terça-feira, 9 de abril de 2013

"Teatro Bolshoi está virando um grande prostíbulo", diz bailarina


Ataque ao diretor artístico ocorrido em janeiro é apenas a ponta do iceberg de uma rede de intrigas
Intriga, inveja, sexo e dinheiro – estes são os possíveis ingredientes do episódio envolvendo o Teatro Bolshoi de Moscou, o mais importante palco de balé do mundo, no início deste ano. No dia 17 de janeiro, uma pessoa mascarada jogou ácido sulfúrico no rosto do diretor artístico do teatro, Sergei Filin, e as razões podem ter sido profissionais.
Em entrevista exclusiva ao Opera Mundi, a ex-primeira bailarina do Bolshoi, Anastasia Volochkova, falou sobre o clima de disputa dentro do teatro. Anastasia foi demitida do Bolshoi em 2003, oficialmente por estar acima do peso e por ser muito alta. Ela desmente e revela sem medo de sofrer (mais) represálias todos os problemas internos com a administração do teatro.

"Resolvi processar Anatoly Iksanov (diretor-geral do Bolshoi) e consegui provar na justiça que ele estava errado em me demitir. Durante o processo, dois homens vieram me trazer um buquê de flores depois de uma apresentação em Kiev (Ucrânia), mas entre as flores havia uma faca. Você consegue imaginar isso? Uma ameaça vinda do diretor-geral do Bolshoi”.
Anastasia diz ainda que todos os seus parceiros de dança foram ameaçados e agredidos na rua. "Evgeny Ivanchenko, que dançava comigo, foi ameaçado na porta de casa. Disseram que se ele se aproximasse de mim, seria morto”.

Ela relata um episódio em que estava dançando o primeiro ato do Lago dos Cisnes e quando voltou para o camarim, viu que alguém havia tirado toda a purpurina do figurino que ela usaria no segundo ato. "Eu nunca descobri quem fez isso. Foram tantos problemas. No Bolshoi, se você tem um papel de destaque, tudo pode acontecer. Já colocaram até vidro dentro da minha sapatilha. Os bailarinos e bailarinas são capazes de tudo. Há até mesmo uma máfia de aplausos, grupos de pessoas que são contratados para aplaudir seus clientes".
A bailarina cita o recente caso de Svetlana Lunkina, que recebeu ameaças durante seis meses por causa da posição de primeira bailarina do Bolshoi. "As ameaças foram encomendadas por uma bailarina com muito menos talento, mas que tem um pai rico", conta Anastasia. Por motivo de segurança, Lunkina decidiu estender sua estadia no Canadá, onde passava uma temporada.

O envolvimento dos oligarcas russos com a instituição também não é poupado durante a conversa. Segundo a bailarina, qualquer pessoa com muito dinheiro pode chegar à administração e dizer quem vai dançar no teatro. Anastasia lamenta que interesses políticos e comerciais sejam mais importantes no Bolshoi do que talento, já que "isso destrói a atmosfera de arte" do lugar.
 “Eu fui despedida, mas continuei em contato com as meninas (bailarinas). E elas me contaram
que alguns oligarcas fizeram festas particulares no Palácio de Buckingham, em Londres, com a ajuda de Iksanov e Mikhail Shvydkoy (ex-ministro de Cultura da Rússia). Imagine o dinheiro gasto. Além disso, eles forçavam as meninas a participar destas festas e avisavam que durante os encontros com os oligarcas, haveria bebida e sexo...".

Anastasia afirma que a administração do Bolshoi faz chantagens para que as bailarinas participem das festas, dizendo que elas podem vir a ter problemas com o teatro e até mesmo ser tiradas de importantes turnês internacionais. “Agora qualquer oligarca pode vir e escolher uma menina no teatro. Ela não tem opção. O Bolshoi está virando um grande prostíbulo”.
A ex-bailarina do Bolshoi conta que durante alguns anos chegou a ser membro do partido Rússia Unida (governista, que apoia o presidente Vladimir Putin), mas diz que agora não apoia nenhum político na Rússia. Apesar disso, revela com certo pessimismo que somente o Kremlin pode resolver os problemas internos do teatro.

 “Não sei o que mais precisa acontecer no teatro para que o governo russo faça algo”. E conclui: “É claro que há muita inveja e competição em outros teatros, mas acho as questões internas e políticas do Bolshoi fazem do teatro um local com um clima muito mais pesado. O Bolshoi é um espelho de tudo o que está acontecendo nosso país, mas em miniatura”.
Ataque não é situação isolada

A briga por papeis e as intrigas nos bastidores do Bolshoi não são novidade no teatro. Em 2011, o então diretor, Gennady Yanin, pediu demissão depois de que fotos pornográficas alegadamente suas em atos homossexuais fossem enviadas por e-mail aos artistas do balé e a outros 3.847 destinatários. Em seguida, as fotos foram publicadas na Internet. A mídia russa especulou na época que colegas de Yanin teriam conspirado contra ele para forçar sua saída.
Em janeiro de 2009, seu antecessor, Alexei Ratmansky, deixou o Bolshoi dizendo que "esse teatro não tem moral".

