segunda-feira, 11 de março de 2013

DVORÁK, ANTONÍN (1841-1904)



TCHECO – ESCOLA NACIONAL LESTE EUROPEU – 189 OBRAS
 
Vida. Compositor tcheco, Antonín Dvorák nasceu em Nelahozaves, a 8 de setembro de 1941, e morreu em Praga, a 1º de maio de 1904. Filho de um humilde comerciante, aos oito anos Dvorák teve despertada sua vocação musical. Mas só pôde realizar os primeiros estudos em 1853, já residindo na cidade de Zlonice. Quatro anos depois instalou-se em Praga, onde iniciou uma vida de  sacrifícios, aliviados quando foi premiado pela composição de um hino patriótico (1873).

O impulso decisivo para sua carreira ocorreu em 1877 quando, sob recomendação de Brahms, os Duetos morávios foram editados na Alemanha. Desde então, os programas de concerto no estrangeiro passaram a colocar em destaque o nome de Dvorák. Na Inglaterra, houve uma acolhida sobremodo entusiástica - iniciada com a apresentação das Danças Eslavas- , a ponto de quase se tornar a segunda pátria do compositor. Várias vezes Dvorák esteve em Londres e outras cidades britânicas regendo as próprias obras, entre estas a Sinfonia em Ré maior e o oratório St. Ludmilla. Em 1891, a Universidade de Cambridge lhe conferiu o título de  doutorhomoris causa.

Caracterização. Por essa época, já era numerosa a produção de Dvorák. Tinha abordado todos os gêneros, revelando-se especialista em música de câmara. O trio Op. 90, denominado Dumky (1891), foi logo incorporado ao repertório de todos os conjuntos camerísticos. A posição estética do mestre tcheco também já estava definida, inclusive em relação a seu compatriota Smetana, igualmente ligado nas fontes folclóricas; mas enquanto este compositor sempre obedeceu às normas tradicionais, Dvorák aparecia como um improvisador, bem menos atento às regras de estruturação formal. Embora Smetana fosse seguidor de Liszt e Wagner – ao passo que Dvorák é discípulo de Brahms, Schumann e, sobretudo, de Schubert – Dvorák é bem mais rapisódico. Daí, por certo, a popularidade que alcançou no mundo inteiro.

Popularidade, fama, honrarias, tornam-se comuns na vida de Dvorák. Em Praga, recebe também o título de doutor honoris causa da universidade. É nomeado professor e mais tarde diretor do conservatório. Chega a ser nomeado membro da câmara dos pares do império austríaco. Sua fama atravessa o Atlântico. Em 1892, Dvorák vai dirigir o conservatório de Nova York.

Três anos na América resultaram para Dvorák na fase mais conhecida de sua atividade criadora. A ela pertencem obras como a célebre Sinfonia nº 5, em si menor, chamada Do novo mundo (1893); o Quarteto em Fá maior, Op.96, arbitrariamente apelidado The Nigger (1893); o Concerto para violoncelo e orquestra em si menor, Op. 105 – obra-prima no gênero; e uma coletânea de peças para piano intituladaHumoresques, das quais a sétima chegou a ser a música quase mais tocada em todo mundo. Da fase americana de Dvorák também resultou um equívoco, hoje esclarecido: dizia respeito ao aproveitamento do folclore dos E.U.A., em detrimento das fontes eslavas; mas pesquisas musicológicas, levadas a efeito em Harvard, concluíram por confirmar o original caráter eslavo da Sinfonia nº5 e Quarteto The Nigger.

Quando retornou a Praga, essa fidelidade às origens continuou inalterada. Dvorák dedicou-se à composição de peças sinfônicas e óperas. E estas últimas, principalmente, os elementos musicais e dramáticos são de pura inspiração folclórica tcheca. A glória em vida acompanhou-o até a morte. Foi sepultado como herói nacional.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Theatro Municipal de São Paulo abre temporada 2013



