sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Voz Ativa no Natal do Itaú Personnalité em São Paulo e Rio de Janeiro

Em contrato firmado com o Agência Harmonia Marketing do Rio de Janeiro, o Voz Ativa assumiu a parte musical do já tradicional natal do Banco Itaú Personnalité da Av. Paulista em São Paulo e na Praça Nossa Senhora da Paz em Ipanema Rio de Janeiro.
Com criações exclusivas da premiada artista plástica Rosa Magalhães, vencedora do Emmy de Melhor Figurino pelo espetáculo de abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, o espetáculo ficará por conta de canções natalinas em releitura com rítmos atuais intepretadas pelo Voz Ativa Madrigal e bonecos com movimentos humanos, animado eletronicamente interagindo com o grupo de cantores somado e uma impressonante montagem de luzes e cores. A surpresa fica por conta de chuva de neve que acontece no decorrer das apresentações do Voz Ativa Madrigal

Decoração e programação são assinadas pela empresa Harmonia Marketing e os arranjos musicais por Edigard Gianullo.

Os eventos iniciarão dia 28 de novembro na Av. Paulista e 05 de dezembro na capital carioca, e acontecerão todas as quintas, sextas, sábados e domingos, simultâneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, sempre das 18H00 as 22H00.
O Itaú da Av Paulista fica no número 1811 (esq. com Al. Ministro Rocha de Azevedo) e no Rio de Janeiro na Praça Nossa Senhora da Paz ((Rua Visconde de Pirajá esquina com a Rua Joana Angélica). Vale a pena conferir

Voz Ativa em Concerto Comemorativo

No próximo sábado, dia 28 de novembro, o Voz Ativa Madrigal fará concerto comemorativo ao Jubileu de 50 anos da Comunidade Luterana da Igreja da Paz.
No programa obras de Ernst Mahle, Henrique de Curitiba, Haydn, Mozart, Beethoven e Luiz Alvares Pinto.
O grupo será acompanhado por um quarteto de cordas e pelo organista Delphim Jr.
O concerto acontece as 17H00 na Igreja da Paz
Serviço:
Concerto Jubileu de 50 anos Igreja da Paz
28 de novembro 17H00
Rua Verbo Divino 397 - Granja Julieta
Santo Amaro - SP.
Entrada Franca

Programas educacionais da Osesp


Informações no site da Osesp.

Jundai promove concerto beneficente


Tereza Berganza


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Messias", Haendel


Sala Olido

“O Messias” - Georg Friedrich Haendel

Orquestra Experimental de Repertório e Coral Lírico
Regência: Juliano Suzuki.

Dias 28 e 29/11/09 às 17h,

Rosemeire Moreira, soprano
Helder Savir, contratenor
Paulo Queiroz, tenor
Leonardo Pace, baixo-barítono

Estrada Franca

Sala Olido
Avenida São João, 473 - Estação República do Metrô
São Paulo - Centro
Tels.: (11) 3331-8399 / 3397-0171

"As sete últimas palavras", Haydn


As sete últimas palavras" Joseph Haydn,

Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Paulistano
Regência Rodrigo de Carvalho.

Dia 27/11/09, às 19h30 e dia 29/11/09 às 11h

Claudia Riccitelli, soprano
Keila de Moraes, meio-soprano
Marcos Tadeu, tenor
Carlos Eduardo Marcos, baixo

Entrada Franca

Sala Olido
Avenida São João, 473
Estação República do Metrô
São Paulo - Centro
Tels.: (11) 3331-8399 / 3397-0171

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Il Barbieri di Siviglia

Theatro São Pedro - SP
Rua Barra Funda, 171
Dias 25, 27, 29.11 - 01 e 03.12
Rodrigo Esteves - Fígaro
Luciana Bueno - Rosina
Flavio Leite - Conde de Almaviva
Saulo Javan - Don Bartolo
Eduardo Janho-Abumrad - Don Basílio
Priscila Zamlutti - Berta
Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos & Coral Vozes de São Paulo
Direção Musical e Regência Maestro Emiliano Patarra
Direção Cênica - Willian Pereira
Direção Artística - Paulo Abrão Esper

