segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ALMEIDA PRADO, JOSÉ ANTÔNIO REZENDE DE (1943 – 2010)



O compositor José Antônio Rezende de Almeida Prado, nasceu em Santos, São Paulo, a 8 de fevereiro de 1943 e faleceu em São Paulo, Capital, no dia 21 de Novembro de 2010. Iniciou seus estudos musicais com Lourdes Joppert, Maria José Oliveira (Teoria) e Maestro Italiano Tabarin. Estudou piano em São Paulo, desde 1954, com Dinoráh de Carvalho, composição com Camargo Guarnieri, harmonia e contraponto com Osvaldo Lacerda. Graças ao Primeiro Lugar conquistado com a obra “Pequenos funerais cantantes” no Concurso Internacional da Guanabara realizado em 1969, recebeu a bolsa de estudos para estudar em Paris, de 1969 a 1973, onde estudou composição, harmonia, contraponto, análise e rítmica com os Mestres Olivier Messiaen, Nadia Boulanger e Annette Dieudoneé.

De volta ao Brasil, foi Diretor do Conservatório Municipal de Cubatão e, de 1975 a 2000, professor de Composição, Orquestração, Percepção e Análise no Departamento de Música da Unicamp, atualmente jubilado. Em 1986, defendeu tese de doutoramento intitulada “Cartas Celestes, Uma Uranografia Sonora geradora de novos Processos composicionais” no Instituto de Artes da Unicamp, uma das mais importantes obras pianísticas do século XX, gravada pelo selo Eldorado, tendo ao piano Fernando Lopes, obra tocada por pianistas de todo o mundo.

Almeida Prado possui um vasto catálogo: mais de 570 obras, uma grande parte foi editada na Alemanha pela Editora Tonos Musik Verlag, Darmstadt, e também pela Academia Brasileira de Música. O CDMC de Campinas também possui um vasto acervo do compositor.

Seu estilo é múltiplo, do nacionalismo de Villa-Lobos e de Guarnieri, passando por fase pós-serial atonal, o transtonalismo de suas 18 Cartas Celestes, o misticismo da Missa de Saint-Nicholas, as Cantatas de Adonay Roy, Yerushalain Neve Shalon, os 15 Flashes de Jerusalém (da fase prolífera em que residiu em Jerusalém, lecionando em Mishkenot Shahanaim), o afro-brasileirismo da Sinfonia dos Orixás, do Livro de Ogum para dois pianos, do Livro Mágico de Xangô para Violino e Violoncello, o Pós-Modernismo dos Poesilúdios e Prelúdios para Piano, e o tonalismo livre de seus numerosos Noturnos para Piano.

Alguns destaques de sua vasta produção dos últimos dez anos; em julho de 1996, conquistou o Primeiro Lugar no X Concurso Francesc Civil de Girona, Espanha, com a Obra Cantata “Cantares do Sem nome e de Partidas”, in memoriam a Mirella Pinotti, sobre poemas de Hilda Hilst.

Em 1997 - Obra Fantasia para Violino e Orquestra - Encomenda da Rio-Arte para comemorações da vinda do Papa João Paulo II, estreada com sua filha, a violinista Constança Almeida Prado, o Maestro Roberto Tibiriçá e OSB, Sala Cecília Meireles, RJ. Esta obra - Fantasia para Violino e Orquestra - por ocasião de seu aniversário de 60 anos, foi interpretada oito vezes no Brasil, e em 1998, duas vezes na Alemanha, Koln e Hilchenbach, onde o compositor participou a Convite do Maestro Edino Krieger e Ricardo Rocha.

Em junho de 1997, compôs a obra Salmo 148 para Piano e Jazz Band, estreada no Festival Internacional de Música de Belém do Pará com a pianista Luiza Camargo, Maestro Andy Pereira e a Amazonas Jazz Band. Em 2000, recebeu encomenda do Ministério da Cultura para as Comemorações dos 500 anos da Descoberta do Brasil e compôs a Obra Cartas Celestes n.8 para Violino e Orquestra, que foi gravada com OSTN, Maestro Silvio Barbato e Constança A.Prado, em Brasília. Foi estreada no mesmo ano com Maestrina Ligia Amadio, OSB e Constança A.Prado, na Sala Cecília Meireles. Compôs a Sonata para Violoncelo e Piano para a encomeda de Antonio Meneses e Sonia Rubinsky.

As artistas Salomea Gandelman e Sarah Cohen lançaram o Livro-CD "Cartilha Rítmica de Almeida Prado para piano", com grande sucesso. O Maestro John Neschling estreou a obra Salmo 23 com a OSESP e Rodrigo Esteves, sendo esta obra mais tarde editada pela Editora Criadores do Brasil. O Maestro Flavio Florence estreou em 2008, sua obra para Piano e Orquestra, com a OSB e o Pianista Sergio Monteiro, a encomenda pelos 200 anos da Chegada da Família Real no Brasil, obra dedicada ao Maestro Carlos Moreno.

Em 2009, a Fundação OSESP, através do Maestro John Neschling, encomendou a obra sinfônica “Etudes sur Paris” que foi estreada sob regência de Cláudio Cruz no mesmo ano. Esta obra foi premiada em 2010 pela APCA, em São Paulo, como Melhor Obra Sinfônica.

A discografia de sua obra compreende, como citado acima, o LP de Fernando Lopes pelo selo Eldorado-Cartas Celestes n.1, recentemente pelo Pianista Eduardo Monteiro, CD duplo “O som de Almeida Prado”, pela Unirio, coordenação de Salomea Gandelman, o CD Victoria Kerbauy canta Almeida Prado, produzido por Marcelo Spinola, o CD duplo Fraterna Presença, com obras para Piano solo, violino e Piano, canto e piano, com obras dedicadas a família Pinotti, o CD do pianista Benjamin da Cunha Neto, "O piano contemporâneo" CD-Louvação ao Papa João Paulo II-as obras de homenagem ao Papa-sua obra Fantasia para Violino e Orquestra, com os intérpretes supra citados, o CD Sinfonia Brasil 500 anos com Maestro Silvio Barbato e OSTNCS; o CD "Miniaturas" com a pianista Maria Thereza Russo; o CD para crianças, de Paulo Gazzaneo e Sérgio Igor Chnee, entre muitos outros.

