segunda-feira, 4 de março de 2013

69 poemas de Casimiro de Abreu para download grátis



Confira parte da obra de um dos mais populares poetas do Romantismo no Brasil. Os poemas do autor só ficaram conhecidos após sua morte, no ano de 1860

Casimiro José Marques de Abreu queria lidar com as letras e o lirismo. Mas nem tudo aconteceu do jeito que planejou. Pelo menos não no início. Seu pai, José Joaquim Marques de Abreu, queria que o filho fosse comerciante no mercado do Rio de Janeiro.
Foi então que a viagem para Portugal, em 1853, resgatou o contato com a literatura – pois teve espaço para escrever – e lhe trouxe sentimentos que iriam suprir suas muitas estrofes.
Nostalgia, o rompimento com a infância e a melancolia misturaram-se aos versos de “Meus Oito Anos”, obra mais popular, durante a 2ª geração do Romantismo. Aos que apreciam a produção literária nacional e buscam aumentar o acervo pessoal, uma boa notícia: o Universia Brasil disponibiliza 69 obras de Casimiro para download gratuito.
Entre os escritos está “Primaveras”, único livro publicado antes de sua morte em decorrência de tuberculose. Os arquivos estão em PDF e a lista de títulos pode ser conferida neste link.

http://noticias.universia.com.br/tempo-livre/noticia/2012/08/09/957613/69-poemas-casimiro-abreu-download-gratis.html

sexta-feira, 1 de março de 2013

MUSEUS ASSUSTADORES: O LADO INCOMODO



O mundo é demasiado grande para o conhecermos bem. Talvez por isso nos surpreendamos quando a completa estranheza surge aos nossos olhos, por exemplo na comunicação social. Ou o “estranho” será já regra? Ainda assim, o que nos pode assombrar, hoje, reflecte a profusão de ideias em que o mundo se tornou. Melhor do que isso: tem museu.

A cultura do “susto”

Crê-se que exista o universo emocional do susto desde que existe o ser humano. Cada indivíduo tem uma reacção específica face ao susto e existem vários tipos de susto, decorrentes das várias maneiras de percepcionar os episódios do quotidiano, uns mais comuns do que outros. Numa cultura ocidentalizada europeia, pelo menos, provocar o susto, conscientemente ou não, implica causar, em algum momento, sensações que sentimos como negativas. Ainda assim, tal não impede que o susto seja usado para momentos de animação ou de gozo, entre pessoas, ou até para a disseminação do conhecimento (científico ou não) na sociedade global, como o caso de alguns museus, por todo o mundo.
De uma lista de 15 museus mundiais considerados pela generalidade do público e por alguns orgãos de comunicação social dos mais assustadores, destacam-se museus como o Museu Vrolik, em Amesterdão, com uma colecção composta, entre outras, de peças, como espécies que sofreram de patologias diversas, embriões anómalos ou caveiras e ossos com uma formatação estranha. Entre outras coisas, é possível observar corpos de fetos siameses, pequenas colecções de ossos e de dentes, normalmente com problemas. Este museu é um espaço acinzentado, fora da moda actual, usado para estudo principalmente dos estudantes de Medicina da cidade. Consegue ser, para alguns “sites” turísticos, assustador e, por isso, não apropriado para crianças.

O Museu de Antropologia Criminal Cesare Lombroso, em Roma, é composto maioritariamente pela colecção do reconhecido criminologista italiano que dá nome ao museu. As suas maiores atracções são cabeças de criminosos e armas usadas por estes, coleccionadas por Cesare. Este criminologista acreditava que o interior dos cérebros dos criminosos seria diferente dos cérebros de outros indivíduos.
Outro museu, o Museu de Múmias de Guanajuato, uma pequena cidade no México, é composto por 108 corpos mumificados, mulheres na sua maioria, mortos por um surto de cólera que atingiu a cidade, em 1833. Os corpos foram desenterrados, entre 1865 e 1958, e acabaram por ficar preservados pela própria composição do terreno onde se encontravam.
Poderão ainda ser dignos de realce as Catacumbas de Palermo (também conhecidas como um "museu da morte"); o “London Dungeon”, em Londres, onde praticamente tudo lá se encontra disposto para assustar os visitantes - com vários instrumentos de tortura da Idade Média expostos e actores prontos para sair da escuridão, a qualquer instante -; o Museu do Crime da Academia de Polícia Civil, em São Paulo, com exposições de fotos e objectos que serviram de provas de crimes descobertos; ou o “Moulagen Museum”, em Zurique, que tem peças de cera retratando doenças como a lepra ou sífilis.
Assentar poeira
A CNN fez uma lista dos 15 museus que considerou os mais estranhos do mundo. Entre outros, por exemplo, o Museu da Água da Torneira (China), o Museu da Arte Má (E.U.A.), o Museu das Coleiras (Inglaterra), o Museu dos Cortadores de Relva (Inglaterra), o Museu do Cabelo (Turquia), o Museu do Falo (onde se encontram mais de 270 pénis, de diferentes espécies, na Islândia) ou o Museu da Beleza Extrema (Malásia). Destes “museus”, provavelmente, muito poucos se-lo-ão, de facto, pois não basta a posse de uma colecção material e uma temática expositiva.
Estes “museus” primam pela invulgaridade e encontram-se em expansão, no mundo de hoje. Reflectem mudanças nos modos de educar públicos, talvez acompanhadas de uma predisposição do público para tal. Quando estas mudanças passaram a ser a regra, tornaram-se banais. Ao se banalizarem, facilmente se tornou notório o impacto das mudanças que estes museus promoveram no espírito do público e que este acabou por “ir aceitando”. Talvez por mera e contínua interiorização. O que antes foi “mudança”, deixou de o ser. Tal como quando a poeira se levanta e acaba por assentar, inevitavelmente.
 luís pereira

