terça-feira, 23 de abril de 2013

Alunos negros têm maior probabilidade de insucesso na escola



Para os pesquisadores, o menor êxito dos negros é resultado de condições socioeconômicas

Duas pesquisas da Universidade de São Paulo indicam que alunos negros têm maior possibilidade de fracassar na escola do que os brancos. Para os pesquisadores o menor êxito dos negros é resultado de condições socioeconômicas. Contribuem também fatores culturais. Um deles é o preconceito desenvolvido por professores. Pequena parte deles acredita que os alunos negros terão, naturalmente, desempenho pior do que os brancos.
O conjunto de fatores determina que, quando os estudantes chegam ao 6º ano do ensino fundamental, 7% dos alunos brancos tenham mais de dois anos de atraso escolar, e entre os negros, o indicador chega a 14%. Os números são apresentados no artigo Fracasso Escolar e Desigualdade do Ensino Fundamental da pesquisadora Paula Louzano, publicado no relatório De Olho nas Metas de 2012, lançado pelo movimento Todos pela Educação.
O artigo é baseado no questionário socieconômico da Prova Brasil 2011, aplicada nacionalmente e respondido por 2,3 milhões de alunos do 5º ano. Dos alunos que responderam à questão de reprovação ou abandono da escola, um terço havia passado pela situação de insucesso na escola. Desses, 43% se autodeclararam pretos, 34% pardos e 27% brancos, segundo a denominação adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Paula Louzano afirma que os números gerais são alarmantes e o cenário se agrava mais para alguns grupos sociais. “A chance de isso [repetência ou abandono] acontecer não é distribuída igualmente entre grupos. Alguns tem processos mais tortuosos, o que está ligado também ao nível socioeconômico. A desigualdade que marca o Brasil se reproduz no sistema de educação”, diz a pesquisadora.
No Norte e no Nordeste, a probabilidade de um aluno preto repetir o ano ou abandonar a escola é respectivamente 53% e 52%. Para os alunos pardos, o índice chega a 47% e a 45%. Nas mesmas regiões, a possibilidade de fracasso entre alunos brancos é 46% na Região Norte e 44% na Região Nordeste. O Sudeste apresenta os menores índices nacionais, 36% para os alunos pretos, 27% para os pardos e 22% para os brancos.
A também pesquisadora Marília Carvalho faz pesquisas qualitativas. Segundo ela, é preciso esclarecer que o fracasso escolar não é do aluno, mas sim da escola que não foi capaz de dar ao estudante o nível de aprendizado e desempenho esperado para o período. Durante as pesquisas, ela observou que a cor autodeclarada pelo estudante está relacionada também ao seu desempenho.
“O processo de declaração diz respeito a autoimagem que a pessoa tem. No conjunto da sociedade, quanto mais escolarizada, com maior renda, a pessoa é clareada. O processo ocorre na escola. Quando as crianças vão bem, elas são clareadas, tanto para si mesmas quanto para professores e colegas”, diz Marília Carvalho.
Ela acrescenta que os próprios professores declararam que nunca tiveram a oportunidade de discutir questões raciais nem durante a formação, nem no espaço coletivo da escola. “Relações de racismo marcam a nossa sociedade. As crianças negras têm que enfrentar mais esta dificuldade na escola, têm que se afirmar a todo momento e gastam parte da energia que deveria ser voltada ao aprendizado para se defender”.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Osesp anuncia turnê pela Europa em outubro



A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira a realização de uma nova turnê pela Europa, de 7 a 27 de outubro. O grupo passará pela França, Alemanha, Suíça, Áustria, Inglaterra e Irlanda. A regência  será de Marin Alsop; o pianista Nelson Freire será o solista; e os Swingle Singers farão participação especial em algumas apresentações. No programa, obras de Clarice Assad ("Saravá - Homenagem a Vinicius de Moraes"), Prokofiev ("Sinfonia n.º 5"), Camargo Guarnieri ("Sinfonia n.º 4"), Chopin ("Concerto n.º 2"), Beethoven ("Concerto n.º 4"), Mahler ("Sinfonia n.º 1"), Berio ("Sinfonia") e Bernstein ("Danças Sinfônicas de West Side Story"). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Diario do Grande ABC

Ensino de música eleva desempenho escolar, diz estudo



Um estudo recente conduzido pelo departamento de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) encontrou evidências de que o ensino de música tem efeito positivo no desempenho acadêmico de crianças e adolescentes, além de melhorar suas habilidades de leitura. A pesquisa é a primeira no mundo a mensurar esse impacto. Os resultados serão publicados neste mês no periódico científico PLoS One.
De acordo com o pesquisador Hugo Cogo Moreira, pós-doutorando da Unifesp e autor da pesquisa, as investigações sobre o tema realizadas até hoje se restringem a teorias que explicam por que a música afeta o desenvolvimento intelectual de crianças em idade escolar. "Nunca, porém, essas teorias foram testadas dentro da sala de aula. Por isso, tudo o que tínhamos até agora era puramente teórico. Essa falta de evidências me levou a encabeçar o primeiro estudo clínico sobre o assunto."
Para a pesquisa, Moreira selecionou dez escolas da rede pública de São Paulo. Em cada uma delas, participaram do experimento 27 estudantes com idades entre 8 e 10 anos que comprovadamente apresentavam dificuldades de leitura. As instituições foram então separadas em dois grupos: o primeiro, chamado intervenção, recebeu aulas de música três vezes por semana durante cinco meses; o segundo, chamado controle, não recebeu nenhum tipo de atenção especial. A função do segundo grupo é servir de base para comparação.
Nas escolas do primeiro grupo, as aulas foram ministradas por dois professores. A preocupação era garantir que as lições não seriam interrompidas – quando um professor faltava, havia outro profissional de plantão. Os docentes também foram avaliados a cada 15 dias pela equipe da Unifesp para garantir que as aulas seguiam os mesmos padrões em todas as escolas, evitando assim que um determinado grupo de alunos fosse privilegiado ou prejudicado involuntariamente. Em sala, as crianças foram estimuladas a compor, cantar, improvisar e fazer exercícios rítmicos utilizando uma flauta doce barroca, principal instrumento usado na pesquisa.
Ao fim da investigação, foram feitas duas análises dos dados. Na primeira, as crianças que tiveram aulas de música foram comparadas àquelas que estavam nas escolas-intervenção mas que não compareceram a nenhuma aula. Os alunos que assistiram a todas as aulas foram capazes de ler corretamente, em média, 14 palavras a mais por minuto, demostrando maior fluência. Além disso, foi constatado que, a cada bimestre, a nota final na disciplina de português dessas mesmas crianças aumentou em média 0,77 ponto, o que significa mais de 3 pontos ao fim de um ano letivo. Em matemática, o crescimento registrado foi um pouco inferior, mas igualmente significativo: 0,49 ponto a cada bimestre, ou 1,9 ponto ao fim do ano.
Na segunda análise conduzida por Moreira, o estudo comparou as crianças das escolas-intervenção com as das unidades-controle. Os resultados foram menos expressivos do que os da primeira análise, mas apontaram igualmente para uma melhora no desempenho acadêmico. As notas de matemática e de português subiram, respectivamente, 0,25 e 0,21 ponto por bimestre, ou 1 e 0,8 ponto até o fim do ano letivo. Houve melhora também no tocante à leitura: as crianças do primeiro grupo leram corretamente 2,5 palavras a mais por minuto. "Por se tratar de um estudo pioneiro, ele não é conclusivo em relação ao impacto real das aulas de música, mas certamente oferece indícios fortes o suficiente para que novas pesquisas investiguem a fundo o tema", diz o pesquisador.
De acordo com a lei nº 11.769, todas as escolas públicas e privadas do Brasil devem incluir o ensino de música em sua grade curricular. A lei não precisa, contudo, se as aulas devem ser dadas em todas as séries ou como devem ser incluídas na rotina escolar. Também não há informação sobre a carga horária mínima.
Apesar das evidências de que o conteúdo musical pode ter um impacto positivo no desempenho acadêmico dos alunos, os especialistas alertam: antes de inchar o currículo acadêmico com novas disciplinas, é preciso garantir que o aprendizado das disciplinas essenciais – o que ainda não acontece no Brasil.