Em 2006, através do Projeto de Francisco Coelho, foi realizada a gravação e edição de obras para Violino e Piano, na Publicação e Coleção de cinco compositores mais o Catálogo detalhado realizado por José Augusto Mannis e Cristiano Melli, através da Petrobrás no Projeto “Música Contemporânea em registro na Discoteca Oneyda Alvarenga”. Recentemente compôs os “Cadernos de Marina e Gabriel”, editados pela ABM, e “Duos para Dois Violinos”, ambos dedicados a seus netos, também a obra para piano “Cenas Stravinskianas” dedicadas a Maria Thereza Russo, também a obra Preambulum dedicada ao violoncelista Antonio Meneses, para cello solo.

Almeida Prado trabalhou por vários anos, na Rádio Rádio Cultura 103.3 em seu Programa dedicado à Música Contemporânea intitulado Caleidoscópio. A convite do amigo João Marcos Coelho, foi Curador juntamente com sua filha, da Série CPFL de Música de Câmara, em Campinas. Em 2010 recebeu a encomenda da Funarte e compôs Panapaná III, para ensemble de câmara, que vem a ser a sua última obra.

O pianista Antônio Eduardo Santos juntamente com uma excelente editora belga, está editando a Fantasia Litorânea para piano, entre outras obras. Recebeu as belíssimas Homenagens: em Cuiabá, em outubro de 2010, ainda em vida, e as comoventes Homenagens Póstumas, na OSSA, ao sétimo dia de sua morte, com a Sinfonia dos Orixás regida pelo genro Carlos Moreno, na Academia Brasileira de Música, onde foi aclamado e reverenciado como um de nossos maiores compositores, culminando com o GRANDE PRÊMIO in memorian APCA em 2011, entregues por João Luís Sampaio, Camila Frésca e toda equipe do APCA e Sesc Pinheiros.

A 8 de fevereiro de 2011, no Rio de Janeiro, a pianista Ingrid Barancoski dedicou um Recital exclusivo de obras dele no dia em que seria o seu aniversário de 68 anos. A Unicamp, onde deixou muitos amigos e alunos, através da compositora Denise Garcia, juntamente com a Orquestra Unicamp, prestou sua comovente homenagem criando a Sala Almeida Prado. Receberá Homenagem do Concurso de piano BNDS, através da pianista Lilian Barreto. A Academia Brasileira de Letras através de seus amigos Luis Paulo Horta e Nenem Krieger, realizaram belíssima Homenagem em Recital com Almeida Prado Ensemble. Com um maravilhoso acervo de Almeida Prado, a Academia Brasileira de Música, através do trabalho incansável da amiga Valéria Peixoto, dos amigos e Diretores, Turíbio Santos, Ricardo Tacuchian, e com o apoio de todos os Acadêmicos, lançou a coleção digital de uma grande parte de suas obras, em 2011.

Através de seus Diretores, Niza de Castro Tank e Heraldo Marin, Almeida Prado foi homenageado no último Prêmio Carlos Gomes. No encerramento do Festival de Inverno de Campos do Jordão, neste ano de 2011 na Sala São Paulo, o Maestro Cláudio Cruz prestou sua linda homenagem interpretando Etudes sur Paris com a Orquestra do Festival, recebendo também belíssima Placa-Homenagem das mãos de Paulo Zuben, e toda a equipe Santa Marcelina, Secretário de Cultura e também, do amigo querido Sérgio Mamberti. Receberá a Homenagem da Funarte e da Bienal de Música Contemporânea, através de Flávio Silva e do Maestro Ricardo Rocha, neste ano de 2011, com a estréia mundial da Obra Panapaná III, e a realização da Missa de São Nicolau, no Rio de Janeiro.

Em 17 de abril de 2011, Carlos Moreno e Constança Almeida Prado criam e estréiam no Sesc Santo André, o Almeida Prado Ensemble, grupo de formação flexível e variada dedicado a preservar a Memória e a Música genial deste grande e eterno Artista. Almeida Prado pertenceu à Academia Brasileira de Música, Academia Campineira de Música e à Fundation Nadia et Lili Boulanger (Paris).

SOPRANO MARTHA HERR FAZ CONCERTO DEDICADO AO COMPOSITOR E ARTISTA PLÁSTICO JOHN CAGE



Chega ao fim a série "Das notas que ouviam cores surgiam", que apresenta a música moderna e a relação dos compositores com as vanguardas artísticas. No quarto e último concerto, a soprano Martha Herr faz uma homenagem a John Cage, que tem seu centenário comemorado neste ano. Um dos mais criativos e polêmicos compositores do século XX, Cage teve também amplo reconhecimento como artista plástico. O evento acontece no auditório do Sesc Pinheiros, na quarta-feira 28 de Novembro, às 20h30.

Ao longo de 2012 aconteceram em todo o mundo inúmeros eventos comemorativos do centenário de nascimento de John Milton Cage Jr.
        Nascido em Los Angeles em 5 de setembro de 1912 e falecido em Nova York em 12 de agosto de 1992, Cage foi uma das figuras mais importantes da arte de vanguarda no pós-guerra.
        Como músico, foi pioneiro na indeterminação em música, na música eletroacústica e no uso de instrumentos musicais não-convencionais – o que fez dele um mais influentes compositores americanos do século 20.
        Mas Cage teve papel importante também para o desenvolvimento da dança moderna e foi um dos precursores do happening.

Obras sobre papel – John Cagedestacou-se ainda como artista visual: produziu centenas de obras, principalmente aquarelas, desenhos e litografias, e realizou inúmeras exposições em museus e galerias. Nos anos 1960 integrou o movimento Fluxus, influente grupo que reunia artistas plásticos, músicos e escritores e defendia uma estética não-comercial.
 Seu trabalho como artista plástico consiste principalmente de obras sobre papel. Ele trabalhou com gravuras a partir de 1978, durante mais de 15 anos. A foto à esquerda o mostra trabalhando em uma litografia.
        Para Cage, especialmente importante em suas obras era o gestual. "O gesto está muito próximo de uma assinatura... É difícil de explicar, mas eu estou me movendo em direção a uma liberdade do gesto e, ao mesmo tempo, utilizando gestos. E a mesma coisa está acontecendo comigo agora na minha música em termos de harmonia", disse ele nos anos 1980.
        Gravuras, desenhos e aquarelas de John Cage estão nas coleções de grandes museus como o Museu de Arte Moderna de Nova York, o Stedelijk Museum em Amsterdã e o Frankfurter Kunstverein em Frankfurt.

