sexta-feira, 12 de abril de 2013

Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto


Norton Morozowicz – regente
Caio Pagano – Piano

 Programa

Guarnieri, Napomuceno e Guerra-Peixe

13 abril – sábado – 21h00

Teatro Pedro II
Ribeirão Preto – SP
Ingressos:  40

 

Orquestra Sinfônica de Sergipe


Daniel Nery – regente

Programa

Rossini - Abertura de La Cenerentola.
Humperdinck – Abertura de Jão e Maria
 e mais.

13 abril – sábado – 19h00

Igreja Sagrado Coraç]ao de Jesus
Laranjeiras – SE
Entrada Franca

Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba


Alexandre Brasolin – regente

Programa Variado

13 abril – sábado – 18h30
Capela Santa Maria – Espaço Cultural
Ingresso 30
Curitiba – Pr.

 

Orquestra Sinfônica Brasileira


Issac  Karabtchevsky – regente
Julian Rachin – violino

Programa

Tchaikovsky – Concerto para violin e orquestra op. 21  - Abertura 18a2 Op. 49
Villa-Lobos – sinfonia ë 3, A Guerra

13 abril – sábado – 16H00

Teatro Muncipal do Rio de Janeiro
Pça Marechal Floriano, s/n
Rio de Janeiro – RJ
Ingressos:  20 a 96

Orquestra Sinfônica Nacional da Lituânia


 
Orquestra Sinfônica Nacional da Lituânia

Sladmir Lande – regente
Xiayin Wang – piano

Programa

Schubert – Abertura Rosamunde D 644


Gershwin -  Concerto para Piano
Shoastakovich- Sinfônia nº 5 op 47

13 abril – sábado – 21h00

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, s/n
São Paulo – sP
Ingressos: 120 A 300



Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul


Sérgio Assumpção – regente
Fábio Zanon – violão

 Programa

Villa-Lobos- BAchiana nº 7 – Concerto para violão e pequena orquestra
Guerra Peixe –  A retirada da laguna

13 abril – sábado – 20h30

Teatro Municipal Paulo Machado de Carvalho
Alameda Conde de Porto Alegre, 840
São Caetano do Sul
Estacionamento Gratuito
Entrada Franca

 
 


 

11º Concurso Maria Callas




Recital de Abertura

13 abril – sábado – 20h00

Teatro São Pedro
Rua Barra Funda, 171
Barra Funda – SP
Ingressos 20 a 30

CURSO: Teatro, Cinema e TV - Talentos da Vila Vintém - GRATUITO


CURSO: Teatro, Cinema e TV - Talentos da Vila Vintém - GRATUITO

Talentos da Vila Vintém
Direção: Otavio Moreira

Aulas de Teatro > Interpretação, direção, figurino, cenografia, maquiagem e produção.
Cinema e TV > Interpretação, operador de câmera/áudio e roteiro

 Duração: 2 anos
Gratuito

 
Trabalhos realizados pelos atores da TV.V:
Viver a Vida, Cidade de Deus, Cidade dos Homens, Última parada 174, Chamas da Vida, Vidas Opostas, Rebelde etc.

USP vai investir R$ 20 milhões na renovação de laboratórios


Verba poderá ser usada na compra, recuperação e manutenção de equipamentos e em serviços
 
A USP vai investir R$ 20 milhões na renovação dos laboratórios das unidades. O Programa de Renovação de Instrumentos de Laboratórios Didáticos (Renovalab) é voltado para a compra de novos equipamentos e treinamento de recursos humanos.

Criado pela Pró-Reitoria de Graduação, o Renovalab surgiu da constatação da defasagem de alguns equipamentos nos laboratórios da universidade. O edital prevê apoio a um ou mais projetos, cujo valor total, por unidade, seja de no máximo R$ 1 milhão.
A verba poderá ser usada na aquisição, recuperação e manutenção de equipamentos e também na contratação de serviços. Segundo a USP, os projetos devem prever propiciar a realização de experimentos nos quais os alunos sejam estimulados a resolver problemas práticos, buscar novos conceitos, interpretar os dados coletados e apresentá-los de maneira apropriada, além do treinamento de pessoal para a utilização dos equipamentos.

