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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Publicações Blog Voz Ativa
Caros Leitores,
Pedimos desculpas pela inconsistência na publicação de matérias em nosso blog, informamos que a partir da próxima semana voltaremos a publicar normalmente.
Participamos, no entanto, que mesmo em horários diferenciados faremos as publicações diárias.
Gratos pela compreensão.
Milton Nascimento é convidado da Sinfônica Heliópolis no Sesc Itaquera
No
domingo, 16, às 16h, o Sesc Itaquera recebe um concerto especial da Sinfônica
Heliópolis, que conta com a ilustre presença de Milton Nascimento, sob regência
do Maestro Cesário Costa. A entrada é Catraca Livre. No repertório, um
retrospecto de canções dos quase 50 anos de carreira de Milton, com
participações especiais de Roberta Sá e dos cantores portugueses Antonio
Zambujo e Carminho.
Recitais Eubiose apresenta o cellista francês Romain Garioud
Dia
15 de dezembro, sábado, às 20h, será a apresentação de encerramento dos
Recitais Eubiose 2012 com o cellista francêsRomain Garioud e a pianista
paulistana Liliane Kans. No repertório Bach e Beethoven. Presenteado pelo Conde
de Waldstein com um fortepiano Stein em 1787, Beethoven mostrou sua
preferência- assim como Mozart - por estes instrumentos. Liliane Kans tocará em
uma réplica do Fortepiano Stein de 1784, construído em 2010 pelo brasileiro
Cesar Guidini..
Os ingressos dos Recitais Eubiose custam R$ 20,00 e meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados.
Programa
Romain Garioud (França) – Cello
Liliane Kans (Brasil) - Piano
Programa:
CPE Bach - Sonata para Viola da Gamba e Contínuo em DoM
Andante
Allegretto
Arioso
Beethoven - Sonata para Piano e Cello op.05 no.1 -
Adagio sostenuto - Allegro
Rondo- Allegro vivace
Impulsionados pelo feliz encontro musical dado em 2011 em recitais em São Paulo e Rio de Janeiro, o cellista francês Romain Garioud e a pianista paulistana Liliane Kans fazem seus projetos para 2012.
Escolheram um repertório tradicional para violoncelo e piano, com o diferencial das Sonatas de Beethoven que podem ser tocadas tanto em instrumentos convencionais modernos, quanto em instrumentos de época.
Em destaque, um Fortepiano réplica de Stein 1784, construído em 2010 pelo brasileiro Cesar Guidini. Vale ressaltar que este é o único fortepiano da cidade de São Paulo e um dos únicos no Brasil. O fortepiano possibilita uma sonoridade única que nos remete ao século XVIII além de uma interpretação de época, que muito se diferencia do que é comumente feito em instrumentos modernos.
No final do século XVIII, o violoncelo se libertava de seu papel como instrumento de baixo contínuo para reivindicar seus direitos como instrumento solista. Beethoven foi praticamente o primeiro compositor de sonatas para violoncelo e piano. Das cinco sonatas escritas por ele para essa nova formação, as duas primeiras (op.05) datam de 1796. Era uma época em que o compositor estava ainda em início de carreira, buscando um lugar como pianista virtuose, como era comum naquele tempo onde todos os compositores eram também excelentes instrumentistas. Talvez por isso sejam sonatas notadamente para fortepiano e violoncelo, e não o contrário. A estréia dessas sonatas deu-se no próprio ano de sua composição, com o violoncelista francês Duport e Beethoven ao fortepiano, na corte do rei Frederico II da Prussia, aluno de Duport, a quem as sonatas foram dedicadas.
Ambas sonatas têm dois movimentos com uma introdução em Adagio seguidas por Alegro nos primeiros movimentos (única parte lenta das sonatas). Seguem-se nos alegros um espírito de diálogo sinfônico com uma escrita instrumental virtuosística.
Executar as sonatas - especialmente as do op.5 - com um piano moderno levanta todos os tipos de problemas de equilíbrio que não teriam existido no tempo de Beethoven. Principalmente os registros graves no violoncelo, muito explorado por Beethoven nessas sonatas, são frequentemente encobertos pelo piano moderno. Além de cores e timbres que não são encontrados nos nossos instrumentos de hoje, tocá-las com um fortepiano nos traz muito mais próximo do som que ele conhecia e, portanto muito mais próximos da sua música.
Presenteado pelo Conde de Waldstein com um fortepiano Stein em 1787, Beethoven mostrou sua preferência- assim como Mozart - por estes instrumentos.
Romain Garioud (Cello) - Laureado nos Concursos 12º Internacional Tchaïkovski (Moscou), 7º Concurso Internacional Rostropovitch e 2º prêmio do Concurso Internacional de Vina del Mar (Chile) em 2001 e 2002, e em 2005 o 1º prêmio do Conservatório Internacional Valentino Bucchi (Roma - Itália), Romain Garioud pertence à jovem e brilhante geração de violoncelistas franceses. Primeiro prêmio por unanimidade do Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, de violoncelo e de Música de Câmara, fez cursos de aperfeiçoamento com Xavier Gagnepain em Bologne – Billancourt e com Philippe Muller no 3º ciclo do C.N.S.M. de Paris. Trabalhou também com os maiores violoncelistas estrangeiros, como Anner Bylsma, Natalia Chakovskaïa, Steven Isserlis e mais recentemente David Geringas.
Em 2002 foi a revelação do ADAMI e nomeado para as Vitórias da Música. Desde então a sua carreira sofreu uma projeção considerável, tanto na França como no plano internacional. É convidado a dar concertos e Masterclasses em inúmeros festivais (Orangerie de Sceaux, Flâneries de Reims, Meudon, Festival de Musica de l’Empéri do Salão de Provence, Jornadas Phoenix, Festival de Musica de Câmara de La Baule etc.), e mais recentemente na China e na América do Sul.
Atua como solista sob a direção de grandes maestros, como Christoph Eschenbach (Orquestra de Paris), Jean-Marc Burfin (Orquestra Metropolitana de Lisboa), Stéphane Cardon, assim como com prestigiosos parceiros da Música de Câmara como Mstislav Rostropovitch, Pavel Gililov, Menahem Presler, Paul Meyer, Philippe Muller, Dora Schwarzberg, Gil Apap, Anatol Ugorsky entre outros. Teve muitas das suas apresentações gravadas pela Rádio France e pelo canal Mezzo.
Notável pelo seu ardor, a potência e profundidade de sonoridade e no seu sentido de fraseamento, Romain Garioud prima pelo eclectismo do seu repertório. Tanto na Música de Câmara como solo, o seu percurso é pautado pela troca de experiências.
