segunda-feira, 5 de março de 2012

Louis Moreau GOTTSCHALK

Louis Moreau GOTTSCHALK
Nova Orleans, EUA – 8 de maio de 1829
Rio de Janeiro, Brasil, 18 de setembro de 1869

Filho de uma haitiana com um judeu nascido em Nova Orleans, Gottschalk foi o primeiro pianista não europeu a fazer de sua vida uma aventura cheia de turnês pelo mundo inteiro. Estudou piano entre 1842 e 1853 em Paris. Inquieto, ficou apenas um ano em seu país e, no ano seguinte aportou em Cuba, Daí em diante, visitou praticamente todos os países da América Central e do Sul.

Gottschalk fazia uma espécie de vaivém entre cada país e os EUA. Mas em 1865, perseguido pelos credores norte-americanos, voltou à rotina de viagens pela América do Sul. Sua última parada foi o Brasil, onde chegou em maio de 1869 e passou seus últimos seis meses de vida em ritmo frenético (morreu em 18 de dezembro daquele ano  numa pensão no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro).

E, como fazia em cada lugar que chegava, tratava logo de compor variações sobre melodias mais conhecidas e populares, a maneira mais rápida e eficiente de comquistar sucesso com a população local. 

Foi o que fez assim que chegou no porto do Rio de Janeiro, em maio de 1869.  Resultado é esta Grande Fantasieie triunphale  sobre o  Hino Nacional Brasileiro, na melhor tradição dos improvisos e paráfrases de Franz Liszt sobre as árias das óperas mais badaladas de seu tempo. Ele decicou a obra à princesa Isabel, filha de D. Pedro II, o monarca brasileiro, aliás, adorava esta fantasia baseada na  música de Francisco Manuel da Silva. A peça estreou num dos vários megaconcertos de que participou por aqui.

Em carta a amigos nos EUA, ele narra seu sucesso: “Os meus concertos no Brasil são verdadeiro furor(...) o Imperador, a família Imperial e a corte não perderam um só dos meus concertos e a minha Fantasia Triunfal agradou a D. Pedro II. Cada vez que me apresento, tenho que tocar essa obra”

A grande pianista brasileira Guiomar Novaes adorava tocar esta fantasia como extra em seus recitais

Programa de Concerto Osesp – set / out 2009. p. 78
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