quinta-feira, 5 de março de 2009

05 DE MARÇO, DIA NACIONAL DA MÚSICA CLÁSSICA NO BRASIL

Hoje, 05 de março é a primeira vez que se comemora oficialmente o Dia Nacional da Música Clássica no Brasil. Não há como considerar errada, porque o termo é aceito inclusive formalmente como correto, desta maneira classificar como inadequado também não seria próprio, penso que o termo que melhor traduz meu incomodo com a titulação dada ao gênero musical homenageado neste dia é “infeliz”. Em minha opinião, por conta da denominação de um dos períodos históricos da música, melhor seria intitular esta comemoração como "Dia Nacional da Música Erudita".
Não posso dizer que não há o que comemorar, temos, por exemplo, iniciativas que continuam criando oportunidades para quem pretende se dedicar a música erudita. Temos atualmente uma das mais respeitadas orquestras sinfônicas do mundo entre outros corpos estáveis atuantes como a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, a Orquestra e os Corais Paulistano e Lírico do Teatro Municipal de São Paulo, o COSESP (Coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), a Orquestra Sinfônica de Campinas, de Santo André, de São Caetano, todos estes corpos e outros que eventualmente não citamos, são profissionais. O Coral do Estado de São Paulo, grupo estável profissionalizante. Temos iniciativas importantes como o Coralusp e o Collegium Musicum de São Paulo, tradicionais e competentes núcleos musicais amadores. No entanto, não podemos esquecer que estamos falando de São Paulo, mas será que o Brasil todo tem mesmo o que comemorar nesta data?
Ao me dedicar a analisar a atual situação da música erudita no Brasil me deparo com problemas antigos que, seja por descaso ou por incompetência, se perpetuaram. Mas o que mais me chama a atenção é o quanto o brasileiro gosta de música e o quanto isto é explorado inadequadamente.
O governo marca presença com atos como o de tirar a matéria música da grade curricular escolar e agora decreta a volta da matéria sem ter recursos humanos para cumprir tal lei. Mas atrapalhadas governamentais são tão constantes que não nos surpreendemos mais, no entanto sempre deixam um sabor de indignação na boca.
Certamente o que mais me surpreende e causa indignação são pessoas que se autorizam a ocupar cargos e assumir funções das quais não tem o menor preparo. Na música erudita é tão comum me depararar com tal situação que vivo quase constantemente em estado de indignação. Professores de canto, de instrumento e regente coral são funções nas quais rotineiramente me deparo com pessoas com esta postura.
Lembro-me de certa vez em que eu, num daqueles momentos de pesar na consciência por estar totalmente sedentário, fui até uma academia e me matriculei. No primeiro dia, em meio às minhas atividades físicas o instrutor, depois de ouvir que entre as minhas preocupações estava o aumento de peso, me orientou diminuir drasticamente a ingestão de água para perder peso. Desnecessário dizer que foi a primeira e a última vez que fui a tal academia.
Da mesma maneira já ouvi pessoas afirmando coisas absolutamente incoerentes sobre música por conta de orientação imprópria.
Mas como é possível isto acontecer? Porque isto acontece? Aponto dois fatores importantes que possibilitam tais condutas. O primeiro é a total falta de referência que o brasileiro tem com relação a música erudita, que é tratada por muitos cidadãos com certo preconceito. O segundo é que a demanda é maior que a oferta, muita gente querendo apreender e pouca gente preparada para ensinar.
No entanto, não são somente as pessoas que estão à mercê destes pseudos-profissionais que se prejudicam, os verdadeiros profissionais também visto que tais pessoas, justamente por não serem profissionais, não sabem o quanto vale o trabalho de um profissional da área e oferecem seus serviços por valores absolutamente impróprios, fazendo com que profissionais realmente preparados não se interessem por atuar em certos seguimentos, o que trás real prejuízo aos interessados.
Se nos atentarmos aos corpos estáveis profissionais apontados aqui, verificaremos que em sua totalidade são sustentados por verbas públicas e todos sabemos que verbas públicas são gerenciadas por políticos que ocupam cargos através de conchavos e favores que, por conseqüência, passam ocupar tais cargos sem nenhuma competência para desenvolver funções inerentes à pasta e, por conseguinte, os músicos estão diretamente subordinados a pessoas sem nenhum conhecimento o que promove mediocridade ou mesmices como produto final.
Existem também os músicos que ocupam cargos por conta do transito político e não por competência, embora reconheçamos que existam músicos que se utilizam destes recursos, mas são competentes.
Dado ao exposto, podemos afirmar categoricamente que existe mais incopetências do que competências nesta área.
Mas volto a afirmar, não podemos esquecer que estamos falando de São Paulo, o mais importante estado brasileiro e da cidade de São Paulo que está entre as seis maiores e mais importantes metrópoles do mundo. E no resto do Brasil como anda a música erudita?
Parece-me lógico que antes de comemorar tal data temos por obrigação tornar real e sedimentar o gênero no Brasil inteiro. Como afirmamos, estas atrapalhadas governamentais são constantes.
A mim cabe cumprimentar os verdadeiros profissionais e solicitar àqueles que pretendem se profissionalizar se ocupem efetivamente da tarefa de se tornarem verdaderios profissionais.

Ricardo Barbosa
Regente, idealizador e fundador do Voz Ativa Madrigal

terça-feira, 3 de março de 2009

Arte e Paz - Homenagem ao Dia da Mulher.

A Associação Brasil SGI organiza o evento "Arte e Paz" em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
O Evento acontecerá no próximo domingo, dia 08 de março às 16H00 no Centro Cultural Dr. Daisaku Ikeda, situado na Rua Tamandaré, 984 - Liberdade - São Paulo - SP. com entrada franca


Programação

15:30 hs. Recepção musical (com Marly Montoni)

16:00 hs. Palavras de boas vindas

Vídeo institucional da BSGI

Inicio das apresentações musicais:

1- The Phanton of the Opera (nas vozes de Ulisses Montoni e Marly Montoni) 3:31

2- Novo Amanhecer ( instrumental) 2:29

3- Woman ( na voz de Sonia) 3:13

4- Mais um dia Feliz ( instrumental) 2:30

5 e 6 - Toninho Cruz (Músico convidado tocando 2 músicas) 6 min aprox.

7-Todas Elas Juntas Num Só Ser ( Na voz de Alexandre) 6:00

8- Anchu-rasa 5:02 (2 músicas na voz de Merry,artista convidada do Japão)

9- Ssokoniha-mou-shiawasega 5:25

10- Sexo Frágil ( na voz de Almir Rogério) 4:11

11- Há-ha (instrumental com ballet) 3:49

12 – Segura a nega ( na voz de Luis Wagner) 3:00 aprox.

13 – Maria Maria (na voz de Rony Motta e todos os demais artistas) 2:53

Tempo Aproximado de Apresentação : 57:39

Serviço:

Arte e Paz - Dia Internacional da Mulher.
Evento Musical
Dia 08.03.09 ás 16H00
Centro Cultural Dr. Daisaku Ikeda
Rua Tamandaré, 984 - Liberdade - São Paul o - SP
Entrada Franca

Colaborou: Ulisses Montoni

segunda-feira, 2 de março de 2009

Carmina Burana na Sala São Paulo.

A Banda Sinfônica do Estado de São Paulo e o Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo realizarão no próximo dia 15 de março na Sala São Paulo homenagem aos 70 anos de vida do compositor brasileiro Marlos Nobre.
Para a data a obra escolhida foi a fomosa obra do compositor alemão Carl Orff, Camina Burana.
O responsavel pela condução do concerto que acontecerá ás 19H00 é o Maestro Abel Rocha, regente e diretor artístico da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo.

Serviço:

Carmina Burana de Carl Orff
Dia 15 de março de 2009 às 19H00
Sala São Paulo.
Praça Julio Prestes, s/n.
Tel. 11-3223-2966
São Paulo - SP
Acima de 60 anos e estudantes pagam meia na bilheteria da Sala São Paulo (somente na bilheteria).

Quinta fase de gravação do Cd de Negro Spirituals


Neste final de semana, domingo 01 de março, o Voz Ativa adicionou mais três músicas ao cd de negro spiritual. As músicas gravadas foram "Heavn, Heavn", "Joshua fit the Batlle of Jerico" e "Nobody knows the trouble I see". Com estas músicas completa-se a quinta e penúltima fase da gravação do cd.

A previsão é que no próximo dia 22 de março, com a gravação de mais duas peças, sejam concluídas as fases de gravação.

As estapas de edição, mixagem e masterização estão sob a responsabilidade de Ricardo Barbosa e Regiane Martinez, Luciana Pansa será responsavel pela etapa que acontecerá paralelamente, a de diagramação do encarte.
A data de lançamento ainda não foi definida, mas provavelmente acontecerá em meados deste ano.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Audição para Musical Hairspray

Audições para o musical hairspray

Os candidatos deverão enviar até 08 de março de 2009:*
a ficha de inscrição completamente preenchida*
1 foto de rosto*
1 foto de corpo inteiro*
currículo.
Material deverá ser enviado para os seguintes endereços:
Caixa Postal
Audição Hairspray
caixa postal - 37179 – CEP 22631-280 - Rio de Janeiro / RJ
OU
Teatro Procópio Ferreira
Audição Hairspray
Rua Augusta, 2.823 - CEP 01413-100 – São Paulo / SP
De terça a domingo: das 14h às 19h
Não serão aceitas inscrições realizadas após o dia 08 de março.

www.hairspray.com.br/audicoes

Colaborou: Theo Kardos

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Curso de Teoria Musical, Solfejo e Técnica Vocal Coral em São Paulo

O Coral da Cidade de São Paulo oferece gratuitamente o Curso de Teoria Musical, Solfejo e Técnica Vocal Coral no Espaço Cultural Tendal da Lapa.
O curso será realizado todas as terças-feiras das 19h30 às 21h30 nas salas 05 e 06.
O início das atividades será nesta terça-feira, dia 3 de março, e as inscrições deverão ser feitas no local. Compareça com meia hora de antecedência, com uma foto 3x4, caderno de música e materiais para anotação.
O curso integral tem a duração de 04 semestres e tem os seguintes objetivos:
domínio da teoria elementar da música;- desenvolver a leitura entoada de partituras - solfejo, com ênfase para o canto coral;
treinamento da percepção musical;
domínio dos princípios básicos de harmonia, com ênfase para o canto coral;
introdução à musicologia;
introdução à técnica vocal coral através do treinamento dos três fundamentos básicos: respiração (apoio); abertura (emissão) e ressonância.
Professores: Denilton F. Carmo (Primeiro Estágio - Iniciantes)
Luciano Camargo (Segundo Estágio - Avançados)
Durante o curso serão realizadas avaliações individuais de controle e ao final de cada semestre será fornecido o certificado de participação àqueles que obtiverem freqüência mínima e aproveitamento satisfatório.
Obs.: A participação neste curso é pré-requisito obrigatório para a promoção dos participantes do Coral da Cidade de São Paulo à patente de Cantor Veterano.
ESPAÇO CULTURAL TENDAL DA LAPA R. Guaicurus, 1100 -
Lapa(Entrada e estacionamento pela Rua Constança, 72)
Tel.: 3862-1837
Informações pelo e-mail: coral@arsmusica.com.br

Colaborou: Theo Kardos

sábado, 21 de fevereiro de 2009

No Carnaval, Ecad sobe no trio elétrico

Atrás do trio elétrico, tecnologia. No Carnaval deste ano, a informática promete ser o destaque do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) para fazer valer a cobrança de direitos autorais das músicas tocadas nos quatro dias de folia.
Depois de testar a inovação durante o carnaval baiano do ano passado, o Ecad quer levar para as principais avenidas do país o "Ecad.Tec Som". O equipamento, que fica acoplado aos caminhões que carregam os músicos, possui um cartão de memória com autonomia para até 16 horas de gravação dos shows. Protegido por uma caixa de metal lacrada, o dispositivo é preparado para aguentar solavancos e esguichos de água. Encerrado o evento, o conteúdo da memória é transferido para um computador, para ser analisado e identificado pelo Ecad.

