quinta-feira, 9 de maio de 2013

Editoras apostam agora em e-books curtos e baratos



Marginalizados no mundo analógico, onde amargam vendas baixas e a desconfiança das livrarias, formas mais breves de ficção e não ficção ganham uma nova chance entre os usuários de tablets e smartphones. Afinal, parece lógico que plataformas digitais cada vez menores e mais portáteis favoreçam obras menos extensas. Não por acaso, selos como Penguin Shorts e a Story Cuts (da gigante Random House) passaram a explorar o filão dos livros digitais curtos e baratos. Chamados de e-shorts ou minie-books, eles oferecem conteúdo inédito ou recortes de obras já existentes no formato avulso, nos moldes dos singles de música do iTunes. No mesmo embalo, o Amazon Kindle Singles, serviço on-line que vende histórias entre cinco mil e 30 mil palavras por até US$ 3, já comercializou mais de cinco milhões de cópias desde sua criação, em 2011.

Uma reclamação do usuário de tablet é a dificuldade em retomar a leitura de um livro longo, que precisa ser lido por partes — observa Sérgio Machado, presidente do Grupo Record, que ainda não lançou produtos nesse formato, mas vem acompanhando com interesse essa movimentação no mercado. — Dentro dessa lógica, acredito que o e-book se preste para o texto mais curto, que pode ser lido de uma sentada só.
A distribuição em formato avulso favorece quem busca uma leitura rápida e barata. No caso do Kindle Singles, que não tem previsão de lançamento no Brasil, a obra inédita é escrita especialmente para o serviço. Negociando de forma direta com a Amazon, sem intermédio das editoras, seus autores recebem 70% das vendas — o que representaria uma renda média de US$ 22 mil por single, segundo cálculos do jornal “The New York Times”. O formato está atraindo autores em busca de espaço (são mais de mil manuscritos recebidos por mês), mas também nomes consagrados, como Stephen King e Chuck Palahniuk.
Apesar do potencial comercial, a comercialização do e-short ainda engatinha por aqui. Na última terça-feira, a editora Cosac Naify estreou no mercado digital disponibilizando uma série de contos avulsos de Tchekhov, Tolstoi e Robert Stevenson a R$ 5 cada. Em 2011, a Editora 34 comercializou, a R$ 0,99 e R$ 2,99, histórias avulsas do livro “Nova antologia do conto russo”, que incluía autores como Ivan Turgueniev e Tolstói. As vendas surpreenderam, atingindo mais de um quinto das do exemplar impresso.
— Foi só uma experiência, mas, como o resultado superou as expectativas, já cogitamos a hipótese de repeti-la no futuro — conta Eliete Cotrim, gerente comercial da Editora 34.
Já a Objetiva criou o selo digital “Foglio” no final do ano passado, destinado a publicar obras com até 15 mil palavras. A primeira leva oferece textos de Luis Fernando Verissimo sobre jazz, contos de Ana Maria Machado e poemas de Mario Quintana, por preços que variam entre R$ 4 e R$ 8.
Em tese, o e-short é a vitrine ideal para autores estreantes de narrativa curta. Ao contrário do Kindle Singles, contudo, as grandes editoras brasileiras contentam-se em reposicionar um conteúdo já publicado pela casa. Pelo menos por enquanto, a aposta em novos autores é feita apenas por editoras menores ou voltadas para a literatura de nicho, como a Draco, de São Paulo, cujo hit digital é o conto “A torre das almas”, de Eduardo Spohr.
— Como livros de R$ 2 a R$ 5 não doem no bolso, leitores que não conhecem autores ou selos podem experimentar sem medo de se arrepender da compra — justifica Erick Sama, editor da Draco.
Para Bernardo Ajzenberg, diretor executivo da Cosac Naify, a venda fracionada funciona mais como um incentivo à compra integral de uma determinada obra.
— Os contos avulsos, até agora, têm mais o sentido de uma amostra do conjunto da obra em que eles estão inseridos — explica Ajzenberg. — No caso da Cosac Naify, é preciso considerar que o livro impresso traz um conteúdo bem mais amplo, como prefácio, posfácios, dados biográficos e apêndices, que não se encontram no formato avulso. Entendemos que o maior potencial está nos ensaios, livros de referência, que prescindem, em tese, de muitas imagens ou ilustrações.
A forma tímida como as editoras brasileiras adotaram o e-short mostra que a fórmula ainda passa por um período de testes.
— As editoras no Brasil estão numa fase de experimentação com os e-shorts — avalia Camila Cabete, gerente sênior de relações com editores da Kobo, empresa que fabrica leitores digitais e comercializa e-books em parceria com a Livraria Cultura. — A ideia é ver como o consumidor vai receber para depois investir. Mas já dá para dizer que a aceitação está sendo muito boa. O formato tem tudo para ser o must de 2014.
Antes de fazer comparações com o exterior, porém, vale lembrar que os e-books representam menos de 2% do total de livros vendidos no Brasil, contra 23% nos Estados Unidos em 2012. Com o mercado digital incipiente, o e-short acaba juntando o pior dos dois mundos: vendas reduzidas a preços ainda mais reduzidos. Por isso a opção de alguns em lançar apenas autores já famosos.
— O marketing continua sendo um problema: como chamar a atenção de algo que não é conhecido? — lembra Machado.
— Quando você oferece o e-short de um clássico, pelo menos pega aquele cliente que acabou de comprar o tablet e procura algo conhecido e barato para testar o produto. É o cliente que não quer correr o risco de começar a ler uma obra longa e terminar no meio.
Apesar do tamanho reduzido, os e-shorts não são necessariamente mais fáceis ou baratos de produzir. Obras fracionadas multiplicam as vendas, mas também a mão de obra das editoras.
— Quando você fatia um livro já existente em dez novos pedaços, precisa prestar contas novas para cada um dos pedaços — continua Machado. — Mesmo que venda bastante, pode não valer a pena.
A autopublicação ainda é o terreno em que o e-short mais avança no Brasil, mas nem sempre com estratégias criteriosas. Entre os e-books mais vendidos da Amazon aparece “Aprender meditação, relaxamento, em um dia!”, um texto curto de dez páginas em que o editor se desculpa logo de cara por usar “um tradutor digital on-line que nunca é tão bom como uma pessoa real”. Para Noga Sklar, fundadora da KBR, editora pioneira no mercado digital, a ideia de single não foi bem compreendida por alguns editores brasileiros.
— Muitos desses e-books baratos são praticamente amostras, capítulos, contos fracionados, às vezes com menos de dez páginas, histórias incompletas, atalhos utilizados por algumas editoras para vender caro vendendo barato — lamenta. — O leitor se sente enganado ao pagar, digamos, R$ 1,99 por um “livro” e descobrir que comprou gato por lebre.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ensaio Aberto da Osesp


