quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Concerto de Natal de Porto Alegre terá participação de Vanessa da Mata



O tradicional Concerto de Natal, no Parque Moinhos de Vento – Parcão, em Porto Alegre, acontecerá no dia 16 de dezembro, a partir das 20h. A participação especial no espetáculo deste ano é da cantora Vanessa da Mata.
A apresentação, que faz parte da série Concertos Comunitários Ano XXV, tem entrada franca. Vanessa da Mata interpretará sucessos ao lado do Coral e Orquestra Filarmônica da PUCRS, com regência do maestro Marcio Buzzato. O evento contará, também, com os solistas Jean Marcel de Lima (tenor), Adriana de Almeida (soprano) e Pedro Spohr (baixo).
No repertório, Vanessa da Mata reunirá as músicas Amado, Te Amo, Quando Um Homem Tem Uma Mangueira no Quintal, Acode, Ainda Bem e Ai, Ai, Ai. Obras de Strauss, Verdi, Tchaikovsky e Beethoven, além de hits de Michael Jackson e clássicos natalinos também integram o set list.
O Ballet Concerto e o grupo carnavalesco Imperadores do Samba subirão ao palco com coreografias especiais para a apresentação. Ao final, a tão aguardada queima de fogos de artifício encerrará a festa.

Programa do Concerto:

- Abertura Motivo IX Sinfonia – L. Van Beethoven
- He’s a Pirate – Hanns Zimmer / Arr. Davi Coelho
- Valsa das Flores – P.I. Tchaikovsky
Ballet Concerto
- Pace, pace mio dio – Ópera La Forza del Destino – G. Verdi Adriana de Almeida
- Granada – A. Lara
Jean Marcel de Lima
- Nun’s Chorus – Opereta Casanova – J. Strauss / Arr. Davi Coelho Adriana de Almeida e Coral Feminino
- Will you be there – Michael Jackson / Arr. Davi Coelho Coral
- Con te partirò – F. Sartori e L. Quarantotto / Arr. A. Ostrovski Adriana de Almeida e Jean Marcel de Lima
- 5ª Sinfonia e Mambo Nº 5 – L. Van Beethoven e Perez Prado / Arr. Davi Coelho
- Stayin’ Alive – Bee Gees – Arr. Davi Coelho Coral e Ballet Concerto
- My Way – J. Revaux e C. Francois /G. Thibault e P. Anka / Arr. Davi Coelho Jean Marcel de Lima
- I will follow Him – J. W. Stole e Del Roma / Arr. Davi Coelho Adriana de Almeida, Aline Alvares Boyde, Cleusa Tiba Casa Nova, Gabriela Nunes, Juliana de Oliveira Cruz, Loren Hofsetz, Mariele Ghignatti Beckenkamp, Marília Diefenthäler da Rosa, Rochelle da Silva e Coral Feminino
- Il Mondo – Jimmy Fontana / Arr. Davi Coelho Adriana de Almeida, Jean Marcel de Lima e Pedro Spohr
- Isso aqui o que é? – Ary Barroso / Arr. Davi Coelho Imperadores do Samba, Coral e Ballet Concerto VANESSA DA MATA E ORQUESTRA FILARMÔNICA DA PUCRS Arranjos Davi Coelho
- Quando um homem tem uma mangueira no quintal
- Meu Bem
- Te Amo
– Meu Deus
– Amado
- Ai ai ai

NATAL

- Variações Jingle Bells – J. Pierpont / Arr. M. Hayes
- Glória – Tradicional / Arr. A. Ostrovski
- Amazing Grace – Tradicional / Arr. A. Ostrovski
- Noite Santa – A. Adams / Arr. A. Ostrovski
- Noite Feliz – F. Gruber / Arr. A. Ostrovski
- Aleluia – G. F. Händel / Arr. Davi Coelho Coral e Orquestra Filarmônica da PUCRS Maestro Marcio Buzatto

A ESQUECIDA ARTE ESPANHOLA: MARTORELL E HUGUET



Você conhece Bernardo Martorell e Jaime Huguet? Se já viajou pela Espanha – ou mora no país -, talvez. Caso contrário, os dois artistas são exemplos de como a história da arte grava alguns nomes na memória e relega outros ao esquecimento. Ambos os artistas são exemplo da mais refinada arte catalã e base da arte espanhola nos séculos seguintes.
Martorell e Huguet pertencem a um período de transição da arte europeia. A Idade Média encontra-se em seus dias finais, devido à crise social e econômica que havia se estabelecido. As guildas ou oficinas estabelecidas nessa época permanecem em atividade, atraindo uma classe burguesa em ascensão que não se sente representada pelas artes das catedrais e passa a investir em artistas para que produzam trabalhos mais refinados e pessoais. A figura do artista como ser criador e iluminado - e não mais um artesão mecânico – ganha espaço. E, incentivados, esses artistas passam a viajar pela Europa, descobrindo novas estéticas e criando novos estilos.
Bernardo Martorell (San Celoni, Espanha, 1400 – Barcelona, Espanha, 1452) foi pintor de retábulos e miniaturista de obras ricamente detalhadas no estilo gótico internacional. Era reconhecido por suas composições dinâmicas e narrativas dramáticas. Sobre sua vida pouquíssimo se sabe. Jovem, chegou a Barcelona, onde se tornou aluno do pintor Luis Borrassá, e também trabalhou como ilustrador de manuscritos.

O gótico internacional é o resultado a da união do franco-gótico e o trecento italiano. A principal característica do gótico internacional é a estilização das formas humanas e da paisagem, além do uso da cor como elemento decorativo e a utilização intensiva do dourado. O planejamento das vestes e a riqueza dos detalhes marcam também este estilo. As figuras tendem a ser representada de modo naturalista, mas repletas de elementos simbólicos. Os artistas tinham total domínio da técnica da perspectiva de modelagem.
Com o amadurecimento de sua técnica, Martorell criou seu próprio atelier, onde passou a produzir prioritariamente arte sacra decorativa. Seus trabalhos iam de vitrais a flâmulas e brasões de ricas famílias, mas a maioria de suas obras eram retábulos. Devido a sua produção estar ligada ao atelier, poucas obras são atribuídas apenas a Bernardo: o retábulo de São Pedro de Pubol, de 1437, e a Anunciação.