As polêmicas não param por aí. O palco histórico do teatro Bolshoi reabriu em outubro de 2011 depois de um atraso de três anos nas obras de reforma (foram seis anos fechado), escândalos de corrupção (os gastos chegaram a 2 bilhões de reais) e muitas críticas dos bailarinos, devido às más condições dos camarins e salas de ensaio.
Na mesma semana em que foi atacado na capital russa, Filin teve os pneus do seu carro furados. E no início de janeiro, hackers publicaram nas redes sociais correspondências pessoais do diretor.

Projeto revoga a Lei Mendonça e permite 100% de renúncia fiscal


 
O Projeto de lei 43/2013, protocolado na Câmara de Vereadores de São Paulo na última semana, cria um novo mecanismo de fomento à cultura para o município, revogando a Lei Mendonça, em vigor desde a década de 1990.
De acordo com a proposta do vereador Andrea Matarazzo (PSDB), empresas interessadas em patrocinar projetos culturais poderão fazer a dedução fiscal de 100% do valor investido no Imposto Sobre Serviço (ISS) e no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) – na Lei Mendonça, a renúncia máxima é de 70%.
O projeto também estabelece o percentual fixo de 0,3% do montante arrecadado com IPTU e ISS para investimento em cultura. As mudanças devem elevar o valor destinado ao setor pelo município de R$ 15 milhões para R$ 45  milhões, segundo perspectivas do vereador.
A proposta criada por Matarazzo é chamada de Pro-MAC (Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais), em referência à lei de incentivo estadual ProAC (Programa de Ação Cultural), pela qual Andrea foi responsável quando Secretário da Cultura do Estado.
Funcionamento - O texto inclui novas áreas a serem contempladas pelo programa, entre elas moda, design e cultura digital. Outra mudança significativa diz respeito às contrapartidas oferecidas pelos projetos, que, na Lei Mendonça, tem que atender a uma lista fechada de opções.
A nova proposta deixa em aberto para que o próprio proponente sugira as contrapartidas. A etapa, inclusive, será um dos critérios de avaliação do projeto pela Comissão Julgadora.
Por fim, o novo texto muda as sanções em caso de descumprimento de algum item do projeto que recebeu incentivo.Se na lei vigente  a multa chega a 10 vezes o valor do incentivo, no PL as regras preveem a devolução do valor do recurso, a suspensão da análise e arquivamento de outros projetos que estejam em tramitação na comissão e impedem o proponente de apresentar nova proposta por cinco anos.
Os projetos aprovados serão reunidos em uma espécie de banco de dados no site da Secretaria de Cultura do município, “para dar visibilidade às propostas e permitir também que mais patrocinadores possam conhecer e escolher projetos culturais para investir”.

O Início da Modernidade



Há um século, as premières de Pierrot Lunaire de Schöemberg, Jeux de Debussy e Le sacre Du
printemps de Stravinsky representavam o efetivo início do século XX musical.
 