10 bibliotecas virtuais gratuitas



As bibliotecas virtuais surgem com uma forma de democratizar a informação em todo o mundo e, por isso são grandes aliadas dos professores. Nelas você encontra obras que custam caro e que ainda não estão disponíveis na sua escola ou biblioteca da cidade.
Para ajudar na busca, a Revista Nova Escola preparou uma seleção com 10 bibliotecas virtuais onde o usuário pode baixar gratuitamente diversos clássicos da literatura, entre outras obras.
Brasiliana USP
http://www.brasiliana.usp.br/

A biblioteca que ainda não tem residência física definitiva na Universidade de São Paulo já tem uma pequena porcentagem do seu acervo online focado em autores brasileiros ou obras ligadas à cultura nacional em domínio público. Em destaque, três volumes com gravuras de Debret durante sua viagem pelo Brasil no século 19, todas as primeiras edições da obra de Machado de Assis, José de Alencar e Olavo Bilac e a Coleção da Klaxon, uma das principais revistas do movimento modernista paulistano. Boa parte das obras raras acompanha textos de apresentação feitos pelos pesquisadores.
Domínio Público
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp
Desenvolvida pelo Ministério da Educação, nesta biblioteca são disponibilizados gratuitamente cerca de 180 mil textos, além de imagens, arquivos de som e vídeo. O site conta com rico acervo de publicações na área de educação. Lá, você ainda encontra as obras completas de Machado de Assis e um grande acervo de poesias de Fernando Pessoa. A biblioteca possui também diversas músicas eruditas brasileiras, e inúmeros textos de literatura infantil, além dos Compilados sobre Legislação Educacional.
Biblioteca Nacional
http://www.bn.br/portal/

Um dos maiores acervos do país já tem boa parte da sua versão virtual catalogada, principalmente na área de periódicos. Apesar de conter um certo número de materiais literários, o foco da biblioteca catalogada ainda são os mapas, fotografias e periódicos. Vale conferir a versão original dos Lusíadas, a Bíblia em latim, e a Coleção Teresa Cristina – uma série de documentos doados ao museu pela mulher de Dom Pedro II com registros riquíssimos do Império.
Arquivo Público do Estado de São Paulo
http://www.arquivoestado.sp.gov.br
Uma excelente opção para aqueles que procuram arquivos históricos relacionados ao Estado de São Paulo Jornais, o Arquivo Público do Estado traz uma série de revistas, Fotografias, vídeos e anuários estatísticos. Entre os destaques do acervo está um conjunto documental com cartas trocadas pelos chefes do movimento sobre a Revolução de 1924. A seção Memória da Educação é um prato cheio para professores, apresentando publicações de caráter histórico que nos remetem ao universo escolar em São Paulo nos séculos 19 e 20.
Acervo Digitais de Cordeis da Biblioteca de Obras Raras de Átila de Almeida – UFPB
http://cordeis.bc.uepb.edu.br/index.php
Considerando a riqueza da peculiaridade da cultura nordestina, a biblioteca traz cerca de 9 mil títulos e 15 mil exemplares de cordéis da Biblioteca de Obras Raras Átila Almeida, cuja mantenedora é a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A biblioteca apresenta-se como a maior guardiã no Brasil desse tipo de acervo tanto no que diz respeito às questões de ordem quantitativa como qualitativa (estado de conservação e organização das peças).
Biblioteca Digital Paulo Freire
http://www.paulofreire.ce.ufpb.br/paulofreire/principal.jsp

Também pertencente à Universidade Federal da Paraíba, a biblioteca traz um rico acervo sobre o educador que inclui seus textos, livros, textos didáticos, correspondências e, inclusive, diversas críticas e análises relacionadas a seu trabalho.
Biblioteca Digital Mundial
http://www.wdl.org/pt/about/

Criada pela UNESCO, a Biblioteca Digital Mundial disponibiliza na Internet, gratuitamente, e em formato multilíngue, importantes de literatura, áudio, mapas e fotografias provenientes de países e culturas de todo o mundo. As pesquisas podem ser feitas em sete línguas diferentes e as buscas, feitas por período.
Coleção Aplauso
http://aplauso.imprensaoficial.com.br/

Traz biografias de artistas, cineastas e dramaturgos nacionais; além de roteiros de cinema, peças de teatro e a história de diversas emissoras de TV. Caso o leitor prefira a versão impressa, todos eles podem ser encontrados em livrarias de todo o país;
Wikilivros
http://pt.wikibooks.org/wiki/Wikilivros

Projeto da Wikimedia Foudation dedicado ao desenvolvimento colaborativo de livros, apostilas, manuais e outros textos didáticos de conteúdo livre. São diversos temas em diversas línguas. Há uma versão da página em português.
Banco de Dados de Livros Escolares Brasileiros (1810 a 2005) – FEUSP
http://www2.fe.usp.br/estrutura/livres/index.htm

Banco de dados que disponibiliza pela internet o acesso à produção das diversas disciplinas escolares brasileiras desde o século XIX até os dias atuais e fornece referenciais e fontes. A organização do LIVRES caracteriza-se por ser alimentado e ampliado constantemente pelas pesquisas de uma equipe de especialistas da área, que analisam o livro.

Revista Escola

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O maior festival de música do Brasil abre as inscrições!



Estão abertas as inscrições para o maior festival de música do Brasil: o Festival Nacional da Canção (FENAC), que na sua 43ª edição entregará o troféu Lamartine Babo e mais de R$200 mil em prêmios. Compositores de todo o Brasil já podem se inscrever pelo site www.festivalnacionaldacancao.com.br até o dia 7 de junho de 2013.  O festival acontecerá em 7 cidades mineiras e, como no ano passado, deverá receber inscrições de quase todos os estados brasileiros.
Dividido em seis etapas eliminatórias o 43º FENAC iniciará em Extrema nos dias 26 e 27 de julho, em Formiga 2 e 3 de agosto, na sequência, nos dias 9 e 10 em Guapé e 16 e 17 do mesmo mês em Pouso Alegre, 23 e 24 em Varginha, 30 e 31 de agosto em Três Pontas e nos dias 6, 7 e 8 de setembro em Boa Esperança onde ocorrerão as semifinais e a grande final.
Entre as canções inscritas, 156 serão classificadas para se apresentarem, sendo 26 em cada cidade, de onde sairão as 30 músicas semifinalistas. No ano passado cerca de 3 mil compositores de 24 estados brasileiros participaram do evento.
Os compositores podem inscrever quantas músicas desejarem, desde que sejam inéditas e originais. Não existem restrições a gêneros musicais e obrigatoriamente as letras devem ser em português. A taxa de inscrição é de R$ 10,00 por música.
As inscrições vão até o dia 7 de junho e podem ser feitas pelo correio ou internet. Pelos Correios podem ser enviadas para: Rua Belo Horizonte, 224, Jardim Andere, Varginha – MG, CEP: 37.006-370. E pela internet através do site: www.festivalnacionaldacancao.com.br
Com uma vitoriosa história de mais de quatro décadas, o Festival Nacional da Canção será realizado paralelamente ao 4º Festival Nacional da Cultura que oferecerá uma programação muito especial nas ruas e praças das cidades. São várias as apresentações de teatro, dança, mágica, música clássica e instrumental. O objetivo principal do evento é valorizar e divulgar a cultura nacional.     
O Fenac é apoiado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura e pela Lei Rouanet.
Consulte o regulamento: http://www.festivalnacionaldacancao.com.br/p/regulamento.html
Mais informações pelo telefone (0xx35) 3221-1020.