Devoto de São Jorge, a obra mais famosa de Martorell é o Retábulo de São Jorge (1430-1435), formado por cinco painéis que contam a história do santo, retirada do livro Lenda áurea, de 1275. Nessa obra é possível perceber o domínio do artista em sua técnica e estilo - em questões como a representação da luz, o uso da narrativa e a dramaticidade. Os rostos possuem feições expressivas e Martorell dá os primeiros passos para o desenvolvimento do senso de movimento na pintura.

Bernardo sabia utilizar as cores vivas de maneira complexa, buscando-as para conferir vida e luz a cada pintura. Também soube beber da influência bizantina com o uso do ouro nas auréolas e na própria organização do quadro. A composição, riqueza de cores e detalhes demonstram o grau de desenvolvimento do artista, que trouxe elementos e técnicas que não estavam presentes na arte catalã.

O estilo de Martorell é diferente do de outros artistas da Catalunha devido à sua familiaridade com a arte flamenca em ascensão e com a própria arte italiana de Pisanello, Sassetta e Gentile da Fabriano. Assim, Martorell simboliza o elemento de transformação para o estilo flamenco, sendo precursor de Jaime Huguet.

Jaume Huguet (Valls, Espanha, 1412 - Barcelona, Espanha, 1492) foi um pintor gótico catalão. Huguet traz em seu estilo uma evolução do estilo gótico internacional, incorporando definitivamente elementos da arte flamenga. Sua formação se deu principalmente em Barcelona. Em 1448 abriu sua oficina e logo monopolizou a realização de retábulos na Catalunha durante a segunda metade do século XV. Huguet teve entre seus principais clientes diversas ordens religiosas. Devido a isso, e após diversos conflitos nas igrejas locais, boa parte da obra de Huguet se perdeu.

As obras de Huguet trazem em si as aspirações espirituais – e sociais – da emergente classe burguesa. Mas os desejos de seus clientes não o impedem de experimentar, utilizando a tridimensionalidade através das cores. Assim, como Martorell, o artista também se tornou notável pela dramaticidade e expressividade das feições de suas figuras.
Muito se perdeu e muito se esqueceu. Martorell e Huguet são dois dos muitos pintores que fizeram a arte espanhola. Referências pouco citadas, mas muito sentidas por todas as sensibilidades que vieram depois deles – sejam seguidores ou simples observadores.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sucesso do Voz Ativa na Paulista é matéria no Bom dia Brasil



As intervenções do Voz Ativa Madrigal no Natal Itaú Personnalite tem provocado verdadeiro tumulto na esquina da Av. Paulista com a Ministro Rocha de Azevedo tamanha a quantidade de pessoas interessadas em assistir as apresentações do grupo.  Tanto no dia da estreia (sábado) quanto ontem a SET teve que intervir a fim de proteger o público que invadiu as avenidas impedindo o trânsito local.
Segundo matéria levada ao ar nesta segunda feira no jornal matinal da Globo, Bom dia Brasil, a Secretaria de Transito está estudando uma maneira de amenizar os problemas causados pelas apresentações no Voz Ativa no local, uma das alternativas seria desviar o transito durante o período em que o grupo se apresenta.
Somos conscientes que a intervenção da SET é necessária a fim de amenizar os problemas causados por nossas apresentações e estamos dispostos a colaborar no que nos for possível, pois sabemos que tais apresentações além de divertir e emocionar o público também estão causdo transtornos, todavia não nos é possível negar que estamos sentido grande alegria e satisfação com o sucesso do projeto.
Obrigado a todos por este especial momento. 

Mudando o DNA da educação



A escola precisará mudar seu DNA. Em vez de insistir em paradigmas como transmissão, absorção, retenção, reprovação e controle, ela deverá se preocupar com um novo tipo de DNA, o D3NA, que se baseia em diversão,diálogo, desafio, narrativa e aventura. O panorama sobre a escola que se quer para o século 22 – 22 sim, porque o século 21 já começou há mais de uma década e é preciso olhar para frente – foi apresentado por Luciano Meira, professor de psicologia da UFPE e especialista em games educacionais, durante evento sobre educação e tecnologia promovido pelo Porvir e pela Fundação Telefônica na terceira edição da Série de Diálogos O Futuro de Aprende.
“A missão da escola, o seu DNA constitutivo parece estar o ensino. Isso não produz a reciprocidade da aprendizagem. Nós estamos usando as metáforas erradas”, afirma Meira, que vem desenvolvendo a OJE, em Pernambuco, uma olimpíada de conhecimento gamificada que deverá chegar a 2 milhões de estudantes de escolas públicas até 2015. O seu contato com jovens e com tecnologias educacionais o fez perceber que existe um descompasso importante entre o que os alunos esperam da escola e o que ela lhes oferece. Para o pesquisador, os livros em duas dimensões não são mais capazes de dar conta das necessidades dos alunos, que vivem em um mundo em que já é possível manipular realidades de seis dimensões, como emjogos como o Kinect.
Diálogo
O professor cita recente pesquisa feita com jovens de Recife. Ela mostrou que, ao serem perguntados sobre o que haviam estudado na semana, os alunos até se lembravam de assuntos abordados nas aulas de matemática e biologia. Mas, ao serem perguntados sobre o que gostariam de aprender, as respostas em nada coincidiam com as da pergunta anterior: se pudessem escolher, os alunos prefeririam aprender informática e computação (15%), música (8%), dança (6%), design de games (6%) e robótica (6%). O mais grave, ressalta o especialista, é que 47% dos entrevistados responderam “outras coisas”. “Tem uma frequência enorme de outras coisas que a gente nem sabe o que é”, lamenta ele.
O que causa isso, de acordo com Meira, são “os arranjos” travados da escola, que se verificam tanto em aspectos infraestruturais quanto nas relações entre as pessoas que compõem o ambiente educacional. “Os arranjos têm sido os mesmos, apesar das tecnologias. Eu me refiro principalmente aos arranjos discursivos que desautorizam o diálogo.”
Diversão
No lugar desse modelo que tem se mostrado ineficaz, Meira sugere que a escola se abra à diversão, mas não uma diversão que passe apenas pelo engraçado, mas que incentive os alunos a serem autores do seu aprendizado. “Nós queremos encantamento, surpresa, curiosidade”, diz ele.
Desafio, narrativa e aventura
A escola tem preferido os testes tradicionais aos desafios que realmente engajam os alunos no aprendizado, na avaliação do professor. Segundo Meira, as narrativas não tradicionais e as aventuras não são consideradas experiências válidas de aprendizagem. E isso, defende ele, precisa mudar. Um dos caminhos que ele tem visto dar certo que leva em conta não apenas desafio, narrativa e aventura, mas também diálogo e diversão é o aprendizado via games.