A maior vantagem do recurso é que ele dispensa a necessidade de manter um técnico de gravação ao lado do trio elétrico. Até o ano passado, um funcionário do Ecad tinha a ingrata missão de acompanhar de perto a cantoria durante toda a festa, com um gravador de fita cassete nas mãos.

Historicamente, o Carnaval é o evento mais representativo de execução musical do país para o Ecad, superando inclusive a temporada de fim de ano. Em 2008, as festas de fevereiro renderam R$ 10 milhões em recolhimento de direitos autorais, 11% a mais que no ano anterior. O período, diz Glória Braga, superintendente executiva do Ecad, é o que mais puxa o volume de shows realizados no ano. "Neste ano vamos instalar 250 gravadores digitais nos principais clubes, coretos e blocos de rua das regiões Sudeste e Nordeste", diz. "O objetivo é ampliar a arrecadação realizada no Carnaval em cerca de 10%, como fizemos em 2008."

No ano passado, o Ecad - que é uma entidade civil de natureza privada, formada por dez associações de músicos - arrecadou R$ 332 milhões, 10% a mais que no ano anterior. Desse montante, 18% fica com o Ecad e 7% com as associações que formam a entidade. O valor distribuído aos donos dos direitos autorais das músicas cresceu 8,4% e atingiu R$ 271 milhões. Ao todo, 73,7 mil titulares de canções foram beneficiados. Entre as obras contempladas, 73% foram nacionais e 27% estrangeiras.

Um dos segmentos que mais puxaram a captação de direito autoral foi o de shows e eventos, que saltou 25,6% em 2008, enquanto a coleta feita com emissoras de rádio subiu 14% e a de música ao vivo tocada em pequenos estabelecimentos, 10%.

Segundo o Ecad, a alta do segmento de shows ocorre porque a instituição tem ampliado sua capacidade de captação de eventos pelo interior do país e a maioria dos artistas tem suado a camisa para realizar shows, como forma de compensar o avanço da pirataria de CDs e DVDs. A situação gera um fenômeno, por assim dizer, paradoxal. A pirataria, mesmo que indiretamente, acaba ajudando a aumentar a arrecadação de direito autoral.

Em 2009 o Ecad pretende gastar R$ 7 milhões com tecnologia. O investimento, diz Glória, será usado para comprar novos equipamentos de gravação, que tendem a ser espalhados por estabelecimentos de todo o país.

Até o início do ano passado, todo o trabalho de gravação feito pela instituição dependia da atuação de 250 funcionários que, diariamente, partiam para as ruas para efetuar as gravações. O trabalho em campo continua, mas a operação está mais fácil. Nos últimos seis meses, esses profissionais trocaram seus gravadores convencionais por um equipamento composto por um computador de bolso, um telefone celular e uma impressora móvel. Não importa onde estiverem, é possível recuperar, em tempo real, o débito de determinado estabelecimento ou imprimir um boleto bancário no ato da visita.

Hoje, no banco de dados do Ecad, estão cadastrados cerca de 341 mil estabelecimentos que fazem uso de música, ao vivo ou mecanicamente. São mais de 279 mil titulares de música registrados, em uma lista que chega a 1,4 milhão de obras.

André Borges
Colaborou: Luciana Pansa

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Master Class - Tela Lírica. Curitiba - Pr - Chamamento 2009 - 2

Os interessados deverão encaminhar expediente à senhora Diretora Presidente, apontando o ( os ) Módulo ( os ) de sua preferência, com os seguintes dados: nome completo, RG, endereço, telefone, e-mail. Informações pelos fones: (41) 3304-7983 ou 3304-7993.

DOS MÓDULOS:
01 – de 01 a 12 de março de 2009: Master I e II
Técnica Vocal, Interpretação e Maestro Substituto Luisa Giannini e Alessandro Sangiorgi
De 01 a 04 de março - GRUPO II
De 09 A 12 de março - GRUPO I

02 – de 30 de abril a 09 de maio de 2009: Master I e II
Arte Cênica e Interpretação Patrícia Panton e Massimiliano Carraro
De 30 de abril a 03 de maio GRUPO II
De 04 a 08 de maio GRUPO I
Dia 10 concerto


03 – de 19 a 26 de julho de 2009: Master I e II
Técnica Vocal e Repertório de Câmara Luisa Giannini
De 19 a 22 de julho GRUPO II
De 23 a 26 de julho GRUPO I

04 – de 01 a 08 de setembro de 2009: Master I e II
Interpretação Alberto Boischio
De 01 a 04 de setembro GRUPO II
De 05 a 08 de setembro GRUPO I

05 – de 08 a 18 de outubro de 2009: Master I e II
Arte Cênica e Interpretação Walter Neiva e Roberto Gianola
De 08 a 11 de outubro GRUPO II
De 12 a 16 de outubro GRUPO I
Dia 18 concerto 06 –

de 06 a 15 de novembro de 2009: Master I e II
Arte Cênica e Interpretação Ítalo Nunziata e Alessandro Sangiorgi
De 06 a 09 de novembro GRUPO II
De 10 a 14 de novembro GRUPO I
Dia 15 concerto 07 –

de 01 a 08 de dezembro de 2009: Master I e II
Técnica Vocal e Interpretação Luisa Giannini
De 01 a 04 de dezembro GRUPO I
De 04 a 08 de dezembro GRUPO II
Dia 10 concerto

por Emanuel Martinez.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Osesp abre vagas para a Academia de Música e Coros Infantil e Juvenil

Academia de Música e Coro Infantil promovem audições na próxima semana
Testes de admissão ocorrem nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro

Nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, acontece a primeira fase de testes de admissão para a sexta turma da Academia de Música.
Participarão das audições candidatos às vagas de harpa (25/02, às 10h00), viola, contrabaixo, violino e violoncelo (26/02, das 09h00 às 11h00), flauta, oboé, clarinete, fagote e trompa (27/02, das 09h00 às 12h00). Aos aprovados na primeira fase será aplicada a prova teórica, no dia 27 de fevereiro, às 14h00, nas salas de aula da Academia (1° andar).

Também no dia 27 de fevereiro, das 14h30 às 17h00, serão realizadas audições para vagas no Coro Infantil, sob a supervisão do maestro Teruo Yoshida. As próximas audições para o Coro Infantil ocorrem nos dias 3 e 6 de março – as audições para o Coro Juvenil estão programadas para o dia 5 de março.

Os testes para a Academia de Música e para o Coro Infantil serão realizados na Sala do Coro do 2° andar.

Colaborou: Regiane Martinez

Concurso Público para Professores Instrumentistas na Paraíba

A Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, através do REUNI, oferece à população mais um curso de graduação, bacharelado e licenciatura, na área de Música.
Para a implementação dos novos cursos, a Unidade Acadêmica de Arte e Mídia está realizando concurso público para quatro áreas: Violino, Violoncello, Violão e Trombone.
A titulação mínima exigida é Bacharelado nas áreas do concurso.
Maiores informações podem ser obtidas na página da UFCG ( http://www.ufcg.edu.br/.
EDITAL Nº 04 de 10 de fevereiro de 2009, também publicado no Diário Oficial da União, no dia 13 de fevereiro.
As inscrições prosseguem até o dia 19 de fevereiro.
Prof. Dr. Vladimir Silva -UFCG-UAAm
Colaborou: Theo Kardos

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Origem do Canto Coral


O Coro é o mais antigo entre os grandes agentes sonoros coletivos. Antigos documentos do Egito e Mesopotâmia revelam-nos a existência de uma prática coral ligada aos cultos religiosos e às danças sagradas. O termo Chóros possui um sentido bastante amplo e com o decorrer da história passou por diversos significados. Em sua origem grega, Chóros, representava um conjunto de aspectos que, somados, iam ao encontro do ideal do antigo drama grego de Ésquilo, Sófocles, e Eurípedes. O conjunto consistia em Poesia, Canto e Dança. O Cristianismo antigo o adotou com outros sentidos, passando para o termo latino Chorus que significava o grupo da comunidade que canta ou a abside (recinto poligonal em que termina o Coro da igreja) junto ao altar, separada da comunidade pelas cancelas e mais tarde também denominada o lugar onde se coloca o órgão.
A estrutura a mais vozes, porém deve ser distinguida sob dois diferentes aspectos, isto é, sob o ponto de vista de procedência e sob o ponto de vista de objetivo. O Cantus-Planus, como representante do canto monódico, mesmo sendo executado por um Coro e a música Figuralis, como representante do canto a mais vozes que mais tarde, assume uma técnica mais rebuscada e artística. O elo que une os dois é que o primeiro serviu de ponto de partida, de fundamento para o segundo, isto mais ou menos pelos séculos VII e VIII, quando surgiu uma polifonia “aparente” com o organum, executado em quintas paralelas, tendo por base o Choral que se impôs como Cantus Firmus. Somente no século XI é que o sentido polifônico assumiu uma característica mais independente, mais polifonia real, que apesar de dos ritmos semelhantes ousava enfeitar o Cantus Firmus. Surge então o Cantus Floridus, que quebrou a monotonia, assumindo papel mais independente, inclusive ritmicamente. Iniciava-se o Contraponto.
Desse modo, realizou-se no século XII a primeira reforma coral. Com uma estrutura a três vozes o coral atingiu seu apogeu no século XIII principalmente na Escola Parisiense de Notre-Dame. Com o desenvolvimento da técnica coral novas formas apareceram, onde se estabeleceu a tão comum estrutura a quatro vozes.
Apareceram três formas corais distintas: O Conductus, que possuía forma mais festiva; o Rondellus, uma espécie de cantiga de roda; e o Motetus, que das três era que possuía maior originalidade e consequentemente foi a que mais se desenvolveu. Mais tarde, já no século XIV com Guilamume de Machaut, aparece a Missa, onde eram catadas as principais partes da missa católica - Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus com Benedictus, Agnus Dei.
Eduardo Fonseca
Acesso em: 15.02.09

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CoralUSP abre inscrições para novos integrantes


Além de participar gratuitamente dos ensaios, os coralistas recebem orientação
nas áreas de técnica vocal e estruturação musical

O Coral Universidade de São Paulo (CoralUSP) está com as inscrições abertas para novos integrantes até 31 de março de 2009 ou até o preenchimento total das vagas oferecidas.

O CoralUSP é aberto à comunidade (homens e mulheres), com ou sem experiência musical. Também não é necessário ter vínculo com a USP. Os candidatos aprovados integrarão gratuitamente os grupos e oficinas do coral e receberão orientação nas áreas de técnica vocal e estruturação musical.

Há muitas opções de horários: ao todo, são 12 grupos corais, com diferentes projetos artísticos e agenda de concertos, e cinco oficinas que auxiliam quem não tem experiência a dar os primeiros passos em canto coral.

Os ensaios são realizados no campus da Cidade Universitária, na Estação Ciência, no Largo São Francisco e na Casa Dona Yayá, em dias e horários diferentes, de acordo com cada grupo.

No ato da inscrição, os interessados devem agendar uma avaliação vocal, aplicada pelo regente do grupo escolhido.

As inscrições devem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, na sede do CoralUSP, na Avenida Professor Luciano Gualberto, nº 374, travessa J (edifício da Antiga Reitoria), 4º andar – Cidade Universitária. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 3091-3930 / 3091-5071 (com Cida) ou pelo site www.usp.br/coralusp

Sobre o CoralUSP

O CoralUSP foi fundado em 1967 pelo maestro Benito Juarez e por José Luiz Visconti, reunindo estudantes da Escola Politécnica e de Enfermagem. Com um estilo próprio e sintonizado com a época, inaugurou um caminho inédito na música coral brasileira ao convergir as linguagens do clássico e do popular.

