sexta-feira, 22 de março de 2013

Conselho Administrativo de Defesa Econômica condena Ecad e associações de músicos por cartel e aplica multas de R$ 38,2 milhões



O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) condenou o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e as seis associações de músicos que o integram por formação de cartel e abuso de posição dominante nesta quarta-feira (20).por quatro votos a dois.
Pelas infrações, foram aplicadas R$ 38,2 milhões em multas.
Além da prática de cartel, o Ecad foi condenado ainda por impor barreiras à criação de novas associações de defesa dos direitos autorais de músicos. No total, terá de pagar R$ 6,4 milhões.
Cada uma das seis associações vinculadas à instituição precisará pagar R$ 5,3 milhões.
Responsável pelo recolhimento de direitos autorais decorrentes da execução pública de música no país, o Ecad detém por lei o monopólio da arrecadação.
A partir de agora, a instituição está proibida de promulgar tabelas de preço e terá de reformular seu sistema de gestão coletiva de arrecadação de direitos autorais, além de retirar os critérios vigentes para constituição de associações de artistas.
A representação contra o Ecad foi feita pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) em 2010. Segundo ela, o Ecad e as associações de artistas praticavam cartel ao impor preços de forma abusiva por meio da fixação conjunta dos valores. O Ecad criava ainda barreiras à constituição de novas associações.
A argumentação da ABTA foi acolhida pelo relator do caso, o conselheiro Elvino Carvalho de Mendonça. Segundo ele, houve prática de cartel e "o que não falta são provas".
"O atual sistema de arrecadação não inviabiliza a concorrência, dado que existe concorrência de distribuição. Ele não é um bicho de sete cabeças. Entendo que o Ecad se sentou com as associações para fixar preços. Entendo pela prática de cartel", afirmou.
Para Mendonça, o processo não questionou o monopólio legal que foi conferido ao Ecad, mas a fixação de preço por parte da instituição.
"A gestão coletiva é uma necessidade, o problema está centrado na arrecadação. Se não há concorrência é porque a associação entre Ecad e associações não gera ambiente para tal", afirmou.
Numa discussão de mais de seis horas, os conselheiros divergiram sobre a tipificação da infração e o valor das multas. Os conselheiros Marcos Verissimo e Ana Frazão se posicionaram contra a condenação por prática de cartel e questionaram o tamanho da multa.
DEFESA
Durante a sessão de julgamento, o Ecad defendeu o sistema atual de arrecadação, pelo qual o Ecad negocia um único contrato de remuneração com cada emissora de TV, que passa a ser válido para todos os artistas representados pelas seis associações.
Segundo a instituição, o modelo atual é necessário para garantir "a geração de cultura no país", já que há grande poder de barganha por parte dos canais de televisão e a negociação individual inviabilizaria o custeio da obra por parte de artistas menos conhecidos.
"O mercado convencional de preços, como o de bananas e maçãs, não funciona neste caso. Existe assimetria na barganha, que precisa ser estudada", afirmou Gesner Oliveira, representante do Ecad. "O Caetano Veloso não depende [da arrecadação do Ecad], mas para milhares de artistas é fundamental.", disse.
Segundo ele, as quatro maiores empresas de TV por assinatura hoje detém 80% do mercado brasileiro, o que prova a alta concentração do mercado.
Representantes das associações que integram o Cade defenderam que a representação da ABTA esconde, na verdade, um pleito da Rede Globo para a redução dos gastos com o Ecad.
A empresa disputa na Justiça o direito de renegociar o contrato com a instituição e defende que a cobrança atual, uma porcentagem de seu faturamento, é abusiva. O caso aguarda julgamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
PARECERES
O Ministério Público Federal, que estudou o caso, manifestou-se pelo arquivamento do processo.
Segundo o procurador regional da república, Luiz Augusto Santos Lima, a aplicação da lógica concorrencial, que levaria à negociação direta e individual do usuário com cada associação é "impossível", pois entra em conflito com a Lei de Direitos Autorais.
Segundo ele, a lei determina que os preços devem ser estipulados por todos em comum. Além disso, o novo modelo geraria insegurança jurídica para os autores "na fiscalização do cumprimento de todos os requisitos da utilização da obra" e "partiria do pressuposto falacioso de que as associações concorrem entre si".
A SDE (Secretaria de Defesa Econômica), entidade já extinta que avaliou o caso em 2010, concluiu que houve infração da ordem econômica por parte do Ecad e das associações por "fixarem de forma concertada valores unificados a serem cobrados pelos diretos autorais".
Avaliou ainda que Ecad infringiu a lei por "impor critérios abusivos para a criação de novas associações no sistema de gestão coletiva instituído pela Lei de Direitos Autorais, em prejuízo da concorrência e de todos os agentes do setor".
O presidente do Cade, Vinicius Marques de Carvalho, titular da SDE na época, declarou-se impedido para julgar o caso.
CPI
A conclusão da SDE foi referendada em abril do ano passado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Ecad no Senado.
Segundo a comissão, a lei 9.610 de 1998 conferiu ao Ecad o monopólio da arrecadação, mas a fixação do valor a ser cobrado pelas músicas deveria ser estabelecida livremente por cada entidade. Por isso, na avaliação dos senadores a interpretação da SDE, que recomenda a aplicação da lei antitruste ao Ecad, estava correta.
A CPI terminou com o pedido de indiciamento de 15 pessoas e apresentação de dois projetos de lei que alteram a gestão dos direitos autorais no país.
Os senadores acusaram o Ecad e as associações que o compõem de fraudes, falta de transparência, cobranças excessivas e falta de repasse aos artistas.