 Stépahane Denève – regente
Hélène Grinaud – piano
09.05 – quinta – 10H00
Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes s/n
São Paulo – SP
Ingressos: R$ 10

Orquestra Sinfônica de São Paulo



Stépahane Denève – regente
Hélène Grinaud – piano
Programa
Beethoven, Mamillan
Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes s/n
São Paulo – SP
Ingressos: R$ 28 a R$ 160

Conservatório Musical Villa-Lobos da FITO faz lançamento de CD



Sylvia Maltese – piano
Lnaçamento do cd “Encontro com a música de São Paulo”
Prgorama;
Carlos Gomes, Zequinha de Abreu Alexandre e Luiz Levy, Pereira da Silva. Kilsa Setti Lacerda e Guarnieri

09.05 – quinta – 21H00
Conservatório Musical Vila Lobos da Fito
Rua Camélia, 26
Jardim das Flores – Osasco – SP
Entrada Franca

A AACT comunica a abertura de vagas para bolsas de estudos



A AACT comunica a abertura de vagas para bolsas de estudos fornecidas no âmbito do Programa de efetivação da Educação Musical/Teatral através de Ações Suplementares (Bolsa-Estímulo), para alunos regularmente matriculados e para ingressar como aluno novo nos cursos de oboé, fagote, violino e viola do Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” de Tatuí, segundo as condições abaixo:

a.) Ingressar como aluno novo: O candidato aprovado será aluno bolsista regularmente matriculado no curso desejado e além das aulas de instrumento terá que cumprir com a grade curricular, tocar no grupo pedagógico-artístico e participar como monitor aprendiz no grupo pedagógico jovem (ler item 1.1).

b.) Aluno regularmente matriculado: Além das atividades que já freqüenta, o aluno irá tocar no grupo pedagógico-artístico e cumprir atividade como monitor aprendiz no grupo pedagógico jovem (ler item 1.1).

1. Modalidade: Bolsa-Performance

Objetivos: Valorizar e incentivar a atividade artística propriamente dita, dando oportunidade aos alunos talentosos que freqüentam os cursos regulares de música/teatro, de exercer a almejada prática instrumental/vocal, sob orientação de profissionais, ampliando as experiências que constituirão sua formação plena efetiva e suas oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

1.1 Monitor Aprendiz

O aluno bolsista da modalidade performance, além de ensaiar e tocar no grupo pedagógico-artístico, terá também de cumprir atividades como monitor aprendiz no grupo pedagógico equivalente (por exemplo, o equivalente pedagógico da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí é a Orquestra Jovem do Conservatório de Tatuí).
A cada bimestre do ano, as atividades atreladas ao grupo pedagógico serão assim distribuídas:

Bimestre
1° mês            2° mês
Participação nos ensaios* durante uma semana.         
Participação nos ensaios durante duas semanas (ao final das quais haverá uma apresentação de conclusão do bimestre). O bolsista deverá  também tocar nesse concerto final.

*Os ensaios dos grupos pedagógicos ocorrem duas vezes por semana e têm duas horas aula cada. As semanas cujos ensaios os bolsistas deverão tomar parte serão estabelecidas pelos professores dos grupos em comum acordo com os coordenadores dos grupos pedagógico-artísticos.
A função do monitor aprendiz, portanto, é a de auxiliar o colega não bolsista, dando suporte e orientações durante os ensaios e apresentações.
A participação nos ensaios dos grupos designados (pedagógico-artístico e pedagógico) faz parte intrínseca da contrapartida que o aluno deve ter para a manutenção de sua bolsa. Qualquer ausência a qualquer ensaio ensejará o cancelamento da bolsa.
Valor da bolsa de estudo:  R$ 1.000,00 mensais, para grupos com 03 ensaios semanais.
Vigência da bolsa de estudos: de junho a dezembro de 2013.

Observações:

1. Os bolsistas deverão realizar atividades normais dentro de seu grupo pelo período de 15 (quinze) dias no mês de julho.
2. Estes 15 (quinze) dias serão dispostos e requisitados pelos respectivos coordenadores dos grupos pedagógico-artísticos em função da programação de cada um deles.

2. INSCRIÇÕES

2.1. Período: De 07 a 21 de maio de 2013 (exceto sábado e domingo), pessoalmente na Secretaria Escolar do CDMCC, sito a Rua São Bento, 808 – centro, Tatuí/SP (Antigo Fórum).
Para os candidatos que não são alunos será cobrado a taxa no valor de R$ 40,00 reais, no ato da inscrição.
2.2. Horário de atendimento: De segunda a sexta-feira, das 08:00 às 11:00 e das 14:00 às 17:00 horas.

2.3. Requisitos para inscrição:

1) A inscrição pode ser feita por terceiros desde que apresentados os documentos na forma correta;
2) Possuir idade mínima de 14 anos completos;

2.4. PARA TODOS OS ALUNOS:

Documentos obrigatórios (cópias simples):
1) Ficha de Inscrição (Anexo 2) devidamente preenchido;
2) Documento de identidade com foto recente (RG, RNE, CNH, etc.);
3) Comprovante de residência em seu próprio nome ou em nome dos pais ou responsável;
4) Para menores de 18 anos, comprovante de matrícula no Ensino Fundamental, ou comprovante de sua conclusão (exemplos: diploma do Ensino Fundamental, matrícula no Ensino Médio, etc.);

3. TESTES E RESULTADOS

3.1. Realização do Teste Prático:
- As datas dos testes, horários e os conteúdo dos Testes Práticos de cada área e em cada modalidade de bolsa está especificado no Anexo 1 deste Regulamento.
- Os Testes Práticos serão realizados perante Banca Examinadora formada por professores do CDMCC, a qual concederá ao candidato uma nota de 0 a 10, de acordo com seu desempenho técnico-musical e artístico.
- Os candidatos que obtiverem nota final inferior a 6,0 serão desclassificados da seleção.

