terça-feira, 6 de setembro de 2011

A Hora Espanhola, de Ravel (RJ)

Compositor eclético por excelência, Ravel soube tirar proveito do seu interesse pela tradição musical das mais variadas origens. Em particular, é notória a influência espanhola sobre seu imaginário.
 

Juntamente com o amigo Claude Debussy, Ravel (1875 – 1937) é considerado um dos principais representantes do impressionismo musical. Sua obra apresenta ademais um audaz estilo neoclássico e, às vezes, rasgos de expressionismo, sendo fruto de uma complexa herança e de inovações que revolucionaram a produção para piano e para orquestra.
Sua obra uniu a tradicional elegância francesa das formas a uma fantasia transbordante e a um colorido que lembram a música popular espanhola. A influência peninsular é marcante tanto em A Hora Espanhola, como em sua Rapsódia Espanhola (1907) e em seu famoso Bolero (1928).
Composta a partir de uma peça de Franc-Nohain (1872-1934), A Hora Espanhola é a primeira comédia musical (preferia esta denominação à ópera) de Ravel e, com pouco menos de uma hora de duração, estreou em 1911 no Opéra-Comique de Paris em um programa duplo com Thérèse, de Jules Massenet. Não granjeou então aplausos do público, sendo considera picante demais e, mesmo, "pornográfica". Depois de uma temporada inicial de nove representações não foi reapresentada até ser montada novamente pela Ópera de Paris, em 1921, e depois nos Estados Unidos. Aos poucos, as restrições iniciais foram sendo superadas e suas qualidades reconhecidas.
A versão veiculada no programa traz Elizabeth Laurence, soprano, como Concepcion; Tibere Raffali, como Gonzalve; Michel Senechal, tenor, como Torquemada; Gino Quilico, barítono, como Ramiro; e François Loup, baixo, como Don Inigo Gomes. A orquestra é a Nouvel Philarmonique com regência de Armin Jordan.
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