. A participação de Manuel Vilas na FLUPP é fruto de uma parceria da FLUPP com o Instituto Cervantes.
Leonardo Villa-Forte é escritor e tradutor. Criou o projeto MixLit, de mixagens literárias.

15h – Allan da Rosa e Kei Miller. Mediação: Heloisa Buarque de Hollanda.

Tema – Poesia falada

A vanguarda está devolvendo a poesia para seu lugar de origem – a praça pública, o sarau, a performance por intermédio da qual o poeta pode confraternizar-se com um leitor real, cujas reações podem ser mensuradas ali mesmo, sem nenhuma mediação. No Rio de Janeiro em particular, a cena do sarau vem se tornando tão presente que hoje se pode vê-lo, e desfrutá-lo, em lugares remotos como São Gonçalo, Baixada Fluminense e Ipanema, claro. Não é diferente em outros locais do mundo, como a Kingston de Kei Miller.
Literalmente uma das vozes mais expressivas do Caribe, Kei Miller é também um performer, apresentando seus poemas sempre de forma surpreendente e tocante. Tem livre trânsito no Reino Unido e dirige o programa de Oficina Literária da Universidade de Glasgow, na Escócia.
Allan da Rosa, um morador da periferia paulista que se recusou a abraçar a carreira de office-boy que lhe foi oferecida, é capoeirista, educador, editor, escritor e poeta. Está no olho do furacão dos saraus que tomaram de assalto a periferia de São Paulo.
Kei e Allan lerão poemas antes de responderem a perguntas da plateia.

17h – Palestra: Ferreira Gullar. Mediação: Miguel Conde.

Tema – O Brasil dos meus poemas.

Ferreira Gullar é o maior poeta brasileiro contemporâneo. É também dramaturgo, ensaísta e crítico de arte e colunista do jornal “Folha de São Paulo”. Foi presidente do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes, que no início da década de 1960 inspirou uma geração de artistas engajados como Cacá Diegues e Sergio Ricardo a procurar as comunidades populares do Rio de Janeiro com espetáculos transformadores. Sua militância o obrigou a se exilar no início da década de 1970, no auge da ditadura militar. Recebeu, entre outros prêmios, o Jabuti e o Camões. Seus livros foram traduzidos em vários países.
Miguel Conde é jornalista e curador da FLIP – a Festa Literária Internacional de Paraty.

19h – Mesa com João Ricardo Pedro, Nuno Camarneiro, Sandro William Junqueira e Patrícia Reis.

Tema – Uma mesa portuguesa com certeza

Esta mesa é o marco inaugural, no campo da literatura, do Ano de Portugal no Brasil. Esses autores farão em seguida um tour pelo Brasil. Cada integrante lerá um texto curto sobre o seguinte assunto: o que faz de mim um escritor português? E uns comentarão o texto dos outros.
João Ricardo Pedro, engenheiro de formação, é vencedor do Prêmio Leya de 2012, pelo romance “O Teu Rosto será Sempre o Último” (ed. Leya).
Nuno Camarneiro, também engenheiro, é autor de “No Meu Peito não Cabem Pássaros” (ed. Leya) e de micronarrativas.
Sandro William Junqueira é poeta, contista, encenador e ator, autor de, entre outros, “Um Piano para Cavalos Altos” (ed. Leya).
Patrícia Reis é jornalista e escritora, autor de, entre outros, do romance fotográfico “Beija-me”, com João Vilhena (ed. Dom Quixote), e “Antes de Ser Feliz” (ed. Leya).

Domingo, 11/11

11h - Mesa com Elisa Lucinda e Raphael Draccon. Mediação: Felipe Pena.

Tema: O neoleitor
A nova classe média brasileira se tornou a Meca de todas as indústrias, inclusive a cultural. A entrada de milhões de brasileiros no mercado consumidor atiçou a imaginação dos produtores de commodities, dos vendedores de sonhos, dos fabricantes de gadgets. E no mercado editorial? Que diferença esses neoconsumidores representam? Dois dos autores brasileiros mais populares, o escritor Raphael Draccon e a artista multimídia Elisa Lucinda conversarão sobre uma literatura popular, capaz de falar para o coração de milhões de pessoas.
Felipe Pena é jornalista, escritor e editor da antologia Geração Subzero. Autor, entre outros, de “Fábrica de Diplomas” (ed. Sette Letras) e “O Verso do Cartão de Embarque” (ed. Record).

13h – Mesa com Étienne Lécroart e Olivier Martin. Mediação: Lobo.

Tema – Narrativas colaborativas.