A ação primordial da execução musical está em "fazer escutar" – O trabalho musical e visual deJohn Cage é a atração do quarto e último concerto de "Das notas que ouviam cores surgiam". A série, com curadoria de Ricardo Bologna, em quatro concertos coloca foco nas relações entre Música e Pintura, formas de arte que sempre caminharam juntas e se influenciaram mutuamente.
        Desta vez, estará no palco a soprano Martha Herr, juntamente com o pianista André Rangel e a também soprano Sheila Minatti, e, em participação especial, John Boudler. No programa, apenas peças de John Cage:
•             A Flower, para voz e piano fechado
•             Peça escrita em 1950 para uma coreografia de Louise Lippold, esposa do escultor Richard Lippold. Não há nenhum texto, a cantora apenas vocaliza, sem vibrato, um pequeno número de fonemas, como "uh", "wah", etc. O pianista toca batendo a tampa do piano de várias maneiras – com os dedos, com os nós dos dedos, etc.
•             She Is Asleep, para voz e piano preparado
•             Escrita em 1943, faz parte de uma suíte inacabada, com diferentes peças, apenas duas delas concluídas. Nesta, que seria a terceira da suíte, a voz no dueto deve utilizar métodos não convencionais de produção da voz, sons a serem determinado pelo cantor.
•             The Wonderful Widow of Eighteen Springs, para voz e piano fechado
•             Composição de 1942. O texto é uma versão retrabalhada de uma passagem de "Finnegans Wake" de James Joyce. Segundo o compositor, baseia-se em suas impressões da leitura desse trecho. A linha vocal utiliza apenas três alturas melódicas (pitches), a voz emitida sem vibrato. O piano permanece fechado e o pianista produz sons batendo a tampa ou a outras partes do instrumento.
•             Nowth upon Nacht, para voz e piano
•             Peça de 1984, dedicada in memoriam para Cathy Berberian. O texto é também de "Finnegans Wake" de James Joyce, um trecho logo depois do usado em "The Worderful Widow..." – o compositor indicava que as duas peças deveriam ser apresentadas uma após a outra, sem pausa. A linha vocal é declamatória, e o pianista não toca nas teclas, mas produz ruídos fechando a tampa do piano com o pedal de sustentação pressionado.
•             In a Landscape, para piano
•             Peça de 1948, escrita para uma coreografia de Louise Lippold, está certamente entre as peças mais acessíveis de Cage. Nela, ressonâncias são sustentadas todo o tempo, com uso de ambos os pedais. O resultado é muito suave e meditativo, lembrando ao mesmo tempo Erik Satie e a música balinesa.
•             Sonnekus², para voz
•             Escrita em 1985 para voz solo. A peça consiste em nove canções curtas, com textos, na forma de mesósticos, do Primeiro Livro de Moisés, Gênesis. As melodias, pentatônicas, são cantadas de jeito simples e popular. A partitura sugere pausas, nas quais a cantora circula cantando músicas de cabaret de Erik Satie – "Je te veux", "La Diva de l'Empire" e "Tendrement".  O título faz referência à peça "Trois sonneries de la Rose+Croix" (Três toques da Rosa-Cruz), de Satie. A indicação de 'ao quadrado' (²) no título refere-se às nove letras da palavra-chave ('sonneries') e aos nove poemas que compõem a peça. Neste concerto, "Sonnekus²" será apresentada em versão para duas vozes,Martha Herr cantando as canções biblicas e Sheila Minatti fazendo a Diva de cabaret. Nesta peça participa ainda o importante percussionista John Boudler: ele vai falar um dos textos da peça.
•             4'33'', para qualquer instrumento ou combinação de instrumentos
•             Esta é a célebre "peça silenciosa" de John Cage. Emblemática em relação a seus conceitos sobre o silêncio, nela os músicos executantes não produzem nenhum som durante toda a sua duração, e tudo o que se ouve são os sons produzidos na plateia. A obra, a mais conhecida e importante obra de avant garde do século 20, foi resultado da destilação de anos e anos de trabalho com sons, ruídos e instrumentos alternativos. Com ela, e com ela apenas, Cage rompeu com a história da composição clássica e propôs que a ação primordial da execução musical não está em "fazer música", mas em "fazer escutar".
•             Litany for the Whale, para duas vozes
•             Composição de 1980, nela as cantoras realizam uma série de 32 chamadas e respostas com textos associados às letras W H A L E ('baleia', em inglês). Para cada uma das letras é determinada uma altura específica. As vozes não usam vibrato e revelam pouca expressão. Há quem veja na obra um sentido ecológico, uma preocupação de Cage com o destino das baleias...
S E R V I Ç O
Das notas que ouviam cores surgiam

Sesc Pinheiros
Quarta-feira, 28 de Novembro, 20:30 horas
Marta Herr & John Cage
Martha Herr, soprano
com André Rangel, piano, e Sheila Minatti, soprano
Participação especial de John Boudler em "Sonnekus²"

Programa
Obras de John Cage (1912-1992)
•             A Flower
•             She is Asleep
•             The Wonderful Widow of Eighteen Springs
•             Nowth upon Nacht
•             In a Landscape
•             4'33"
•             Sonnekus²
•             Litany for the Whale

Sesc Pinheiros - Auditório (101 lugares)
Rua Paes Leme 195, 3° Andar, Pinheiros, 3095-9400
INGRESSOS
R$ 16,00
[R$ 8,00, usuários inscritos, +60 anos, estudantes com carteirinha e professores da rede pública; R$ 4,00, trabalhadores no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes]. Ingressos à venda na Rede Ingresso Sesc.
Duração: ~ 70 minutos