 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Orquestra do Teatro São Pedro de São Paulo

Marco Boemi – regente
José Brós – Tenor
Árias de óperas

12 abril – sexta – 20h30
Teatro São Pedro
Rua Barra Funda, 171
Barra Funda – SP
Ingressos 20 a 30

Sir Richard Amstrong e Nathalie Stutzmann com a Osesp neste final de semana



Sir Richard Amstrong - regente
Nathalie Stutzmann – contralto

Programa:
Mazart: Sinfonia 41 K551
Wagner: Wesemdonck Lieder

11 abril – quinta – 21H00
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes s/n
São Paulo SP
Ingressos 28 a 160

 

 

Viradão Carioca 2013 Traz Titãs, Detonautas E Mais, No Final De Semana

 
De 12 a 14 abril, o Rio de Janeiro realiza o Viradão Carioca 2013. Nesta edição, haverá cinco palcos: três distribuídos pela cidade maravilhosa (Madureira, Arpoador e Bangu) e dois nos municípios de Niterói e Nova Iguaçu.
Ao todo serão mais de 50 atrações, gratuitas, que englobam diferentes ritmos. Entre os destaques rock tem Titãs, CPM 22, Dado Villa-Lobos, Raimundos e Detonautas (na foto), que fará uma homenagem ao cantor Chorão. Haverá ainda o Quiosque da Globo, em Copacabana, que terá números de humor.

Programação

Sexta-feira, dia 12
Palco Bangu
Gabriel O Pesador
Palco Niterói
Dado Villa-Lobos

Sábado, dia 13

Palco Bangu
Titãs
Cidade Negra
Palco Niterói
Biquini Cavadão
Palco Nova Iguaçu
Forfun
Raimundos
Detonautas Roque Clube

Domingo, dia 14
Palco Madureira
Blitz
Palco Nova Iguaçu
CPM 22

 

Concurso -Canta, Brasília- encerra inscrições hoje



O que será que faz de Brasília musa inspiradora para tantos poetas e compositores? Há quem diga que é o traço do arquiteto. Outros preferem exaltar o céu — cujo horizonte, “imenso e aberto”, sugere mil direções, como escreveu Fernando Brant. As asas, o concreto, as árvores retorcidas e o Lago Paranoá também estão entre assuntos prediletos dos artistas que se referem à cidade. E se você tivesse a oportunidade de cantar Brasília que aspectos gostaria de enobrecer? No mês em que a capital federal completa 53 anos de idade, no próximo dia 21, o Correio Braziliense convida os leitores a participarem da homenagem. É o concurso cultural Canta, Brasília, que recebe, até amanhã, vídeos com canções autorais que tragam a capital idealizada por Juscelino Kubitschek e sonhada por Dom Bosco em seus versos.

Para se inscrever, é necessário entrar na página www.correiobraziliense.com.br/canta-brasilia e enviar um vídeo de 1 a 4 minutos com a música, além da letra da canção e do nome dos autores. As faixas poderão ser conferidas e votadas pelo público entre 12 e 14 de abril. Os cinco concorrentes com mais cliques estarão na etapa final, na qual uma comissão escolherá a grande vencedora. O primeiro lugar receberá uma guitarra da marca Fender e a gravação da música em estúdio. Além disso, um trecho da canção será veiculado na rádio Clube FM.

Os artistas locais receberam a ideia com satisfação. É o caso do baiano Renato Matos, que vive em Brasília desde 1974 e acredita que há um pouco da cidade em todas as suas músicas, mesmo as que não a citam explicitamente. O compositor é autor da emblemática Um telefone é muito pouco (“Pra quem ama como louco/ E mora no Plano Piloto”), além de Guará 1 e 2 via Eixo, Chorinho do Beirute e Menina do Parque. Esta, em parceria com Luis Turiba, é tida por ele como a “garota de Ipanema” de Brasília.

