Quem sou eu
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Ministério Público proíbe apresentações do Voz Ativa Madrigal na Av. Paulista
No
início desta semana o Banco Itaú recebeu notificação e comunica que por
determinação do Ministério Público, a partir do próximo dia 21 de dezembro,
sexta-feira, estão proibidas as participações do Voz Ativa Madrigal no Projeto
Natal Itaú Personnalité na Av. Paulista.
Na
alegação apresentada pela SET, Secretaria de Transito de São Paulo, destinada e
acatada pelo Ministério Público, consta que além de grande prejuízo causado ao
trafego nas Av. Paulista e Ministro Rocha de Azevedo e, por consequência, em todo arredor, promovido pela invasão nas
referidas vias pelo público, há evidente risco para as pessoas interessadas
em assistir as apresentações do grupo e se colocam fora da calçada e aos
transeuntes que se veem obrigados a transitar pelas Avenidas visto que todo o
passeio está tomado pelo público em todas as esquinas.
Nas
últimas apresentações do Voz Ativa Madrigal a CET, órgão responsável pela
organização e fiscalização do transito na cidade de São Paulo, esteve no local
objetivando possibilitar as apresentações, mas não obteve sucesso dado ao
número de pessoas interessadas que insistiam em ocupar as avenidas a fim de
assistir as apresentações.
“Além
do evidente sucesso outro importante fator colaborou para o quadro atual. Duas
instituições instaladas na Av. Paulista que tradicionalmente disputavam a
atenção do público com o Natal Itaú Personnalite não apresentaram projetos esse ano
ficando assim todos os turistas com uma única atração na avenida”, avalia Jean
Pierre, produtor da Harmonia Promoções e e responsável pela organização e
execução do projeto.
Reconhecem
a legitimidade da ação do Ministério Público e da CET aqueles que estiveram no
local e presenciaram o impressionante número de pessoas interessadas em assistir as apresentações do grupo, muito maior do que a capacidade do passeio público em abrigá-las.
"Lamentavelmente
não há nada que se possa fazer diante da imprevista situação, ficando assim prejudicados
àqueles que programavam visita ao local." conclui o Maestro Ricardo Barbosa,
Além de fazer bem para a alma, música ajuda no tratamento de algumas doenças
Quem nunca gritou de alegria
quando começou a tocar sua canção preferida? Ou então se sentiu mais animado
depois que ouviu aquela música alegre? Ou ainda colocou uma musiquinha calma só
para relaxar? Pois é, dá pra sentir que a música faz bem para a alma. O legal é
descobrir que ela também faz bem para o corpo, ajudando inclusive no tratamento
de várias doenças. É isso que faz a musicoterapia.
Dá pra sentir no corpo as
alterações que a música causa: dependendo do ritmo, a respiração se torna mais
calma ou mais ofegante, a pressão sanguínea aumenta ou diminui, os batimentos
cardíacos se tornam mais fortes ou mais leves. E isso já foi comprovado em
vários estudos, como os divulgados pela American Music Therapy
Association-AMTA, dos Estados Unidos, e pela World Federation of Music
Therapy-WFMT, localizada em Gênova, na Itália.
Além disso, a música fala
diretamente ao sistema límbico do cérebro (região responsável pelas emoções,
pela motivação e pela afetividade), contribuindo para a socialização e até
mesmo aumentando a produção de endorfina. Por isso, pode ser usada no combate à
depressão, ao estresse, à ansiedade; no alívio dos sintomas de doenças como
hipertensão e câncer; e no tratamento de pacientes com dores crônicas.
Terapia da música
Reconhecendo todo esse poder
terapêutico da música é que surgiu a musicoterapia. A prática, que utiliza
músicas, sons e movimentos com fins terapêuticos, já é adotada em diversos
hospitais, clínicas e centros de reabilitação para a integração física,
psicológica e emocional.
“No Brasil, a maioria das APAEs e
Centros de Reabilitação utilizam a musicoterapia como parte de seu trabalho.
Ela vem sendo implantada nos Centros de Referência de Assistência Social e nos
Centros de Atendimento Psiquiátrico para adultos e crianças, e também nos
Hospitais e Centros de Neurologia, em ONGs e em escolas especiais”, aponta a
musicoterapeuta Magali Dias, secretária geral da União Brasileira de
Associações de Musicoterapia-UBAM.
A musicoterapia ainda é utilizada
em empresas, para melhorar o desempenho dos funcionários, em spas, para
auxiliar na redução da ansiedade, em escolas, ajudando na concentração e no
aprendizado dos alunos, e em centros de atenção aos idosos, contribuindo para a
socialização e para a prevenção e tratamento de doenças.
Trilha sonora
Um dos pontos mais interessantes
da musicoterapia é que não há uma receita pré-definida de tratamento. A terapia
é estabelecida em conjunto com o musicoterapeuta e o paciente, de acordo com
suas necessidades e seus objetivos. E é o próprio paciente que escolhe as
músicas, segundo seu próprio repertório pessoal. Isso permite que tenha uma
maior interação com suas emoções e, caso a terapia seja em grupo, a aproximação
com o coletivo.
“A música ou o ritmo escolhido é
aquele que vem da solicitação do paciente, do usuário ou do aluno. Não existe
uma música para isto ou para aquilo outro. A música tem que ter significado
para quem a escuta e trabalha com ela”, destaca Magali.
Muitas pessoas acreditam que há
um ritmo certo para cada função: relaxar, animar, ou até ajudar a se
concentrar. Mas não é bem assim. O repertório pode ser variado, indo do rock ao
jazz, passando por moda de viola ou MPB. Isso porque as músicas são escolhidas
pelo paciente, e vão depender do seu gosto.