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS AMIGOS DA ARTE

Os ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada).
Bilheteria do teatro ou pelo site www.ingressorapido.com.br.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

22 de novembro dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos


Dia 22 de novembro é dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos. De tabela, nós, os músicos (católicos ou não, cristãos ou não) ganhamos um dia só pra nós. Parabéns aos músicos! Mas não se trata de uma celebração exclusiva, e quem gosta muito de música (melhor, a ama) pode também tomar para si esta data tão especial.Mas por que, afinal, Santa Cecília se tornou a padroeira dos músicos?Curiosamente, não há nenhuma razão muito forte para isto. Tida pela Igreja Católica como santa, virgem e mártir, há mesmo dúvidas de sua real existência, já que suas principais hagiografias carecem de base documental suficiente para fazer de sua biografia um fato verdadeiramente histórico. Em todo caso, vale a pena conhecer um pouco da santa que roga por nós, pecadores, ops, quero dizer, músicos e afins.A hagiografia de Cecília conta que ela viveu na Roma da Antigüidade, sob o papado de Urbano I (175-230 d.C.), época na qual o Império Romano já vivia os sinais de sua decadência e o cristianismo ganhava cada vez mais adeptos (apesar da perseguição que sofriam).Conta-se que Cecília era filha de uma rica família romana, e foi prometida por seu pai em casamento a um certo Valeriano. Durante as bodas, enquanto os instrumentistas divertiam os convidados com música "pagã" (na verdade, a música cerimonial da religião politeísta romana), a jovem santa entoava cantos cristãos. "Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida", é o texto de um dos cânticos atribuídos a Cecília. Esta é a única passagem musical presente em sua história.Durante a noite de núpcias, Cecília explica ao seu esposo sua condição de cristã e sua vocação para a castidade. Impressionado pelas palavras da santa, Valeriano pede uma prova da existência do Deus único. Cecília diz que apenas após sua conversão ao cristianismo é que ele poderia ter esta prova. Valeriano se batiza, e ao retornar para Cecília a encontra ao lado de um anjo, que coloca sobre a cabeça de cada um deles uma grinalda de rosas e lírios, consolidando a união casta e cristã do jovem casal.Valeriano convence o irmão, Tibúrcio, a se batizar, e juntos se dedicam à difusão do cristianismo. Perseguidos, os irmão são mortos por ordem de Almáquio, "prefeito" de Roma. O mesmo destino é reservado para Cecília, que em seu martírio sobreviveu três dias com a cabeça semi-decapitada por soldados romanos: a escultura de Carlo Maderno, foi realizada depois do artista ver o corpo incorrupto da santa. Detalhe, a escultura foi concluída em 1599!)Santa de grande popularidade durante a Antigüidade e na alta Idade Média, a íntima relação de Santa Cecília com a música só veio a se consolidar no século XV, quando a santa passa a ser oficialmente considerada a padroeira dos músicos.A cena das bodas pagãs de Cecília pode parecer insuficiente para que a ela seja atribuída a proteção dos músicos. Mas seu simbolismo é, em si, muito forte, pois ilustra bem o cerne da questão que caracterizará a música nos primórdios do cristianismo: o canto devocional (puro e simples) versus a lascívia da música instrumental dos cultos "pagãos".Independetemente de fé, uma proteção a mais nunca é demais. Assim, viva Santa Cecília! Ou melhor, viva os músicos, e que Deus, ou D'us, ou, va lá, os deuses e seus enviados nos protejam das forças do mal que sempre nos circundam, seja em forma de desafinação, seja em forma da crua e burra burocracia e mediocridade que insistem em nos sufocar. Vade retro!