Quando soube do concurso, Matos logo soltou: “Vou me inscrever”. “Ninguém está muito preocupado em fazer música sobre Brasília, mas, com essa iniciativa, garanto que vai rolar um bocado de hino”, diz. Para o músico, a solidão da capital oferece uma excelente matéria-prima. “No meio do país e distantes de tudo. Isso inspira o que fazer, propõe que você crie, é um ambiente perfeito para inventar.”
O sambista Carlos Elias tem pelos menos três composições sobre a cidade-avião: Isto é Brasília, Declaração de amor e Exaltação a Brasília. Esta, inédita e ainda sem gravação, despertou no músico o desejo de candidatá-la no certame do Correio. “Mas acho que não vai dar tempo”, lamentou. Além de apoiar o projeto, ele sugeriu que, no dia do aniversário da cidade, as rádios públicas deem destaque para a produção local, sobretudo, às canções que tenham a capital como tema.

 Capital musical
Está em um disco de 1988 do trio piauiense Clodo, Climério e Clésio: “Não tem juízo/ Tu não tens dono/ Nascente sol/ Tem suas satélites constantes/ Teus inconstantes habitantes / Parece que ninguém nasceu para te habitar.” Em outras canções dos irmãos, a cidade não aparece tão claramente quanto em Brasília, mas a capital certamente se revela em outros trechos das músicas criadas por eles. Para Clodo, o Canta, Brasília pode ajudar Brasília a se firmar culturalmente no cenário nacional.


“Essa dimensão só vai se concretizar à medida que assumirmos que não somos apenas uma cidade, e sim a capital do país”, opina. “O Rio de Janeiro tentava passar isso para o Brasil inteiro. Brasília começa agora e acredito que, daqui a uma década, seremos considerados a capital musical do país. E, nesse contexto, o concurso é muito bem-vindo.” Clodo tem sua música preferida sobre a cidade: Brasília, sinfonia da alvorada, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. “Essa ainda me parece imbatível”, considera.

 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ensaio geral aberto da Osesp com Nathalie Stutzmann quinta ás 10H00


11 abril – quinta – 10h00
Sala São Paulo
Pça Júlio Prestes s/n
São Paulo SP
Ingressos: 10

Partituras assinadas por Franz Liszt alcançam valor recorde em leilão


Cartas e partituras assinadas pelo compositor e pianista húngaro Franz Liszt (1811-1886), apresentadas pela primeira vez ao público, atingiram valores recorde durante um leilão em Genebra.

Nas cartas, o músico evoca sua amizade com Wagner e Chopin, a quem dedicou três partituras originais. Além disso, nas cartas Liszt expressa sua irritação diante de um público pouco atento a sua arte.
Entre os objetos leiloados, encontra-se um livro de exercícios feito por Liszt para sua aluna Valérie Boissier, que contém oito páginas de exercícios de piano escritas em 1832. Este lote estimado entre 3.000 e 5.000 francos suíços (R$ 6.000 e R$ 10 mil) foi vendido por 16 mil francos (R$ 33 mil).

Os lotes desta venda provêm da coleção da família do pianista Nikita Magaloff e do músico genovês Robert Bory.

Educação é a solução? Não.