Música clássica celebra o bicentenário dos compositores Giuseppe Verdi e Richard Wagner


É difícil encontrar paralelo no mundo da música em relação à criatividade de Giuseppe Verdi (1813-1901). Já ao compositor Richard Wagner (1813-1883) é atribuído, entre outros, o feito de reinventar a ópera como drama musical. Sua meta foi criar uma expressão artística que conseguisse congregar todas as demais: poesia, drama, música, canção e até pintura. Por tudo isso, no ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento dos dois compositores, o cenário da música erudita mundial se prepara para diferentes formas de celebração. No Brasil e, especialmente em Minas Gerais, não será diferente.
A homenagem mais relevante virá da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. O primeiro ato da ópera 'A Valquíria', de Wagner, ganhará o palco do Grande Teatro do Palácio das Artes em formato de concerto. A obra é um dos momentos mais importantes do compositor e uma das quatro óperas que compõem 'O anel dos nibelungos'. Na ocasião, Eliane Coelho, soprano brasileira de destacada carreira internacional, e os cantores Eduardo Villa e Denis Sedov darão vida aos personagens do drama musical. Ao longo da temporada, o grupo promete executar outras peças de Wagner.
Giuseppe Verdi, um dos compositores mais festejados do mundo da ópera, também será tema de concertos da filarmônica, com execução de programas com presença de solistas, além dos corais líricos de Minas Gerais e do Theatro Municipal de São Paulo. Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, aposta nesse encontro como um das mais marcantes dos últimos anos. “A execução do dramático e majestoso 'Réquiem' do grande compositor promete uma noite imperdível”, aposta.
“Os dois compositores não só consolidaram as tradições já existentes na ópera italiana e alemã, como abriram novos caminhos a serem explorados subsequentemente, especialmente Wagner, ao introduzir o conceito da obra de arte total”, salienta Mechetti. O que mais impressiona o regente na obra dos compositores é o grau de genialidade presente nas criações. “Eles conseguem tocar o público 200 anos depois. Pouca coisa hoje em dia digna-se a tanto”, compara o maestro, que destacará trechos mais sinfônicos das obras dos compositores.
Máscaras Para festejar a arte de Verdi, a Fundação Clóvis Salgado também promete se movimentar, com a apresentação, em outubro, de nova versão para o clássico 'Um baile de máscaras'. Será a terceira vez que os mineiros verão a ópera, que já foi apresentada nas extintas programações realizadas pelo Teatro Francisco Nunes e, em 1977, pelo próprio Palácio das Artes. Desta vez, haverá participações da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico de Minas Gerais, que subirão ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes, provavelmente sob a regência do atual titular, Marcelo Ramos.
'Um baile de máscaras' é uma ópera do período médio de Giuseppe Verdi. Composta em 1857, sinfonicamente, como explica o maestro Luiz Aguiar, pesquisador do assunto, é mais evoluída em relação às demais feitas pelo italiano. Até então ele havia explorado a presença da orquestra como coadjuvante, somente ilustrando o texto cantado no palco. “Aqui começa a famosa fase em que resolve dar um salto maior, explorando caminhos que, até então, a orquestra não havia alcançado. Quando a melodia surge, o espectador sabe que representa um personagem específico”, explica Aguiar.
Além de elenco composto de vozes bastante apuradas, a remontagem de 'Um baile de máscaras' vai exigir um exercício a mais dos realizadores, devido à complexidade da história. Como o romantismo naquele período já demonstrava sinais de desgaste, Verdi opta por ambientar a trama realizando uma espécie de retração de um fato histórico real, inspirado na vida do rei Gustavo III, da Suécia. Dividida em três atos, com texto de Antonio Somma, inspira-se no assassinato do rei, mas não é historicamente exata.

Giuseppe Verdi - (1813-1901)
O italiano escreveu 42 obras, incluindo 28 óperas. Nascido na aldeia de Le Roncole, perto de Parma, se destacou como um dos maiores compositores do período romântico italiano e se tornou um dos mais influentes de seu tempo. Alguns de seus temas transcenderam os limites do gênero se tornando populares, como “La donna è mobile”, de Rigoletto, e “Va, pensiero”, de 'Nabucco'. Algumas de suas óperas, como 'Macbeth', 'La traviata', 'Aída' e 'Rigoletto' se tornaram clássicos da cultura universal, sendo ainda executadas nos principais teatros em todo o mundo. A obra de Verdi está ligada à afirmação da Itália como nação unificada. O canto em sua obra aparece acima de tudo. Segue a tradição italiana, que valoriza a voz. A orquestra tinha mais a função de acompanhamento.

Richard Wagner - (1813-1883)
Nascido em Leipzig, na Alemanha, depois de uma temporada de estudos de música e literatura foi nomeado maestro de coro de Würzburg, em 1833. Morou em várias cidades até que, em Dresden, foi nomeado regente da ópera da corte. Estudou a poesia alemã, que se tornou base de suas criações musicais. A virada na carreira se deu quando o rei Ludwig II convidou-o para ir a Munique e patrocinou a ópera 'Tristão e Isolda', drama musical de amor e morte. A obra é descrita como um marco do início da música moderna. Sua produção musical consta de 43 obras, entre elas 13 óperas. Criou o Festival de Bayreuth, na Baviera, para apresentar seus ciclos operísticos. Publicou ensaios polêmicos em que atacava a influência dos judeus na cultura alemã. O maestro Luiz Aguiar explica que, melodicamente, o canto wagneriano é uma declamação lírica e que cabe à orquestra a grande função no espetáculo.
Verdi e Wagner em concerto

EM MINAS
Orquestra Filarmônica
Dia 4 de Julho
Trechos das obras de Verdi ('As vésperas sicilianas') e Wagner ('O navio fantasma'), executadas pela pianista Lilya Zilberstein, darão início às comemorações aos 200 anos dos artistas.

Dia 16 de julho
Primeiro ato da ópera 'A Valquíria', de Richard Wagner. Eliane Coelho, Eduardo Villa e Denis Sedov trarão à vida Sieglinde, Siegmund e Hunding.