Com turnês pelo exterior, premiações da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como o melhor coral do Estado de São Paulo, participações e apresentações em diversos locais, o CoralUSP também possui cinco registros fonográficos e prepara regentes, cantores, arranjadores e compositores para o universo musical.

Em 2008, o CoralUSP realizou cerca de 106 concertos em várias modalidades: coral a capella, coral com grupos de câmara e coral-sinfônico. Em 2007, foram 120 apresentações.

Jorn. Rosana Venceslau
(MTB 30862)

Informações Adicionais:
COMUNICA - Assessoria em Comunicação: (11) 2601-0480/ 9642-8517 rosana@comunicanet.com.br e contato@comunicanet.com.br

Colaborou: Renata Ramos

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Lula decreta Dia Nacional da Música Clássica

O presidente Lula decretou o Dia Nacional da Música Clássica, 5 de março. O decreto foi assinado em 13 de janeiro de 2009, sendo publicado no Diário Oficial da União no dia seguinte.
A iniciativa presidencial foi motivada pela escolha do nascimento do compositor Heitor Villa-Lobos como a data comemorativa dos clássicos, resultado de uma enquete realizada por VivaMúsica! em 2005.
Em 2006, a prefeitura do Rio de Janeiro decretou a data oficial no município. Em 2007, o governo do estado do Rio de Janeiro oficializou a comemoração.
Em 2009, a vez do governo federal reconhecer a importância da data e torná-la oficial. Os trâmites do processo foram iniciados em 2006, quando Antonio Grassi presidia a Funarte.

DECRETO DE 13 DE JANEIRO DE 2009
Institui o Dia Nacional da Música Clássica.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição, DECRETA:
Art. 1o Fica instituído o dia 5 de março como o Dia Nacional da Música Clássica.
Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.Brasília, 13 de janeiro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Alfredo Manevy de Pereira Mendes
(Ministro Interino da Cultura)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Música e Ruído

Quando algum objeto vibra de forma completamente desordenada, dizemos que o som produzido por esta vibração é um RUÍDO, como por exemplo o barulho de uma explosão, um trovão. O ruído é o resultado da soma de um número muito grande de freqüências, de forma que exprimi-lo matematicamente é necessário levar em conta um número muito grande de termos.
Deste modo, um vulcão, quando em erupção ou um instrumento musical qualquer pode produzir um grande número de freqüências. A diferença entre os sons musicais e outros quaisquer é que nos instrumentos musicais utilizamos apenas algumas dentre as inúmeras freqüências possíveis, que foram estabelecidas por convenção, constituíndo-se nas NOTAS MUSICAIS. Quando um instrumento por alguma razão começa a produzir freqüências diferentes daquelas que estamos acostumados a ouvir, dizemos que o referido instrumento está DESAFINADO, precisando de um ajuste a fim de retornar a produzir sons na escala convencional.
As notas musicais por sua vez podem ser agrupadas de modo a formar um conjunto. Este conjunto recebe o nome de GAMA e um conjunto de gamas se constitui numa ESCALA MUSICAL. Cumpre observar que tanto as gamas quanto as escalas musicais podem ser construídas de diversas maneiras, não sendo única (isto pode ser exemplificado verificando-se que a música oriental usa uma gama de cinco notas musicais ao passo que o mundo ocidental utiliza uma gama de sete). Entre as diversas gamas existentes, a mais popular de todas é a chamada GAMA NATURAL ou GAMA DE ZARLIN, que utiliza as notas denominadas dó, ré, mi, fá, sol, lá si e novamente dó. Estes nomes foram atribuídos a Guido de Arezzo, que foi um músico italiano que viveu no século XI.
Naquele tempo, as notas musicais não possuíam nomes, fato este que levava a uma natural dificuldade aos aprendizes em memorizar o som das notas. Devido a isto, Guido imaginou um processo mnemônico, onde descobriu que um certo hino de louvor a São João Baptista continha justamente as sete notas fundamentais. Como este hino era muito popular na época pois diziam ser muito eficaz contra dor de garganta, Guido fazia seus alunos decorarem este hino para melhorar a execução das notas.

"HINO DE LOUVOR A SÃO JOÃO BAPTISTA"

"Ut queant laxis Re sonare fibris Mira gestorum Famuli torum Solve polluti Labii reatum Sancte Iohannes".

Tradução

"Para que teus servos possam exaltar a plenos pulmões as maravilhas dos teus milagres perdoa a falta do lábio impuro Ó São João".

Extraíndo as iniciais de cada verso, Guido obteve a seqüência UT, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI, a qual estabelecia a gama. Foi somente seis séculos mais tarde (século XVII), que o papa João Baptista Doni substituiu a nota "UT" por "DÓ" (de DOni).
Obviamente devemos utilizar alguma notação que diferencie as diversas gamas que constituem a escala de Zarlin. Para isto, é utilizado índices nas notas musicais, ou seja, o DÓ da primeira gama será o "DÓ1", o da segunda gama "DÓ2" e assim por diante. O "DÓ1" ocupa um lugar de destaque na escala natural, já que é a primeira nota da gama, recebendo o nome de NOTA FUNDAMENTAL.

Disponível em: http://www.cdcc.sc.usp.br/ondulatoria/musica1.html
Acesso em: 06.02.09

sábado, 7 de fevereiro de 2009

V Seminário Internacional de Regência Coral de São Lourenço

Estão abertas as pré-inscrições para a participação no V Seminário Internacional de Regência Coral de São Lourenço, que acontecerá do dia 24 ao dia 29 de agosto do ano em curso, na linda cidade de São Lourenço, estado de Minas Gerais, Brasil.
O mesmo contará com a participação de destacados palestrantes internacionais como os maestros Joseph Umoinyang (Nigéria), Tony G usmán (USA), Carlos Colón (El Salvador), Alicia Rivero e Susana Riascos (Venezuela), entre outros.
O evento está dirigido, especialmente, a diretores de corais e professores de música, havendo a oportunidade da participação de coralistas e estudantes de música únicamente nas palestras específicas para estes.
Serão seis (6) dias de aulas teóricas-práticas, sobre conhecimentos fundamentais em temas de grande interesse para os profissionais e amantes da atividade coral.
E ste ano, nosso evento fornecerá técnicas específicas para a interpretação de diferentes gêneros e estilos de música polifônica, como a música africana, gospel e spiriuals, música antiga da América, música brasileira e outras.

Informação Geral:

· Custo 150 U$ (diretores e professores de música) com direito a participar das 10 oficinas, e 100 U$ (estudantes e coralistas) com direito a participar somente de (03) oficinas.
· Será fornecida uma lista de hotéis para a escolha de hospedagem.
· A organização fornecerá traslado São Paulo - São Lourenço no domingo, 23 de agosto, e São Lourenço – São Paulo no domingo, 30 de agosto.
· Todos participarão de um passeio turístico pelas cidades de Baependi e Caxambu (MG).
· Os certificados de participação serão fornecidos dentro das normas regulamentares do seminário.
· Também será fornecida uma lista de restaurantes, onde poderão apreciar a comida mineira.
· Assistência logística

Objetivo Geral do Seminário
Otimizar a formação dos diretores a nível cultural, musical e artístico por meio de palestras e oficinas práticas sobre diversos temas de interesse de profissionais e estudantes de música, a fim de contribuir para sua atualização e promover a formação de laços de irmandade entre os povos.

Oficinas
· Música brasileira: cinco grandes regiões (maestro Sergio Sansão)
· Técnicas básicas de seleção de repertório (maestro Tony Gusmán - USA)
· Técnicas básicas para arranjos e música coral a 4 vozes (maestro Carlos Colón – El Salvador)
· Técnicas de interpretação de música coral para diretores (maestra Susana Riascos - Venezuela)
· Interpretação de música brasileira (maestro Sergio Sansão)
· Interpretação de spirituals e música gospel (maestro Carlos Colón - El Salvador)
· Interpretação de música antiga da América (maestra Alicia Rivero - Venezuela)
· Música coral da África: instrumentos e estilos (maestro Joseph Umoinyang – Nigéria)
· Interpretação de música coral da África (maestro Joseph Umoinyang - Nigéria)
· Música caribeña (maestro Tony Guzmán - USA)

Maiores Informações
Lic. Alexander Albarrán (Venezuela)
Director General
58-212-5639461/58-412-8023796
seminariocantabrasil@gmail.com

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A música erudita no Brasil

A Música Erudita, ou Clássica, ou de Concerto, no Brasil dos primeiros séculos de colonização portuguesa, vinculava-se estritamente à Igreja e à catequese. Com o passar do tempo, irmandades de música, salas de concerto e manuscritos brasileiros vão traçando o perfil de uma atividade crescente no país, onde pontificaram nomes como Antônio José da Silva, cognominado "O Judeu", José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Caetano de Mello Jesus, entre outros.
Com a chegada de D. João VI no Brasil, tivemos também um grande impulso às atividades musicais e José Maurício Nunes Garcia destacou-se como o primeiro grande compositor brasileiro.
Mas mesmo com todas as obras feitas por estes compositores, ainda no século 19, falar em música erudita brasileira era motivo de riso, num período totalmente dominado pelos mestres italianos (com esporádicas contribuições de alemães e franceses).
Foi somente com Villa-Lobos que a música nacionalista no Brasil introduziu-se e consolidou-se pra valer.
Nessa época, ignorava-se compositores como Alberto Nepomuceno e Brasílio Itiberê da Cunha, exatamente por causa da excessiva brasilidade de suas composições, e admitia-se Carlos Gomes graças ao sucesso europeu.
É a partir de Villa-Lobos que o Brasil descobre a música erudita e o país passa, desde então, a produzir talentos em série: Lorenzo Fernandez, Francisco Mignone, Radamés Gnatalli, Camargo Guarnieri, Guerra-Peixe, Cláudio Santoro e Edino Krieger são alguns desses expoentes.
Mas mesmo hoje, o Brasil ainda é um país que não percebeu o devido valor da música clássica ou erudita ou de concerto, talvez por causa de nossa história ou de nossa situação político-econômica. Os músicos eruditos e os artistas em geral são, como na opinião do professor Koellreutter, "uma espécie de Quixotes, que lutam contra os moinhos de ventos".

Renato Roschel
Acesso em: 05.02.09

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Janeiro de 2009

Enquanto estávamos em férias fatos importantes no mundo musical aconteceram. Tarefa grandiosa seria apontar todos eles a fim de informar e/ou relembrar nossos leitores, no entanto, gostaria de destacar dois destes acontecimentos.
O Primeiro é o falecimento do Sr. Vicente Amato pesidente da APAA (Assossiação Paulistas dos Amigos da Arte) no último dia 08 de janeiro. O Sr. Vicente Amato dedicou grande parte da sua vida a admistração cultural, entre os muitos cargos que exerceu está o de Diretor do Teatro Municipal de São Paulo em tempos em que este espaço era um dos mais importantes focos culturais do Brasil. A frente da APAA fez um trabalho de múltiplos direcionamentos o que conferiu a sua gestão grande abrangência, seja administrativa ou artística. Certamente a música de São Paulo perde um grande colaborador.
O segundo é a demissão do Maestro Neschling da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Me privarei de comentá-lo já que, dado a representatividade atual desta intutuição, o fato é motivo de comentários de toda natureza.
Sobre este assunto penso ser necessário dizer que, apesar de ser público e notório a falta de tato e educação em lidar com seus colaboradores e de um egocentrismo tão exacerbado que poderia ser dado como patológico, seu trabalho colocou a Osesp em lugar nunca alcançado antes por qualquer conjunto musical erudito brasileiro em todos os aspectos. Não destacarei o que seu trabalho promoveu não só na Osesp, mas em todo o Brasil, basta vontade para reconhecer a grandiosidade alcançada por esta orquestra nestes anos em que o Maestro Neschling esteve a frente da instituição. O lamentável de tudo é que tão grande quanto sua capacidade administrativa e competência artística é sua irracionalidade frente a própria imagem. Ele foi demitido por seus superiores pelo mesmo motivo que demitia seus subordinados e nesta briga de "egos" políticos quem perde é a arte, a cultura e, principalmente, nós que experimentamos o prazer de termos disponível uma orquestra do nível da Osesp.
Resta-nos torcer para que este brilhante e significativo trabalho não venha a sucumbir diante de incompetências introduzidas pelo descaso das autoridades deste Estado, fato comum no Brasil.
Lamentamos o ocorrido mas a verdade é que o Maestro Neschling exigiu um respeito que ele não era capaz de exercer. Pecou pela arrogância e por achar-se no direito de se colocar em nível superior àqueles a quem era subordinado.
Não posso responder se o Maestro Neschiling sentirá falta do cargo que ocupava, mas receio que sentiremos falta dele na Osesp.