Emesp abre inscrição para cursos de prática em Grupo


 As inscrições acontecem de 25 de fevereiro a 08 de março de 2013.
 
Big Band
Camerata de Violões
Coral Juvenil
Grupo Contemporâneo
Grupo Vocal
Madrigal
Orquestra de Cordas
Orquestra de Sopros (Prática de Banda Sinfônica)
Orquestra Sinfônica Juvenil
Grupo de Choro
Grupo de Percussão Erudito
Grupo de Percussão Popular
  
  
Big Band

Professor responsável: Eduardo Neves
Temática do curso: Executar arranjos clássicos da MPB: Severino Araújo, Moacir Santos, Duda, entre outros. Desenvolvimento da execução dos instrumentistas privilegiando os estilos musicais.
Ementa: O Curso propõe a prática orquestral (Big Band) a alunos com base em leitura (partitura e cifra) e improvisação. Serão abordados os Estilos samba, frevo, gafieira, latinos, jazz e funk, utilizando arranjos de mestres do passado e contemporâneos. Em cada bimestre serão estudados 2 estilos.
Atividades a serem desenvolvidas: Prática de tocar em naipes, leitura, improvisação e conhecimento de diferentes estilos musicais.
Vagas: 01 Piano, 01 guitarra, 01 Percussão, 01 Bateria, 01 contrabaixo ( elétrico ou acústico), 05 saxofones, 04 Trombones, 04 Trompetes
Total vagas: 18
Duração: 3 horas
Idade mínima: 16 anos
Dia e Horário: 4ª 16h30-19h30
Pré-requisito: Leitura musical (notas e cifras) e técnica nos instrumentos em nível intermediário
Inscrições: 25/02 a 08/03
Tipo de seleção: audição dos alunos - Peça de livre escolha e leitura a primeira vista
Seleção: 13/03 às 16h30
Publicação do resultado: 18/03
Matrícula: 20/03
Início das aulas: 20/03 

Camerata de Violões
  
Professor responsável: Thiago Abdalla
Temática do curso: Prática de ensaio e performance
Ementa: A criação da Camerata de violões da EMESP tem como objetivo geral propiciar um ambiente estimulante para o desenvolvimento técnico-musical dos alunos da escola. A partir deste pensamento, constituiremos um grupo de referência para um trabalho de música de câmara com violões.
Atividades a serem desenvolvidas: Ensaiar um repertório de música de câmara abrangendo diversos estilos e períodos da história da música; propiciar um ambiente de aprendizagem mútua entre os alunos de todos os ciclos da EMESP Tom Jobim; realizar apresentações internas (instalações da EMESP) e externas (CEUs, Polos do Guri e eventos diversos); ocupar a área de gravação e produção, produzindo um material visual, de imprensa e fonográfico de alta qualidade.
Vagas: 20
Duração: 3 horas
Dia e Horário: 2ª 15h30 às 18h30
Pré-requisito: domínio técnico instrumental intermediário
Tipo de seleção: Processo de ingresso por meio de banca avaliadora. Esta banca realizará uma entrevista e avaliará a execução de:
1)    uma peça de confronto;
2)    uma peça de livre escolha e
3)    uma leitura a primeira vista.
A peça de confronto consta de um estudo selecionado entre os 25 Estudos Op.60 de M.Carcassi, 20 Estudios Sencillos ou 10 Nuevos Estudios Sencillos de L. Brouwer.
Inscrições: 25/02 a 08/03
Seleção: 11/03 às 15h30
Publicação do resultado: 14/03
Matrícula: 18/03
Início das aulas: 18/03