ANCINE lança pacote de editais de incentivo à coprodução com quatro países


 Concursos realizados em parceria com instituições da Argentina, Portugal, Uruguai e Itália investirão R$ 4 milhões em 16 projetos de longa-metragem

A ANCINE abre nesta segunda-feira, dia 18, as inscrições para três editais de coprodução com Argentina, Uruguai e Portugal, além de um edital de desenvolvimento de projetos em parceria com a Itália. No total serão investidos, pela ANCINE e pelas instituições correspondentes dos demais países envolvidos, R$ 4 milhões na produção de dez projetos de longa-metragem e no desenvolvimento de outros seis.

Os editais com Argentina, Uruguai e Portugal preveem concursos para a concessão de apoio financeiro a projetos de produção de longas-metragens dos gêneros ficção, documentário ou animação, cujas filmagens ainda não tenham sido iniciadas até a data de abertura das inscrições. No Brasil concorrem projetos apresentados por produtoras brasileiras que participem na condição de coprodutoras minoritárias. Projetos de coprodução com participação majoritária brasileira devem ser apresentados pelos sócios locais na Argentina, Uruguai e Portugal.

Com o Uruguai e a Argentina, os editais acontecem pelo terceiro ano consecutivo. No caso da Argentina, serão selecionados dois projetos de coprodução majoritariamente brasileiros, e dois projetos majoritariamente argentinos. Cada projeto selecionado receberá, em moeda local, recursos de valor correspondente a 250 mil dólares. As inscrições na Argentina são feitas através do Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales – INCAA.

Já o concurso relativo ao Uruguai contemplará dois projetos, sendo um majoritário de cada país, e cada um deles receberá o equivalente a 150 mil dólares. No Uruguai, a instituição responsável pelo edital é o Instituto do Cinema e do Audiovisual do Uruguai – ICAU.

Já o edital de coprodução com Portugal retoma, após hiato de um ano, a mais antiga e tradicional parceria desse tipo mantida pela ANCINE. Em moldes parecidos com os acordos com os países sul-americanos, a ANCINE e o Instituto do Cinema e do Audiovisual – ICA  investirão, em moeda local, um total correspondente a 600 mil dólares em quatro  projetos, dois deles com participação majoritária de produtoras brasileiras, e dois com participação majoritária portuguesa.

Finalmente, o acordo com a Itália diz respeito ao apoio para desenvolvimento de projetos com potencialidade para coprodução entre os dois países. É a segunda vez que a ANCINE e a Direzione Generale per Il Cinema da Itália estabelecem um programa conjunto desse tipo. O edital contemplará um total de seis projetos, sendo três a serem escolhidos pela ANCINE e três pelos italianos. No total, caberá às duas entidades um aporte de 160 mil euros (convertidos em moeda local) a serem utilizados para o desenvolvimento dos projetos de coprodução. A ANCINE escolherá dois projetos de autores iniciantes, cada um beneficiado com 25 mil euros, e um projeto de autor não iniciante que receberá 30 mil euros. De acordo com a definição do edital, é considerado autor iniciante aquele que teve produzido, no máximo, um roteiro de sua autoria ou dirigido, no máximo, uma obra de longa-metragem.

O lançamento dos editais vai ao encontro da competência legal da agência no que diz respeito a articular-se com órgãos e entidades voltados ao fomento da produção, da programação e da distribuição de obras cinematográficas e videofonográficas dos Estados membros do Mercosul e demais membros da comunidade internacional.

O prazo de inscrição para os quatro editais se encerra no dia 2 de maio de 2013. Os projetos devem ser encaminhados em envelope lacrado, por portador ou serviço de encomenda expressa para o endereço do Escritório Central da ANCINE. Os regulamentos dos concursos, os formulários e a documentação necessária para a inscrição podem ser consultados nos links abaixo para os editais e seus anexos.