Ricardo Barbosa

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Voz Ativa abre teste para novos cantores


O Voz Ativa abre testes para todos os naipes.

Necessário experiência em Canto Coral ou Canto Lírico

Ensaios às Segundas-feiras e Quartas-feiras 19:30h às 22h


Contato para agendamento de testes
Fone: 3656-2776 - E-mail: contato@vozativamadrigal.com.br / vozativamadrigal@terra.com.br

Acesse nosso Site e conheça o Voz Ativa

http://www.vozativamadrigal.com.br/

O Voz Ativa Madrigal é um grupo de Canto Coral independente fundado pelo Regente Ricardo Barbosa que tem como objetivo fazer música em formato canto coral com qualidade. O repertório tem seu foco na música brasileira, tanto sacra como popular. Nossa meta é criarmos, divulgarmos e consolidarmos um modo adequado de se cantar música brasileira, que tem como elementos primordiais o ritmo proveniente, entre outros, da cultura africana, o lirismo e melodia europeus e harmonia do jazz americano. Para tal trabalhamos no meio termo entre um coro tradicional e um grupo vocal (por isso o reduzido número de cantores).
Para levar adiante este projeto, realizamos apresentações em sua grande maioria remuneradas. Parte do dinheiro destina-se ao pagamento de cachê aos integrantes, e outra parte para infra-estrutura, gastos com secretaria e administração.
Nossa sede fica na Rua Dona Maria Angélica, 182 Vila São José - Osasco. Apesar de não estarmos na cidade de São Paulo o acesso à nossa Sede é muito fácil pois ficamos ao lado da Lapa, Marginal Tietê e Pinheiros e com trem e ponto de ônibus próximos.

Projetos e atividades para 2009

Hoje, 02 de fevereiro, retomamos nossas atividades artísticas.
Para este ano o Voz Ativa possui dois focos específicos. O primeiro é o término da gravação do cd de negro spiritual. O segundo é a continuidade e a conclusão da parceria firmada entre a Igreja Luterana da Paz e o Voz Ativa para lançar no final deste ano um Cd com obras significativas da denominação em comemoração aos 50 anos daquela comunidade.
Neste sentido é possível, mas não certo, que o grupo lance em um só ano dois cds, fato inédito em nossa carreira e também bastante incomum na trajetória de qualquer artista.
Caso não haja nenhum contratempo na parceria com a Igreja Luterana, no final de 2009, mais precisamente no mês de novembro, lançaremos um cd produdo da parceria já referenciada, no entanto, o lançamento do cd de negro spiritual poderá ter seu lançamento adiado caso seja constatado que esta estratégia traga benefícios ao grupo. Certo é que até meados de agosto estaremos com dois cds prontos para serem lançados.
É necessário apontar que o lançamento do cd de negro spiritual marcará a conclusão da primeira fase do Projeto Música Preta. Em breve apresentaremos neste espaço as justificativas e objetivos deste grande projeto, o maior que o grupo já se propôs. Neste sentido a possibilidade de lançarmos este trabalho ainda este ano se torna presente visto que tal procedimento atenderia o cronograma deste projeto, com previsão de lançamento de, pelo menos, mais três cds.
Além dos dois grandes projetos, o Voz Ativa continuará a atender convites e o mercado de casamentos, que tomam significativa fatia de nossa agenda. No seguimento de casamentos o Voz Ativa continuará fazendo parcerias. Este ano a zona leste também terá um representante do grupo, trata-se da musicista Kátia Mazzi, que será responsável pela negociação e agenda de casamentos daquela região.
Mas esta não será a única parceria para este ano. A Igreja São Bonifácio da Vila Mariana, onde se reúne a comunidade católica alemã de São Paulo, firmou no final do ano passado parceria com o Voz Ativa para, a exemplo das parcerias mantidas com a Igreja Luterana e a Opus Dei, o grupo apresentar-se nas duas mais importantes datas do calendário litúgico daquela comunidade.
Também para 2009 esforços serão empregados com o objetivo de aumentar nossa participação nas agendas do Sesc e do Sesi, entidades que esporadicamente contratam o grupo para concertos , apresentações e shows. Para que possamos aumentar nossas possibilidades de tornar este objetivo possível, a administração do grupo fará contatos com produtores e promotores de eventos para firmar parcerias. Tal procedimento já faz parte das negociações mantidas com a Faro Produções Artísticas, parceira do grupo a três anos.
Ainda no seguimento de casamentos o Voz Ativa continuará a promover o "Dia dos Noivos" que oferece aos nubentes a oportunidade de conhecer a sonoridade do grupo e escolher o repertório para a cerimônia. O evento será realizado em hotéis ou espaços adequados. Em momento oportuno serão feitas chamadas para estes eventos.
2009 marcará também a formalização de atividades acadêmicas. Este ano passaremos a oferecer aulas de canto que serão confiadas a professores que já fazem parte do grupo e/ou professores de capacidade notória. A negociação será feita pelo Voz Ativa que indicará o professor e agendará as aulas. Estas aulas poderão ser ministradas em nossa sede, na casa do professor ou na casa do aluno, ficando o aluno a vontade para optar pelo que melhor o atenda. Também serão oferecidas aulas de técnica vocal e interpretação para grupo de cantores de qualquer denominação. O foco será acadêmico e artístico, ítens de funtamental importância em qualquer trabalho desta natureza e que se alinha com qualquer objetivo.
Nesse início de ano o Voz Ativa abrirá testes para cantores de todos os naipes. Os testes serão individuais e os interessados deverão apresentar peça de livre escolha. Ainda esta semana faremos chamada específica neste blog.
Como se vê, existe muito trabalho pela frente e nós do Voz Ativa estamos felizes pelo fato de a cada ano conseguirmos sedimentar um pouco mais a nossa trajetória.
Reiteramos nosso desejo que este ano seja repleto de realizações e que possamos nos encontrar mais vezes em nossas atividades.


Ricardo Barbosa
Idealizador e Regente do Voz Ativa Madrigal.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

VOZ ATIVA MADRIGAL EM FÉRIAS.

Comuicamos que o Voz Ativa Madrigal estará em férias coletivas durante o mes de janeiro.
Participamos, no entanto, que escritório de negócios atenderá normalmente a partir do dia 05 do mesmo mês.
As postagens no blog serão suspensas durante este período. Retornaremos às nossas atividades no dia 02 de fevereiro do próximo ano, quanto também retomaremos as publicações em nosso blog.

Cristina Souza - Secretária

BOAS FESTAS

DESEJAMOS
FELIZ NATAL
E
PROSPERO ANO NOVO
É tempo de festas, de planejamento, de balanço.
É tempo de sorrisos, de abraços, de reconhecimento.
É tempo de interiorizar, de exteriorizar, de agradecimentos.
Nós do Voz Ativa queremos dividir nossa alegria por mais um ano ao seu lado.
Agradecemos sua amizade, sua companhia, sua dedicação e companherismo.
Que 2009 promova novos desafios para que possamos a cada experiência estarmos mais fortalecidos e preparados para novas etapas.
Boas Festas

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Cancelada Inauguração do Cidade da Música

No último dia 18 de dezembro o Rio de Janeiro deveria assistir a inauguração de mais um importante pólo cultural brasileiro, a Cidade da Música. No entanto, após vistoria o Corpo de Bombeiro vedou a relização do evento. As festividades foram canceladas por não atenderem as exigências para a liberação da licença de abertura do Complexo Cultural.
Estava prevista para a dada uma cerimônia destinada a receber apenas convidados e nos dias posteriores uma série de concertos com parte dos ingressos destinados ao público via Internet.
As obras, ainda não concluídas, já receberam dos cofres da Prefeitura do Rio de Janeiro, único investidor do projeto, montante superior a 500 milhões. A inauguração seria feita sem que as obras iniciadas em 2003 estivessem concluídas.
Até o momento a Prefeitura do Rio de Janeiro não anunciou as novas datas de inauguração
Esperamos que o mais breve possível possamos contar com a conclusão deste significativo projeto cultural carioca.

Por Ricardo Barbosa

Colaborou: Luciana Pansa

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

É para rir ou chorar? Uma outra categoria de “humor negro”

Recebi um e-mail com algumas pérolas escritas nos recentes vestibulares de música do Brasil. Custa-me acreditar que tudo seja verdade, mas gostaria de dividir com vocês algumas boas risadas!!
- Bach está morto desde 1750 até os dias de hoje.
- Agnus Dei é uma famosa compositora que escreveu música para igreja.
- Handel era meio alemão, meio italiano e meio inglês.
- Beethoven escreveu música mesmo surdo. Ele ficou surdo porque fez música muito alta. Ele caminhava sozinho pela floresta e não escutava ninguém, nem a Pastoral, uma MOSSA que poderia ser a sua Amada IMORTAU e inspirou ele a criar uma sinfonia muito romântica. Ele faliu em 1827 e mais tarde morreu por causa disto.
- Uma ópera é uma canção que dura mais de 2 horas.
- Henry Purcell é um compositor muito conhecido, mas até hoje ninguém ouviu falar dele.
- O Bolero de Ravel foi composto pelo Ravel.
- A harpa é um piano pelado.
- Opus Póstuma é música composta quando o compositor compôs depois de morto.
- Mozart morreu jovem. Sua maior obra é a trilha do filme "Amadeus".
- A importância de "Tristão e Isolda" reside no fato de que é uma música muito triste. Mais triste que a "Tristesse" de SCHOPING.
- Virtuoso no piano é um músico com muita moral.
- Os maiores compositores do Romantismo são: Chopin, Schubert e Tchaikovsky. No Brasil temos Roberto Carlos e Daniel.
- Música cantada por duas pessoas é um DUELO.
- Eu sei o que é um sexteto, mas não sei dizer.
- Stravinsky revolucionou o ritmo com "A MASSACRAÇÃO da Primavera".
- Carlos Gomes compôs a PRÓTESEFONIA do programa de rádio "A Hora do Brasil".
- "Carmen" é uma ópera e "CARMINHA Burana" é sua filha.
- Muitos pesquisadores concordam que a Música Medieval foi escrita no passado.
- A ópera mais Romântica é a Paixão de Mateus por Bach.
- Tem dois tipos de Cantatas de Bach: as Cantatas religiosas e as CANTADAS DI PROFANAÇÃO, que ele usou no palácio.
- Meu compositor preferido é Opus.
- Chopin fez poucas baladas, pois sofria de tuberculose. Assim não dava para ele cair na gandaia à noite, dançar, beber e curtir as minas, MAIS parece que ele não era chegado.
- Cage inventou os 4 minutos de silêncio.
- Suíte é uma música de danceterias barrocas.
- Há uma espécie de Corais feitas por Bach, que se chamam Florais e são usados como remédios milagrosos. - "Messias" é uma missa de Handel cuja originalidade é ter muitos aleluias.
- Os menestréis e trovadores transmitiam notícias e estavam nas festas. Andavam de cidade em cidade, de castelo em castelo e iam até nos shows de TV.
- O regente de uma orquestra é igual a um guarda de trânsito maluco porque agita os braços controlando muitos instrumentos na sua frente.
- "As 4 Estações" é o CD mais vendido da banda do Vivaldi, depois que fez sucesso num comercial de sabonete, que não me lembro o nome agora.
- Os compositores Renascentistas reviveram a música, pois ela havia sido morta pela Inquisição. - As Fugas de Bach são famosas porque ele não queria ficar preso em nenhum sistema.
- A música eletroacústica é a mais avançada das tendências da música eletrônica hoje em dia. Seus principais compositores são os DJs e a banda Craftwork.
- O metrônomo foi inventado para os músicos não andarem depressa.
- Barroco é uma palavra derivada de Bach.
- Handel compôs muitas peças geniais para COURO.
- Música atonal é aquela sem som ou que explora o não-som, mais ou menos quase um anti-som. Seus mais importantes criadores são da família Berg: Schoenberg, ALBANBERG e WEBERG.
- Pierre Boulez e STOQUEHAUZEN são compositores contemporâneos. É raro ser contemporâneo, pois muitos contemporâneos não vivem até morrer.
- A mais bela sinfonia é a ÓDIO ÀLEGRIA

