sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O que torna a Dinamarca o país mais feliz do mundo


O que faz a Dinamarca feliz? De acordo com o ranking de felicidade da Organização das Nações Unidas (ONU), os dinamarqueses são a população mais feliz do mundo.

Para chegar ao ranking, a ONU fez perguntas diretas ao povo a respeito de sua felicidade e otimismono momento, além de perspectivas de vida. Depois, a pesquisa levou em conta o PIB per capita da população, expectativa de vida saudável, percepção de corrupção no país e liberdade, por exemplo.

Com elevados índices de educação, saúde e renda (veja abaixo), a Dinamarca saiu na frente. Mas o que, realmente torno os dinarmaqueses felizes é "o extremo grau de confiança que as pessoas têm umas nas outras", segundo o professor de Economia Christian Bjornskov, que tem um PhD no tema "felicidade e economia" pela Aarhus Business School.

"Nós perguntamos para as pessoas se elas acham que desconhecidos são dignos de confiança. Cerca de 70%, na Dinamarca, diz que sim. No Brasil, esse índice é de apenas 7%", compara o professor. Mas por que isso torna as pessoas mais felizes? Segundo ele, melhora as relações sociais e "as pessoas ficam felizes em saber que não precisam ter pequenas preocupações", diz. Perder a carteira ou tentar encontrar um endereço na rua deixam de ser pequenas preocupações cotidianas, então, segundo ele.

A confiança que os dinamarqueses têm nas instituições do seu país – especialmente políticos e polícia, também os torna um povo mais feliz. "As pessoas se acostumam com bens materiais, não é isso que as faz felizes, mas se você realmente combater corrução, elas confiam no país e isso ajuda na felicidade", afirma Bjornskov.

Para um brasileiro, confiar em políticos pode parecer estranho, mas a Dinamarca conta com um sistema judiciário que aparentemente não deixa corrupção impune. Até 1840, explica Bjornskov, quem fosse pego em esquema de corrupção passaria o resto da vida na cadeia.

O professor acredita que essas políticas rigorosas tenham tido como resultado a honestidade atual na política: "Você vai rir, mas o último grande escândalo político que tivemos por aqui foi quando um ex-primeiro ministro não conseguia justificar todas suas despesas". Quanto dinheiro foi gasto sem explicação? "Cerca de 145 dólares. Aquilo foi um escândalo". O professor se refere a Lars Lokke Rasmussen, que foi primeiro-ministro entre 2009 e 2011.

Fonte: Exame

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