Em 2007 criou o Delian Quartet (www.delian-quartett.com), ao qual pertence. Este Quarteto tem efetuado diversas gravações para a editora Oehms Classics e tem se apresentado nas maiores salas de espetáculo da Europa (Berlin Filarmonia, Konzerthaus et Musikverein Wien, Ludwigsburg festpiele etc..)
Ensina os futuros profissionais, na C.R.D. de l’Hay les Roses (França) e na Escola Profissional de Música de Espinho (Portugal).
Liliane Kans (piano) - Bacharel em Piano pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Liliane Basravi Kans, natural de São Paulo, foi aluna de Ilza Antunes, Beatriz Balzi e Daisy de Luca.
Após a Universidade, foi convidada a estudar na classe de Dalia Ouziel no Conservatório Real de Mons na Bélgica e um ano depois foi contemplada com bolsa de estudos da CAPES para o curso de Especialização (piano e música de câmara) do Conservatório Real de Antuérpia na classe da pianista Eliane Rodrigues e Jerrold Rubenstein. Cursou também pós-graduação na USP e UNICAMP em 2006 e 2007. Participou do Festival de Inverno de Campos do Jordão, Oficina de Música de Curitiba, Festival de Artes de Itu, Festival de Inverno de Nova Friburgo e Festival Internacional de Música de Câmara de São Paulo e mais recentemente a Sopron Early Music Days, na Hungria onde se aperfeiçoou em fortepiano com Malcolm Bilson e música de câmara com Simon Standage. Obteve a primeira colocação em diversos concursos de âmbito nacional, entre outros, o Prêmio Armando Prazeres do Concurso para Jovens Solistas no Rio de Janeiro. Atuou como pianista convidada da Camerata Fukuda em São Paulo e foi solista da Orquestra Sinfônica de Rio Claro, Orquestra Filarmônica de Rio Claro, Orquestra de Cordas Jovens Musicistas de São Paulo, Orquestra de Câmara de Piracicaba e Orquestra Petrobrás Pró Musica do Rio de Janeiro sob a direção de Roberto Tibiriçá.
Há 19 anos forma um duo com o violinista Fábio Chamma e é integrante do Arsis Piano Trio. Além de exercer intensa atividade camerística em companhia de diversas formações instrumentais trabalha na pesquisa e execução da música historicamente informada possuindo um dos poucos fortepianos do país (Stein 1784).
A Sociedade Brasileira de Eubiose aprofunda, através de cursos e práticas, o estudo da Cosmogênese (origem dos universos) e da Antropogênese (origem do homem) para o oferecimento de subsídios com vistas a uma construção crítica do autoconhecimento ancorada no crescimento coletivo e na fraternidade universal dentro de uma visão espiritualista comprometida com a realidade. Com esse foco se dedica também a ações sociais, culturais e artísticas.
www.recitaiseubiose.com.br
Serviço:
Agenda dos Recitais Eubiose de dezembro
Programa do dia 15 de dezembro, sábado, às 20h
Encerramento da Temporada 2012 dos Recitais Eubiose
Romain Garioud (França) – Cello
Liliane Kans (Brasil) – Piano
Ingressos: R$ 20,00 e meia-entrada para terceira idade, estudantes e associados
Retirar os ingressos até uma hora antes do recital. Antecipadamente após as 14h30, por telefone, ou por email contato@recitaiseubiose.com.br
Adquira seu ingresso on-line pelo site www.recitaiseubiose.com.br
Sociedade Brasileira de Eubiose
Sala Henrique José de Souza (201 lugares)
Av. Lacerda Franco, 1059
Aclimação
Tel: 3208-9914 / 3208-6699
Estacionamento conveniado no número 1074 até às 23h.
Amo
Festa do Livro: quem comemora é a sua biblioteca pessoal
Livros
de editoras como Companhia das Letras e Brasiliense com descontos mínimos de
50%
Está
na procura por novos livros? Então reserve mais espaço na estante, pois
dezembro é o mês para renovar seu acervo. Nos dias 14, 15 e 16 acontece a 13ª
edição da Festa do Livro, naEscola Politécnica da USP, com entrada gratuita.
Títulos
com desconto mínimo de 50% estarão disponíveis no evento, entre às 9h e
21h.Brasiliense, Publifolha e Companhia das Letras são algumas das editoras que
participam da festa com seus exemplares.
Boa
dica para quem está buscando presentes para o fim de ano.
Encerramento da programação 2012 do projeto Música no MCB traz a Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil do Guri
O
encerramento da programação 2012 do projeto Música no MCB traz a Orquestra
Sinfônica Infanto-Juvenil do Guri, sob a regência do maestro Lutero Rodrigues.
Em dezembro, o projeto celebrou as formações orquestrais, com concertos da
OCAM-USP e da Orquestra e Coral do Esporte Clube Pinheiros. O Museu da Casa
Brasileira é uma instituição da Secretaria de Estado da Cultura.
No
dia 16/12 a Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil do Guri apresenta obras de
Joseph Haydn, Cesar Guerra-Peixe e Ernani Aguiar. Comandado pelo maestro Lutero
Rodrigues, o grupo sinfônico tem como objetivo a educação musical e a inclusão
sociocultural de crianças e adolescentes na Grande São Paulo, como parte do
programa Guri Santa Marcelina. Lançado em 2008 a partir de uma iniciativa da
Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, o programa é gerido pela
Organização Social de Cultura Santa Marcelina.
Música
no MCB
Em
12 edições, o projeto Música no MCB já beneficiou mais de 200 mil pessoas, que
tiveram acesso gratuitamente a apresentações de nomes importantes da música
brasileira, como Zimbo Trio, Orquestra Bachiana, Mutrib, entre outros grupos,
em formações camerísticos e solo, populares e eruditas. Nesse período, foram
curadores da programação musical do MCB os maestros Julio Medaglia e João
Carlos Martins, além dos pesquisadores e músicos Carlinhos Antunes, Benjamin
Taubkin, Antônio Nóbrega e Magda Pucci. As apresentações acontecem sempre aos
domingos às 11h, de março a dezembro, e são gratuitas.
Na
temporada de 2012, o Música no MCB conta com a coordenação de Carmelita Moraes
e tem por objetivo divulgar a diversidade nacional e internacional por meio de
estilos variados: instrumental, erudito, popular, entre outros. Ao mesmo tempo,
oferece ao público momentos agradáveis e especiais.