Edital de coprodução Brasil-Argentina 2013
Anexo I - Requerimento de Inscrição
Anexo II - Termo de Concessão
Anexo III - Documentação Brasil-Argentina
Anexo IV - Documentação de Reconhecimento Prévio
Cronograma Brasil-Argentina

Edital de Desenvolvimento Brasil-Itália 2013
Anexo I - Formulário de Inscrição do Projeto
Anexo II-A – Minuta de Termo de Concessão de Apoio Financeiro Linha A
Anexo II-B – Minuta de Termo de Concessão de Apoio Financeiro Linha B
Cronograma Brasil-Itália

Edital de Coprodução Brasil-Portugal 2013
Anexo I - Requerimento de Inscrição de Projeto
Anexo II - Termo de concessão
Cronograma Brasil-Portugal

Edital de Coprodução Brasil-Uruguai 2013
Anexo I - Requerimento de Inscrição
Anexo II - Termo de Concessão
Anexo III - Documentação de Reconhecimento Prévio
Cronograma Brasil-Uruguai

quinta-feira, 21 de março de 2013

Jazz Sinfônica e César Camargo Mariano no Auditório do Ibirapuera


Jazz Sinfônica e César Camargo Mariano no Auditório do Ibirapuera dias 22 e 23 de Março
O receber Cesar Camargo Mariano neste concerto, a Jazz Sinfônica faz mais do que uma homenagem ao precursor da bossa nova, promove uma noite de celebração entre a amizade e o amor à música, com participação especial de Diogo Poças, uma das novas vozes da MPB.

Informações
Nome: Jazz Sinfônica + César Camargo Mariano
Local: Auditório do Ibirapuera
Data: 22 e 23 de março de 2013
Horário: 21h
Duração: 90 min (aproximadamente)
Site oficial: http://www.jazzsinfonica.org.br/
Preço: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação: livre para todos os públicos
Ingressos: http://bit.ly/JazzSinfonicaMarianoAI

Orquestra Petrobras Sinfônica abre temporada 2013‏



Serviço:

Djanira I

Isaac Karabtchevsky, regente
Coro Sinfônico do Rio de Janeiro

GIUSEPPE VERDI
Quatro Peças Sacras
La Forza del Destino – Abertura
Nabucco - Va Pensiero
Il Trovatore - Coro dos Ferreiros
Aida – Abertura
Aida - Marcha Triunfal

Dia: 22 de março (sexta-feira)
Horário: 20h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Marechal Floriano, s/nº, Centro, Rio de Janeiro
Telefones: (21) 2332-9191 ou (21) 2332- 9238
Ingressos: R$ 96 (platéia e balcão nobre); R$ 50 (balcão simples); R$ 20 (galeria); R$ 576 (camarote e frisa).
Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.
Capacidade: 2.236 lugares
Ingressos à venda na bilheteria ou em www.ingresso.com.br  
Classificação etária: livre
http://www.petrobrasinfonica.com.br


Coro Sinfônico do Rio de Janeiro: O entrosamento entre a Orquestra Petrobras Sinfônica (Opes) e o Coro sinfônico, que completa dez anos de formação este ano, vem de longe. Criado no início de 2003 para atuar junto à Orquestra, ele tem em seu núcleo o conjunto Calíope, ganhador do Prêmio Carlos Gomes de 2002 e considerado pela crítica especializada um dos melhores conjuntos vocais do país, sob a direção do maestro Julio Moretzsohn.

Isaac Karabtchevsky: Isaac Karabtchevsky é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Petrobras Sinfônica do Rio de Janeiro desde 2004 e assumiu, no início de 2013, a Direção Artística do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2009, foi considerado pelo jornal inglês The Guardian um dos ícones vivos do Brasil. Karabtchevsky foi o primeiro artista brasileiro a receber, do governo da Áustria, a comenda Grande Mérito à Cultura e a comenda internacional de Chevalier des Arts et des Lettres do governo francês. Entre 2004 e 2009, também atuou como diretor artístico da Orchestre National des Pays de la Loire (ONPL), na França. De 1969 a 1996, dirigiu a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). O maestro esteve diante de importantes orquestras por todo o mundo e também foi diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Entre 1988 e 1994, atuou como Diretor Artístico da Orquestra Tonkünstler de Viena. Desde 2000, Karabtchevsky dirige anualmente na Itália, no Musica Riva Festival, masterclasses para regentes do mundo inteiro. Na Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO), ele realiza gratuitamente o mesmo curso com enorme sucesso. Ao lado de Roberto Marinho e Péricles de Barros, foi o criador do Projeto Aquarius, o maior movimento de popularização da música clássica no Brasil. Em 2011 assumiu a Direção Artística do Instituto Baccarelli, uma instituição única no Brasil, formada na maior comunidade carente de São Paulo e que conta com quatro orquestras sinfônicas, entre elas a Orquestra de Heliópolis, e 17 corais.

CONCERTOS RAROS ITALIANOS - Orquestra Arte Barroca



O concerto apresenta peças raramente executadas dos compositores italianos do século XVIII Antonio Vivaldi, Baldassare Galuppi, Francesco Durante, Francesco Mancini, Giuseppe Valentini e Pietro Antonio Locatelli. As obras representam, de forma ilustrativa, a estética da Teoria dos Afetos no Barroco italiano, cuja proposta era tornar a música capaz de suscitar uma variedade de emoções específicas em cada ouvinte. Formada em 2007, a Orquestra Arte Barroca interpreta repertório camerístico e orquestral dos séculos XVII e XVIII, orientando-se pelo estudo de tratados de época por meio de elementos estilísticos, históricos e biográficos, e busca uma sonoridade diferenciada utilizando cópias de instrumentos barrocos. A partir de pesquisas em bibliotecas da Europa e em sites especializados, a orquestra traz ao público obras de compositores menos conhecidos e de interpretação ainda inédita.