Dia 25 de julho
Os solistas Mariana Ortiz (soprano), Elise Quagliata (mezzo-soprano), Fernando Portari (tenor), Denis Sedov (baixo) e os corais líricos do Theatro Municipal de São Paulo e de Minas Gerais estarão com a Orquestra Filarmônica para executar o 'Réquiem' de Giuseppe Verdi.
*Os concertos serão realizados às 20h30, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Ingressos de R$ 30 a R$ 60. Informações: www.filarmonica.art.br
Fundação Clóvis Salgado

Outubro
Estreia da remontagem de Um baile de máscaras, de Giuseppe Verdi, com participações da Orquestra Sinfônica e Coral Lírico de Minas Gerais, no Palácio das Artes.

NO BRASIL
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
. 'Aída', de Giuseppe Verdi – As récitas terão a direção musical de Isaac Karabtchevsky, a direção cênica de Iacov Hillel e os cenários de Helio Eichbauer. No elenco, Fiorenza Cedolins e Anna Smirnova. Dias 20, 23, 26 e 28 de abril e 1º de maio
. 'A Valquíria', de Richard Wagner – Com direção musical de Luiz Fernando Malheiro, direção cênica de André Heller-Lopes. No elenco, Eliane Coelho e Zvetan Michailov. Dias 14, 17, 19 e 21 de julho.
Theatro Municipal de São Paulo
. Aída, de Giuseppe Verdi, com regência de John Neschling e participações da Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico. Dias, 9, 11, 13, 15, 17, 18, 20, 22, 24 e 25 de agosto.

Orquestra de MT abre temporada na reinauguração do Cine Teatro



 
A abertura da Temporada 2013 da Orquestra do Estado de Mato Grosso não poderia ser mais interessante! Primeiro, porque o grupo vai reinaugurar o Cine Teatro Cuiabá, fechado há quase cinco meses para reforma. Segundo, porque os Concertos Oficiais, que estreiam a nova temporada dias 20 e 21 de abril, contam com a participação de um dos maiores violinistas da atualidade, spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, o italiano Emmanuele Baldini. Por fim, as primeiras apresentações de 2013 comemoram o bicentenário de nascimento de Giuseppe Verdi, indispensável compositor do período romântico, muito conhecido por seu repertório operístico.
“La Traviata é uma das operas mais famosas do Giuseppe Verdi. O Prelúdio, que será tocado em Cuiabá, explora o som das cordas em dinâmica ‘pianíssimo’, como se o próprio Verdi estivesse no palco sussurrando palavras de amor. São as primeiras notas de uma ópera sobre o amor e a célebre melodia que aparece depois da introdução é singela e generosa como o coração dos amantes protagonistas da história”, esmiúça Emmanuele Baldini.
Além de La Traviata, o repertório que abre os trabalhos da Orquestra em 2013 também exibe o Concerto para Violino e Orquestra, do compositor russo Piotr Llych Tchaikovsky e a Sinfonia n°3 em Lá menor, do compositor alemão Felix Mendelssohn, peça popularmente conhecida como a “Escocesa”. Para tanto, sob a batuta do maestro Leandro Carvalho, a OEMT assume sua formação sinfônica, exibindo todos os naipes de instrumentos necessários para esse complexo repertório.
“O Concerto para Violino de Tchaikovsky é um dos mais tocados da literatura para este instrumento. O curioso é que as reações da época em que o concerto foi estreado foram muito negativas, chegando aos exageros do crítico Hanslick escrever que a música de Tchaikovsky era música que "fedia"... Infelizmente para ele, e felizmente para nós, este concerto se impôs logo mais como um dos pilares do repertório solístico para violino. Não existe violinista que não tenha se confrontado com essa obra. A Sinfonia Escocesa de Mendelssohn é' um monumento do repertorio sinfônico romântico. Explora todos os recursos da orquestra, mostrando uma criatividade melódica e harmônica que tem poucos iguais entre seus contemporâneos”, revela o violinista italiano.
Concertos Oficiais 2013 - Abril Prestes a completar dez anos à frente da Orquestra de Mato Grosso, o maestro Leandro Carvalho orgulha-se dos resultados alcançados até aqui. Em nove anos já realizamos quase 600 concertos, em que foram exibidos 67 programas distintos, enaltecendo a arte de compositores de várias nacionalidades e períodos criativos. A abertura da Temporada 2013, com indispensáveis composições de Verdi, Tchaikovsky e Mendelssohn foi especialmente elaborada para dar ritmo a toda a temporada. Está imperdível”, adianta o maestro e diretor artístico da Orquestra do Estado.
No sábado (20), o concerto tem início às 20h, e no domingo (21), a apresentação começa às 19h. Os ingressos já estão à disposição do público na bilheteria do Cine Teatro Cuiabá, no horário comercial e custam entre R$10 e R$5 (meia). Mais informações pelo telefone (65) 3027-1824 ou pelo site www.orquestra.mt.gov.br.


Aluno de escola pública poderá fazer vestibular de graça



Lei aprovada hoje permite que estudante preste exame em instituições federais sem pagar taxa de inscrição

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira, 11, a Lei nº 12.799, que estabelece critérios de isenção do pagamento de taxa de inscrição para ingresso nas universidades federais.
Pela norma, será assegurado isenção total do pagamento da inscrição ao candidato que comprovar cumulativamente renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio e ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola da rede privada. A lei foi publicada hoje no Diário Oficial da União.
A lei determina ainda que as instituições federais de educação deverão adotar critérios para a isenção total e parcial do pagamento de taxas de inscrição, de acordo com a carência socioeconômica dos candidatos.
Algumas universidades e institutos federais usam como processo seletivo o Sistema da Seleção Unificada (Sisu), que considera o desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Novas vagas para a Orquestra Sinfônica Heliópolis



A Orquestra Sinfônica Heliópolis está com novas VAGAS para VIOLINOS, VIOLONCELOS, CONTRABAIXO, CLARINETE (CHEFE DE NAIPE) e TROMBONE BAIXO. As inscrições são gratuitas.
Inscrições: De 11/04/2013 a 24/04/2013
Testes: 29 DE ABRIL, no Instituto Baccarelli    CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER
AVISO: Para realizar a sua inscrição, utilize APENAS o Internet Explorer 8 ou o Firefox (a partir da versão 3).

Bolsa auxílio inicial: R$ 1400 – Podendo chegar até R$ 3000
ESTUDE O REPERTÓRIO! Ao preencher a sua ficha de inscrição, você terá acesso ao repertório dos testes para cada instrumento.
Dúvidas: novasvagas@institutobaccarelli.org.br
TEL: 3506-4651/4652
Além de ter direção artística e regência de Isaac Karabtchevsky, um dos principais maestros do País, e de ter a Temporada oficial de concertos na Sala São Paulo, a Orquestra Sinfônica Heliópolis conta com os melhores professores do mercado. Entre eles, os que darão aulas aos novos músicos da Orquestra Sinfônica Heliópolis. São eles:

André Sanches (violino)
Andrea Campos (violino)
Claudio Micheletti (violino)
Pedro Della Rolle (violino)
Ricardo Takahashi (violino)
Andre Micheletti (violoncelo)
Rodrigo Andrade (violoncelo)
Marco Delestre (contrabaixo)
Alexandre Rosa (contrabaixo)
Ovanir Buosi (clarinete)
Donizete Fonseca (trombone)