A ópera ainda é popular. As pessoas fazem fila. Vamos atrair muito público. O Brasil virou uma potência e não tem um grande teatro de ópera. É um absurdo, porque todos os países ricos têm vários. E é bom lembrar que uma ópera envolve trabalho de cerca de 300 pessoas. Então, o Theatro Municipal será uma grande fábrica de empregos para atores, músicos, bailarinos, maquiadores, serralheiros, técnicos de palco, iluminadores e tantos outros profissionais das artes. O Colón de Buenos Aires tem uma ‘cidade’ abaixo dele. Queremos fazer do Theatro Municipal algo parecido: uma ‘cidade’ de excelência. (John Neschling)
O Theatro Municipal de São Paulo foi inaugurado em setembro de 1911, pensado como uma casa de ópera para a cidade. De fato, as duas décadas seguintes foram marcadas por uma presente manifestação operística na casa, mas que aos poucos, foi diminuindo. Palco da icônica Semana de Arte Moderna de 1922, o Theatro Municipal passou de ícone da cultura musical de São Paulo para o desprezo e descaso das autoridades, que entre movimentos pontuais de retorno e abandono, faziam-no ressurgir das cinzas de tempos em tempos. Administrações desastrosas tanto do município quanto do Theatro não ajudaram em nada o melhoramento definitivo da casa.
Richard Wagner
Neste ano de 2013, porém, um sol no fim do túnel começa a raiar. John Neschling, o nosso velho conhecido da “Revolução OSESP” assume a diretoria artística da casa. José Luiz Herencia é o novo diretor geral. Apoiados pelo novo secretário municipal de cultura, Juca Ferreira, a dupla propõe um novo caminho para o Theatro, mantendo o que havia de bom na temporada do ano passado (obviamente, as óperas) e propondo um novo rumo não só estrutural mas também artístico para o Theatro e para a nobre desconhecida da maioria dos paulistanos, a Praça das Artes.
Nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2013, o Theatro abriu suas portas pela primeira vez neste novo ano para o seu espetáculo de estreia, sob regência do próprio Neschling e com a Orquestra Sinfônica Municipal, o Coral Lírico e o Coral Paulistano. Eu estive no concerto de domingo, dia 24/02, e pude comprovar a admiração que o público da cidade tem em relação ao maestro, ovacionando-o e o aplaudindo efusivamente, assim como aos músicos e cantores, que fizeram um espetáculo admirável.
Composto por três partes bastante distintas entre si, o Concerto Sinfônico que abriu a temporada 2013 no Theatro Municipal de São Paulo foi um belo começo de jornada, e teve ainda um peso sentimental maior por ser, a rigor, um concerto de homenagens: o bicentenário do nascimento de Richard Wagner; as duas décadas da morte de Camargo Guarnieri e o bicentenário do nascimento de Giuseppe Verdi.
Camargo Guarnieri
A abertura do concerto foi com o Prelúdio e Morte de Amor (Prelude und Liebestod), da ópera Tristão e Isolda, de Wagner. A partitura recentemente caiu nas graças do público porque foi usada como tema principal do filme Melancholia, de Lars von Trier, e por isso mesmo, tem um reconhecimento imediato. O casal que estava ao meu lado chegou a comentar “é a música de Melancholia!”. A experiência de ver uma peça dessa sendo executada é algo para se gravar na memória. O Prelúdio é, além de uma música belíssima, uma exposição musical praticamente infinita, onde não temos a conclusão, por assim dizer, do tema musical. A finalização que nunca chega, e quando chega, é quase insondável, é uma das coisas mais belas trabalhadas pelo compositor, e ganhou uma leitura mais contida de Neschling, fazendo-nos apreciá-la ainda mais compassadamente.
A segunda parte foi composta pela Sinfonia nº2 – Uirapuru, de Camargo Guarnieri. Para mim, era a primeira vez que ouvia a obra, e não pude deixar de me emocionar com a sua qualidade e “brasilidade”, elementos trabalhados de forma impecável em diálogo com os metais, as cordas e a percussão. O ritmo mais vivo, a clara inspiração vinda de Villa-Lobos e o cuidado do compositor em adequar milimetricamente todas as variações musicais dentro dos três movimentos da obra (Enérgico, Terno e Festivo) tornam essa Sinfonia nº2 um verdadeiro presente para quem a ouve, e com certeza um atrativo e tanto para os marinheiros de primeira viagem na obra de Camargo Guarnieri.
Giuseppe Verdi
O término veio com as Quatro Peças Sacras (Quattro Pezzi Sacri) de Verdi, uma obra que pede diferentes composições de coro para ser executada. A Ave Maria e a Laudi alla Vergine Maria são composições para coro a capella, a primeira, um coro misto; a segunda, um coro feminino. O tema das composições e a delicadeza de sua execução fecharam com chave de ouro o concerto. O Stabat Mater e o Te Deum (as minhas peças favoritas dentre as quatro), contam com a orquestra acompanhando o coro, sendo que a última traz uma fortíssima composição orquestral e vocal, com momentos de difícil execução e de uma beleza realmente emocionante.
Creio que assim como todo paulistano amante da música, estou bastante animado em relação ao rumo que o Theatro Municipal toma a partir deste ano. Espero sinceramente que os novos diretores da casa consigam por em prática todo o projeto de revitalização cultural e física que tem em mente, e que também consigam por nos trilhos a prometida harmonia entre os corpos artísticos da cidade: as orquestras, os coros e os corpos de dança. 2013 inicia para o Theatro com uma grande promessa, e já trouxe um pequeno demonstrativo que certamente nos dá ânimo para acreditar que tudo pode dar certo. Em John Neschling, nós confiamos. Agora resta saber se os deuses da música estão interessados em ajudá-lo mais uma vez.

Luiz Santiago

Ospa começa o ano homenageando Verdi e Wagner



No concerto de abertura da temporada 2013, na terça-feira, 12 de março, a orquestra apresenta cortina lírica, tendo como convidados a soprano Daniella Carvalho, o tenor Martin Muehle e o maestro Luiz Fernando Malheiro.


A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre abre sua temporada visitando a obra de dois ícones da música lírica cujos bicentenários são comemorados em 2013: Giuseppe Verdi e Richard Wagner. O concerto será realizado no dia 12 de março, terça-feira, às 20h30, no Teatro do Sesi. Na ocasião, a Ospa também apresentará ao público sua nova associação de amigos, a Amaospa.

A cortina lírica em homenagem a Verdi e Wagner será dirigida pelo maestro Luiz Fernando Malheiro, diretor artístico e regente titular da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Festival Amazonas de Ópera. Sob a regência dele estarão dois conceituados cantores brasileiros com carreira internacional: a soprano carioca Daniella Carvalho, atualmente radicada nos Estados Unidos, e o tenor gaúcho Martin Muehle, que fixou residência em São Paulo. Os dois interpretarão, sozinhos ou em duo, trechos das óperas "Luisa Miller", "Don Carlo" e "Otello", de Verdi, na primeira parte do programa, e de "Os Mestres Cantores de Nurenberg", "Tannhäuser" e "A Valquíria", de Wagner, na segunda parte da noite.

O italiano Giuseppe Verdi (1813-1901) dedicou-se predominantemente à ópera. Entre a primeira e a última de suas criações, passaram-se mais de cinquenta anos, em um período de profundas transformações na Itália. O compositor acompanhou de perto os conflitos do "risorgimento", tomando partido pela unificação de seu país. Sua música e, logo, sua figura, aproximaram-se de tal modo de seu público que sua morte foi vivida como luto nacional. O legado de Verdi inclui verdadeiras obras-primas, bastante populares ainda hoje.

