quinta-feira, 22 de março de 2012

Orquestra de Rio Preto sai do papel

Paulo de Tarso - Regente Titular

O projeto da Orquestra Filarmônica de Rio Preto finalmente saiu do papel. Em comemoração aos 160 anos da cidade, o concerto de estreia foi ontem, às 20h30, no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Em busca de patrocínio, o pontapé partiu da Secretaria de Cultura, com um aporte de mais de R$ 50 mil
A diferença primordial entre uma orquestra Filarmônica e Sinfônica é que a primeira é subsidiada por patrocínios, já a outra, pelo Poder Público, por meio de concursos. Mas como Rio Preto ainda não conseguiu mobilizar a iniciativa privada, os esforços ainda dependem do dinheiro municipal.

Para o maestro e regente da orquestra, Paulo de Tarso, esse início ainda está aquém da perspectiva. Com 30 músicos no palco, o ideal, segundo ele, seria contar com 60 músicos, que custariam R$ 2 mil, cada, por mês. Um aporte de mais de R$ 120 mil, contando salários, viagens e estrutura. “Rio Preto é uma cidade que merece uma iniciativa como essa. Temos tamanho para manter uma orquestra e o projeto já é antigo. Mas agora estou mais confiante com o apoio da prefeitura. Acredito que nossa apresentação fará com que os empresários prestem mais atenção no projeto e na importância dele para a cidade”.
Mantendo um grupo que prioriza músicos de Rio Preto, o maestro quer criar um repertório bem elaborado. Para isso, pretende poder manter três ensaios semanais e uma agenda de apresentações com um conjunto de participantes fixos e remunerados.

O projeto da Orquestra Filarmônica é desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Rio Preto (Faperp), que também administrará as verbas de patrocínio.
O concerto de ontem contou, além da Orquestra, com a participação do Coral Paulista Ensemble e da solista Araceli Chacon, que se apresentará no piano. No repertório, obras de Beethoven, Mozart, Bach, Vivaldi e do brasileiro Heitor Villa Lobos. A entrada é gratuita, basta retirar os ingressos com 30 minutos de antecedência.
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