O século XIX, o das grandes emoções, chegava ao fim. Ele daria lugar ao século XX, período das grandes invenções técnicas. Era o tempo do aperfeiçoamento das descobertas mecânicas herdadas da Revolução Industrial, que tornavam a vida mais fácil e representava uma extensão da força e da habilidade do músculo. Mais tarde, com o descobrimento da inteligência artificial e do transistor veio à revolução digital, a da extensão do poder da mente.
Na virada do século XIX para o XX ninguém queria ver o fim as paixões desenfreadas, do prazer sem limites, da orgia mental. Mesmo porque vivia-se em uma Europa em paz e em um período de efervescência cultural e criatividade artística. Não sem razão, esse estado de coisas foi chamado de Belle époque. –
Mas a mente seguia sua tendência evolutiva natural e aas descobertas traria transformações não só na área intelectual e comportamental, mas também na artística. Com as descobertas de Freud em relação ao inconsciente, o ser humano começou a perceber que atrás da fachada de delírios e prazeres havia tumultuados labirintos da alma, que revelaram a complexidade da psique humana, bem diversa daquela avalanche de encantamentos.
A exaustão dos recursos composicionais oriundos do fim da Renascença levou os mais talentosos autores daquela virada de século a buscar novas soluções criadoras. Colocaram uma bomba nos códigos composicionais existentes, a fim de limpar o terreno para uma nova música, a do novo século, algo que se relacionava com o que ocorria nas transformações filosóficas.
As três obras, que, a meu ver, representam com nitidez essa ruptura com o passado são: Pierrot Lunaire de Shöemberg, estreada em Berlim em outubro de 1912. Jeux de Debussy e Le sacre de pritemps (a sagração da primavera) de Stravinsky, estreadas em Paris em maio de 1913.
Pierrot, oriunda da tradição pós-wagneriana, questionava o próprio vocabulário da escrita musical do Ocidente, a estrutura tonal de nossa música. Renegá-la, ao chegar uma solução atonal seria o mesmo que abandonar uma língua, construir outra e, nela, criar uma nova música. O desdobramento desse raciocínio culminou com o “dodecafonismo”, técnica composicional na qual os sons forram completamente filtrados e atomizados, tonados independentes para se relacionarem ao bel prazer do autor, sem mais seguir centenários códigos existentes.
No caso de Jeux, Debussy desarma as famílias instrumentais, misturando as sonoridades de forma aleatória. Quase onírica. Quebra os códigos lineares da narração, deixando o som se transformar delicadamente no espaço cênico do balé. Escrita em 80% em piano e pianíssimo, a obra apontou no sentido da liberação das coreses sonoras.
Duas semanas depois de Jeux, porém, aconteceria, no mesmo Théâtre dês Champs-Élysées de Paris, regida pelo mesmo Pierre Monteux, o grande escândalo que sinalizaria, mais que qualquer outra obra, a revolução musical do século XX: A sagração da primavera, de Igor Stravinsky. Criada sob encomenda e sob ordens e provocações do maior produtor cultural do século, Sei Diaghilev, a Sagração aparentava uma desenfreada cacofonia, na qual todos os conceitos tradicionais rítmicos, melódicos, harmônicos, timbrísticos, e narrativos, inclusive coregráfico-dramatúrgicos, iam pelos ares. Ninguém entendeu nada. Nem músicos, nem plateia, nem críticos, Se Jeux deixou o público perplexo, a Sagração o enfureceu.
Aquilo que parecia um emaranhado agressivo de sonoridades estapafúrdias era, na realidade, a mais bem pensada, realizada e criativa obra musical do século XX, segundo opinião de muitos, inclusive deste     que vos escreve. Parece que aquela explosão stravinskyana, tanto quanto os escritos de Freud, despertava o ser para uma nova realidade, uma nova era. Acabava a beleza, o delírio. As artes iriam mergulhar em um mar de incertezas, como nos mostra o surgimento de mais “ismos” naqueles cinquenta anos que em toda a história anterior.
O fim da belle époque seria também a instauração de um pessimismo generalizado, aparente nas criações do Expressionismo. Na área dos bens de consumo, a modernização da indústria, ao contrário do otimismo anterior, provocaria uma exacerbada competividade nas nações europeias, que, ampliando também o armamentismo, chegaram à Primeira Guerra Mundial.
Da inauguração da modernidade, naquela segunda década ficaram as tristes lembranças de um conflito mundial e, na área cultural, três obras, Pierrot, Jeux e Sacre, que encantarão a humanidade até o fim dos tempos.
Júlio Medaglia
Revista concerto – março 2013 – p. 14

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Diversas editoras disponibilizarão títulos com no mínimo 50% de desconto

 
No mês em que se comemora o “Dia Internacional do Livro”, a EACH(Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da USP traz uma boa nova: a 6ª edição da Feira do Livro, marcada para 10, 11 e 12 de abril. Com entrada gratuita, a instituição abre espaço para visitação a partir das 9h e o evento dura até às 21h.
Os livros disponíveis terão desconto mínimo de 50% e estão ligados às temáticas abordadas pelos cursos de graduação EACH. As editorias interessadas em participar do evento devem entrar em contato pelo e-mail: comunicacao.feiradolivroeach@gmail.com.

 