Conservatório de Tatuí inscreve para vagas remanescentes



Seguem abertas até a sexta-feira, 19 de abril, inscrições para 35 vagas remanescentes a cursos de música do Conservatório de Tatuí – instituição da Secretaria de Estado da Cultura e do Governo de São Paulo. Há vagas para cursos de trompa, trompete, trombone, tuba, piano clássico, violão clássico, saxofone popular e canto popular.
Interessados podem efetuar inscrições de segunda a sexta-feira, das 8h às e das 14h às 17h, na secretaria escolar, que fica na Unidade 2, à rua São Bento, 808, no centro de Tatuí. Para se inscrever é necessário apresentar RG, preencher ficha de inscrição e efetuar pagamento de R$ 40.
Para os cursos de trompa, trompete, trombone e tuba são aceitas inscrições de candidatos a partir dos nove anos de idade. Para o curso de trompa há uma vaga para candidato sem conhecimento musical. O curso de trompete oferece duas vagas para candidatos com conhecimento e uma vaga para candidatos sem conhecimento musical. Os cursos de trombone e tuba dispõem de uma vaga cada para candidatos com conhecimento musical.
O curso de piano clássico oferece cinco vagas para candidatos com conhecimento e quatro vagas para candidatos sem conhecimento. Podem se inscrever interessados a partir dos sete anos de idade, sendo que candidatos sem conhecimento musical são aceitos até a idade de dez anos.
O curso de violão clássico oferece seis vagas para candidatos com conhecimento musical e cinco vagas para candidatos sem conhecimento musical. Podem se inscrever interessados a partir dos oito anos de idade (até os 12, sem conhecimento musical).
Os cursos de saxofone e canto popular (da área de MPB&Jazz) oferecem, respectivamente, seis e três vagas para candidatos com conhecimento musical. A idade mínima é de 14 anos para o curso de saxofone e de 18 anos para o curso de canto popular.
Os candidatos sem conhecimento musical passarão por entrevistas. Já os candidatos com conhecimento musical participarão de teste, sendo que as obras a serem apresentadas variam de acordo com a idade do interessado. Elas podem ser encontradas no site www.conservatoriodetatui.org.br.
Após a seleção, os candidatos aprovados serão convocados para efetuar matrícula, mediante apresentação de foto 3x4, cópia de RG e CPF, comprovante de endereço e preenchimento de e-mail e telefones para contato.
Mais informações podem ser obtidas pelo email secretaria@conservatoriodetatui.org.br.

SERVIÇO
Inscrições de novos alunos – vagas remanescentes
Até 19 de abril
De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 17h
Rua São Bento, 808 – Centro, Tatuí, SP
Taxa de inscrição: R$ 40
Informações: secretaria@conservatoriodetatui.org.br

Nova oportunidade para compositores



No cenário brasileiro, infelizmente, não é todo dia que são anunciados concursos para  compositores. Com o intuito de renovar as oportunidades cada vez menores, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, um dos melhores conjuntos do país e que tem como diretor artístico e regente titular, o brilhante maestro Fabio Mechetti, anuncia a 5ª edição do Festival Tinta Fresca, que foi criado em 2008.
As inscrições para o concurso estarão abertas até o dia 20 de abril, e os finalistas terão a emoção de escutar suas obras pela Orquestra, assim como o vencedor terá encomendada uma obra sinfônica inédita, com a estreia marcada para a Temporada 2014 da Filarmônica de Minas Gerais.
Os candidatos selecionados poderão participar dos ensaios e, além disto, se reunirão com os membros do júri com o propósito de conhecer as ideias e percepções dos jurados sobre os trabalhos apreciados. O júri será composto por profissionais de importância no cenário nacional e, após a seleção, somente quatro obras serão ouvidas no concerto do dia 13 de junho, em Belo Horizonte. Não há limite de idade, mas sim de duração: as obras devem ter até 15 minutos.
A Filarmônica de Minas Gerais foi criada para tornar-se um grupo de excelência artística, e de fato está realizando suas metas, sobretudo na  divulgação da música contemporânea, especialmente a brasileira, dando o melhor dos exemplos, uma vez que conjuntos que têm incentivos de leis de fomentos e incentivos fiscais deveriam programar mensalmente obras de compositores brasileiros.
Entre as ações da orquestra, além do Festival Tinta Fresca, para compositores de todo o país, há também o Laboratório de Regência, que é uma atividade inédita no Brasil, abrindo, portanto, novas oportunidades para os jovens regentes. A coluna dá as dicas para as inscrições, para maiores informações, desejando boa sorte !

Edital: http://filarmonica.art.br/index.php/temporada/view/8
E-mail: tintafresca@filarmonica.art.br
Telefone: (31) 3219-9000

Música Independente ganha seminário de 18 a 20 de abril no Rio



A Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) promoverá de 18 a 20 de abril o  Seminário “ABMI Digital & Sync - Aprenda a monetizar o seu conteúdo musical”, no Centro de Convenções Bolsa do Rio (CCBR), no Centro do Rio.
O evento pretende apresentar caminhos, soluções e maneiras para usar o conteúdo musica lcomo fonte de lucro. Passados os anos de crise, gravadoras e músicos ainda não estão totalmente informados e aproveitando todas as oportunidades que se abriram na Era Digital. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas, até o dia 15 de abril, pelo seguinte endereço: www.abmi.com.br/seminario2013.
Ao todo, serão realizadas 25 apresentações, entre palestras, mesas redondas e demonstração de serviços, além de seis workshops sobre temas úteis, como uso das ferramentas do Youtube e iTunes. Uma consultoria de presença online marcará presença e haverá rodadas de negócios com agentes nacionais e internacionais, algumas delas exclusivas para os associados da ABMI.
Durante três dias, 18, 19 e 20 de abril, das 10 às 18h, gravadoras, artistas, músicos, editores, empresários e público interessado em geral poderão compartilhar informações, aprender ferramentas, trocar experiências, debater as melhores práticas de distribuição e monetização de conteúdo, entender o que acontece nos países onde o mercado digital já está estruturado, conhecer as plataformas de venda de música, e ainda:
Durante três dias, 18, 19 e 20 de abril, das 10 às 18h, gravadoras, artistas, músicos, editores, empresários e público interessado em geral poderão compartilhar informações, aprender ferramentas, trocar experiências, debater as melhores práticas de distribuição e monetização de conteúdo, entender o que acontece nos países onde o mercado digital já está estruturado, conhecer as plataformas de venda de música.
Além disso, os interessados poderão conhecer os serviços digitais e as formas de adesão (agregadores/plataformas de entrega/Merlin) e promoção (ferramentas iTunes/Youtube, redes sociais); aprender formas de monetização de conteúdo musical, além dos serviços digitais (execução pública, letras de música, Youtube, promoção), e ter um panorama da monetização através de branding e sincronização em TV, Cinema, Games e Publicidade, no Brasil e no exterior.
Entre os convidados internacionais já confirmados no Seminário estão Darryl Ballantyne (Lyric Find), Mark Boyes (Nokia), Laura Hicks (Spotify), Rich Masio (Rdio), Emmanuel Zunz (OneRPM), Mark Frieser (Synch Exchange), Erol Cichowski (The Orchard), Ted Kartzman (Google Play), Charles Caldas (Merlin), Eric Namour (C.I.), Jim Selby (Naxos), Dick Huey (Toolshed) e uma delegação americana com 10 empresas ligadas à A2IM (a ABMI dos Estados Unidos).
Outros participantes confirmados: DJ Memê, UBC, Abramus, Crowley Broadcast Analisys, Som Livre, gravadoras membros da ABMI, agregadores (Believe Digital, The Orchard, OneRPM, iMusica, CD baby), Rádio Ibiza, agentes de artistas, editores musicais, music supervisors, serviços de música (Spotify, Deezer, Rdio, Google Play, Youtube, Pleimo, DJBrazil),Marcos Hiller, consultor na área de marcas e autor do livro “Branding: a arte de construir marcas”, e a Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos digitais (ABRAGAMES).
O Seminário ABMI Digital & Sync conta com o patrocínio do Sebrae e BID e com o apoio da ESPM, Rede Windsor Hotéis e BBM. Tem como parceiros Portal Sucesso, Crowley Broadcast Analysis e Roland do Brasil.