3.2. Divulgação dos resultados e início das atividades:
- Os resultados finais serão divulgados em lista contendo os nomes dos alunos em ordem decrescente de classificação, contemplando aprovados e respectivos suplentes.
- Os candidatos classificados como suplentes serão chamados à medida que as vagas forem surgindo, seguindo-se estritamente a ordem de classificação.
- Os candidatos aprovados serão convocados a comparecer à Secretaria Escolar em data e horário previamente definidos para firmarem o respectivo Termo de Concessão de Bolsa de estudos, devendo nessa ocasião apresentar cópia simples do comprovante de conta corrente com titularidade do candidato, no Banco do Brasil (conta individual ou conjunta com responsável legal).
- O início das atividades dos alunos bolsistas aprovados nesta seleção está previsto para 03/06/2013 (2ª feira).

4. DEVERES DOS ALUNOS BOLSISTAS

- Cumprir integralmente as atividades que constituem a contrapartida à bolsa de estudos obtida.
- Obter nota mínima de 8,5 na disciplina do respectivo instrumento e nota mínima de 8,0 nas demais disciplinas de seu curso, em todas as provas aplicadas no decorrer do período letivo.
- Não possuir mais de uma falta não justificada em cada disciplina durante o período letivo.
- Possuir 100% de comparecimento em todas as avaliações e apresentações, salvo justificativa aceita pela Assessoria Artística ou Pedagógica.
- Cumprir os demais deveres e responsabilidades previstas no respectivo Termo de Concessão.

Os casos omissos serão analisados e decididos pelas Assessorias Artística e Pedagógica da AACT.


Concurso Dramaturgia Novos Autores

Para melhor visualização clique sobre o flyer

A Casa Ranzini convida para o Mini curso de Música



Apreciação musical do período barroco e a música brasileira no período colonial
Período barroco da música erudita e a música executada e produzida no período da colonização brasileira, por meio de palestra, vídeos e gravações.
Haverá também alguns exemplos musicais apresentados com um instrumento barroco (adaptado) e outro “moderno”, com a finalidade de ilustrar algumas questões estéticas que estas diferenças técnicas proporcionaram.
Sobre o palestrante: Mauro Viana é violista da Orquestra Arte Barroca e bacharel em música pelo Instituto de Artes da Unesp. Atuou em diversas orquestras sinfônicas do interior e do litoral do estado de São Paulo. Foi integrante do Quarteto de Cordas Martins Fontes (Santos).
Inscrições
Cursos Olhar a Arte. Casa Ranzini. Rua Santa Luzia, 31. Liberdade. Investimento: R$100,00 (cem reais) público geral e R$ 80,00 (oitenta reais) estudantes.
Inscrições: casaranzini@gmail.com/laura.carneiro@gmail.com/
Luana, Casa Ranzini: (11) 3104 3140 / Laura Carneiro (11) 97690-5247


terça-feira, 7 de maio de 2013

Opera Ça Ira – Há esperança , de Roger Waters



Orquestra Sinfônica Municipal e Coro Lírico Municipal
Rick Wentworth – regente

07.05 – terça – 20H00
Teatro Municipal de São Palo
Praça Ramos de Azevedo s/n
São Paulo – SP
Ingressos: R$ 40 a R$ 100

Yo Yo Ma e Kathryn Stott na Sala São Paulo



Yo Yo Ma

Programa:
Stravinsky, Villa-Lobos, Piazzola, Guarnieri, De Falla, Messiaen e Brahms

07.05 – terça – 21H00
Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes s/n
São Paulo – SP
Ingressos:  de 140 a R$ 390

Rodrigo Vitta, regente e compositor paulista, classifica-se para a final do Festival Tinta Fresca 2013.


Rodrigo Vitta

O compositor e maestro paulista Rodrigo Celso Vitta ou Rodrigo Vitta, como é conhecido no meio musical, com sua Sinfônia IV, “Paulista”, foi classificado para a final do concurso Tinta Fresca, promovido e levado a efeito pela Orquestra Filarmônica do Minas Gerais..
Desde 2008, obras de compositores brasileiros têm sido interpretadas pela Filarmônica de Minas Gerais. A oportunidade, rara no cenário nacional, é fruto do Festival Tinta Fresca, concurso que tem o objetivo de identificar e fomentar a criação musical sinfônica entre compositores brasileiros natos ou naturalizados.

Festival Tinta Fresca 2013
Concurso para compositores brasileiros

Resultado da primeira etapa
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e a comissão julgadora, formada por Amaral Vieira, André Mehmari e Rodolfo Coelho de Souza, anunciam o resultado da primeira etapa do Festival Tinta Fresca 2013:
Francisco Ferro       L´organo marino
Rodrigo Meine         ... E Ele Construiu uma Casa Torta
Leonardo Margutti             Em Sete
Rodrigo Vitta           Sinfonia IV, "Paulista"

AV-Rio, Assossiação de Violão do Rio de Janeiro, promove XI Seleção de Jovens Talentos


Estão abertas as inscrições para a XI Seleção de Jovens Talentos da Associação de Violão do Rio (AV-RIO) que este ano homenageia Marco Pereira, docente da Escola de Música e internacionalmente reconhecido como um dos grandes nomes do violão brasileiro das últimas décadas.
Realizado anualmente, o concurso que em 2013 conta com o apoio do Goethe Institut premiará três jovens violonistas. Para participar, os candidatos deverão comprovar residência no Estado do Rio de Janeiro há pelo menos dois anos do mês do certame (ou seja, junho de 2011), além de concordar com as normas do certame que podem ser consultadas a partir do link respectivo ou no site da associação.
Criado em 2003 para aumentar as oportunidades de jovens violonistas, o concurso desde 2008 encomenda uma obra inédita de um compositor brasileiro para ser estreada pelos concorrentes como peça de confronto. Este ano, a obra de Marco Pereira será disponibilizada a partir da segunda quinzena de março.
Fundada em 2001, a AV-Rio tem realizado centenas de eventos, lançado três CDs coletivos e organizado onze concursos (10 regionais e um nacional). Certames organizados pela associação motivaram a composição ou promoveram a estreia de obras como Passacalha para Fred Schneiter (2002) e Alternâncias (2008), ambas de Edino Krieger; Dez Estudos para violão (2009), de Ricardo Tacuchian; Dez Estúdios para Violão (2010), de Luiz Otávio Braga; Tocata para Violão (2011),  Pauxy Gentil-Nunes; e Prelúdio e Fughetta No. 2 (2012), de Marcelo Rauta.
Marco Pereira
Natural de São Paulo onde fez seus estudos de violão sob a orientação do mestre uruguaio Isaias Sávio no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, Marcos Pereira recebeu o título de Mestre em Violão pela Université Musicale Internationale de Paris e defendeu tese sobre a música de Heitor Villa-Lobos no Departamento de Musicologia da Universidade de Paris-Sorbonne. Atualmente é professor adjunto no Departamento de Composição da UFRJ.
Com uma discografia de mais de dez CDs e vários prêmios importantes, suas composições estão editadas pela Editora Lemoine de Paris e pela GSP (Guitar Solo Publications – San Francisco, CA – USA. Suas obras para violão têm sido gravadas e tocadas em concerto por grandes intérpretes americanos e europeus. Mais informações no site do músico.