“As músicas só fazem efeito se
elas têm uma conexão especial para quem as ouve. Podemos usar diferentes tipos
de ritmos, do erudito ao rock. Não há uma regra preestabelecida e nem uma
receita pronta dizendo use tal ritmo para isso ou aquilo, mas sim uma sintonia
entre cliente e profissional”, afirma Cláudia Murakami, pedagoga e
musicoterapeuta da Vita Clínica.
Depois de estabelecido o
repertório, o tratamento é feito em uma sala especial, com acústica adequada, e
as sessões (individuais ou em grupo) incluem música e recursos sonoros variados
como vozes, instrumentos e ruídos. O musicoterapeuta avalia então a reação do
paciente diante de cada som, documenta tudo e vai comparando os resultados com
seu projeto inicial. Os resultados, de acordo com os profissionais, já podem
ser sentidos logo após dez dias.
Música no combate a doenças
A musicoterapia vem sendo muito
utilizada no combate ao estresse. Isso porque, como fala diretamente ao
emocional, ela ajuda a relaxar e promove uma sensação de bem-estar. “A música,
quando é relaxante para a pessoa, ajuda muito a combater não somente o
estresse, mas também ansiedade, angústia, depressão e insônia, pois faz com que
o cérebro libere endorfinas e serotoninas, proporcionando prazer e sensação de
bem-estar”, explica Cláudia.
Além disso, um estudo apresentado
este ano na American Society of Hypertension-ASH, apontou que a música pode até
mesmo baixar a pressão arterial e o ritmo cardíaco – o que traria outros
benefícios além do relaxamento, como ajudar no tratamento de hipertensos e
atuar na prevenção de doenças cardiovasculares.
A música também vem sendo uma
grande aliada no tratamento da dor. Pesquisa realizada pela Cleveland Clinic
Foundation, nos Estados Unidos, comprovou que ouvir música pode ter efeitos
benéficos no tratamento de dores crônicas, como as causadas pelo câncer. Por
isso a musicoterapia já está sendo usada pelo Grupo de Apoio ao Adolescente e à
Criança com Câncer-GRAAC como parte do tratamento. “O que ocorre é a troca do foco da dor, ou
seja, afasta-se da mente a sensação de dor e diminui-se gradativamente a
ansiedade que a dor provoca no paciente”, explica Cláudia.
Apesar de ouvir música ser
prazeroso e relaxante, é importante ressaltar que não dá pra fazer musicoterapia
sozinho em casa. Isso só é alcançado com o trabalho com um profissional. “Só um
musicoterapeuta pode conduzir uma sessão de musicoterapia, senão será apenas
uma recreação com música. Nossa formação é voltada para que tenhamos todas as
ferramentas teóricas e práticas para desenvolver este trabalho”, enfatiza
Magali.
Mesmo sem efeitos terapêuticos,
ouvir música apenas por lazer ou relaxamento também tem efeitos benéficos. Como
cada pessoa tem seu próprio repertório musical (aquelas músicas que de alguma
forma marcaram nossa vida) é possível fazer uma coletânea com as que lembram
momentos especiais e prazerosos (como o primeiro beijo, aquela viagem
inesquecível, o nascimento de um filho) e ouvir em casa, no trânsito, ou mesmo
durante uma pausa no escritório. Especialistas apontam que isso ajuda – e muito
– a restabelecer a calma e o bem-estar.
Festival canadense recebe inscrições de documentários
Estão
abertas, até 11 de janeiro, as inscrições para o festival Hot Docs, dedicado
exclusivamente ao gênero documentário, que acontece entre os dias 25 de abril e
5 de maio em Toronto, no Canadá.
O
festival considera curtas-metragens os filmes com duração até 30 minutos,
longas-metragens os filmes mais extensos que 60 minutos, e médias os filmes com
duração entre 30 e 59 minutos. É necessário que os filmes tenham sido
finalizados em 2012, sejam completamente inéditos na cidade de Toronto e
contenham legendas ou dublagem em inglês.
A
taxa de inscrição, no valor de 33,90 dólares canadenses para curtas e 118,65
dólares canadenses para longas e médias, dá direito à inscrição do filme também
no Doc Shop, mercado de negócios promovido pelo festival, e sua inclusão
durante 12 meses no Doc Shop Online, a plataforma na internet, aberta a compradores,
distribuidores, programadores de festivais e agentes de vendas.
Uma
vez selecionada a obra, é a curadoria do festival que determinará se a mesma
será exibida na mostra competitiva internacional ou nas seções
não-competitivas.
Os
ingressos e pacotes promocionais de entradas para as sessões do Hot Docs já
estão à venda.
Saiba
mais no site www.hotdocs.ca.
MIS-SP lançará mensalmente filmes de novos diretores brasileiros
O Museu da
Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) vai abrir seu auditório mensalmente para
o lançamento de dois a cinco filmes realizados por diretores brasileiros e
selecionados por meio da convocatória Cine MIS.
Podem ser
inscritos curtas, médias e longas-metragens inéditos, de todos os gêneros,
captados em qualquer formato, que ainda não tenham sido exibidos em projeções
públicas no município de São Paulo
As
inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas durante todo o ano de 2013,
pessoalmente no MIS ou via Correios.
O MIS
oferece o evento de lançamento dos filmes selecionados, com assessoria de
imprensa e convite eletrônico.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
MIS-SP abre convocatória para programa de dança
Desde
1/12 estão abertas as inscrições da convocatória do Dança no MIS, programa
mensal do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, com curadoria de Natalia
Mallo, que leva ao público performances
site-specific e sessões de videodança.
Em
2013, a programação do Dança no MIS irá abrigar até 10 trabalhos selecionados
por meio da convocatória. As apresentações, com entrada gratuita para o público,
acontecem entre março e dezembro, aos sábados, em datas a serem definidas.