O OuBaPo, obras de histórias em quadrinhos sob restrições, foi fundado em 1992 por um grupo de quadrinistas franceses mais preocupados na HQ como arte, que gravitavam em torno da editora L’Association. O movimento se vale de parâmetros formais que ao mesmo tempo dificultam e libertam o trabalho da narrativa. Étienne Lécroart é um dos criadores dessa linguagem que subverte os sentidos da leitura, capaz de transformar o desenho num origami ou mesmo num palíndromo gráfico. Outro mestre do OuBaPo, Olivier Martin é parceiro de vários autores brasileiros de HQ, com os quais está dividindo um livro resultante de sessões de improviso em que o público pode interferir.
Sandro Lobo, ou Lobo, é editor de histórias em quadrinhos e um dos criadores da RioComicon.
Esta mesa tem o apoio da Maison de France e do Consulado Francês.

15h – Francisco Bosco e Luiz Eduardo Soares. Mediação: Marta Porto.

Tema – O saber e a sabedoria

Os participantes desta mesa são dois eruditos com fortes vínculos com a sabedoria popular, suas expressões mais autênticas. Francisco Bosco é doutor em teoria da literatura, com tese sobre Roland Barthes. Luiz Eduardo Soares, um dos antropólogos mais brilhantes do país, tem uma longa militância na vida acadêmica. Luiz Eduardo é um dos autores de “Elite da Tropa” e “Cabeça de Porco”, para citar apenas dois dos seus livros que caíram no gosto popular. E Francisco Bosco, filho e parceiro de um dos cantores mais amados do Brasil, é um dos letristas mais solicitados da nova MPB.
Marta Porto é ensaísta e consultora. Entre outros cargos, foi coordenadora do escritório regional da Unesco no Rio de Janeiro e diretora do Departamento de Cultura e Planejamento e coordenadora cultural da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

17h – Mesa com Naomi Alderman e Simone Campos. Mediação: Toni Marques.

Tema - Videogame e literatura.

Sendo as favelas cariocas dotadas de lan houses, e os jogos eletrônicos cada vez mais acessíveis ao dono de um telefone celular, a mesa mostrará como se casam técnicas de games e literárias, para proveito de ambos.
Simone Campos é escritora, tradutora e editora. Estreou na literatura aos 17 anos, com o romance “No Shopping” (ed. Sette Letras). “Amostragem Completa”, seu primeiro livro de contos, foi patrocinado pela Petrobras Cultural. O patrocínio foi concedido também para o livro interativo “Owned – Um Novo Jogador”, disponível online e em papel.
Naomi Alderman é romancista e autora de games. Entre outros prêmios, recebeu o prestigiado Orange para novos autores. Foi autora-chefe do jogo de realidade alternativa “Perplex City”, finalista do Prêmio da Academia Britânica de Cinema e Televisão. Escreveu games online para a BBC e a editora Penguin, entre outros. Seu terceiro romance, “The Liar's Gospel”, foi publicado este ano.

19h – Mesa com João Emanuel Carneiro. Mediação: Cris dos Prazeres

Tema – Classe C de Cultura.

“Avenida Brasil” parou o país ao longo dos meses em que esteve no ar. Seu sucesso chegou a um ponto tal que os produtores culturais passaram a marcar seus eventos para depois da novela. Mais do que conquistar índices de audiência espetaculares, o roteirista João Emanuel Carneiro colocou na telinha da Globo um Brasil que sempre soubemos que existe, mas do qual só nos permitíamos falar por intermédio da caricatura, desdenhando-o. Foi um marco que garantiu um lugar na história para o também co-roteirista de “Central do Brasil” como o autor da primeira telenovela a falar de/com a nova classe média.
Cris dos Prazeres é uma das principais lideranças do Morro dos Prazeres e adorou “Avenida Brasil”.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Bariloche sedia 20ª edição de evento de música erudita



Entre os dias 3 e 11 de novembro ocorre a 20ª edição da Semana Musical de Llao Llao, em Bariloche, na Argentina.
O evento de música erudita, que reúne artistas argentinos e de outros países, ocorre no hotel de mesmo nome.
O concerto inaugural da edição deste ano terá o Quarteto de Cordas de Buenos Aires com o convidado Julio Domínguez.
No dia 4 é a vez da apresentação do Opus Trío, com Freddy Varela Montero (Chile), Stanimir Todorov (Bulgária) e Paula Peluso (Argentina).
Outro destaque é a soprano argentina Soledad de la Rosa, que se apresenta dia 5.
A programação inclui ainda a realização de concertos gratuitos em diversos pontos da cidade.
O repertório traz obras de Mozart, Vivaldi, Astor Piazzolla, Paquito D'Rivera, Claude Debussy, Maurice Ravel e César Franck.
Mais informações podem ser obtidas no site www.semanamusical.com

