quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ballet Carmina Burana será a atração do domingo no Municipal com ingressos a 1 Real


Composição mais célebre do alemão Carl Orff e uma das mais famosas obras sinfônicas com coral do século XX, a cantata Carmina Burana, composta em 1937, inspirou o coreógrafo argentino Mauricio Wainrot na criação do ballet homônimo, que chega pela primeira vez ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – espaço da Secretaria de Estado de Cultura – na programação artística elaborada pelo Maestro Isaac Karabtchevsky.

O espetáculo que reúne esta coreografia e os pas-de-deux Ecos e Chopin Nº 1, também de Wainrot, será apresentado pelo Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica do TM no projeto Domingo no Municipal, em 1º de setembro, às 11h, com ingressos a R$ 1,00. Entre os solistas do ballet, estarão a primeira bailarina do BTM Cláudia Mota e os primeiros solistas Deborah Ribeiro, Karen Mesquita, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Cícero Gomes, Edifranc Alves, Filipe Moreira, Joseny Coutinho, Moacir Emanoel e Rodrigo Negri. O Ballet do Theatro Municipal tem direção de Sérgio Lobato. À frente da Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal e do Coro Infantil da UFRJ, que faz participação neste espetáculo, estará o Maestro convidado Abel Rocha. A pianista Priscila Bomfim fará o solo do 2º Movimento do Concerto para piano No.1 na coreografia Chopin Nº 1 e os cantores líricos Priscila Duarte (soprano), Sebastião Câmara (tenor) e Homero Velho (baixo) serão os solistas em Carmina Burana.

Cantada em francês antigo, alemão medieval e latim, Carmina Burana é baseada em textos poéticos do século XIII, pertencentes ao manuscrito conhecido como Codex Latinus Monacensis, encontrado em 1803 no convento de Benediktbeuern, na Baviera. O códex é composto por 315 composições poéticas de monges errantes, das quais o compositor extraiu algumas canções e arranjou para orquestra e coro, estruturando a obra em prólogo e três partes. No prólogo há uma invocação à deusa Fortuna. Na primeira parte – Primo Vere (Primavera) – celebra-se o encontro do Homem com a Natureza. Na segunda – In Taberna (Na Taberna)– predominam os cantos goliardescos que celebram as maravilhas do vinho. Na terceira – Cour D’Amours (Corte de Amores) – exalta-se o amor. Ao final, repete-se o coro de invocação à Fortuna. A obra estreou na Ópera de Frankfurt, em 1937, e integra a trilogia completada com Catulli Carmina (1943) e Trionfo di Afrodite (1952).

Criado para o Royal Ballet de Flanders, na Bélgica, o ballet Carmina Burana obteve grande sucesso em sua estreia e na turnê que se seguiu pela Europa e Ásia. Mauricio Wainrot seguiu o mesmo padrão cíclico em sua coreografia, mantendo as cinco seções nas quais a música de Orff é dividida – Fortuna, Primavera, Corte do Amor, Na Taberna e Fortuna. “Eu uso a música como um todo, em cada parte o corpo de baile tem muito a dizer e dançar, como também há diferentes solistas principais e solos importantes. Carmina Burana é uma obra coreográfica para uma companhia de ballet inteira”, explica Wainrot. Além do Royal Ballet de Flandres, o ballet integra o repertório de companhias como Royal Winnipeg Ballet do Canadá, Ballet de l’Opera de Bordeaux na França, Ballet Contemporáneo del Teatro San Martin, na Argentina, National Ballet da Turquia e Cincinnati Ballet, nos EUA.

Chopin Nº 1 é a primeira coreografia de Wainrot sobre a obra do compositor, o Concerto Nº 1 para piano e orquestra em mi menor, que terá o pas-de-deux do segundo movimento apresentado neste programa: “Com seu extraordinário romantismo, Chopin me provocou imagens e emoções profundas, únicas, que surgiam  irremediavelmente de sua maravilhosa música, para serem trasladadas ao movimento, situações e as diferentes frases coreográficas que formam hoje minha obra”, comenta o coreógrafo.

Criado em 1997 para o Jovem Ballet de Quebec, companhia da escola do Les Grands Ballet Canadiens de Montreal, o pas-de-deux Ecos, elaborado sobre a música de Samuel Barber, Adagio para Cordas, obteve grande sucesso desde então. Renomados bailarinos, como Julio Bocca e Eleonora Cassano, dançaram-no por quase uma década com o Ballet Argentino. Estreou em Paris, no Palais de Sports, com Sylvianne Bayard, ganhadora do Prix de Lausanne, e seu marido Daryl Phillips, e ainda em Buenos Aires, no Teatro Colón, com Silvina Perrillo e Alejandro Parente. “O duo segue a linha romântica da música, é muito lírico e é como uma relação noturna entre os seres que se encontram”, define Mauricio Wainrot.

SERVIÇO**

DOMINGO NO MUNICIPAL
Carmina Burana
Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Programa:

Chopin Nº 1 - Concerto para piano No.1 | 2º Movimento
Música: Frédéric Chopin
Coreografia: Mauricio Wainrot
Solistas: Deborah Ribeiro / Edifranc Alves
Pianista solista: Priscila Bomfim

Ecos - Adagio para Cordas
Música: Samuel Barber
Coreografia: Mauricio Wainrot
Solistas: Cláudia Mota / Joseny Coutinho

Carmina Burana
Música: Carl Off
Coreografia: Mauricio Wainrot
Solistas:
Priscila Albuquerque / Rodrigo Negri em Na Taberna
Karen Mesquita / Moacir Emanuel em Corte de Amores
Cantores Solistas
Priscila Duarte, Sebastião Câmara e Homero Velho

Desenho de Luz:  Eli Sirlin
Cenógrafo: Carlos Gallardo
Figurinistas: Mini Zucheri (Chopin Nº1) e Carlos Gallardo (Carmina Burana e Ecos)
Remontagem: Miguel Angel Elias e Eric Frederic

Regência: Abel Rocha

Participação
Coral Infantil da UFRJ
Direção Artística e Regência: Maria José Chevitarese
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/nº - Centro
Dia 1º de setembro, às 11h
Ingressos populares: R$ 1,00*
Classificação etária: Livre
Duração: 120 minutos (com intervalo)
Informações: (21) 2332-9191  GRÁTIS (21) 2332-9191 end_of_the_skype_highlighting
*Vendas somente no dia da apresentação, diretamente na entrada principal do Theatro Municipal, a partir das 10h.

 
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