Deficiência física de personagens históricos é ignorada



A artista Frida Kahlo, o compositor Ludwig van Beethoven, o ex-presidente americano Franklin D. Roosevelt, a atriz Sarah Bernhardt, o cantor Ian Dury e o célebre almirante Nelson, da Grã-Bretanha
As deficiências físicas de muitas figuras históricas conhecidas, e outras nem tanto, é um aspecto muitas vezes pouco conhecido do público.
Em um museu de Veneza há quatro estátuas colossais de cavalos em cobre. A milhares de quilômetros de lá, na magnífica igreja de Santa Sofia, em Istambul, fica a tumba do homem que roubou essas esculturas – Enrico Dandolo.
Dirigente e magistrado da República de Veneza em 1192, Dandolo liderou a Quarta Cruzada (expedição militar cristã que pretendia conquistar o Egito muçulmano) até a cidade de Constantinopla, na atual Turquia.
Seu exército atingiu o coração do Império Bizantino.
Dandolo foi um líder dinâmico que reformou o sistema monetário veneziano e se tornou uma figura inspiradora no campo de batalha.
Quando suas tropas flanqueavam o inimigo sob uma chuva de flechas, ele foi o líder responsável pela vitória. Seus homens foram a primeira força militar estrangeira a romper as muralhas da capital bizantina.
Dandolo morreu em uma expedição no ano seguinte. Entre seus seguidores era considerado um líder valente, enérgico e vigoroso. Para seus inimigos, era ambicioso, inescrupuloso e astuto.
Mas há dois aspectos de sua vida que podem surpreender o leitor.
Dandolo realizou todas esses feitos com 90 anos – e já estava cego há mais de duas décadas.
Deficientes
O líder veneziano ficou cego após levar um golpe na cabeça, quando já era sexagenário, segundo Thomas Madden, autor de sua biografia.
E ele não foi o único guerreiro deficiente da Idade Média. O rei John da Bohemia, que era cego, morreu cavalgando na batalha de Crecy, contra os ingleses.
Balduino 4º, rei de Jerusalém, venceu Saladino na batalha de Montgisard, em 1177, apesar de estar seriamente debilitado pela lepra.
Na lista de deficientes estão outras figuras famosas, como Ludwig van Beethoven, cuja surdez se tornou amplamente conhecida, ou Julio César – que tinha convulsões possivelmente devido a uma epilepsia.
Outro exemplo é o almirante britânico Nelson, que ao perder seu braço direito escreveu: “um almirante canhoto não voltará a ser considerado útil, portanto quanto antes eu encontre uma morada humilde para me aposentar, melhor. É preciso deixar espaço para que um homem melhor possa servir ao Estado”.
Entretanto, a maior parte das pessoas não pensa nessas figuras históricas como deficientes, segundo o sociólogo Tom Shakespeare, autor do livro Disability right and wrongs (Erros e acertos das deficiências, em tradução livre).
Segundo ele, a associação de identidade com deficiência é um conceito recente, do século 20.
A cadeira de rodas de Roosevelt
“A deficiência está associada a excluídos. Quando aparece alguém como Dandolo, ele recebe um status honorário de não deficiente”, diz. “Se tiveram êxito, não podem ser deficientes. Esse aspecto de sua identidade não é priorizado”.
Além disso, afirma, os deficientes sempre foram estimulados a dissimular ou esconder sua condição.
Isso ocorreu com Dandolo. “Circulavam histórias sobre como ele ocultava sua cegueira. Colocava um cabelo em sua sopa e se queixava em voz alta”, segundo seu biógrafo.
Seus esforços anteciparam a atitude do presidente americano Franklin Roosevelt, mais de sete séculos depois.
Paralisado da cintura para baixo uma década antes de assumir o cargo, Roosevelt se empenhou em esconder sua deficiência.
Há dezenas de imagens dele em pé, já como presidente, mas sempre apoiado cuidadosamente em algum suporte. Esse esforço seria resultado de uma suposição de que a deficiência diminuiria suas perspectivas eleitorais.
Todas as suas aparições eram meticulosamente coreografadas, para que a cadeira de rodas não aparecesse. “Não há caricaturas ou imagens de arquivo que o mostrem como deficiente, o que é extraordinário”, disse Shakespeare.
No caso de Dandolo, até seu biógrafo afirmou não identificá-lo como deficiente.
Importância simbólica
De acordo com a mentalidade moderna, histórias de vida semelhantes dariam margem a mensagens de otimismo sobre o potencial de todas as peasoas com deficiência.
Mas as coisas eram diferentes na Idade Média. A grande ironia é que na época de Dandolo, os imperadores bizantinos depostos eram cegados propositalmente para evitar que voltassem ao poder.
Apesar da história não ser escrita somente por meio dos feitos de grandes homens, o sociólogo Tom Shakespeare afirma que a valorização das figuras deficientes tem um propósito simbólico.
“É muito importante nomear as pessoas porque temos uma visão muito negativa [das pessoas com deficiência]“.