Em
2013, o projeto apresentará uma proposta democrática para inscrição dos grupos
musicais: serão abertos dois períodos para inscrição de músicos interessados em
mostrar seus trabalhos no terraço do MCB. As propostas serão analisadas por uma
comissão de avaliadores e a seleção será divulgada em duas etapas – em
fevereiro de 2013 para as apresentações do primeiro semestres; e em junho de
2013 para o segundo semestre. No período de março a dezembro de 2013 serão
realizadas 40 apresentações musicais nas dependências do museu, sempre nas
manhãs de domingo.
Período
para inscrição dos grupos musicais: Janeiro a fevereiro e maio a junho/2013
Divulgação
programação 1º semestre: Fevereiro / 2013
Divulgação
programação 2º semestre: Junho / 2013
Sobre
o Museu da Casa Brasileira
O
Museu da Casa Brasileira se dedica às questões da cultura material da casa
brasileira. É o único do país especializado em design e arquitetura, tendo se
tornado uma referência nacional e internacional nesses temas. Dentre suas
inúmeras iniciativas destaca-se o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira,
realizado desde 1986, e que comemora este ano sua 26ª edição.
Aos
domingos, por meio da entrada franca e de uma programação diversificada, o MCB
democratiza o acesso à cultura, promovendo alternativas de lazer para a
população.
SERVIÇO:
Música
no MCB
DEZEMBRO
2/12
– OCAM - Orquestra de Câmara da ECA–USP
9/12
– Orquestra Pinheiros e Coral ECP
16/12
- Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil do Guri
Dia
e Horário: Domingo, sempre às 11h
Entrada
gratuita
Local:
Museu da Casa Brasileira
Av.
Faria Lima, 2.705 – Jd. Paulistano
Tel.:
(11) 3032-3727
Estacionamento
pago no local – Domingo: valor único – R$15,00
Acesso
a pessoas com deficiência / Bicicletário com 20 vagas
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Música no Palácio realiza Cantata de Natal dia 13/12 -
Projeto
do Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, em parceria
com a Escola de Música da UFRJ, recebe o Coral Brasil Ensemble
Já
em clima natalino, o projeto Música no Palácio antecipa as comemorações e
realiza, no dia 13 de dezembro, quinta-feira, às 19 horas, uma Cantata de
Natal. Na ocasião, o CCPJ-Rio recebe o Coral Brasil Ensemble da UFRJ, que
apresenta repertório formado por canções que homenageiam o evento. A regência
será da maestrina titular e idealizadora do coral, Maria José Chevitarese, com
acompanhamento ao piano de Cláudia Feitosa.
O
objetivo do projeto, uma parceria entre o Centro Cultural do Poder Judiciário
do Estado do Rio de Janeiro e a Escola de Música da UFRJ, que faz a sua última
apresentação do ano, é apresentar concertos musicais de qualidade, clássicos e
populares, com entrada gratuita.
Maria
José Chevitarese
Formada
em Regência pela Escola de Música da UFRJ, Maria José Chevitarese é também
Mestre em Música Brasileira pela UNIRIO. Professora Titular de Canto Coral da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde ocupou os cargos de Decana do
Centro de Letras e Artes, Pró-Reitora de Extensão e Diretora Artística da
Escola de Música da UFRJ. Recebeu o prêmio PROEXT Cultura 2007 e 2009 pelo
projeto “A escola vai à ópera”, que encenou óperas com temática infantil para
um público de mais de 5 mil crianças. É a idealizadora e regente do Coral
Infantil da UFRJ e do Brasil Ensemble-UFRJ.
Brasil
Ensemble – UFRJ
Criado
em 1999 e conduzido pela regente Chevitarese, o Brasil Ensemble tem dedicado
especial atenção à produção brasileira do século XX e XXI. Prova deste esforço,
o CD do conjunto, “Imagens do Brasil”, é integralmente dedicado à música
brasileira e com obras inéditas. Gravou ainda, em 2006, com a Orquestra
Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense, CD e DVD com o “Choro nº
10”, de Villa-Lobos, e “A Paz” e “O Cortejo”, de Francisco Braga. Em 2000,
recebeu o Diploma de Prata na categoria de coros de câmara, vozes mistas, na
Choir Olympics 2000, em Linz, Áustria.
Cantata
de Natal
Com:
Coral Brasil Ensemble
Regência:
Maria José Chevitarese
Piano:
Cláudia Feitosa
Programa:
Concerto
de Natal com obras de Gabriel Fauré e outros.
Centro
Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ-Rio)
Braço
cultural do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o CCPJ-Rio iniciou
suas atividades em novembro de 2010, na ocasião da reabertura do Antigo Palácio
da Justiça, construído em 1926 para instalar a Corte de Apelação do então
Distrito Federal. Desde então, o CCPJ-Rio tem oferecido à população programação
gratuita, rica e diversificada, com o compromisso de criar e estimular
programas especiais que, aos poucos, formem a identidade de um Centro Cultural
promovido pela e na Casa da Justiça. Consolidando, assim, a sua missão:
privilegiar o conhecimento e a arte como condições essenciais ao pleno
exercício da cidadania.
MÚSICA
NO PALÁCIO
Serviço
Local:
Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro
Antigo
Palácio da Justiça
Site:
http://portaltj.tjrj.jus.br/web/guest/institucional/centrocultural
Endereço:
Rua Dom Manuel, 29, Centro - Rio de Janeiro – RJ
Telefones
para informações: (21) 3133-3366 / 3133-3368
E-mail:
ccpjrio@tjrj.jus.br
Data:
13 de dezembro (quinta)
Horário:
19h
Distribuição
de senhas no local: 18h30
Capacidade:
60 lugares
Entrada
Gratuita
Recomendação
etária: livre
EMESP Tom Jobim apresenta Os Contos de Hoffmann em São Paulo
O
Ópera Estúdio, da EMESP Tom Jobim, instituição do Governo do Estado de São
Paulo e da Secretaria da Cultura, traz à cena os embates do amor e a devoção à
poesia na montagem de
Os
Contos de Hoffmann, ópera de Jacques Offenbach com libreto de Jules Barbier.
Com direção cênica de Iacov Hillel e direção musical de Mauro Wrona. As
apresentações serão realizadas no dia 13, às 15 horas, na Pinacoteca do Estado,
e no dia 15, às 20 horas, no Centro Cultural São Paulo, os cantores serão
acompanhados pelo pianista Anderson Brenner.