De todas as falácias criadas pelos movimentos esquerdistas acho que essa é a mais famosa, e a menos desmascarada. Imagino que o título tenha até chocado alguns conservadores. Mas, será mesmo que na educação reside a solução dos nossos problemas? Vejamos.
Em primeiro lugar, vamos definir rapidamente cultura. A cultura, no sentido defendido por T. S. Elliot, Dawson e outros, não se restringe somente a atividades artísticas como afirma a nossa ministra Marta Suplicy. Cultura é o conjunto de todas as atividades humanas desenvolvidas por uma sociedade. É o estilo de vida dessa sociedade, o way of life.
Então, da cultura fazem parte todas as manifestações artísticas, religiosas, intelectuais e a linguagem. Também fazem parte a culinária, os trajes, a cerveja com os amigos e o hábito de escovar os dentes antes de dormir. E junto com todas essas atividades está também o núcleo moral, as regras de conduta que são passadas de geração a geração.
E qual seria o objetivo da educação? Essa é uma pergunta de difícil resposta, mas não vai ter nada a ver com formar melhores cidadãos ou abrir o caminho da felicidade. Qualquer resposta desse tipo imediatamente vai ter uma ideologia inclusa, e aí reside o perigo.
A formação moral das crianças começa mesmo é no núcleo familiar. Faz parte do processo de amadurecimento a ligação com os pais e também o tão repudiado sentimento de culpa. É fácil ver como a família torna a noção de certo e errado muito mais evidente para a criança. Se você prejudica alguém da sua família, que você gosta e convive, que respeita, necessariamente vai sentir uma grande culpa e então vai classificar aquela atitude como errada e tentar não repetir. Como costumo dizer, a família são os amigos que a gente pode brigar! Eles vão perdoar seus erros, na maior parte das vezes, e te fazer entender como as coisas funcionam em prol de todos.
E na escola? É possível isso? A resposta é categórica: não. Em primeiro lugar, você está entregando seu filho a uma pessoa que você não sabe se dará a devida atenção, se tem a devida estatura moral para a tarefa ou mesmo que vá se importar com isso. O que isso significa é que quando a criança tomar uma atitude errada, duas coisas podem acontecer: ser ignorada ou ser reprimida mas apenas sendo tratada como uma peça que não cumpriu seu papel.
A consequência da primeira possibilidade é a geração da sensação de impunidade. Não precisa dizer o que se sucede disso. Já a segunda vai criar aquela necessidade de atenção e a criança vai associar a decisão errada com ganho de alguma forma de atenção. Pense bem. Uma pessoa cuidando de 25 crianças, todas pedindo atenção. O que vai acontecer?
Pois bem. Isso na infância. Em seguida começam outros problemas. O ensino não é mais técnico. O método Paulo Freire destruiu qualquer tipo de ensino sério no Brasil. Como ele próprio dizia, não existe educação sem doutrinação. Então o governo leva a cabo isso e faz do ensino a ferramenta para criar o cidadão ideal aos seus interesses. E a gente já sabe qual tipo é.
É até interessante como uma frase famosa do educador comunista resume o seu desprezo pelo conhecimento

“Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes.”

- Paulo Freire
Dizer que não existe saber mais nem menos é acabar com a hierarquia do conhecimento e negar que ele próprio exista.
Mas, voltando aos assunto, eu vou dizer qual é a solução. É a família. Pai e mãe cuidando da criação dos filhos, e não terceiros. Claro que as famílias não são perfeitas e algumas são um fracasso total. Mas seriam elas tão fracassadas quanto o sistema educacional? Começamos a formar cidadãos ruins desde quando resolvemos formar cidadãos.
Não está na hora de admitir que esse modelo falhou? Deixem o sistema educacional ensinar a ler, escrever, fazer contas. A escola não tem que falar sobre preconceito, homossexualismo e afins. Quem fala disso são os pais. Não permitam que a escola seja obrigatória. Deixem aqueles que não querem estudar não estudarem. Sobra mais espaço para quem quer aprender e desonera a todos. E que tal ensinar seus filhos em casa, se você tem qualificação? Por que não permitir o homeschooling?
É hora de uma mudança profunda. E só a retomada de uma cultura superior pode nos livrar, quem sabe um dia, do sistema socialista que aqui se instaurou. Não existe outra saída.

 


 

 

terça-feira, 9 de abril de 2013

"Teatro Bolshoi está virando um grande prostíbulo", diz bailarina


Ataque ao diretor artístico ocorrido em janeiro é apenas a ponta do iceberg de uma rede de intrigas
Intriga, inveja, sexo e dinheiro – estes são os possíveis ingredientes do episódio envolvendo o Teatro Bolshoi de Moscou, o mais importante palco de balé do mundo, no início deste ano. No dia 17 de janeiro, uma pessoa mascarada jogou ácido sulfúrico no rosto do diretor artístico do teatro, Sergei Filin, e as razões podem ter sido profissionais.
Em entrevista exclusiva ao Opera Mundi, a ex-primeira bailarina do Bolshoi, Anastasia Volochkova, falou sobre o clima de disputa dentro do teatro. Anastasia foi demitida do Bolshoi em 2003, oficialmente por estar acima do peso e por ser muito alta. Ela desmente e revela sem medo de sofrer (mais) represálias todos os problemas internos com a administração do teatro.