FICARELLI, MARIO (1935)



Obteve vários prêmios em concursos de composição no país e no exterior. Possui diversas obras editadas no Brasil, Europa e Estados Unidos, contando em seu catálogo mais de 120 obras para diversas formações desde solo, duos, trios, etc. até música sinfônica, coral e uma ópera. Dedicado também ao magistério, lecionou composição e outras disciplinas desde 1981, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde é professor Livre Docente em composição, tendo sido eleito Chefe do Departamento de Música por três mandatos. É membro da Academia Brasileira de Música desde 1994, da Sociedade Brasileira de Música Contemporânea desde 1995 e da SUISA – Zurique- Sociedade Arrecadadora de Direitos Autorais, desde 1992. Em 2006 publicou um livro de Harmonia Funcional. No segundo semestre de 2011 será lançado o livro que traduziu e revisou “Contraponto baseado sobre o sistema dodecafônico” de E. Krenek. Ainda nessa mesma data será lançado o seu método de ensino musical “Musissimphos” para prática musical de crianças em formação de orquestra, contendo 81 peças originais e 66 orquestrações de músicas do repertório original para piano, pela Editora Algol.
       
Em 1975 participou da Tribuna Internacional de Compositores, em Paris, regendo sua própria obra. Transfigurationis*), encomendada pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, estreou em 1981, valendo-lhe na ocasião o prêmio da APCA-Associação Paulista de Críticos de Arte, cuja obra teve a estréia européia em 1988 pela Orquestra Sinfônica Tonhalle de Zurique, e em 1992 teve três execuções pela Orquestra Sinfônica Bruckner de Linz, na Áustria.

Em 1992 estreou com sucesso sua Sinfonia No.2 “Mhatuhabh”*), em Zurique, sob a regência de Roberto Duarte frente a Orquestra Sinfônica Tonhalle a qual lhe encomendou a obra. Em 2006 essa Sinfonia foi apresentada pela Orquestra Sinfônica de Moscou. Em 1995, quando da estréia desta Sinfonia em São Paulo, com a OSESP, obteve novamente o prêmio da APCA. Ainda em 1992 compôs a 3a. Sinfonia*), na Suíça, onde residiu por um ano.   Sua estréia mundial ocorreu em abril/maio de 1998 sob a regência de Roberto Duarte a frente da OSESP - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Mais uma vez a APCA outorgou-lhe o prêmio de melhor obra sinfônica de 1998. No início de 1999 compôs Concertante*) para sax alto e orquestra - encomenda do Conservatório de Tatuí-SP, aí estreada pelo renomado solista norte-americano Dale Underwood.

Em 1996, sua Missa Solene (1996) para coro e solistas infantis, órgão e percussão, foi estreada na Hungria e parcialmente executada no Vaticano com a presença do Papa João XXIII. Compôs, entre 1997 e 1998, 3 Quintetos para quarteto de cordas com oboé, com trompa e com viola*); Suite para Metais, Cordas e Tímpanos, estreada na Suíça; Prelúdio e Toccata, para violino, violoncelo e piano, lançado em CD em março de 2011; Tempestade Óssea para percussão; (gravação em CD pelo Grupo de Percussão da UNESP), além de ter sido executada em 19 cidades norte-americanas pelo Grupo PIAP em 2010; no final de 2009 foi lançada gravação em CD pelo Grupo Durum de Percussão, o Ensaio-90 para trio.

Durante o segundo semestre de 2010 atuou como Curador da Transversal da Música no Tempo para a realização de 22 concertos de música de câmara dentro do projeto de revitalização da Sala Funarte (Ministério da Cultura do Governo Federal). 

Ficarelli é verbete em inúmeras publicações, incluindo o Dicionário Grove de Música e Who’s Who in the World."

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

BRUCKNER ANTON (1824-1896)


BRUCKNER ANTON (1824-1896)
AUSTRÍACO – ERA ROMÂNTICA 

Vida. Compositor austríaco, Anton Bruckner nasceu em Ansfelden, Alta Áustria, em 4 de setembro de 1824 e morreu em Viena em 11 de outubro de 1896. Foi educado no convento de Sankt Florian e ficou marcado pela mais profunda devoção católica e pelo suntuoso estilo barroco do mosteiro. Durante longos anos de atividade como professor primário, fez sérios estudos de música, que continuou mesmo mais tarde, quando já reconhecido como compositor de grande talento. Em 1856 foi nomeado organista da catedral em Linz, depois regente da capela imperial em Viena e professor de música na universidade da capital. Recebeu, nesses anos, a mais profunda influência de Wagner, modificando então totalmente o estilo das suas composições. Mas experimentou, com a execução de suas obras, só decepções, pois foi sistematicamente hostilizado pelos antiwagnerianos vienenses.

Projeção.  Mal conhecido em vida, Bruckner só se tornou realmente famoso depois da morte, mas quase exclusivamente na Áustria e na Alemanha. Só a partir da década de 1920, Bruckner chegou a ser admirado e executado com freqüência na Inglaterra, França e Itália.

Bruckner foi um caso quase patológico de falta total de inteligência (com exceção da inteligência musical). Admirador entusiasmado de Wagner, nunca chegou a entender as teorias do seu mestre, do qual também o separava a devoção católica. Sua síntese, absolutamente sui generis, de catolicismo barroco e de estilo wagneriano, inspirou-lhe formas novas da missa e da sinfonia.

Obras. Não quis publicar, ou não conseguiu publicar, a maior parte das suas obras da mocidade, de modo que a evolução da arte de Bruckner só é parcialmente conhecida. Seu gênio musical já está perfeito nas três grandes missas em ré menor (1864), em mi menor (1866) e em fá menor (1868). São as maiores obras de música sacra do séc.XIX, mas pouco adaptadas às normas litúrgicas vigentes, pela suntuosidade barroca dos coros e pela riqueza do acompanhamento orquestral.