Coral Juvenil

Professor responsável: Cristina Allemann
Ementa: Trabalho voltado ao desenvolvimento do experimento do canto aplicado às diversas possibilidades de repertório vocal como: repertório específico para coral, produção de musicais, repertório para madrigais, etc.
Durante as aulas os participantes terão noções de: Técnica Vocal, Teoria Musical, Performance de palco em Conjunto, Performance de palco para Canto Solo.           
Serão realizadas apresentações com direito a experimentação em diferentes ambientes e espaços artísticos, com acompanhamento instrumental com diversas formações instrumentais.
Vagas: vozes masculinas (15 vagas) e vozes femininas (5 vagas)
Idade mínima: 13 anos
Idade máxima: 19 anos
Duração: 3 horas
Dia e Horário:  Sábado 09h30-12h30
Pré-requisito: disponibilidade e interesse
Tipo de Seleção: entrevista
Inscrições: 25/02 a 08/03
Entrevista: 23/03 às 09h30
Publicação do resultado: 25/03
Matrícula: 27/03
Início das aulas: 06/04

Grupo Contemporâneo

Professora responsável: Sarah Hornsby
Vagas: 12
Idade mínima: 16 anos
Duração: 3 horas
Temática do curso: Repertório de Câmara dos Secs.XX e XXI
 Ementa: Introdução,estudo e interpretação da linguagem do repertório de música de câmara dos  Secs.XX E XXI
Atividades a serem desenvolvidas: Estudos de conjunto,articulação, leitura, fraseados e diversas interpretações e compreensão do repertório abordado, visando a perfomance.
Dia e Horário:  5ª 09h30-12h30
Pré-requisitos: nível avançado técnico
Tipo de Seleção: Prova e entrevista - Peça Livre Escolha (Não precisa ser do repertório dos Sécs.  XX e XXI)
Inscrições: 25/02 a 08/03
Seleção: 14/03 às 09h30
Publicação do resultado: 18/03
Matrículas: 19/03
Início das aulas: 21/03

Grupo Vocal

Professor responsável: Luiz Gayotto
Temática do curso: Curso prático de montagem de um grupo vocal voltado para música popular
Ementa: Esta proposta tem como objetivo principal a manutenção das atividades do Grupo Vocal EMESP, com um ensaio semanal de 3 horas e apresentações a serem agendadas durante o ano de 2013.
Atividades a serem desenvolvidas: Leitura, ensaio e apresentação de repertório de música popular brasileira e internacional  arranjadas para vozes masculinas e femininas. Estímulo aos próprios participantes para serem os autores dos arranjos que serão trabalhados.
Vagas: 04 cantores (01 baixo, 01 barítono, 02 sopranos) e 01 Contrabaixo ( Acústico ou elétrico).
Total de vagas: 05
Duração: 3 horas
Idade mínima: 18 anos
Dia e Horário: 3ª 09h30-12h30
Pré-requisito: Bom conhecimento de canto e leitura básica
Tipo de Seleção: Teste vocal feito pelo professor
Inscrições: 25/02 a 08/03
Seleção: 12/03 às 09h30
Publicação do resultado: 18/03
Matrícula: 19/03
Início das aulas: 19/03
  
Madrigal

Professor responsável:  Regina Kinjo
Temática do curso: Canto em conjunto
Ementa: O Madrigal tem como objetivo primordial, o enriquecimento e aprimoramento dos conhecimentos musicais e vocais. Tem como objetivo, fomentar o conhecimento musical, promover a interdisciplinaridade de conhecimentos musicais a partir das experiências vivenciadas; realizar integração entre as pessoas; realizar concertos artísticos e didáticos e desenvolver repertório eclético.
Atividades a serem desenvolvidas: Apreciação musical, exercícios vocais e corporais, leitura musical, análise de contextos históricos musicais, realização de repertório elaborado e selecionado, concertos didáticos e artísticos. 
Duração: 3 horas
Vagas: 16 cantores (04 sopranos, 04 contraltos, 04 Tenores e 04 Baixos) Confirme com a Regina
Dia e Horário: 2ª 17h30-20h30
Pré-requisito: leitura em clave de sol e fá.
Tipo de Seleção: Entrevista e realização de vocalizes.
Inscrições: 25/02 a 08/03
Entrevista: 11/03 às 17h30
Publicação do resultado: 14/03
Matrícula: 18/03
Início das aulas: 1803