Projeto "O Violão Carioca"



O Violão Carioca é um programa de encontros performáticos que visa difundir, gratuitamente, a cultura e as influências que nortearam os principais compositores e músicos, cariocas ou não, que elegeram o violão como o seu instrumento de criação e a cidade maravilhosa como o cenário inspirador. Apoiado pelo Centro Cultural Justiça Federal, a série conta com direção musical de Bartholomeu Wiese, coordenação de Fábio Neves e produção executiva de Mauro Band.Este será o primeiro encontro do ciclo, que terá como convidado, no dia 26 de abril, o violonista Luis Carlos Barbieri. Este encontro abordará os fatos mais relevantes que consolidaram o violão como instrumento respeitado, tanto na música de concerto e nos eventos de música contemporânea, quanto nas instituições cariocas de ensino superior, nos anos de 1980, no Rio de Janeiro. Tais fatos permanecem atrelados a algumas das personalidades da música que foram determinantes para a formação da paisagem sonora que permeia o nosso cotidiano.Luis Carlos Barbieri é Bacharel em música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atual diretor e ex-presidente da Associação de Violão do Rio de Janeiro-AV Rio, Luis também é o diretor musical da Mostra e Concurso Nacional de Violão Fred Schneiter. Integrou por 14 anos o Duo Barbieri-Schneiter e atua como solista e compositor.

Serviço
15/05 - 14hs
Identidade musical carioca e Augustín
Barrios; por Cyro Delvizio

12/06 - 14hs
O Choro e os violonistas: de Pavuna a Ipanema;
por Luiz Otávio Braga

16/08 - 14hs
Imagem Carioca; por Ricardo Tacuchian

11/09 - 14hs
Vida e obra de Nicanor Teixeira: o violão sertanejo no
Rio de Janeiro; por Fabrício Eyler

09/10 - 14hs
Bossa Nova e
novas bossas; por Paulo Aragão

13/11 - 14hs
Radamés e VillaLobos: a música
urbana; por Celso Ramalho

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Edu Lobo lança disco 'Edu Lobo & Metropole Orkest', gravado há dois anos em Amsterdã


Três anos depois do último CD de inéditas ('Tantas marés'), Edu Lobo, de 69 anos, está de volta aos discos de capa escura que vêm marcando os (re)lançamentos e edições cujo repertório não tem faixas originais. O “escuro” da vez, com direito à já clássica pose do cantor-compositor na capa, é 'Edu Lobo & Metropole Orkest', que Edu gravou há dois anos, durante apresentação no Teatro Beurs van Berlage, Amsterdã, ao lado da orquestra holandesa.
Sob a regência do maestro Jules Buckley, o concerto realizado em maio de 2011 reúne temas como 'Casa forte', 'Canto triste' (com Vinicius de Moraes) e 'Vento bravo' (com Paulo César Pinheiro), além das canções 'Dança do corrupião' e 'No cordão da saideira'. Ao lado dos músicos da Metropole, Gilson Peranzzetta (piano e acordeom) assina as orquestrações do CD e Mauro Senise comparece com a flauta piccolo e os saxofones alto e soprano.
O projeto surgiu a partir do convite feito ao compositor, músico e arranjador pela Orquestra Metropole. Formada em 1945, a orquestra holandesa é tão numerosa quanto musicalmente versátil. Com ela já se apresentaram artistas com Al Jarreau, Herbie Hancock, Paquito D’Rivera, Brian Eno e Andrea Bocelli.
Antes do convite a 'Edu, a Metropole Orkest' já havia tocado com os brasileiros Astrud Gilberto, Egberto Gismonti e Ivan Lins. 'Edu Lobo & Metropole Orkest' chega às lojas depois da reedição do clássico 'Meia-noite', de Edu, originalmente lançado em 1995, pela extinta gravadora Velas.
Arranjador e orquestrador de vários registros de suas composições, Edu Lobo surge como intérprete à frente da Orquestra Metropole. Depois de cuidar, ele mesmo, dos arranjos de suas obras, nos últimos anos Edu tem preferido contribuir com ideias e sugestões, dividindo o trabalho – sejam CDs, trilhas para cinema e teatro e shows – com orquestradores, como Cristóvão Bastos, Nelson Ayres, Gilson Peranzzetta e Chico de Moraes.

Bienal de Veneza destacará os brasileiros Tamar Guimarães e Paulo Nazareth


Ela faz filmes e projeções de slides que embaralham realidade e ficção. Ele faz da vida uma performance e desaparece meses a fio para construir seus trabalhos. Tamar Guimarães e Paulo Nazareth são os dois artistas brasileiros, além de Arthur Bispo do Rosário, morto em 1989, escalados para a mostra principal da Bienal de Veneza, que começa em junho deste ano.
Paulo Nazareth está 'reinventando a performance' com caminhadas
Obra de Tamar Guimarães se constrói a partir de 'pensamento nômade'
Tanto ela quanto ele nasceram em Minas Gerais e ganharam o mundo, conquistando curadores como Hans Ulrich Obrist (que levou obras dos dois à sua mostra na Casa de Vidro, em São Paulo), Adriano Pedrosa (que trabalhou com Guimarães em seu Panorama da Arte Brasileira em 2009), e Gunnar Kvaran, que chamou Nazareth para a próxima Bienal de Lyon.
Guimarães, que vive e trabalha em Copenhague, na Dinamarca, chama a atenção pela construção cuidadosa de diálogos e enredos em seus filmes-obras, quase todos calcados em clássicos da literatura, da filosofia e do cinema. Há quase três décadas fora do país, Guimarães tem o que alguns críticos chamam de "olhar forasteiro" para temas do Brasil.