O
enredo, que já foi tema de filme em 1951, dirigido por Michael Powell e Emeric
Pressburger, traz como protagonista o escritor romântico Hoffmann, que se sente
dividido entre ficar na taberna em que declama poesias aos seus amigos e ir ao
encontro de sua amada, a cantora lírica Stella. Embora esteja apaixonado,
Hoffmann segue cedendo aos apelos de seus amigos, que pedem sempre uma nova
poesia. Um deles, Nicklausse, é na verdade a própria musa da poesia disfarçada,
travando um embate contra as paixões que acometem seu amigo.
Hoffmann
então narra suas três desventuras amorosas anteriores, que acabam por se
personificar na jovem Stella: Olympia, que parece ser uma mulher, mas na
verdade é uma boneca; a cantora Antonia; e Giulietta, uma cortesã. Cada uma, a
seu modo, acaba por quebrar o coração do rapaz apaixonado, que chega até a
matar em nome de amores que, ao fim, desvanecem e o deixam magoado. Ao
relembrar seus amores, sob o conselho de Nicklausse, Hoffmann acaba bebendo
demais e não acompanha Stella, que parte sozinha. Finalmente, o rapaz percebe
que mais vale seguir a trilha da poesia, em que o amor é conservado em sua
essência, em sua idealidade, do que na vida real, em que está envolto em
sofrimento. Segundo Iacov Hillel, “essa ópera traz uma mensagem bonita da busca
do amor e da poesia, dos amores do poeta”.
De
acordo com o diretor cênico, a montagem será atemporal, com figurinos
elegantes, que remetem a roupas de concerto. Assim também será o cenário,
composto por cadeiras e biombos que evocam uma certa bruma, um certo ar
nebuloso que envolve a história. Tudo em nome de um libreto sofisticado,
repleto de reviravoltas e ambientações distintas, pois “a ópera será montada
praticamente em sua íntegra, 90% do texto; são duas horas, com um intervalo”,
conta Hillel. A produção é resultado de um semestre de trabalho com os alunos
do Ópera Estúdio, curso regular para cantores líricos do ciclo avançado da
Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP Tom Jobim).
O
Ópera Estúdio já encenou Così Fan Tutte, de Mozart (2005), Albert Herring, de
Benjamin Britten (2006), Orphée aux Enfers, de Jacques Offenbach (2007), com
adaptação em português de Francisco Correa Vasques, Viva La Mamma, de Gaetano
Donizetti (2008), Le Domino Noir, de Daniel Auber (2009), A Flauta Mágica, de
Wolfgang Amadeus Mozart (2010) e Tutto nel Mondo è Burla!, espetáculo com obras
de Verdi, Puccini, Rossini e Donizzetti (2011), e As Bodas de Fígaro, de Mozart
(primeiro semestre de 2012).
Os
Contos de Hoffmann tem patrocínio do Banco Safra, apoio do Ministério da
Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura.
Direção
Musical: Mauro Wrona
Direção
Cênica: Iacov Hillel
Assistência
de direção: Danilo Gamibini
Figurinos:
Mauro Spolaor
Cenografia:
Cássio Brasil
Serviço:
Os
Contos de Hoffmann - Ópera Estúdio
Pinacoteca
do Estado
Dias:
13/12, às 15 horas
Endereço:
Praça da Luz, 2 - São Paulo
Entrada
do museu: R$6 (inteira); R$3 (meia)
Duração
da montagem: 130 min
Faixa
etária: livre
Centro
Cultural São Paulo – Praça das Bibliotecas
Dias:
15/12, às 20 horas
Endereço:
R. Vergueiro, 1000 – Liberdade - São Paulo
Entrada
Franca
Duração
da montagem: 130 min
Faixa
etária: livre
Verinha Mancini – Voz Ativa 15 anos
Mancini, para os paulistanos este sobrenome está intimamente
ligado a gastronomia, para o Voz Ativa ao Chorinho.
Verinha Mancini junto com suas irmãs formaram o “Flor
Amorosa” um excelente grupo vocal que se dedicava somente ao repertório
composto por Chorinho, mas a Verinha, assim como suas irmãs, não se contentava
em atender somente um gênero musical, estudava canto lírico e sua paixão era
cantar.
Se alguém tiver que definir sua personalidade “Doce” seria uma
palavra bem empregada. Verinha Mancini é uma criatura doce, não é do tipo que
vai chegando e fazendo amizade com todo mundo ou que fala muito e ri de tudo,
mas sub seus olhos atentos poucos detalhes passam desapercebidos e seus lábios
estão sempre prontos a sorrir.
Verinha, com já dito, gosta de cantar e é isso que fazia,
cantava, Dificilmente se ouvia sua voz em ensaios, isso não representa dizer
que não gostava de conversar, adora roda de choro e reunião com amigos, se
afina com gente e fica feliz de estar no meio de gente.
Mezzo soprano, a medida que foi estudando técnica foi
perdendo as notas mais graves, mas nem todo o tempo que trabalho com a gente
atuou no naipe das contraltos.
Verinha afastou-se do grupo para dedicar-se a família, seu
marido foi transferido para o nordeste e, evidentemente, ela foi junto.
Sua discreta personalidade faz com que sua passagem por
nosso projeto seja a quase silenciosa, mas de uma grandeza a toda prova,
acreditava no projeto e dedicou-se, enquanto pode, com uma invejável
determinação.
Saudades e belíssimas lembranças ficou com a gente, mas uma
sempre pretensão de nos vermos e, se possível,
fazermos música juntos.
Concerto de Natal de Porto Alegre terá participação de Vanessa da Mata
O
tradicional Concerto de Natal, no Parque Moinhos de Vento – Parcão, em Porto
Alegre, acontecerá no dia 16 de dezembro, a partir das 20h. A participação
especial no espetáculo deste ano é da cantora Vanessa da Mata.
A
apresentação, que faz parte da série Concertos Comunitários Ano XXV, tem
entrada franca. Vanessa da Mata interpretará sucessos ao lado do Coral e
Orquestra Filarmônica da PUCRS, com regência do maestro Marcio Buzzato. O
evento contará, também, com os solistas Jean Marcel de Lima (tenor), Adriana de
Almeida (soprano) e Pedro Spohr (baixo).
No
repertório, Vanessa da Mata reunirá as músicas Amado, Te Amo, Quando Um Homem
Tem Uma Mangueira no Quintal, Acode, Ainda Bem e Ai, Ai, Ai. Obras de Strauss,
Verdi, Tchaikovsky e Beethoven, além de hits de Michael Jackson e clássicos
natalinos também integram o set list.
O
Ballet Concerto e o grupo carnavalesco Imperadores do Samba subirão ao palco
com coreografias especiais para a apresentação. Ao final, a tão aguardada
queima de fogos de artifício encerrará a festa.