Bruckner é sobretudo conhecido como sinfonista, sendo suas maiores obras a relativamente fácil Sinfonia nº3 em ré menor (1873); a romântica Sinfonia nº 4 em si bemol (1874); e principalmente as três sinfonias colossais: nº5 em si menor (1876), nº7 em Mi maior (1883) e nº 8 em dó menor (1885). Não têm semelhança alguma com a sinfonia contemporânea de Brahms -  situam-se entre as obras sinfônicas de Beethoven e Mahler. São inconfundíveis pela temática (em parte sacral, em parte popular) e pela justaposição desses temas em grandes blocos. Ainda convém observar que, durante muitos anos, essas sinfonias só foram conhecidas em versões abreviadas e truncadas, de modo que apenas hoje se conhece realmente a arte sinfônica do compositor. Alguns críticos preferem às suas obras orquestrais o grandioso e comovente Te Deum em Dó maior soprano, coro, orquestra e órgão. Composto em 1881, sua primeira apresentação em Viena, foi em 1885.

Voz Ativa Madrigal faz estreia do Natal Itaú Personnalité amanhã, dia 08 dezembro



Como anunciado em matéria anterior, neste dia 08 de dezembro o Voz Ativa faz a estreia do Natal Itaú Personnalite, na Av.Paulista.
As apresentações iniciaram às 18H00.
Maiores informações no site do Banco Itaú Personnalité.
Veja matéria referente ao assunto publicada dia 05 de dezembro neste blog

Decantar Vozes, quarteto vocal, e o pianista Vagner Ferreira fazem recital nesse final de Semana.



O Decantar vozes é formado por cantores do COSESP (Coral da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e traz em sua proposta a pesquisa para o aperfeiçoamento interpretativo em conjunto vocal de câmara.
Neste sentido o repertório proposto não se limita ao um período ou gênero o que permite que o programa apresentado em seus recitais e concertos seja composto desde obras renascentista  até a música popular brasileira.
No programa apresentado nesse final de semana, sob a coordenação do Maestro Samuel Kerr, o grupo reafirma sua proposta e apresenta composições de Tomás Luís de Victoria, John Bennet, Passereau, Chico Buarque, Adoniran Barbosa e outros, sempre acompanhados pelo pianista Vagner Ferreira.

Serviço:
           Sábado, 08 de dezembro - 11h
           Sala das Artes Paulistanas no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo
           R. Benjamin Constant, 158 (SPaulo, próximo ao metrô Sé)
           Entrada Franca

Governo de Minas publica edital de concurso para músicos


  
O Governo de Minas Gerais publicou, nessa terça-feira (27), edital para realização de concurso público da Fundação Clóvis Salgado. A iniciativa busca o provimento de cargos das carreiras de músico instrumentista (34 vagas) para a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), músico cantor (43 vagas), para o Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG), técnico de gestão artística (5 vagas), analista de gestão artística (2 vagas) e professor de arte (2 vagas).

O período de inscrições será de 26 de dezembro de 2012 a 24 de janeiro de 2013, com previsão de início de realização das provas no dia 17 de fevereiro. A primeira etapa consistirá de provas objetivas e a segunda etapa é composta de provas práticas que serão aplicadas somente para os candidatos aos cargos de músico instrumentista, músico cantor e professor de arte.

As regras e outras informações do processo seletivo estão contidas no edital publicado no jornal Minas Gerais,divulgado no site da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e no endereço eletrônico www.ibfc.org.br. O candidato deverá acessar a página da empresa frequentemente para acompanhar todas as informações relativas ao concurso.
Gratificação
Foi aprovado pelo Governo de Minas a proposta de alteração da Lei nº 11.650, de 2 de dezembro de 1994, para ampliação do Adicional por Exibição Pública, passando a vigorar o valor de R$ 1.000,00 no salário para todos os servidores da OSMG. Além disso, a proposta prevê a extensão do Adicional também para o Coral Lírico de Minas Gerais, que atualmente não recebe a gratificação.
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
Fundada em 1976, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) é considerada uma das mais importantes do país. Interpreta um repertório que compreende todos os períodos da história da música escrita para orquestra: óperas, balés, concertos, poemas sinfônicos e grandes obras sinfônico-corais, em apresentações ao ar livre, na capital e no interior.

A OSMG realiza projetos de sucesso, como o Sinfônica Pop, que recebe grandes nomes da música popular brasileira e iniciativas como a Série Sinfônica no Museu e a Série Concertos no Parque, que, desde a estreia em 1998, foi assistida por mais de 360 mil pessoas. Seu regente titular é o maestro Roberto Tibiriçá.
Coral Lírico de Minas Gerais
Um dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado, o Coral Lírico de Minas Gerais possui um repertório que abrange grandes obras corais, desde a renascença até o moderno, de motetos a óperas, de oratórios barrocos a concertos corais sinfônicos.

Um dos raros grupos com essas características no País, o Coral Lírico já recebeu importantes prêmios e convites para atuar ao lado das principais orquestras brasileiras, entre elas, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Seu atual regente titular é o maestro Lincoln Andrade.

NO DIA 08/12 A SÉRIE "VIOLÃO NO MASP" ENCERRA SUA EDIÇÃO 2012 COM RECITAL DE PAULO MARTELLI E QUARTETO ROMANOV



Durante os meses de outubro a dezembro de 2012, aconteceu no pequeno auditório do MASP, um dos movimentos violonísticos mais importantes do Brasil: “Violão no MASP e Concurso MASP em homenagem ao Prof. Henrique Pinto”.

A curadoria da edição 2012 do "Violão no MASP", esteve a cargo dos violonistas Paulo Martelli, Fernando Lima, Cecilia Siqueira (Duo Siqueira Lima), que também presidiram a banca julgadora do Concurso MASP em homenagem ao Prof. Henrique Pinto” , com coordenação geral de Amália De Vincenzo

E agora, com "chave de ouro", a série de recitais “Violão no MASP”  terá seu encerramento no dia 08/12/12, às 14h30min, com um recital especialíssimo de Paulo Martelli e Quarteto Romanov. 

O Quarteto Romanov, é formado pelos violinistas russos Alexey Chashnikov e Tatiana Vinogradova, o violista russo Simeon Grinberg e o violoncelista brasileiro Rodrigo Andrade Silveira, todos integrantes da OSESP-Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Juntos com Paulo Martelli, um dos grandes nomes do violão de reputação internacional, os músicos reativam o antigo trabalho de música de câmara, com um novo projeto que de um lado tem o violão, cujo perfil é puramente solista, e do outro um quarteto de cordas que é a espinha dorsal da orquestra.