SILAS MARTÍ

Texto inédito de Moliére estreia nos palcos do Rio



Erasmo e Valério são dois jovens cavalheiros que disputam o amor da bela Lucilia. Esta dá clara preferência à Erasmo, mas Valério assegura que se encontra com ela na calada da noite. Lucilia, porém, jura que não. Quem estará mentindo? Este é o fio inicial de um emaranhado de mal-entendidos amorosos que Moliere explora em Apesar do Amor.
No imbroglio amoroso, ainda entram as histórias amorosas dos criados Renatão e Marinette (espécie de paródia grotesca do lirismo do triângulo amoroso dos patrões), além de Ascânio, irmão de Lucilia, envolvido em uma complicada troca de sexo, e os pais de Valério e Lucilia, (Alberto e Polidoro), que escondem segredos que viram a história de cabeça pra baixo.

Apesar do Amor é a primeira encenação brasileira do texto de Moliére “Le Depit Amoreux”. A tradução e adaptação do original foi feita por Ivan Fernandes, vencedor do prêmio Zilka Salaberry 2011 peloespetáculo “Leonardo, o Pequeno Gênio da Vinci”. Para criar o universo da peça – formado pelos típicos desencontros amorosos entre casais de patrões e criados sempre abordados na commedia dell’Arte -, o elenco (grupo Teatro Gas), se preparou por mais de seis meses de ensaios.
Embora seja basicamente fiel à trama criada por Moliére, o espetáculo não foge das referências modernas à cultura pop. Esta é uma das chaves do humor da peça: a convivência entre elementos clássicos e modernos. “A comédia parte de um tema clássico para falar do amor de hoje em dia. O objetivo é rir do lado patético que toma conta de todos os apaixonados, algo que não mudou entre os seres humanos mesmo com séculos de evolução”, afirma o diretor Ivan Fernandes.
Os figurinos, dentro da proposta, brincam com a estética francesa do século XVII, mas não são recriações históricas, e sim divertidas brincadeiras teatrais. A trilha sonora é formada por hinos da música brega brasileira, a melhor para tratar dos descaminhos, desventuras e desilusões amorosas nos quais se inscreve a trama da peça. Os cenários procuram passar a ideia de um jardim de palácio francês, que abrigava os divertimentos – teatrais e, por que não, amorosos – dos nobres franceses.

SERVIÇO:
Apesar do Amor
Temporada: de 23/04 a 15/05
Quando: Terças e quartas, às 21h
Onde: Teatro Maria Clara Machado – Planetário da Gávea (Av. Padre Leonel França, 240 – Gávea)
Quanto: R$30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Forma de pagamento: Em dinheiro na bilheteria ou pelo site www.compreingressos.com
Maiores informações: www.teatrogas.com.br
Lotação: 128 lugares (não marcados)

FICHA TÉCNICA:
Direção: Ivan Fernandes
Elenco: Diogo Borges, Flavia Spranger, Guga Guimarães, João Uno, Luciano Martins, Maria Clara Nascimento, Raphael Carbone, Ruy Lemos, Tatiane Albernaz, Shizue Morimoto
Músico Convidado: Mario Fontanive Andrade


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Prefeito fanfarrão do Rio de Janeiro participa da inauguração fajuta do Maracanã. O caso Orquestra Sinfônica Brasileira.


 
Eduardo Paes

Como todos já devem saber, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, em ofício assinado pelo prefeito Eduardo Paes, datado de 18 de março, comunicou à Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (FOSB) a suspensão por tempo indeterminado do patrocínio municipal a esta instituição.  As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.  Segundo o diário carioca, o motivo da retirada do patrocínio seria a necessidade de “fazer um grande aporte de verba na preparação da cidade para os eventos esportivos dos próximos anos”.
Mais do que bom senso, falta vergonha à Prefeitura do Rio de Janeiro, por um motivo muito simples: a temporada de concertos da FOSB está em andamento e, mesmo em 18 de março, estava às vésperas de começar, com assinaturas vendidas, todo um projeto de divulgação estampado na grande imprensa e o cacete a quatro!  Mal comparando, é muita sem-vergonhice informar ao motorista que ele terá que trocar o pneu com o carro andando.
Se o prefeito tivesse um pingo de responsabilidade, das duas, uma: ou informaria à FOSB que o patrocínio estaria suspenso a partir da próxima temporada, tendo a atitude digna de informar a suspensão do mesmo com praticamente uma temporada inteira de antecedência, dando tempo à FOSB de buscar formas de cobrir este rombo e buscar outro(s) patrocinador(es); ou, em vez de suspender totalmente, negociaria uma redução do aporte, talvez da ordem de 50% – o que reduziria a perda na verba anual da instituição de cerca de 20% para aproximadamente 10%, índice mais tolerável.
No entanto, se analisarmos alguns fatos e notícias dos últimos tempos, entenderemos bem porque a prefeitura toma esta atitude de tão baixo nível e completa falta de bom senso.  Vejamos:
1- Todos sabemos que, quando o ex-prefeito César Maia deixou a prefeitura em 2008, as obras da então Cidade da Música não estavam concluídas, e a “inauguração” fajuta ocorrida em dezembro daquele ano foi ato típico de político incompetente, que não conseguiu concluir a obra até o final de seu mandato.  Quando assumiu a prefeitura, Eduardo Paes fez beicinho para o antecessor, e resolveu auditar a obra, que ficou parada muito tempo.  O atual prefeito, talvez com inveja da incompetência de Maia, demorou seis anos(!!!) inteirinhos para conseguir abrir definitivamente a agora rebatizada Cidade das Artes, inicialmente em regime de “soft opening” e com um musical de gosto pra lá de duvidoso.  Ah, essas obras públicas!…
2- As obras do BRT Transoeste, aproximadamente seis meses depois de inauguradas, apresentaram problemas de buracos no asfalto, mesma ocasião em que se percebeu a falta de um sistema de drenagem.  Foi verificado afundamento de asfalto até no melhor trecho do BRT, entre a Barra e o Recreio.  Segundo o Engenheiro Antônio Eulálio Pedrosa Araújo, do CREA, “houve negligência na fiscalização por parte do município e também da empresa (contratada), que alega ter sido obrigada a acelerar o serviço, mas não registrou oficialmente os riscos de se fazer esse trabalho às pressas”.
Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/avaliacao-tecnica-crea-aponta-falhas-no-brt-7246532.
Engraçado, na Cidade das Artes a obra seguiu a passos de tartaruga, já no BRT foi feita às pressas e sem o menor cuidado e interesse em saber se a mesma estava sendo bem realizada.  Ah, essas obras públicas!!…