Serviço:
Seminário ABMI Digital & Sync - Aprenda a monetizar o seu conteúdo musical
Data e horário: 18 a 20 de abril de 2013 – 10 às 18h
Local: Centro de Convenções Bolsa do Rio (CCBR) - Praça XV de Novembro, 20 – Centro
Rio de Janeiro





quarta-feira, 17 de abril de 2013

“Sesc partituras” disponibiliza gratuitamente material digitalizado

Projeto criou uma biblioteca on-line com acervo composto por obras que vão desde o período colonial até os dias de hoje

Imagine ter à disposição um vasto acervo com músicas. Mas não se trata de músicas convertidas em arquivos de áudio. Trata-se da música em seu estado primário. Em outras palavras, trata-se do projeto Sesc Partituras (http://www.sesc.com.br/sescpartituras/) , iniciativa que organizou uma biblioteca digital e gratuita criada para facilitar o acesso à cultura.
O processo de digitalização dos materiais teve início em 2007 e contou com computadores programados para trabalhar com editoração. Para aumentar o alcance do projeto, um site com sistema de busca foi criado. Nele é possível localizar os arquivos tanto por título da obra quanto pelo nome do compositor.
A lista de artistas (http://www.sesc.com.br/sescpartituras/compositores.html)  traz nomes de diferentes épocas. Uma boa fonte de pesquisa para quem procura conhecer a escrita musical desde o período colonial até os dias atuais. Quem acessar o Sesc Partituras pode fazer o download das obras gratuitamente, sem restrições – uma vez que todo o conteúdo pertence ao domínio público. Porém, adaptações e gravações sonoras de alguma das músicas necessitam de negociação direta com os representantes das mesmas.
Eis a chance de ampliar o repertório musical/cultural.

Música e Deficiência: educação musical ou musicoterapia?



Diferentemente da musicoterapia, que tem como meta alcançar por meio da música resultados para a saúde, a educação musical, mesmo voltada para as pessoas com deficiências, tem o aprendizado com o objetivo central. 
Desde que comecei a pesquisar, escrever e lecionar música para pessoas com deficiências,  me deparo sempre com a mesma pergunta: você é musicoterapeuta? Não, não sou (nada contra a musicoterapia) sou professora de música? As pessoas acham que a música, quando direcionada para pessoas com deficiências, é sempre voltada para a reabilitação, mas isso não é verdade. Precisamos esclarecer as diferenças entre essas duas aplicabilidades da música.
A musicoterapia é um processo sistemático de procedimentos em que o terapeuta ajuda o cliente a promover a saúde utilizando experiências musicais. Esse processo requer planejamento e monitoramento, e o que importa é a relação da música com o paciente e não ela em si mesma; ou seja, não é aprender música.
Na musicoterapia, o mais importante é utilizar os elementos fundamentais da música e os efeitos produzidos por eles para ajudar a prevenir e reabilitar doenças, Sendo assim, não é o gosto musical do terapeuta que está em jogo, que guia as sessões, mas o gosto musical do paciente ou o conjunto de sons que compõem a todo o psicoficiológico do paciente, ou seja, sua identidade sonora (ISO).
A educação musical, apesar de muitas vezes surtir resultados benéficos para a saúde, não pode assim ser considerada, pois os objetivos são pedagógicos. Outra forte diferença entre a educação musical e musicoterapia, é o que diz respeito à relação professor/aluno e terapeuta / paciente. Um estudante geralmente não leva problemas pessoais ou de saúde para o professor a não ser que esses afetem seu aprendizado, assim como um cliente não leva problemas educacionais para o terapeuta, a não ser que esses afetem diretamente a saúde.
Um professor motiva o estudante a aprender a matéria ou as dominar uma habilidade que, em nosso caso, é a música, ou quisermos ser mais específicos, a instrumental.  Em contra partida, o terapeuta ajuda o cliente a alcançar a saúde, mesmo que seja por meio de um aprendizado.
Outro ponto é que numa relação terapêutica, normalmente, não é exigido do pacientem envolvimento com a música além das sessões. Já na educação musical, é esperado do aluno treino diário para a aquisição do conhecimento e habilidade no instrumento. Bem como é necessário que o aluno tenha instrumento escolhido em casa para seu estudo.
Assim, na educação musical, mesmo sendo ela voltada para pessoas com deficiências, o aprendizado musical é o objetivo central, já na musicoterapia, o foco é a música alcançar um resultado satisfatório ligado à saúde. Por esse motivo, é necessário que haja metodologias eficazes também para a educação musical dessas pessoas. E é em prol disso que pesquiso e publico meus livros.
E como saber se é melhor para essa pessoa musicoterapia ou educação musical? Bem isso vai depender de muitos fatores, o primeiro e mais importante deles: a intenção da pessoa. Se ela pretende aprender música, precisa procurar um professor de música, porém se ter contato com a música for indicação médica, com acontece muitas vezes, o ideal é procurar um musicoterapeuta ou um professor de música que trabalhe com reabilitação, pois o enfoque, nesse caso, talvez não seja somente a aprendizagem, mas também a utilização da música para a saúde.
Claro que, dependendo do nível de deficiência, nem m sempre será possível um aprendizado musical pleno. E aí entra a função do um bom professor: adaptar sua metodologia para tal aluno ou ajudá-lo a direcionar da melhor forma sua aprendizado. Por isso é importante os professores de música conhecerem as questões que permeiam esse universo.

Viviane Louro.


Obras inacabadas. Que assim permaneçam?



Ninguém se atreveria a terminar uma escultura inacabada de Michelangelo, e mesmo ninguém teria a ousadia de terminar uma pintura não concluída de Leonardo da Vinci. No entanto o mesmo respeito nem sempre se dá em meio às obras musicais. No caso de uma composição musical o público em geral não teria nenhuma possibilidade de ter contato com um esboço incompleto, mas creio que é interessante refletir sobre estas tentativas de se completar o que os autores não tiveram tempo ou vontade de fazê-lo. Se o inferno está lotado de “boas intenções” o mesmo pode-se dizer a respeito destas tentativas, e questiono seriamente a qualidade de seus resultados. Vou dividir a lista das grandes obras inacabadas entre aquelas que não precisariam ser completadas, aquelas (raras) que foram completadas de maneira satisfatória, aquelas que têm resultados mistos, e aquelas que foram mal completadas.
Obras inacabadas, mas convincentes.
Duas obras me vêm à mente, que são convincentes, apesar de seu aspecto inacabado. ASinfonia em si menor, conhecida como “Inacabada” de Franz Schubert é a primeira delas. Esta obra tremendamente introspectiva leva muita gente a fazer um roteiro hollywoodiano sobre o compositor morrendo tentando terminar a obra. Besteira! Schubert escreveu os dois movimentos da Sinfonia Inacabada em 1822, bem antes de sua morte. Ele chegou a esboçar um terceiro movimento, mas é interessante saber que em 1823 ele mandou os manuscritos dos dois movimentos completados para um editor. Em resumo, ele a esta altura julgava a obra completada. Desonesta as tentativas de Gerald Abraham e Geoffrey Bush de completarem a obra.
Outra partitura que está bem como está é a ópera Moisés e Aarão (Moses und Aron) deSchoenberg. Apesar de o compositor ter escrito o libreto do terceiro ato, os dois atos que ele compôs a música estão bem convincentes. A frase de Moisés no final do segundo ato “Oh palavra que me falta” é a melhor conclusão que esta fantástica ópera poderia ter. Assisti em Berlim uma produção em que o terceiro ato, cuja música nunca foi escrita, era apenas declamado, como uma peça de teatro. Resultado pífio. Lembro, para completar, de um bom concerto que assisti aqui em Curitiba, quando os professores de Música Antiga da Oficina de Música tocaram a fuga inacabada da Arte da Fuga deBach. Ao deixar a coisa no ar, percebemos que aquela é a melhor solução.