No Programa obras de: F.Sor e A. Harris (Solo) e Quinteto Op.143 de M. Castelnuovo Tedesco

SERVIÇO:
VIOLÃO NO MASP – RECITAL de ENCERRAMENTO
PAULO MARTELLI E QUARTETO ROMANOV
Dia 08/12/2012 às 14horas30min
Com ingressos a R$7,00(meia) e R$ 14,00 (inteira).
Auditório do MASP
MASP-MUSEU DE ARTE DE SP
Avenida Paulista n.1578 – Bela Vista – São Paulo

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Morreu Oscar Niemeyer, o último grande arquitecto do século XX (Jornal Português)

Nascido no Rio de Janeiro, a 15 de Dezembro de 1907, estava perto de celebrar os 105 anos.

O arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer morreu aos 104 anos, num hospital do Rio de Janeiro. Tinha sido internado no início do mês passado, pela terceira vez este ano. Desde então, o estado clínico tinha vindo a agravar-se, com problemas respiratórios e renais.
Nascido no Rio de Janeiro, a 15 de Dezembro de 1907, estava perto de celebrar os 105 anos. Teve cinco irmãos e a sua mãe morreu de cancro, ainda nova. Sobreviveu à sua única filha Anna Maria morta em Junho passado. Visitei-o uma última vez, em Março de 2011. Andava entusiasmado com a criação de uma nova Escola Popular que teria o seu nome. Com o humor que todos lhe reconheciam, recordou a construção de Brasília e a sua aversão por viagens de avião. Frequentou o escritório da Av. Atlântica, em Copacabana, até quase ao fim.
Oriundo de uma família carioca, conservadora e católica, com descendentes germânicos que acompanharam a corte portuguesa, em 1807, na sua mudança para o Rio de Janeiro, Niemeyer viveu uma juventude despreocupada e protegida por uma prima solteira. Estudaria arquitectura por convicção ainda que só tardiamente. No terceiro ano, já casado com Annita Balbo, ofereceu-se para trabalhar gratuitamente no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão.
Com Lúcio Costa, cinco anos mais velho, inicia-se na leitura das ideias de Le Corbusier, com quem teria a possibilidade de colaborar logo em 1936, no projecto para o Ministério da Educação e Saúde, no Rio. O edifício seria o resultado de uma equipa montada por Costa, tendo Le Corbusier como consultor. Niemeyer teria grande responsabilidade no desenho final, influenciando a posição do bloco principal no quarteirão, ou determinando a direcção horizontal dos “quebra-sóis”. Em 1939, também em uma parceria com Costa, projectou o pavilhão do Brasil para a Feira Internacional de Nova Iorque, abeirando-se já de uma espacialidade gestual, concretizada no desenho da rampa e na permeabilidade do volume, características que assinalariam a sua primeira grande ruptura com o racionalismo internacional.
O melhor, portanto, insinuava-se: “Minha arquitectura começou depois na Pampulha”. Estava-se em plena segunda guerra na Europa e, a serviço de Juscelino Kubitschek, futuro presidente do Brasil, construiria quatro obras-primas à beira da lagoa da Pampulha, bairro residencial sofisticado na periferia da capital mineira de Belo Horizonte. Aqui estreava-se na exploração das capacidades plásticas que a nova técnica do betão armado possibilitava, dotando os seus edifícios de uma forte conotação formal.
No entanto, quando surgiu o desafio, também lançado por Kubitschek, já presidente, para a construção dos principais edifícios públicos da nova capital do país Brasília – inaugurada em Abril de 1960 – a arquitectura de Niemeyer ressente-se desse “excesso” formalista, contraindo-se aparentemente. Os edifícios de Brasília apresentam-se geometricamente mais regrados e definidos pela estrutura, como é o caso do Palácio da Alvorada, logo de 1956, ou o conjunto da Praça dos Três Poderes. Esta nova fase seria significativa para a evolução da arquitectura brasileira, repercutindo-se no trabalho das gerações mais recentes.
A colaboração estreita que manteve com os engenheiros de estruturas transformaria a sua arquitectura num ensaio de risco permanente. Essa confiança haveria de se manifestar nas obras construídas no exílio, cumprido em plena ditadura militar. Na Argélia, recentemente independente, mais exactamente no campus da universidade de Constantine, cumpriu um dos seus programas arquitectónicos mais arriscados, levando a técnica do betão armado a um limite aparentemente insustentável. Contra o conselho dos engenheiros franceses que propuseram que a grande viga longitudinal, que compunha a fachada, possuísse um metro e meio de espessura, adoptou a solução de uma viga de apenas 30 cm.
Niemeyer deixou obra significativa fora do seu país, chegando mesmo a construir, com Alfredo Viana de Lima, em Portugal, o Hotel Casino do Funchal, a meio da década de 60, hoje bastante desvirtuado. Foi protegido por figuras como André Malraux, em França, ou Giorgio Mondadori, que em 1968 lhe encomendou a sede da sua editora, nas proximidades de Milão. Tornou-se o maior embaixador da arquitectura brasileira. Isto todavia é pouco, se comparado com o contributo que deu à evolução da arquitectura moderna. Muitos dos seus edifícios tornaram-se arquétipos para os arquitectos contemporâneos. Niemeyer foi um génio e como tal, padeceu de violentos ataques e também de elogios condescendentes. Talvez por ter medo da morte, foi aquilo que podemos descrever como um “homem feliz”.

http://www.publico.pt

Cérebro controla movimento usando ritmos musicais


Cérebro musical

O funcionamento do cérebro humano é muito mais harmônico do que os neurocientistas acreditavam.

Antes visto como uma rede onde sinais elétricos seriam enviados ao longo de fios biológicos - e por isso comparado com os computadores - as pesquisas mais recentes vêm mostrando um cérebro, por assim dizer, muito mais artístico.

Primeiro se descobriu que o cérebro transmite informações em várias frequências, que lembram muito as estações de rádio.