Indicação etária: não recomendado para menores de 10 anos

ChorandoSemParar 2012



ChorandoSemParar, evento que se realiza em São Carlos desde 2004, já se consagrou como o maior festival de choro do País.
  O ChorandoSemParar tem uma extensa programação de shows, oficinas, palestras e mesas-redondas, sempre em torno do choro brasileiro. Mas o ponto alto do evento é mesmo a deliciosa maratona musical que acontece no centro de São Carlos, na Praça XV – neste ano, no domingo 2 de Dezembro. São doze horas ininterruptas de "choro-sem-parar", das 10 horas da manhã às 10 horas da noite.
        As principais atrações do ChorandoSemParar 2012 são:

•             Toninho Ferragutti & Quinteto
•             Mário Sève e David Ganc
•             Naná Vasconcelos e Yamandú Costa
•             Paulo Flores e Laércio de Freitas
•             Rodrigo Y Castro
•             Toninho Carrasqueira
•             Choro do Tio Samba
•             Chorolê-The Israeli Choro Ensemble
       
 9º CHORANDOSEMPARAR - Edição Benedito Lacerda

        São Carlos, 28/11 a 2/12/2012

        Homenageado em memória: BENEDITO LACERDA
        Convidado homenageado: TONINHO CARRASQUEIRA

        PROGRAMAÇÃO COMPLETA

28/11, quarta-feira, 19h30 - Espaço 7
Palestra “O mestre Benedito Lacerda”, por Barão do Pandeiro

29/11, quinta-feira, 19h30 - Espaço 7
Sarau “A Linha do Tempo de Benedito Lacerda”, por Paulo Flores e Laércio de Freitas

30/11, sexta-feira, das 14h às 16h - Espaço 7
Oficina “Consertos com S para Flauta e Clarinete”, por Franklin da Flauta – músico que mantém, desde 1982, uma oficina de conserto de flautas, clarinetas e saxofones, prestando serviço a inúmeros profissionais das áreas erudita e popular. Para ele, o maestro Tom Jobim cunhou a expressão "fluthier", adaptando, para o campo da flauta, a expressão "luthier" (reparador de instrumentos de corda). A oficina já efetuou mais de 3.000 serviços de reparos garantidos. Material utilizado: baudruche, cortiças, molas, feltros, brificantes, adesivos, polidores.

30/11, sexta-feira, 19h30 - Praça XV
Abertura da Programação Musical
Orquestra de Violões da Escola Livre de Música Maestro João Sepe
e Orquestra Sinfônica de São João da Boa Vista

01/12, sábado, 10h - Espaço 7
Oficina "Iniciação ao Choro", com Mário Sève e David Ganc

01/12, sábado, 14h - Espaço 7
Oficina “A Flauta Brasileira”, com Toninho Carrasqueira; participação do violonista Guilherme Sparrapan

01/12, sábado, 16h30 - Sesc São Carlos
Oficina “Entendimento dos Ritmos através do Corpo”, com Naná Vasconcelos

01/12, sábado, das 10h às 18h - Praça XV
"Esquenta Chorando"
Passagens de som e ensaios abertos

01/12, sábado, 19h - Praça XV
"Esquenta Chorando"
Academia do Choro
e Noite Dançante de Gafieira com a Banda Gafieira Instrumental Paulistana

02/12, domingo, das 10h às 22h - Praça XV
"ChorandoSemParar"
Doze horas de música, com revezamento ininterrupto dos convidados

Aberta convocatória do BID para financiar projetos culturais



As propostas deverão ser enviadas até o dia 31 de janeiro de 2013 para as Representações do BID nos 26 países da América Latina e do Caribe.
Os projetos serão avaliados de acordo com sua viabilidade, alcance educativo, uso eficaz de recursos, capacidade de mobilizar recursos financeiros adicionais e impacto de longo prazo sobre a comunidade.
O BID pode aprovar entre US$ 3 mil e US$ 7 mil dólares por projeto. As organizações serão responsáveis pela obtenção de recursos adicionais para completar a implementação.
Através do Programa de Desenvolvimento Cultural, o BID tem parcerias com 560 instituições na promoção da preservação e recuperação de tradições e conservação do patrimônio cultural para contribuir ao desenvolvimento da comunidade por meio de atividades econômicas e sociais de forma sustentável.
“Esperamos propostas de instituições comprometidas com o desenvolvimento humano de suas comunidades que buscam a transferência de conhecimento nas áreas de preservação e restauração do património cultural, recuperação de tradições e desenvolvimento de manifestações artísticas”, disse Iván Duque Márquez, chefe da Divisão Assuntos Culturais, Solidariedade e Criatividade do BID e responsável pelo Centro Cultural do BID, que lançou oficialmente o convite para toda a região durante a XII Reunião Anual da Sociedade Civil do BID em El Salvador, em outubro.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

MUNICIPAL DE SÃO PAULO APRESENTA MACBETH


COM DIREÇÃO DE ROBERT WILSON

DIAS 23, 25, 27 e 29 de novembro de 2012

Em estreia mundial no Theatro Municipal de São Paulo, Macbeth(Giuseppe Verdi, Florença, 1847) encerra a temporada do diretor norte-americano na cidade, com a Orquestra Municipal de São Paulo e o Coral Lírico sob a regência do maestro Abel Rocha, diretor artístico da casa. Concebida por Robert Wilson, em coprodução com o Theatro Municipal de São Paulo, Teatro Comunale di Bologna e Change Performing Arts Milano, a nova produção festejará na Itália, em 2013, os 200 anos do nascimento de Giuseppe Verdi (Itália, Roncole, 1813 – Milão, 1901).

Com Macbeth, o diretor norte-americano volta ao Theatro Municipal de São Paulo depois de quase quarenta anos. Em 1974, apresentou The Life and Times of Joseph Stalin que, por imposição da censura, teve o título alterado para A Vida e a Época de Dave Clark. O espetáculo, que chegara ao Brasil pela mãos de Ruth Escobar, com suas 12 horas de duração, marcou a cena cultural da cidade.

