terça-feira, 11 de setembro de 2012

SESC Belenzinho apresenta Camerata Aberta e 100 anos de Pierrot Lunaire



A Camerata Aberta apresenta, no dia 14 de setembro, o concerto Pierrot Lunaire no SESC Belenzinho, às 21 horas. Sob regência do maestro francês Guillaume Bourgogne, o espetáculo tem participação especial da soprano francesa Sylvie Robert. Esta obra de Arnold Schoenberg, que está completando 100 anos, é considerada um marco inaugural da música moderna.

O programa do espetáculo tem ainda peça de Silvio Ferraz e obras para voz e ensemble de Anton Webern, além de composições de Claudio Santoro na voz do tenor Tiago Pinheiro.

A Camerata Aberta é um grupo estável de músicos professores da Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim), dedicado à música contemporânea. Alguns de seus integrantes são músicos atuantes na cena erudita brasileira. Já se apresentou em diversos locais em São Paulo, no Festival de Campos do Jordão, no Concertgebouw de Amsterdã (Holanda), Americas Society de Nova Iorque (EUA), em Bruxelas (Bélgica) e na Sala Cecília Meireles no Rio de Janeiro. A Camerata ganhou o Prêmio APCA 2010 de Música Contemporânea pelo pioneirismo e excelência do trabalho ao longo do primeiro ano de existência. Em 2012, lançou seu primeiro CD, Espelho D’Água, pelo Selo SESC.

Pierrot lunaire, de Arnold Schoernberg, composta em 1912, foi encomendada pela atriz Albertine Zehme, que se apresentava nos cabarés de Berlim. Frau Zehme era especialista em melodrama, gênero teatral alemão em que um monólogo é declamado sobre um acompanhamento instrumental.  Ela apresentou a Schoenberg o ciclo de textos intitulado Pierrot Lunaire, do poeta belga Albert Giraud, em versão alemã de Otto Erich Hartleben, que ela desejava declamar. E Schoenberg lhe entregou uma verdadeira obra-prima: um ciclo de 21 canções, para voz, flauta/piccolo, clarinete/clarone, violino/viola, violoncelo e piano, de forma que a instrumentação de cada uma das canções nunca se repete.

Programa: Cinco Cânones Sobre Textos Latinos, op. 16 e Cinco Canções Sagradas, op. 15, de Anton Webern; Toada II: Largo, de Silvio Ferraz; Agrupamento em 10, de Claudio Santoro; Pierrot Lunaire, op. 21, de Arnold Schoenberg.



Concerto: Camerata Aberta em Pierrot Lunaire

Regência: Guillaume Bourgogne

Soprano: Sylvie Robert

Tenor: Tiago Pinheiro

Dia 14 de setembro. Sexta-feira, às 21 horas

SESC Belenzinho - www.sescsp.org.br/belenzinho

Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho/SP - Tel: (11) 2076-9700

Sala de Espetáculos II (120 lugares). Duração: 1h30. Classificação etária: de 12 anos

Ingressos à venda pela rede INGRESSOSESC: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Guillaume Bourgogne

Guillaume Bourgogne estudou nos conservatórios de Lyon, sua cidade natal, e de Paris. Venceu em primeiro lugar o prêmio de regência orquestral tendo Janos Fürst como professor. Atualmente, é codiretor artístico do Ensemble Cairn (Paris) e integrante do Conselho Artístico da Camerata Aberta. É frequentemente convidado a reger orquestras como a Orquestra Gulbenkian (Portugal), Filarmônica de Seul, Nacional de Bordéus-Aquitânia, Filarmônica de Nice e outras. Além de reger o repertório dos séculos XIX e XX, também conduz grupos de música contemporânea como o Court-Circuit, L’Itinéraire, Ensemble TIMF e Contrechamps. Participa de festivais no mundo todo, como Festival de Inverno de Campos do Jordão (Brasil), Festival d’Art Lyrique (França), Festival Internacional Tongyeong (Coreia), Música Viva (Portugal), Ars Musica (Bélgica), Darmstadt Ferienkurse (Alemanha) e Borealis (Noruega), entre outros.

Sylvie Robert

Nascida na França, onde estudou no Conservatório Nacional com os professores Elisabeth Söderström, Camille Maurane e Elisabeth Schwarzkopf, Sylvie Robert vive, há dez anos, na Argentina, onde canta regularmente com orquestras e músicos locais. Estreou canções de Gerardo Gandini, Francisco Kröpfl, Marta Lambertini, Fabian Panisello e Claudio Alsuyet, e participou de estreias argentinas de obras de Webern, Cage, Schelsi, Birtwistle, Boulez, entre outros. Cantou o monodrama La Dame de Montecarlo de Francis Poulenc com direção cênica de Alfredo Arias. Foi convidada pela Universidade de Santander (Espanha) e vários museus na Europa para realizar concertos em homenagem a pintores com o pianista Dimitri Vassilakis. Em 2010, foi convidada pela Faculdade da França para recital em homenagem a Lichtenberg. Desde 2011, leciona na Cité de La Musique (França), a partir de um convite feito pelo Ensemble InterContemporain. Conquistou o prêmio France Musique em 2012.

Tiago Pinheiro

Graduado clarinetista, especializou-se em canto na Berklee College of Music. Dirigiu o grupo Beijo do Coralusp, que atuou em shows e gravações ao lado de artistas como Marlui Miranda e Gilberto Gil. Foi solista em diversas obras sinfônicas, entre as quais: Carmina Burana de C. Orff e Paixão segundo São João de J. S. Bach. Integrou o coro da OSESP, entre 2000 e 2001. É regente titular do Coral Paulistano do Teatro Municipal de São Paulo e conduziu o grupo em performances como O Mundo do Espírito, de Benjamin Britten, e Dido e Enéas, de Henry Purcell, esta última em parceria com o Teatro da Vertigem. Lançou CD pela Dabliú Discos e participou da produção francesa do CD O Amor Brazileiro - Modinhas e Lundus do Brasil Imperial, com o grupo Vox Brasiliensis, com quem excursionou pela Europa. Fez a direção musical e foi um dos protagonistas da Ópera das Pedras, espetáculo de Denise Milan, promovido pelo SESC, com música de Clarice Assad e André Mehmari. Atua ao lado dos grupos Vox Brasiliensis, Novoovonovo e do Núcleo Hespérides.
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