No final do ano passado, em uma descoberta que mudou completamente a visão que se tinha da chamada atividade neural, que era vista como uma sequência homogênea de pulsos elétricos, cientistas descobriram que nosso cérebro toca sua própria música.

Uma música, aliás, que já está sendo usada para a elaboração de novas explicações sobre a esquizofrenia.

Ritmo dos neurônios

Agora, uma equipe da Universidade de Stanford (EUA) descobriu que os movimentos físicos do corpo humano não são controlados pelo cérebro como se este acionasse interruptores que ligassem motores.

Na verdade, os pesquisadores demonstraram que a atividade cerebral que controla o movimento não codifica nenhuma informação espacial externa - como a direção, a distância ou a velocidade com que um braço, por exemplo, deve se mover.

Em vez disso, a atividade neural que controla os movimentos é rítmica por natureza - o córtex motor é um gerador de dinâmico de padrões, e não uma chave liga-desliga dos "motores musculares".

O sinal elétrico que chega ao músculo é um amálgama dos ritmos compostos não por neurônios que ligam e desligam, mas por neurônios que oscilam ritmicamente.

A descoberta de Krishna Shenoy, Mark Churchland e John Cunningham desmonta as teorias atuais sobre o controle dos movimentos pelo cérebro, com largas implicações para a neurociência.

Ritmo cerebral

Os neurocientistas consideravam que os neurônios do córtex motor - aqueles que controlam todos os movimentos do corpo humano - seriam semelhantes aos neurônios ligados à visão, que transmitem uma espécie de mapa, uma representação das cenas do mundo ao nosso redor.

Mas essa consideração estava incorreta.

"Nossa principal descoberta é que o córtex motor é um gerador flexível de padrões, e envia sinais rítmicos ao longo da medula espinhal," explica o Dr. Churchland.

Assim, em uma analogia com um automóvel, os neurônios não são como o volante, que vira as rodas para um lado ou para o outro - ou os braços, as pernas etc.

Cada neurônio é como uma peça do carro, e apenas o seu funcionamento em conjunto - um funcionamento ritmado, em que cada um cumpre uma tarefa particular - consegue explicar o movimento final resultante.

Segundo os pesquisadores, "a população inteira dos neurônios oscila de um modo maravilhoso e perfeitamente coordenado".

"Cada neurônio se comporta como um músico em uma orquestra. Quando os ritmos de todos os instrumentistas de toda a orquestra são tomados em conjunto, emerge um movimento fluido e preciso," disse Churchland.

"O ritmo é o bloco fundamental com que se constrói o movimento," conclui ele.

Como estudar: ensine seu cérebro a se concentrar



Deixar o celular longe, reunir o material de estudo de forma organizada, desligar a TV, sair da Internet, deixar água e algum lanche por perto, ficar sozinho e seguir um bom planejamento ajudam a melhorar o rendimento quando você precisa estudar, mas… cadê a concentração?

Se mesmo com toda a preparação do mundo seus pensamentos continuam bem longe da matéria que você precisa estudar e está difícil focar no mesmo texto ou exercício, dê uma olhada nestas três técnicas. Você pode usá-las separadamente, ou fazer um combinado para ajudar seu cérebro a se concentrar. Sim, é possível treinar o cérebro para focar numa única tarefa por mais tempo, do mesmo jeito que se pode treinar o corpo para fazer musculação, aprender capoeira, dançar ou correr uma maratona.
Técnica do Intervalo
Se está difícil de se concentrar, forçar a barra para passar horas e horas diante dos livros não ajuda em nada. Se a ideia é começar a treinar seu cérebro para tirar o melhor proveito das suas horas de estudo, vale começar aos poucos.
A Técnica Pomodoro, inventada em 1980 por Francesco Cirillo, é um método de gerenciamento do tempo. A ideia é simples: usar um timer para marcar pequenos períodos de produtividade. Você pode usar um daqueles timers de cozinha, qualquer relógio ou mesmo o seu celular. O método recomenda 25 minutos de concentração, mas você pode chegar lá aos poucos.
Antes de iniciar sua tarefa, lista de exercícios ou leitura, programe o alarme para um tempo curto, digamos, 10 minutos. Ao fim desse intervalo, faça uma pausa de dois minutos. Repita até completar quatro ciclos e faça uma pausa maior. Vá aumentando o tempo de concentração aos poucos, de cinco em cinco minutos, até alcançar o período ideal para você.
Só mais cinco…
Não, não são aqueles “só mais cinco minutinhos” quando o despertador toca de manhã cedo. É uma técnica para resistir à vontade de largar tudo que bate diante de uma tarefa extensa ou aborrecida demais. É uma boa maneira de lidar com o desânimo que dá, por exemplo, quando aqueles 20 exercícios de Química parecem uma barreira intransponível, ou quando o livro não está nem na metade e você já pensa em desistir.
O objetivo aqui, em vez de largar tudo e sair correndo, é dizer a si mesmo que você vai fazer só mais cinco coisas antes de desistir. Podem ser mais cinco exercícios, cinco questões daquela prova do vestibular anterior, cinco páginas do texto, cinco parágrafos do livro obrigatório, ou mesmo cinco linhas! Quando acabar, do mesmo jeito que você aperta o botão do despertador pra dormir mais cinco minutinhos, fale pra si mesmo: “só mais cinco”.
Ao quebrar a tarefa “de cinco em cinco”, você vai aguentá-la por mais tempo e, quem sabe, até cumprir o objetivo sem muito sofrimento.
Meditação Instantânea
Às vezes, o que atrapalha é a ansiedade ("Tem muita matéria pra estudar, não vou dar conta!"), ou um problema qualquer que não tem nada a ver com o estudo. Nesses momentos, é importante deixar a mente livre de preocupações para que o tempo de estudo que você separou seja o mais produtivo possível.
Esta técnica de meditação pode ser aplicada em qualquer hora, em qualquer lugar. Vale para quando você precisa se concentrar nos estudos, mas também ajuda a baixar a ansiedade hora da prova.
O passo-a-passo é muito simples, está explicado num vídeo de mais ou menos cinco minutos e está em inglês, mas tem legendas em português.