Para Macbeth, Robert Wilson segue aplicando a sua linguagem formal direta ao repertório operístico. Wilson concebe a sua “sinfonia visual” ouvindo a música até compreender a estrutura do compositor, para criar, com sua singular linguagem, um espaço inimaginável que revoluciona o teatro contemporâneo. “Eu respeito o que o compositor escreveu na sua partitura e, em seu Macbeth, Giuseppe Verdi foi extremamente fiel a Shakespeare”, diz Wilson. Segundo ele, a dificuldade é encontrar um caminho próprio: “devemos respeitar o mestre e ao mesmo tempo evitar tornarmos seu escravo”. 

Para o diretor, ainda, a ópera de Verdi é muito precisa, não existindo uma única palavra ou nota que seja supérflua. “Para que a sua força se sobressaia, deve-se ter cuidado para não contar muitas coisas ao mesmo tempo: a superfície tem que ser simples e acessível para que a complexidade possa aflorar”, comenta Wilson. Segundo ele, há uma parte da peça de Shakespeare incorporada por Verdi à sua ópera que o arrebata – a reação de MacBeth no momento em que lhe contam que sua mulher acaba de morrer.

Entre as suas versões para óperas consagradas, destacam-se Aída (GiusepeVerdi), A Flauta Mágica (Wolfgang Amadeus Mozart), O Ciclo do Anel do Nibelungo (Richard Wagner), Madama Butterfly (Giacomo Puccini), Pelléas et Mélisande (Claude Debussy), A Mulher sem Sombra(Richard Strauss), Orfeu (Claudio Monteverdi). Para selecionar o elenco de Macbeth, contou com o maestro Roberto Abbado.

Depois de A Ópera de Três Vinténs e Lulu, Macbeth é o quarto trabalho que o encenador traz à cidade neste ano, já que em abril esteve em cartaz com A Última Gravação de Krapp. Antes disso, além do espetáculo no TMSP, outras obras do diretor vieram ao Brasil, como Time Rocker, com música de Lou Reed, no Rio de Janeiro em 1998, Quartett, em São Paulo em 2009, e Dias Felizes, em Porto Alegre em 2010.
23 sex 20h, 25 dom 17h, 27 ter 20h, 29 qui 20h
“Macbeth” – ópera de Giuseppe Verdi (duração total com 2 intervalos - 3h)
Estreia mundial de nova produção de Robert Wilson
Comissionada pelo Teatro Comunale di Bologna
Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico
Direção Musical e Regência – Abel Rocha
Cenários, concepção de luz e direção cênica – Robert Wilson
Nicola Panzer – diretora associada
Konrad Khun – dramaturgia
Jacques Reynaud – figurinos
A.J. Weissbard – desenho de luz
Annick Lavallée-Benny – cenógrafa associada
Macbeth – Angelo Veccia
Banco – Carlo Cigni
Lady Macbeth – Anna Pirozzi
Macduff – Lorenzo Decaro
Dama de Lady Macbeth – Elayne Caser
Malcolm – Gabriele Mangione
Médico – Alessandro Svab
Sugestão de faixa etária: acima de 10 anos
Ingressos: R$ 100, 60 e 40

Theatro Muncipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/nº
Telefone: 3397-0300
Bilheteria: 3397-0327
ingressorapido.com.br

Oficinas gratuitas de Música Clássica seguem até dia 30



A Secretaria Extraordinária de Cultura e a Fundação José Augusto (Secultrn/FJA), através de convênio firmado com o Ministério da Cultura (MinC), oferecem aos músicos do Estado as Oficinas “O Som dos Clássicos”, com aulas no período de 05 a 29 de novembro, e carga horária total de 100 horas. As aulas serão ministradas por professores da Escola de Música da UFRN no Salão Nobre do Teatro Alberto Maranhão. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas na sala da Coordenação de Eventos da Escola de Música da UFRN ou no Instituto de Música Waldemar de Almeida antes do início de cada módulo. O aluno pode se inscrever em quantas oficinas quiser durante todo o mês de novembro. São elas:
Dias 5 e 6 – Música Barroca, ministrada por Fábio Presgrave, professor doutor em Música pela UNICAMP/SP;
Dias 7 e 8 – Música de Câmara: A arte de tocar e ouvir, a cargo de Durval Cesetti, professor doutor em Música pela McGill University/Canadá;
Dias 9 e 10 – Interpretação da Obra de Bach: uma abordagem sobre a sonoridade, estética do compositor e sua época, com Danilo Guanais, professor doutor em Composição pela UNIRIO/UFRN;
Dias 12 e 13 – Interpretação da Obra de Mozart: uma abordagem sobre a sonoridade, estética do compositor e sua época, por André Luiz Muniz, professor doutor em Música pela Universidade de Montreal/Canadá;
Dias 19 e 20 – Música de Câmara: Canções espanholas e brasileiras será ministrado por Elke Beatriz Riedel, professora doutora em Canto-Performance pela Universidade de Michigan/EUA;
Dias 21 e 22 – A música dos séculos XX e XXI, por Marcus Varela, doutorando em Composição pela UNIRIO/UFRN;
Dias 23 e 24 - Ópera: estética, abordagem de papéis e comportamento vocal, ministrada por Albert Halfon, formação de Regência pela UFRN/RN;
Dias 26 e 27 –  Música dos Séculos XIX e XX – Francesa e Alemã, novamente com o professor Danilo Guanais;
Dias 28 e 29 - Interpretação da Obra de Mozart: uma abordagem sobre a sonoridade, estética do compositor e sua época, também com o professor André Luiz Muniz.
As inscrições podem ser realizadas durante todo o mês de novembro na sala da Coordenação de Eventos na Escola de Música da UFRN e no instituto de Música Waldemar de Almeida. Ao final das oficinas, serão emitidos os certificados. Demais informações podem ser obtidas através do telefone 3232-5357.