Obras bem completadas

O melhor trabalho que tenho notícia de uma partitura completada por outro compositor é a ópera Lulu deAlban Berg. Seu autor ao falecer no final de 1935 deixou o último ato apenas esboçado. Sua viúva, que era meio perturbada, não deixou ninguém se aproximar destes esboços. No início até tentou de maneira esquiva convidar amigos de seu falecido esposo , como Arnold Schoenberg e Anton Webern, para completarem a obra, mas depois disse que teve conversas com seu falecido marido (não disse que ela era perturbada???) e que ele desejava deixar a obra inacabada. O meio musical festejou a morte desta enlouquecida viúva em 1975, e o compositor austríaco Friedrich Cerha fez o melhor trabalho de completar uma obra inacabada já feito na história da música. Não pode-se sentir diferença estilística alguma no ato completado por Cerha, e hoje o mundo pode assistir em sua totalidade uma das principais óperas da história da música. Assisti , no ano passado em Dresden, uma outra versão completada, assinada por Eberhard Kloke. Resultado pífio. Outra obra completada, e que pouca gente sabe que foi completada por outrem é o Concerto Nº 3 de Béla Bartók para piano e orquestra. Os últimos 17 compassos foram escritos pelo amigo e discípulo de Bartók Tibor Serly. Trabalho tão bem feito que ninguém nem desconfia dele.

Obras completadas de forma discutível

A obra inacabada, cuja conclusão é mais contestada, é o Réquiem de Mozart. Mais um roteiro hollywoodiano bem conhecido de todos. Vamos às lágrimas: um compositor, desprezado, pobre, tentando escrever seu hino de morte! Besteira! Este Réquiem realmente ficou esboçado pelo grande compositor, e seu aluno e assistente Franz Xaver Süssmayer se encarregou de completar a obra. A única parte completada por Mozart é a primeira sessão, o Requiem aeternam. A partir do Dies Irae as coisas vão rareando em termos de composição deMozart, e certos trechos do Requiem não tem uma nota sequer do mestre: o “Sanctus”, o “Benedictus” e o “Agnus Dei” são obras integralmente de Süssmayer. O que é mais discutível é que Süssmayer manteve a mesma orquestração em todo o trabalho, algo que o próprio Mozartnão costumava fazer. Outros músicos tentaram completar a obra, mas, mesmo que discutível, o trabalho de Süssmayer permanece o melhor.
Na mesma categoria estaria a ópera Turandot de Puccini. Ele não chegou a compor a cena final, e o compositor italiano Franco Alfano o fez, baseando-se nos esboços do compositor. Ao ouvirmos o primeiro acorde da versão de Alfano percebemos que estamos longe da qualidade de Puccini. Outro compositor italiano, Luciano Berio, fez em 2002 uma outra tentativa, mas o resultado é mais questionável ainda do que o de Alfano. Vamos ficar com Alfano. É menos ruim.

Obras mal completadas

Daí a lista é bem grande. Schubert é uma das principais vítimas. De maneira desonesta já se tentou completar de forma bem desajeitada duas de suas sinfonias apenas esboçadas, as de Nº 7 e 10, e o compositor Ernest Krenek fez uma assustadora versão da Sonata em dó maior conhecida como “Relíquia”. Mas o que mais me assusta mesmo são os defensores das versões completadas da Sinfonia Nº 10 de Mahler. A mais famosa das versões completadas é do inglês Deryck Coocke.Mahler completou apenas o primeiro movimento, e na realidade nem sabemos ao certo se este seria o primeiro, o último ou um movimento intermediário da sinfonia e grandes especialistas em Mahler como Bernard Haitink, Pierre Boulez, Leonard Bernstein e Bruno Walter rejeitaram publicamente esta discutível versão.
Outra obra completada com grande alarde comercial, foi a Sinfonia Nº 9 de Anton Bruckner. No ano passado Sir Simon Rattle anunciou aos quatro ventos que finalmente iria executar a versão completa desta obra que vinha sendo apresentada em apenas três movimentos. Que decepção! Este quarto movimento, realizado por uma equipe de musicólogos (Samale/Mazzuca/Phillips/Cohrs) é uma sucessão de lugares comuns, e algo bem distante do que se presumia para uma sinfonia que tem, em seus três movimentos completados, algumas das melhores páginas sinfônicas do final do século XIX. Outra solução lamentável é a da ópera Kowantschina de Mussorgsky. O compositor não só a deixou sem orquestra-la, mas não escreveu a última cena. Rimsky-Korsakow fez um trabalho sujo, não só orquestrando, mas cortando cenas, modificando e simplificando ritmos, e sobre tudo reduzindo a harmonia tão inovadora de Mussorgsky para encadeamentos acadêmicos. Felizmente o compositor russo Dimitri Shostakovich fez, no início da década de 60, um trabalho exemplar.

Completar pode ser criar

Encerro com uma experiência que julgo no mínimo interessante. Entre 1989 e 1990 o compositor italiano Luciano Berio (aquele mesmo que completou Turandot de Puccini) escreveu uma obra intitulada “Rendering”. Traduzo o título como “Retribuição”. Ele toma os esboços de uma Sinfonia deFranz Schubert, e preenche os lapsos com música de seu próprio estilo. Percebemos então, de forma clara, até onde Schubert escreveu e quais são as contribuições de Berio. O que surge é uma composição muito interessante, e creio mesmo que Berio fez aqui o mais criativo trabalho sobre os esboços de outro compositor. De qualquer maneira continuo manifestando a minha inveja aMichelangelo e da Vinci. Seus esboços e suas obras inacabadas continuam do jeito que deixaram.Afortunados!