Foi também na ópera que Richard Wagner (1813-1883) manifestou mais intensamente a capacidade de inovação de seu gênio criador. Sua obra é uma das maiores expressões do romantismo alemão. Wagner definiu uma nova concepção de ópera, na qual música, poesia, gesto e visualidade são elementos constitutivos do drama, e inseriu em sua música novidades que abriram caminho para as vanguardas do século XX.

Os ingressos antecipados para o concerto de abertura da temporada 2013 da Ospa estão à venda: na quarta (6), quinta (7), sexta (8) e segunda-feira (11), das 10h às 17h, na sede administrativa da Ospa (24 de outubro, 850/305, Porto Alegre-RS). No dia do espetáculo, a compra pode ser feita na sede das 10h às 16h e no Teatro do Sesi a partir das 18h até a hora do espetáculo, se ainda houver entradas. Os valores são R$ 30 (plateias) e R$ 20 (mezanino), com 50% de desconto para idosos e titulares do Clube do Assinante ZH. O pagamento deve ser feito em dinheiro.

Mais informações no site www.ospa.org.br ou pelo telefone 3222-7387.

Associação de Amigos da Ospa (Amaopa)
A entidade, que agora ganha existência real, surgiu no ambiente virtual, como um grupo no Facebook, em abril de 2012. Muito rapidamente, adquiriu um significativo número de membros, e, quando alcançou a adesão de três mil pessoas, seus idealizadores decidiram procurar a diretoria da Ospa para concretizar a associação, fora das redes sociais digitais.
Os fundadores do grupo foram três amigos amantes da música e da Ospa: a genealogista e tradutora pública Claudia Antonini, o jornalista Milton Ribeiro e o professor e historiador Francisco Marshall. Com base em experiências similares, desenvolvidas em orquestra no Brasil e no exterior, eles objetivam fazer da Amaospa uma ferramenta de apoio à orquestra e de aproximação com a comunidade.
A Amaospa terá quatro categorias de sócio: fundador, jovem, benemérito e construtor (esta relacionada à construção da Sala Sinfônica da Ospa). Na medida em que contribuirão por meio do pagamento de mensalidade, os associados desfrutarão de vantagens. Entidade sem fins lucrativos, a Amaospa investirá os fundos angariados no atendimento de necessidades específicas da orquestra.
Outra atuação da associação será a promoção de ações paralelas à programação da Ospa, visando à reflexão sobre música, ao incentivo da escuta e à formação do público.

Daniella Carvalho, soprano
Natural de Rio de Janeiro, concluiu seu mestrado e bacharelado em canto na Manhattan School of Music. Já se apresentou em palcos de países como Itália, Áustria, Estados Unidos e Brasil, e em estações de rádio de New York como WNYC e Radio da Universidade de Columbia.
Daniella começou 2013 interpretando Micaela em "Carmen", com a Miami Lyric Opera, e foi a solista da "Sinfonia nº 2", de Mahler, com a Filarmônica do Amazonas. Em abril, ela se apresenta como Amelia, em "Un Ballo in Maschera", no XVI Festival Amazonas de Ópera, e, em julho, como Giorgetta em "Tabarro", com a Miami Lyric Opera.
Fez sua estreia em New York como vencedora da Artist International Competition no Weill Hall, no Carnegie Hall. Desde então, tem apresentado programas com as principais obras do repertório, e também com peças menos difundidas.

Martin Muehle, tenor
Natural de Porto Alegre, iniciou seus estudos musicais em 1990 com o barítono Jean-Charles Gebelin, em Montevidéu. Em 1992 radicou-se na Alemanha e em 1997 graduou-se em canto na Musikhochschule Lübeck, com o professor James Wagner.
Indicado ao Prêmio Carlos Gomes (2012) na categoria melhor solista por sua atuação em Siegmund na ópera “Die Walküre”, Martin Muehle é um dos mais importantes tenores brasileiros da atualidade.
Com uma brilhante carreira no exterior, apresentou-se em teatros como Capitole de Toulouse, Massimo di Palermo, Leipzig Opera, San Carlo di Nápoli, Carlo Felice di Gênova, Festspielhaus Baden-Baden, Teatro Avenida de Buenos Aires, Solís de Montevidéu e Badener Stadttheater.
Foi o primeiro tenor brasileiro a se apresentar na Opéra Bastille de Paris, onde, em 2011, cantou "Pique Dame" de Tchaikovsky. Em 2012 interpretou Froh em "Das Rheingold" no Teatro Nacional de La Plata, e em seguida abriu a temporada do Croatian National Theatre como Don José em "Carmen".

Luiz Fernando Malheiro, maestro
Reconhecido pela crítica como um dos principais nomes da ópera no Brasil, Luiz Fernando Malheiro tem em seu repertório mais de cinquenta títulos. É o atual diretor artístico e regente titular da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Festival Amazonas de Ópera (FAO). Foi também diretor de ópera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Vencedor do Prêmio Carlos Gomes: Regente de Ópera (2012, 2011 e 2009) e Universo da ópera/2000, dirigiu no FAO/2005 a primeira montagem brasileira de "Der Ring des Nibelungen", de Wagner, recebendo ainda mais dois prêmios: Universo da Ópera e Espetáculo do Ano.
Estudou composição com J. Targosz na Polônia e com R. Dionisi na Itália. Teve aulas de regência com T. Colacioppo no Brasil, K. Missona na Polônia e na Itália, Leonard Bernstein em Roma, F. Leitner em Siena e Carlo Maria Giulini em Milão.