Podem
ser inscritos projetos de artistas de qualquer área dentro da linguagem da
dança, sem restrições de técnica, estilo ou escola. Haverá prioridade para
trabalhos que integrem a dança à linguagem audiovisual em qualquer suporte
(vídeo, fotografia, novas tecnologias, games, entre outros).
Os
interessados devem criar um projeto coreográfico para algum dos espaços
disponíveis no MIS dentro do conceito de site-specific (no qual a obra dialoga
com o espaço, buscando se relacionar com seus aspectos singulares: arquitetura, topografia,
iluminação, matriz cultural, discurso etc). É possível se inscrever em duas
categorias: solo/pequenos grupos (de até três pessoas); e grupos (a partir de
quatro pessoas).
As
inscrições para a seleção do programa Dança no MIS são gratuitas e podem ser
feitas até 31 de janeiro de 2013.
O
formulário de inscrição deve ser acessado no site www.mis-sp.org.br.
Mercado de entretenimento deve passar por transformação
O
mercado de entretenimento já fala em ajustes para 2013, segundo informa
reportagem do jornal Valor Econômico. As mudanças estratégicas vão desde
negociações mais intensas para baixar o valor dos cachês dos artistas
internacionais a um aumento no número de cidades das apresentações para diluir
custos, tentando expandir para além do tradicional circuito Rio-São Paulo.
“Nos
últimos dois anos houve uma onda de bonança: real valorizado [isso é bom para
shows cotados em dólar]; excesso de crédito e o resto do mundo quebrado. Mas o
cenário agora mudou: a economia anda de lado, o real foi desvalorizado e o
consumidor está na ressaca do excesso de crédito que recebeu”, avalia Leo
Ganem, presidente da Geo Eventos.
Nesta
semana, a T4F comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que o resultado
do quarto trimestre teria impacto negativo pelas performances abaixo do
esperado. Pesou a desaceleração da economia e a desvalorização cambial de 20%.
Nos
últimos meses, os ingressos no Brasil (em dólar) estavam superando significativamente
o de outros países.
Dentre
as estratégias do CEO do Rock in Rio, Luis Justo, está a contratação de
artistas que vão fazer uma turnê pós-evento, além de ampliar cada vez mais a
edição em outros países. Assim, consegue fechar com o artista para tocar em uma
“rede” de festivais, a cachês mais convidativos
Crenças e atitudes do produtor cultural
A
maioria dos 500 entrevistados se consideram realizadores de projetos (25%),
responsáveis por tirá-los do papel, mas carentes de estrutura e apoio (22%),
que acreditam que têm uma atividade difícil, que exige muita dedicação e
esforço. 19% têm clareza sobre suas atribuições e se veem executando o trabalho
com ética e postura profissional.
Mas
os produtores culturais são iguais em atitudes e crenças?
Considerando
como percebem a atividade, o mercado e seu próprio trabalho, a pesquisa propõe
uma classificação em cinco perfis: o idealista (32%), o desiludido (28%), o
alienígena (18%), o profissional (13%) e o produtor por acaso (9%).
O
idealista acredita na cultura como meio de transformar a sociedade e acha que
investir na área significa fazer arte. Afirma ter compreendido que grande parte
da sua dificuldade em conseguir patrocínio para seus projetos é não conhecer
marketing, comunicação e economia.
O
desiludido vê as empresas como rivais e não como parceiras. Tem muita
dificuldade na comercialização de seus projetos porque não compreende que há
uma lógica para o patrocínio. Alega não ter tempo para planejamento e acredita
que o produtor cultural tem que ser um bom executor de tarefas.
O
alienígena tem a cultura como um meio de vida. Não entende a paixão pela profissão
como essencial para exercê-la. Também não tem um posicionamento definido em
relação ao mercado e se envolve pouco com investidores. Ele é o próprio
negócio: exerce todas as funções, produtor, empresário e administrador, o que o
leva a ter dificuldade em trabalhar com equipes.
O
profissional compreende sua relação com o patrocinador, enxerga parceria.
Acredita que o investidor entende o valor cultural e que está interessado em
vários tipos de projetos e não apenas com o marketing da empresa. Mais voltado
para o planejamento e menos para atividades burocráticas e operacionais.
O
produtor por acaso começou na atividade por uma oportunidade. Viabiliza seu
trabalho por meio da prática, do operacional. Assim, não valoriza o
planejamento nem a formação acadêmica. Não exerga a cultura como um meio de
transformação da sociedade, portanto é o menos envolvido com projetos que
tenham continuidade.
Para
Kuru Lima, diretor executivo da Cria! Cultura e diretor de programas como o
Conexão Vivo, de maneira geral, existem esse diferentes tipos de produtores no
Brasil. “Mas, como toda classificação e tentativa de enquadramento, possui
limitações, não pode ser levada ao pé da letra. Há características mais
acentuadas, tais quais as descritas, mas existe também nuances de cada perfil
em cada produtor”, alerta.
Para
ele, talvez não haja um produtor “puro sangue” dentre os cinco perfis
sugeridos. “Dependendo do seu momento de vida e do projeto em que se encontra
envolvido, cada um desses perfis pode estar mais aflorado. Acredito no
profissional de produção em permanente processo de transição e evolução”, diz.
Erik
Heimann Pais, assessor artístico do Conservatório de Tatuí, concorda. “Apesar
de enxergar sim, em um primeiro momento, esses cinco diferentes perfis nos
produtores culturais, tenho me deparado frequentemente com os que apresentam
mais de uma das características ao mesmo tempo. Por exemplo, são comuns os
contatos de produtores ‘idealistas-por acaso’ ou ‘alienígenas-desiludidos’”,
conta.
Ele
explica que, em geral, pela pauta do Conservatório de Tatuí não ser considerada
atrativa comercialmente, mas sim como meio de promover o trabalho pelo circuito
cultural-artístico do Estado, ele se relaciona constantemente com produtores
idealistas e envolvidos em projetos culturais sem fins lucrativos, com alto
índice de paixão e envolvimento com o projeto. “É notável a diferença entre os
produtores dessa linha de atividade cultural com os produtores profissionais de
artistas e/ou espetáculos comerciais.”