Osvaldo Colarusso

terça-feira, 16 de abril de 2013

CURSO: Teatro, Cinema e TV - Talentos da Vila Vintém - GRATUITO



CURSO: Teatro, Cinema e TV - Talentos da Vila Vintém - GRATUITO

Talentos da Vila Vintém
Direção: Otavio Moreira

Aulas de Teatro > Interpretação, direção, figurino, cenografia, maquiagem e produção.
Cinema e TV > Interpretação, operador de câmera/áudio e roteiro

Duração: 2 anos
Gratuito

Trabalhos realizados pelos atores da TV.V:
Viver a Vida, Cidade de Deus, Cidade dos Homens, Última parada 174, Chamas da Vida, Vidas Opostas, Rebelde etc.
Encaminhamento para DRT e testes em teatro, cinema e TV.
Informações: (21) 3593-5907 / 9917-3881

Obra de Clarice Lispector é finalista do Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos EUA



Cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá em Nova Iorque no dia 4 de junho
A primeira tradução para o inglês de Um Sopro de Vida (A Breath of Life), o último romance de Clarice Lispector, por Johnny Lorenz, é finalista do Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos, na categoria Ficção. O anúncio dos dez finalistas, escolhidos entre os 25 nomeados, foi feito nesta quarta-feira pelo centro de investigação literária que criou a premiação, o Three Percent, da Universidade de Rochester, no estado norte-americano de Nova Iorque.

O Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos é atribuído anualmente ao melhor livro traduzido para o inglês, publicado no mercado norte-americano, considerando a qualidade da obra e da tradução. Segundo a organização, a premiação é “uma oportunidade para honrar e distinguir tradutores, editores e outros agentes literários que ajudam a disponibilizar a literatura de outras culturas aos leitores americanos”.

A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá em Nova Iorque no dia 4 de junho. O autor e o tradutor das obras premiadas nas categorias de Ficção e Poesia receberão um prêmio de US$ 5 mil dólares (cerca de 3.800 euros) cada, atribuído pela Amazon.

Clarice Lispector decidiu ser escritora em 1933, aos 13 anos. Em 1942, publicou sua primeira obra, Perto do Coração Selvagem. Ela escreveu 36 livros, entre os quais A Paixão Segundo G.H, A Vida Íntima de Laura, A Mulher que Matou os Peixes, Laços de Família e A Maçã no Escuro.

Correio do Povo

A literatura da mulher negra


Particularmente, eu, mulher e negra – e que, eventualmente me considero escritora, anônima, mas ainda assim escritora – conheço pouco de literatura feminina, quem dirá feminina e negra (aceito sugestões!).
Há pouco comecei a ler “Quarto de despejo – Diário de uma Favelada”, da maravilhosa Carolina Maria de Jesus. Me apaixonei por suas palavras… Portanto, esse texto segue com suas bases em cima da favelada que se letrou só, catando papel no lixo na década de 50, criando uma literatura própria e extremamente pessoal, que escrevia todos os dias pra mostrar a realidade da favela. Quero ressaltar que, tão pessoal quanto o diário de Maria Carolina, o meu texto também o é.
O livro abre portas para um contingente gigantesco de questões que permeiam e embasam a discussão sobre etnias, gêneros, divisões de classes… Mas o que quero propor de fato é uma reflexão pensada a partir de uma única questão: o que é uma literatura feminina e negra? Venho pensando nisso e sinto que é mais uma das formas de lutar, diariamente por uma identidade excepcionalmente deturpada, a de ser mulher e ser negra.
Há um imenso arsenal de livros conhecidíssimos sobre negros e não propriamente escritos por negros. E Quarto de Despejo, pode ser entendido como um marco (pouco conhecido), por trazer maravilhosamente a ideia de uma cultura negra existente e ativa, escrita por uma pessoa que vive na pele a condição de o ser. Carolina se demonstrava muito segura de si em relação à sua cultura e etnia bem como ao seu sexo, percebendo que poderia viver como quizesse (algo que em sua época ainda era muito contestado), mesmo que dentro das limitações impostas por sua condição social .
A nossa autora sabe que para cuidar de seus filhos, por exemplo, pode o fazer sozinha sem sucumbir aos preconceitos que recebe por conta de suas decisões. Assim, percebo na escrita da Carolina uma busca por uma identidade própria num período onde o “ser negro” é ainda tido como inferior ao mesmo tempo em que, em todos os momentos, ressalta sua etnia com orgulho.
“…Eu escrevia peças e apresentava aos diretores de circos. Eles me respondia:
- É pena você ser preta.
Esquecendo eles que eu adoro a minha pele negra, e o meu cabelo rústico. Eu até acho o cabelo de negro mais iducado do que o cabelo de branco. Porque o cabelo de preto, onde põe, fica. É obediente. E o cabelo de branco, é só dar um movimento na cabeça ele já sai do lugar. É indisciplinado. Se é que existe reincarnações, eu quero voltar sempre preta…Um dia, um branco me disse:
- Se os pretos tivessem chegado ao mundo depois dos brancos, aí os brancos podiam protestar com razão. Mas, nem o branco nem o preto conhece a sua origem.
O branco é o que diz que é superior. Mas que superioridade apresenta o branco? Se o negro bebe pinga, o branco bebe. A enferminade que atinge o preto, atinge o branco. Se o branco sente fome, o negro também. A natureza não seleciona ninguém.” Carolina Maria de Jesus
O curioso no livro como um todo é a ferrenha crítica social que esta mulher emprega à sociedade em que vive, onde lembra-se sempre da condição em que o “preto” se encontra, bem como a questão pessoal de ter optado por não ter marido e cuidar de seus três filhos sem ajuda externa. São situações que se pensadas atualmente, se renovam e se impõem diante de inúmeras de nós. A sensibilidade que ela cria em suas narrações e descrições faz com que tenhamos o seu universo percebido em nossas vidas. Dessas percepções tão sutis dela, tiro as minhas próprias.
Acredito fielmente no poder da literatura. E acredito que a luta negra e feminista está muito bem encaminhada, pois é cada vez mais conhecida e propagada (embora, muito se conteste sobre nós e nossos direitos, seja o de recebermos cotas, abortar, ir e vir sem sofrer com humilhações…). Sinto que uniar literatura à busca por ideais é um meio tão tranformador que pode gerar fins que antes talvez nem fossem cogitados.
Carolina Maria de Jesus percebia isso e, todos os dias em sua lida diária para colocar comida dentro de sua casa, não se cansava nunca de escrever. Sinto que nós, mulheres e negras, com nossos poemas, nossas palavras, nossos manifestos pessoais, temos muito a dizer. Vejo que nossa literatura que exalta o que somos e reafirma de onde viemos e o porque do nosso orgulho, precisa existir, para mostrar não só o poder da palavra, mas o poder do existir pelo que somos.
Marina da Silva Santos

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Orquestra Filarmônica de Santo Amaro



 Silvia Luisada – regente

Programa

Griegg Gardel, Chopin, Leroy Anderson e John Willians

14 abril – domingo – 11H00

Teatro Ítalo Brasileiro – Sala Paulo Autran
Av. João Dias, 2046
Santo Amaro - SP
Ingressos; 20

Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto


Norton Morozowicz – regente
Caio Pagano – Piano

 Programa

Guarnieri, Napomuceno e Guerra-Peixe

13 abril – sábado – 21h00

Teatro Pedro II
Ribeirão Preto – SP
Ingressos:  40

 

Orquestra Sinfônica de Sergipe


Daniel Nery – regente

Programa

Rossini - Abertura de La Cenerentola.
Humperdinck – Abertura de Jão e Maria
 e mais.

13 abril – sábado – 19h00

Igreja Sagrado Coraç]ao de Jesus
Laranjeiras – SE
Entrada Franca

Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba


Alexandre Brasolin – regente

Programa Variado

13 abril – sábado – 18h30
Capela Santa Maria – Espaço Cultural
Ingresso 30
Curitiba – Pr.