A Ospa é uma das fundações vinculadas à Secretaria de Estado da Cultura. Os concertos da temporada 2013 são patrocinados pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, Vonpar, Ipiranga, Gerdau, Souza Cruz e Brasília Guaíba. A realização é da Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós e Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

O que: Concerto de Abertura da Temporada 2013 da Ospa
Quando: Dia 12 de março, terça-feira, às 20h30
Onde: Teatro do Sesi (Avenida Assis Brasil, 8787, Porto Alegre-RS)
Ingressos: À venda a partir do dia 6 de março, quarta-feira: quarta (6), quinta (7), sexta (8) e segunda (11), das 10h às 17h, na sede administrativa da Ospa (24 de outubro, 850/305, Porto Alegre-RS). No dia do concerto, a venda será realizada na sede das 10h às 16h e no Teatro do Sesi a partir das 18h até a hora do espetáculo, se ainda houver entradas.
Valores: R$ 30 (plateias) e R$ 20 (mezanino), com 50% de desconto para idosos e titulares do Clube do Assinante ZH.

Pagamento: Somente em dinheiro

Programa
Parte I – Giuseppe Verdi
Abertura da ópera ”Luisa Miller”
Dueto “Io vengo a domandar grazia alla mia Regina” da ópera ”Don Carlo”
Ária “Tu che le vanità conoscesti del mondo” da ópera ”Don Carlo”
Dueto “Già nella notte densa” da ópera “Otello”
Ária “Dio mi potevi” da ópera “Otello”
Parte II – Richard Wagner
Abertura da ópera “Die Meistersinger von Nürnberg”
Preislied “Morgenlich leuchtend im rosigen Schein” da ópera ”Die Meistersinger von Nürnberg”
Ária “Dich, teure Halle” da ópera ”Tannhäuser”
Cena 3 do primeiro ato da ópera “Die Walküre”
Regente: Luiz Fernando Malheiro
Solistas: Daniella Carvalho (soprano) e Martin Muehle (tenor)

Orquestra Sinfônica de Campinas CONCERTO DE ABERTURA DA TEMPORADA 2013



PROGRAMA

L.V.BEETHOVEN
A Consagração da Casa, Abertura, op. 124

L.V.BEETHOVEN
Sinfonia Nº 9, em ré menor,  op. 125 – Coral

Allegro ma non troppo, un poco maestoso
Scherzo: Molto vivace – Presto
Adagio molto e cantabile – Andante
Finale: Presto - recitativo - Allegro molto assai – Alla marcia – Andante maestoso - Allegro energico - Prestissimo

Coros
Collegium Vocale Campinas
Akira Kawamoto, Regente
Samuel Valli, Regente Assistente

Coro Contemporâneo De Campinas
Angelo Fernandes, Regente
              
Camerata Vocal – Academia Concerto
Altamiro Bernardes, Regente

Solistas
Carla Domingues, Soprano
Magda Painno, Contralto
Miguel Geraldi, Tenor
Douglas Hahn, Barítono

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas
Victor Hugo Toro, Regente

Datas: 8 e 9 de março (sexta e sábado)
Horário: 20h
Local: Teatro Municipal “José de Castro Mendes”
Endereço: Praça Correa de Lemos, s/nº – Vila Industrial
Preço na bilheteria: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Data: 10/03 (domingo)
Horário: 17h
Onde: Estação Cultura (Praça Marechal Floriano Peixoto, s/nº - Centro, Campinas)
Ingresso: Gratuito

quinta-feira, 7 de março de 2013

Inscrições para oficinas na Região Norte estão abertas até 25 de março para Produtores e Criadores Negros



Durante o mês de fevereiro a Representação Regional Norte do Ministério da Cultura (RRNO/MinC) está realizado uma série de oficinas com o intuito de divulgar os editais para produtores e criadores negros, além de esclarecer e capacitar o público quanto à elaboração dos projetos. As inscrições vão até 25 de março, com exceção do Edital para Autores Negros, da Fundação Biblioteca Nacional, que terá suas inscrições encerradas em 30 de abril.

Já receberam oficinas as cidades de Rio Branco (AC); Manaus (AM), Macapá (AP) e Ilha Redonda (AP); Bragança (PA) e Santarém (PA), totalizando um público de mais de 200 pessoas. Ainda esta semana serão realizadas oficinas em Boa Vista (RR), no dia 26 de fevereiro, e nos municípios de Barcarena (PA), Abaetetuba (PA), dia 27, e Marabá (PA), dia 1º de março. Também no dia 1º de março será ministrada oficina em Palmas (TO).
Para o mês de março estão previstas, no dia 06, oficinas em Porto Velho (RO) e Redenção (PA). Já nos dias 05, 06 e 07 estas serão realizadas em Belém (PA), na sede da Representação Regional Norte, sendo cada uma delas voltada, respectivamente, aos editais da FUNARTE, Fundação Biblioteca Nacional e SAv.


Quarteto Sonoro no SESC Santo Amaro



O nome "Sonoro" denota um pouco esta sonoridade tão especial que o quarteto busca, no convívio harmonioso entre violão, piano, flauta e violoncelo com os arranjos do violonista Fernando Corrêa, escritos especialmente para o grupo. Composições conhecidas do grande público como “Da cor do pecado” e “Chovendo na roseira” fazem parte do repertório junto com obras dos integrantes do quarteto como “Chorinho pra ela” e “Presente de aniversário” de Fernando Corrêa e “Chorinho sem choro” de Liliana Bollos, mostrando a grande diversidade e riqueza da música brasileira.Neste show apresentam dois novos arranjos de Ana Luíza (Jobim) e Bye On (F.Corrêa).