Leonardo Martinelli

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Festival Suono Itália no Centro Cultural de São Paulo

Depois de passar por diversos países, o Festival Suono Itália chega ao Centro Cultural de São Paulo, entre os dias 11 e 14 de novembro.
Assim como na Alemanha, Canadá, China, Japão e Hungria, o evento chega ao Brasil com o desafio de proporcionar a cada visitante uma experiência de sons, melodias e sensações únicas.
Fazem parte do evento: exposição interativa de instrumentos, concertos e master classes ministradas por grandes nomes da música erudita e popular e um open stage.
Em horários específicos, o público terá também a oportunidade de conhecer de perto os instrumentos musicais italianos.
A mostra interativa traz mais de 100 instrumentos de cordas, sopro, teclas e percussão (acordeons, pianos, guitarras, clarinetes, saxofones, oboés, violoncelos, violas e violinos), além da presença exclusiva dos tradicionais luthiers – artesões profissionais que idealizam, desenvolvem e constroem instrumentos para músicos, mestres e solistas de grandes orquestras.

Serviço:
Suono Itália
De 11 a 14 de novembro
Centro Cultural São Paulo (CCSP)
R. Vergueiro, 1.000, São Paulo - SP
Telefone: 3397-4002

Exposição Interativa aberta ao público das 10h às 20h - Piso Anexo a Sala Adoniran Barbosa e Espaço da Missão
Concertos às 20h (duração 90 minutos)
Quarta a Sexta - Sala Jardel Filho (320 lugares)
Sábado - Sala Adoniran Barbosa (630 lugares)
Retirar ingresso gratuito com duas horas de antecedência na mesma data e local do espetáculo
Master Classes:
Gratuitas - Informações disponíveis www.ice-sanpaolo.com.br/suonoitalia
Público:
músicos, maestros, luthiers e estudantes de música em geral
Mais informações:
Grátis, acesso para deficiente www.ice-sanpaolo.com.br/suonoitalia

Realização:
ICE - Instituto Italiano para o Comércio Exterior
ACISA – Associação dos Fabricantes italianos de Instrumentos Musicais
Correalização:
Centro Cultural São Paulo

Patrocínio:
Ministério Italiano do Desenvolvimento Econômico, Regiões da Lombardia, Marche e Toscana

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

PROCESSO SELETIVO PARA ARTE-EDUCADORES - SP ESCOLA DE TEATRO – CENTRO DE FORMAÇÃO DAS ARTES DO PALCO

A direção da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, situada na Avenida Rangel Pestana, 2401, Brás, São Paulo, Capital, abre inscrições entre os dias 26 de outubro e 17 de novembro de 2009, das 10h00 às 16h00, para o processo seletivo de arte-educador, segundo os critérios definidos no edital.

Salários de R$ 3.200,00

terça-feira, 10 de novembro de 2009

II Concurso de interpretação de músicas brasileiras para flauta

Centro de Música Brasileira
Dias 7, 8 e 9 de dezembro de 2009
1º Premio: R$ 10.000,00 (Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo)
2º Prêmio oferecido pela Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo
Prêmio de melhor pianista acompanhador oferecido pelo Centro de Música
Local das Provas: Casa Mário de Andrade / Oficina das Palavras
Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda – São Paulo – SP
Regulamentos pelos e-mails:
osvaldolacerda@eudoxiadebarros.com.br
eudoxia@eudoxiadebarros.com.br
Tels. 11 – 3865-0624 / 3862-4020

Belas Óperas - Piano e Canto

Quinta Feira - 12 de novembro de 2009 - 14H00
Biblioteca Monteiro Lobado
Rua General Jardim, 845
Vila Buarque - São Paulo
Tel: 3256-4122

V concurso de interpretação de músicas brasileiras para piano.


Centro de Música Brasileira

Dias 10, 11 e 12 de dezembro de 2009
1º Prêmio R$ 10.000,00 (Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo)
2º Prêmio Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo
Local das Provas: Casa Mário de Andrade / Oficina das Palavras
Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda – São Paulo – SP
Regulamentos pelos e-mails:
http://br.mc595.mail.yahoo.com/mc/compose?to=osvaldolacerda@eudoxiadebarros.com.br
http://br.mc595.mail.yahoo.com/mc/compose?to=eudoxia@eudoxiadebarros.com.br
Tels. 11 – 3865-0624 / 3862-4020

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Audição - Coral Lírico Teatro Municipal de São Paulo


Soprano – Mezzo-Soprano – Contralto
Inscrições:·

Prazo: de 03 a 06 de novembro de 2009, em dias úteis, das 13:00 às 16:00 horas.·

Local: Teatro Municipal de São Paulo.·

Telefone: (11) 3397-0367 – Cristina / Coral Lírico- Cúpula·

Documentos necessários: Currículo e 6 (seis) fotos 3x4 atuais. Audições:·

Data: dias 24, 25 e 26 de novembro de 2009, a partir das 10:00 horas, na Cúpula do Teatro Municipal de São Paulo.