Orquestra de Cordas

Professor responsável: Geraldo Olivieri
Temática do curso: Repertório original ou transcrições para formação de cordas
Ementa: Estudo da linguagem, estilo e repertório específico de orquestra de cordas.
Atividades a serem desenvolvidas: Estudos de conjunto, articulação, afinação, equilíbrio sonoro, fraseados e diversas interpretações estilísticas.
Idade mínima: 12 anos
Duração: 3 horas
Vagas: 30 (Violinos, Violas, Violoncelos e Contrabaixos)
Dia e Horário: 4ª 16h30-19h30
Tipo de Seleção: Prova
Inscrições: 25/02 a 08/03
Seleção: 13/03 às 16h30
Publicação do resultado: 18/03
Matrícula: 20/03
Início das aulas: 20/03

Orquestra Sinfônica Juvenil

Professor responsável: Enio Antunes
Temática do curso: Prática e interpretação do repertório sinfônico tradicional e brasileiro.
Ementa: Estudo da linguagem e repertório de orquestra sinfônica aplicada aos instrumentos que caracterizam essa formação (violino, viola, violoncelo, contrabaixo, trompete, trompa, trombone, tuba, oboé, fagote, flauta, clarinete e percussão).
Atividades a serem desenvolvidas: Prática de estilo e repertório.
Vagas: 26 violinos, 10 violas, 08 violoncelos, 06 contrabaixos, 02 flautas, 01 flautim, 02 clarinetes, 02 fagotes, 02 oboés, 04 trompas, 03 trombones, 02 trompetes, 01 tuba, 01 tímpano, 03 percussão, 04 regentes (estudantes)
Total de vagas: 77
Idade mínima: 12 anos
Duração: 3 horas
Dia e Horário: 6ª 14h30-17h30
Pré-requisito:
- aluno da escola: estar cursando o 2º, 3º ou 4º ciclo.
- aluno de fora: ter conhecimento técnico-musical do instrumento, peça livre escolha, leitura à primeira vista e entrevista.
Tipo de Seleção: Prova prática e entrevista
Inscrições: 25/02 a 08/03
Seleção: 15/03 às 14h30
Publicação do resultado: 19/03
Matrícula: 20/03
Início das aulas: 22/03

Orquestra de Sopros (Prática de Banda Sinfônica)

Professor responsável: Marcos Sadao Shirakawa
Temática do curso: Repertório original ou transcrições para formação de sopros
Ementa: Estudo da linguagem e repertório de banda sinfônica aplicada aos instrumentos que caracterizam essa formação.
Atividades a serem desenvolvidas: Estudos de conjunto, articulação, afinação, equilíbrio sonoro, fraseados
Vagas: (05 flautas, 01 oboé, 01 fagote, 06 clarinetes, 02 saxofones alto, 02 saxofones tenor, 01 saxofone barítono, 04 trompas, 06 trompetes, 04 trombones, 02 eufônios, 02 tubas e 04 percussionistas).
Total de vagas: 40
Idade mínima: 13
Duração: 03 horas

Dia e Horário: 3ª 13h30-16h30
Pré-requisito:
- Aluno da Escola: estar cursando o 2º, 3º ou 4º ciclo
- Aluno de fora: ter conhecimento básico do instrumento e fazer uma entrevista
Tipo de Seleção: Leitura a 1ª vista e entrevista
Inscrições:  25/02 a 08/03
Entrevista: 12/03 às 13h30
Publicação do resultado: 18/03
Matrícula: 19/03
Início das aulas: 19/03

Grupo de Choro

Professor responsável: Edmilson Capelupi
Temática do curso: Preparar repertório de choro por meio de arranjos originais
Ementa: A prática em grupo propicia crescimento musical através do choro que é um gênero fundamental da música brasileira, o músico poderá vivenciar sonoridades características do estilo.
Atividades a serem desenvolvidas: Estudo da linguagem, leitura, performance, criação. Atividades direcionadas ao choro.
Vagas (instrumentos): violão 7 cordas, violão 6 cordas ,cavaquinho, bandolim, flauta, clarinete e percussão.
Total de Vagas:  10
Duração: 3 horas
Dia e Horário: 2ª 16h30-19h30
Pré-requisito: Ter seu próprio instrumento
Tipo de Seleção: Executar um choro de livre escolha e entrevista
Inscrições: 25/02 a 08/03
Entrevista: 11/03 às 16h30
Publicação do resultado: 13/03
Matrícula: 14/03
Início das aulas: 18/03

