quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mercado de entretenimento deve passar por transformação


O mercado de entretenimento já fala em ajustes para 2013, segundo informa reportagem do jornal Valor Econômico. As mudanças estratégicas vão desde negociações mais intensas para baixar o valor dos cachês dos artistas internacionais a um aumento no número de cidades das apresentações para diluir custos, tentando expandir para além do tradicional circuito Rio-São Paulo.
“Nos últimos dois anos houve uma onda de bonança: real valorizado [isso é bom para shows cotados em dólar]; excesso de crédito e o resto do mundo quebrado. Mas o cenário agora mudou: a economia anda de lado, o real foi desvalorizado e o consumidor está na ressaca do excesso de crédito que recebeu”, avalia Leo Ganem, presidente da Geo Eventos.
Nesta semana, a T4F comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que o resultado do quarto trimestre teria impacto negativo pelas performances abaixo do esperado. Pesou a desaceleração da economia e a desvalorização cambial de 20%.
Nos últimos meses, os ingressos no Brasil (em dólar) estavam superando significativamente o de outros países.
Dentre as estratégias do CEO do Rock in Rio, Luis Justo, está a contratação de artistas que vão fazer uma turnê pós-evento, além de ampliar cada vez mais a edição em outros países. Assim, consegue fechar com o artista para tocar em uma “rede” de festivais, a cachês mais convidativos

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