Colaborou: Prof. Ubaldo Rizzaldo Jr

Improvisar ou não, eis a questão

A capacidade de improvisar é fundamental para o sucesso. Como bem sabemos, nem sempre as coisas acontecem de acordo com os planos. Ser capaz de pensar rapidamente numa solução original e viável pode representar a diferença entre o êxito e o fracasso. No entanto, existe uma enorme diferença entre saber improvisar quando necessário e fazer tudo na base do improviso. O improviso deve ser a exceção, e não a regra. Adotar o improviso como norma indica falta de organização, de planejamento e de disciplina. É jogar com a sorte em vez de traçar um caminho seguro. Planejar e improvisar quando necessário sugere flexibilidade e criatividade. Viver de improviso é um perigoso sinal de irresponsabilidade.

por Ricardo Bellino

Colaborou Prof. Ulbaldo Jr.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Quarta fase da gravação do Cd de Negro Spiritual



Dia 07 de Dezembro último, o Voz Ativa Madrigal cumpriu mais uma fase de gravação de seu Cd de Negro Spiritual. Nesta ocasião o grupo gravou mais três faixas que se somaram as oito peças já gravadas.As músicas gravadas foram “Swing Low, Sweet Chariot”, “Ev’ry time I feel the Spirit” e “Let us Break”. Todas a peças tiveram arranjos especialmente produzidos para o Voz Ativa Madrigal com assinaturas de Ricardo Barbosa e Regiane Martinez.
Completa-se com o registro dessas peças a quarta fase de gravação. Além dos cantores participou desta fase o pianista Giba Estebez, responsável pelos arranjos de piano e interprete do instrumento. Por conta das festas de final de ano e das férias de janeiro, o grupo só retornará ao estúdio na terceira semana de fevereiro de 2009, com previsão para gravação de mais três obras.

Vagas para Coro Infantil e Coro Juvenil da Osesp


Estão abertas as inscrições para vagas de cantores nos coros infantil e juvenil da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - Osesp. Meninas de 8 a 13 anos e meninos de 8 a 12 podem participar das audições para o Coro Infantil da Osesp. Nos ensaios, realizados duas vezes por semana sob direção do maestro Teruo Yoshida, as crianças recebem ensinamentos sobre solfejo e percepção musical, além de treinamento vocal. Formado em 2004, o Coro Juvenil da Osesp, regido pela maestrina Naomi Munakata, proporciona aos jovens cantores o contato com a prática coral e visa formar coralistas profissionais. Crianças e adolescentes de 14 a 17 anos podem efetuar as inscrições para os testes do Coro Juvenil. As condições para a inscrição estão disponíveis nos editais publicados no web site da Osesp (www.osesp.art. br)Mais informações pelo telefone (11) 3367-9606.

Colaborou: Regiane Martinez

Mães britânicas preferem música pop para acalmar bebês

Pesquisa mostra que mães cantam sucessos do rádio na hora de dormir.

A música Patience, do grupo Take That, foi apontada por mães britânicas como a mais popular na hora de botar os bebês para dormir, segundo uma pesquisa do site The Baby Website. De acordo com a pesquisa com 2.000 mães, dois terços delas preferem cantar músicas pop do que canções de ninar na hora de acalmar os pequenos. O site se disse surpreso com o resultado. A porta-voz Kathryn Crawford acredita que as mães estejam sendo influenciadas pelas músicas que ouvem durante o dia. "Nós ficamos realmente surpresas ao descobrir que as mães cantam mais músicas modernas em vez de canções de ninar tradicionais." "Eu imagino que a maioria das mães ouçam rádio quando estão em casa com os bebês, e as letras 'contagiantes' tornam impossível cantar outra coisa na hora de (por o bebê para) dormir", disse Crawford. Além de Patience, Angels, de Robin Williams, ficou em segundo lugar na preferência das mães e em terceiro, I Kissed a Girl, com Kate Perry. A pesquisa também revelou que 13% das entrevistadas acreditam que as canções de ninar são muito antiquadas, enquanto uma em dez das entrevistadas disse não se lembrar da letra de nenhuma canção de ninar. Quase metade das mães disseram cantar para acalmar os bebês quando eles choram, enquanto um terço põem os bebês para dormir cantando. Um terço das mães entrevistadas também disseram achar que os bebês dormem melhor ao som de música pop do que canções de ninar e 13% disseram cantar na hora de trocar a fralda. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Disponível em: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid287164,0.htm
Acesso em: 02.12.08

Colaborou: Luciana Pansa

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

SECRETARIA DA CULTURA FECHA CENTRO TOM JOBIM


Em decisão surpreendente, Secretaria da Cultura encerra contrato com o Centro Tom Jobim e realoca ULM e orquestras em outras organizações sociais.

Em uma decisão surpreendente, a Secretaria de Estado da Cultura encerra este mês o contrato com o Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, órgão que administrava a ULM, principal escola de música mantida pelo governo na cidade, o Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão, a Banda Sinfônica e a Jazz Sinfônica, além de orquestras e coros profissionalizantes.
Dirigido por Clodoaldo Medina, o Centro Tom Jobim transformou-se nos últimos anos em um dos mais prestigiados polos musicais e culturais do país. Sua gestão logrou tirar a ULM do ostracismo em que se encontrava, deu uma orientação clara e um novo patamar de excelência ao Festival de Campos e, transformou as orquestras em dinâmicos organismos da cultura paulista. Desde fins de 2005, o Centro Tom Jobim funcionava como Organização Social da Cultura (OS).
Porém, a Secretaria decidiu reorganizar os corpos do Centro Tom Jobim em outras OSs. Assim a ULM, o Festival de Campos e os grupos jovens serão incorporados a OS Santa Marcelina, responsável pelo Projeto Guri na capital e na Grande São Paulo e as orquestras passarão para a OS Associação Paulista dos Amigos da Arte, que entre outras atribuições gerencia os teatros São Pedro e Sérgio Cardoso. A solução da Secretaria gerou perplexidade e descontentamento no meio musical.
Em resposta a uma consulta da Revista CONCERTO, a Secretaria de Cultura respondeu que “o contrato de gestão com a organização social responsável até então pela administração do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim expirará em 12 de dezembro próximo e não será renovado. A organização social Santa Marcelina Cultural foi escolhida por seu trabalho amplamente reconhecido na área de formação musical. A Secretaria de Estado da Cultura pretende, com essa escolha, aperfeiçoar a administração da Escola de Música, dos conjuntos jovens e do Festival de Inverno de Campos de Jordão, consolidando um projeto de educação musical.” No site da SEC, lê-se ainda que “a mudança pretende oferecer formação musical da melhor qualidade, aprimorando os objetivos atingidos até agora e aperfeiçoando a administração para buscar melhorar a eficiência e atendimento.”
A ação da Secretaria de Estado da Cultura pode pôr a perder um projeto musical público de grande repercussão e sucesso, que ganhou corpo na gestão da Secretária Claudia Costin e foi formalizado como Organização Social na administração do Secretário João Batista de Andrade, anterior a gestão do atual Secretário João Sayad.
Nestes anos, administrado pelo Centro Tom Jobim, o Festival de Inverno de Campos de Jordão (dirigido pelo maestro Roberto Minczuk) reforçou sua orientação clássica e missão pedagógica, realizando edições memoráveis; A ULM reorganizou-se como um escola moderna e com orientação pedagógica competente e profissional, transformou-se em paradigma de estudo musical público no Brasil; e as orquetras reencontram sua vocação participando ativamente do calendário cultural.
Repetidas vezes a Revista CONCERTO reportou sobre o sucesso singular das atividades e iniciativas do Centro Tom Jobim, divulgando resultados altamente positivos com comprovação estatística e baseados em pesquisas de eficiência e eficácia inéditas para o serviço público em nosso país.
Medidas como o fim do Centro Tom Jobim mereceriam ser debatidas aberta e publicamente, até porque para garantir os interesses públicos envolvidos na questão. Do modo como foram implementadas, significam um passo atrás no amadurecimento dos novos modelos de gestão das Organizações Sociais.
Torcemos para que a mudança administrativa não comprometa os excelentes níveis alcançados pela ULM e pelas orquestras do Centro Tom Jobim, e consiga responder ao enorme desafio de produzir um evento com a mesma competência e brilho alcançados pala ULM e pelas orquestras do Centro Tom Jobim , e consiga responder ao enorme desafio de produzir um evento com a mesma competência e brilho alcançados nas recentes edições do Festival Internacional de Campos de Jordão.
De positivo já podemos mencionar a decisão da Secretaria de Cultura de que todos os contratos das novas OSs com seus músicos e professores serão regidos pela CLT, antiga reivindicação do Centro Tom Jobim.

Nelson Rubens Kunze - Diretor-Editor da Revista Concerto
Revista Concerto - Guia Mensal de Música Erudita – Edição de Dezembro de 2008