Contextos
- Para Erik, produtores-artistas e produtores que possuem um envolvimento com o
projeto que produzem são muito melhores de trabalhar do que aqueles que só
visam o lucro que pode ser obtido pelo espetáculo. Por outro lado, os mais
difíceis de trabalhar são aqueles que, apesar de trabalharem profissionalmente,
não possuem formação, estratégia e muitas vezes, bom senso. “A
imprevisibilidade advinda da insegurança do profissional que não sabe ao certo
o que fazer, porém se esconde atrás do status de produtor, é de longe a mais perigosa
para a boa execução de um projeto artístico-cultural”, alerta.
Para
Kuru, é preciso olhar o ambiente, o contexto, o específico. “Assumindo que
podemos classificá-los da forma sugerida, cada um deles terá um papel
importante para um determinado projeto ou momento de um grupo artístico,
comunidade, empresa”, afirma.
Ele
aponta ainda que a implantação de uma ação, projeto, programa ou política
cultural exigirá profissionais de produção com múltiplas inquietações e
habilidades. Além disso, outras características interpessoais ou
comportamentais podem ser igualmente importantes ou complementares, como
resiliência, fidelidade e alteridade.
“Expertise
não se limita ao universo da erudição. Não é melhor o produtor excelente em
gestão administrativa e planejamento que aquele extremamente eficiente na
execução de determinada função prática. Na maioria dos casos, são profissionais
complementares. A complexidade está em alocar tais recursos e combiná-los
corretamente, convocá-los para exercer determinados papeis aos quais se
enquadram ou não, ou ainda, financiar projetos adequados a seus perfis.”
Ele
exemplifica: um produtor que melhor se relacione e mais compreenda a dinâmica
do investimento cultural privado, e, portanto, capaz de obter grandes
financiamentos, pode não ser o que maior eficácia possua no atendimento de
demandas culturais legítimas de um determinado setor cultural ou comunidade.
MAM SP anuncia calendário de exposições para 2013
O
Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo anunciou na última semana sua
programação de exposições para 2013.
Em
outubro, acontecerá o 33º Panorama da Arte Brasileira, tradicional mostra
bienal do museu, desta vez sob curadoria de Lisette Lagnado. O mote da
exposição seria, segundo disse o curador do museu, Felipe Chaimovich, ao jornal
O Estado de S. Paulo, “a relação de arquitetura museológica e arte
contemporânea”, com abertura para ensejos “utópicos” como parte do projeto.
Duplas
formadas por arquitetos e artistas produzirão obras para este “Panorama
reflexivo”, talvez um pouco conceitual. Para Chaimovich, arquitetura é um tema
brasileiro, diretamente ligada ao “projeto de vanguarda” no Brasil e
fundamental para a arte que vem dos anos 1960 até hoje.
O
MAM quer ainda trazer para o Brasil as cinco peças que a escultora Maria
Martins (1894-1978) exibiu em 1943 na exposição Amazonia, em Nova York. “Com
essas obras, que estão nos EUA, ela ficou conhecida pelos surrealistas”, disse
Chaimovich. A retrospectiva de Maria Martins está prevista para ocorrer entre
julho e setembro.
A
exposição Circuitos Cruzados, prevista para ocorrer entre janeiro e março,
colocará em diálogo obras dos acervos do MAM e do Centro Georges Pompidou de
Paris. Mostra de cunho “político”, com destaque para videoinstalações – entre
elas, de Bruce Nauman e Nam June Paik -, e que tem um dos temas a questão da
vigilância, foi concebida por Paula Alzugaray e Christine Van Assche.
Outra
exposição coletiva, marcada para julho, é Mitologias – Arte Contemporânea
Jovem, projeto da curadora Kiki Mazzuccheli.
Das
grandes individuais, entre abril e junho, acontecem simultaneamento a mostra de
Alex Vallauri, com curadoria de João Spinelli, e a exibição de fotografias que
o americano Christopher Makos fez do artista pop Andy Warhol travestido.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Músico indiano Ravi Shankar morreu nos Estados Unidos aos 92 anos
O
músico indiano Ravi Shankar morreu na terça-feira (11) no condado de San Diego,
no sul da Califórnia, aos 92 anos, segundo um comunicado conjunto da fundação
que leva seu nome e do seu selo fonográfico, o East Meets West Music.
"Com
grande tristeza escrevemos para informar que Pandit Ravi Shankar, marido, pai e
alma musical, faleceu", afirma o comunicado assinado por Sukanya e
Anoushka Shankar, esposa e filha do músico.
Shankar,
pai da cantora Norah Jones, estava doente desde o último ano de problemas
respiratórios e cardíacos, uma condição que o levou a submeter-se na
quinta-feira (6) passada a uma intervenção cirúrgica para substituir uma
válvula cardíaca.
"Embora
a operação tenha sido bem-sucedida, a recuperação acabou sendo difícil demais
para o músico de 92 anos", diz a nota.
"Infelizmente,
apesar dos esforços dos cirurgiões e dos médicos que cuidaram dele, seu corpo
não foi capaz de suportar o esforço da operação. Estivemos ao seu lado quando
morreu", declararam a mulher e a filha.
No Amapá, projeto forma a primeira Orquestra Quilombola do Brasil
A
comunidade quilombola do Curiaú, localizada a 12 quilômetros do centro de
Macapá, ganhou uma nova sonoridade. A música erudita conquista meninos e
meninas que há quatro meses se encontram aos fins de semana na Escola José Bonifácio,
com o maestro Elias Sampaio. Em meio a rica cultura musical marcada pelo
tradicional marabaixo e batuque, surge a primeira Orquestra Quilombola do
Brasil.