CONCERTOS RAROS ITALIANOS - Gli affetti italiani

No século XVIII, a Península Itálica estava sob a dominação estrangeira dos Habsburgos austríacos e passava por um relativo momento de paz após longos períodos de guerra. Os Estados papais e os ducados de Este e de Savoia eram alguns dos poucos Estados independentes, de modo que a região em si apresentava grandes discrepâncias sociais entre suas cidades. A despeito disso, três cidades elevaram-se culturalmente e exerceram sua influência ao largo de toda a região: Roma, Veneza e Nápoles.
A Igreja Católica Romana ainda era a grande patrona das artes, e seu movimento de Contra-Reforma para conter a ascensão do protestantismo empregava arte de maneira emocional, realista e dramática como meio de propagação da fé. Apesar disso, a produção de música secular puramente instrumental era bastante grande por parte dos compositores, e estes empregavam largamente a estética da “teoria dos afetos”, onde a proposta era fazer uso de certos procedimentos musicais a fim da música tornar-se capaz de suscitar uma variedade de emoções específicas a cada ouvinte em particular. Devido a sua influência econômica, Roma era a principal rota para inúmeros jovens compositores que migravam em busca de aperfeiçoamento estilístico e melhores condições de trabalho. Lá se instalou o compositor Pietro Antonio Locatelli, advindo de outra localidade à procura de ascensão artística. Assim, enquanto Roma atraia uma grande quantidade de eminentes compositores e artistas em geral a fim de melhores oportunidades, as demais da Península Itálica encontravam-se ainda em lento desenvolvimento social. Veneza, por exemplo, era uma cidade comercial sobre-a-água, uma República independente da Igreja Católica, que havia sido lugar de grande riqueza, obras-primas arquiteturais e grande influência musical, mas cujo poder econômico e riqueza estavam já num vertiginoso declínio do qual a cidade nunca mais se recuperaria. Ali nasceu Antonio Vivaldi, o “padre ruivo”, que teria num orfanato feminino seu principal meio de sustento, e pouco mais tarde nasceria Baldassare Galuppi para a honra da ilha de Burano. Nápoles, por sua vez, era um reino superpovoado e caótico, sofrendo com crises por falta de saneamento básico, mas que malgrado estas diferenças sociais rivalizava com Roma em influência musical, se não também em seu esplendor artístico e arquitetônico. Nápoles mereceu esta posição na música graças a um sem número de talentosos músicos, entre os quais Francesco Durante e Francesco Mancini, e se vangloriava de possuir alguns dos melhores conservatórios de música da Europa na época.
O presente concerto apresenta peças raramente executadas destes compositores citados que ilustram perfeitamente os ideais da “teoria dos afetos” no Barroco italiano, tanto pelos subtítulos associados à cada música quanto pela sua descrição em som. De Vivaldi, “IL PROTEO Ò SIA IL MONDO AL ROVESCIO” (O Proteu, ou o mundo está de dentro para fora), narra a lenda de Proteu, que segundo a religião grega e romana, é uma divindade menor do mar e profeta que, metamorfoseando-se, assume aparências marinhas monstruosas e assustadoras quando da aproximação de humanos. De Locatelli, ouviremos “IL PIANTO D'ARIANNA” (O pranto de Ariana). Filha de Pasífae e Minos e meia-irmã do Minotauro, diz o mito grego que esta chorou ao acordar numa manhã e encontrar-se abandonada por Teseu que a deixou completamente sozinha em praia estrangeira após tê-lo ajudado a encontrar a saída do labirinto de Dédalo onde ele havia matado o Minotauro. Bastante pictórico também é o concerto de Francesco Durante intitulado “La Pazzia” (A loucura), onde as diferentes seções servem para contrastar as diferentes variações de humor de alguém ficando louco, literalmente. Esta récita fica completa com os afetos Francesco Mancini e Baldassare Galuppi, este último cuja série de “7 CONCERTI A QUATTRO” são claramente experimentos iniciais do que logo se tornaria o quarteto de cordas clássico.
CONCERTOS RAROS ITALIANOS - Gli affetti italiani
ANTONIO LUCIO VIVALDI (1678-1741)

IL PROTEO Ò SIA IL MONDO AL ROVESCIO
Concerto para violino, violoncelo, cordas e basso continuo em Fá maior (RV 544)
I.            Allegro
II.          Largo
III.         Allegro

PIETRO ANTONIO LOCATELLI (1695-1764)
dos VI CONCERTI À QUATTRO: Op. 7 n. 6
IL PIANTO D'ARIANNA
Concerto à quattro para cordas e basso continuo em Mi bemol maior
I.            Andante, allegro, adagio, andante, allegro
II.          Largo
III.         Largo andante
IV.         Grave
V.           Allegro
VI.         Largo
BALDASSARE GALUPPI (1706 - 1785)

dos 7 CONCERTI A QUATTRO
Concerto n. 4 para dois violinos, viola e basso continuo em dó menor
I.            Grave
II.          Allegro
III.         Andante