Os testes serão realizados por ordem de inscrição.·

Dos testes:
A cantora deverá interpretar 2 (duas) árias de ópera de livre escolha, informando no ato da inscrição, sendo uma no idioma italiano e a segunda em outro idioma e ainda trechos corais escolhidos pelo Regente Titular do Coral Lírico, que serão entregues ao candidato no momento da inscrição.- Haverá também uma prova de leitura à primeira vista.-

A candidata deverá trazer pianista acompanhador.
Não será permitido nenhum pianista que seja cantor (a) do Coral Lírico.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um ano para (não) esquecer

Para a ópera, o ano de 2009 flagra mais uma vez o investimento equivocado, pontual. Mas são trabalhos de olho no futuro os que podem dar resultado para a consolidação da ópera no cenário cultural brasileiro.
Cantores lutando para sobreviver; teatros fechados; teatros abertos, mas sem programação, cortes de verbas; poucos espetáculos. Talvez já seja possível afirmar, sem muito medo de ser pego no contrapé: 2009 têm tudo para entrar para a história como um ano desastroso para a ópera brasileira. Há atenuantes, sim, o maior deles o fechamento dos teatros municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo, ocasionado por reformas a muito necessárias. Mas fatos como esse, se explicam em parte a ausência de espetáculos, não podem impedir a constatação da fragilidade do cenário, e uma vez mais, a necessidade de sua profissionalização.
Uma breve viagem Brasil afora: em Manaus, o Festival Amazonas de Ópera programou uma extensa homenagem à produção lírica francesa, por conta do ano da França no Brasil. Pouco antes de seu início, precisou cortar a temporada pela metade. O motivo, falta de verbas. Ainda na região norte, em Belém, o Festival Internacional de Ópera da Amazônia produziu apenas um título, Romeu e Julieta, de Gounod. A boa notícia vem de Belo Horizonte, com três títulos no Palácio das Artes: um Macbeth, de Verdi, em junho; A menina das nuvens, de Villa-Lobos, no mês passado e para este mês está anunciado o impactante monólogo Erwartung, de Arnold Schoenberg. Dando um pulo em direção à região sul: Curitiba apresentou uma Carmen de Bizet, no Teatro Guaíra. E é só.
Chegamos, então, a São Paulo e Rio. As reformas dos teatros municipais das duas cidades são necessárias, não há dúvida. Além da restauração patrimonial, o que se espera é que o aparato técnico dos teatros também ganhe em qualidade. Em São Paulo, que tem produzido regularmente e cada vez mais, não e descabida a esperança de que a reforma se some a outras medidas de infra-estrutura já realizadas, com a criação da central técnica de produção, para formar uma sistemática mais saudável de trabalho. No Rio, porém, ainda estamos em saber o que acontece depois da reabertura, uma vez que nos últimos anos tem sido poucos e de qualidade questionável os espetáculos apresentados na casa.
A necessidade das reformas, porém, não responde ou ameniza algumas questões; quais os prejuízos artísticos de mais de um ano com corpos estáveis parados, ou quase parados, sem interpretar o repertório lírico, sua principal função? Será que não existiria uma alternativa? Será que uma temporada em outro espaço seria inviável? Não seria o caso de, com verbas comprometidas pelo ano atípico, reforçar as parcerias com teatros de outros Estados? Ou então de montar uma programação obviamente reduzida, mas ainda assim inventiva, com óperas em concerto, galas líricas ou, porque não, séries dedicadas a outros aspectos vocais? Afinal, quanto tempo será necessário para que o repertório de canções (brasileiro ou não) ganhe espaços nas programações?
Em São Paulo, há ainda o caso do Theatro São Pedro. Foi aberto um edital que prometeu para o público paulistano cinco títulos: Cavalleria Rusticana, de Mascagni; I Pagliacci, de Leoncavallo; A voz humana, de Francis Poulenc; A tempestade, de Ronaldo Miranda; The Turn of the Screw, de Britten. Na lista estaria ainda uma produção do Núcleo Universitário De Ópera e a possibilidade de remontagem de Porgy and Bess, produção indicada no ano passado em diversas categorias do Prêmio Carlos Gomes.