Com Fernando Corrêa (violão/arranjos), Liliana Bollos (piano), Daniel Allain (flauta) e Sérgio Schreiber (violoncelo).

dias 22 de março de 2013
das 19 às 20h
Local: Convivência, Grátis

Dalton Trevisan “Prêmio Camões de literatura”



Escritor paranaense de 86 anos é o décimo brasileiro a conquistar o troféu
O escritor paranaense Dalton Trevisan, de 85 anos, conquistou a 24ª edição do prêmio Camões, o mais importante da literatura escrita em português.
Trevisan é o décimo brasileiro a ganhar o Camões. Antes dele, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Antonio Candido, Autran Dourado, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro e Ferreira Gullar já haviam sido premiados.
""A escolha de Dalton Trevisan foi unânime", afirmou o brasileiro Silviano Santiago, um dos jurados do prêmio, em nota oficial. "Primeiramente, pela contribuição extraordinária de Dalton Trevisan para a arte do conto, em particular para o enriquecimento de uma tradição que vem de Machado de Assis, no Brasil, de Edgar Allan Poe, nos EUA, e de Borges, na Argentina."
Nascido em 14 de junho de 1925 em Curitiba, no Paraná, Dalton Trevisan começou a escrever na década de 1940. Ficou conhecido pelo estilo seco e econômico de escrever, pelo humor negro e violência de suas obras e também pelo estilo de vida recluso - não gosta de ser fotografado e não dá entrevistas.
A reclusão lhe valeu o apelido de "O Vampiro de Curitiba", nome de um de seus principais livros. Outras obras importantes são "Novelas Nada Exemplares" (1959), "Cemitério de Elefantes" (1964), "A Guerra Conjugal" (1969) e "Ah, É?" (1994).
No ano passado, Trevisan ganhou o prêmio Jabuti na categoria contos e cronicos pelo livro "Desgracida". Veja abaixo a lista completa de ganhadores do prêmio Camões:

1989 - Miguel Torga (Portugal)
1990 - João Cabral de Melo Neto (Brasil)
1991 - José Craveirinha (Moçambique)
1992 - Vergílio Ferreira (Portugal)
1993 - Rachel de Queiroz (Brasil)
1994 - Jorge Amado (Brasil)
1995 - José Saramago (Portugal)
1996 - Eduardo Lourenço (Portugal)
1997 - Pepetela (Angola)
1998 - Antonio Candido (Brasil)
1999 - Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal)
2000 - Autran Dourado (Brasil)
2001 - Eugénio de Andrade (Portugal)
2002 - Maria Velho da Costa (Portugal)
2003 - Rubem Fonseca (Brasil)
2004 - Agustina Bessa Luís (Portugal)
2005 - Lygia Fagundes Telles (Brasil)
2006 - José Luandino Vieira (Angola)
2007 - António Lobo Antunes (Portugal)
2008 - João Ubaldo Ribeiro (Brasil)
2009 - Armênio Vieira (Cabo Verde)
2010 - Ferreira Gullar (Brasil)
2011 - Manuel António Pina (Portugal)
2012 - Dalton Trevisan (Brasil)

quarta-feira, 6 de março de 2013

Aulas de Canto

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GRANADOS, ENRIQUE (1867-1916)


 ESPANHOL – ESCOLA NACIONAL ESPANHOLA E LATINA – 25 OBRAS

Enrique Granados y Campiña nasceu em Lérida no dia 27 de julho de 1867 e morreu no Canal da Mancha no dia 24 de março de 1916. Estudou piano com Joan Baptista Pujol e composição com Felipe Pedrell. Em 1883, com 16 anos, apresentou-se como pianista virtuoso, tocando a Sonata nº 2 de R.Schumann. Em 1887, viajou para a França e, em Paris, conheceu Debussy, Ravel e Saint-Saëns. Seu primeiro sucesso como compositor foi a ópera “Maria Del Carmen” (1898).

Sua maior obra é a suíte para piano “Goyescas” (1911), que faz referência à alguns quadros de Goya. Nesta obra, muito influenciada por Liszt, Granados parece atingir sua mais elevada inspiração. Em 1916, é apresentada em Nova York, sua óperaGoyescas, que é uma adaptação da versão original para piano da suíte que leva o mesmo nome.

É autor, também, de canções para voz e piano, além de várias obras para piano, incluindo as conhecidas “Danças Espanholas”.

Sua morte ocorreu em condições trágicas.  Morreu vítima de um naufrágio com sua mulher, quando o navio Sussex foi torpedeado por um submarino alemão, na travessia do Canal da Mancha. O casal Granados y Campiña voltava dos Estados Unidos, onde foi encenada no Metropolitan, em 1916, sua ópera Goyescas

 Granados pertenceu a um grupo de compositores interessados em criar uma forma de música peculiarmente espanhola depurando a essência da música popular nativa e combinando-a com o romantismo de R.Schumann (1810-1856) e F.Liszt (1811-1886).

Granados pode ser considerado, com Albéniz, criador de uma escola espanhola moderna. Ele exprime-se com tal vocabulário e uma tal sintaxe, desenvolvendo uma invenção harmônica de grande refinamento, fundada num sentimento de grande generosidade e poder emocional. Graças a ele, a música espanhola atinge pontos altos, projetando-se no cenário internacional ao lado de obras-primas nacionalistas.