"Resolvi processar Anatoly Iksanov (diretor-geral do Bolshoi) e consegui provar na justiça que ele estava errado em me demitir. Durante o processo, dois homens vieram me trazer um buquê de flores depois de uma apresentação em Kiev (Ucrânia), mas entre as flores havia uma faca. Você consegue imaginar isso? Uma ameaça vinda do diretor-geral do Bolshoi”.
Anastasia diz ainda que todos os seus parceiros de dança foram ameaçados e agredidos na rua. "Evgeny Ivanchenko, que dançava comigo, foi ameaçado na porta de casa. Disseram que se ele se aproximasse de mim, seria morto”.

Ela relata um episódio em que estava dançando o primeiro ato do Lago dos Cisnes e quando voltou para o camarim, viu que alguém havia tirado toda a purpurina do figurino que ela usaria no segundo ato. "Eu nunca descobri quem fez isso. Foram tantos problemas. No Bolshoi, se você tem um papel de destaque, tudo pode acontecer. Já colocaram até vidro dentro da minha sapatilha. Os bailarinos e bailarinas são capazes de tudo. Há até mesmo uma máfia de aplausos, grupos de pessoas que são contratados para aplaudir seus clientes".
A bailarina cita o recente caso de Svetlana Lunkina, que recebeu ameaças durante seis meses por causa da posição de primeira bailarina do Bolshoi. "As ameaças foram encomendadas por uma bailarina com muito menos talento, mas que tem um pai rico", conta Anastasia. Por motivo de segurança, Lunkina decidiu estender sua estadia no Canadá, onde passava uma temporada.

O envolvimento dos oligarcas russos com a instituição também não é poupado durante a conversa. Segundo a bailarina, qualquer pessoa com muito dinheiro pode chegar à administração e dizer quem vai dançar no teatro. Anastasia lamenta que interesses políticos e comerciais sejam mais importantes no Bolshoi do que talento, já que "isso destrói a atmosfera de arte" do lugar.
 “Eu fui despedida, mas continuei em contato com as meninas (bailarinas). E elas me contaram
que alguns oligarcas fizeram festas particulares no Palácio de Buckingham, em Londres, com a ajuda de Iksanov e Mikhail Shvydkoy (ex-ministro de Cultura da Rússia). Imagine o dinheiro gasto. Além disso, eles forçavam as meninas a participar destas festas e avisavam que durante os encontros com os oligarcas, haveria bebida e sexo...".

Anastasia afirma que a administração do Bolshoi faz chantagens para que as bailarinas participem das festas, dizendo que elas podem vir a ter problemas com o teatro e até mesmo ser tiradas de importantes turnês internacionais. “Agora qualquer oligarca pode vir e escolher uma menina no teatro. Ela não tem opção. O Bolshoi está virando um grande prostíbulo”.
A ex-bailarina do Bolshoi conta que durante alguns anos chegou a ser membro do partido Rússia Unida (governista, que apoia o presidente Vladimir Putin), mas diz que agora não apoia nenhum político na Rússia. Apesar disso, revela com certo pessimismo que somente o Kremlin pode resolver os problemas internos do teatro.

 “Não sei o que mais precisa acontecer no teatro para que o governo russo faça algo”. E conclui: “É claro que há muita inveja e competição em outros teatros, mas acho as questões internas e políticas do Bolshoi fazem do teatro um local com um clima muito mais pesado. O Bolshoi é um espelho de tudo o que está acontecendo nosso país, mas em miniatura”.
Ataque não é situação isolada

A briga por papeis e as intrigas nos bastidores do Bolshoi não são novidade no teatro. Em 2011, o então diretor, Gennady Yanin, pediu demissão depois de que fotos pornográficas alegadamente suas em atos homossexuais fossem enviadas por e-mail aos artistas do balé e a outros 3.847 destinatários. Em seguida, as fotos foram publicadas na Internet. A mídia russa especulou na época que colegas de Yanin teriam conspirado contra ele para forçar sua saída.
Em janeiro de 2009, seu antecessor, Alexei Ratmansky, deixou o Bolshoi dizendo que "esse teatro não tem moral".