A música fala




A música nos diz muitas coisas, aliás, até nas pausas da música ela nos entrega mensagens que são tão poderosas e envolventes que têm a força de nos transportar a lugares e situações que gostaríamos (ou não) de estar ou de reviver. Um recado entregue a nós por meio de uma melodia fica gravado em nossa mente de acordo com o tempo que o autor planejou nos impactar.
O fato da mensagem musical fixar informações em nossas mentes muitas vezes é bom. Isso se pensarmos, por exemplo, em mensagens de uma propaganda de um bom produto que nos trará um bem para nosso dia-a-dia, nosso físico, qualidade de vida, algo que nos educará, nos ensinará a respeitar e amar o próximo, cuidar da saúde mental, cuidar da natureza, cuidar da família, a apaixonar-se... A trilha musical dessa propaganda entrará e nos vestirá como uma luva, feita sob medida. Essa mensagem nos levará a tomar iniciativas e atitudes de crescer, ser bom filho, bom pai, bom cônjuge, bom funcionário, enfim, BOM CIDADÃO.
Mas a mensagem musical também poderá se tornar uma má influência quando ensinar a sermos maus cidadãos, a trair as pessoas, mentir, roubar... Infelizmente a canção pode ser um meio de persuadir o ouvinte, mais do que apenas uma "poesia sem melodia". Isso ocorre porque a melodia e os acordes, incluindo intensidade (sons fortes e fracos), duração, timbres, ritmo envolvendo o modo de dançar tocam a alma como uma espada afiada e convencem o indivíduo à mudança de comportamento. A melodia harmonizada alcança as emoções e na vulnerabilidade das pessoas poderá levar bons comportamentos a se perderem.
Atualmente, muitos líderes, famílias, escolas, religiões e comunidades em geral estão preocupados com a preservação não invasiva da mente das crianças, mantendo-a pura. Enquanto tivermos crianças com mente de criança, crescendo a seu tempo natural, teremos adultos com mentes sadias. Por isso, estamos de mãos dadas, engajados nessa luta contra a pedofilia, exploração sexual do menor e sua comercialização – e lutar contra isso tem me alegrado profundamente! Mas, por outro lado, essa batalha também me deixa um tanto preocupada, pois sabendo do poder da música para convencer, ouço alto som vindo de carros, casas, trens e metrôs, nos pontos de ônibus, no trânsito onde muitos levam crianças para escola... Porque são reproduzidas em alto volume, somos também obrigados a ouvir essas músicas. E as canções têm letras invasivas à mente e ouvido das pessoas, trazendo palavras pejorativas e retratando e pregando o sexo. São canções que denigrem a imagem das mulheres, músicas que vêm envolvidas em gemidos com vozes femininas simulando relações sexuais musicalizadas. Engolimos essas mensagens e nossas preciosas crianças engolem também e nos perguntam o tempo todo o que significa tudo isso. Nossas crianças são estimuladas e convidadas por essas canções, que encaminham a atitude precoce.
A pornografia musical conquistou um grande espaço principalmente no meio dos adolescentes e da juventude. Ela traz um ritmo repetitivo em ostinato, trazendo palavras em bloco seqüencial, condicionando a mente a meditar por muitos minutos aos repetidos convites ao ato retratado pela mensagem.
Trabalho diariamente com crianças a partir de três anos de idade. Elas cantam e dançam essas mensagens deturpadas com muita facilidade e fazem gestos que muitas vezes nem sabem do que se tratam, mas ficam estimuladas a saber a cada dia o que estão cantando.
Ainda que cantemos e escutemos letras internacionais, é importante que, antes de adotá-las, gastemos tempo em traduzi-las para também saber o significado da mensagem trazida por elas. Lembre-se: essas músicas entram em nossas casas e, muitas vezes, podem trazer mensagens totalmente opostas àquilo que somos, vivemos e pensamos.
Minha opção é o lado lindo e maravilhoso da música. Um veículo de comunicação capaz de unir pessoas, raças, credos, diferenças de idade e de nível social, com poder de convencer o indivíduo a reverter atitude ruim em atitude boa, capaz de abraçar a inclusão e fazê-la acontecer. A música é poderosa o suficiente para propagar e trazer resultados de amor ao próximo, de cuidado com a vida. Tenha em mente que todos nós, pessoas e agentes, merecemos estar bem cuidados (e isso começa pelo som que entra em nossos ouvidos!).
Alcidéa Miguel