Grupo de Percussão Erudito

Professor responsável: Paulo Zorzetto
Temática do curso: Trabalho percussivo dentro do âmbito da música de câmara.     
Ementa: O curso tem o objetivo de desenvolver atividades que beneficiem percussionistas e bateristas na prática da música de câmara, na arte de pesquisar timbres e sonoridades, além de aprimorar suas performances individuais a partir da prática em grupo.      
Atividades a serem desenvolvidas: Ensaios de várias obras do repertório percussivo, estudo individual e preliminar das partituras  e apresentações no decorrer do ano letivo.
Idade mínima: 13 anos
Vagas: 10
Duração: 3 horas
Dia e Horário:  4ª 13h30-16h30
Pré-requisito: Ter domínio da técnica de 2 baquetas e fluência na leitura musical.
Tipo de Seleção: Entrevista e teste (se houver desempate - leitura à primeira vista em instrumento de percussão - caixa ou teclado de percussão).
Inscrições: 25/02 a 08/03
Entrevista: 13/03 às 13h30
Publicação do resultado: 18/03
Matrícula: 19/03
Início das aulas: 20/03
  
Grupo de Percussão Popular

Professor responsável: Edu Ribeiro
Temática do curso
Executar e criar arranjos para os instrumentos característicos da percussão Brasileira, Afro Cubana e Africana privilegiando os ritmos Brasileiros, suas origens e seus desdobramentos.
Ementa
O Curso Propõe pratica instrumental  dos ritmos brasileiros partindo do conhecimento de suas origens e sua instrumentação , sua adaptação para pequenos grupos e sua evolução de acordo com o desenvolvimento da música mundial. Serão abordados ritmos básicos como samba, baião, maracatu, ritmos do sul do Brasil  fundindo com conceitos de poliritmia e aprimoramento da leitura e interpretação rítmica.
Atividades a serem desenvolvidas
Prática de tocar em naipes de percussão, diferenciação e conhecimento das vozes, improvisação , leitura e conhecimento de diferentes estilos.
Idade mínima: 14 anos
Vagas: 20
Duração: 03 horas
Dia e Horário: 5ª 11h30-14h30
Pré-requisitos: Leitura rítmica e coordenação básica para os instrumentos
Tipo de seleção: audição dos alunos. Leitura à primeira vista.
Inscrições: 25/02 a 08/03
Entrevista: 14/03 às 11h30
Publicação do resultado: 18/03
Matrícula: 19/03
Início das aulas: 21/03

para se inscrever acesse:
http://wise.emesp.org.br:8080/sql_http_procsel/servlet/hwvcnd06

Vale-cultura poderá ser gasto com TV por assinatura, diz ministra


     Marta Suplicy surpreende produtores e editores ao incluir televisão entre os bens culturais que poderão ser comprados com benefício