Rio de Janeiro inaugura dois grandes museus

 
Novidades são o MAR, na Zona Portuária, com acervo de 3 mil peças, e a Casa Daros, em Botafogo, que abriga importante coleção de arte latino-americana
Há uma piada recorrente que diz que o mais novo museu do Rio de Janeiro é o Museu de Arte Contemporânea (MAC), que fica na cidade de Niterói. A brincadeira perdeu a validade neste mês, quando a capital fluminense viu nascer duas instituições culturais: o Museu de Arte do Rio (MAR), na Zona Portuária, e a Casa Daros, em Botafogo. O MAR é um museu público, primeiro “filho” do chamado Porto Maravilha, projeto de recuperação de uma das áreas mais degradadas da cidade. Já a Daros é uma instituição privada, nascida de uma coleção suíça de arte latino-americana. Com propostas e concepções bastante diferenciadas, e por isso complementares, os museus se igualam na ousadia.
Quando o Museu de Arte do Rio abriu suas portas para o público, em 5 de março, a expectativa era de que o MAR recebesse, por ano, 200 mil visitantes. No ritmo em que está, nova meta deverá ser estabelecida. Antes de completar um mês, o museu já bateu a casa dos 50 mil visitantes. Nas terças-feiras, que têm entrada franca, peque
As duas edificações, de estilos e períodos distintos, interligam-se através de uma cobertura que remete a uma onda. Uma rampa liga os dois prédios. O caminho da visitação é sempre descendente, começando pelo alto, a partir de uma área aberta, de onde se vê a zona portuária em plena ação. Bem perto, dá para observar a obra do chamado Museu do Amanhã, dedicado à ciência, que tem previsão de abertura para 2014. Será o segundo museu do Porto Maravilha, projeto de reestruturação da região histórica e bastante degradada do Rio de Janeiro.
Por meio da rampa o público, até então no prédio que vai funcionar a Escola do Olhar – parte educacional do MAR, cujas atividades começam a ser desenvolvidas em abril –, chega ao edifício mais antigo. É ali que estão as oito salas de exposição, divididas em andares diferentes. “O MAR pretende redefinir o papel social dos equipamentos públicos da área de cultura, na medida em que consideramos a educação tão importante quanto o espaço expositivo”, afirma Luiz Fernando de Almeida, diretor-executivo do museu.
No prédio que traz as exposições, as duas primeiras salas, no terceiro andar, são dedicadas ao Rio de Janeiro. A primeira mostra temporária, Rio de imagens: uma paisagem em construção, com curadoria de Rafael Cardoso e Carlos Martins, é a que tem tido maior aceitação do público. Não é difícil entender o porquê já na entrada, onde antigos cartazes de empresas náuticas e de aviação exploram imagens do Rio e seus cartões-postais obrigatórios, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.
Em 400 peças, o imaginário da cidade é revelado por meio de quadros de Tarsila do Amaral, aquarelas de Ismael Nery e outros notáveis que retrataram o Rio em diferentes épocas (Taunay, Di Cavalcanti, Emilio Goeldi, Pancetti). Mas o olhar de parte do público se prende também em objetos prosaicos, muitos que povoam o cotidiano de quem vive ou visita a capital fluminense. Há uma antiga série de bonecas Barbie dedicada ao Rio, pratos com fotografias da cidade. O Rio antigo é redescoberto em videoinstalação que reconstitui a Avenida Central, hoje Rio Branco. É um perder de referências, todas muito próximas ao imaginário coletivo.
“O MAR pensa a paisagem visual do Rio, então não vai colecionar somente obras de arte”, completa Almeida. O museu foi inaugurado com um acervo que conta com 3 mil obras. Muitas foram adquiridas, outras vieram de doações – por ora, a instituição conta com 50 fundos de doação (um fundo é formado quando são doadas 20 ou mais obras). A construção do museu municipal consumiu R$ 79,5 milhões – destes, R$ 65,5 milhões vieram do projeto Porto Maravilha e o restante do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).
Jean Boghici

A segunda mostra é, de longe, a de montagem mais interessante. O colecionador: Arte brasileira e internacional na Coleção Jean Boghici reúne 136 peças, pinturas e esculturas que o marchand romeno, hoje com 85 anos, adquiriu ao longo de seis décadas passadas no país. Os curadores Leonel Kaz e Luciano Migliaccio selecionaram obras dos séculos 19 e 20, acompanhando nove tendências, passando pelo surrealismo, modernismo até pinturas russas e chinesas.
A cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara colocou, em duas salas, dois grandes espirais (um que dá para fora, outro que se volta para dentro). Dessa maneira, as obras ficam suspensas no ar. Dez por cento do que viria para a exposição foi perdido em incêndio que ocorreu em agosto no apartamento do marchand em Copacabana.
Os brasileiros voltam a ser reunidos na terceira mostra do MAR, Vontade construtiva na Coleção Fadel. Duzentas e cinquenta obras da coleção do advogado Sergio Fadel foram reunidas pelos curadores Paulo Herkenhoff (também diretor cultural do MAR) e Roberto Conduru. Do barroco (há duas esculturas de Aleijadinho), a mostra passa pelos modernistas, concretistas e neoconcretistas.
O abrigo e o terreno: arte e sociedade no Brasil, mostra que encerra o percurso pelo museu, traz para o primeiro plano uma discussão sempre presente no país: ideias de posse, propriedade e utilização dos espaços. Numa exposição, vídeos, fotografias, maquetes, instalações unem trabalhos de artistas como Hélio Oiticica, Lygia Pape e Cildo Meirelles até o projeto social Morrinho. Esse último busca no lúdico – uma grande instalação feita de tijolos que formam uma favela – a interação com o público.
MUSEU DE ARTE DO RIO – MAR

Praça Mauá, 5, Centro, Rio de Janeiro, (21) 2203-1235. Terça a domingo, das 10h às 17h. Ingressos: R$ 8 e R$ 4 (meia). Nas terças a entrada é franca. Mostra Rio de imagens: uma paisagem em construção, até 28 de julho; O colecionador: arte brasileira e internacional na coleção Boghici, até 1º de setembro; Vontade construtiva na coleção Fadel, até 7 de julho; e O abrigo e o terreno: arte de sociedade no Brasil, até 14 de julho.