A
iniciativa foi do próprio maestro, que por meio da Associação Educacional e
Cultural Essência (AECE), teve no ano passado o projeto selecionado pelo edital
da empresa de telefonia Oi, com um valor de R$ 160 mil. “O projeto foi
contemplado no ano passado, mas como foi uma doação e o Estado nunca havia
recebido uma doação, o governador teve de criar um decreto para podermos
acessar esse recuso. Com o empecílio, somente este ano conseguimos dar início
aos trabalhos”, conta a diretora do projeto Heloisa Batista.
O
projeto intitulado Sistema de Bandas e Orquestras do Estado do Amapá, tem como
objetivo disseminar a música pelos bairros carentes da capital. “O primeiro
local escolhido foi à comunidade do Curiaú, mas, em toda a capital, há outros
sete pólos com o projeto”, ressalta Heloisa.
Na
comunidade do Curiaú participam 100 crianças, mas, 60 fazem parte da orquestra
quilombola e 40, são crianças do ensino infantil, ainda processo de
musicalização. A orquestra fez sua primeira apresentação no dia 25 de outubro
na quadra da escola.
O
maestro Elias Sampaio contou que este não é um trabalho de profissionalização
musical. “É um trabalho de inclusão dessas crianças que não teriam acesso a uma
orquestra. Nós estamos levando isso a elas, e quem sabe, formando
multiplicadores dessa iniciativa”, explica o maestro.
A
iniciativa da AECE pretende até o final de 2013 formar 20 orquestras pela
capital atendendo cada vez mais crianças. “Tem sido muito gratificante realizar
este trabalho aqui na comunidade. No começo tivemos uma pequena resistência,
por se tratar de estilo musical diferente da realidade cultural delas, mas as
crianças têm gostado, e os pais também. Isso é uma satisfação muito grande”,
confessa o maestro Elias.
Para
o pequeno Alexandre Sousa, 12 anos, que escolheu o clarinete como instrumento é
uma grande alegria participar da orquestra. “Eu sempre gostei muito de música,
e nem tive muita dificuldade para aprender.
Agora
eu quero ser músico e tocar por aí”, anima-se Alexandre.
O império de Barenboim: um maestro pela paz
Enquanto
o Oriente Médio experimenta uma trégua entre Israel e os extremistas do Hamas,
o pianista e regente Daniel Barenboim continua sua incansável busca pela
integração de judeus, árabes e palestinos.
Ao
completar 70 anos no mês passado, ele anunciou a criação, em Berlim, de uma
academia para a formação de jovens músicos daquela região.
Trata-se
de mais uma empreitada de Barenboim, nomeado embaixador da paz pela ONU,
premiado e condecorado pelos projetos musicais que toca em Israel, nos
territórios palestinos e na Europa.
A
revista "Spiegel" chama de "império Barenboim" seu conjunto
de escolas, orquestras e fundações.
Nascido
na Argentina, Barenboim adquiriu as cidadanias espanhola, israelense e
palestina. É tido como o único israelense no mundo com a nacionalidade
palestina.
Para
a nova academia, o dirigente recebeu da Alemanha, sua pátria adotiva, 20
milhões de euros (R$ 54 milhões). Outros oito milhões podem vir de doações
particulares.
A
partir de 2015, cerca de 60 bolsistas terão ali aulas de música, história e
filosofia. Depois de formados, devem integrar a Orquestra Divã
Ocidental-Oriental, criada pelo maestro há mais de dez anos, com sede em
Sevilha.
A
imprensa alemã aclamou a iniciativa. Só algumas instituições de Berlim torceram
o nariz, como os teatros, que penam com a falta de verba que impera na cidade.
Veja Daniel Barenboim regendo a Orquestra Divã Ocidental-Oriental em
bit.ly/dbarenboim.
Cinema digital em destaque no CCSP
"Mostra
Internacional de Cinema Digital – Cinema BIT" traz seleção de filmes
produzidos no cenário Mumblecore
O
Mumblecore é um gênero cinematográfico independente americano caracterizado
pela apropriação dos novos meios digitais pelos diretores, o que possibilita
produzir e divulgar o filme de maneira barata.
Os
realizadores desse gênero, à margem da indústria de cinema hollywoodiana,
constroem filmes que têm como base os diálogos e as relações interpessoais,
promovendo a aproximação do espectador com a obra. Para isso, a câmera na mão,
o uso de closes e o naturalismo buscado nas cenas são ferramentas indispensáveis.
A
Mostra Internacional de Cinema Digital – Cinema BIT, uma parceria entre a
Prefeitura de São Paulo, o Centro Cultural São Paulo e a Maria João Filmes,
traz até o CCSP uma parte do que é produzido nesse cenário.
Filmes
como "Momento de Impacto", "Dia noite dia noite" e "O
Planeta Solitário", da diretora Julia Loktev, "Indie Game – o
filme", vencedor do prêmio de melhor documentário dramático no festival de
Sundance, um dos maiores do cinema independente, além de "O labirinto de
Kubrick", um documentário que apresenta as teorias por trás da obra O
Iluminado, do diretor Stanley Kubrick, fazem parte da Mostra.
T
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Quando você se isola por muito tempo, seu cérebro muda – e passa a ser mais difícil socializar novamente
Um
estudo da Universidade de Buffalo e da Escola de Medicina Monte Sinai (ambas
dos Estados Unidos), publicado no site da revista Nature Neuroscience, revelou
que isolar-se do convívio social por um período prolongado pode provocar
alterações cerebrais que levam a mais isolamento.
No
experimento, ratos adultos foram isolados por oito semanas para que chegassem a
um estado semelhante ao da depressão. Depois desse período, eles foram
apresentados a um rato que nunca haviam visto antes. Apesar de serem
normalmente sociáveis, aqueles que tinham sido isolados não mostraram qualquer
interesse em interagir e evitaram o novo animal.