Programa
do Concerto:
-
Abertura Motivo IX Sinfonia – L. Van Beethoven
- He’s a Pirate – Hanns Zimmer / Arr. Davi Coelho
-
Valsa das Flores – P.I. Tchaikovsky
Ballet
Concerto
-
Pace, pace mio dio – Ópera La Forza del Destino – G. Verdi Adriana de Almeida
-
Granada – A. Lara
Jean
Marcel de Lima
-
Nun’s Chorus – Opereta Casanova – J. Strauss / Arr. Davi Coelho Adriana de
Almeida e Coral Feminino
- Will you be there – Michael Jackson /
Arr. Davi Coelho
Coral
-
Con te partirò – F. Sartori e L. Quarantotto / Arr. A. Ostrovski Adriana de
Almeida e Jean Marcel de Lima
-
5ª Sinfonia e Mambo Nº 5 – L. Van Beethoven e Perez Prado / Arr. Davi Coelho
-
Stayin’ Alive – Bee Gees – Arr. Davi Coelho Coral e Ballet Concerto
-
My Way – J. Revaux e C. Francois /G. Thibault e P. Anka / Arr. Davi Coelho Jean
Marcel de Lima
-
I will follow Him – J. W. Stole e Del Roma / Arr. Davi Coelho Adriana de
Almeida, Aline Alvares Boyde, Cleusa Tiba Casa Nova, Gabriela Nunes, Juliana de
Oliveira Cruz, Loren Hofsetz, Mariele Ghignatti Beckenkamp, Marília
Diefenthäler da Rosa, Rochelle da Silva e Coral Feminino
-
Il Mondo – Jimmy Fontana / Arr. Davi Coelho Adriana de Almeida, Jean Marcel de
Lima e Pedro Spohr
-
Isso aqui o que é? – Ary Barroso / Arr. Davi Coelho Imperadores do Samba, Coral
e Ballet Concerto VANESSA DA MATA E ORQUESTRA FILARMÔNICA DA PUCRS Arranjos
Davi Coelho
-
Quando um homem tem uma mangueira no quintal
-
Meu Bem
-
Te Amo
–
Meu Deus
–
Amado
-
Ai ai ai
NATAL
-
Variações Jingle Bells – J. Pierpont / Arr. M. Hayes
-
Glória – Tradicional / Arr. A. Ostrovski
-
Amazing Grace – Tradicional / Arr. A. Ostrovski
-
Noite Santa – A. Adams / Arr. A. Ostrovski
-
Noite Feliz – F. Gruber / Arr. A. Ostrovski
-
Aleluia – G. F. Händel / Arr. Davi Coelho Coral e Orquestra Filarmônica da
PUCRS Maestro Marcio Buzatto
A ESQUECIDA ARTE ESPANHOLA: MARTORELL E HUGUET
Você conhece Bernardo Martorell e Jaime Huguet? Se já viajou
pela Espanha – ou mora no país -, talvez. Caso contrário, os dois artistas são
exemplos de como a história da arte grava alguns nomes na memória e relega
outros ao esquecimento. Ambos os artistas são exemplo da mais refinada arte
catalã e base da arte espanhola nos séculos seguintes.
Martorell e Huguet pertencem a um período de transição da
arte europeia. A Idade Média encontra-se em seus dias finais, devido à crise
social e econômica que havia se estabelecido. As guildas ou oficinas
estabelecidas nessa época permanecem em atividade, atraindo uma classe burguesa
em ascensão que não se sente representada pelas artes das catedrais e passa a
investir em artistas para que produzam trabalhos mais refinados e pessoais. A
figura do artista como ser criador e iluminado - e não mais um artesão mecânico
– ganha espaço. E, incentivados, esses artistas passam a viajar pela Europa,
descobrindo novas estéticas e criando novos estilos.
Bernardo Martorell (San Celoni, Espanha, 1400 – Barcelona,
Espanha, 1452) foi pintor de retábulos e miniaturista de obras ricamente
detalhadas no estilo gótico internacional. Era reconhecido por suas composições
dinâmicas e narrativas dramáticas. Sobre sua vida pouquíssimo se sabe. Jovem,
chegou a Barcelona, onde se tornou aluno do pintor Luis Borrassá, e também
trabalhou como ilustrador de manuscritos.
O gótico internacional é o resultado a da união do
franco-gótico e o trecento italiano. A principal característica do gótico
internacional é a estilização das formas humanas e da paisagem, além do uso da
cor como elemento decorativo e a utilização intensiva do dourado. O
planejamento das vestes e a riqueza dos detalhes marcam também este estilo. As
figuras tendem a ser representada de modo naturalista, mas repletas de
elementos simbólicos. Os artistas tinham total domínio da técnica da
perspectiva de modelagem.
Com o amadurecimento de sua técnica, Martorell criou seu
próprio atelier, onde passou a produzir prioritariamente arte sacra decorativa.
Seus trabalhos iam de vitrais a flâmulas e brasões de ricas famílias, mas a
maioria de suas obras eram retábulos. Devido a sua produção estar ligada ao
atelier, poucas obras são atribuídas apenas a Bernardo: o retábulo de São Pedro
de Pubol, de 1437, e a Anunciação.
Devoto de São Jorge, a obra mais famosa de Martorell é o
Retábulo de São Jorge (1430-1435), formado por cinco painéis que contam a
história do santo, retirada do livro Lenda áurea, de 1275. Nessa obra é
possível perceber o domínio do artista em sua técnica e estilo - em questões
como a representação da luz, o uso da narrativa e a dramaticidade. Os rostos
possuem feições expressivas e Martorell dá os primeiros passos para o
desenvolvimento do senso de movimento na pintura.
Bernardo sabia utilizar as cores vivas de maneira complexa,
buscando-as para conferir vida e luz a cada pintura. Também soube beber da
influência bizantina com o uso do ouro nas auréolas e na própria organização do
quadro. A composição, riqueza de cores e detalhes demonstram o grau de
desenvolvimento do artista, que trouxe elementos e técnicas que não estavam
presentes na arte catalã.
O estilo de Martorell é diferente do de outros artistas da
Catalunha devido à sua familiaridade com a arte flamenca em ascensão e com a
própria arte italiana de Pisanello, Sassetta e Gentile da Fabriano. Assim,
Martorell simboliza o elemento de transformação para o estilo flamenco, sendo
precursor de Jaime Huguet.