As polêmicas não param por aí. O palco histórico do teatro Bolshoi reabriu em outubro de 2011 depois de um atraso de três anos nas obras de reforma (foram seis anos fechado), escândalos de corrupção (os gastos chegaram a 2 bilhões de reais) e muitas críticas dos bailarinos, devido às más condições dos camarins e salas de ensaio.
Na mesma semana em que foi atacado na capital russa, Filin teve os pneus do seu carro furados. E no início de janeiro, hackers publicaram nas redes sociais correspondências pessoais do diretor.

Projeto revoga a Lei Mendonça e permite 100% de renúncia fiscal


 
O Projeto de lei 43/2013, protocolado na Câmara de Vereadores de São Paulo na última semana, cria um novo mecanismo de fomento à cultura para o município, revogando a Lei Mendonça, em vigor desde a década de 1990.
De acordo com a proposta do vereador Andrea Matarazzo (PSDB), empresas interessadas em patrocinar projetos culturais poderão fazer a dedução fiscal de 100% do valor investido no Imposto Sobre Serviço (ISS) e no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) – na Lei Mendonça, a renúncia máxima é de 70%.
O projeto também estabelece o percentual fixo de 0,3% do montante arrecadado com IPTU e ISS para investimento em cultura. As mudanças devem elevar o valor destinado ao setor pelo município de R$ 15 milhões para R$ 45  milhões, segundo perspectivas do vereador.
A proposta criada por Matarazzo é chamada de Pro-MAC (Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais), em referência à lei de incentivo estadual ProAC (Programa de Ação Cultural), pela qual Andrea foi responsável quando Secretário da Cultura do Estado.
Funcionamento - O texto inclui novas áreas a serem contempladas pelo programa, entre elas moda, design e cultura digital. Outra mudança significativa diz respeito às contrapartidas oferecidas pelos projetos, que, na Lei Mendonça, tem que atender a uma lista fechada de opções.
A nova proposta deixa em aberto para que o próprio proponente sugira as contrapartidas. A etapa, inclusive, será um dos critérios de avaliação do projeto pela Comissão Julgadora.
Por fim, o novo texto muda as sanções em caso de descumprimento de algum item do projeto que recebeu incentivo.Se na lei vigente  a multa chega a 10 vezes o valor do incentivo, no PL as regras preveem a devolução do valor do recurso, a suspensão da análise e arquivamento de outros projetos que estejam em tramitação na comissão e impedem o proponente de apresentar nova proposta por cinco anos.
Os projetos aprovados serão reunidos em uma espécie de banco de dados no site da Secretaria de Cultura do município, “para dar visibilidade às propostas e permitir também que mais patrocinadores possam conhecer e escolher projetos culturais para investir”.

O Início da Modernidade



Há um século, as premières de Pierrot Lunaire de Schöemberg, Jeux de Debussy e Le sacre Du
printemps de Stravinsky representavam o efetivo início do século XX musical.
 