Na semana em que a presidente Dilma Rousseff deve assinar o decreto que regulamenta o vale-cultura — benefício de R$ 50 que poderá ser dado pelas empresas brasileiras aos trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos para consumo de atividades culturais realizadas em todo o território nacional —, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, surpreende o setor com uma novidade: o dinheiro do vale poderá ser usado também para o pagamento de mensalidades de TV por assinatura.
Em entrevista ao GLOBO, Marta explica que a regulamentação que Dilma deve assinar hoje em Brasília será um “documento bem genérico” e que o detalhamento operacional relativo ao uso do benefício só virá mesmo nos próximos meses, por meio de portarias que um grupo de trabalho criado no Ministério da Cultura (MinC) redigirá até junho, quando o benefício deve entrar realmente em vigor.
— Trata-se de um produto novo, e nós não queremos engessá-lo logo de cara. Fazendo esse detalhamento por portarias, podemos ir corrigindo pouco a pouco as regras estabelecidas para seu uso — explicou a ministra. — Mas não há dúvidas de que esse benefício só poderá ser usado em estabelecimentos majoritariamente culturais. Então, ele vai funcionar em cinemas, teatros, casas de shows, museus, livrarias, para a compra de revistas e periódicos e para a assinatura de TV a cabo.
Encontros em três cidades
No site oficial do vale-cultura, nascido de um projeto de lei que tramitou no Congresso durante três anos e que foi sancionado pela presidente Dilma em 27 de dezembro do ano passado, informa-se que o benefício de R$ 50 é “parecido ao vale-transporte ou ao vale-refeição”, que “o trabalhador receberá um cartão magnético complementar ao salário” e que ele “poderá utilizar (esse cartão) para entrar em teatros e cinemas, comprar livros e CDs e consumir outros produtos culturais”. A aquisição de pacotes de TV por assinatura não aparece na lista e, até agora, não havia sido mencionada publicamente por nenhum integrante do governo.
Atualmente, Net e Sky, por exemplo, oferecem no Rio de Janeiro e em São Paulo pacotes de TV com cerca de 80 canais por valores que oscilam entre R$ 39,90 e R$ 59,90. Com as portarias que o MinC publicará até junho permitindo que esses valores sejam quitados ou mesmo complementados usando o benefício do vale-cultura, é bem possível que o número de assinantes de TV aumente e a inadimplência diminua.
Para os próximos dias, a ministra tem uma série de encontros com empresários, trabalhadores e produtores culturais. Vai a Brasília, Curitiba e Belo Horizonte. A ideia, diz ela, é colher informações que ajudem a operacionalizar o vale-cultura. Enquanto Marta faz esse périplo, o MinC trabalha no credenciamento de empresas interessadas em operar os futuros cartões pré-pagos.
— Já estamos conversando com operadoras que têm expertise nisso, mas também queremos estimular novos empreendedores, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste — diz a ministra. — A ideia é gerar emprego e credenciar todos que decidirem se habilitar.
Informados sobre a posição da ministra, representantes de setores da cultura se mostraram surpresos.
— Acho essa possibilidade de uso muito ruim — avalia Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR). — O vale-cultura foi pensado para dar ao cidadão acesso a instrumentos culturais dos quais ele estava excluído. A TV não é um deles.
Sônia Jardim, presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel), segue a mesma linha:
— Se a TV por assinatura for uma alternativa de uso para o vale-cultura, não vai sobrar dinheiro para nenhum outro setor. Pense bem: as TVs a cabo trabalham com mensalidade. O cidadão que assina um pacote de canais contando com o dinheiro do vale-cultura se compromete imediatamente a pagar aquele mesmo valor ao longo de muitos meses. Não vai dispor de dinheiro para nenhum outro bem cultural. Menos ainda para o livro.
Sônia e Barata reconhecem que para o público-alvo do vale-cultura — trabalhadores quem ganham até R$ 3.110 (em valores de hoje) — a TV por assinatura é “um grande chamariz”. Lembram ainda que a expansão das operadoras de TV caminha na direção da conquista desse mesmo grupo.
— Espero que a ministra fique muito atenta, que escute as ponderações da cultura nacional ao redigir as portarias que vão fixar os detalhes operacionais do vale-cultura — diz Barata.
— Entendo que Marta Suplicy esteja muito preocupada em mostrar que não cabe ao governo fazer censura quanto ao uso desse benefício, mas o vale-cultura tem em seu DNA a ideia de acesso a setores de que, em condições normais, alguns brasileiros não poderiam usufruir — ressalta Sônia.
De Nova York, a produtora cultural Paula Lavigne, responsável por shows de Caetano Veloso, pondera que o movimento de Marta talvez seja mesmo fruto de uma necessidade política.
— Se foi preciso que a ministra abrisse essa concessão, o.k. É válido. Mas é uma pena. Eu tinha romantizado um pouco mais (o vale-cultura).
Em miúdos, editores e produtores temem que boa parte dos R$ 11,3 bilhões que o vale-cultura poderia injetar em seus projetos nos próximos anos vá parar nas operadoras de TV por assinatura e esvazie o prometido aumento de poder de fogo do restante da indústria cultural.
A Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec), por sua vez, destaca em nota que “acredita que a escolha individual faz parte do processo de formação cultural e que a iniciativa (do vale-cultura) tende a estimular o consumo das artes e cultura de maneira geral”.
A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) informou que não sabia dessa posição de Marta. Mas comemorou:
— Trata-se de uma boa notícia. Só 27% das residências do Brasil têm TV paga, um dos índices mais baixos da América Latina — diz Oscar Simões, presidente da ABTA. — Esse uso (do vale) vai atender a uma parcela significativa da população que tem a TV como única fonte de informação e entretenimento.
Para Simões, a TV por assinatura tem uma oferta ampla e serve como uma verdadeira “biblioteca digital”.
— Acho o cinema fascinante, insubstituível, mas e as pessoas que não têm cinema em suas cidades? Isso é para elas — diz.




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Como o cérebro prefere ouvir o som



Talvez inexista experiência musical mais edificante do que ouvir a 'Aleluia’ do coro de 'O Messias’, de Handel, executada num espaço perfeito. Muito críticos consideram o Symphony Hall em Boston – 21 metros de largura, 36 de comprimento e 20 de altura – o local perfeito.

Porém, a 4.800 quilômetros dali, um visitante conduzido pelo breu do laboratório de áudio de Chris Kyriakakis, na Universidade do Sul da Califórnia, para ouvir uma gravação da execução não teria como saber o tamanho da sala.

A princípio pareceu música elegante tocada na sala num equipamento bom. Nada especial, mas à medida que os engenheiros acrescentavam combinações de alto-falantes, o cômodo parecia crescer e a música ganhava em riqueza e profundidade, até finalmente parecer que o visitante estava sentado com a plateia em Boston.

Depois a música parou e as luzes foram acesas, revelando que o Laboratório de Áudio Imersivo da Escola de Engenharia Viterbi da USC é escuro, meio lúgubre e tem apenas 9 metros de largura, 13 de comprimento e 4 de altura.