Jaume Huguet (Valls, Espanha, 1412 - Barcelona, Espanha,
1492) foi um pintor gótico catalão. Huguet traz em seu estilo uma evolução do
estilo gótico internacional, incorporando definitivamente elementos da arte
flamenga. Sua formação se deu principalmente em Barcelona. Em 1448 abriu sua
oficina e logo monopolizou a realização de retábulos na Catalunha durante a
segunda metade do século XV. Huguet teve entre seus principais clientes
diversas ordens religiosas. Devido a isso, e após diversos conflitos nas
igrejas locais, boa parte da obra de Huguet se perdeu.
As obras de Huguet trazem em si as aspirações espirituais –
e sociais – da emergente classe burguesa. Mas os desejos de seus clientes não o
impedem de experimentar, utilizando a tridimensionalidade através das cores.
Assim, como Martorell, o artista também se tornou notável pela dramaticidade e
expressividade das feições de suas figuras.
Muito se perdeu e muito se esqueceu. Martorell e Huguet são
dois dos muitos pintores que fizeram a arte espanhola. Referências pouco
citadas, mas muito sentidas por todas as sensibilidades que vieram depois deles
– sejam seguidores ou simples observadores.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Sucesso do Voz Ativa na Paulista é matéria no Bom dia Brasil
As intervenções do Voz Ativa
Madrigal no Natal Itaú Personnalite tem provocado verdadeiro tumulto na esquina
da Av. Paulista com a Ministro Rocha de Azevedo tamanha a quantidade de pessoas
interessadas em assistir as apresentações do grupo. Tanto no dia da estreia (sábado) quanto ontem
a SET teve que intervir a fim de proteger o público que invadiu as avenidas
impedindo o trânsito local.
Segundo matéria levada ao ar
nesta segunda feira no jornal matinal da Globo, Bom dia Brasil, a Secretaria de Transito está estudando uma maneira de amenizar os problemas causados pelas
apresentações no Voz Ativa no local, uma das alternativas seria desviar o
transito durante o período em que o grupo se apresenta.
Somos conscientes que a intervenção
da SET é necessária a fim de amenizar os problemas causados por nossas
apresentações e estamos dispostos a colaborar no que nos for possível, pois
sabemos que tais apresentações além de divertir e emocionar o público também estão causdo transtornos, todavia não nos é possível negar que estamos sentido grande
alegria e satisfação com o sucesso do projeto.
Obrigado a todos por este
especial momento.
Mudando o DNA da educação
A
escola precisará mudar seu DNA. Em vez de insistir em paradigmas como
transmissão, absorção, retenção, reprovação e controle, ela deverá se preocupar
com um novo tipo de DNA, o D3NA, que se baseia em diversão,diálogo, desafio,
narrativa e aventura. O panorama sobre a escola que se quer para o século 22 –
22 sim, porque o século 21 já começou há mais de uma década e é preciso olhar
para frente – foi apresentado por Luciano Meira, professor de psicologia da
UFPE e especialista em games educacionais, durante evento sobre educação e
tecnologia promovido pelo Porvir e pela Fundação Telefônica na terceira edição
da Série de Diálogos O Futuro de Aprende.
“A
missão da escola, o seu DNA constitutivo parece estar o ensino. Isso não produz
a reciprocidade da aprendizagem. Nós estamos usando as metáforas erradas”,
afirma Meira, que vem desenvolvendo a OJE, em Pernambuco, uma olimpíada de
conhecimento gamificada que deverá chegar a 2 milhões de estudantes de escolas
públicas até 2015. O seu contato com jovens e com tecnologias educacionais o
fez perceber que existe um descompasso importante entre o que os alunos esperam
da escola e o que ela lhes oferece. Para o pesquisador, os livros em duas
dimensões não são mais capazes de dar conta das necessidades dos alunos, que vivem
em um mundo em que já é possível manipular realidades de seis dimensões, como
emjogos como o Kinect.
Diálogo
O
professor cita recente pesquisa feita com jovens de Recife. Ela mostrou que, ao
serem perguntados sobre o que haviam estudado na semana, os alunos até se
lembravam de assuntos abordados nas aulas de matemática e biologia. Mas, ao
serem perguntados sobre o que gostariam de aprender, as respostas em nada
coincidiam com as da pergunta anterior: se pudessem escolher, os alunos
prefeririam aprender informática e computação (15%), música (8%), dança (6%),
design de games (6%) e robótica (6%). O mais grave, ressalta o especialista, é
que 47% dos entrevistados responderam “outras coisas”. “Tem uma frequência
enorme de outras coisas que a gente nem sabe o que é”, lamenta ele.
O
que causa isso, de acordo com Meira, são “os arranjos” travados da escola, que
se verificam tanto em aspectos infraestruturais quanto nas relações entre as
pessoas que compõem o ambiente educacional. “Os arranjos têm sido os mesmos,
apesar das tecnologias. Eu me refiro principalmente aos arranjos discursivos
que desautorizam o diálogo.”
Diversão
No
lugar desse modelo que tem se mostrado ineficaz, Meira sugere que a escola se
abra à diversão, mas não uma diversão que passe apenas pelo engraçado, mas que
incentive os alunos a serem autores do seu aprendizado. “Nós queremos
encantamento, surpresa, curiosidade”, diz ele.
Desafio,
narrativa e aventura
A
escola tem preferido os testes tradicionais aos desafios que realmente engajam
os alunos no aprendizado, na avaliação do professor. Segundo Meira, as
narrativas não tradicionais e as aventuras não são consideradas experiências
válidas de aprendizagem. E isso, defende ele, precisa mudar. Um dos caminhos
que ele tem visto dar certo que leva em conta não apenas desafio, narrativa e
aventura, mas também diálogo e diversão é o aprendizado via games.
Deficiência física de personagens históricos é ignorada
A
artista Frida Kahlo, o compositor Ludwig van Beethoven, o ex-presidente
americano Franklin D. Roosevelt, a atriz Sarah Bernhardt, o cantor Ian Dury e o
célebre almirante Nelson, da Grã-Bretanha
As
deficiências físicas de muitas figuras históricas conhecidas, e outras nem
tanto, é um aspecto muitas vezes pouco conhecido do público.
Em
um museu de Veneza há quatro estátuas colossais de cavalos em cobre. A milhares
de quilômetros de lá, na magnífica igreja de Santa Sofia, em Istambul, fica a
tumba do homem que roubou essas esculturas – Enrico Dandolo.
Dirigente
e magistrado da República de Veneza em 1192, Dandolo liderou a Quarta Cruzada
(expedição militar cristã que pretendia conquistar o Egito muçulmano) até a
cidade de Constantinopla, na atual Turquia.