FRANCESCO DURANTE (1684-1755)
Concerto No. 8 para cordas e solistas em Lá maior "La Pazzia"
I.            Allegro – Affetuoso
II.          Affetuoso
III.         Allegro
FRANCESCO MANCINI (1672-1737)
Sonata decima nona, para dois violinos, flauta e basso continuo em Mi menor
I.            Allegro – Allegrissimo
II.          Largo – Larghetto
III.         Fuga
IV.         Moderato
V.           Allegro
Duração : 60 min
Classificação indicativa livre
Serviço:
Concertos Raros Italianos

24/03/13 - 11h (Domingo)
Escola Waldorf Rudolf Steiner
Rua Job Lane, 900, Alto da Boa Vista, São Paulo – SP
(11) 5523-6655
Entrada franca
Classificação indicativa: Livre

06/04/13 – 20h (Sábado)
FAU Maranhão
Rua Maranhão, 88, Higienópolis, São Paulo - SP
(11) 3091 4801
Entrada franca

BANDA MANTIQUEIRA PELA SÉRIE HORIZONTES MUSICAIS NO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA



 Série de apresentações gratuitas, que será realizada entre março e novembro, contará com a participação de Antonio Nobrega, Quinteto de Cordas da Juilliard School e Banda de Pífanos de Caruaru, entre outros

Pelo terceiro ano consecutivo, a Santa Marcelina Cultura, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria da Cultura, promove o Horizontes Musicais, série de concertos didáticos gratuitos, destinada aos alunos do Programa Guri.
Entre o período de 27 de março a 27 de novembro, 25 atrações musicais de grande representatividade da cena cultural brasileira e internacional - como Antonio Nobrega, Quinteto de Cordas da Juilliard School e Banda de Pífanos de Caruaru - realizarão 50 concertos didáticos para um público estimado de cerca de 12 mil pessoas com o objetivo de levar experiências estéticas que ampliem a percepção musical dos alunos, familiares e da comunidade do entorno dos polos do Programa.
A abertura da série acontece no próximo dia 27 de março, às 15 horas, no Memorial da América Latina, e contará com apresentação da Banda Mantiqueira. A banda, uma das mais premiadas big bands brasileiras com uma elogiada carreira internacional, apresenta um repertório recheado de obras de grandes compositores brasileiros, como João Bosco, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi, entre outros.
A série reúne artistas de estilos tão diversos quanto a música erudita, as manifestações da cultura popular, a música brasileira e o jazz, entre outros. "Essa edição tem como proposta diversificar a série para apresentar um amplo e estimulante panorama da música instrumental. E tem uma novidade em relação aos anos anteriores: a vivência com grupos de música popular regional brasileira, como é o caso do bumba meu boi do morro do Querosene e da prestigiada Banda de Pífanos de Caruaru", explica o coordenador pedagógico do Guri, Ricardo Appezzato.
Todas os concertos da Horizontes Musicais serão realizadas nos CEUs, onde se localizam os polos do Projeto Guri na capital, além do Memorial da América Latina. A programação completa pode ser consultada no site (veja aqui).
A série Horizontes Musicais tem patrocínio do Bank of America e apoio institucional do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.
O que você vai ouvir
João Bosco e Aldir Blanc
Prêt-à-porter de tafetá
Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Insensatez
Dorival Caymmi
Samba da minha terra
Saudades da Bahia
Edson Alves
Santos/Jundiaí
Nailor Proveta
À procura
João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio
Linha de passe
Banda Mantiqueira
Uma das mais premiadas big bands brasileiras com uma elogiada carreira internacional, a Banda Mantiqueira foi idealizada por Nailor Azevedo, o Proveta, em 1983, mas tornou-se realidade alguns anos depois. Influenciada pelas big bands norte-americanos e por músicos do mundo inteiro, a Mantiqueira foi buscando uma linguagem com forte suingue brasileiro. Já acompanhou expressivas figuras do cenário artístico nacional e internacional como João Gilberto, Hermeto Pascoal, Edu Lobo, Burt Bacharat, Shirley Bassey, Natalie Cole, Júlio Iglesias, entre outros. Tocou na Sala São Paulo ao lado da Osesp em diferentes momentos (2000, 2004, 2006 e 2008) e realizou uma turnê pelos EUA bastante elogiada pela crítica local. Participou de festivais em Portugal, Alemanha (Musikfest) e Holanda, onde se apresentou no Concertgebouw com a Jazz Orchestra of The Concertgebouw. O grupo já gravou seis CDs, dois deles indicados ao Grammy - Aldeia (1998) e Amantiquira (2005), este último, vencedor do Prêmio Tim de Música de 2006.