Mariana Peixoto

Distribuição gratuita de livros em braille para todo o Brasil

 
Depois de alcançar mais de sete milhões de pessoas, a Coleção Itaú de Livros Infantis, ganha edição para deficientes visuais e saem em braille e com fonte ampliada.
“Lino” (ed. Callis) fala da amizade entre o porquinho que dá nome ao livro, a menina Estrela e a coelha Lua, que desaparece de uma fábrica de brinquedos.
“Poesia na Varanda” (ed. Autêntica) conta como nascem as poesias.
“O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado” (ed. Brinque-Book) mostra a esperteza de um ratinho que tenta esconder um morango de um urso grandalhão.
Para ganhar os livros –estão disponíveis 2 mil exemplares da coleção–, é preciso fazer um cadastro no site do programa Itaú Criança, da Fundação Itaú Social  no endereço https://ww2.itau.com.br/itaucrianca/peca_colecao_braile.aspx  Eles chegam pelo correio na casa do solicitante. Além dos livros, é enviado um informativo com dicas de como estimular a leitura entre crianças.
As versões em braille e com fonte ampliada foram produzidas pela Fundação Dorina Nowill para Cegos. As histórias são indicadas para crianças de até cinco anos.

 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

CoralUsp


Eduardo Fernades, Marcia Hentchel e Paula Christiana- Regentes

Programa

Vivaldi - Glória
Alcaçus - Missa

07 abril - domingo - 12h30
Igreja São Luis Gonzaga
Av Paulista 2348
São Paulo - SP
Entrada Franca

Banda Sinfonica Jovem do Est. de São Paulo e Izaias e seus chorões


Monica Giardini - Regente

07 abril - domingo - 11H00
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes s/n
São Paulo - SP
Entrada Franca

Orquestra Sinfonica Simon Bolivar da Venezuela da Sala São Paulo


Gustavo Dudamel - regente

Programa:

Stravinsky - A Sagração da Primavera
Beethoven - Sinfonia nº 5

06 abril - sábado - 21H00
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes s/n
São Paulo -  SP
Ingressos - 140 a 390

Orquestra Arte Barroca


Paulo Henes - spalla e diretor artístico

06 abril - sábado - 20h00
Fau Maranhão
Rua Maranhão, 88
 Higienópolis - SP
3091-4801
Entrada Franca

Orquestra Sinfônica Brasileira interpreta Tchaikovsky e Mendelssohn


Leandro Carvalho - regente

Mendelssohn - Sonho de uma noite de verão
Tchaikovsky - Abertura fantasia Romeu e Julieta

Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Pça Marechal Floriano, s/n
Rio de Janeiro - RJ
Ingresso -R$ 1,00

Banda Sinfônica de Cubatão no Bloco Cultural


Marcos Sadao Shirakawa - regente

Programa

Philip Sparke - iesta de la vida
Ferrer Ferran - Ça passió de Crist.

06 abril - sábado - 20h30
Bloco Cultural
Praças dos Emancipadores
Entrada Franca

Menino boliviano cego surpreende mundo do jazz


 
 José Antonio Montano Baina não é um músico de jazz como outro qualquer.
Ele é cego, tem apenas 7 anos de idade e toca piano.
O pequeno José é natural da cidade colonial de Torora, na Bolívia.
Ele não é só uma celebridade local, mas também nacional.
O garoto já se apresentou até na Câmara dos Deputados da Bolívia.
Ele afirma que concilia a rotina de músico e de apresentações com a de uma criança normal.
José vai à escola primária diariamente, faz seus deveres de casa de inglês e de matemática e comparece às aulas de ginástica.
Ele começou a tocar bateria aos 4 anos e daí passou para o piano.
''Antes, eu não conhecia o jazz. Foi ele que me fez gostar do estilo. Não sei explicar como ele entrou no jazz. É como se ele já tivesse nascido com ele. Quando ele começou, ele não conseguia mais parar. Ele pode tocar qualquer estilo, mas nunca vai parar de tocar jazz. Éa a paixão dele'', afirma o pai do menino, Roberto Montana.