Mas
as mudanças não foram só no comportamento. A análise de tecido cerebral dos
ratos isolados revelou que os níveis de produção de mielina no córtex
pré-frontal, uma região do cérebro responsável pelo comportamento emocional,
social e cognitivo, estava significativamente menor. A mielina, também chamada
de matéria branca do cérebro, é um material gorduroso que envolve os axônios
dos neurônios e lhes permite uma condução mais rápida e eficaz de impulsos
nervosos.
Cérebro
adaptável
O
nosso cérebro é capaz de se adaptar às mudanças ambientais e às experiências
dos indivíduos (é a chamada plasticidade cerebral) e isso todo mundo já sabia.
Mas, até então, se pensava que os neurônios eram as únicas estruturas que
sofriam alterações. O estudo mostrou, porém, que isso também ocorre em outros
tipos de células, como as envolvidas na produção da mielina – nesse caso, a
tensão do isolamento social interrompe a sua atividade. Alterações similares
ocorrem em distúrbios psiquiátricos, como esclerose múltipla e depressão.
A
parte boa é que um período de integração social foi o suficiente para reverter
as consequências negativas do isolamento e restaurar essa produção de mielina.
Nada como manter umas boas amizades e frequentar umas reuniões sociais para
fazer você se sentir melhor, né não?
Agora,
a expectativa é que o estudo ajude a entender melhor o papel da mielina e da
interação social no tratamento de distúrbios psiquiátricos, bem como o
mecanismo de adaptação do cérebro.
Acordo MinC e Petrobras
As
duas instituições públicas firmaram parceria para redução de gastos nas futuras
seleções do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura
Ministério da Cultura (MinC) firma acordo de
cooperação técnica com a Petrobras Distribuidora S.A. para análise e seleção de
projetos culturais inscritos na seleção pública de cultura da estatal. O
programa da Petrobras é o maior edital público destinado ao financiamento da
circulação de peças teatrais no país.
Com
o acordo, apenas os projetos pré-selecionados pela comissão de seleção da
Petrobras vão ser submetidos à análise do MinC. O foco desta parceria é o
alinhamento de procedimentos e diretrizes públicas, viabilizando a redução de
gastos com análises desnecessárias.
As
inscrições para o edital Programa Petrobras Distribuidora de Cultura já estão
abertas e vão até o dia 4 de janeiro de 2013, no site da empresa
FAURÉ, GABRIEL (1845-1924)
ESCOLA NACIONAL FRANCESA
Vida.
Compositor francês, Gabriel Fauré nasceu em Pamiers, a 12 de maio de 1845 e
morreu em Paris, a 4 de novembro de 1924. Foi nomeado organista da igreja de
Saint-Sauveur, em Rennes, depois na Madeleine. Sua obra-prima é o Réquiem Op.
48, inteiramente diferente do de Berlioz: nada dos desesperos do juízo final,
mas uma pacificação do Dies irae, uma promessa de acesso in paradisum.
Lieder.
Intimismo, recolhimento, discrição, serenidade, definem a atividade criadora de
Fauré. Por isso mesmo, deu preferência aos Lieder e à música de câmara, gêneros
banidos pelos operistas. Entre os vários ciclos de Lieder destacam-se La
Chanson d`Ève (1907-1910; A Canção de Eva), Le fardin clos (1915-1918; O Jardim
fechado), com versos de Charles van Lerberghe. Anteriores a estes, é o ciclo de
nove melodias sobre textos de Verlaine, La Bonne chanson (1891-1892: A Boa
canção).
Música
de câmara. Em sua derradeira fase, Fauré
alcançou um estágio de verdadeira sabedoria. O Quarteto para cordas em mi
menor, Op. 121 (1924) – seuopus ultimum – é um exemplo. Escreveu mais dois
Quartetos para piano: Op. 15 e Op. 45 (1879 e 1886); dois Quintetos para cordas
e piano: Op. 89 e Op. 115 (1921 e 1923); o Trio para violino, violoncelo e
piano, Op. 120 (1923); o Quarteto para cordas em mi menor, Op. 121 (1924); duas
Sonatas para violino e piano: Op. 13, em Lá maior, e Op. 108, em mi menor
(1876-1917); duas Sonatas para violoncelo e piano: Op. 109, em ré menor, e Op.
117, em sol menor (1918 e 1922).
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
III Festival CONTINUUM
A
revista CONTINUUM, uma das principais publicações de arte e cultura do país,
celebra o lançamento do seu 40º número no dia 15 de dezembro, com a terceira
edição do Festival CONTINUUM, no Itaú Cultural.
O
festival conta com uma oficina de serigrafia no sábado à tarde, ministrada pelo
grupo de artistas da Base-V, que já colaborou com a revista anteriormente. No
mesmo dia, às 20h, acontece o show Tinindo e Trincando, em homenagem aos 40
anos do disco Acabou Chorare, dos Novos Baianos. Com banda de apoio de formação
inédita, o espetáculo traz os convidados especiais Rhaissa Bittar, banda O
Terno, Mauricio Pereira e o violinista Ricardo Herz.
Veja
mais informações na matéria.