Serviço
Banda Mantiqueira na série Horizontes Musicais
27 MAR, quarta, 15h
Memorial da América Latina
Rua Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda
Entrada franca

25º Prêmio Shell de Teatro divulga vencedores



Em cerimônia realizada nesta terça-feira à noite (19), no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, a 25ª edição do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro consagrou o espetáculo “Esta Criança”. A montagem da peça com texto do dramaturgo francês Joël Pommerat levou quatro dos nove troféus: melhor direção (Marcio Abreu), atriz (Renata Sorrah), cenário (Fernando Marés) e iluminação (Nadja Naira).
Além disso, espetáculos como “A Marca da Água” (melhor texto para Maurício Arruda e Paulo Moraes), “As Mimosas da Praça Tiradentes” (melhor ator para Gustavo Gasparani), “Gonzagão – A Lenda” (melhor música para Alexandre Elias) e “Valsa N° 6″ (melhor figurino para Teca Fichinski), também brilharam na festa.
A homenagem especial da noite foi dedicada àWalmor Chagas, por seu papel histórico como ator e produtor em 64 anos de atividade no teatro brasileiro. O artista foi encontrado morto com um tiro na cabeça em janeiro deste ano, em sua chácara, em Guaratinguetá, cidade localizada no Vale do Paraíba, interior de São Paulo (SP).
Os vencedores de cada categoria levaram uma escultura em metal do artista plástico Domenico Calabroni, com a forma de uma concha dourada, inspirada no logotipo da Shell, e uma premiação individual de R$ 8 mil.
Confira todos os indicados e os respectivos vencedores em cada categoria grifados em vermelho:
•             Autor
Carla Faour por “Obsessão”
Julia Spadaccini “Quebra-Ossos”
Maurício Arruda Mendonça e Paulo Moraes por “A marca da água”
Pedro Kosovski por “Cara de cavalo”

•             Direção
Felipe Hirsch por “O livro de itens do paciente Estevão”
Henrique Tavares por “Obsessão”
Marcio Abreu por “Esta criança”
Moacir Chaves por “Negra felicidade”

•             Ator
Bruce Gomlevsky por “O homem travesseiro”
Gustavo Gasparani por “As mimosas da Praça Tiradentes”
Leonardo Medeiros por “O livro de itens do paciente Estevão”
Tonico Pereira por “A volta ao lar”

•             Atriz
Drica Moraes por “A primeira vista”
Kelzy Ecard por “Breu”
Patricia Selonk por “A marca da água”
Renata Sorrah por “Esta criança”
Simone Spoladore por “Depois da queda”

•             Cenário
Adriano Guimarães, Fernando Guimarães e Ismael Monticelli por “Nada”
Doris Rollemberg por “Querida Helena Sergueievna”
Fernando Marés por “Esta criança”
Paulo de Moraes por “A marca da água”
Vandré Silveira por “Farnese de saudade”

•             Figurino
Flavio Souza por “Os mamutes”
Kika Lopes por “Gonzagão – a lenda”
Samuel Abrantes por “O auto da compadecida”
Teca Fichinski por “Valsa nº6”

•             Iluminação
Adriana Ortiz por “Adeus a carne ou go to Brazil”
Luiz Paulo Nenen e Thiago Mantovani por “O homem travesseiro”
Maneco Quinderé por “A primeira vista”
Nadja Naira por “Esta criança”

•             Música
Alexandre Elias por “Gonzagão – a lenda”
Domenico Lancellotti por “Modéstia”
Felipe Storino por “Esta criança”
Lucas Macier e Fabiano Krieger por “Adeus a carne ou go to Brazil”

•             Categoria especial
Beto Carramanhos pelo visagismo dos espetáculos “As mimosas da praça Tiradentes” e “O mágico de Oz”
Frederico Reder pela reforma e reabertura do teatro Tereza Rachel, atual Theatro Net Rio
Grupo Alfândega 88 pela ocupação do teatro Serrador
Projeto “Complexo Duplo” pela política de ocupação artística do teatro Glaucio Gil



quarta-feira, 20 de março de 2013

Cantor Emílio Santiago morre no Rio

Cantor estava internado na CTI do Hospital Samaritano.
Ele havia sofrido um acidente vascular cerebral.

O cantor Emilio Santiago , de 66 anos, morreu na manhã desta quarta-feira (20) no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. De acordo com o hospital, o artista morreu em função de complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) que sofreu em 7 de março.
Emílio Santiago morreu às 6h30, após permanecer 13 dias internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O velório do cantor será realizado na Câmarara de Vereadores do Rio, no Centro, a partir das 12h desta quarta, e será aberto ao público. O enterro do artista acontecerá às 11h desta quinta-feira (21) no Memorial do Carmo, no Caju, na Região Portuária do Rio. Ele será enterrado ao lado do local onde sua mãe foi sepultada.