Seu
exército atingiu o coração do Império Bizantino.
Dandolo
foi um líder dinâmico que reformou o sistema monetário veneziano e se tornou
uma figura inspiradora no campo de batalha.
Quando
suas tropas flanqueavam o inimigo sob uma chuva de flechas, ele foi o líder
responsável pela vitória. Seus homens foram a primeira força militar
estrangeira a romper as muralhas da capital bizantina.
Dandolo
morreu em uma expedição no ano seguinte. Entre seus seguidores era considerado
um líder valente, enérgico e vigoroso. Para seus inimigos, era ambicioso,
inescrupuloso e astuto.
Mas
há dois aspectos de sua vida que podem surpreender o leitor.
Dandolo
realizou todas esses feitos com 90 anos – e já estava cego há mais de duas
décadas.
Deficientes
O
líder veneziano ficou cego após levar um golpe na cabeça, quando já era
sexagenário, segundo Thomas Madden, autor de sua biografia.
E
ele não foi o único guerreiro deficiente da Idade Média. O rei John da Bohemia,
que era cego, morreu cavalgando na batalha de Crecy, contra os ingleses.
Balduino
4º, rei de Jerusalém, venceu Saladino na batalha de Montgisard, em 1177, apesar
de estar seriamente debilitado pela lepra.
Na
lista de deficientes estão outras figuras famosas, como Ludwig van Beethoven,
cuja surdez se tornou amplamente conhecida, ou Julio César – que tinha
convulsões possivelmente devido a uma epilepsia.
Outro
exemplo é o almirante britânico Nelson, que ao perder seu braço direito
escreveu: “um almirante canhoto não voltará a ser considerado útil, portanto
quanto antes eu encontre uma morada humilde para me aposentar, melhor. É
preciso deixar espaço para que um homem melhor possa servir ao Estado”.
Entretanto,
a maior parte das pessoas não pensa nessas figuras históricas como deficientes,
segundo o sociólogo Tom Shakespeare, autor do livro Disability right and wrongs
(Erros e acertos das deficiências, em tradução livre).
Segundo
ele, a associação de identidade com deficiência é um conceito recente, do
século 20.
A
cadeira de rodas de Roosevelt
“A
deficiência está associada a excluídos. Quando aparece alguém como Dandolo, ele
recebe um status honorário de não deficiente”, diz. “Se tiveram êxito, não
podem ser deficientes. Esse aspecto de sua identidade não é priorizado”.
Além
disso, afirma, os deficientes sempre foram estimulados a dissimular ou esconder
sua condição.
Isso
ocorreu com Dandolo. “Circulavam histórias sobre como ele ocultava sua
cegueira. Colocava um cabelo em sua sopa e se queixava em voz alta”, segundo
seu biógrafo.
Seus
esforços anteciparam a atitude do presidente americano Franklin Roosevelt, mais
de sete séculos depois.
Paralisado
da cintura para baixo uma década antes de assumir o cargo, Roosevelt se
empenhou em esconder sua deficiência.
Há
dezenas de imagens dele em pé, já como presidente, mas sempre apoiado
cuidadosamente em algum suporte. Esse esforço seria resultado de uma suposição
de que a deficiência diminuiria suas perspectivas eleitorais.
Todas
as suas aparições eram meticulosamente coreografadas, para que a cadeira de
rodas não aparecesse. “Não há caricaturas ou imagens de arquivo que o mostrem
como deficiente, o que é extraordinário”, disse Shakespeare.
No
caso de Dandolo, até seu biógrafo afirmou não identificá-lo como deficiente.
Importância
simbólica
De
acordo com a mentalidade moderna, histórias de vida semelhantes dariam margem a
mensagens de otimismo sobre o potencial de todas as peasoas com deficiência.
Mas
as coisas eram diferentes na Idade Média. A grande ironia é que na época de
Dandolo, os imperadores bizantinos depostos eram cegados propositalmente para
evitar que voltassem ao poder.
Apesar
da história não ser escrita somente por meio dos feitos de grandes homens, o
sociólogo Tom Shakespeare afirma que a valorização das figuras deficientes tem
um propósito simbólico.
“É
muito importante nomear as pessoas porque temos uma visão muito negativa [das
pessoas com deficiência]“.
FICARELLI, MARIO (1935)
Obteve
vários prêmios em concursos de composição no país e no exterior. Possui
diversas obras editadas no Brasil, Europa e Estados Unidos, contando em seu
catálogo mais de 120 obras para diversas formações desde solo, duos, trios,
etc. até música sinfônica, coral e uma ópera. Dedicado também ao magistério,
lecionou composição e outras disciplinas desde 1981, na Escola de Comunicações
e Artes da Universidade de São Paulo, onde é professor Livre Docente em
composição, tendo sido eleito Chefe do Departamento de Música por três
mandatos. É membro da Academia Brasileira de Música desde 1994, da Sociedade
Brasileira de Música Contemporânea desde 1995 e da SUISA – Zurique- Sociedade
Arrecadadora de Direitos Autorais, desde 1992. Em 2006 publicou um livro de
Harmonia Funcional. No segundo semestre de 2011 será lançado o livro que
traduziu e revisou “Contraponto baseado sobre o sistema dodecafônico” de E.
Krenek. Ainda nessa mesma data será lançado o seu método de ensino musical
“Musissimphos” para prática musical de crianças em formação de orquestra,
contendo 81 peças originais e 66 orquestrações de músicas do repertório
original para piano, pela Editora Algol.
Em
1975 participou da Tribuna Internacional de Compositores, em Paris, regendo sua
própria obra. Transfigurationis*), encomendada pela Orquestra Sinfônica do
Estado de São Paulo, estreou em 1981, valendo-lhe na ocasião o prêmio da
APCA-Associação Paulista de Críticos de Arte, cuja obra teve a estréia européia
em 1988 pela Orquestra Sinfônica Tonhalle de Zurique, e em 1992 teve três
execuções pela Orquestra Sinfônica Bruckner de Linz, na Áustria.
Em
1992 estreou com sucesso sua Sinfonia No.2 “Mhatuhabh”*), em Zurique, sob a
regência de Roberto Duarte frente a Orquestra Sinfônica Tonhalle a qual lhe
encomendou a obra. Em 2006 essa Sinfonia foi apresentada pela Orquestra
Sinfônica de Moscou. Em 1995, quando da estréia desta Sinfonia em São Paulo,
com a OSESP, obteve novamente o prêmio da APCA. Ainda em 1992 compôs a 3a.