100 livros clássicos para download



Uma compilação com 100 obras, entre autores brasileiros e estrangeiros, escolhidas entre os 10 mil títulos disponíveis no portal Domínio Público. A lista, traz desde livros seminais, formadores da cultural ocidental, como “Arte Poética”, de Aristóteles, até o célebre “Ulisses”, de James Joyce, considerado um dos livros mais influentes do século 20, além de clássicos brasileiros e portugueses. Todo o acervo do portal DP é composto por obras em domínio público ou que tiveram seus direitos de divulgação cedidos pelos detentores legais. No Brasil, os direitos autorais duram setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subsequente à morte do autor.
Para acessar os títulos e baixar acesse:
http://canaldoensino.com.br/blog/100-livros-classicos-para-download

terça-feira, 5 de março de 2013

Vagas para Cantores


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Tom Zé: faixas do novo disco para download e uma releitura da Tropicália



O músico baiano traz duas faixas do novo disco para download e faz uma releitura da Tropicália
Na década de 60, a Tropicália foi música e política. Nos versos de Tom Zé, ao lado de Gilberto Gil e Caetano Veloso, lutava-se por uma arte de mudanças revolucionárias em meio ao sistema opressor da Ditadura Militar.
Mais de 40 anos depois, Tom Zé aparece, de novo, com outra ideia para confundir e esclarecer: o conceito de “Lixo Lógico”, nome do novo disco independente, com duas faixas para download neste link:

 http://www.naturamusical.com.br/tom-ze-duas-musicas-para-baixar

A teoria, desenvolvida pelo próprio músico, alega as consequências da mistura do sangue mouro (tomado pela emoção) com o pensamento aristotélico aprendido na escola (tomado pela razão).
Toda lógica da fusão do oriente com o ocidente (descendência moura) agora era descartada e tinha seus valores armazenados no hipotálamo (região do encéfalo responsável pela expressão emocional).
“Tropicália Lixo Lógico” traz, novamente, o conceito daquela época em que a música era o principal meio irracional de reafirmar nossas origens. Aproveite para ouvir, pensar e não pensar sobre as faixas “Tropicalea Jacta Est” e “Capitais e Tais” no site da Natura e esperar pelo CD, na íntegra, com as participações de Emicida, Rodrigo Amarante, Pélico e Mallu Magalhães.

2o. Processo Seletivo EMESP Tom Jobim 2013



Cursos disponíveis:

Curso de Formação Continuada - 1º Ciclo

Curso de Formação Continuada - 2º Ciclo

Curso de Formação Continuada - 3º Ciclo

Curso de Formação Avançada - 4º Ciclo - Prática Instrumental Avançada

Curso de Formação Avançada - 4º Ciclo - Música Antiga

Curso de Formação Avançada - 4º Ciclo – Ópera Estúdio

Curso Livre Preparatório de Instrumento 1º Ciclo

Curso Livre Preparatório de Instrumento 2º Ciclo

Curso Livre Preparatório de Instrumento 3º Ciclo

Curso Livre Preparatório de Instrumento 4º Ciclo

Para inscrição acesse:
http://www.emesp.org.br/pt/secao2/52/51/4/Inscricoes--Vagas-Remanescentes/

Teatro Municipal de São Sebastião divulga a agenda de espetáculos


 Espetáculos trazem ao público música, dança, comédia e peça infantil

Com uma programação bem diversificada, o Teatro Municipal de São Sebastião divulga a agenda de espetáculos deste mês, que promete atender diversos gostos e faixas etárias, além de proporcionar momentos de muita emoção e alegria ao público.
E para abrir em grande estilo esta agenda, quem subirá ao palco da casa é o grupo de samba rock Sandália de Prata, no dia 9, às 21h. O show especial de aniversário ‘Sandália de Prata – 10 Anos’, faz parte da programação desenvolvida na cidade pela Secretaria de Estado da Cultura, por meio do programa Circuito Cultural Paulista, em parceria com Prefeitura.
A banda foi inicialmente formada por um quinteto, em 2003, no bairro do Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Novos elementos foram anexados ao grupo, como a percussão em 2004 e o naipe de metais em 2005, e chegou à sua formação atual, com Ully Costa (voz), Dado Tristão (teclado), Carlinhos Creck (contra-baixo), Sandro Lima (guitarra), Paulinho Sorriso (bateria), Tito Amorim (percussão), João Lenhari (trompete), Jorginho Neto (trombone) e Marcelo Valezi (saxofone).
O samba é a coluna vertebral no esquema rítmico do grupo, em vertentes como o samba-rock ou a gafieira. O público poderá perceber a diversidade de influências e sonoridades presentes no som da banda, com acentos de latinidades, jazz, pegadas de soul music e até mesmo, blues.
Serviço: Os ingressos podem ser trocados por um litro de óleo no Teatro Municipal. Mais informação pelo telefone (12) 3892 4489.
Infantil
As crianças também têm um espaço garantido na programação. No dia 10, às 19h, o clássico Pinóquio dará vida aos personagens célebres da trama em que um boneco de madeira, esculpido pelo bondoso velho Gepeto, ajudado por uma boa fada, consegue se transformar em um menino de verdade. Com uma vida cheias de aventuras, Pinóquio passa por grandes apuros por suas mentiras, que fazem seu nariz crescer.
A peça é produzida pela Companhia Condoreira de Teatro, de São Paulo, no mercado de trabalho há muitos anos, com montagens de espetáculos teatrais direcionados aos alunos do ensino médio e infantil e ainda espetáculos diversificados para escolas
Serviço: Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Informações sobre a venda no Teatro Municipal, ou pelo telefone (12) 3892 4489.
Violino e piano
Para os amantes da música clássica, no dia 14 terá o especial “Duo Difuso Violino e Piano”, com os músicos Raphael Tavares e Felipe Ambrósio. O espetáculo irá celebrar os dois anos do Duo com um repertório clássico popular escolhido a dedo. Quem prestigiar o evento será embalado pelo som de Elvis Presley, Os Beatles, Frank Sinatra, além de muito jazz e blues.
Produzido pelo Grupo Raphael Tavares, a apresentação está prevista para as 20h e contará com a participação de convidados especiais, como o baterista Léo Rodrigues e os cantores Daniel e Thayris, além de muitos outros.
Serviço: Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) e serão vendidos no dia do espetáculo a partir das 14h, no Teatro Municipal. Eles podem ser reservados pelo e-mail falecom@grupogrt.com.br, ou pelo telefone 9750-6818, com Raphael Tavares.
Dança
No dia 15, a 1ª Mostra de Dança do grupo sebastianense “Descendente de Rua” levará para o palco o espetáculo “Essência da dança”. Com a participação de 45 dançarinos, entre 7 e 30 anos, e sob o comando do coreógrafo Junior Rocha, a troupe pretende dar um verdadeiro show com um misto de jazz, contemporâneo e dança de rua, em 15 coreografias. A apresentação será às 20h.
Já no dia 23, quem dará o ritmo no palco será o Urbano´s, também com muita dança de rua para mostrar ao público a partir das 20h. No mesmo horário e na mesma linguagem, moradores e visitantes poderão prestigiar o espetáculo Saudades – Jazz Sintonia Corpo e Arte, da Costa Norte, no dia 24,  às 20h.
Serviço: Os ingressos para os três espetáculos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). A venda dos ingressos do espetáculo do ‘Descendentes de Rua’ é com coreógrafo Junior Rocha, contato: (12) 8117-0586. Para o ‘Urbano´s’ e o ‘Saudades’, as informações são diretamente no Teatro Municipal, ou pelo telefone (12) 3892- 4489.
Comédia
Para finalizar a programação, mas não menos importante, no dia 30, às 21h, o Teatro Municipal será palco para a comédia ‘TPM – Tempo para Mulher’. Serão cerca de 70 minutos de muita risada e situações inusitadas de um casal que atravessa o período pré-menstrual da esposa e não consegue assimilar o que de fato acontece nessa fase.
A peça, produzida pela Nanda Zato Produções, é fruto de dois anos de depoimentos de casais sobre seus relacionamentos durante a TPM (Tensão Pré-Menstrual). Com uma proposta cômica, ela é uma mistura de situações do dia-a-dia de um casal tentando lidar com as mais diversas situações quando chegada da TPM.
Serviço: Os ingressos custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) e serão vendidos no Teatro Municipal (12) 3892-4489. Para mais informações, entrar em contato com Fernanda pelo telefone (12) 8164-1244