Fim do CEM Tom Jobim, uma outra análise

A história cultural brasileira nos oferece motivos mais do que suficientes para não crermos na competência dos administradores públicos no que tange a realização, promoção e/ou manutenção de projetos culturais e, por conseqüência, qualquer que seja a decisão que prevê ou determina ações que interrompam projetos de sucesso temos, num primeiro momento, a tendência em nos preocupar.
A notícia de que a Secretaria de Estado da Cultura interrompeu um projeto desta envergadura, ainda mais quando consideramos os significativos resultados até então alcançados é efetivamente preocupante. É mister que estejamos atentos ao produto do trabalho das Organizações Sociais que assumiram as atividades, projetos e corpos estáveis que estiveram sob a responsabilidade do CEM Tom Jobim no sentido de exigirmos que este seja, no mínimo, do mesmo nível do apresentado pela Organização Social que os geriu até este momento.
Fato é que depois que o Centro Tom Jobim assumiu a administração da ULM este promoveu substancial melhora no nível didático-pedagógico da escola de música, assim como elevou o nível artístico dos corpos estáveis daquela entidade, que, como bem aponta o Sr. Kunze em seu artigo publicado na seção “Contraponto” da Revista Concerto, edição de dezembro de 2008, estava em absoluto ostracismo.
É notório que o Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão teve admirável nível nas edições sob a responsabilidade do Maestro Roberto Minczuk, assim como é notório que em nenhum momento o Diretor-Editor da Revista Concerto, Sr. Kunze, desvinculou-se de precisas informações sobre o resultado do trabalho tanto do Centro Cultural Tom Jobim quanto do Festival de Campos. Entendo, contudo, que existe um outro olhar para o fato e um outro jeito de analisarmos o que lemos no artigo intitulado “Secretaria da Cultura fecha o Centro Tom Jobim”, já referenciado.
Comungo com o Sr. Kunze quando ele afirma que “Medidas como o fim do Centro Tom Jobim mereciam ser debatidas aberta e publicamente, até para garantir interesses públicos envolvidos na questão. Do modo que foram implementados significam um passo atrás no amadurecimento dos novos modelos de gestão das Organizações Sociais”, Assim como ele, não concordo que decisões que possuam interesses públicos sejam tomadas sem serem debatidas até que todos os interesses sejam atendidos. Decisões que não atendem este critério são retrógradas e antidemocráticas, mas, infelizmente, fatos como este são comuns não só na administração pública, haja vista a decisão absolutamente incoerente do Maestro Roberto Minczuk de tirar o canto coral e as demais atividades vocais do Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão. Neste sentido é possível concordar com o Sr. Kunze quando ele afirma que o Festival de Campos dirigido pelo Maestro Minczuk “reforçou sua orientação clássica” mas sua “missão pedagógica” foi profundamente prejudicada.
Vivemos num momento bastante prejudicado pela intervenção neoliberal em todos os nichos sociais, inclusive no acadêmico. Como resultado temos um nível de individualismo tão exacerbado que nos coloca em difícil situação social. Este individualismo faz com que predileções cultivadas a partir de interesses individuais se sobreponham ao coletivo. Em nosso entendimento tanto o Governo Serra, por meio de seu Secretário da Cultura João Sayad, quanto o Festival de Campos, na pessoa do Maestro Roberto Minczuk, atenderam a esta demanda.
Quando falamos em “excelentes níveis alcançados pela ULM e pelas orquestras” temos que considerar em relação a que o resultado é considerado excelente. Se comparado com o que se produziu antes e depois de o CEM Tom Jobim assumir a administração da ULM, não há dúvida de que os resultados foram excelentes e, como já explanado, é o mínimo que devemos exigir das novas gestões. Mas tanto a Santa Marcelina quanto a APAA (Assossiação Paulista dos Amigos da Arte) tem provado competência em seus resultados, sendo que a Santa Marcelina, fundada em 1929, é uma instituição que tradicionalmente mantém o resultado de suas instituições musicais em nível condizente com suas propostas. Neste sentido nos parece lúcido crer que estas instituições são capazes de elevar o nível ora apresentado.
Preocupa-me mais do que esta decisão outro produto do neoliberalismo acadêmico que prevê, por motivos óbvios, que o corpo docente de instituições como esta tenha instrução acadêmica no mínimo em nível de doutorado. Imposição questionável se tivermos como objetivo a formação de artistas e não acadêmicos da música.
Dado a maneira um tanto quanto arbitrária que a decisão foi tomada, juntamo-nos à torcida para que o resultado seja uma melhora no que já foi apresentado. Mas, para além da nossa torcida, está nossa obrigação de cidadãos que exige que acompanhemos as conseqüências desta decisão e sejamos criteriosos e imparciais em nossas avaliações.

Ricardo Barbosa
Regente e Idealizador do Voz Ativa Madrigal

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A música que agrada os ouvidos também faz bem ao coração

Estudo realizado pela Universidade de Maryland, nos EUA, com 10 participantes que não tinham nenhuma doença aparente constatou que quando eles ouviam por 30 minutos suas músicas preferidas ocorria a dilatação dos vasos sanguíneos. Esse gesto se equipara a reação de uma gargalhada, ao fazer atividades físicas ou quando tomavam medicações para o sangue. O diretor da cardiologia da instituição, Michael Miller, explica que ocorreu um aumento de 26% no diâmetro dos vasos, enquanto ao ouvirem uma música que não agradava ocorria uma redução de 6%. O fundamental da pesquisa é saber que este pode ser um ótimo auxiliar na prevenção de doenças, pois dessa forma o sangue flui mais facilmente, reduzindo as chances de formação de coágulos que causam infartos e derrames, além de reduzir os riscos do endurecimento dos vasos, característicos da aterosclerose. O especialista ressalta que não tem a intenção de fazer uma campanha contra remédios ou atividades físicas, mas, sim, para incrementar o tratamento para a saúde do coração.
Porém, a cantoterapeuta Susanne Brandão mostra que a música age muito além do fortalecimento do coração. "Tenho pacientes que apresentam dificuldades neurológicas ou pacientes com problemas psiquiátricos, nestes casos, a música é um grande meio facilitador da expressão, se não às vezes o único meio. Assim como tenho pacientes que precisam lidar com grandes perdas, como o luto. A música traz lembranças e cria novas expectativas para a vida, reformula novas formas de pensar a vida", esclarece a especialista. Para quem se interessou, a cantoterapia é embasada na Terapia Cognitiva Comportamental e na técnica vocal aplicada ao canto e em elementos da musicalização. Os pacientes podem ter qualquer idade desde que haja demanda pela terapia. Há inclusive trabalhos com a terceira idade e com bebês e, às vezes, com toda a família, trabalhando a relação da mãe com a criança. Porém, para quem deseja algo mais simples, basta apenas se deixar levar pelo som de uma boa música.

Colaborou: Profº Ubaldo Rizzaldo Jr.
Em: 21.11.08

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Lenda do Tambatajá


O compositor paraense Waldemar Henrique (1905-1995) dedicou grande parte de sua obra para enaltecer e difundir o belo folclore de seu estado. Suas composições originalmente foram escritas para piano e solo, no entanto, dado harmonia de fácil assimilação e a beleza das melodias, suas obras tem sido regularmente arranjadas e interpretadas por corais.
"Tamba-tajá" é, sem dúvida, uma de suas mais famosas obras.
A fim de cumprir os propósitos do compositor no que diz respeito a difundir o folclore paraense e com o objetivo de fornecer conteúdo interpretativo aos corais que pretendem colocar a referida obra em seu repertório, dispomos abaixo a lenda que originou a canção.
"Há milhares anos atrás, na tribo Macuxi, havia um guerreiro forte e corajoso que se apaixonou por uma linda jovem de sua aldeia. Ela lhe correspondeu tão nobre sentimento e passadas algumas luas, uniram-se em matrimônio.

Casal tão apaixonado nunca mais existiu. Passavam sussurrando juras de amor baixinho, um para o outro. Mas eis que um dia, um estranho mal se acometeu da indiazinha, tornando-a paralítica. O índio Macuxi, para não separar-se de sua amada, teceu uma tipóia e a carregava em suas costas. Mas apesar de tantos cuidados e carinhos, ela não resistiu à enfermidade e morreu.

O guerreiro foi então à floresta e cavou um buraco à beira de um igarapé, enterando-se junto com sua adorada esposa, pois sua vida não tinha mais sentido sem ela.

Ao cair de algumas e chegando a grávida Lua Cheia, da sepultura brotou uma delicada planta, uma espécie desconhecida para os mais entendidos índios Macuxis.

Era a Tamba-tajá, planta de folhas triangulares, de cor verde, trazendo em seu verso outra folha de tamanho reduzido, onde visualizava-se um bordado de um desenho que parecia-se com o desenho de um órgão sexual feminino. A união das duas folhas, representava o grande amor do casal que nem mesmo a morte conseguiu separá-los."

Nunes Pereira forneceu a Waldemar Henrique a letra graciosa e sugestiva de uma linda e amorosa página, intitulada Tamba-tajá:

"Tamba-tajá, me faz feliz. Que meu amor me queira bem. Que o seu amor seja só meu,de mais ninguém que seja meu,todinho meu, de mais ninguém. Tamba-tajá, me faz feliz, assim o índio carregou sua macuxi para o roçado, para a guerra, para a morte, assim carregue o nosso amor a boa sorte. Tamba-tajá, me faz feliz. Que mais ninguém possa beijar o que beijei. Que mais ninguém escute aquilo que escutei, nem possa olhar dentro dos olhos que eu olhei, Tamba-tajá, tamba-tajá".

Rosana Volpatto


Acesso em: 08.10.08

sábado, 22 de novembro de 2008

"Rádio Qualidade"

Na quarta-feira, dia 19 de novembro, a parceria mantida entre a Liner Consultoria e o Voz Ativa Madrigal promoveu mais um Workshow de treinamento. O palestrante foi Marcus Vinícius e o tema desenvolvido foi “Motivação”. O evento fez parte da “Semana de Qualidade em Alimentos” promovida pelo SENAI da Barra Funda.
O produto da parceria entre as duas entidades é o Workshow denominado “Rádio Qualidade”. A palestra e, por conseguinte, o treinamento é oferecido em formato de programa de rádio com vinhetas, entrevistas e músicas com conteúdos que transmitem, ilustram e fixam os temas propostos. A parte musical fica sob a responsabilidade do Voz Ativa que também apresenta obras do seu repertório de MPB e erudito. A nova proposta tem tido calorosa recepção pelas empresas que contratam o trabalho.
O Sr. Marcus Vinicius Pereira de Oliveira, psicólogo e especialista em qualidade de alimentos, é sócio-diretor da Liner Consultoria e também idealizador do treinamento “Rádio Qualidade”. O formato, desenvolvido pelo Dr. Marcus Vinícius e Maestro Ricardo Barbosa, é cuidadosamente planejado levando-se em consideração aspectos didático–pedagógicos e processos subjetivos desencadeados pela música. A parceria entre a Liner Consultoria e o Voz Ativa Madrigal fará quatro anos e o produto oferecido a partir dela tem inovado o conceito de treinamento no mundo empresarial.
Casa do Pão de Queijo, SENAI e Sakura são algumas das empresas que contrataram o programa e testemunham a qualidade e eficiência oferecida através do formato.
Conheça mais acessando http://www.linerconsultoria.com.br/ informações pelo e-mail: liner@linerconsultoria.com.br

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Clássicos ganham nova vida no mercado de downloads


Com números inexpressivos na venda de CDs, gênero chega à internet com vigor, entre blogs e sites de gravadoras

Para uma área que tem a pecha de coisa do passado, ligada apenas à tradição e ao cânone, inexpressiva no mercado fonográfico perante os números e somas da música popular, pode ser surpreendente o que mostram os números: segundo pesquisa de 2007, os clássicos e a ópera formavam apenas 4% do total das vendas de CDs; no total de downloads, no entanto, o número triplicava, chegando a 12%.O alto preço dos discos e a distribuição errática ajudam a explicar o sucesso da música clássica na rede. Mas não só isso. Há quem afirme que a própria natureza desse segmento casa bem com o download. A lógica é a seguinte: para o fã de ópera, não basta ter uma gravação do Rigoletto, de Verdi; a cada novo registro, a cada novo intérprete, o interesse se renova - e aí, haja bolso... O fato, enfim, é que as próprias gravadoras resolveram comprar a idéia. O mais tradicional dos selos, o Deutsche Grammophon, serve como exemplo, e não é o único: todos os seus discos saem primeiro na rede e, depois, em disco. Mais: todo o acervo da gravadora está sendo colocado na rede, o que significa, entre outras coisas, que cerca de 500 registros que estavam fora de catálogo agora podem ser comprados por preços que ficam em torno de US $ 2 por faixa.Verdadeiras jóias, no entanto, encontram-se mesmo fora dos catálogos dos grandes selos. E têm ganhado cada vez mais vida na internet por meio de sites como o YouTube e outros, blogs e sites oficiais, dedicados especificamente à área. Entre os oficiais, um exemplo é a BBC, que está disponibilizando integrais de sinfonias de autores como Beethoven. Já entre os extra-oficiais, digamos assim, há para todos os gostos.O Handelmania (www.handelmania.com) é um dos mais completos e interessantes. Você não encontra nele gravações completas, mas, sim, podcasts com compilações das mais curiosas - que tal ouvir 20 versões de uma ária da ópera Il Trovatore? Ou uma seleção das grandes intérpretes de Isolda, de Wagner? Outra opção é o blog Parterre Box, (http://parterre.com/?page_id=40), mantido por um tal de La Cieca (alusão à ópera La Gioconda). Além de um acervo riquíssimo, ali você encontra também gravações recentes, feitas a partir de transmissões radiofônicas dos principais teatros e casas de ópera do mundo.
João Luiz Sampaio

Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081114/not_imp277595,0.phpExcelente

Acesso em: 14.11.2008

Colaborou: Luciana Pansa

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Cd Negro Spiritual - Terceira Fase


Neste final de semana o Voz Ativa cumpriu mais uma fase da gravação de seu Cd de Negro Spiritual. No domingo, 16 de novembro, o grupo esteve no Estúdio do Gato, onde estão sendo realizadas as gravações, e incorporou mais três obras ao repertório que comporá o referido trabalho. Foram elas: “Some Time I feel like a Motherless Child”, “When I Lay My Burden Down” e “Down by the Riverside”
Nesta fase Giba Estebez, pianista especialmente convidado para este projeto, participou da gravação de duas faixas ( “When I Lay my Burden Down” e “Down by the Riverside”) A partir desta fase todas peças gravadas terão acompanhamento de piano.
O próximo dia de gravação previsto é 07 de dezembro, ocasião em que serão gravadas mais três peças musicais.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Noviça Rebelde - Teste Para Cantores / Atores / Bailarinos

AVENTURA convoca para testes de canto, atuação e dança.
Um espetáculo de CHARLES MÖELLER & CLAUDIO BOTELHO.
TESTES TEMPORADA SÃO PAULO, 2009.
Rolf: ator/cantor com idade aproximada de 17 anos, experiência em dança.
Crianças: meninos de 11 a 15 anos e meninas de 5 a 18 anos, que tenham noções de canto e interpretação.
Os candidatos devem enviar currículo com foto recente de corpo inteiro até 20 de novembro para: anovicarebeldesp@aventuraentretenimento.com.br ou para
caixa postal nº 33007, CEP 22440-970 – RJ.
Informações: (21) 2286-2035 de segunda à sexta, das 12h às 18h.

COSESP ABRE VAGAS PARA CANTORES

domingo, 9 de novembro de 2008

Machado de Assis

No ano que marca o centésimo aniversario da morte de Machado de Assis, o Voz Ativa Madrigal, cônscio da grandeza deste brasileiro, presta sua homenagem publicando um texto singular do escritor. Trata-se de “Trio em Lá Menor”. Este texto é divido em pequenos capítulos intitulados como uma obra musical, além, é claro, de possuir temática relacionada à música. Leia abaixo o belo e interessante texto na integra.

Trio em Lá Menor - Machado de Assis

I

ADAGIO CANTABILE

Maria Regina acompanhou a avó até o quarto, despediu-se e recolheu-se ao seu. A mucama que a servia, apesar da familiaridade que existia entre elas, não pôde arrancar-lhe uma palavra, e saiu, meia hora depois, dizendo que Nhanhã estava muito séria. Logo que ficou só, Maria Regina sentou-se ao pé da cama, com as pernas estendidas, os pés cruzados, pensando.
A verdade pede que diga que esta moça pensava amorosamente em dois homens ao mesmo tempo, um de vinte e sete anos, Maciel - outro de cinqüenta, Miranda. Convenho que é abominável, mas não posso alterar a feição das coisas, não posso negar que se os dois homens estão namorados dela, ela não o está menos de ambos. Uma esquisita, em suma; ou, para falar como as suas amigas de colégio, uma desmiolada. Ninguém lhe nega coração excelente e claro espírito; mas a imaginação é que é o mal, uma imaginação adusta e cobiçosa, insaciável principalmente, avessa à realidade, sobrepondo às coisas da vida outras de si mesma; daí curiosidades irremediáveis.
A visita dos dois homens (que a namoravam de pouco) durou cerca de uma hora. Maria Regina conversou alegremente com eles, e tocou ao piano uma peça clássica, uma sonata, que fez a avó cochilar um pouco. No fim discutiram música. Miranda disse coisas pertinentes acerca da música moderna e antiga; a avó tinha a religião de Bellini e da Norma, e falou das toadas do seu tempo, agradáveis, saudosas e principalmente claras. A neta ia com as opiniões do Miranda; Maciel concordou polidamente com todos.
Ao pé da cama, Maria Regina reconstruía agora tudo isso, a visita, a conversação, a música, o debate, os modos de ser de um e de outro, as palavras do Miranda e os belos olhos do Maciel. Eram onze horas, a única luz do quarto era a lamparina, tudo convidava ao sonho e ao devaneio. Maria Regina, à força de recompor a noite, viu ali dois homens ao pé dela, ouviu-os, e conversou com eles durante uma porção de minutos, trinta ou quarenta, ao som da mesma sonata tocada por ela: lá, lá, lá...


II

ALLEGRO, MA NON TROPPO


No dia seguinte a avó e a neta foram visitar uma amiga na Tijuca. Na volta a carruagem derribou um menino que atravessava a rua, correndo. Uma pessoa que viu isto, atirou-se aos cavalos e, com perigo de si própria, conseguiu detê-los e salvar a criança, que apenas ficou ferida e desmaiada. Gente, tumulto, a mãe do pequeno acudiu em lágrimas. Maria Regina desceu do carro e acompanhou o ferido até à casa da mãe, que era ali ao pé.
Quem conhece a técnica do destino adivinha logo que a pessoa que salvou o pequeno foi um dos dois homens da outra noite; foi o Maciel. Feito o primeiro curativo, o Maciel acompanhou a moça até à carruagem e aceitou o lugar que a avó lhe ofereceu até a cidade. Estavam no Engenho Velho. Na carruagem é que Maria Regina viu que o rapaz trazia a mão ensangüentada. A avó inquiria a miúdo se o pequeno estava muito mal, se escaparia; Maciel disse-lhe que os ferimentos eram leves. Depois contou o acidente: estava parado, na calçada, esperando que passasse um tílburi, quando viu o pequeno atravessar a rua por diante dos cavalos; compreendeu o perigo, e tratou de conjurá-lo, ou diminuí-lo.
- Mas está ferido, disse a velha.
- Coisa de nada.
- Está, está, acudiu a moça; podia ter-se curado também.
- Não é nada, teimou ele; foi um arranhão, enxugo isto com o lenço.
Não teve tempo de tirar o lenço; Maria Regina ofereceu-lhe o seu. Maciel, comovido, pegou nele, mas hesitou em maculá-lo. - Vá, vá, dizia-lhe ela; e vendo-o acanhado, tirou-lho e enxugou-lhe, ela mesma, o sangue da mão.
A mão era bonita, tão bonita como o dono; mas parece que ele estava menos preocupado com a ferida da mão que com o amarrotado dos punhos. Conversando, olhava para eles disfarçadamente e escondia-os. Maria Regina não via nada, via-o a ele, via-lhe principalmente a ação que acabava de praticar, e que lhe punha uma auréola. Compreendeu que a natureza generosa saltara por cima dos hábitos pausados e elegantes do moço, para arrancar à morte uma criança que ele nem conhecia. Falaram do assunto até a porta da casa delas; Maciel recusou, agradecendo, a carruagem que elas lhe ofereciam, e despediu-se até à noite.
- Até a noite! repetiu Maria Regina.
- Esperou-o ansiosa. Ele chegou, por volta de oito horas, trazendo uma fita preta enrolada na mão, e pediu desculpa de vir assim; mas disseram-lhe que era bom pôr alguma coisa e obedeceu.
- Mas está melhor!
- Estou bom, não foi nada.
- Venha, venha, disse-lhe a avó, do outro lado da sala. Sente-se aqui ao pé de mim: o senhor é um herói.
Maciel ouvia sorrindo. Tinha passado o ímpeto generoso, começava a receber os dividendos do sacrifício. O maior deles era a admiração de Maria Regina, tão ingênua e tamanha, que esquecia a avó e a sala. Maciel sentara-se ao lado da velha. Maria Regina defronte de ambos. Enquanto a avó, restabelecida do susto, contava as comoções que padecera, a princípio sem saber de nada, depois imaginando que a criança teria morrido, os dois olhavam um para o outro, discretamente, e afinal esquecidamente. Maria Regina perguntava a si mesma onde acharia melhor noivo. A avó, que não era míope, achou a contemplação excessiva, e falou de outra coisa; pediu ao Maciel algumas notícias de sociedade.


III

ALLEGRO APPASSIONATO

Maciel era homem, como ele mesmo dizia em francês, très répandu; sacou da algibeira uma porção de novidades miúdas e interessantes. A maior de todas foi a de estar desfeito o casamento de certa viúva.
- Não me diga isso! exclamou a avó. E ela?
- Parece que foi ela mesma que o desfez: o certo é que esteve anteontem no baile, dançou e conversou com muita animação. Oh! abaixo da notícia, o que fez mais sensação em mim foi o colar que ela levava, magnífico...
- Com uma cruz de brilhantes? perguntou a velha. Conheço; é muito bonito.
- Não, não é esse.
Maciel conhecia o da cruz, que ela levara à casa de um Mascarenhas; não era esse. Este outro ainda há poucos dias estava na loja do Resende, uma coisa linda. E descreveu-o todo, número, disposição e facetado das pedras; concluiu dizendo que foi a jóia da noite.
- Para tanto luxo era melhor casar, ponderou maliciosamente a avó.
- Concordo que a fortuna dela não dá para isso. Ora, espere! Vou amanhã, ao Resende, por curiosidade, saber o preço por que o vendeu. Não foi barato, não podia ser barato.
- Mas por que é que se desfez o casamento?
- Não pude saber; mas tenho de jantar sábado com o Venancinho Corrêa, e ele conta-me tudo. Sabe que ainda é parente dela? Bom rapaz; está inteiramente brigado com o barão...
A avó não sabia da briga; Maciel contou-lha de princípio a fim, com todas as suas causas e agravantes. A última gota no cálice foi um dito à mesa de jogo, uma alusão ao defeito do Venancinho, que era canhoto. Contaram-lhe isto, e ele rompeu inteiramente as relações com o barão. O bonito é que os parceiros do barão acusaram-se uns aos outros de terem ido contar as palavras deste. Maciel declarou que era regra sua não repetir o que ouvia à mesa do jogo, porque é lugar em que há certa franqueza.
Depois fez a estatística da rua do Ouvidor, na véspera, entre uma e quatro horas da tarde. Conhecia os nomes das fazendas e todas as cores modernas. Citou as principais toilettes do dia. A primeira foi a de Mme. Pena Maia, baiana distinta, très pschutt. A segunda foi a de Mlle. Pedrosa, filha de um desembargador de São Paulo, adorable. E apontou mais três, comparou depois as cinco, deduziu e concluiu. Às vezes esquecia-se e falava francês; pode mesmo ser que não fosse esquecimento, mas propósito; conhecia bem a língua, exprimia-se com facilidade e formulara um dia este axioma etnológico - que há parisienses em toda a parte. De caminho, explicou um problema de voltarete.
- A senhora tem cinco trunfos de espadilha e manilha, tem rei e dama de copas...
Maria Regina ia descambando da admiração no fastio; agarrava-se aqui e ali, contemplava a figura moça do Maciel, recordava a bela ação daquele dia, mas ia sempre escorregando; o fastio não tardava a absorvê-la. Não havia remédio. Então recorreu a um singular expediente. Tratou de combinar os dois homens, o presente com o ausente, olhando para um, e escutando o outro de memória; recurso violento e doloroso, mas tão eficaz, que ela pôde contemplar por algum tempo uma criatura perfeita e única.
Nisto apareceu o outro, o próprio Miranda. Os dois homens cumprimentaram-se friamente; Maciel demorou-se ainda uns dez minutos e saiu.
Miranda ficou. Era alto e seco, fisionomia dura e gelada. Tinha o rosto cansado, os cinqüenta anos confessavam-se tais, nos cabelos grisalhos, nas rugas e na pele. Só os olhos continham alguma coisa menos caduca. Eram pequenos, e escondiam-se por baixo da vasta arcada do sobrolho; mas lá, ao fundo, quando não estavam pensativos, centelhavam de mocidade. A avó perguntou-lhe, logo que Maciel saiu, se já tinha notícia do acidente do Engenho Velho, e contou-lho com grandes encarecimentos, mas o outro ouvia tudo sem admiração nem inveja.
- Não acha sublime? perguntou ela, no fim.
- Acho que ele salvou talvez a vida a um desalmado que algum dia, sem o conhecer, pode meter-lhe uma faca na barriga.
- Oh! protestou a avó.
- Ou mesmo conhecendo, emendou ele.
- Não seja mau, acudiu Maria Regina; o senhor era bem capaz de fazer o mesmo, se ali estivesse.
Miranda sorriu de um modo sardônico. O riso acentuou-lhe a dureza da fisionomia. Egoísta e mau, este Miranda primava por um lado único: espiritualmente, era completo. Maria Regina achava nele o tradutor maravilhoso e fiel de uma porção de idéias que lutavam dentro dela, vagamente, sem forma ou expressão. Era engenhoso e fino e até profundo, tudo sem pedantice, e sem meter-se por matos cerrados, antes quase sempre na planície das conversações ordinárias; tão certo é que as coisas valem pelas idéias que nos sugerem. Tinham ambos os mesmos gostos artísticos; Miranda estudara direito para obedecer ao pai; a sua vocação era a música.
A avó, prevendo a sonata, aparelhou a alma para alguns cochilos. Demais, não podia admitir tal homem no coração; achava-o aborrecido e antipático. Calou-se no fim de alguns minutos. A sonata veio, no meio de uma conversação que Maria Regina achou deleitosa, e não veio senão porque ele lhe pediu que tocasse; ele ficaria de bom grado a ouvi-la.
- Vovó, disse ela, agora há de ter paciência...
Miranda aproximou-se do piano. Ao pé das arandelas, a cabeça dele mostrava toda a fadiga dos anos, ao passo que a expressão da fisionomia era muito mais de pedra e fel. Maria Regina notou a graduação, e tocava sem olhar para ele; difícil coisa, porque, se ele falava, as palavras entravam-lhe tanto pela alma, que a moça insensivelmente levantava os olhos, e dava logo com um velho ruim. Então é que se lembrava do Maciel, dos seus anos em flor, da fisionomia franca, meiga e boa, e afinal da ação daquele dia. Comparação tão cruel para o Miranda, como fora para o Maciel o cotejo dos seus espíritos. E a moça recorreu ao mesmo expediente. Completou um pelo outro; escutava a este com o pensamento naquele; e a música ia ajudando a ficção, indecisa a princípio, mas logo viva e acabada. Assim Titânia, ouvindo namorada a cantiga do tecelão, admirava-lhe as belas formas, sem advertir que a cabeça era de burro.