Prêmio Culturas Populares 2012


O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural publicou hoje (05) no Diário Oficial da União (Seção 3, págs 23 a 26) Edital de Divulgação nº 2, de 1º de novembro de 2012, do Prêmio Culturas Populares 2012. O concurso terá suas inscrições abertas a partir de 5 de janeiro de 2013 e, nesta edição homenageia o ator, produtor e cineasta Amácio Mazzaropi, que nascido em São Paulo, em 9 de abril de 1912, completaria, neste ano, 100 anos.
O Prêmio terá investimento total de R$ 5 milhões que serão distribuídos entre 350 premiados – incluindo o homenageado – dentre Mestres (170 prêmios), Grupos/Comunidades (170 prêmios) e Mestres in memoriam (10 prêmios).
O concurso visa reconhecer e premiar a atuação de Mestres e Grupos/Comunidades responsáveis por iniciativas exemplares que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras. De acordo com o edital, entende-se por iniciativas exemplares, as que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras como ações e trabalhos, individuais ou coletivos, que fortalecem as expressões culturais populares, contribuindo para sua continuidade e para a manutenção dinâmica das diferentes identidades culturais no Brasil.
Também podem participar do edital projetos que desenvolvam atividades de retomada de práticas populares em processo de esquecimento e difusão das expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem, em todas as suas formas e modos próprios como religião; rituais e festas populares; arte popular; mitos, histórias e outras narrativas orais; processos populares de transmissão de conhecimentos; medicina popular; alimentação e culinária popular; pinturas, desenhos, grafismos e outras formas de artesanato e expressão plástica; escritos; danças dramáticas; audiovisual; dentre outros.
As inscrições para o edital estarão abertas até 5 de abril de 2013 e poderão ser realizadas pela internet, por meio do Sistema SalicWeb, ou por via postal, sendo necessário, em ambos os casos, encaminhar a documentação e anexos exigidos pelo edital.
O Prêmio
O Prêmio Culturas Populares foi instituído pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC) no ano de 2007, como forma de reconhecer a atuação exemplar de Mestres e de Grupos/Comunidades praticantes de expressões das culturas populares brasileiras, fortalecendo as expressões ao mesmo tempo em que identifica, valoriza e dá visibilidade às atividades culturais protagonizadas por Mestres e Grupos/Comunidades com ênfases na estratégia de preservação de suas identidades culturais. O Prêmio já teve três edições, somando 695 iniciativas premiadas em todo o país com um investimento total de R$ 6,9 milhões.
O homenageado  

Amácio Mazzaropi teve uma infância pobre, mas despertou seu interesse pelo teatro desde pequeno.Começou a atuar na cidade de Taubaté (SP) em 1931 e, em 1942 montou a Troupe Companhia Amácio Mazzaropi e passou a viajar pelo interior do país com um pavilhão – um barracão de tábuas corridas, coberto de lona, com cadeiras e bancos de madeira para a plateia – chamado de Teatro de Emergência.
Em 1943 recebe uma herança da avó Maria Pitta e realiza o sonho de colocar uma cobertura de zinco em seu pavilhão e assim, poder estrear na capital. O pavilhão é instalado no Bairro de Santana e se torna sucesso, com a casa sempre cheia. Com o sucesso, Mazzaropi assina contrato com o Teatro Colombo onde atuou por mais de um ano.
Em 1946 passa a fazer o Programa Rancho Alegre na Rádio Tupi sob a direção de Cassiano Gabus Mendes. No fim do ano, ele assina contrato com a Companhia Dercy Gonçalves e atua ao lado da atriz, na super revista Sabe lá o que é isso? de Jorge Murad, Paulo Orlando e Humberto Cunha, no Cine Theatro Odeon.
Em 1951 surge o primeiro convite para o cinema, feito pelos diretores Abílio Pereira de Almeida e Tom Payne da Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Ele fez três filmes pela companhia (Sai da Frente, Nadando em Dinheiro e Candinho), ao mesmo tempo em que trabalhava na novela sertaneja o “Bernard Shaw do Tucuruvi”, das Emissoras Associadas.
Ao todo, foram 32 filmes realizados pelo ator que faleceu, no dia 13 de junho de 1981, aos 69 anos, em São Paulo. Dentre os principais filmes estrelados por Mazzaropi estão: A Carrocinha (1955); O Gato da madame,Fuzileiro do Amor e o Noivo da Girafa (1956); Chico Fumaça e Chofer de Praça (1958); Jeca Tatu e Pedro Malasartes (1959).
Em 1995, foi fundado no Hotel Fazenda Mazzaropi, em Taubaté, o Museu Mazzaropi. O Museu, que retrata todo a história do artista, realiza, sempre em abril, a Semana Mazzaropi.
Informações
Dúvidas e informações referentes a este Edital poderão ser esclarecidas e/ou obtidas junto à 
SCDC/MinC, por meio do endereço eletrônico: culturaspopulares@cultura.gov.br.

Edital:
http://www.cultura.gov.br/culturaviva/wp-content/uploads/2012/11/cp-mazaroppi.pdf


Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Hora de mudar e renovar.



A área cultural do Rio de Janeiro, particularmente no que diz respeito á música, à ópera, ao balé e ao Theatro Municipal, tem vivido nos últimos dias momentos agitados e de muita tensão. E não é para menos.

O final do ano se aproxima e até agora o Theatro Municipal não anunciou nenhuma programação, ideia, projeto ou esboço de plano para 2013. O TMRJ está absolutamente paralisado pela falta de iniciativa de seus gestores.  A agenda para o próximo ano está lamentavelmente em branco.

O assunto vem ocupando amplo espaço em blogs e nas redes sociais, e já chegou à grande imprensa, em duas matérias publicadas no último domingo, dia 18, pelo jornal “O Globo”. Nas matérias, a presidente do TMRJ, a diretora e produtora de cinema Carla Camurati, foi ouvida e teve espaço para dar suas explicações. Não convenceu. Ao contrário, produziu nova onda de protestos e acentuou as campanhas que o meio musical e o público do Rio já vinham fazendo.

O mesmo “O Globo” repercutiu o assunto, desta vez na “Coluna do Ancelmo”, assinada por um dos mais respeitados jornalistas brasileiros, o colunista Ancelmo Góis. Ancelmo, que nunca sofreu do fígado e sempre privilegia o bom humor em seus textos, abordou em pequena nota as dificuldades que o TMRJ vem enfrentando para montar a opereta “A Viúva Alegre”, de Franz Lehar, numa adaptação da produção de Jorge Takla encenada em outubro pelo Palácio das Artes, de Belo Horizonte. É que faltavam figurinos para vestir o Coro! Parece piada, mas é verdade.  Por essa razão prosaica o conjunto foi reduzido, deixando constrangidos o diretor de cena, Lício Bruno, e o maestro do Coro, Maurílio da Costa.