 

Violino do Titanic reaparece 101 anos depois do naufrágio


O violino do chefe de orquestra do Titanic foi encontrado num sótão em Inglaterra e autenticado 101 anos depois do naufrágio do paquete "insubmergível", informou esta sexta-feira uma leiloeira britânica.
Foram necessários sete anos para certificar a origem do instrumento, que milagrosamente sobreviveu à tragédia, explicou Andrew Aldridge, da leiloeira Henry Aldridge & Son, situada no sudoeste de Inglaterra.
Com um valor estimado em pelo menos 100 mil euros, o violino não será, para já, leiloado, precisando o responsável que está em negociação com museus.
O violino pertencia a Wallace Hartley, chefe da pequena formação instrumental do Titanic que terá tocado enquanto o navio mergulhava e até este se afundar no Atlântico, em abril de 1912.
O corpo de Wallace Hartley passou 10 dias na água e "o violino foi encontrado numa mala de couro", que estava presa ao seu corpo, contou à agência France Presse Andrew Aldridge.
Pouco tempo depois do naufrágio, a mãe de Wallace Hartley declarou à imprensa: "Sabia que ele morreria abraçado ao seu violino".

 

Grandes novidades marcam a temporada 2013 da Orquestra Sinfônica

 
Grandes novidades marcam a temporada 2013 da Orquestra Sinfônicatemporada 2013 da Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE) será um capítulo à parte na cena cultural sergipana neste ano. Após uma estréia muito especial, em março, que culminou com o lançamento de seu primeiro CD, a ORSSE promete um ano de concertos inesquecíveis para o público sergipano, com as mais variadas temáticas e uma gama de convidados de diferentes segmentos musicais.
A temporada é uma realização do Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e do Instituto Banese, e conta com patrocínio do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e copatrocínio do Banese.
A temporada contará com 24 concertos, distribuídos em apresentações das séries ‘Cajueiros’ e ‘Mangabeiras’, no Teatro Tobias Barreto; ‘Laranjeiras’, no Teatro Atheneu; ‘Sons da Catedral’, na Catedral Metropolitana de Aracaju; e ‘Orquestra na Estrada’, que passará por municípios como São Cristóvão, Laranjeiras, Lagarto, Estância e Itabaiana.
Outro ponto de destaque nesta temporada serão as homenagens. No primeiro concerto, realizado no último dia 14, por exemplo, o grupo homenageou Heitor Villa-Lobos, e lançou o CD composto por importantes peças deste grande nome da música clássica nacional. Além de Villa-Lobos, o grupo homenageará Richard Wagner e Giuseppe Verdi, pelo bicentenário do nascimento desses compositores.
A secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, diz que o objetivo da Secult com a nova temporada da ORSSE é promover uma integração maior entre o grupo sinfônico e a cena musical sergipana. “Desde 2007, o Governo de Sergipe vem investindo significativamente na aproximação da orquestra com o público sergipano. Acreditamos que essa relação já está consolidada e partimos agora para estreitar os laços entre a ORSSE  e os músicos populares sergipanos”, explica Eloísa.
De acordo com o maestro titular e diretor artístico do grupo, Guilherme Mannis, a temporada tem como objetivo consolidar a vocação sinfônica do grupo e criar uma maior relação de identidade com o público. “O processo de elaboração de uma temporada nunca pode ser igual, temos que, a cada ano, variar, com o intuito de cativar o público, sempre como novos desafios e propostas, além de oxigenar artisticamente a orquestra, e culturalmente a população. Por isso, acredito que esta será uma temporada muito instigante e diferente de todas as outras que o público sergipano já viu.”, destaca o regente.
Concertos diferenciados
Para esta temporada, já estão previstas uma apresentação que contará com a presença do grupo Cataluzes e do grupo de choro Brasileiríssimo, e outra com o quarteto de violões Quaternaglia, além de um concerto junino que acontecerá no Arraiá do Povo, na Orla da Atalaia, e que contará com a presença de músicos populares.
Como nos anos anteriores, a presença de solistas e regentes convidados está confirmada, trazendo a Aracaju nomes como Luiz Fernando Malheiro, Nicolas Rauss, Marcelo de Jesus, Amaral Vieira, Daniella Carvalho, Rosana Lamosa, Edna d’Oliveira, Paulo Mandarino, Saulo Javan, Marco Pereira, Maíra Lautert e Sylvia Thereza, entre outros.
Vale destacar, também, que um dos últimos concertos da temporada será voltado exclusivamente à música sergipana, e que será realizado através de um Edital onde serão selecionados grupos locais para se apresentar frente à orquestra.
“Além de todos os convidados que já são marca do nosso grupo, nesta temporada nós teremos um maior contato com a produção musical sergipana, através do convite de grupos que irão tocar conosco e também deste edital. Junto com tudo isso, executaremos um grande número de obras de compositores nacionais, tais como as homenagens a  Villa-Lobos, e a apresentação de peças do maestro Jorge Antunes”, completa Mannis.
Confira a temporada completa de apresentações em Aracaju

