sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Festival de Veneza aposta em sexo e religião



Veneza está apostando em sexo e na cientologia este ano para provocar o tipo de rebuliço de que o mais antigo festival de cinema do mundo precisa para estar à frente de um número cada vez maior de rivais.

No ano em que celebra seu 80º aniversário, o festival anual, realizado na ilha do Lido, compete com Toronto para atrair os melhores filmes e os maiores astros para seu tapete vermelho e um esfuziante circuito de festas.

A mostra da cidade tem ainda um novo desafio, um festival realizado em novembro em Roma, que aumentou suas credenciais ao contratar o respeitado diretor artístico de Veneza, Marco Mueller.

Mueller está sendo substituído por Alberto Barbera, que está bem ciente de que preços elevados e a difícil infraestrutura no Lido favorecem os rivais.

"Roma e Veneza estão indo para suas novas edições como boxeadores para um ringue", disse o crítico Jay Weissberg, do jornal de negócios Variety, de Hollywood. Ele escreve a partir de Roma e acompanha de perto os festivais italianos. "A guerra de palavras já chegou à imprensa nos últimos dois meses."

Barbera introduziu um pequeno mercado de filmes este ano para tornar Veneza mais atraente comercialmente para os estúdios, embora haja dúvidas sobre quantos negócios essa iniciativa irá gerar.

Mas sua principal tarefa é atrair uma seleção de filmes que garanta a vinda de artistas classe A, burburinho na mídia e a divulgação mundial de cinema de alta qualidade e baixo orçamento. No papel, o evento, marcado para o período de 29 de agosto a 8 de setembro, parece promissor.

Não há nenhum George Clooney, presença constante em Veneza, e o festival não terá pesos-pesados como Angelina Jolie e Johnny Depp. Mas um grupo de artistas vai compensar e ajudar a revigorar a imagem do festival.
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