Técnicos em acústica vêm projetando salas de concerto há mais de um século, mas Kyriakakis faz uma coisa diferente. Ele formata o som da música para se conformar ao espaço em que é tocado. O objetivo é o que Kyriakakis chama de “informação do terreno” – para reproduzir o original em todos os aspectos.

“Nós removemos a sala, para que a informação do terreno seja encontrada”, ele disse.

Kyriakakis, engenheiro elétrico da USC, fundador e diretor técnico da Audyssey Laboratories, empresa de áudio com sede em Los Angeles, não conseguiria alcançar seus resultados sem filtros modernos de som e microprocessadores digitais.

Contudo, a base de sua técnica está ligada à ciência da psicoacústica, o estudo da percepção sonora pelo sistema auditivo humano.

Uma nova ciência

“Tem a ver com nosso ouvido e cérebro, e com a compreensão de como o ouvido humano percebe o som”, disse o especialista.

A psicoacústica se tornou uma ferramenta inestimável para desenhar aparelhos auditivos, implantes cocleares e no estudo da audição como um todo.

“A psicoacústica é fundamental”, disse Andrew J. Oxenham, psicólogo e especialista em audição da Universidade do Minnesota. “É preciso saber como o sistema auditivo funciona normalmente e como o som se relaciona com a percepção humana”.

As origens desse campo de estudo remetem há mais de um século, aos primeiros esforços para quantificar as propriedades psicológicas do som. Que tons os humanos podiam ouvir e com que altura e sutileza eles precisavam ser ouvidos? O som agudo pode ser medido em hertz e o grave, em decibéis, mas outros fenômenos não eram tão facilmente quantificados. A audição humana pode discernir o movimento do som com um grau surpreendente de precisão. Ela pode distinguir o timbre e a diferença entre um clarinete e um saxofone. A audição pode se lembrar de padrões de fala, identificando imediatamente um amigo que volta a telefonar anos depois da última vez que se ouviu sua voz.

E um pai pode filtrar sem problemas o som de um filho chorando em meio à barulheira de um jogo de futebol americano passando na TV.

Finalmente, havia os imponderáveis, coisas que fazemos com nossa audição simplesmente porque podemos.

“Todo mundo sabe o som de uma bola de boliche rolando pela pista”, disse William M. Hartmann, médico da Michigan State University e ex-presidente da Acoustical Society of America. “O que existe nesse som que podemos identificá-lo?” Durante boa parte do século 20, os engenheiros se dedicaram a desenvolver equipamentos acústicos como amplificadores, alto-falantes e sistemas de gravação. Depois da Segunda Guerra Mundial, os cientistas aprenderam a usar fórmulas matemáticas para 'subtrair’ o ruído indesejado de sinais sonoros.

Depois aprenderam a fazer sinais sonoros sem ruídos indesejados. A seguir veio o estéreo. Gravando dois canais, os engenheiros podiam localizar som para o ouvinte.

“É bastante simples”, disse Alan Kraemer, diretor tecnológico da SRS Labs, empresa de áudio de Santa Ana, Califórnia. “Se uma coisa for mais alta de um lado, você vai ouvi-la daquele lado”.

Entretanto, o estéreo não tinha psicoacústica. Ele criava uma sensação artificial de espaço com um segundo canal, mas o fazia lidando com apenas uma variável – o grave – e aumentava a percepção humana simplesmente sugerindo que os ouvintes separassem seus alto-falantes.

A era digital mudou tudo isso, permitindo que os engenheiros manipulassem o som de jeitos nunca tentados antes. Eles podiam criar sons que nunca existiram, eliminar aqueles que não queriam e usar mudanças constantes em combinações de filtro para proporcionar um som com uma fidelidade que nunca antes fora possível.

A tecnologia digital levou a inovações fundamentais para a melhoria da reprodução do som, na fabricação sob medida de aparelhos de surdez para pacientes individuais, no tratamento de deficiências auditivas e no desenvolvimento de implantes cocleares – minúsculos aparelhos eletrônicos que ligam o som diretamente ao nervo acústico de uma pessoa surda.

“Aparelhos para surdez não são iguais a óculos”, afirmou Oxenham, da Universidade de Minnesota. “A questão nunca foi apenas ouvir o som, mas também compreendê-lo e separá-lo do ruído de fundo. Nós podemos ajudar com microprocessadores. Sem eles seria impossível”.

No entanto, apesar dos avanços recentes, a psicoacústica tem mostrado aos engenheiros que eles ainda têm um longo caminho a percorrer. Até agora, nenhuma máquina pode duplicar a capacidade do ouvido humano compreender uma conversa num restaurante lotado. Segundo Oxenham, pessoas com implantes cocleares sofrem bastante com ruído de fundo.