E quem apareceu no espaço de Ancelmo para dar explicações "artísticas" sobre oimbroglio? A própria Secretária do Estado de Cultura, Adriana Rattes! Intencionalmente ou por descuido, a Secretária interrompeu seu expediente e passou por cima dos responsáveis diretos pela remontagem carioca da opereta. Adriana Rattes, que sequer acompanha de perto os ensaios, atropelou o diretor cênico, o barítono Lício Bruno, que é um profissional sério, e também a direção artística do teatro e até a própria presidente –as únicas pessoas qualificadas para tratar do assunto.

Até um observador pouco atento vai reparar que na área da cultura os gestores estaduais estão “batento cabeça” e metendo os pés pelas mãos.
Não se sabe até quando o governador Sérgio Cabral vai ter paciência para continuar tolerando tanta trapalhada e ineficiência justo num setor que lhe é tão caro e onde seu nome tem grande tradição e respeito –um legado de seu pai, o jornalista, escritor e pesquisador Sérgio Cabral.  

O Governador não deve estar sendo corretamente informado sobre o que se passa na área cultural de seu governo, e sobretudo no principal teatro da capital e do Estado.Não fosse assim já teria tomado providências.
A presidente do Theatro Municipal e seu diretor artístico perderam há muito tempo o apoio dos funcionários da casa e agem sem nenhuma autoridade ou coordenação. A impressão corrente no meio musical carioca é que perderam a capacidade de administrar o TMRJ.

Daqui deste modesto posto de observação só se pode vislumbrar uma solução: promover profundas mudanças na gestão cultural que está sob a responsabilidade do Governo Estadual. E a expectativa é que isso aconteça até o início do próximo ano. Deixar para mais adiante, postergar, será pura perda de tempo e só fará aumentar o desgaste do Governo na área, que já é grande.
Tudo tem prazo de validade. Até as nossas vidas, que não passam de “sopros”, como ensina o mestre Oscar Nyemeyer.

O prazo de validade dos administradores do Theatro Municipal venceu faz tempo! Estão cansados e com pouca autoridade sobre a instituição. O Governador do Estado e seus assessores diretos já devem ter reparado nisso. Como já devem ter notado a disponibilidade de outros profissionais reconhecidamente bem sucedidos na administração de políticas e projetos culturais, particularmente no campo da música, da ópera e do balé.

Não há nada de pessoal nesta opinião. O Opera Sempre não tem compromissos políticos, e muito menos compromissos com este ou aquele nome. Mas é a realidade! Dela não há como escapar nem por artes da engenharia política. 

Chegou a hora de renovar e mudar radicalmente os rumos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. E mudar e renovar é sempre bom. 

Henrique Marques Porto

Patrocínio cultural na era da convergência



Os abalos sísmicos provocados pela convergência digital e pela crise econômica internacional têm reflexos diretos na indústria cultural e no investimento privado em cultura. A indústria busca maneiras de se reinventar, traçar novos modelos de negócio, evitando o alastramento da asfixia sofrida pelo mercado fonográfico para outros setores como audiovisual, mídia impressa e radiodifusão.

Os novos empreendimentos criativos, que surgem em forma de redes, ambientes colaborativos e metodologias de gestão não lineares, são a cada dia incorporados pela indústria, pela mídia e por um novo mercado do entretenimento, que se consolida como ferramenta de promoção de causas sociais e ambientais.

No campo corporativo, a instabilidade não está restrita aos fluxos de capital, mas também aos elementos simbólicos que compõem uma marca e sua relação com diversos públicos de interesse. Estratégias de criação, desenvolvimento e manutenção de marcas tornam-se cada vez mais complexas e difíceis, sobretudo pelos novos processos de mediação, emaranhados e, ao mesmo tempo, líquidos. O investimento em cultura ganha uma nova perspectiva, pois tira a marca do pedestal, inserindo-a na dinâmica cultural, no cotidiano dinâmico e instável da contemporaneidade.

Marcas são códigos culturais complexos. Carregam sentido e significado em redes e comunidades constituídas dentro de uma nova cultura da convergência. O patrocínio cultural aproxima e interage de forma proativa e diferenciada com essa nova realidade. Experiência de marca e reputação em contato direto com as novas metodologias de convivência e construção do imaginário.

Ao agregar valores, conceitos, atitudes, as marcas promovem um novo jeito de ser, se articular e dialogar com o consumidor e o cidadão dessa nova era, antenado, participante, ativo. Cada vez menos público-alvo e mais sujeito.

O investimento cultural privado precisa ser compreendido como inovação, inteligência, transcendendo o mecenato empresarial tradicional, para a configuração de ações e relações orgânicas, conscientes e efetivas com a sociedade.

Novos vetores são incorporados à gestão de marca, muito além da constituição de elementos simbólicos impostos por força e vontade dos meios de comunicação de massa, a partir da manipulação dos mitos e códigos culturais do nosso tempo.

Marcas são mais do que ideias prontas, acabadas, impostas à sociedade. São construídas no dia-a-dia, na relação direta com o cidadão. São também projetos político-culturais, que exigem discursos coesos, estruturados, proativos; estruturas que garantam coerência e efetividade a esses discursos; com diálogo aberto, articulado, capaz de ouvir e incorporar fãs, críticos e consumidores-partícipes ao processo de construção e experimentação de marca.

Marcas contemporâneas podem avançar para uma relação direta, não mediada, e de confiança com seus públicos. Para isso, é preciso:
    •    Reconhecer, valorizar e promover a diversidade cultural.
    •    Respeitar os direitos culturais dos cidadãos, não apenas o acesso ao conhecimento, mas também a liberdade de expressão.
    •    Fortalecer a cultura local, sem impor o global.
    •    Promover o diálogo, a partir de redes e telas convergentes.
    •    Garantir o protagonismo e a participação dos agentes envolvidos.

O patrocínio cultural avança e oferece oportunidades concretas de estabelecer esse contato direto, porém protegido e resguardado por relações de confiança e prestígio entre artistas, ou produtores culturais e seu público.