segunda-feira, 4 de março de 2013

O grupo Projetos de Leitura abre inscrições para escolas públicas em todo país



Ler é Bom, Experimente!

 A partir desta segunda-feira, 25 de fevereiro, professores de todo o país poderão realizar as inscrições de escolas públicas para participarem do programa Ler é Bom, Experimente no sitewww.projetosdeleitura.com.br. A ação é realizada pelo grupo Projetos de Leitura com o apoio do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura( Lei Rouanet).  A expectativa é que a iniciativa beneficie cerca de 45 mil alunos de 400 escolas.

O trabalho consiste na doação de livros a estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio e o desenvolvimento de atividades a partir da leitura. As escolas inscritas receberão de 38 a 114 livros de autoria do escritor e coordenador do grupo, Laé de Souza, além de material de apoio como folhas pautadas para redação, questionários e uma cartilha pedagógica para auxiliar o professor a executar as atividades dentro da sala de aula.
Para o coordenador do grupo nada desenvolve mais a capacidade verbal e de interpretação que a leitura de livros. Ele disse que os estudanets ficam enriquecidos com as novas ideias e com o novo vocabulário. “Os livros proporcionam um aprendizado leve, agradável e de forma natural”, assegurou Laé.
As atividades nas escolas serão monitoradas pelos professores com auxílio de um manual e apoio da equipe do Grupo Projetos de Leitura. Após a execução das atividades sugeridas pelo projeto, como adaptação dos textos para teatro, encenação e discussão dos temas, os alunos respondem a um questionário sobre os livros e desenvolvem textos baseados nas crônicas ou nas personagens.
Outra grande oportunidade do projeto é a possibilidade dos alunos – a partir do 6º ano-, concorrem a publicação de seus textos no livro As melhores crônicas dos projetos de leitura – Volume 5 , que será lançado até novembro de 2013.
Sobre o Grupo Projetos de Leitura
O Grupo Projetos de Leitura iniciou seu trabalho em 1998 e tem seus projetos aprovados pelo Ministério da Cultura(MinC), além de contar com patrocinadores, parceiros e com o envolvimento dos professores. O projeto tem sede em São Paulo e atuação em todo o território nacional, desenvolvendo projetos sem fins lucrativos, com o objetivo de vencer um dos maiores desafios encontrados pelos professores e amantes da literatura: desenvolver o hábito da leitura.
Sobre o autor
Laé de Souza é cronista, dramaturgo, produtor cultural, bacharel em Direito e Administração de Empresas, autor de vários projetos de incentivo à leitura e de livros infantis, juvenis e adultos, entre eles: “Acontece”, “Acredite se Quiser!”, a série “Quinho e o seu Cãozinho”, “Nos Bastidores do Cotidiano” , “Espiando o Mundo pela Fechadura”, “Coisas de Homem & Coisas de Mulher”

GUERRA–PEIXE, CÉSAR (1914-1993)


 César Guerra-Peixe (Petrópolis, 18 de maço de 1914 – Rio de Janeiro, 26 de novembro de 1993) foi um compositor brasileiro, filho de imigrantes portugueses de origem cigana.