IV

MINUETTO

Dez, vinte, trinta dias passaram depois daquela noite, e ainda mais vinte, e depois mais trinta. Não há cronologia certa; melhor é ficar no vago. A situação era a mesma. Era a mesma insuficiência individual dos dois homens, e o mesmo complemento ideal por parte dela; daí um terceiro homem, que ela não conhecia.
Maciel e Miranda desconfiavam um do outro, detestavam-se a mais e mais, e padeciam muito, Miranda principalmente, que era paixão da última hora. Afinal acabaram aborrecendo a moça. Esta viu-os ir pouco a pouco. A esperança ainda os fez relapsos, mas tudo morre, até a esperança, e eles saíram para nunca mais. As noites foram passando, passando... Maria Regina compreendeu que estava acabado.
A noite em que se persuadiu bem disto foi uma das mais belas daquele ano, clara, fresca, luminosa. Não havia lua; mas nossa amiga aborrecia a lua, - não se sabe bem por que, - ou porque brilha de empréstimo, ou porque toda a gente a admira, e pode ser que por ambas as razões. Era uma das suas esquisitices. Agora outra.
Tinha lido de manhã, em uma notícia de jornal, que há estrelas duplas, que nos parecem um só astro. Em vez de ir dormir, encostou-se à janela do quarto, olhando para o céu, a ver se descobria alguma delas; baldado esforço. Não a descobrindo no céu, procurou-a em si mesma, fechou os olhos para imaginar o fenômeno; astronomia fácil e barata, mas não sem risco. O pior que ela tem é pôr os astros ao alcance da mão; por modo que, se a pessoa abre os olhos e eles continuam a fulgurar lá em cima, grande é o desconsolo e certa a blasfêmia. Foi o que sucedeu aqui. Maria Regina viu dentro de si a estrela dupla e única. Separadas, valiam bastante; juntas, davam um astro esplêndido. E ela queria o astro esplêndido. Quando abriu os olhos e viu que o firmamento ficava tão alto, concluiu que a criação era um livro falho e incorreto, e desesperou.
No muro da chácara viu então uma coisa parecida com dois olhos de gato. A princípio teve medo, mas advertiu logo que não era mais que a reprodução externa dos dois astros que ela vira em si mesma e que tinham ficado impressos na retina. A retina desta moça fazia refletir cá fora todas as suas imaginações. Refrescando o vento recolheu-se, fechou a janela e meteu-se na cama.
Não dormiu logo, por causa de duas rodelas de opala que estavam incrustadas na parede; percebendo que era ainda uma ilusão, fechou os olhos e dormiu. Sonhou que morria, que a alma dela, levada aos ares, voava na direção de uma bela estrela dupla. O astro desdobrou-se, e ela voou para uma das duas porções; não achou ali a sensação primitiva e despenhou-se para outra; igual resultado, igual regresso, e ei-la a andar de uma para outra das duas estrelas separadas. Então uma voz surgiu do abismo, com palavras que ela não entendeu.
- É a tua pena, alma curiosa de perfeição; a tua pena é oscilar por toda a eternidade entre dois astros incompletos, ao som desta velha sonata do absoluto: lá, lá, lá...


Assis, Machado de. Várias Histórias. W. M. Jackson Inc Editores - 1946.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"O Messias" G. F. Händel

(...) O Oratório encontra em Georg Friedrich Händel um de seus maiores expoentes. Ao todo, Händel compôs 24 oratórios, a maioria deles na Inglaterra, onde se estabeleceu definitivamente a partir de 1712, obtendo grande sucesso, durante muitos anos, como o mais importante compositor de óperas de Londres, as quais eram representadas por sua própria companhia.
Após longo período, porém, o interesse do público pelas óperas do compositor-empresário começou lentamente a declinar, o dinheiro deixou de entrar na proporção esperada, e os débitos começaram a se acumular. Nesse momento de crise financeira, Handel, sempre um compositor de enorme estatura, foi hábil em reconquistar as platéias criando os oratórios em idioma inglês. Eram verdadeiros dramas de argumento bíblico ou mitológico, com muita utilização do coro e árias que poderiam muito bem pertencer a óperas. Já que não eram encenadas, não precisavam de cenários nem de figurinos e tinham, portanto, um custo de produção muito inferior ao de um espetáculo de ópera. O sucesso inicial obtido com Esther em 1732 mostrou-lhe o caminho a seguir. Embora não abandonasse a ópera imediatamente, passou a produzir peças dos dois repertórios.
O rápido declínio de sua companhia lírica, com cancelamento de assinaturas e um crescimento assustador do rombo financeiro, igualmente veloz, foi o que provavelmente motivou a trombose sofrida por Handel em 1737, cujas conseqüências foram uma paralisia do lado direito do corpo e um esgotamento nervoso. Após uma estação de águas, entretanto, curou-se miraculosamente e voltou a compro, emobra não conseguisse outro milagre que recompusesse totalmente suas finanças. Depois de um associação de quase 20 anos, deixou o King’s Teater e mudou-se para o mais modesto Teatre Royal de Lincoln’s Inn Fields, pensando em dedicar-se principalmente aos oratórios.
Na época, Handel havia se tornado amido de um rico industrial com veleidades de poeta chamado Charles Jennens, o qual escreveu os libretos de dois de seus oratórios, Saul e Israel no Egito. Foi o sucesso dessas duas empreitadas que levou os dois amigos, em 1741, a criação do Messias, destinada a se tornar a obra mais conhecida de Handel e um dos mais importantes oratórios da História.
O Messias foi concebido em três partes: a primeira trata da profecia do advento de Cristo, seu nascimento e suas andanças pelo mundo; a segunda narra a Paixão, a Ressurreição, a Ascensão e o triunfo do Evangelho; a terceira tem caráter de doutrina, fala da fé na existência de Cristo e na segurança de uma vida imortal.
Na elaboração de libreto, Jennens foi extremamente hábil em extrair trechos do Velho e Novo Testamento, rearranjando a ordem dos versículos sempre que necessário para conferir uma maior dinâmica à narrativa. Vejamos, por exemplo, como ele construiu o texto da passagem mais famosa deste oratório, o famoso coro Hallelujah. A origem dos versículos utilizados figura entre parênteses:

Hallelujah / For the God Omnipotent reigneth (Apocalipse 19:6)
The kingdom of this world is become the Kingdom of our Lord / and of His Christ / and He shall reign / for ever and ever. (Apocalipse 11:15)
King of Kings / and Lord of Lords / and He shall reign / for ever and ever. (Apocalipse 19:16)

A época da composição, Handel tinha 56 anos. Sua maturidade temperada pelo sofrimentos e pelas seqüelas causadas por suas enfermidades fizeram-no aproximar-se da religiosidade.
Essa descoberta da espiritualidade acontece num momento em que sua trajetória de compositor atinge o ponto máximo de sua força criativa, combinando muita inspiração com um domínio absoluto da técnica.
Handel compôs o Messias numa só arrancada, readaptando eventualmente trechos de outras obras. Levou apenas vinte e quatro dias. Durante o trabalho chegava a se esquecer de comer. Sua concentração era intensa. Conta-se que, um dia, um criado o encontrou chorando e o ouviu dizer: “Julguei ver diante de mim o Paraíso e até o próprio Deus”. Naquele exato instante, Handel havia acabado de escrever o coro Hallelujah.
Terminou a partutura – conforme anotou na capa, ao lado da sigla S.G.P. (Soli Deo Gloria), em 14 de setembro de 1741.
Handel não mais se sentia a vontade em Londres. Após 30 anos, passara a ser
Hostilizado talvez porque sua época, a da primazia da ópera de modelo italiano, havia terminado. Assim, aceitou o convite do Lorde-Tenente irlandês William Cavendish para mudar-se para Dublin, dirigindo um concerto beneficente logo em sua chegada. Comovido com a carinhosa recepção dos irlandeses, Handel tirou da bagagem a partitura inédita de O Messias, que assim foi executada pela primeira vez em Deblin, em 13 de abril de 1742, no Neal’s Music Hall.
Embora a capacidade da sala fosse de cem lugares, havia lá dentro pouco mais de setecentos espectadores, fora a enorme multidão que se acotovelava diante do teatro na Fishamble Street. Foi um grande aglomeração sem precedentes, tão grande a ponto de se comentar que Handel voltaria a escrever óperas, algo que jamais se concretizou.
Em 23 de março de 1743, O Messias foi apresentado em Londres diante do Rei Jorge II, o qual, emocionado pela beleza do Hallelujah, pôs-se de pé em sinal de respeito, gerando uma tradição que se manteve por muitos anos.
Quando recebeu as felicitações pelo grande sucesso de seu oratório, Handel respondeu, com os olhos postos no futuro: “ Lamentaria se soubesse que apenas diverti o público. O que eu queria era torna-lo melhor”.

Sergio Casoy
(Pesquisador de música lírica e professor conferencista da História da Ópera na ECA/USP)