quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Música clássica na CAIXA Cultural Salvador – BA


Apresentações acontecem nos dias 10, 11 e 12 de setembro de 2010


A Caixa Econômica Federal apresenta ao público baiano o concerto “Cores e Timbres em Trios para flauta, violoncelo e piano”, que acontece no período de 10 a 12 de setembro, no salão nobre da CAIXA Cultural Salvador, sempre às 20 horas. O projeto que foi aprovado pelo edital de ocupação de pauta da CAIXA Cultural para 2010 traz os músicos Norton Morozowicz, flauta, Maria Alice Brandão, violoncelo e Glacy Antunes de Oliveira, piano. O acesso ao evento é feito mediante a troca de 1 quilo de alimento não perecível, no período das 14 às 19 horas dos dias de espetáculo. A faixa etária indicativa é a partir de 10 anos.
O concerto apresenta obras significativas de compositores de períodos distintos da História da Música, dentre eles Haydn, Weber e Martinu, escritas para uma formação camerística pouco explorada, rica em timbres, cores e nuances. O concerto é uma rara oportunidade para os aficionados por música de câmara, em razão da execução de obras de importância, as quais, por sua formação e dificuldade, são raramente tocadas.
Menos ouvidos do que as formações tradicionais de trios de cordas com piano ou aqueles da família das madeiras – flauta, clarineta e fagote, os trios para flauta, violoncelo e piano significam um desafio composicional resultante em obras interessantíssimas, de rara beleza e sonoridade ímpar. Para este concerto na CAIXA Cultural em Salvador foram escolhidos trios caracterizados por vibrante riqueza de texturas, escritos por três compositores de períodos distintos da História da Música, a saber:
HAYDN, o grande responsável pela criação e consolidação da música de câmara clássica, que gira em torno do quarteto de cordas e da forma-sonata, no Trio nº. 30 em Ré maior - Hob. XV - nº 16, demonstra sua maestria quanto ao desenvolvimento temático com raro efeito brilhante e timbrístico.
WEBER, que escreveu pouco para música de câmara, neste Trio em sol menor Op.63, estruturado em forma clássica estendida, mostra toda sua genialidade para produzir cor, atmosfera e timbre em estilo um tanto operístico, característico do romantismo.
MARTINU, cujo estilo tipicamente camerístico vivo e colorido compôs em seus escritos datados de 1944, para para flauta, violoncelo e piano, demonstra toda a complexidade e sofisticação musical do compositor tcheco, uma exploração maravilhosa de cores, plena de contemporaneidade.
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