Vencedor de diversos festivais de música, Emílio iniciou a carreira na década de 70 e gravou grandes sucessos como "Saygon", "Lembra de mim" e "Verdade chinesa". O último disco do cantor foi "Só danço samba (ao vivo)", lançado em 2012, junto com um DVD.
Paixão pela música
Emílio Santiago nasceu em 1946 na cidade do Rio. Formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, mas a paixão pela música fez com que ele iniciasse sua carreira participando de diversos festivais de música, sendo vencedor de muitos deles. "Transas de amor", seu primeiro compacto, saiu em 1973. A estreia em um álbum cheio aconteceu dois anos mais tarde. Autointitulado, o trabalho trazia interpretações de canções de nomes como Ivan Lins, Gilberto Gil, Nelson Cavaquinho e Jorge Ben.

Conhecido pelo tom de voz ao mesmo tempo grave e suave, o cantor apresentou diferentes gêneros durante sua carreira, mas esteve especialmente voltado para a música romântica, a MPB e o samba. Em 1988, lançou "Aquarela brasileira", o primeiro disco da série criada por Roberto Menescal e Heleno Oliveira. O álbum trouxe a releitura de 20 clássicos da música brasileira, como "Sampa" (Caetano Veloso), "Anos dourados" (Chico Buarque e Tom Jobim) e "Eu sei que vou te amar" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).

A série "Aquarela brasileira", responsável por aumentar consideravelmente sua popularidade no país, teve mais seis volumes, o último deles lançado em 1995. Um de seus mais importantes trabalhos, "Feito para ouvir", de 1977, foi reeditado pela Dubas Musica em 2009. Outro relançamento em sua carreira aconteceu em 1989 com "Brasileiríssimas", seu segundo disco, originalmente de 1976. Entre seus maiores sucessos estão "Saigon", "Verdade chinesa", "Lembra de mim", "Vai e vem", "Tudo que se quer" e "Flor de lis".
Seu último disco saiu em 2012, uma versão ao vivo de "Só danço samba", de 2010 – que,  por sua vez, foi o primeiro trabalho do selo Santiago Music. O álbum é uma homenagem ao  "rei dos bailes" Ed Lincoln, trazendo canções que fizeram sucesso nos clubes do Rio de Janeiro nos anos 60, além de músicas atuais de artistas como Mart'nália, Jorge Aragão e Dona Ivone Lara. Ao todo, sua discografia conta com 30 álbuns e 4 DVDs.

Theatro São Pedro anuncia 4 óperas em 2013


  
O tradicional espaço de música erudita vai abrigar quatro óperas e oito concertos sob a direção artística do regente titular Emiliano Patarra.
As óperas são "A Cinderela" (15 a 25/3), de Rossini, "A Volta do Parafuso" (16 a 22/6), de Benjamin Britten, "O Menino e a Liberdade" (1º a 3/11), de Ronaldo Miranda e "Falstaff" (29/11 a 15/12), de Giuseppe Verdi.
Até dezembro, a agenda de concertos inclui nomes como o tenor José Bros, as sopranos Eliane Coelho e Annick Massis e os maestros Abel Rocha e Jamil Maluf.
As séries dão direito a um ingresso para cada ópera e um ingresso para cada um dos concertos, com lugares a serem escolhidos no momento da aquisição.
Os valores são de R$ 357 para plateia, R$ 210 para 1º balcão e R$ 182 para 2º balcão. Os valores representam 30% de desconto em relação aos preços avulsos.
As assinaturas podem ser compradas na bilheteria do Theatro São Pedro.
A série de câmara gratuita tem continuidade às segundas-feiras, ao meio-dia.

IFPB abre dois editais para Professor Substituto



O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) publicou dois editais de seleção para professores substitutos. Estão sendo ofertadas vagas para os campi de Campina Grande, Patos, João Pessoa, Cabedelo, Cajazeiras, Monteiro, Patos e Picuí. Ao todo são 26 vagas. Para concorrer ao Edital nº 48/2013, que disponibiliza 18 vagas, as inscrições estão sendo realizadas até o dia 26 de março. Já para as oito vagas disponibilizadas no edital nº 57, as inscrições vão até o dia 05 de abril.

As inscrições são feitas online no site da Comissão Permanente de Concursos Públicos (Compec) http://compec.ifpb.edu.br/concurso/ onde é possível ter acesso aos editais. Há oportunidades para as áreas de nas áreas de Ciências da Computação, Engenharia Civil ou Construção de Edifícios, Matemática, Letras – habilitação língua inglesa, Arquitetura, Design Gráfico, História, Sociologia, Química, Construção Civil, Tecnologia em Alimentos, Educação Física, Engenharia Elétrica e Engenharia Ambiental ou Gestão Ambiental ou áreas correlatas.

A taxa de inscrição para ambos os editais é de R$60,00. Para os candidatos com deficiência, o IFPB reserva o percentual de 20% das vagas existentes e que vierem a surgir no prazo de validade do processo seletivo, para cada unidade curricular/perfil de habilitação, cuja contratação dar-se-á de forma alternada com a lista geral de classificados. Para concorrer a estas vagas, o candidato deverá abrir um processo no protocolo geral do campus a que deseja concorrer, no horário das 08h ás 11h e das 13:30h às 17h.

