quarta-feira, 16 de outubro de 2013

33º Panorama da Arte Brasileira: uma nova sede para o MAM de São Paulo

 

Fica em cartaz no MAM, entre 6 de outubro e 15 de dezembro, o 33º Panorama da Arte Brasileira: uma nova sede para o MAM de São Paulo, a nova edição da mostra bienal que propõe uma reflexão utópica sobre uma nova possível sede para o MAM, que, na realidade, não deve mudar de lugar. O nome da mostra “P33: Formas únicas da continuidade no espaço” faz  referência à escultura futurista homônima de Umberto Boccioni, que já integrou o acervo do MAM e atualmente pertence ao MAC. A exposição pode ser visitada de terça a domingo, das 10 às 17h30 e tem entrada Catraca Livre.
Durante o Panorama, o auditório do MAM sedia três encontros. No sábado, 26, a partir das 11h, o tema é “Um Novo MAM, por que e para quem?”, com Marcelo Morettin (Andrade e Morettin),  Ângelo Bucci (SPBR), João Sodré (gruposp), Anne Save de Beaurecueil (SUBdV), Lucho Oreggioni e Bernardo Martin (Y-Arquitectura), Rodrigo Cerviño (Tacoa) e Isadora Guerreiro (Usina). Na quarta, 30, às 19h, o produtor e crítico de arte Jochen Volz e Lígia Nobre, co-curadora da X Bienal de Arquitetura de São Paulo, falam sobre “Pavilhão de Arte. Estudo de caso: Inhotim e Serpentine”. Fechando os debates, no domingo, 13, às 19h, o arquiteto Philippe Rahm conduz a mesa  Arquitetura Meteorológica.
Foram selecionados artistas brasileiros e estrangeiros, com um total de 32 convidados, que apresentam obras novas ou antigas, sempre relacionadas ao debate proposto da exposição, que é fruto das pesquisas da curadora Lisette Lagnado e da curadora-adjunta Ana Maria Maia em São Paulo, Recife, Rio, Belo Horizonte e Salvador, guiadas pelos núcleos modernistas no Brasil, e também em San José (Costa Rica) e em Montevidéo (Uruguai).
As escolhas promovem o caráter “retroprospectivo” da exposição, com trabalhos que trazem documentos e obras do passado, além de outros que propõem uma dimensão projetiva.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo foi fundado em 1948, por Ciccillo Matarazzo, e ganhou sua sede oficial no 3º andar do prédio dos “Diários Associados”, na rua 7 de abril, em 1949. Em 1963, ficou sem sede e seu acervo foi doado para a USP, situação que foi revertida em 1969 com a mostra “Panorama de Arte Atual Brasileira”, quando ganhou novo endereço no antigo Pavilhão Bahia, na marquise do Parque do Ibirapuera, onde permanece até hoje.
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