terça-feira, 21 de maio de 2013

OSUFRJ apresenta obras de Saint-Saëns e Mendelssohn



Marcado para as 19h, no Salão Leopoldo Miguez, o espetáculo tem entrada franca. O violinista Pedro Ramiro, bacharelando da Escola de Música e um dos vencedores do concurso para solista da OSUFRJ realizado no ano passado, será o solista.
O terceiro concerto de Saint Saens foi escrito em 1880 e estreado no ano seguinte por seu amigo Pablo de Sarasate, um dos maiores expoentes do violino de todos os tempos, a quem é dedicado. O trabalho adota a forma clássica em três andamentos embora os seus tempos não sigam a dinâmica canônica rápido-lento-rápido. Tendo a seu lado um violinista capaz de aliar o lirismo romântico ao virtuosismo técnico, o compositor pode criar uma obra que integra o repertório dos grandes instrumentistas.

Já Mendelssohn esboçou sua sinfonia no 4, em Lá maior, em uma estadia em Roma (1830 a 1831). Terminou-a, porém, na Inglaterra, em 1833. A obra foi encomendada pela Sociedade Filarmônica de Londres que a estreou a 13 de maio de 1833, com regência do compositor. É muito provável que Mendelssohn encontrasse a fonte de inspiração para a sua Sinfonia Italiana nas ruínas e paisagens da Itália e numa determinada dança napolitana.

Dotado de excepcional talento natural, Mendelssohn era já um compositor com domínio da sua arte na época em que compôs o seu Octeto de Cordas, aos 16 anos. Aos 20, prestou um inestimável serviço à história da música chamando atenção para obra de Bach, que passara por um esquecimento de mais de um século.

Por coincidência, viria a Falecer em Leipzig  ̶  a cidade em que o mestre do barroco havia terminado a vida. Morreu em 1847, com apenas 38 anos. Este alemão de Hamburgo, que foi contemporâneo de Chopin, Schumann, Liszt, Wagner e Verdi, deixou-nos uma obra em que o sabor clássico está mais presente do que na dos seus contemporâneos.


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