 As provas de desempenho, para os candidatos que concorrem ao edital nº 48/2013, serão realizadas no período de 8 a 13 de abril nas cidades correspondentes ao código de vaga para o qual o candidato está concorrendo. A prova de títulos será nos dias 22 e 23 de abril. O resultado final do Processo Seletivo será divulgado até o dia 30 de abril de 2013. Já para quem desejar concorrer ao edital nº 57/2013, as provas serão aplicadas entre os dias 22 e 26 de abril e a entrega dos títulos nos dias 09 e 10 de maio. Até o dia 17 de maio será divulgado o resultado final do processo seletivo.
  
A remuneração inicial é de R$2.714,89, devendo ser ajustada de acordo com a titulação. O regime de trabalho é de 40 horas semanais. O candidato necessita comprovar, no ato da contratação, que não manteve contrato como professor substituto em Instituição Federal de Ensino, nos últimos 24 meses. E ainda, o candidato aprovado poderá ser contratado novamente após dois anos do término do seu contrato anterior.

CULTURA ARTÍSTICA ANUNCIA A PROGRAMAÇÃO 2013 DA SÉRIE DE CÂMARA "CONCERTOS CULTURA ARTÍSTICA ITAIM"



A programação terá oito apresentações, entre Abril e Novembro, com estrelas de primeira grandeza da cena internacional. A programação começa no próximo dia 30 de Abril, terça-feira, às 21 horas, no Teatro Cultura Artística Itaim, com um recital do excepcional jovem pianista italiano Federico Colli, vencedor em 2012 do celebrado Concurso Internacional de Piano de Leeds.
O Cultura Artística volta a realizar neste ano sua série de música de câmaraConcertos Cultura Artística Itaim.
        A série, iniciada em 2010, terá nesta quarta edição oito concertos, entre Abril e Novembro, todos eles com atrações de primeiríssima linha na cena musical internacional. Do jovem fenômeno italiano Federico Colli à festejada violinista americanaRachel Barton Pine, passando por grupos
internacionalmente aclamados como o Trio Guarneri de Praga e o Mozart Piano Trio.

Valorização da essência – Os Concertos Cultura Artística Itaim são realizados em parceria por Cultura Artística e Interarte, que responde pela curadoria artística e pela produção dos espetáculos.
        Sérgio Melardi, diretor da Interarte, diz que o objetivo da série é oferecer à cidade de São Paulo eventos de música de câmara do mais alto nível, em ambiente adequado.
        "A música de câmara deve preferencialmente ser apresentada em salas pequenas, com uma atmosfera mais íntima", afirma Melardi. "É isso o que temos no Cultura Artística Itaim, um teatro com apenas 300 lugares, com ambiente íntimo e aconchegante, que permite a valorização da essência da música de câmara."
        Segundo ele, a série é desenhada para ter o mais alto nível musical e ser agradável ao público. Além de um espaço que permite proximidade entre o público e os músicos, cada um dos concertos é precedido de uma rápida conversa no palco entre a jornalistaGioconda Bordon e os músicos da noite, sempre em tom de informalidade. Todos os programas têm duração aproximada de uma hora e são apresentados sem intervalo.
         Na elaboração da agenda dos Concertos Cultura Artística Itaim 2013 foi buscado um equilíbrio entre solistas, duos e grupos de câmara.
        Entre as oito atrações, dois dos eventos são solo (Federico Colli e David Russell), três são duos (Duo Antonio Meneses e Rosana Lanzelotte, Duo Maccari-Pugliese eRachel Barton Pine com o pianista Matthew Hagle) e os três outros são grupos (Camerata Aberta, Trio Guarneri de Praga e Mozart Piano Trio).

Ingressos a partir de 29 de Março – O primeiro evento da série Concertos Cultura Artística Itaim acontece no próximo dia 30 de Abril, terça-feira, às 21 horas, no Teatro Cultura Artística Itaim (Av. Presidente Juscelino Kubitschek 1830, Itaim Bibi): um recital do pianista italiano Federico Colli, com programa dedicado a obras de Mozart, Schubert e Ravel.
        Os ingressos para todos os eventos da série podem ser adquiridos pela Ingresso Rápido – em ingressorapido.com.br ou 4003-1212.
        As vendas terão início em 29 de Março de 2013.
        Abaixo, informações sobre cada um dos concertos da temporada.

30 de Abril, terça-feira

FEDERICO COLLI, piano
A prestigiosa medalha de ouro que conquistou em 2012 no Concurso Internacional de Leeds não foi a primeira na carreira do jovem pianista italiano Federico Colli, estrela ascendente na cena musical internacional. Em 2011 ele venceu o Concurso Mozart de Salzburgo e em 2008 o Concurso Cantù, para ficarmos apenas em importantes prêmios internacionais para piano. Nascido em 1988 em Brescia, cidade ao norte da Itália, Colli diplomou-se no Conservatório G. Verdi, em Milão, obtendo depois o título de Mestre em Música de Câmara pela Escola V. Gambara, em Brescia.