Musicalidade Precoce

Aos 9 anos já tocava violão, bandolim, violino e piano. Viajava muito com a família pelo interior do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, assistindo freqüentemente a grupos folclóricos, o que marcou muito sua infância. Estudou violino com o professor Gao Omacht, na Escola de Música Santa Cecília, e teve aulas particulares de violino e piano com Paulina d´Ambrósio. Com apenas cinco anos de estudo, obteve a medalha de ouro oferecida pela Associação Petropolitana de Letras.

Após prestar concurso para ingressar na Escola Nacional de Música, obtendo o primeiro lugar, Guerra-Peixe transferiu-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde, para sobreviver, passou a trabalhar como músico em orquestras de salão que tocavam em confeitarias e bares, além de integrar um trio alemão que se apresentava na Taberna da Glória. Na Escola de Música, fez os cursos de harmonia elementar, com Arnaud Gouveia, e de conjunto de câmara, com Orlando Frederico. Nessa época, começou a trabalhar como arranjador para alguns cantores e gravadoras. Depois de ler o “Ensaio sobre a Música Brasileira”, de Mário de Andrade, Guerra-Peixe mudou seu conceito de composição. “Depois de ter lido Mário, comecei a compor com mais consciência...”. Em 1943 ingressou na Escola Nacional de Música, para se aperfeiçoar em contraponto, fuga e composição, tornando-se o primeiro aluno a concluir o curso de composição do Conservatório.

De Mário de Andrade ao dodecafonismo

Em 1944, terminando o curso, Guerra-Peixe, ansioso por conhecer as novidades no campo da música, entrou em contato com o professor Koellreutter. Suas peças eram, até então, compostas dentro do modelo clássico com melodia brasileira, sendo a Suíte infantil nº 1 para piano a expressão maior desse período. Guerra-Peixe decidiu destruir todas as obras compostas anteriormente, passando a adotar a técnica dodecafônica. Na primeira fase da concepção dodecafônica, sua primeira composição, Sonatina para flauta e clarinete, foi intencionalmente antinacionalista. Compôs também a obra Noneto, interpretada por Hermann Scherchen em diversos centros europeus. Nessa época, participava do grupo Música Viva, com Cláudio Santoro, Edino Krieger e Eunice Katunda.

Por uma dodecafonia nacionalizada

Depois de compor uma obra em que todas as características dodecafônicas se realizam alheias aos valores musicais brasileiros, Música nº 1 para piano e solo, suas obras seguintes acentuaram a intenção de nacionalizar os 12 sons, como Sinfonia nº1 para pequena orquestra, executada pela BBC de Londres, o Quarteto de cordas nº 1 e as Miniaturas para piano. A peça Trio de cordas foi um marco na pesquisa da dodecafonia, no sentido de conferir-lhe tons nacionais. Composta em 1945, nota-se, no segundo movimento (andante), um desprendimento no manejo da técnica dos doze sons. A fase dodecafônica encerrou-se em 1949 com Suíte para flauta e clarinete.

Um sulista nordestinizado

Entre 1948 e 1950 trabalhou como arranjador na Radio Jornal em Recife. A decisão de aceitar um trabalho na região nordeste foi tomada com o objetivo de conhecer melhor o folclore nordestino. Suas pesquisas musicais foram anotadas em cadernos, com várias melodias sendo utilizadas em obras compostas na década de 1950. Parte do resultado das pesquisas foi publicada em 1955, sob o título Maracatus do Recife (editado pela Ricordi).

Guerra-Peixe passou a conhecer o folclore brasileiro como poucos, ganhando sua música uma nova dimensão a partir do estudo de ritmos nordestinos como o maracatu, coco, xangô, frevo. O compositor descobriu que os passos do frevo foram trazidos por ciganos de origem eslava e espanhola, e não por negros africanos, como se pensava até então. “Durante 3 anos me meti nos xangôs, maracatus, viajei para o interior, recolhi músicas de rezas para defunto, da banda de pífanos...”. Em 1960 compôs a sinfonia Brasília, conhecida como a obra mais importante de sua fase nacionalista.

Músico, professor e arranjador

Guerra-Peixe compôs trilhas para os filmes Terra é sempre Terra e O Canto do Mar, sendo premiado em 1953 como melhor autor de música de cinema. Também realizou trabalhos no campo da música popular brasileira, fazendo arranjos sinfônicos para músicas de Chico Buarque, Luiz Gonzaga e Tom Jobim.

Integrou a Orquestra Sinfônica Nacional como violonista e dedicou-se à carreira de professor, dando aulas de composição na Escola de Música Villa Lobos, e de orquestração e composição, na Universidade Federal de Minas Gerais. Ali, durante toda década de 1980 até a sua morte. Guerra-Peixe formou um grupo de músicos que ficou conhecido então como “Escola Mineira de Composição” e que reunia os nomes de Gilberto Carvalho, Nélson Salomé, Lucas Raposo, João Francisco de Paula Gelape, Sérgio Canedo, Marden Maluf, Alina Paixão Sidney, Clarisse Mourão, Félix Down Gonzáles e Dino Nuget Cole, entre outros. Nélson Salomé, talvez o discípulo mais diretamente ligado ao mestre, prepara o lançamento, para 2009, de um livro sobre o período.

Na sua fase de maturidade artística, compôs Tributo a Portinari, confirmando seu incomparável domínio de orquestração. Poucos compositores conseguiram como ele, atingir uma versatilidade e uma admirável concisão de linguagem, buscando na simplicidade a sua arma mais eficaz.

Obras: música orquestral, música de câmara, piano solo, violão solo, instrumentos solo, canto e piano, canto e violão, série infantil e sonetos.