A verba deveria vir do governo do estado, por meio da APAA, organização social responsável pela gestão do São Pedro e outros teatros estaduais – R$ 200 mil para cada título, valor baixo que, na prática, levou os produtores a buscar alternativas de financiamento. Em ano de crise, o saldo final é desastroso. A voz humana, remontagem da banda sinfônica, foi apresentada; Cavalleria também; O Britten, no entanto, foi cancelado; o mesmo ocorreu com A Tempestade; o Pagliacci, previsto para novembro, enfrenta sérios problemas de financiamento; e Porgy and Bess, está definitivamente fora.
Ainda no governo Geraldo Alckimin, um decreto fez do São Pedro espaço da ópera. Com a chegada da nova gestão, os bastidores da ópera paulista andaram tumultuados com boatos que a Secretaria do Estado da Cultura questionava a vocação operística do teatro. A Secretaria nega isso e de fato não apresentou nenhum outro plano de ocupação do espaço. Mas a realidade é que, quase três anos depois, também não ofereceu as condições para que o São Pedro se estabeleça. Um teatro como este não precisa competir com o Municipal. Suas dimensões permitem aproximações diferentes. O São Pedro pode abrigar produções do repertório clássico, permitindo o desenvolvimento de cantores, maestro, músicos. Pode ser também um espaço para novas obras, estrangeiras ou brasileiras, oferecendo a intérpretes, compositores e público um estimulante contato com o que seria a ópera no início do século XXI, fomentando a divulgação da música nova. Ou então, em um momento em que o Estado cria uma nova companhia de dança e da os retoques finais em um projeto de vanguarda de uma escola estatal de teatro, porque não pensar no São Pedro como a sede de um projeto de Ópera Estúdio, apostando na formação de profissionais – cantores – cenógrafos, regentes, diretores de cena, figurinistas, iluminadores – que se interessam pela produção operística?
A ópera é um espetáculo diferenciado. Custa dinheiro, sim, mas oferece a possibilidade de dialogo entre diversas artes – e, consequentemente, pode ser laboratório de investigação estética. Quando se leva ao palco um título como La Traviatta ou Carmen, ou qualquer outro do chamado grande repertório, o que se dá é a oportunidade de fazer dialogar a tradição artística ocidental com a nossa época, que pode oferecer a ele novas leituras, novos olhares que não só podem ressignificá-lo como também apontar caminhos para a produção atual. A ópera não pode – e não mundo todo isto já acontece – ser vista com o um espetáculo museológico, anacrônico. Sua proposta como gênero artístico é extremamente moderna. E não faltam opções para que ela desempenhe seu papel no contexto da produção cultural de nosso momento histórico. Para tanto, preconceitos precisam cair de vez por terra. E a vontade política deve se manifestar fomentando projeto a longo prazo de formação de profissionais e público. Um ano como este flagra mais uma vez o investimento equivocado, pontual: o que temos são migalhas de política cultural, que se foca no evento mais do que na produção a longo prazo. Mas são justamente os trabalhos de olho no futuro os que podem dar resultado e criar uma sistemática de produção que leve à consolidação da ópera no cenário cultural brasileiro. Se cabe às prefeituras e ao estado criá-los, também é possível exigir do governo federal por meio de veículos como a Funarte (que prometeu, e não criou, um edital para a circulação de montagens pelo território nacional), atenção à ópera. Mobilização é um termo fora de uso em nossa época. E talvez por isso mesmo, seja tão necessária. Estamos esperando exatamente o que?

João Luiz Sampaio, jornalista.
Concerto, outubro 2009. p. 19