quinta-feira, 14 de julho de 2011

22º FESTIVAL INTERNACIONAL MÚSICA COLONIAL BRASILEIRA E MÚSICA ANTIGA


22º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga
De 17 a 30 de julho em Juiz de Fora

Começa evento com 30 concertos gratuitos, oficinas, palestras, master class e a presença de nomes reconhecidos da música nacional e internacional

Todas as informações sobre o Festival, inclusive releases e fotos, estão disponíveis no site www.promusica.org.br

O 22º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, realizado pelo Centro Cultural Pró-Música, começa neste domingo, dia 17, e segue até 30 de julho, com mais de 30 concertos gratuitos em Juiz de Fora e oficinas de música das quais devem participar cerca de 700 alunos vindos de todas as partes do Brasil. A abertura dos concertos públicos será com o mundialmente respeitado Duo Assad, formado pelos irmãos Sérgio e Odair. O duo brasileiro se apresenta às 20h30, no Cine-Theatro Central. Na programação da noite, interpretação de composições do próprio Sérgio Assad, além de I. Albeniz, J. Rodrigo, A. Piazzolla, E. Nazareth, Antônio Carlos Jobim e E. Gismonti. Sérgio e Odair são referência para os violonistas, por terem criado um padrão de inovação para o violão com genialidade e expressão. Os Assad influenciaram vastamente a criação e introdução de novas músicas para dois violões. Sérgio vive nos Estados Unidos e Odair, na Bélgica, onde dedicam-se ao ensino da música.

Durante o Festival, o Cine-Theatro Central terá ainda outros seis concertos, sempre às 20h30. Um deles é muito esperado pelo público, que aguarda o espetáculo ímpar com instrumentos de época, que anualmente acontece na segunda noite do evento. É o recital da Orquestra Barroca do Festival, sob a regência de Luís Otávio Santos, que sobe ao palco no dia 18. A orquestra é formada por músicos de consolidada carreira internacional, que se unem com a missão de interpretar, de maneira original e, muitas vezes inédita, uma importante obra a cada ano. No concerto desta edição, o grupo vai executar composições do francês Jean-Philippe Rameau (1683-1764) e do italiano Francesco Geminiani (1687-1762).

Outros concertos serão realizados no Cine-Theatro Central: no dia 19, o Quarteto de Cordas Camargo Guarnieri e Piano, de São Paulo; no dia 20, o Quinteto Villa-Lobos, do Rio de Janeiro. No dia 23, será realizado o concerto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, regida por Marcos Arakaki; e, no dia 24, a apresentação de Violino, Trompete e Orquestra Pró-Música, com solos de Daniel Guedes, no violino, Ronnie Ingle, no trompete, e regência do maestro Nelson Nilo Hack. No dia 30, o encerramento do Festival, no Cine-Theatro Central, terá a Orquestra Ouro Preto, sob a regência de Rodrigo Toffalo. O público vai se surpreender com a interpretação de 12 composições dos Beatles.

Além do Central, teatros, igrejas e ruas serão locais de apresentações noturnas e vespertinas durante duas semanas. Na programação vespertina, de segunda a sexta-feira, destacam-se os eventos programados para o palco montado especialmente para o Festival, no Calçadão da Rua Halfeld, às 17h30. No mesmo lugar, aos sábados, as apresentações serão às 11h30.

Nas igrejas, o destaque vai para a apresentação do grupo francês Doulce Mémoire, prevista para o dia 27 de julho, às 20h30, na Igreja do Rosário, no Bairro Granbery. Outros grandes momentos desta edição são os concertos temáticos. Entre eles, a execução de “A Arte da Fuga”, de J.S. Bach, no dia 21, na Igreja do Rosário, pelos cravistas Marcelo Fagerlande e Ana Cecília Tavares. Ainda nesta área temática, o público é convidado a assistir a execução integral de “Pièces de clavencin en concert”, de J.P. Rameau, pelo trio formado por Luis Otávio Santos (violinista barroco), Sérgio Álvares (gambista) e Bruno Procópio (cravista), no dia 25, na Igreja de São Sebastião, no Centro.

O grupo mineiro Uakti também apresenta-se nesta edição. Ele se apresenta no dia 22, na Igreja do Rosário, também às 20h30. Com um trabalho singular, ligado à música instrumental e à pesquisa de novas sonoridades, o Uakti faz uma apresentação imperdível em Juiz de Fora. O grupo utiliza extensa série de instrumentos artesanais confeccionados por seu diretor musical Marco Antônio Guimarães, a partir de materiais pouco convencionais, como vidros, tubos de PVC, borrachas, madeiras, cabaças e rodas de bicicletas. Em 32 anos de atuação, o Uakti tem percorrido uma trajetória de grande reconhecimento nacional e internacional, em especial pela música criada a partir deste instrumentos acústicos originais.

Bate-papos, master class e palestras
O Festival vai promover ainda bate-papos sobre os recitais, todas as noites, às 19h30. Antes das apresentações, o professor Rodolfo Valverde fará comentários sobre as atrações e os programas. Em cerca de 20 minutos, serão abordadas explicações e dicas sobre o programa que será executado e sobre o grupo/artista que estará se apresentando.

Também o conteúdo teórico desta edição foi ampliado, com a realização de masterclass internacional e palestras, que vão acontecer no Colégio dos Jesuítas, mesmo local onde serão realizadas as oficinas de música para os alunos previamente inscritos.

A Master Class Internacional de Música Antiga será com o Doulce Mémoire, da França. No dia 28 de julho, das 10h às 12h e de 14h às 17h, o grupo ministra masterclass de flauta doce, luth et guitarre Renascentista e canto Renascentista. Entre as palestras, o professor Rodolfo Valverde vai falar sobre A Ópera: do nascimento aristocrático ao estilo veneziano, no dia 20h, às 10h; A Ópera Barroca Italiana: a Ópera Séria e a Era dos Castrati, no dia 21, às 10h; e ainda, no dia 22, no mesmo horário, o tema será A Ópera Barroca Francesa: a Tragédie – Lyrique e a Opera Ballet. O professor Luís Otávio Santos fala sobre Retória e Música: o artesanato musical do Barroco, no dia 25, às 11h; o professor Homero Magalhães Filho faz palestra no dia 26, também às 11h, com o tema As articulações para instrumentos de sopro preconizadas por Francesco Rognoni (1620) e, finalmente, o professor Paulo Bosísio apresenta o tema O violinismo no Brasil na segunda metade do século XIX, no dia 27 de julho, às 11h.

O 22° Festival é uma realização do Centro Cultural Pró-Música e tem o patrocínio de Petrobras, UFJF, ArcelorMittal, Cemig e Prefeitura de Juiz de Fora. O evento também conta com o apoio de Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Funalfa, Institut Français - Consulado Francês, Tribuna de Minas, Colégio dos Jesuítas, TV Panorama e Quilombo Comunicação. Acompanhe o Festival e todas as atividades do Pró-Música no Twitter – @promusicajf


Elza Costa
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