A o ambiente e atmosfera tradicionais de associação de marca são agregados os valores de compromisso social, comunicação de rede e experiência de marca, tornando o patrocínio cultural umas das ferramentas mais eficazes para promover a transição do tradicional ao contemporâneo.
Leonardo Brant

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

BACH, CARL PHILIPP EMANUEL (1714-1788)


ALEMÃO – ERA CLÁSSICA

Segundo filho de Johann Sebastian Bach e Maria Barbara Bach, Carl Philipp Emanuel nasceu em Weimar no dia 08 de março de 1714 e faleceu em Hamburgo no dia 15 de dezembro de 1788. É considerado o fundador e precursor do estilo clássico.

Aos 10 anos ingressou na Escola de São Tomás, em Leipzig, onde seu pai, em 1723, havia tornado-se kantor e continuou sua educação como estudante de jurisprudência nas universidades de Leipzig (1731) e Frankfurt der Oder (1735). Em 1738 graduou-se, mas logo decidiu abandonar essa carreira e devotar-se inteiramente à música.

Alguns meses depois, conseguiu um emprego a serviço do príncipe herdeiro da Prússia e, com sua subida ao trono em 1740, tornou-se membro da casa real. Carl Philipp era, nessa época, um dos mais habilidosos e reconhecidos cravistas da Europa e suas composições que datam de 1731, incluíam cerca de 30 sonatas e peças para esse instrumento.

Sua reputação foi consolidada por duas séries de sonatas que dedicara respectivamente a Frederico, o Grande e para o grão duque de Württemberg. Em 1746 foi promovido ao posto de músico de câmara e, por vinte e dois anos, dividiu com Carl Heinrich Graun, Johann Joachim Quantz e Johann Gottlieb Naumann o auxílio contínuo ao rei.

Durante o período em que morou em Berlim, escreveu um Magnificat no qual aparecem traços da influência de seu pai; uma cantata de Páscoa; várias sinfonias; três volumes de canções e algumas cantatas seculares. Seu trabalho concentrou-se no cravo para o qual compôs cerca de 200 sonatas e outros solos, incluindo o conjunto Mit veränderten Reprisen (1760-1768). Tornou-se conhecido pelos críticos europeus pela sua Versuch über die wahre Art das Clavier zu spielen, uma obra sistemática e magistral que, em meados de 1780, chegou à terceira edição e que serviu de base para a elaboração dos métodos para piano para Muzio Clementi e Cramer.
Em 1768, sucedeu Georg Philipp Telemann como Kapellmeister de Hamburgo e, em conseqüência de seu novo ofício, passou a dedicar mais atenção à música sacra. No ano seguinte, produziu seu oratório Die Israeliten in der Wüste, uma composição memorável não só por sua beleza, mas também pela semelhança com o oratórioElijah de Felix Mendelssohn. Entre 1769 e 1788 escreveu mais de 20 peças para a Paixão e cerca de 70 cantatas, litanias, motetos e outras obras litúrgicas. Sua composição instrumental foi influenciada por Joseph Haydn.
Durante a segunda metade do século XVIII, a reputação de C.P.E.Bach permaneceu muito alta. Wolfgang A.Mozart disse a seu respeito: “Ele é o pai, nós somos os filhos”. Ludwig van Beethoven também expressou cordial admiração e respeito a ele. Isso é devido, principalmente, às suas sonatas para cravo, que marcam uma época importante na história da forma musical. Foi, provavelmente, o primeiro compositor a fazer uso livre da harmonia e faz parte do grupo dos pioneiros da primeira Escola Vienense. Pode-se lhe atribuir, embora não exclusivamente, a elaboração da sonata-forma, que será o principal recurso de composição do classicismo vienense.


Ensino médio brasileiro não atinge metas para 2012


Objetivos para os anos finais do ciclo fundamental também não foram alcançados, aponta relatóro do Ministério da Educação.

As metas para o ensino médio brasileiro em 2012 não foram alcançadas, revela relatório do Ministério da Educação publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. Tanto o Índice de Densenvolvimento da Educação Básica (Ideb) como a taxa de frequência escolar para esse ciclo do ensino ficaram aquém do esperado pelo governo.
A avaliação de desempenho é referente ao período de 1º de novembro de 2011 a 31 de outubro de 2012. Em uma escala de 1 a 10, o governo estabeleceu que o ensino médio brasileiro deveria atingir 3,8 pontos no Ideb, que combina o desempenho em exames nacionais com a taxa de reprovação. Contudo, a nota obtida foi 3,7 pontos.
Também nas séries finais do ensino fundamental (5º a 9º ano), o desempenho ficou ligeiramente abaixo do estabelecido pelo MEC, 4,1 pontos, sendo que o esperado era 4,2 pontos. A única etapa que superou as expectativas foram as séries iniciais do ensino fundamental (1º a 4º ano): nota 5 pontos, ante os 4,8 pontos esperados.
No quesito frequência escolar, as metas para o ensino médio também não foram atingidas, aponta o balando do MEC. Para o período analisado, esperava-se que 86% dos jovens entre 15 e 17 anos estivessem na escola, mas apenas 83,7% estavam matriculados em uma instituição de ensino no período analisado.
Já a taxa de frequência das outras etapas da educação básica evoluíram dentro do esperado. Atualmente, 20,8% das crianças entre 0 e 3 anos estão matriculadas em creches, superando os objetivos para este ano (20%). A pré-escola abriga 77,4% das crianças entre 4 e 5 anos (a meta era de 76%) e o ensino fundamental está perto da universalização, abrigando 98,2% dos brasileiros entre 6 e 14 anos (a meta era de 98%).
No ensino superior, as duas metas estabelecidas pelo MEC foram cumpridas. A primeira delas previa um crescimento de 2% das matrículas. De acordo com dados do último censo, esse crecimento ultrapassou os 6%. A pasta do ministro Aloizio Mercadante previa ainda a publicação de 3.000 atos regulatórios e de supervisão dos cursos superiores. O balanço desta segunda-feira aponta que foram mais de 6.000.
Já os objetivos para o ensino técnico foram negligenciadas. O principal deles previa abertura de 108 novas unidades dos institutos de educação tecnológica e profissional, vinculadas aos Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifes). No entanto, foram abertas de fato apenas 30 unidades.