3- O Velódromo do Rio, construído para o PAN 2007 por cerca de R$ 14 milhões, foi desativado em fevereiro deste ano por decisão do atual prefeito, que chegara a “garantir que não seria feita uma outra instalação, mas depois voltou atrás”.  A informação é do Globo Esporte.com.  O novo velódromo, que substituirá o desativado, está orçado em R$ 134 milhões.  Diferença irrisória, não é?  Ah, essas obras públicas!!!…
Fonte: http://globoesporte.globo.com/outros-esportes/noticia/2013/02/velodromo-do-rio-fecha-portas-nesta-sexta-e-deixa-atletas-desabrigados.html

4- E a licitação dos ônibus municipais?  Pouco tempo depois de assumir a prefeitura, Eduardo Paes anunciou com estardalhaço, próprio de um político do seu nível, que faria uma licitação das linhas de ônibus municipais, com o objetivo de melhorar o serviço oferecido à população, bem como o controle e a fiscalização por parte da prefeitura.  A licitação foi feita, mas quem a venceu foram as mesmas empresas que já controlavam o serviço na cidade há décadas.  Não é preciso dizer que o serviço continuou um lixo, e o tal “controle” da prefeitura não passa de piada de mau gosto.  A cidade está cheia de ônibus velhos, com defeito, conduzidos por péssimos motoristas, que avançam sinais, param fora do ponto, batem em postes, invadem propriedades privadas, caem de viadutos e atropelam ciclistas, muitas vezes com vítimas fatais.
Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/consorcios-cariocas-sao-os-vencedores-da-licitacao-dos-onibus-do-rio-2958389

Foram só quatro exemplos da “brilhante” administração de Paes.  Os jornais estão cheios de outros “belos” exemplos.  Não é, portanto, de se espantar que a decisão de suspender o patrocínio à FOSB tenha sido tomada para ajudar a construir prováveis elefantes brancos que serão desativados depois das Olimpíadas, exatamente como o citado Velódromo do Rio.
Enquanto isso, e enquanto enrola o Superintendente da FOSB, Ricardo Levisky, não marcando uma reunião solicitada por este desde 20 de março, Eduardo Paes parece feliz que nem pinto no lixo, como se pode verificar no vídeo cujo link segue abaixo, registrado durante a reinauguração do Maracanã (fajuta, assim como aquela que César Maia fez na Cidade da Música e que Paes tanto criticou, porque concluída a obra do estádio não está), onde aparece ao lado do governador Sérgio Cabral (aquele que pouco ajuda e nunca aparece no Municipal) e da presidente Dilma Rousseff, para quem cada estádio inaugurado é o mais bonito do país:
http://globotv.globo.com/sportv/futebol-nacional/v/eduardo-paes-entra-no-clima-da-torcida-no-novo-maracana/2542190/

Este fanfarrão que aparece no vídeo é o prefeito que os cariocas elegeram.  Duas vezes!  O que se poderia esperar de uma figura como esta?  A favor dos cariocas, diga-se que os concorrentes do eleito eram também de uma mediocridade constrangedora.

Por e-mail, através da assessoria de imprensa, o Superintendente da FOSB, Ricardo Levisky, gentilmente respondeu aos questionamentos do www.movimento.com.  Segundo Levisky, o principal objetivo da FOSB no momento é “conversar com a prefeitura e encontrar uma maneira de reverter este quadro”.  O problema, acrescento de minha parte, é encontrar uma brecha na agenda de fanfarronices do prefeito.
Sobre a possibilidade de não conseguir reverter a decisão da prefeitura, o Superintendente afirmou:
– Estamos trabalhando intensamente no sentido de manter nossa previsão orçamentária.  Se a conversa com a Prefeitura do Rio não evoluir, vamos seguir no que é feito desde 2005: ampliar a captação.  Nossa prioridade é a excelência dos nossos corpos artísticos, e todos os esforços convergem para isso.
Em resposta a questionamento do www.movimento.com sobre a decisão da prefeitura, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Cultura informou que foi orientada a não se pronunciar sobre o caso, e que eventuais contatos sobre este assunto deveriam ser direcionados ao gabinete do prefeito.  Até o momento do envio deste artigo para publicação, a assessoria de imprensa do gabinete do prefeito, questionada sobre o fato de a suspensão do patrocínio ter sido comunicada praticamente com a temporada em andamento, não se pronunciou sobre o caso – o que, no meu entender, demonstra clara falta de interesse do prefeito em debater o assunto.  Nem ao jornal O Globo a prefeitura deu declaração oficial até o momento.

Sobram bolsas para brasileiros em Harvard e no MIT


Universidades de ponta dos Estados Unidos - como Harvard, Stanford e Columbia -, e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estão oferecendo a estudantes brasileiros 1.400 bolsas de estudo para doutorado completo. Os benefícios são financiados pelo governo federal, por meio do programa Ciência Sem Fronteiras (CsF), e a expectativa é que encontrem interessados até 2015.

Apesar do convênio do governo brasileiro com as universidades americanas ter sido firmado em abril de 2012, a falta de divulgação da oportunidade levou a Laspau, entidade vinculada à Harvard e responsável pela concessão das bolsas, a realizar uma visita ao país na quarta-feira.

"Trata-se de um acordo histórico, sem precedentes. Os estudantes brasileiros precisam saber que eles podem estudar nas melhores universidades norte-americanas", afirmou Angélica Natera, diretora adjunta da Laspau, durante agenda de reuniões com parceiros institucionais em São Paulo.

Mesmo exigindo que os estudantes tenham apenas diploma de graduação nas áreas prioritárias do CsF - Engenharia, Tecnologias e Saúde -, e bom nível de inglês, somente pouco mais de cem candidatos foram pré-selecionados até o momento. A meta do programa é que outros 400 estudantes sejam aprovados neste ano. 

