quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Compositor britânico John Tavener, ícone da música sacra, morre aos 69 anos


O compositor britânico John Tavener, um dos mais importantes do último século no Reino Unido, morreu em sua casa de Dorset (sudoeste da Inglaterra) aos 69 anos, informou nesta terça-feira (12) seu selo fonográfico, Chester Music.

O prestigiado músico, cuja "Song for Athene" foi interpretada no funeral, em 1997, da princesa Diana, morreu "tranquilamente" em seu domicílio na cidade de Child Okeford, segundo um comunicado.

O diretor-gerente da Chester Music, James Rushton, descreveu o artista, conhecido por sua grande espiritualidade e suas obras de música sacra, como "uma das mais inspiradas e únicas vozes na música dos últimos 50 anos".
"Seu trabalho é uma das contribuições mais significativas à música clássica em nossos tempos", afirmou Rushton.
"Para todos aqueles afortunados que o conheceram, John era um homem de profundas crenças, enorme calor pessoal, lealdade e humor", acrescentou.
Tavener teve uma saúde delicada durante boa parte de sua vida e, em 2007, sofreu um infarto que o obrigou a passar quatro meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Em 1979, o músico sofreu um acidente vascular cerebral, enquanto em 1990 foi diagnosticado a síndrome de Marfan, uma doença hereditária que afeta o coração.

CARREIRA

Tavener começou sua carreira nos anos 60 com o selo Apple Records dos Beatles e em breve se transformou em um dos poucos compositores clássicos contemporâneos cuja música foi popularizada entre um público mais amplo.
Em 1992, "The Protecting Veil", uma composição para violoncelo e cordas, se manteve durante várias semanas no topo das listas de sucessos.
Outros trabalhos muito populares são "A New Beginning", que foi tocada para dar as boas-vindas ao novo milênio na festa de Nochevieja de 1999 na Cúpula do Milênio, em Londres, e "Eternity's Sunrise".
Foi indicado duas vezes, em 1992 e 1997, aos prêmios Mercury da música e recebeu o título de "sir" no ano 2000.
Tavener se converteu em seguidor da Igreja ortodoxa russa em 1977 e via sua música como uma maneira de chegar a Deus, segundo declarou.
Apesar de sua frágil saúde, o músico, que deixa mulher, Maryanna, e três filhos, seguiu compondo e neste ano estreou três novas peças no festival internacional de Manchester, no norte da Inglaterra


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