UFPR completa 100 anos com extensa programação



Próximo à comemoração oficial do seu centenário, dia 19 de dezembro, a Universidade Federal do Paraná iniciará uma série de eventos alusivos a esta data de grande expressividade para a comunidade paranaense e para o país. Rumo aos 100 anos, a programação terá início a partir do dia 14 de dezembro, com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Paraná, às 20 horas, no Teatro Guaíra. Dia 16, será a vez da "Caminhada e Pedalada do Centenário", com concentração dos participantes, na Praça Santos Andrade, a partir das 9 horas.
Começando a semana, na segunda-feira (17), haverá o Culto Ecumênico e o lançamento de livros históricos, no Teatro da Reitoria, às 10 e 11 horas, respectivamente.

No mesmo dia, no período da tarde, será realizada uma Sessão Solene da Câmara Municipal de Curitiba alusiva aos 100 anos da UFPR, às 15 horas, no Prédio Histórico. A noite será animada para os estudantes e servidores com o Jantar dos 100 anos, às 19 horas, no Restaurante Madalosso, em Santa Felicidade.
Dia 18, a Orquestra Filarmônica da UFPR, o Coral da UTFPR, o Madrigal e Coro da UFPR farão uma apresentação especial no Teatro da Reitoria, às 20 horas.

100 anos - No esperado dia 19 de dezembro, a data oficial do centenário da universidade será marcada com a Sessão Pública do Conselho Universitário (Coun) e com a posse do reitor reeleito Zaki Akel Sobrinho, no Teatro Guaíra, às 20 horas. Às 21h30, está previsto o grande momento da comemoração, em frente ao Prédio Histórico da Praça Santos Andrade. E o Baile dos 100 anos será realizado no Santa Mônica Clube de Campo, a partir das 22 horas, encerrando a programação no dia 20 de dezembro.

Convites - Os convites deverão ser retirados no saguão da Reitoria, entre os dias 10 a 14 de dezembro, das 9 às 17horas. Mais informações estão disponíveis no site www.ufpr.br.

Serviço:

100 anos da UFPR
Dia 14 de dezembro - apresentação da Orquestra Sinfônica do Paraná, às 20 horas, no Teatro Guaíra.
Dia 16 - "Caminhada e Pedalada do Centenário", com concentração dos participantes na Praça Santos Andrade, a partir das 9 horas.
Dia 17 - Culto Ecumênico e o lançamento de livros históricos no Teatro da Reitoria, às 10 e 11 horas.
Dia 17 - Sessão Solene da Câmara Municipal de Curitiba alusiva aos 100 anos da UFPR, no Prédio Histórico, às 15 horas.
Jantar dos 100 anos, para estudantes e servidores, no Restaurante Madalosso, em Santa Felicidade, às 19 horas.
Dia 18, a Orquestra Filarmônica da UFPR, o Coral da UTFPR, o Madrigal e Coro da UFPR farão uma apresentação especial no Teatro da Reitoria, às 20 horas.
Dia19 - Sessão Pública do Conselho Universitário (COUN) e com a posse do reitor reeleito Zaki Akel Sobrinho, no Teatro Guaíra, às 20 horas.
Dia 19 - 21h30, comemoração, em frente ao Prédio Histórico da Praça Santos Andrade.
Dia 20 - Baile dos 100 anos - Santa Mônica Clube de Campo - a partir das 22 horas.
Convites - Os convites deverão ser retirados no saguão da Reitoria, entre os dias 10 a 14 de dezembro, das 9 às 17horas. Mais informações estão disponíveis no site www.ufpr.br.
T

DEBUSSY, CLAUDE-ACHILLE (1862-1918)


FRANCÊS – ESCOLA NACIONALISTA FRANCESA


Vida. Claude-Achille Debussy nasceu em Saint-Germain-en-Laye no dia 22 de agosto de 1862 e morreu em Paris no dia 25 de março de 1918. Sua vocação musical foi descoberta por Mme. Fauté de Fleurville, que o preparou para o Conservatoire, onde foi admitido em 1873. Em 1884 recebe o grande prêmio de Roma de composição. Viaja para Moscou com Mme. Von Meck, protetora de Tchaikovsky, interessando-se pela obra do então desconhecido Mussorgski. Retorna a Paris em 1887. Com raros aparecimentos públicos, seus anos finais foram minados pela doença (câncer) e pelo desgosto das derrotas francesas na primeira guerra mundial.


Caracterização. À exceção de algumas peças mais conhecidas, Debussy deixou uma obra pouco acessível pelo seu caráter inovador.O impressionismo de Debussy residiria no caráter flou – vago – de seus sutis jogos harmônicos, em que a melodia parecia dissolver-se. Ela libertou-se dos cânones tradicionais, das repetições e das cadências rítmicas. Debussy não seguiu, também, as regras da harmonia clássica: deu uma importância excepcional aos acordes isolados, aos timbres, às pausas, ao contraste entre os registros. Trouxe uma nova concepção de construção musical, que se acentuou na sua última fase. Por isso foi incompreendido, o que não lhe desagradaria, pois ele mesmo propôs a criação de uma “sociedade de esoterismo musical”.


Obra. A obra de Debussy é bastante diversificada, do ponto de vista dos gêneros e das formas que utilizou. Todas as suas obras parecem transmitir a mesma mensagem: a abertura de um universo sonoro inteiramente novo, em que a sugestão ocupou o lugar da construção temática definida. A obra orquestral de Debussy é a que melhor corresponde à sua imagem de impressionista.


Influência. A música inovadora de Debussy agiu como um fenômeno catalisador de diversos movimentos musicais em outros países. Exerceu grande influência em M.Ravel, B.Bartók, de Falla, H.Villa-Lobos, entre outros. Do Prélude à l´après-midi d´um faune, com que, para Pierre Boulez, começou a música moderna, até Jeux, toda a arte de Debussy foi uma lição de inconformismo. Ele mudou o curso da história da música francesa, dissolvendo regras e convenções tradicionais numa nova linguagem de possibilidades insuspeitadas em harmonia, ritmo, forma, textura e timbre.