III
Festival Continuum
sábado
15 de dezembro 2012
das
15h às 18h
Oficina
de ilustração Serigrafia no Papel com Base-V
Arena
10
vagas [esgotado]
às
20h
Show
Tinindo e Trincando em homenagem aos 40 anos do disco Acabou Chorare, dos Novos
Baianos
com
Mauricio Pereira, O Terno, Rhaissa Bittar e Ricardo Herz
Sala
Itaú Cultural – 247 lugares
[ingressos
distribuídos com meia hora de antecedência]
Entrada
franca
[livre
para todos os públicos] L
Itaú
Cultural | Avenida Paulista 149 Paraíso São Paulo SP [próximo à estação
Brigadeiro do metrô]
informações
11 2168 1777 | youtube.com/itaucultural | twitter.com/itaucultural
|facebook.com/itaucultural | atendimento@itaucultural.org.br
Jazz Concert 2012 – A grande noite do Jazz no MASP
Em
tom de brincadeira, o clarinetista, saxofonista e bandleader paulistano Tito
Martino anuncia para 15 de dezembro, no MASP, o Concerto de Jazz do fim do
mundo. Mas sériamente, já é tradição: há
mais de 10 anos, Tito Martino organiza um Concerto de Jazz para encerrar a
temporada. Esses Jazz Concerts agitaram
os palcos do Theatro Municipal, do Teatro São Pedro, do Memorial da América
Latina; este ano, a festa é novamente no prestigioso Grande Auditório do MASP. O que caracteriza as apresentações do Tito Martino
Jazz Band é o bom humor, a musicalidade, a liberdade das improvisações
individuais e coletivas: o publico se
emociona e diverte com a alegria autentica produzida pelos sons incrivelmente
animados do conjunto. O Jazz clássico de raiz é entretenimento, sim, é
diversão, mas é também um tesouro cultural, pleno de história, anedotas,
sensualidade, espiritualidade, emoção, alegria, melancolia, poesia, paradoxos,
imprevistos, fantasia e dura realidade; e é isso tudo que o Tito Martino Jazz
Band quer repartir com o seu publico.
No
programa, improvisações originais dos próprios intérpretes, como é de lei no
Jazz autentico, sobre temas que também foram tocados pelos pioneiros Louis
Armstrong, Duke Ellington, Bennie Goodman, Charlie Parker. E algumas composições
recentes de Tito Martino, presentes em seu CD “JAZZ JUBILEE” que poderá ser
adquirido no foyer do MASP.
TITO
MARTINO toca profissionalmente clarinete e saxofones no Brasil desde 1960,
participou em Festivais de Jazz nos Estados Unidos e na Europa. Sua fotografia
foi publicada com elogios no Washington Post e no New York Times. Produziu e apresentou programas de Jazz na
TV-2 e na Rádio Cultura, gravou oito
LP’s e cinco CD’s, tocou em memoráveis
Jam-Sessions com Oscar Peterson, Teddy Wilson, Cat Anderson, Bob Wilber, Bob
Haggart, Frank Rosolino, figuras mitológicas do jazz. Tocou JAZZ DE RAIZ com
Hermeto Paschoal, Elis Regina, e com o Maestro Diogo Pacheco.
O
Jazz Concert 2012 é uma forma alegre e criativa de encerrar a temporada de Jazz
do ano e ao mesmo tempo de gratificar o numeroso e caloroso publico de Jazz,
que acompanha o Tito Martino Jazz Band, desde sua formação há 20 anos.
15
DE DEZEMBRO SÁBADO 20H30
JAZZ
CONCERT 2012
TITO
MARTINO JAZZ BAND e convidados
MASP,
Grande Auditório
Av.
Paulista, 1578
Fone:
(11) 3251-5644
Ingressos
R$ 60 e R$ 30,
À
venda somente na bilheteria do MASP, a partir de 4/12.
Estudo aponta São Paulo como um dos 12 principais centros de arte no mundo
São
Paulo é a única cidade na América Latina a figurar entre os 12 maiores centros
culturais do mundo, segundo dados do World Cities Culture Report. As outras
cidades são Londres, Paris, Berlim, Nova York, Tóquio, Istambul, Johannesburgo,
Xangai, Sydney, Cingapura e Mumbai. Encomendado pela prefeitura de Londres e
divulgado em agosto, o estudo mede 60 indicativos nas áreas de literatura, cinema,
artes visuais, artes do espetáculo e em setores novos, como o de games.
Para
a economista Lidia Goldenstein, especializada em economia criativa, cultura é
"a política industrial deste século. O setor mais importante na geração de
emprego e renda na sociedade moderna". Para ela, o Brasil ainda está muito
atrasado na compreensão da economia criativa. "Aqui, isso ainda é visto
como algo circunscrito à cultura ou às políticas de inclusão social. Muito
diferente dos países que estão levando a sério, entre eles a Inglaterra e a
China, que colocou o tema no seu plano quinquenal."
São
Paulo tem números surpreendentes a exibir. Tem 869 livrarias, número superior ao de Londres (802), ou Nova York
(750). Os cinemas paulistanos recebem cerca de 50 milhões de espectadores, mais
do que Tóquio, Londres, Berlim e Cingapura. Em termos de infraestrutura, os
números são tímidos. Só existem 282 telas de cinema em São Paulo, menos do que
as cidades europeias e também Johannesburgo (368) e Xangai (670). Em número de
salas de teatro, São Paulo apresenta 116 salas, atrás de cidades como Paris,
com 353.
Já
em relação às bibliotecas, São Paulo tem um dos piores índices, com apenas 116
unidades, contra 383 de Londres, 830 de Paris e 477 de Xangai. Esses números se
refletem também na quantidade de livros emprestados por ano. Em Nova York,
foram 68 milhões de livros retirados das bibliotecas em 2010, em Paris, 47
milhões. Em São Paulo, apenas 840 mil
livros. (veja todos os dados no site da pesquisa, aqui:
http://www.worldcitiesculturereport.com/)
1º Festival Movimento Elefantes encerra 2012 com 6 horas de música instrumental, 8 big bands e 160 músicos
Em
16 de dezembro, domingo, às 14h, acontece, no Centro Cultural Rio Verde o 1º
Festival Movimento Elefantes. Neste dia, 8 das 14 big bands do coletivo subirão
ao palco do Centro Cultural Rio Verde para apresentar 6 horas de música
instrumental, são elas: Big Band da Santa,
Speakin' Jazz Big Band, Orquestra HeartBreakers, Orquestra Urbana Arruda
Brasil, Banda Jazzco, Grupo Comboio, Projeto Coisa Fina e Soundscape Big Band.