Elas também têm problemas com percepção de agudos e em distinguir os sons de instrumentos diferentes.

'Aros de indução magnética’, transmissores que enviam sinais sonoros diretamente para um receptor num aparelho de surdez, estão começando a ser usados em salas de concerto, locais de culto e até em cabines no metrô.

“A tecnologia está realmente crescendo”, declarou Hartmann, da Michigan State. Por causa da psicoacústica, “nós sabemos muito mais e, assim, podemos fazer muito mais”, mas “existe muito mais a fazer”.

Para ele, um fato que reduz o ritmo da inovação é que o sistema auditivo humano é “altamente não linear”. É difícil isolar ou mudar uma variável só, como o grave, sem afetar várias outras de maneiras imprevistas. “As coisas não seguem um padrão intuitivo”.

Em parte foi essa anomalia que levou Kyriakakis, na década de 1990, a se aventurar na psicoacústica. Ele, Tomlinson Holman, seu colega da faculdade de cinema da USC, e seus alunos estavam tentando melhorar as qualidades de audição de uma sala medindo o som com microfones colocados estrategicamente.

“Muitas vezes nossas mudanças eram piores do que não fazer nada”, afirmou Kyriakakis. “O microfone gostava do som, mas o ouvido humano não gostava nem um pouco. Nós precisávamos descobrir o que tínhamos de fazer, tínhamos de aprender sobre psicoacústica”.

O complicado era estabelecer parâmetros para o que soava melhor, mas não havia manual que ensinasse isso. Assim, Kyriakakis e seus alunos foram ao Boston Symphony Hall realizar uma série de testes e gravar o 'Messias’.

Naquela época, os técnicos em acústica sabiam há tempos que uma sala de concerto em formato de caixa de sapato como a de Boston oferecia o melhor som, mas o importante para Kyriakakis era saber por que o ouvido e o cérebro, que processavam o sinal, sentiam isso.

De volta a Los Angeles, sua equipe começou uma série de experimentos simples. Ouvintes eram convidados aos laboratórios para ouvir testes de Boston, música e classificar o som, numa escala de um a cinco. Os pesquisadores trocavam o som de acordo com combinações diferentes de alto-falantes na sala.

As estatísticas mostravam que alto-falantes diretamente à frente, combinados com outros a 55 graus dos dois lados do ouvinte, geravam o cenário sonoro mais atraente. Os alto-falantes 'amplos’ imitavam o reflexo das paredes laterais da sala de concerto fazendo o som chegar aos ouvidos do ouvinte milissegundos depois que o som da frente. Som de outros ângulos não causava um efeito tão bom.

A seguir, a equipe perguntou aos ouvintes que combinação de alto-falantes dava a melhor impressão de 'profundidade de palco’. Novamente, a estatística mostrava uma preferência clara na frente e bem acima dos ouvintes. Esse som – também levemente atrasado – dava ao ouvido e ao cérebro a sensação de onde estavam os diferentes instrumentos no palco.

Com esses resultados em seu modelo, Kyriakakis fundou a Audyssey. Sua ideia era fazer recantos e salas de estar soarem como salas de concerto ou cinemas. Os microprocessadores possibilitavam filtrar o som para minimizar distorções e acrescentar camadas que o tornassem quase perfeito para o ouvido humano de qualquer lugar na sala.

O primeiro produto da Audyssey, o MultEQ, começou com uma configuração de cinco alto-falantes, mas para propiciar um efeito de sala de concerto integral, ela agora oferece o que Kyriakakis chama de sistema “11.2”: três alto-falantes na frente do ouvinte, dois alto-falantes elevados, dois configurados como 'amplo’, dois levemente atrás do ouvinte e dois diretamente nas costas. Receptores de áudio e vídeo com a tecnologia MultEQ mais recente da Audyssey custam entre US$ 1.000 e US$ 2.000.

Para o ouvinte que não é sofisticado, um equipamento de som topo de linha basta, mas não é como a versão ajustada com a psicoacústica. Um videoclipe dos Eagles cantando 'Hotel California’ soava bem para um visitante até que o diretor de hardware da Audyssey, Andrew Turner, assinalou que não havia graves quando o volume era baixo. Ele apertou um botão e o grave voltou, enriquecendo a música com um efeito surpreendente.

“No show em si, onde havia uma sala grande com muito som em volume alto, dava para ouvir os tons graves, mas aqui no estúdio, o cérebro os filtra como irrelevantes em volume baixo. Então, é preciso recuperá-los. É psicoacústica pura”.