O século XIX, o das grandes emoções, chegava ao fim. Ele daria lugar ao século XX, período das grandes invenções técnicas. Era o tempo do aperfeiçoamento das descobertas mecânicas herdadas da Revolução Industrial, que tornavam a vida mais fácil e representava uma extensão da força e da habilidade do músculo. Mais tarde, com o descobrimento da inteligência artificial e do transistor veio à revolução digital, a da extensão do poder da mente.
Na virada do século XIX para o XX ninguém queria ver o fim as paixões desenfreadas, do prazer sem limites, da orgia mental. Mesmo porque vivia-se em uma Europa em paz e em um período de efervescência cultural e criatividade artística. Não sem razão, esse estado de coisas foi chamado de Belle époque. –
Mas a mente seguia sua tendência evolutiva natural e aas descobertas traria transformações não só na área intelectual e comportamental, mas também na artística. Com as descobertas de Freud em relação ao inconsciente, o ser humano começou a perceber que atrás da fachada de delírios e prazeres havia tumultuados labirintos da alma, que revelaram a complexidade da psique humana, bem diversa daquela avalanche de encantamentos.
A exaustão dos recursos composicionais oriundos do fim da Renascença levou os mais talentosos autores daquela virada de século a buscar novas soluções criadoras. Colocaram uma bomba nos códigos composicionais existentes, a fim de limpar o terreno para uma nova música, a do novo século, algo que se relacionava com o que ocorria nas transformações filosóficas.
As três obras, que, a meu ver, representam com nitidez essa ruptura com o passado são: Pierrot Lunaire de Shöemberg, estreada em Berlim em outubro de 1912. Jeux de Debussy e Le sacre de pritemps (a sagração da primavera) de Stravinsky, estreadas em Paris em maio de 1913.
Pierrot, oriunda da tradição pós-wagneriana, questionava o próprio vocabulário da escrita musical do Ocidente, a estrutura tonal de nossa música. Renegá-la, ao chegar uma solução atonal seria o mesmo que abandonar uma língua, construir outra e, nela, criar uma nova música. O desdobramento desse raciocínio culminou com o “dodecafonismo”, técnica composicional na qual os sons forram completamente filtrados e atomizados, tonados independentes para se relacionarem ao bel prazer do autor, sem mais seguir centenários códigos existentes.
No caso de Jeux, Debussy desarma as famílias instrumentais, misturando as sonoridades de forma aleatória. Quase onírica. Quebra os códigos lineares da narração, deixando o som se transformar delicadamente no espaço cênico do balé. Escrita em 80% em piano e pianíssimo, a obra apontou no sentido da liberação das coreses sonoras.
Duas semanas depois de Jeux, porém, aconteceria, no mesmo Théâtre dês Champs-Élysées de Paris, regida pelo mesmo Pierre Monteux, o grande escândalo que sinalizaria, mais que qualquer outra obra, a revolução musical do século XX: A sagração da primavera, de Igor Stravinsky. Criada sob encomenda e sob ordens e provocações do maior produtor cultural do século, Sei Diaghilev, a Sagração aparentava uma desenfreada cacofonia, na qual todos os conceitos tradicionais rítmicos, melódicos, harmônicos, timbrísticos, e narrativos, inclusive coregráfico-dramatúrgicos, iam pelos ares. Ninguém entendeu nada. Nem músicos, nem plateia, nem críticos, Se Jeux deixou o público perplexo, a Sagração o enfureceu.
Aquilo que parecia um emaranhado agressivo de sonoridades estapafúrdias era, na realidade, a mais bem pensada, realizada e criativa obra musical do século XX, segundo opinião de muitos, inclusive deste     que vos escreve. Parece que aquela explosão stravinskyana, tanto quanto os escritos de Freud, despertava o ser para uma nova realidade, uma nova era. Acabava a beleza, o delírio. As artes iriam mergulhar em um mar de incertezas, como nos mostra o surgimento de mais “ismos” naqueles cinquenta anos que em toda a história anterior.
O fim da belle époque seria também a instauração de um pessimismo generalizado, aparente nas criações do Expressionismo. Na área dos bens de consumo, a modernização da indústria, ao contrário do otimismo anterior, provocaria uma exacerbada competividade nas nações europeias, que, ampliando também o armamentismo, chegaram à Primeira Guerra Mundial.
Da inauguração da modernidade, naquela segunda década ficaram as tristes lembranças de um conflito mundial e, na área cultural, três obras, Pierrot, Jeux e Sacre, que encantarão a humanidade até o fim dos tempos.
Júlio Medaglia
Revista concerto – março 2013 – p. 14

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Diversas editoras disponibilizarão títulos com no mínimo 50% de desconto

 
No mês em que se comemora o “Dia Internacional do Livro”, a EACH(Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da USP traz uma boa nova: a 6ª edição da Feira do Livro, marcada para 10, 11 e 12 de abril. Com entrada gratuita, a instituição abre espaço para visitação a partir das 9h e o evento dura até às 21h.
Os livros disponíveis terão desconto mínimo de 50% e estão ligados às temáticas abordadas pelos cursos de graduação EACH. As editorias interessadas em participar do evento devem entrar em contato pelo e-mail: comunicacao.feiradolivroeach@gmail.com.