sexta-feira, 16 de março de 2012

Governo prevê 20 mil bolsas de intercâmbio entre Brasil e EUA

Segundo ministro, país pretende ampliar programa de cooperação.
Química, física, matemática e engenharias serão contempladas em bolsas.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, afirmou nesta terça-feira (13) que 20 mil bolsas de intercâmbio entre Brasil e Estados Unidos nas áreas de química, física, matemática e engenharias estão previstas nos editais já programados para os próximos quatro anos pelo governo. Disse também que o governo deve ampliar o programa de cooperação entre os países a partir do desenvolvimento de novas áreas de pesquisa.

Segundo Raupp, o governo pretende firmar acordos para três novas áreas de programas de cooperação: nanotecnologia de informação (inovação na indústria), tecnologia da informação e comunicação e biomedicina e ciência da vida. Raupp ressaltou que já na semana que vem haverá uma videoconferencia entre os países para tratar de trabalhos em biomedicina.
Segundo o ministro Raupp, "as propostas feitas pelo Brasil foram bem recebidas pelos EUA" na terceira Reunião da Comissão Mista Brasil-EUA de Cooperação Científica e Tecnológica, que aconteceu em Brasília, nos últimos dias 12 e 13. Serviu, segundo ele, para "incrementar nossas atividades de ação com os Estados Unidos da América".

Ciência sem Fronteiras
O programa Ciência sem Fronteiras foi tratado como um "programa irradiador", que estimula o intercâmbio de pesquisadores e estudantes aos Estados Unidos da América para estimular a base de geração de conhecimento científico. "A internacionalização do conhecimento é absolutamente desejável", disse Raupp.

Segundo o ministro, devem existir, para isso, "políticas públicas de estabelecimento de infraestrutura laboratorial e desenvolvimento de talentos, como professores universitários".

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre, falou de ações práticas do programa Ciência sem Fronteiras para o controle de desatres naturais do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). "A Defesa Civil brasileira vai se beneficiar na questão da resposta preventiva e pós-desastre", afirmou.
O Cemaden, que monitora e emite alertas de risco de tragédias naturais, está em funcionamento desde o início de fevereiro. O objetivo é alertar a população com a maior antecedência possível sobre eventuais tragédias naturais.

O Conselheiro Científico da Casa Branca, John Holdren, falou sobre como alavancar a parceria que já existe entre Brasil e Estados Unidos em relação aos desastres naturais. "Deve haver a previsibilidade, reparação, resposta e recuperação. Haverá workshops, em conjunto, de capacitação, de sistemas de localização geográfica e de centros de reparação emergencial". Para o conselheiro americano, haverá o melhor "monitoramento e mensuração dos oceanos, do ciclo hidrológico e de mudanças climáticas".
Mulheres na ciência

John Holdren falou da participação das mulheres na ciência. "Sem dúvida as mulheres representam metade das populações em muitos dos nossos países, mas elas não são metade de todas as produções científicas, há o subaproveitamento das mulheres", afirmou.

Segundo o ministro Raupp, a presidente Dilma Rouseff já havia manifestado grande interesse ao presidente dos EUA, Barack Obama, quando de sua visita ao Brasil em abril do ano passado, sobre o projeto de intercâmbio entre ambos os países. Segundo Raupp, a comissão também serviu como subsídio para preparação da visita de Dilma aos EUA, que acontecerá em abril deste ano.
De acordo com as assessorias do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério das Relações Exteriores, a Comissão Mista foi criada pelo “Acordo Relativo à Cooperação em Ciência e Tecnologia”, em vigor desde 1986. Suas duas primeiras edições foram realizadas em 2006 e 2009.
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