Segundo Angélica, a baixa demanda pelas bolsas pode ser justificada pelo desconhecimento de muitos estudantes de que nos Estados Unidos é possível se candidatar diretamente para o curso de doutorado mesmo tendo apenas o diploma de conclusão do ensino superior. Ou seja, não é necessário cursar primeiro o mestrado. As inscrições dos interessados em concorrer bolsas de estudo para ingresso em 2014 vão até setembro e podem ser feitas pelo site da Laspau (www.laspau.harvard.edu).

Orquestra Sinfônica da Paraíba, inscrição é prorrogada



Saiu o resultado dos pedidos de isenção do concurso para a Orquestra Sinfônica da Paraíba. Além disso, foi divulgada uma retificação ao edital. Com a prorrogação das inscrições até dia 12 de maio, as demais datas do cronograma foram alteradas. Aqueles que desejarem concorrer a uma das vagas reservadas para portadores de deficiência, ou ter atendimento especial no dia das avaliações, devem enviar requerimento junto com laudo médico, via Sedex, para a sede do IBFC, organizador, até dia 13 de maio.
O cartão de confirmação ficará disponível a partir do dia 20 de maio. A prova objetiva, primeira fase da seleção, será realizada dia 26 do mesmo mês. Além dessa avaliação, haverá prova prática para as funções de professor de orquestra, professor de apoio e pianista.
A Orquestra Sinfônica da Paraíba oferece 39 vagas para cargos de nível médio e superior. Os vencimentos variam de R$1.785,62 a R$2.785,96 e a carga de trabalho pode ser de 25h ou 40h.

Serviço
Envio de laudo médico: Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação - IBFC na Rua Waldomiro Gabriel de Mello, 86, Chácara Agrindus, Taboão da Serra, SP, CEP:06763.020
Fonte: Folha Dirigida

Concertos de câmara Cultura Artística


5 de Novembro, terça-feira
 DAVID RUSSELL

David Russell, 60 anos, é escocês de Glasgow. Mas aos 5 anos mudou-se para Minorca, ilha mediterrânea espanhola, onde veio a interessar-se pelo violão, tendo como modelos Andrés Segovia e Julian Bream. Voltou à Grã-Bretanha para estudar na Academia Real de Música de Londres, mas logo depois fixou-se novamente na Espanha – mora hoje na Galícia. Vencedor de vários concursos internacionais, em 2004 ele ganhou um prêmio Grammy como melhor solista instrumental de música clássica com seu CD "Aire Latino".Concertos de câmara 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

17º Cultura Inglesa Festival vai premiar apaixonados pela cultura de rua paulistana



Concurso Cultural Street Shots premia participantes que enviarem as melhores fotos relacionadas à cultura de rua na cidade de São Paulo
A 17ª edição do Cultura Inglesa Festival traz como tema agregador a cultura de rua. Com o objetivo de valorizar a cultura urbana da capital paulista, o concurso cultural Street Shots irá premiar as melhores fotos de obras de street art, moda urbana, eventos, festas, feiras e lazer praticado nas ruas, entre outros assuntos relacionados ao tema cultura de rua.
Para participar, os interessados devem postar as fotos no seu Facebook, Twitter ou Instagram, sempre acompanhadas das hashtags #StreetShots17CIF e #SãoPaulo. As imagens devem ser postadas entre 29 de abril e 26 de maio. Após essa data, uma comissão julgadora irá escolher o vencedor, que será premiado com uma máquina fotográfica e um kit com brindes do convidado internacional Nick Walker. O resultado será divulgado no dia 12 de junho, no site do 17º Cultura Inglesa Festival , na Fanpage no Facebook e no perfil oficial da Cultura Inglesa São Paulo no Twitter.
Dentre as atrações que fazem parte da 17ª edição do Festival, está um bate-papo com o artista de cultura de rua britânico Nick Walker, que acontecerá no Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição da Secretaria de Estado da Cultura, no dia 22 de junho com transmissão ao vivo pela internet. O Festival também contará com exposições sobre cultura de rua nas estações Palmeiras-Barra Funda, Santa Cecília, Tatuapé e Vila Madalena do metrô, além de uma oficina de lambe-lambe conduzida por Daniel Seda, na praça Cívica do Memorial da América Latina, durante os intervalos dos shows nacionais e internacionais do dia 23 de maio.
O 17° Cultura Inglesa Festival também terá peças de teatro adulto e infantil, espetáculos de dança, duas Mostras de Cinema (Cinema Britânico Contemporâneo e Rockumentários), e atrações musicais nacionais e internacionais. Pela primeira vez, o Festival apresentará teatro e dança britânicos, com uma seleção de espetáculos aclamados no prestigiado Fringe Festival de Edimburgo.
As cidades de Campinas, Santos, São José dos Campos e Sorocaba também farão parte do circuito do Festival e terão programação focada em música, cinema e cultura de rua.