O repertório será de composições autorais e standards do jazz.
Durante
o evento o coletivo, também, irá
promover o Click Elefantes 2012 - foto histórica com os 160integrantes do
Movimento Elefantes.
Prêmio
Economia Criativa, expansão e lançamentos marcaram 2012
O
festival é a comemoração do frutífero ano de 2012, quando o coletivo recebeu do
Ministério da Cultura, o Prêmio Economia Criativa na categoria Gestão de
Empreendimentos. O Movimento Elefantes foi contemplado em 40º lugar entre 100
selecionados no edital de fomento à iniciativas empreendedoras e inovadoras. O
prêmio ratifica o modelo de gestão do coletivo e os três anos de ações
colaborativas para difundir a música instrumental brasileira.
A
expansão do coletivo, outro motivo de comemoração, agregou ao Movimento
Elefantes mais quatro big bands - Ensemble Cayowaá, Nelsinho Gomes & NG8
Project, Orquestra Urbana Arruda Brasil e Speakin' Jazz -, todas se apresentam
no festival.
O
Movimento Elefantes também celebra outras realizações que aconteceram no ano,
como por exemplo, os dois lançamento de CDs de bandas do coletivo: “Solistas”
(Projeto Meretrio) e “ Narrativas de Sovrevivência” (Grupo Comboio).
Programação
- 1º Festival Movimento Elefantes
14h
- Big Band da Santa
15h - Speakin' Jazz Big Band
16h- Orquestra HB
17h
- Orquestra Urbana Arruda Brasil
17h45
– Click Elefantes - Foto histórica 2012
18h30
- Banda Jazzco
19h30
- Grupo Comboio
20h30
- Projeto Coisa Fina
21h30
- Soundscape Big Band
Movimento
Elefantes
Formado
no início de 2009, o Movimento Elefantes é um coletivo de bandas de sopro
(orquestras ou big bands) integrado por dez grupos paulistas: Banda Urbana,
Projeto Coisa Fina, Projeto Meretrio, Big Band da Santa, Reteté Big Band, Grupo
Comboio, Soundscape Big Band, Orquestra HB, Banda Savana e Banda Jazzco.
É
também uma iniciativa inédita, sendo a primeira vez que um coletivo de big
bands se reúne para difundir e formar público para a música instrumental por
meio de ações colaborativas.
Todos
os grupos trabalham com músicas autorais, além de interpretarem grandes
compositores brasileiros, latinos e do jazz, entre os quais se destacam Moacir
Santos, Duke Ellington e Thad Jones.
Apesar de contarem com uma formação instrumental parecida (saxofones,
trompetes, trombones, baixo, guitarra, piano e bateria), cada grupo tem uma
sonoridade e trajetória particular.
O
grupo mais novo tem 4 anos (Projeto Meretrio) enquanto o mais velho, 36 (Banda
Jazzco). Todos os grupos já rodaram pelas principais casas do circuito musical
da cidade de São Paulo e por muitos festivais, teatros, SESCs e SESIs Brasil
afora.
O
Movimento Elefantes tem mobilizado o circuito de música instrumental também por
ações divulgadas na internet. O Coletivo
tem site próprio e está
nas principais mídias sociais como o Twitter e o Facebook. O Movimento também
exibe shows, por internet, ao vivo, pelo site http://www.shownaweb.com/
http://www.movimentoelefantes.com/
http://twitter.com/movelefantes
Histórico
Durante
o primeiro ano de existência, o movimento estabeleceu parcerias com teatros, casas
de show e bares paulistas, criando um circuito alternativo de música
instrumental.
A
Sala Crisantempo, o Teatro da Vila, o Centro Cultural Rio Verde e o Centro
Cultural São Paulo são alguns dos lugares que receberam os Elefantes, em temporadas nas quais apresentaram um ou dois grupos
diferentes a cada semana.
Ainda
em 2009, foi o lançamento do DVDê – Movimento Elefantes no evento Estação
Catraca Livre, no Centro Cultural Rio Verde. O material partiu da compilação de
1 videoclipe de cada banda pertencente ao coletivo até então. O resultado traz
9 videoclipes alinhavados pelo
roteiro do diretor Pedro Dantas.
Em
2010, o Movimento teve como objetivo principal a disseminação da música
instrumental na capital paulistana e, durante o ano todo, organizou shows às
segundas-feiras no Teatro da Vila e no segundo semestre lançou um CD por mês,
de cinco de suas Big Bands, no Museu da Casa Brasileira.
Em
2011 o coletivo deu seqüência às apresentações no Teatro da Vila, às
segundas-feiras e recentemente inaugurou mais uma temporada – no Espaço
Cultural Serralheria – com intuito de ampliar o circuito de música instrumental
para o bairro da Lapa. Com isso, hoje, o Movimento Elefantes tem duas
apresentações fixas na noite paulistana onde mostram o repertório e novas
composições das Big Bands.
O
valor cobrado pelo ingresso, na maioria
dos shows, fica a critério do público, em uma proposta que ficou conhecida como
"Pague quanto vale" - cada espectador contribui no final da apresentação com a quantia que
desejar - uma iniciativa que valoriza a
democratização e o livre acesso à cultura.
Serviço:
1º
Festival Movimento Elefantes
Dia
16 de dezembro, domingo, de 14h às 22h30
Local:
Centro Cultural Rio Verde
Rua
Belmiro Braga, 181
Duração:
6 horas
Ingresso:
R$ 20 na porta ou R$ 15 pra quem confirmar presença no evento do facebook
Indicação
de faixa etária – Livre
Estacionamento
não conveniado
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