quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Samuel BARBER

West Chester, EUA – 9 de março de 1910 – Nova York, EUA – 23 de janeiro de 1981

Samuel Barber, compositor norte americano, escreveu uma vez: “Dizem que eu não tenho estilo, mas isso não importa. Eu apenas vou fazendo, como se diz, as minhas coisas. Acho que é preciso um pouco de coragem para tanto”
Barber, como seu companheiro de vida Gian Carlo Menotti, não se interessou pelas novidades de vanguarda na música, sofrendo censura da crítica moderna e intelectualizada. Acrescente-se que Barber é o autor de uma obra que se tornou imensamente popular, o célebre Adágio: essa popularidade parecia, aos seus detratores, sinal de concessão a facilidade. Aliás, Barber considerou o sucesso do Adágio como uma injustiça em relação a outras obras suas, a tal ponto que, depressivo como era, sua audição mergulhava o compositor em angústia e tristeza.
Hoje, que essas querelas modernas se desfizeram, Barber surge como u compositor essencial para a música do século XX. Algumas de suas partituras, como o concerto para violino e a ópera Vanessa, graças a sua beleza, tem lugar de destaque nas salas de concertos e nos teatros de ópera.
Esse estraordinário compositor possuía uma sensibilidade que foi chamada de “romântica”; na verdade uma fluência melancólica que perpassa pela maioria de suas composições. Foi fiel a Johann Sebastian Bach, que reconhecia como mestre supremo. Um magnífico testemunho desta fidelidade são as Mutações sobre Bach, estreadas em Nova York, no ano de 1968

Programa de Concerto Osesp – set / out 2009. p. 16

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