terça-feira, 16 de outubro de 2012

Opereta “Caso no Júri” no Rio de Janeiro



Opereta poderá ser assistida de 17 a 27 de outubro no Antigo Palácio da Justiça e no dia 30 no Palácio Universitário da UFRJ.

Apresentada pela primeira vez no Brasil em língua portuguesa, começa na próxima semana a temporada do espetáculo “Caso no Júri”, engraçadíssima criação de Gilbert & Sullivan − autores ingleses que revolucionaram o teatro musicado. A iniciativa é uma parceria da UFRJ com o Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ-Rio) e reúne estudantes, docentes e técnicos das Escolas de Comunicação (ECO), Música (EM) e Belas Artes (EBA). Serão 10 apresentações, de 17 a 27 de outubro, sempre de quarta a sábado, no Salão Histórico do Primeiro Tribunal do Júri, no Centro, e também no dia 30, no Salão Pedro Calmon do Palácio Universitário, na Urca. Todas com entrada franca
Salão Pedro Calmon: 30/10 (terça, 12h).

A montagem faz parte do projeto de extensão coordenado por José Henrique Moreira, professor do bacharelado em Direção Teatral (ECO).  O docente assina a concepção cênica e a direção, além de ser responsável pela adaptação do libreto.  Com duração de 45 minutos, a ação foi transposta de Londres, em 1875, para o Rio de Janeiro de 1927, época em que foi construído o Antigo Palácio da Justiça, em cujo Salão do Primeiro Tribunal do Júri foram julgados, durante mais de oito décadas, casos de grande repercussão. Desde a sua reabertura em 2010, após obras de restauração, o tribunal passou a ser um espaço de memória e cultura administrado pelo CCPJ.


− Isso torna o espetáculo uma experiência única, pela atmosfera que envolve cena e plateia, afirma o diretor. É um espaço belíssimo e convida à reflexão sobre os verdadeiros dramas humanos, e sobre nossas instituições de mediação de conflitos.

Humor

Comédia de costumes capaz de arrancar hoje tantas gargalhadas do público como na época em que foi escrita, a versão tropicalizada de “Trial by Jury” (nome original da opereta) põe em cena o julgamento de um vigarista que largou a noiva no altar, uma mocinha de família, que sucumbiu ao seu charme. A vítima, nem tão inocente assim, exagera as consequências do abandono e, com boa dose de malícia, exige reparações pelo rompimento do contrato nupcial.
Um advogado de fala empolada, um juiz atabalhoado, mais interessado na beleza da requerente do que nos meandros do caso, e alguns outros insólitos personagens completam o quadro de solistas. O coro, que segundo Moreira desempenha também papel de protagonista, comenta o os acontecimentos e acentua a dimensão cômica da peça.
− É um encontro de malandros, sintetiza com humor.
A direção musical e a coreografia do espetáculo ficam por conta, respectivamente, dos professores Marcelo Coutinho (EM) e Marcellus Ferreira (ECO). Desirée Bastos, docente da EBA, coordena a concepção e a confecção dos figurinos. A Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) será conduzida por Juliano Dutra, formando do curso de regência da EM.
Os solistas também são estudantes da Escola de Música. Marcela Duarte encarna Angelina, a requerente; Bruno dos Anjos dá vida a Edson, o réu; Fernando Alves faz o advogado; e Cyrano Moreno e Marcelo Coutinho se revezam no papel de juiz.  Cantor convidado, Allan Souza interpreta o meirinho e Pedro Costa (EM), o primeiro jurado. No coro, estudantes da UFRJ e da UniRio. Ao todo um elenco de mais 30 atores e quase 40 músicos

Da opereta ao musical

“Trial by Jury” é uma das “Savoy Operas”, série de operetas que deram origem aos típicos musicais do West End, a Broadway londrina. O nome como acabaram conhecidas deriva do teatro construído em Londres, em 1881, pelo empresário e produtor Richard D'Oyly Carte para encenar este gênero de espetáculo.  Escrita em 1875 e estreada no mesmo ano no London's Royalty Theatre, é o segundo trabalho de William S. Gilbert (libreto) e Arthur Sullivan (música) – parceria responsável por 14 criações memoráveis entre os anos 1871 e 1896. Com um tratamento musical leve e tramas de apelo popular, alcançaram um sucesso extraordinário e influenciaram a linguagem do teatro, do cinema e da televisão.

 SERVIÇO

Salão Histórico do Primeiro Tribunal do Júri, Antigo Palácio da Justiça. Rua Dom Manuel, 29, 2º andar, Centro - Rio de Janeiro - RJ. (21) 3133-3366, 3133-3368, ccpjrio@tjrj.jus.br. Lugares: 200. Entrada franca com distribuição de senhas no local, meia hora antes do início de cada récita.
Salão Pedro Calmon, Fórum de Ciência e Cultura. Av. Pasteur, 250, 2º andar, Urca – Palácio Universitário do Campus da Praia Vermelha, Urca - Rio de Janeiro - RJ. (21) 2295-2346. Lugares: 200. Entrada franca
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