ABRIL
04, quinta-feira, 20h30
Mangabeiras I - Teatro Tobias Barreto
Festival Latino-Americano – Brasil Sinfônico
 
GUILHERME MANNIS, regente
QUATERNAGLIA, quarteto de violões
José Pablo MONCAYO
Huapango
Leo BROUWER
Gismontiana
Heitor VILLA-LOBOS
Bachianas Brasileiras nº2
 
19, sexta-feira, 19h
Sons da Catedral I – Catedral Metropolitana de Aracaju
Homenagem ao bicentenário de nascimento de Richard Wagner (1813 - 2013)
 
DANIEL NERY, regente
EMERSON MELO, trompa
Wolfgang Amadeus MOZART
Concerto para trompa nº3, K.447, em mi bemol maior
Ralph VAUGHAN-WILLIAMS
The Wasps                         
Richard WAGNER
Abertura da ópera “Tannhäuser”
 
MAIO
03, sexta-feira, 20h30
Laranjeiras I - Teatro Atheneu
 
GUILHERME MANNIS, regente
MARCIO RODRIGUES, violino (spalla da ORSSE)
Giovanni Battista VIOTTI
Concerto para violino nº22, em lá menor
Igor STRAVINSKY
Petruchka
16, quinta-feira, 20h30
Cajueiros II - Teatro Tobias Barreto
Brasil Sinfônico
 
EMILIANO PATARRA, regente convidado
SYLVIA THEREZA, piano
Jorge ANTUNES
Nec plus ultra
Serge PROKOFIEV
Concerto nº3, op.26, em dó maior, para piano e orquestra
Franz SCHUBERT
Sinfonia nº6, D.589, em dó maior

JUNHO
05, quarta-feira, 20h30
Mangabeiras II - Teatro Tobias Barreto
Homenagem à música popular brasileira e sergipana – Brasil Sinfônico
DANIEL NERY, regente
BRASILEIRÍSSIMO, grupo de choro
CATALUZES, grupo solista
Chiquinha GONZAGA
Gaúcho – O Corta Jaca (arranjo de Pixinguinha)
Anacleto de MEDEIROS
Cabeça de Porco (arranjo de Pixinguinha)
Jacob do BANDOLIM
Vale Tudo (arranjo de Pixinguinha)
Doce de Coco (arranjo de James Bertisch)
Alvaro SANDIM
Flor do Abacate (arranjo de Pixinguinha)
PIXINGUINHA
Lamentos (arranjo de James Bertisch)
Zequinha de ABREU
Tico-tico no fubá (arranjo de James Bertisch)
VALDEFRÊ
Graveto
Cláudio MIGUEL/ Antônio AMARAL
Ilhas Olhos
Cláudio MIGUEL/ Oswaldo GOMES/ Antônio AMARAL/ VALDEFRÊ
 Valsa para Vanessa
Paulo MAIA/ VALDEFRÊ
SOS Amazônia
Cláudio MIGUEL/ Antônio AMARAL / VALDEFRÊ
Sangue d'Alma
Viola Guia
Voltar à aldeia
Cláudio MIGUEL
Cheiro da Terra - Cláudio Miguel
 
21, sexta-feira, 19h
Arraiá do povo – Orla de Atalaia
 
GUILHERME MANNIS e DANIEL NERY, regentes
Celebração Junina com atração popular, a confirmar
 
JULHO
11, quinta-feira, 20h30
Cajueiros III – Teatro Tobias Barreto
 
GUILHERME MANNIS, regente
AMARAL VIEIRA, piano
CORO SINFÔNICO DA ORSSE
DANIEL FREIRE, regente
EDNA D’OLIVEIRA, soprano
ADRIANA CLIS, contralto
ANDRÉ VIDAL, tenor
CARLOS EDUARDO MARCOS, baixo
Francis POULENC
Aubade: Concerto chorégraphique
Wolfgang Amadeus MOZART
Sinfonia nº40, K.550, em sol menor
Requiem, K.626 (finalização de Süssmayr)
 
25, quinta-feira, 20h30
Laranjeiras II – Teatro Atheneu
Homenagem ao bicentenário de nascimento de Richard Wagner (1813 - 2013)
 
MARCELO DE JESUS, regente convidado
Richard WAGNER
Abertura da ópera “Rienzi”
Abertura da ópera “O Navio Fantasma”
Abertura da ópera “Os Mestres Cantores de Nurembergue”
Ludwig van BEETHOVEN
Sinfonia nº4, em si bemol maior, op.60
 