Sinfonia*), na Suíça, onde residiu por um ano.
Sua estréia mundial ocorreu em abril/maio de 1998 sob a regência de
Roberto Duarte a frente da OSESP - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Mais uma vez a APCA outorgou-lhe o prêmio de melhor obra sinfônica de 1998. No
início de 1999 compôs Concertante*) para sax alto e orquestra - encomenda do
Conservatório de Tatuí-SP, aí estreada pelo renomado solista norte-americano
Dale Underwood.
Em
1996, sua Missa Solene (1996) para coro e solistas infantis, órgão e percussão,
foi estreada na Hungria e parcialmente executada no Vaticano com a presença do
Papa João XXIII. Compôs, entre 1997 e 1998, 3 Quintetos para quarteto de cordas
com oboé, com trompa e com viola*); Suite para Metais, Cordas e Tímpanos,
estreada na Suíça; Prelúdio e Toccata, para violino, violoncelo e piano,
lançado em CD em março de 2011; Tempestade Óssea para percussão; (gravação em
CD pelo Grupo de Percussão da UNESP), além de ter sido executada em 19 cidades
norte-americanas pelo Grupo PIAP em 2010; no final de 2009 foi lançada gravação
em CD pelo Grupo Durum de Percussão, o Ensaio-90 para trio.
Durante
o segundo semestre de 2010 atuou como Curador da Transversal da Música no Tempo
para a realização de 22 concertos de música de câmara dentro do projeto de
revitalização da Sala Funarte (Ministério da Cultura do Governo Federal).
Ficarelli
é verbete em inúmeras publicações, incluindo o Dicionário Grove de Música e
Who’s Who in the World."
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
BRUCKNER ANTON (1824-1896)
BRUCKNER
ANTON (1824-1896)
AUSTRÍACO
– ERA ROMÂNTICA
Vida.
Compositor austríaco, Anton Bruckner nasceu em Ansfelden, Alta Áustria, em 4 de
setembro de 1824 e morreu em Viena em 11 de outubro de 1896. Foi educado no
convento de Sankt Florian e ficou marcado pela mais profunda devoção católica e
pelo suntuoso estilo barroco do mosteiro. Durante longos anos de atividade como
professor primário, fez sérios estudos de música, que continuou mesmo mais
tarde, quando já reconhecido como compositor de grande talento. Em 1856 foi
nomeado organista da catedral em Linz, depois regente da capela imperial em
Viena e professor de música na universidade da capital. Recebeu, nesses anos, a
mais profunda influência de Wagner, modificando então totalmente o estilo das
suas composições. Mas experimentou, com a execução de suas obras, só decepções,
pois foi sistematicamente hostilizado pelos antiwagnerianos vienenses.
Projeção. Mal conhecido em vida, Bruckner só se tornou
realmente famoso depois da morte, mas quase exclusivamente na Áustria e na
Alemanha. Só a partir da década de 1920, Bruckner chegou a ser admirado e
executado com freqüência na Inglaterra, França e Itália.
Bruckner
foi um caso quase patológico de falta total de inteligência (com exceção da
inteligência musical). Admirador entusiasmado de Wagner, nunca chegou a
entender as teorias do seu mestre, do qual também o separava a devoção
católica. Sua síntese, absolutamente sui generis, de catolicismo barroco e de
estilo wagneriano, inspirou-lhe formas novas da missa e da sinfonia.
Obras.
Não quis publicar, ou não conseguiu publicar, a maior parte das suas obras da
mocidade, de modo que a evolução da arte de Bruckner só é parcialmente
conhecida. Seu gênio musical já está perfeito nas três grandes missas em ré
menor (1864), em mi menor (1866) e em fá menor (1868). São as maiores obras de
música sacra do séc.XIX, mas pouco adaptadas às normas litúrgicas vigentes,
pela suntuosidade barroca dos coros e pela riqueza do acompanhamento
orquestral.
Bruckner
é sobretudo conhecido como sinfonista, sendo suas maiores obras a relativamente
fácil Sinfonia nº3 em ré menor (1873); a romântica Sinfonia nº 4 em si bemol
(1874); e principalmente as três sinfonias colossais: nº5 em si menor (1876),
nº7 em Mi maior (1883) e nº 8 em dó menor (1885). Não têm semelhança alguma com
a sinfonia contemporânea de Brahms -
situam-se entre as obras sinfônicas de Beethoven e Mahler. São
inconfundíveis pela temática (em parte sacral, em parte popular) e pela
justaposição desses temas em grandes blocos. Ainda convém observar que, durante
muitos anos, essas sinfonias só foram conhecidas em versões abreviadas e
truncadas, de modo que apenas hoje se conhece realmente a arte sinfônica do
compositor. Alguns críticos preferem às suas obras orquestrais o grandioso e
comovente Te Deum em Dó maior soprano, coro, orquestra e órgão. Composto em
1881, sua primeira apresentação em Viena, foi em 1885.
Voz Ativa Madrigal faz estreia do Natal Itaú Personnalité amanhã, dia 08 dezembro
Como
anunciado em matéria anterior, neste dia 08 de dezembro o Voz Ativa faz a
estreia do Natal Itaú Personnalite, na Av.Paulista.
As
apresentações iniciaram às 18H00.
Maiores
informações no site do Banco Itaú Personnalité.
Veja matéria referente ao assunto publicada dia 05 de dezembro neste blog
Decantar Vozes, quarteto vocal, e o pianista Vagner Ferreira fazem recital nesse final de Semana.
O
Decantar vozes é formado por cantores do COSESP (Coral da Orquestra Sinfônica
do Estado de São Paulo) e traz em sua proposta a pesquisa para o
aperfeiçoamento interpretativo em conjunto vocal de câmara.
Neste
sentido o repertório proposto não se limita ao um período ou gênero o que
permite que o programa apresentado em seus recitais e concertos seja composto
desde obras renascentista até a música
popular brasileira.
No
programa apresentado nesse final de semana, sob a coordenação do Maestro Samuel
Kerr, o grupo reafirma sua proposta e apresenta composições de Tomás Luís de
Victoria, John Bennet, Passereau, Chico Buarque, Adoniran Barbosa e outros,
sempre acompanhados pelo pianista Vagner Ferreira.
Serviço:
Sábado, 08 de dezembro - 11h
Sala das Artes Paulistanas no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo
R. Benjamin Constant, 158 (SPaulo, próximo ao metrô Sé)
Entrada Franca
Sala das Artes Paulistanas no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo
R. Benjamin Constant, 158 (SPaulo, próximo ao metrô Sé)
Entrada Franca
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