Mais informações: http://festival.culturainglesasp.com.br

‘Cultura e terror’, de Ferreira Gullar

FERREIRA GULLAR

Essa minha ideia de que o homem é, sobretudo, um ser cultural, não deve ser entendida como uma visão idealizada e otimista, pelos simples fato de que isso o distingue dos outros seres naturais.
Se somos seres culturais, se pensamos e com nosso pensamento inventamos os valores que constituem a nossa humanidade, diferimos dos outros animais, que se atêm a sua animalidade e agem conforme suas necessidades vitais imediatas.
Entendo que, ao contrário dos outros animais, o homem nasceu incompleto e, por essa razão, teve de inventar-se e inventar o mundo em que vive. Por exemplo, um bisão ou um tigre nasce com todos os recursos necessários à sua sobrevivência, mas o homem, para caçar o bisão, teve que inventar a lança.
Isso, no plano material. Mas nasceu incompleto também no plano intelectual, porque é o único animal que se pergunta por que nasceu, que sentido tem a existência. Para responder a essas e outras perguntas, inventou a religião, a filosofia, a ciência e a arte.
Assim, construiu, ao longo da história, uma realidade cultural, inventada, que alcança hoje uma complexidade extraordinária e fascinante. O homem deixou de viver na natureza para viver na cidade que foi criada por ele.
Mas, o fato mesmo de se inventar como ser cultural criou-lhe graves problemas, nascidos, em grande parte, daqueles valores culturais. É que, por serem inventados, variam de uma comunidade humana para outra, gerando muitas vezes conflitos insuperáveis. As diversas concepções filosóficas, religiosas, estéticas e políticas podem levar os homens a divergências insuperáveis e até mesmo a conflitos mortais.
Pode ser que me engane, mas a impressão que tenho é de que o homem, por ser essencialmente os seus valores, tem que afirmá-los perante o outro e obter dele sua aceitação. Se o outro não os aceita, sente-se negado em sua própria existência. Daí por que, a tendência, em certos casos, é levá-lo a aceitá-los por bem ou por mal. Chega-se à agressão, à guerra.
Certamente, nem sempre é assim, depende dos indivíduos e das comunidades humanas; depende sobretudo de quais valores os fundamentam.
De modo geral, é no campo da religião e da política que a intolerância se manifesta com maior frequência e radicalismo. A história humana está marcada por esses conflitos, que resultaram muitas vezes em guerras religiosas, com o sacrifício de centenas de milhares de vidas.
Com o desenvolvimento econômico e ampliação do conhecimento científico, a questão religiosa caiu para segundo plano, enquanto o problema ideológico ganhou o centro das atenções.
A questão da riqueza, da desigualdade social e consequentemente da justiça social tornou-se o núcleo dos conflitos entre as classes e o poder político.
Esse fenômeno, que se formou em meados do século 19, ocuparia todo o século 20, com o surgimento dos Estados socialistas. O ápice desse conflito foi a Guerra Fria, resultante do antagonismo entre os Estados Unidos e a União Soviética.
Surpreendente, porém, é que, em pleno século do desenvolvimento científico e tecnológico, tenha eclodido uma das expressões mais irracionais da intolerância religiosa: o terrorismo islâmico, surgido de uma interpretação fanatizada daquela doutrina.
O terrorismo não nasceu agora mas, a partir do conflito entre judeus e palestinos, lideranças fundamentalistas islâmicas o adotaram como arma de uma guerra santa contra a civilização ocidental, que não segue as palavras sagradas do Corão.
Em consequência disso, homens e mulheres jovens, transformados em bombas humanas, não hesitam em suicidar-se inutilmente, convencidos de que cumprem a vontade de Alá e serão recompensados com o paraíso.
Parece loucura e, de fato, o é, mas diferente da doença psíquica propriamente dita. É uma loucura decorrente do fanatismo político ou religioso, que muda o amor a Deus em ódio aos infiéis.
Embora o Corão condene o assassinato de inocentes, na opinião dos promotores de tais atentados – que matam sobretudo inocentes – só é proibido matar os “nossos” inocentes, como afirmou Bin Laden, não os inocentes “deles”.
Tudo isso mostra que o homem é mesmo um ser cultural, mas que a cultura tanto pode nos transformar em santos como em demônios.

A pobreza na literatura, no cinema e na vida



Será que no Brasil se produz muita arte literária e cinematográfica com a temática da pobreza material por ser um tema corriqueiro, cultural ou autobiográfico?
É verdade que a maioria dos personagens publicados por grandes editoras que estão no sufocante eixo Rio-São Paulo são autobiográficos. Essa foi a conclusão da pesquisadora Regina Dalcastagne, da UNB, ao analisar mais de 250 romances brasileiros publicados de 1990 a 2004. Mas há um Brasil múltiplo e distinto tão longe dos holofotes e das vitrinas das livrarias.
No cinema, a maioria das produções elogiadas pela crítica retrata a favela e o sertão. Seria algum tipo de estigma, ou falta de produção? Nada disso! Mais uma vez, há um grande Brasil esquecido em cada canto do país, onde as verbas não chegam, onde as produções alcançam públicos ínfimos, mas de uma vasta representatividade cultural.
Quando penso em pobreza, recordo-me de ter lido alguns ótimos livros que retratam essa condição miserável nossa de cada dia. Graciliano Ramos marcou minha infância quando li Vidas Secas. Aquela situação precária dos retirantes sertanejos é avassaladora. Inclusive a morte da cadela Baleia muito me comoveu na época... Capitães de Areia, de Jorge Amado foi outro lido que li ainda garoto e me surpreendi com a vida e a pobreza daqueles meninos.
Há personagens clássicos, talvez mais lembrados nesse estereótipo material. Como os personagens de Os Miseráveis, de Victor Hugo (inclusive foi feito outro musical em 2012 para o cinema). Muitos personagens pobres viveram no Realismo influenciado por Flaubert e muitos transitaram no Naturalismo, influenciado por Zola (falando nos franceses). O Cortiço, de Aluísio de Azevedo é obra desse detalhismo humano precário. Dostoiévski lançou seu personagem viciado Ivánovitch no azar da pobreza. As vinhas da Ira, de John Steinbeck, mostraram homens pobres das regiões secas do sul dos EUA. José Lins do Rego, Guimarães Rosa também descreveram algumas miseráveis condições humanas. Ariano Suassuna temperou a pobreza dos nordestinos.
Pedro Malazarte é um personagem maior que seu autor, e representa a astúcia e a pobreza brasileira. Por falar em temáticas regionais, temos nosso Bernardo Élis e Hugo de Carvalho Ramos, dois dos nossos ícones goianos, a problemática da miséria campestre.
Personagens não tão conhecidos, como os mendigos e problemáticos do livro Cavala, do jornalista Sérgio Tavares também estão no rol da pobreza brasileira. Só para ilustrar que essa é apenas uma de nossas vertentes nacionais que não podem ser taxadas de principais, pela grande quantidade de estilos.
Muitos escritores que sentiram a penúria como experiência real em suas vidas (como Lima Barreto) e autores que, apesar de representá-la literariamente, nunca passaram por privações de natureza econômica. Há obras em que o olhar sobre a pobreza parece retratar a fidelidade ordinária das ruas. Em exemplo muito conhecido é o de Paulo Lins em Cidade de Deus, João Antônio em Bacanaço e outros exemplos não tão conhecidos podem ser os livros Quarto de Despejo, de Carolina Maria e Ferréz de Capão Pecado.
Só em Goiás, há mais de 700 aficcionados pela literatura. Cada um representa certa bagagem e maneira de ver o mundo. É realmente necessário motivar que prossigam seus caminhos. Pois ninguém, no quesito cultural compete um com o outro, mas somam várias representações culturais que merecem apreço.
Quanto à pobreza na literatura e no cinema, creio que seja apenas um dos vários temas abordados em nossa literatura e cinema. Qualquer conclusão nesse tema é precipitado. Mas a pior pobreza que existe é a pobreza de espírito. O resto, a gente vai sobrevivendo!
Leonardo Teixeira