AGOSTO
 
08, quinta-feira, 20h30
Mangabeiras III – Teatro Tobias Barreto
Brasil Sinfônico
 
LEONARDO DAVID, regente convidado
MARCO PEREIRA, violão
Marco PEREIRA
Violão Vadio
Suíte das Águas
Círculo dos amantes
Jean SIBELIUS
Sinfonia nº2, op.43, em ré maior
 
30, sexta-feira, 19h
Sons da Catedral II – Catedral Metropolitana de Aracaju
Brasil Sinfônico
 
GUILHERME MANNIS, regente
JAIR MACIEL, contrabaixo
Jorge ANTUNES
Pedra de cantaria
Giovanni BOTTESINI
Concerto para contrabaixo e orquestra
Hector BERLIOZ
Sinfonia Fantástica
SETEMBRO
06, sexta-feira, 20h30
Laranjeiras III – Teatro Atheneu
LUIZ FERNANDO MALHEIRO, regente convidado
MAÍRA LAUTERT, soprano
Gustav MAHLER
Sinfonia nº4
 
19, quinta-feira, 20h30
Cajueiros IV – Teatro Tobias Barreto
NICOLAS RAUSS, regente convidado
Jean SIBELIUS
Sinfonia nº6, op.104
Felix MENDELSSOHN-BARTHOLDY
Abertura “As grutas de Fingal/As Hébridas”, op. 26
Jean SIBELIUS
Valse Triste
Felix MENDELSSOHN-BARTHOLDY
Abertura “Dos contos da bela Melusina”, op.32
OUTUBRO
 
11, sexta-feira, 20h30
Laranjeiras IV – Teatro Atheneu
 
DANIEL NERY, regente
ANDRESSA SOUTO, violoncelo
Piotr Ilytch TCHAIKOVSKY
Variações sobre um tema Rococó
Johannes BRAHMS
Sinfonia nº3, op.90, em fá maior
24, quinta-feira, 20h30
Cajueiros V - Ópera – Teatro Tobias Barreto

Bicentenário do nascimento de Giuseppe Verdi (1813-2013)
GUILHERME MANNIS, regente
DANIELLA CARVALHO, soprano
CORO SINFÔNICO DA ORSSE
DANIEL FREIRE, regente
Giuseppe VERDI
A Força do Destino: Abertura sinfônica
Otello: Ária Salce, salce! Ave Maria
Um baile de máscaras: Abertura sinfônica, Ária Morro ma prima in grazia
Don Carlo: Ária Tu che le vanita
Nabucco: Coro Va pensiero
I Vespri Siciliani: Abertura sinfônica
La traviata: Ária Addio del passato
Aïda: Prelúdio Sinfônico, Ária Qui Radamès verrà! – Oh patria mia, Coro Gloria al Egito

NOVEMBRO
07, quinta-feira, 19h
Sons da Catedral III - Catedral Metropolitana de Aracaju
GUILHERME MANNIS, regente
MÁRCIO RODRIGUES, violino
MIRNA HIPÓLITO, flauta
ÉRICA RODRIGUES, flauta
Johann Sebastian BACH
Concerto de Brandemburgo nº4
Piotr Ilytch TCHAIKOVSKY
Francesca da Rimini, op.32
Alexander BORODIN
Nas estepes da Ásia Central
20, quarta-feira, 20h30
Mangabeiras IV – Teatro Tobias Barreto
Brasil Sinfônico
DANIEL NERY, regente
DANIEL GUEDES, violino
ANTONIO LAURO DEL CLARO, violoncelo
César GUERRA-PEIXE
Tributo a Portinari
Ludwig van BEETHOVEN
Concerto para violino e orquestra em ré maior
Nino ROTA
Concerto para violoncelo e orquestra
DEZEMBRO
5, quinta-feira, 20h30
Laranjeiras V – Teatro Atheneu

DANIEL NERY, regente
Beatles Sinfônico
Concerto do edital de música sergipana
19, quinta-feira, 20h30
Cajueiros VI – Teatro Tobias Barreto

GUILHERME MANNIS, regente
CORO SINFÔNICO DA ORSSE
DANIEL FREIRE, regente
ROSANA LAMOSA, soprano
CAROLINA FARIA, mezzo-soprano
PAULO MANDARINO, tenor
SAULO JAVAN, baixo
Giuseppe VERDI
Hino das nações
Johannes BRAHMS
Variações sobre um tema de Haydn, op.56a
Anton BRUCKNER
Te Deum

 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Música Barroca em Tiradentes


Elisa Freixo e Josenéia Godinho
Concertos realizados no orgão histório de Tiradentes

05 abril - sexta - 20h00
Igreja Matriz Samnto Antonio
Tiradentes - MG
32-3355-1676
Ingressos 30